“TI Verde” pode gerar produção mais limpa e gestão mais eficiente

Agência Indusnet Fiesp

Uma nova possibilidade de aplicação industrial da Tecnologia da Informação (TI) está crescendo no Brasil e no mundo. A “TI Verde”, como é conhecida, vem se fortalecendo como ferramenta para auxiliar no desenvolvimento de produções mais limpas e sustentáveis; uma forma eficaz de alavancar gestões preocupadas com o meio ambiente.

O tema foi debatido durante a reunião mensal do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Fiesp, nesta quinta-feira (13). A apresentação ficou por conta da Doutora em Direito Ambiental, Flávia Frangetto, e do gerente de relações institucionais da Oi, Marcos Mesquita.

Conceito
Para Frangetto, valendo-se da capacidade da TI as indústrias têm chance de catalisar comportamentos positivos para a qualidade do meio ambiente.

“TI verde é o nome de um longo processo que aplica regras de sustentabilidade, desde as fontes de matéria-prima que devem ser utilizadas para determinado tipo de produção, passando pela qualificação de fornecedores, chegando até a fase de pós-venda das mercadorias geradas”, explica a advogada.


Aplicação

De acordo com Mesquita, a TI Verde possibilita às empresas instrumentos que levantam informações sobre o impacto de seus produtos sobre o meio ambiente e, consequentemente, elas podem reduzir os danos que causam. “Ações como a reutilização de resíduos para a proteção ambiental por meio de redução de fontes e a gestão de dados que permitem medir o consumo de energia e de água, por exemplo, já são possíveis por meio do uso da tecnologia”, afirma.

Além disso, em sua opinião a tecnologia ajuda a aperfeiçoar a gestão de resultados. “Em empresas norte-americanas, estão sendo colocados chips nos animais na fazenda, que monitoram as necessidades vitais do animal, quando estão com fome, sede e até mesmo doentes”, destaca.

Outro exemplo é o Plantio Online, cada vez mais comum nos Estados Unidos. “A planta ‘avisa’ quando precisa de água e automaticamente o sistema de irrigação lhe fornece a quantidade necessária”, aponta o gerente da Oi.