Fiesp realiza primeira ação de preparação para a China International Import Expo (CIIE) 2018

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Empresários com malas prontas para embarcar para a principal feira de negócios do ano, a China International Import Expo (CIIE), participaram na manhã desta quarta-feira (29 de agosto) do seminário “Go Asia: destino China”, a primeira ação de preparação da Fiesp para a missão empresarial, que ocorrerá entre os dias 2 e 11 novembro, em Xangai. 

Na avaliação do presidente em exercício da Fiesp e do Ciesp, José Ricardo Roriz, o encontro serviu como importante termômetro para quantificar e qualificar a já consolidada parceria entre Brasil e China. “Hoje, 60% da pauta de exportação do Brasil para a China é de oleaginosas e minério de ferro, ou seja, produtos primários, enquanto as importações da China são principalmente de máquinas e equipamentos ou manufaturados, por mérito até dos chineses, que têm a indústria como seu carro-chefe, sua mola propulsora de crescimento”, afirmou. Roriz frisou que a feira é uma grande oportunidade de melhorar a qualidade das exportações brasileiras para aquele país, o que também é de interesse dos chineses, além de conhecer mais da logística local e de sua cultura empresarial.

Segundo o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), Thomaz Zanotto, a China tem sido ponto de atenção para a federação. “O mercado chinês está na linha de frente dos locais do mundo onde teremos grande crescimento nos próximos 12 anos”, afirmou. De acordo com ele, até 2030, as áreas de maior crescimento e avanço da renda estarão todas no leste asiático, com destaque para a China, ao passo que Coreia e Japão já representam economias estabilizadas. Zanotto lembrou ainda que nos últimos 30 anos a China fez o maior processo de urbanização da história da humanidade, com mais de 600 milhões de pessoas saindo da subsistência para viver nas cidades, algo em torno de um Brasil a cada dez anos.

“Temos um mundo e a Ásia, principalmente, em uma transição gigantesca que merece atenção dos empresários. Os brasileiros têm que buscar essa fatia de mercado”, defendeu o diretor do Derex Harry Chiang. Para ele, a feira de importação comandada pelo presidente Xi Jinping é um dos maiores eventos do comércio exterior do mundo.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:


Imagem relacionada a matéria - Id: 1539965928China deve importar US$ 10 trilhões nos próximos cinco anos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O conselheiro econômico e comercial do Consulado Geral da China em São Paulo, Yu Yong, frisou que esse é o primeiro evento da China focado em importação, algo raro naquela economia. “A feira demonstra a responsabilidade que a China pretende desempenhar nesse contexto de globalização e mais risco de protecionismo comercial”, completou. Yong detalhou a complexidade da lógica chinesa e seus grandes números em todos os setores. Para ele, os chineses têm confiança em um crescimento relativamente alto para a economia nos próximos anos, por isso o interesse também em produtos de maior valor agregado. “Atualmente, a China é o maior importador mundial, parceira de 120 países e nos próximos 15 anos deve importar US$ 24 trilhões em bens”, apontou o conselheiro.

Presidente do Bank of China no Brasil, Zhang Guanghua contou que a China se destaca nos dias de hoje não apenas pela grandeza de seus números populacionais, conhecida nos anos 60 e 70, mas por conta do forte avanço do poder de compra real dos chineses, uma alta de quase cinco vezes nas últimas duas décadas. “Em consumo, a China figura como segundo maior mercado do mundo. Nos anos 2000, nossa classe média era bastante concentrada nas quatro maiores cidades do país e representava 4% da população, no entanto, até 2016 esse número passou para 68%, com estimativas de 75% até 2022”, explicou o executivo. 

Da província de Hunan, Guo Jing Liang apresentou as oportunidades de negócios de sua região. Localizada no centro da China, a 10º província do país foi a primeira a fechar acordos com empresas brasileiras. “Desde que o país implementou a política de reforma e abertura comercial, Hunan tem tido um ótimo desempenho, com um PIB [Produto Interno Bruto] de US$ 490 bilhões em 2016, o 9º do país”, contou.

Finalmente, a analista de Negócios Internacionais da gerência China da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Patrícia Steffen, mostrou oportunidades para empresas brasileiras segundo levantamentos realizados pela agência. “Em 2000, a população rural chinesa era muito maior do que a urbana, mas com a industrialização, em 2012, a população urbana já havia superado a população rural no país”, afirmou. Patrícia garantiu que o governo brasileiro vem trabalhando para diversificar a pauta de exportação, hoje concentrada em pouco mais de cinco produtos principais. 

Como parte do esforço conjunto do sistema Fiesp de incentivo e atendimento aos empresários interessados em fazer comércio com a China, o gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Lahoz Maia, mostrou aos participantes as atuais estruturas das escolas de aprendizagem industrial em todo o Estado. Maia destacou aos empresários especialidades das escolas como etanol, logística e alimentos.

Fiesp e MDIC discutem inovações em operações de comércio exterior

Agência Indusnet Fiesp

Processos administrativos aduaneiros e inovações trazidas pelo portal Único de Comércio Exterior foram tema de debate no Seminário de Operações de Comércio Exterior realizado na manhã desta sexta-feira (18 de maio) pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp.

Em sua fala de abertura, o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, defendeu a importância da facilitação de comércio em todo o mundo. Segundo ele, no Brasil, com o programa do portal Único, a temática tem ganhado atenção no governo e na esfera privada.

Para Zanotto, essa estratégia representa uma das maiores conquistas do Estado brasileiro nos últimos governos. “A criação do Portal Único vai proporcionar uma redução drástica do tempo de exportações e importações”, disse. Na prática, ele explica, “é um projeto que gera mais ganhos do que qualquer outro projeto de infraestrutura implementado. Além disso, a redução de custos em comércio exterior pode alcançar os US$ 23 bilhões”.

Na avaliação do secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Miguel Árabe Neto, o encontro figurou como uma importante oportunidade de aproximação do governo com os principais participantes do setor privado, recebendo assim as ponderações e sugestões de quem atua no dia a dia do comércio. O secretário apontou a temática sobre facilitação de comércio como um dos principais pilares da política do MDIC, a fim de promover avanços em competitividade, produção e exportação no país. “Será uma mudança estruturante. Todo o caminho para exportar e importar está sendo refeito”, afirmou o secretário.
O diretor do Departamento de Operações de Comércio Exterior (Decex) do MDIC, Renato Agostinho, por sua vez, falou sobre o novo tratamento administrativo dos processos de importação e exportação, que com a implementação completa do Portal Único, irão ocorrer de forma mais ágil se comparados com os processos atuais. Já o analista de Comércio Exterior do MDIC, Samuel Meireles Dias e Sousa, detalhou de forma prática como o governo desenvolveu algumas funcionalidades do sistema do Portal Único para alavancar o desenvolvimento do setor, visando evitar burocracias e facilitar as etapas dos processos.

Também participaram do encontro o coordenador-geral de Importação do MDIC, Maurício Genta Maragni, o auditor fiscal da Receita Federal e gerente do Programa Portal Único pela RFB, Frederico Fróes Fontes, e o coordenador-geral substituto de Exportação e Drawback do MDIC, Marcelo Landau.

Clique aqui para ter acesso às apresentações feitas no seminário.

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Thomaz Zanotto fala no Seminário de Operações de Comércio Exterior. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Balança comercial paulista tem superávit de US$ 3,2 bi de janeiro a setembro

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A balança comercial paulista acumulou um superávit de US$ 3,2 bilhões nos primeiros nove meses de 2017. No período, as exportações do Estado avançaram 11,1%, para US$ 43,9 bilhões, enquanto as importações cresceram 5,3%, para US$ 40,7 bilhões, em comparação com os mesmos meses de 2016. Os dados são do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp sobre o desempenho das 39 diretorias regionais do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

A diretoria regional de São Paulo foi a principal exportadora do Estado, com destaque para a venda de açúcar e grãos. Os embarques totais desta regional somaram US$ 6,2 bilhões de janeiro a setembro, retração de 6,4% na comparação interanual. Do lado das importações, a pauta da regional de São Paulo foi encabeçada por combustíveis, máquinas e materiais elétricos, somando US$ 7,6 bilhões, número 8,9% maior que igual período de 2016.

Na segunda posição no ranking de principais exportadores do Estado, a diretoria regional de São José dos Campos se destaca pelo crescimento das exportações no período analisado, da ordem de 31,0%, com relação a 2016. Na contramão, as importações desta diretoria regional recuaram 42,1% na mesma base de comparação, o que resultou no maior saldo comercial dentre todas as regionais do Estado: US$ 4,3 bilhões, com crescimento de 191% sobre o saldo apurado em igual período do ano anterior.

Foram destaque também as diretorias regionais de São Bernardo do Campo, quarta maior exportadora do Estado, com crescimento expressivo tanto das exportações quanto das importações (25,8 e 23,3%, respectivamente), como reflexo da retomada do setor automobilístico, e de Campinas, que apresentou a segunda maior corrente de comércio dentre as regiões analisadas pela Fiesp, sobretudo em virtude do aumento de 33,3%, das importações de máquinas e aparelhos elétricos, sempre em comparação com o mesmo período de 2016.

Na opinião do diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, os resultados da balança comercial paulista nos primeiros nove meses do ano refletem o bom desempenho do setor exportador como um todo, tanto de produtos básicos como de manufaturados. O crescimento das importações, sobretudo de bens de capital e de insumos, também é um indicador positivo, de retomada gradual da atividade econômica no Estado e, consequentemente, de todo o Brasil.

De janeiro a setembro de 2017, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 53,3 bilhões, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Trata-se de um saldo recorde, superior inclusive ao número total registrado no ano de 2016. Foram US$ 164,6 bilhões em exportações e US$ 111,3 bilhões em importações, aumentos de 18,1% e 7,9%, respectivamente, na comparação interanual.

Fiesp sedia lançamento de plataforma da ONU sobre padrões voluntários de sustentabilidade

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A Fiesp foi sede nesta quinta-feira (1º de junho) do lançamento da plataforma do Fórum das Nações Unidas (ONU) sobre padrões voluntários de sustentabilidade, em evento organizado também pelo Ciesp e pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), com apoio do Instituto de Desenvolvimento Alemão (DIE).

A nova plataforma, composta por cinco agências da ONU, tem como objetivo incrementar o acesso, sobretudo de países em desenvolvimento, a uma base de dados única sobre padrões voluntários de sustentabilidade, estabelecendo um canal de diálogo entre agentes públicos e privados sobre medidas desta natureza. Além disso, a iniciativa busca promover a melhora do desemprenho de empresas cujo processo produtivo baseia-se no uso de exigências voluntárias, ampliando o acesso de seus produtos em diferentes mercados.

Na avaliação do diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, o Brasil passa atualmente por um processo de transformação intenso, em que o contexto sustentável terá um papel irreversível e pautará o comportamento das indústrias e do consumo no futuro.

O coordenador-geral de Articulação Internacional do Inmetro, Jorge Cruz, por sua vez, explicou que a plataforma brasileira possibilitará a realização de novos estudos sobre sustentabilidade, que poderão ser compartilhados com outros órgãos de governo. Também contribuirá para identificar e unificar os avanços necessários para o tema no país.

Segundo a especialista em economia da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), Denise Penello, a ONU realiza um esforço desde 2013 para facilitar a participação dos países em desenvolvimento nas discussões sobre sustentabilidade e nos movimentos de cooperação locais e mundiais.

Representatividade

Do DIE, o pesquisador sênior e chefe do Departamento de Treinamento, Thomas Fues, comentou que a criação da plataforma figura como importante passo no esforço de conectar iniciativas sobre o assunto.

De acordo com Fues, o DIE busca a ajuda da América do Sul no desenvolvimento de novas ideias para a questão da sustentabilidade global. “Estamos em um momento crítico. Se continuarmos assim teremos problemas inimagináveis nos próximos 15 anos”, alertou. “O setor privado deve ter uma participação efetiva, de liderança, nesse movimento de conscientização dos processos produtivos”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539965928Fues, do DIE, alerta para a necessidade de atuação do setor privado nos próximos anos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp.


A análise da questão sustentável agrega discussões sobre meio ambiente, padrões trabalhistas e aspectos econômicos da produção. A presidente do Comitê Brasileiro de Barreiras Técnicas ao Comércio (CBTC) e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), Vera Thorstensen, destacou que não há no governo brasileiro, por exemplo, uma liderança que trate da área e organize as prioridades da agenda sustentável.

“É um ambiente novo, ainda de confusão imensa. Hoje temos a exigência de pelo menos 520 novos padrões, os chamados standards, mas quem dá seriedade a essas regras?”, criticou Vera. “Há algum órgão internacional que agregue essas boas práticas? Precisamos dessa resposta”, enfatizou.

O evento recebeu ainda a secretária executiva da Imaflora, Laura Prada, o diretor geral da Agroicone, Rodrigo Lima, a coordenadora técnica da Forest Stewardship Council (FSC), Fernanda Rodrigues, e o consultor sobre padrões voluntários de sustentabilidade Ulrich Hoffmann.

Governo lança na Fiesp ambiente de validação do Novo Processo de Exportações

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O ambiente de validação do Novo Processo de Exportações do Portal Único de Comércio Exterior foi lançado oficialmente nesta terça-feira (20/12) na Fiesp. O sistema está disponível para o setor privado, permitindo às empresas testar as soluções de tecnologia da informação desenvolvidas para amparar o Novo Processo de Exportações. Com isso, elas podem preparar os sistemas corporativos para se comunicar com a nova interface, explicou Renato Agostinho, secretário substituto de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Há redução de 60% no total de dados a digitar, explicou. Até o final do primeiro trimestre de 2017 deverá ser lançado, para o modal aéreo, o piloto do Novo Processo de Exportações.

No evento, o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, explicou que a entidade há alguns anos coloca como prioridade absoluta o projeto do Portal Único de Comércio Exterior. Reduzindo à metade o tempo de saída dos portos, economiza, de forma muito conservadora, US$ 15 bilhões por ano, disse. “Não há projeto de infraestrutura que dê esse retorno.” Zanotto destacou a importância dada pelo tema ao presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf.

Os países têm investido muito em infraestrutura de internet, de tecnologia da informação, explicou. É um tipo de infraestrutura que facilita e nivela o país, integrando o Brasil ao mundo, afirmou Zanotto.  Sempre lutamos, disse, pelo projeto do Portal Único, para que não perca o vapor, não perca os recursos necessários. Destacando que o comércio exterior volta à centralidade na política econômica brasileira, Zanotto lembrou que cada vez mais o comércio exterior é a facilitação do comércio.

>> Ouça boletim sobre o Portal Único

José Guilherme Vasconcelos, superintendente regional da Receita Federal em São Paulo, explicou que a instituição trabalha pela facilitação do comércio exterior, que é do interesse do Estado, mas não perde o foco no controle alfandegário, para combater práticas ilícitas, que prejudicam as empresas nacionais.

São Paulo faz fronteira com o mundo, lembrou, com a maior alfândega portuária da América do Sul, em Santos. O Estado, disse, concentra 60% das trocas brasileiras.

John Mein, coordenador executivo da Procomex, destacou a ampliação do escopo do evento de apresentação do projeto, indo além do caráter técnico.

Redesenho

Renato Agostinho, secretário substituto da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, destacou a receptividade da Fiesp às iniciativas do governo para facilitação de comércio exterior, que tem no Portal Único sua iniciativa mais expressiva. Explicou que ele não é somente um novo sistema, e sim um redesenho de processos, num trabalho feito em estreita cooperação com o setor privado.

É muito mais, afirmou, do que informatizar a burocracia existente. Reduz tempo e custos no comércio exterior, dando mais competitividade aos operadores. Hoje, numa operação de comércio exterior, o CNPJ de uma empresa pode ser exigido 18 vezes, exemplo que Agostinho escolheu para ilustrar a burocracia atual.

Com o portal único há atuação coordenada dos órgãos ligados ao comércio exterior, com uma interface única com o governo. Sua implantação começou em 2014. Espera-se redução de 40% dos tempos médios de importação e exportação quando estiver concluído. Isso, explicou Agostinho, colocará o Brasil em igualdade com os principais atores do comércio internacional. Ele citou ganhos para a economia brasileira graças a isso, com o PIB crescendo 1,52% no primeiro ano de sua implementação, segundo estudo da FGV. E chegaria a 2,52% em 14 anos.

O Novo Processo de Exportação permite redução de 60% no total de dados a digitar, explicou. Até o final do primeiro trimestre de 2017 deverá ser lançado, para o modo aéreo, o piloto do Novo Processo de Exportação. E também o Novo Processo de Importação começará em 2017.

As operações deixam de ser sequenciais e podem ser feitas paralelamente, permitindo ganho de agilidade. A Declaração Única de Exportação (DU-E) substitui RE, DE e DSE. Há integração com a Nota Fiscal Eletrônica, e as inspeções físicas ganham celeridade e coordenação, frisou Agostinho.

Vladimir Guilhamat, diretor titular adjunto do Derex, ressaltou a importância de permitir a empresas de menor porte o acesso às novas ferramentas de comércio exterior. Guilhamat destacou que a Fiesp também trabalha no piloto do Certificado Único de Origem Digital.

Sandra Magnavita, gerente do projeto de exportação do Portal Único na Receita Federal, destacou a importância da participação do setor privado na validação do novo ambiente.

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Abertura do evento na Fiesp em que foi lançado o ambiente de validação do Novo Processo de Exportação. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Exportação da indústria registra queda, e participação de importados segue praticamente estável

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Coeficiente de Exportação (CE) da indústria de transformação, medido pelos departamentos de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) e Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e do Ciesp, fechou o terceiro trimestre de 2016 em 20,1%, uma retração de 0,8 ponto percentual (p.p.) no acumulado de julho a setembro em relação ao segundo trimestre do ano.

O relatório mostra que no período analisado, o envio de produtos brasileiros para o exterior caiu 5,1% (em quantum), na passagem do segundo trimestre para o terceiro trimestre, enquanto a produção industrial contraiu em 1,4%.

Já o Coeficiente de Importação (CI) teve um pequeno aumento de 0,3 p.p. e passou para 20,3% no terceiro trimestre, ante 20,0% do segundo trimestre. Isso porque houve expansão de 2,0% das importações (em quantum), acompanhada de um consumo aparente praticamente estável (crescimento de 0,1%).

Thomaz Zanotto, diretor titular do Derex, afirma que os resultados traduzem a valorização do Real ao longo do ano. “As exportações da indústria se beneficiaram de um nível mais realista da taxa de câmbio em 2015, mas que se reverteu ao longo de 2016. Assim, o pequeno aumento da participação das importações no consumo é reflexo mais da valorização do Real do que da recuperação econômica, uma vez que não houve aumento do coeficiente em setores de bens de capital, como de máquinas e equipamentos”, observou.

Setores

Dos 21 setores analisados pelo Coeficiente de Exportação e Importação (CEI) da Fiesp e do Ciesp, seis tiveram crescimento do CE no terceiro trimestre de 2016, na comparação com o segundo. Quatro setores permaneceram estáveis (0,0 p.p. de variação) e outros 11 registraram quedas. Os setores mais positivos foram os produtos de fumo (alta de 11,1 p.p.), madeira (2,7 p.p.) e celulose e papel (0,5 p.p.). No entanto, as maiores retrações ocorreram em metalurgia (-6,0 p.p.); produtos têxteis (-3,3 p.p.) e derivados de petróleo e biocombustíveis (-2,0 p.p.).

No CI, houve crescimento em 14 setores analisados e cinco registraram queda. Os destaques mais positivos foram os setores de produtos de fumo (alta de 5,2 p.p.), derivados de petróleo e biocombustíveis (4,7 p.p.) e produtos têxteis (2,0 p.p.). As retrações mais acentuadas ocorreram em máquinas e equipamentos (-3,9 p.p.); metalurgia (-2,9 p.p.) e artigos de vestuário (-1,4 p.p.).

Clique aqui para ter acesso à pesquisa  completa.

Metodologia

Depecon e Derex relançaram neste ano os Coeficientes de Importação e Exportação da indústria brasileira (CEI).

O levantamento tem como objetivo analisar de forma integrada a produção industrial e o comércio exterior. O Coeficiente de Exportação (CE) mede a proporção da produção que é enviada para fora do Brasil, enquanto o Coeficiente de Importação (CI) mede a proporção de produtos consumidos internamente, porém fabricados fora das fronteiras do país.

A nova metodologia desconsidera as sazonalidades, permitindo uma comparação entre meses sem influência de fatores pontuais e característicos de certas épocas do ano.


Diretor do Derex será moderador de painel sobre os EUA e a China no 35º Encontro Nacional de Comércio Exterior

Agência Indusnet Fiesp 

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, será moderador, nesta quarta-feira (23/11), do painel “Estados Unidos e China: Mercados Especiais, Atenção Prioritária”, do 35º Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex), no Rio de Janeiro.

Para Zanotto, a discussão envolverá as perspectivas de mercados dos Estados Unidos e da China, devendo ser um dos mais importantes do evento. “Estamos em um momento em que vozes protecionistas se levantam, mas o Brasil colocou o comércio exterior na centralidade de sua recuperação econômica”, afirmou. “O comércio global, pela segunda vez desde 2007, está crescendo 1,6%, abaixo dos 2% da economia mundial”, disse.

O painel será composto por Marcos Caramuru, embaixador do Brasil na China, e Sergio Amaral, embaixador do Brasil nos Estados Unidos. “Eles são os dois melhores e mais experientes diplomatas brasileiros”, destacou Zanotto. “Amaral foi ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no Governo Fernando Henrique Cardoso, além de presidente do Conselho Empresarial Brasil-China”, disse. “Caramuru foi cônsul-geral em Xangai e, durante um período, atuou como empresário. Ele montou uma consultoria que prestava serviços a empresas brasileiras interessadas em operar na China, mora em Xangai há bastante tempo. É competente, conhece a economia chinesa e as dificuldades de empreender naquele país”, afirmou Zanotto.

Carlos Geraldo Langoni, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e ex-presidente do Banco Central, também estará no painel.

Representando a Fiesp, Zanotto também receberá o Prêmio Destaque do Comércio Exterior 2016, na categoria “Apoio à Exportação”, em reconhecimento às empresas e instituições que se destacaram na área em 2015.

O Enaex é promovido pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e será realizado nos dias 23 e 24 de novembro, no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro. O tema do evento esse ano será “Exportar para Crescer”. Serão dois dias de workshops, painéis e discussões sobre os principais temas ligados ao comércio exterior brasileiro.

Para saber mais sobre o encontro, só clicar aqui.



‘Vivemos um processo de retomada das exportações’, afirma diretor da Fiesp em Seminário sobre Financiamento à Exportação

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de voltar os olhos para o mundo. Nesse sentido e com o objetivo de estimular as vendas externas dos produtos brasileiros, foi realizado, na manhã desta quinta-feira (27/10), na Fiesp, o Seminário sobre Financiamento à Exportação Brasileira. O evento foi organizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação,

“Vivemos um processo de retomada das exportações”, disse Thomaz Zanotto, diretor-titular do Derex. “Temos aqui hoje empresas de todos os tamanhos e não só do setor da manufatura”.

Para Zanotto, exportar é como “entrar na academia”. “Você começa e acha que fez uma loucura, mas, depois, percebe como a sua empresa fica melhor”, explicou. “É realmente como entrar em forma”.

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Zanotto, ao centro: "Exportar é como entrar na academia". Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“O objetivo agora é colocar o comércio exterior na centralidade das políticas de governo”, explicou Tatiana Rosito, secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex). “Estamos focados na produtividade das empresas”.

>> Ouça boletim sobre o seminário

Nessa linha, além da produtividade, segundo Tatiana existe uma preocupação com o aprofundamento da inserção internacional, com mais promoção comercial e assinaturas de acordos de cooperação. “Outro ponto importante é o apoio às micro, pequenas e médias empresas que querem exportar, existe um esforço para ampliar o acesso desses grupos à informação”.

Para a secretária, é preciso “quebrar barreiras”. “O maior acesso ao financiamento é fundamental nesse sentido”, afirmou.

Ao longo do seminário, foram debatidos pontos como a visão dos bancos e dos exportadores sobre as principais demandas do setor exportador; o chamado Sistema de Moeda Local (SML); o seguro de crédito à exportação; programas de financiamento e o trabalho do Sebrae  junto às micro e pequenas empresas, entre outros assuntos.


‘Temos que ter resultados’, diz diretor do Departamento do Mercosul em reunião na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Mercosul fortalecido, mercado integrado. Para debater formas de ajudar a fortalecer esse processo, foi realizada, na manhã desta quarta-feira (26/10), na sede da Fiesp, a reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da federação. Na pauta, as informações mais atualizadas sobre o acordo, destacadas pelo diretor do Departamento do Mercosul (MRE), o diplomata Otavio Brandelli. Participaram do encontro o presidente do Coscex, embaixador Rubens Barbosa, o coordenador das atividades dos conselhos superiores temáticos da Fiesp, embaixador Adhemar Bahadian e o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp e vice-presidente do Coscex, Thomaz Zanotto.

“Mercosul fortalecido, mercado integrado, esse é foco”, explicou Brandelli. “Temos marcada para a última semana de novembro uma reunião sobre o plano de ação para o fortalecimento do acordo”.

Segundo Brandelli, há pontos a serem observados no âmbito de todos os países participantes. “No Brasil, há reclamações de demora nos registros de comercialização nos órgãos competentes”, disse. “No Paraguai, de excesso de burocracia e demora nas licenças”.

No Uruguai, conforme o diplomata, há restrições à carne, às aves e às frutas do Brasil. E em relação aos medicamentos importados, cada lote deve ser submetido à análise, sem o conceito de amostragem. E assim por diante. “O Uruguai, por seu lado, se queixa de demora na entrada de caminhões na fronteira do Chuí”, afirmou. “Precisamos trabalhar todos esses pontos sem preconceito”.

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Brandelli (o segundo a partir da esquerda): muitos pontos a serem discutidos "sem preconceitos". Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


De acordo com Brandelli, em sua primeira década, o Mercosul teve foco na harmonização regulatória, com “legislação em excesso”. “Hoje há uma morosidade para aprovar novas normas, o processo decisório depende de consenso: basta um país ser contra para uma determinação não ser aceita”, explicou. “É o caso de avaliar a adoção de medidas diferenciadas, considerar acordos bilaterais dentro do bloco, pensar numa abordagem mais pragmática”, disse. “Isso pode dinamizar o Mercosul”.

Próximos passos

Assim, daqui por diante, o foco está em pontos como a facilitação de investimentos. “O Brasil chegou a negociar com Colômbia e Peru, mas nada estruturado no âmbito do Mercosul”, disse Brandelli. “Outro eixo de discussão é o acordo de compras governamentais e contratações públicas”.

Outra meta é incluir o açúcar no tratado. “O produto não tem porque continuar excluído”, afirmou. “Nenhum setor deve ser excluído”.

Por fim, a meta é trazer de volta ao centro das discussões o foco “econômico-comercial” do tratado. “Precisamos atacar a existência de barreiras comerciais de forma pragmática: temos que ter resultados”, explicou.

Após a apresentação do diplomata, o embaixador Rubens Barbosa destacou a necessidade de o Brasil exercer a liderança do bloco. “Precisamos apresentar propostas, ir atrás”, afirmou. “Gosto da volta da prioridade comercial, o Mercosul é um tratado econômico”.

Para o também embaixador Adhemar Bahadian, há motivos para ter esperanças. E a ideia de buscar a facilitação de investimentos é uma “criação brasileira”. “Estou mais otimista”.

Segundo o diretor titular do Derex e vice-presidente do Coscex, Thomaz Zanotto, “o Brasil vai precisar de muito investimento externo”. “Temos que pensar numa agenda mais pragmática”, afirmou.


Integrado ao mundo, Peru apresenta na Fiesp razões para aproximação do Brasil

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, abriu nesta quarta-feira (26/10) workshop para destacar oportunidades de investimento no Peru, com destaque para projetos regionais.

A interlocução com o Peru tem sido muito extensa, lembrou Zanotto, ressaltando que um novo presidente, Pedro Pablo Kuczynski, assumiu o país (no final de julho). O Peru, explicou, é parte da Aliança do Pacífico e é muito arrojado em tratados de livre comércio.

O diretor do Derex destacou vantagens da integração regional, como a possível criação de um mercado comum de 400 milhões de habitantes, numa região sem conflitos de fronteira.

Interesse no Peru vai muito além da infraestrutura, disse Zanotto. “Temos que tentar avançar em diversas outras áreas, de modo a que quando as tarifas estejam zeradas sejamos uma região de livre comércio, mas também de livre investimento.” Fala-se há 15 anos em integração regional, lembrou, mas pouco saiu do papel.

Zanotto disse esperar que os investimentos cresçam e permitam o desenvolvimento dos 2 países.

Vicente Rojas, embaixador do Peru no Brasil, destacou que a ida de 7 governadores ao workshop na Fiesp mostra o interesse do país em fortalecer as regiões. Ele afirmou que o novo presidente definiu as relações com o país como único. Manifestou a intenção de atacar problemas como o da burocracia nas fronteiras, mencionado por Zanotto. Participação dos empresários é vista pelo Peru como fundamental. Projeto do governo é reduzir a 10% neste mandato o número de pobres. País oferece estabilidade política e ambiente em que se podem fazer investimentos.

Reavivar a economia é um dos temas centrais para o Peru. Nos últimos 20 a 22 anos o país tem crescido sem interrupção, e isso vai continuar, disse Rojas. Experiência mostra que sem investimento não é possível fazer nada.

A preocupação com o bem-estar envolve o saneamento. Peru tem 8 de seus 30 milhões de habitantes sem água potável e sem esgoto. Tema se vincula à saúde e à educação. Sem água potável na primeira infância as crianças não se desenvolvem.

Começando pelas fronteiras há um trabalho a ser feito de conectividade, ligando os peruanos aos brasileiros. País está de portas abertas, disse Rojas, e se esforça para ser um Estado muito mais eficiente. Peru busca a igualdade de oportunidades para todas as pessoas.

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Thomaz Zanotto abriu o workshop na Fiesp sobre oportunidades para investimento no Peru. Foto: Helcio Nagamine/Fiespe

Oportunidades

Os 14 governos regionais presentes apresentaram mais de 136 projetos, com necessidade de US$ 34 bilhões em investimentos.

O governador do Estado peruano do Amazonas (Norte do país), Gilmer Wilson Horna Corrales, foi o primeiro administrador regional a fazer sua apresentação.

Antonio Castillo Garay, conselheiro comercial do Peru no Brasil, fez a apresentação Megaprojetos de infraestrutura no Peru para o investimento privado.

No governo nacional são 25 megaprojetos para promoção em 2017 e 2018, com investimento previsto de US$ 4,6 bilhões. Nos 25 governos regionais, são mais de 44.000 oportunidades em diferentes projetos no mesmo período, que exigem US$ 12 bilhões em investimento.

Um dos nacionais, que busca conectar 12 regiões do Peru, é a Estrada Longitudinal da Serra, em sistema de parceria público-privada (PPP). Outro é a Hidrovia Amazônica, que terá 2.500 km em quatro rios e está em seu trecho final. Com investimento de US$ 70 milhões e concessão por 20 anos e terá licitação ainda este ano. Linhas 3 e 4 do metrô de Lima, com 32 km e 30 km, respectivamente, têm estudos prévios a cargo de empresa brasileira.

Peru trabalha em estrutura de transporte para se tornar hub regional, disse Garay. A projeção de novos investimentos em infraestrutura de transporte supera US$ 10 bilhões sendo US$ 2,8 bilhões em estradas e US$ 6,8 bilhões em trilhos.

Projetos da área de energia incluem térmicas, gás natural. Em saneamento, há projetos importantes em água, especialmente um de US$ 600 milhões para o abastecimento de Lima. E o Peru convocou empresas brasileiras para participar de projetos hospitalares, devido, disse Garay, à experiência com grandes centros hospitalares em São Paulo. Ideia é ter 11 hospitais nacionais, 23 regionais e 170 de menor porte, provinciais.

Negócios sem barreiras

O painel Perspectivas de investimentos no Peru teve apresentação de Edgar Vásquez Vela, vice-ministro de Comércio Exterior do Peru. Ele revelou que em 15 dias o governo divulgaria pacote para eliminar todas as barreiras aos negócios no Peru, com o fim da burocracia e outros fatores que dificultam o investimento. “Isso vai facilitar radicalmente a forma de fazer negócios no país.”

Destacou que o país está entre os 5 principais países da América Latina para investimentos. Disse que é chave para os investidores brasileiros porque é um país aberto. Já há muitos investimentos brasileiros em comércio exterior no Peru, e o país quer que isso se estenda a outros setores.

É integrado ao mundo de maneira sólida e tem grau de investimento, afirmou Vela, e tem teto muito alto de investimentos em diversas áreas, quando se compara o consumo local com o de países vizinhos. Peru está em seu melhor momento para o investimento, pelas perspectivas para o futuro, segundo a maioria das avaliações internacionais. FMI aponta para o Peru taxa de crescimento nos próximos anos acima da dos outros países da América Latina. E o Peru tem crescido a taxas acima das previstas. Este ano deve fechar em 4%, contra 3,7% estimados pelo FMI.

Reformas estruturais iniciadas nos anos 90 foram bem-sucedidas, disse Vela, permitindo excepcional desempenho de sua economia. E há estabilidade fiscal, além de marcos regulatórios que não discriminam o investimento estrangeiro. Há também livre circulação de capitais e a adoção de diversos mecanismos internacionais para resolução de disputas.

A ampla rede de acordos comerciais, 18, com 52 países do mundo, disse Garay, dá ao país a posição de um dos mais avançados globalmente na integração. Meta é 72 países e 98% do comércio sem barreiras. Acordo próximo com a Índia. Relações com Brasil são muito importantes em relação ao comércio de bens. Acordo de aprofundamento comercial estabelece benefícios por exemplo para serviços e investimentos e compras públicas. Destacou que mais de 70 empresas brasileiras estão instaladas no Peru.

Nos próximos dias deve ser modificada legislação sobre ingresso de veículos, o que deve beneficiar quem quiser entrar do Brasil via rodovia do Pacífico. Temos que facilitar também o melhor relacionamento entre pessoas, disse.

Como parte dos acordos de aprofundamento, Peru vai eliminar as tarifas sobre os veículos brasileiros, dando vantagem em relação aos que vem da China, Japão e EUA.

Disse que quando começou, três anos antes, na função, relacionamento entre Brasil e Peru era frio. Não há lógica que Peru vá à China e União Europeia e não tenha as mesmas condições com o Brasil.

Desenvolvimento Regional e a Aliança do Pacífico na Integração Peru-Brasil foi o tema da apresentação de Miguel Veja Alvear, presidente da Capebras (Câmara Binacional de Comércio e Integração Peru Brasil). Vinda de 15 dos 24 governadores ou seus representantes é inédita, destacou. Demonstra a confiança em relação a para onde se vai.

Unir as populações mais distantes do Brasil às do Peru permitiria o desenvolvimento de ambas, gravadas pelo maior custo para comprar e para vender produtos.

Destacou que desde 2003 a Fiesp tem sido a instituição mais ativa na tentativa de integração. Brasil representa 50% do território, 50% da população e 50% do PIB da América Latina. Peru, 7% nos mesmos indicadores. E a fronteira entre ambos é a maior no mundo. Integração é importante, e Aliança estratégica Brasil Peru já permitiu avanço significativo.

Alvear disse que as importações da Suframa teriam redução de 40% em seu frete com a chegada ao Peru e posterior distribuição multimodal. Destacou que por asfalto é possível chegar de São Paulo aos portos do Sul do Peru.

Ele mostrou rotas possíveis do trem Bioceânico Peru-Brasil, que exigiu estudos aprofundados, em razão da preocupação com a proteção da Amazônia. Acordo tripartite, incluindo a China, poderá permitir a construção de ferrovia ligando Santos a Porto Velho no Brasil e daí a Bayobár, no Norte do Peru, ou Matarani, no Sul (devido a interesse da Bolívia). “Teremos que falar de forma transparente para concluir se poderá ser feita na forma de concessão”, disse, argumentando que a ferrovia seria a artéria da América Latina.


Para 72% das empresas brasileiras câmbio é o maior limitante das exportações, aponta estudo da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O temor de nova sobrevalorização do câmbio é o maior obstáculo às exportações para 72% das empresas brasileiras, segundo mostra a pesquisa “Expectativas e Obstáculos Para Exportações e Substituição de Importações da Indústria em 2016”, elaborada pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), em parceria com o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex).

Para Thomaz Zanotto, diretor titular do Derex, a influência do câmbio é um fator preocupante para o setor, pois diminui a competitividade das exportações brasileiras.  “No Brasil, a taxa de câmbio passou muito tempo sobrevalorizada, o que subsidiava a entrada de produtos importados. Assim que alcançou um patamar mais realista, em torno dos R$ 3,70, o manufaturado brasileiro voltou a ganhar mercado externo.”

Além do câmbio, outros fatores foram citados como obstáculos para a exportação. Entre os cinco fatores que dificultam na hora de exportar, o financiamento aparece por três vezes, devido ao alto custo, difícil acesso e restrita oferta, segundo 67%, 64% e 60% das empresas, respectivamente.

Zanotto explica que a taxa de juros para crédito de curto prazo no Brasil é de 32% ao ano, frente a 8,1% no Chile, 5,6% na China e 3,3% nos EUA. Dos entrevistados, 63% apontaram que é muito alto o investimento necessário para criar uma estrutura de exportação, refletindo os diversos fatores do Custo Brasil, e 45% consideram que os preços dos seus produtos não são competitivos no mercado externo.

Segundo o diretor do Derex, há também outros pontos determinantes que limitam as empresas na hora de exportar, como a tributação, por exemplo. “A margem de lucro das exportações é baixa e, na impossibilidade de se exportar tributos, o acúmulo de impostos ao longo da cadeia produtiva tem que ser compensado de alguma forma. Nenhum país exporta tributos”.

De acordo com a pesquisa, somente 35% das empresas entrevistadas exportam anualmente, das quais 43% pretendem ampliar as exportações. Mesmo considerando isso, a previsão de aumento de exportações em 2016 é de 6%. Cinquenta e dois por cento nunca exportaram, e 98% dessas devem continuar sem exportar. Desta forma, empresas que já exportam tendem a elevar suas vendas externas de forma pouco expressiva, realizando poucos investimentos.

Zanotto afirma que exportar produtos da indústria de transformação demanda esforços comerciais e uma série de investimentos específicos que somente podem ser viabilizados com um ambiente de negócios regular, estável e previsível. Para ele, isso abrange desde a sobrevalorização e volatilidade da taxa de câmbio até a incertezas no âmbito macroeconômico, jurídico, tributário, regulatório e trabalhista, principalmente.

Importações

O estudo revelou que 37% das indústrias reduzirão as importações de insumos, incluindo máquinas e equipamentos. A queda será, em média, de 44%. Das indústrias que diminuirão a importação de insumos, 43,5% substituirão fornecedores externos por internos (em média, 24% do que se deixará de importar).

Já as importações de produtos acabados para revenda pelo setor devem cair cerca de 9%. Cerca de 32% das entrevistadas vão reduzir as compras externas para revenda, com queda média de 37,8%. E entre elas, 41% deixarão de vender esses produtos, de forma que a substituição pela produção doméstica tende a ser pequena.

Na análise de Zanotto, “a queda das importações reflete o atual quadro recessivo do Brasil. A redução nas compras de bens acabados mostra que os indivíduos deixaram de consumir. Por outro lado, a queda na compra de insumos também mostra que a indústria deixou de produzir”.

Metodologia

Com objetivo de identificar os fatores que limitam a atuação no mercado externo, identificar estratégias predominantes do setor para a importação de insumos e produtos prontos para revenda e sua eventual substituição por produtos fornecidos localmente, foram ouvidas 1.120 empresas da indústria de transformação, sendo 534 pequenas, 405 médias e 181 grandes, entre os dias 14 de março e 22 de abril de 2016.

‘Incluam Portugal no vosso mapa’, diz secretário de Estado português em seminário na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Não será por falta de convites que os empresários brasileiros vão deixar de investir por lá. Pelo menos essa foi a proposta do seminário “Investir em Portugal: Escolha Certa, Momento Certo”, realizado na sede da Fiesp, em São Paulo, na manhã desta quinta-feira (22/09). O evento teve a participação do secretário de Estado da Internacionalização português, Jorge Costa Oliveira, e do diretor titular do departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da federação, Thomaz Zanotto, entre outras autoridades.

“A Fiesp tem buscado uma maior integração do Brasil com a parte mais desenvolvida do mundo”, disse Zanotto. “Não temos plataforma melhor que Portugal na Europa para isso”.

Para Zanotto, a indústria nacional, que passa por uma crise, entende que a retomada do crescimento envolve “investimentos, comércio exterior e integração”.

Na mesma linha, Jorge Costa Oliveira contou que pediu que fossem organizadas missões do governo português depois de tomar conhecimento do interesse de investimento por parte das empresas brasileiras. “O momento é de boas oportunidades na economia portuguesa”, afirmou. “Podemos ser uma boa porta de entrada para outros mercados na Europa: incluam Portugal no vosso mapa”.

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Oliveira: “O momento é de boas oportunidades na economia portuguesa”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Oliveira destacou ainda o estímulo à inovação produtiva e à fixação de residência com vistos especiais em seu país.

>> Ouça reportagem sobre oportunidades em Portugal

À disposição

Administrador executivo da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Pedro Ortigão Correia apresentou um panorama dos benefícios de investir em terras portuguesas.

“O mercado português é ávido por produtos brasileiros”, disse. “Além disso, temos a sorte de ter muitas empresas brasileiras investindo conosco, como Embraer, Banco do Brasil, Odebrecht, Andrade Gutierrez e Weg, entre outras”.

De acordo com Correia, Portugal é o 38º país mais competitivo do mundo segundo o ranking do Fórum Econômico Mundial e o 23º onde é mais fácil fazer negócios conforme o estudo Doing Business 2016, publicado pelo Banco Mundial. “Fizemos um esforço grande para nos tornarmos mais liberais e abertos ao investimento estrangeiro”, explicou.

Superados os efeitos da “grave crise econômica vivida há cinco anos”, os portugueses vivem hoje um novo ciclo de expansão. “Tivemos que pedir ajuda externa e o governo tomou medidas de contenção de despesas difíceis”, contou. “Exatamente o que o Brasil está passando agora, dando a volta na crise para se tornar mais competitivo”.

Dentro desse novo cenário, segundo Correia, a perspectiva de crescimento do PIB lusitano é de 1,8% em 2016. “As exportações foram destaque. Há 500 anos fazemos negócios com o mundo inteiro”.

Entre as vantagens competitivas da terra de Camões, o administrador da Aicep citou a localização, com a proximidade dos Estados Unidos, os investimentos feitos em tecnologia e a qualidade das estradas, transporte aéreo e infraestrutura marítima e ferroviária. “Temos os melhores portos da Europa”, disse.

A qualidade da mão de obra disponível é outro destaque segundo Correia. “78% dos nossos alunos aprendem duas ou mais línguas estrangeiras, para uma média de 65% na União Européia e de 53% na França”, explicou.

Portugal possui hoje dez programas de aceleração de startups e setenta incubadoras de empresas. “Ficamos com a terceira posição no ranking de Aceleração da Fundacity em 2014”, afirmou.

De acordo com Correia, Portugal está de portas abertas para os empreendedores brasileiros. “Estamos à vossa disposição”, disse. “Para tirar dúvidas sobre as primeiras questões e acompanhar os investimentos. Essa conversa não termina aqui, vai se manter”, afirmou.  “A ligação do Brasil com Portugal não poderia estar em melhor fase”.

Em 2015, o comércio bilateral entre Brasil e Portugal foi equilibrado, com saldo favorável ao Brasil em US$ 12,3 milhões, para uma corrente comercial de mais de US$ 1,6 bilhão no ano. As exportações brasileiras para o parceiro se concentraram em combustíveis minerais (25%), sementes e frutos oleaginosos (20%) e ferro e aço (10%). Já o Brasil importou de Portugal principalmente gorduras e óleos (21%), combustíveis minerais (13%) e aeronaves (11%).

Diretor do Derex, da Fiesp, participa do Fórum de Investimentos na Argentina

Agência Indusnet Fiesp

Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) foi entrevistado nesta quinta-feira (15/9) pelo site argentino Infobae.

Zanotto esteve em Buenos Aires para participar do Fórum de Investimentos e Negócios da Argentina. Disse na entrevista que a crise brasileira é grave, mas já se chegou ao fundo do poço e começou a haver uma retomada da confiança.

Destacou que para o Brasil é notícia fantástica a mudança na Argentina, país que tem sinergia “também fantástica” com o nosso.

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Thomaz Zanotto durante entrevista ao Infobae. Foto: reprodução

Primeiro-ministro português se reúne com Paulo Skaf

Agência Indusnet Fiesp 

Em visita ao Brasil, o primeiro-ministro de Portugal, Antonio Costa, participou, na manhã desta terça-feira (06/09), de reunião com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em São Paulo. Esteve presente ao encontro ainda o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto.

Hoje, o Brasil ocupa apenas a décima primeira posição no ranking dos países que mais exportam para Portugal.

Confira abaixo o boletim de áudio do encontro: 

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Costa, à esquerda, e Skaf: para estreitar laços com Portugal. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Diretor da área internacional da Fiesp analisa saída do Reino Unido da União Europeia

Agência Indusnet Fiesp

O diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, considera que ainda é muito cedo para avaliar os impactos globais do Brexit (a escolha, feita pelo Reino Unido, de sair da União Europeia), mas afirma que isso tende a tornar mais longa a negociação entre o Mercosul e a União Europeia. Uma das razões é que a Inglaterra é favorável ao avanço do acordo.  Além disso, os esforços da União Europeia estarão concentrados nos aspectos econômicos, jurídicos e políticos do desligamento do Reino Unido do bloco. “No entanto, ainda acredito no sucesso do acordo”, afirma Zanotto. “Há um consenso no Mercosul quanto a importância da conclusão das negociações.”

Zanotto destaca que se o Brexit provocar redução significativa da atividade econômica na Europa o Brasil poderá ser afetado, já que o bloco europeu é um dos principais parceiros comerciais do país. Assim como outros países fora do bloco europeu, o Brasil pode ser marginalmente afetado caso as estimativas de menor crescimento do PIB mundial se confirmem. O Reino Unido, lembra, é um agente importante para a economia mundial, sobretudo para o projeto de integração europeu, e qualquer movimento drástico – como o Brexit – produz efeitos em escala.

O principal efeito do Brexit, diz Zanotto, é o aumento das incertezas, num cenário internacional que já é de baixo crescimento e sobrecapacidade produtiva. Isso, avalia, não contribui para a recuperação brasileira, sobretudo no comércio exterior.

Comércio exterior é oportunidade e alternativa às oscilações do mercado interno para pequenas empresas

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

As oportunidades de comércio exterior para as micro e pequenas empresas foram debatidas no primeiro painel da tarde desta segunda-feira (23/5) no 11º Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI), da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), no Hotel Renaissance, em São Paulo. Isso para destacar o que as vendas para o exterior podem significar para os empreendedores brasileiros.

De acordo com o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) e vice-presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, é consenso que, para vencer a crise, é preciso investir principalmente em duas áreas: infraestrutura e comércio exterior. “O primeiro passo é oferecer acesso ao mercado externo e não acumular impostos na cadeia de exportação”, disse. “Ninguém exporta imposto”.

Zanotto destacou o desafio de vender para o exterior com a “economia mundial andando de lado, esvaziada”. “Temos que aumentar as exportações em um ambiente hostil, lotado de produtos”, afirmou.  “Vivemos mais que uma guerra comercial”.

Para ajudar quem quer carimbar o passaporte com as melhores oportunidades nos próximos anos, ele lembrou que o Derex e o Coscex trabalham “assessorando os sindicatos e as empresas individuais no que se refere ao comércio exterior”.

Especialista em exportações e mestre em Administração de Empresas pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Francisca Grostein destacou que a internacionalização começa com a formação do capital humano e o fechamento de parcerias estratégicas.

A partir daí, é preciso prestar atenção em variáveis como os regimes aduaneiros especiais, ou seja, se é possível adiar o recolhimento de impostos ao vender para esse ou aquele país. “Depois de um primeiro estudo de mercado, o empresário precisa se perguntar se o seu produto atende às exigências desse mercado”, explicou. “E isso não só do ponto de vista dos hábitos de consumo, mas também de normas técnicas”.

O próximo passo é refletir sobre como conseguir potenciais compradores. E avaliar se o preço oferecido é competitivo para o mercado externo ou não. “Muitas empresas param nas primeiras barreiras desse caminho”, disse.

Nesse ponto, Francisca indicou o site Aprendendo a Exportar  como uma referência de informação para quem quiser dar esses passos iniciais. “No portal há simuladores de preços para vender no exterior, por exemplo.”

Por que você não?

Terceiro convidado do MPI no debate, o professor da Fundação Getulio Vargas em São Paulo e da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo Fabio Gallo Garcia, ressaltou que as exportações podem ser lucrativas para empresas de quaisquer tamanhos. “A pergunta que eu faço é: por que você não?”, questionou. “Exportar é uma questão de mentalidade, não de tamanho.”

Assim, a chamada mentalidade global é a habilidade de ajuste rápido às mudanças. “Mais do que estar preparados para as mudanças, precisamos ser as mudanças.”

De acordo com Garcia, exportar exige informação e qualidade por parte das empresas, mas ajuda a reduzir riscos. “As empresas ficam menos sujeitas às oscilações do mercado interno, podem fazer o escoamento de sua capacidade ociosa”, disse.

Um saco de farinha de milho

Nessa linha de oportunidades, Renata Dunck, consultora empresarial em comércio exterior da Dunck Gestão de Negócios, destacou em sua palestra no MPI que “o comércio exterior tem regras para que negociações sejam feitas sem nenhum problema”. E que os empreendedores nacionais não devem ter medo de vencer essa etapa.

“Não dá para pensar que vai ser como aqui no Brasil, que quem o procura no exterior está só especulando”, disse. “Não precisa ter medo”.

Para tanto, é preciso observar atentamente a demanda, entender o que é pedido. E ter no cuidado com a divulgação um “princípio básico”, com portfólios bem elaborados e escritos em inglês e espanhol, por exemplo. “Conseguimos um potencial comprador estrangeiro para um cliente nosso que produz farinha de milho”, conta Renata. “Pedimos a esse cliente o seu material de divulgação para mandar para o exterior e recebemos um saquinho de farinha de milho onde estava escrito apenas ‘farinha de milho’”, contou.

Em outro caso semelhante, um fabricante nacional de doces do tipo torrones perdeu a oportunidade de vender seus produtos numa rede de supermercados dona de 70% do mercado africano. “Eles também entregaram apenas uma embalagem dos doces”, disse. “Perderam a oportunidade de negociar por uma simples questão de apresentação”.

Na direção oposta, outro cliente de Renata, um fabricante de ventiladores de teto personalizados, fez um material de divulgação impecável e fechou sete contratos em dois meses no exterior. “Eles incluíram nesse material a voltagem necessária para usar o produto no Brasil e no exterior, fotos dos ventiladores em todos os ambientes, a informação de como surgiu a ideia de produzir os ventiladores”, contou.

Além da divulgação, o tempo de resposta na hora de negociar com os estrangeiros também é um diferencial. Nesse aspecto, Renata citou o exemplo de uma fabricante nacional de calçados que perdeu a chance de vender seus produtos numa rede de varejo com 43 lojas no Oriente Médio. “Eram sapatos de ótima qualidade, mas os donos da empresa duvidaram do tamanho da encomenda e levaram quatro meses para apresentar os preços”, disse. “Resultado: os interessados na compra qualificaram uma empresa no Peru e outra na China para a produção dos calçados”, contou. “É preciso lembrar que o mercado internacional não é especulativo, tem que ter timing”.

O sonho de exportar

Fechando o debate sobre as oportunidades lá fora, Gisele Gomes, diretora comercial da Manola Importadora e Comércio LTDA, falou sobre a sua experiência bem sucedida nesse campo. A Manola é uma marca de roupas femininas comercializada na internet, em diferentes sites parceiros da empresa, criada há três anos.

“Sempre tive sonho de exportar”, disse Gisele. “Sempre pensei em onde eu quero estar e o que preciso fazer para chegar lá.”

Com esse foco, a empreendedora entrou no site da Fiesp, viu a programação de eventos na área de comércio exterior e veio até a federação para uma consultoria. “Fiquei mais de três horas conversando com o consultor e me organizei para ir à minha primeira rodada de negócios com a Fiesp em Milão, na Itália”, lembrou. “A Fiesp organiza tudo e faz uma agenda muito bem direcionada para perfil dos empresários.”

Assim, numa rodada de negócios nessa mesma missão, Gisele levou um portfólio com os seus produtos e foi à luta. “A roupa brasileira é muito bem vista lá fora e, nesse primeiro contato, já marquei uma conversa por Skype para conhecer um interessado nas nossas peças, o qual veio para o Brasil nos conhecer dois meses depois.”

O resultado? “Montei uma coleção para a Europa e voltei para Milão meses depois para assinar contrato de distribuição”, disse. “Nunca pensei que na minha primeira missão já fosse fechar um contrato”.

Entusiasta do comércio exterior, Gisele recomenda as vendas internacionais a todos os empreendedores. “Quem tem um sonho de exportar tem que ir atrás sim. A Fiesp está aqui, para dar todo o suporte. Até no idioma eu tive ajuda”, lembrou. Ela prossegue com sua filosofia de negócios: “errar, superar, aprender e recomeçar”. “É preciso estar preparado para o erro, mas se recuperar rápido.”

Os coordenadores do debate sobre as oportunidades no exterior no MPI foram os diretores do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da Fiesp Eduardo Chede e Vicente Manzione.

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Thomas Zanotto fala no painel sobre comércio exterior do 11º Congresso MPI. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Mais perto de São Paulo do que Manaus, Paraguai oferece também custos menores e sistema tributário mais simples

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O Paraguai é um país de extrema estabilidade, mantém a mesma moeda há mais de 70 anos e tem custo de capital mais baixo, além de mão-de-obra mais barata devido a encargos muito menores determinados por sua legislação trabalhista. E seu sistema tributário é simples e estável. A avaliação foi feita pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, durante o seminário “Paraguai: perspectivas econômicas e oportunidades de investimentos”, realizado na manhã desta quinta-feira (10/3), na sede da Fiesp.

Durante o evento foram apresentadas iniciativas de cooperação entre Brasil e Paraguai, com ênfase na agenda de promoção de investimentos. Para Carlos Fernandez Valdovinos, presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), o seminário foi uma oportunidade para mostrar o que, de fato, está acontecendo no país, a partir de uma perspectiva econômica mundial. “A macroeconomia é fundamental para qualquer outro país que queira investir, analisando como está o entorno internacional neste momento”, disse.

“Há muita complexidade e dinamismo no mundo, e as coisas já estão diferentes do que eram em dezembro de 2015, só que para pior. Toda essa conjuntura mundial tem afetado o Paraguai, mesmo que seja um país pequeno”, continuou o presidente do BCP. Apesar disso, segundo Valdovinos, o Paraguai tem mostrado um crescimento sólido nos últimos dez anos, a uma média de quase 5%, com grande possibilidade de adaptação às novas mudanças, diversidade do setor de serviços e de indústria, com oportunidades para o setor financeiro e diversificação da economia paraguaia em suas exportações.

“Estamos muito orgulhosos da nossa estabilidade monetária, já são 72 anos com a mesma moeda, isso é importante porque implica uma história, a baixa inflação já está na sociedade”, comentou Valdovinos. “O Paraguai também tem uma localização estratégica, antes falavam que estava longe de tudo, das montanhas, das praias, e com o tempo tentamos inverter esse pensamento. Estamos mais perto de São Paulo do que Manaus, começamos a explorar a vantagem de ficar no meio e perto de todos”, enfatizou.

Valdovinos lembrou também que o Paraguai é o único país do Mercosul que tem acesso preferencial à União Europeia, sendo possível realizar a produção no país e levá-la ao mercao europeu com tarifas reduzidas.

Gestão transparente

Santiago Peña, ministro da Fazenda do Paraguai, reforçou que o país tem mantido uma taxa de crescimento muito importante nos últimos anos, mas a realidade é que ainda está correndo de um passado muito atrasado. “Nosso PIB é o segundo mais baixo de toda a região da América Latina, para nós tudo isso é um grande desafio, mas é também uma oportunidade.”

De acordo com ele, o Paraguai tem um perfil de dívida equilibrado, e a ideia é manter essa estabilidade econômica, com redução de desemprego, crescimento salarial e investimentos no capital humano e na educação. “Progresso econômico não faz nenhum sentido se não vier acompanhado de um progresso social. Os indicadores sociais têm melhorado, mas ainda estamos muito atrás. E os indicadores de investimento começaram a melhorar, hoje é favorável ao ambiente de negócios e investimento estrangeiro”, afirmou.

Outra característica importante do governo do Paraguai citada pelo ministro foi a transparência política, que, segundo ele, é uma das principais bandeiras do governo atual. “O que é público deve ser público, as pessoas precisam saber o que o governo faz, temos um firme compromisso com altos padrões de confiança”, defendeu Peña. Para ele, esse comportamento do governo de manter esse tipo de governança permite que a credibilidade do Paraguai para investimentos cresça cada vez mais. “Temos um compromisso de transparência local e internacional, é um compromisso de mostrar que nossa gestão é transparente”, concluiu.

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Seminário com a participação do ministro da Fazenda e do presidente do Banco Central do Paraguai. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Lançamento da Japan House na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, participou, nesta quinta-feira (25/2), na sede da entidade, do seminário de lançamento da Japan House, projeto do Ministério de Relações Exteriores do Japão destinado a divulgar a imagem do “verdadeiro Japão moderno”. A Japan House será construída na avenida Paulista, oferecendo atividades para representar a cultura japonesa e promover o intercâmbio entre Brasil e Japão, abordando temas como tecnologia, arte, música, esportes e design. Participou também da abertura do evento o cônsul-geral do Japão em São Paulo, Takahiro Nakamae.

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Mesa de abertura do seminário de lançamento da Japan House, na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Diretor da Fiesp propõe que Brasil seja base para lançadores de satélites do Japão

Katya Manira e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

José Augusto Corrêa, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) apresentou nesta segunda-feira (22/2) uma proposta surpreendente durante o seminário Intercâmbio Brasil-Japão em Perspectiva. Corrêa sugeriu que o Japão faça no Brasil o lançamento de seus foguetes de transporte de satélites. É um acordo em que todos ganham, disse, lembrando que a enorme extensão (3.000 km) de território na linha do Equador torna o Brasil ótimo local para o lançamento. O Japão, com um dos programas aeroespaciais mais avançados do mundo, ganharia com o corte de custos. Ter base no Brasil permitiria ao Japão economizar 30% de combustível no lançamento, ou levar 30% mais carga, explicou Corrêa. Atualmente a China se encarrega do lançamento dos satélites brasileiros.

O seminário

Na abertura do evento, promovido pela Fiesp em parceria com o Centro de Estudos Nipo-Brasileiros e o Consulado Geral do Japão em São Paulo, o diretor titular do Derex, Thomaz Zanotto, destacou a importância de olhar para o Japão neste momento em que o Brasil está “numa fase clara de transição de um ciclo político econômico para outro”, uma vez que os nipônicos são conhecidos por sua visão a longo prazo e projetos que miram o futuro. O apoio japonês no início dos anos 80, ele diz, foi um exemplo dessa percepção aguçada. O Brasil estava sem reservas, com hiperinflação e mesmo assim empresas japonesas acreditaram no país, fazendo investimentos na mina de Carajás e no setor de papel e celulose.

“Isto é algo que falta ao Brasil: perspectiva de longo prazo. Quando vemos os projetos do Japão em que houve participação japonesa, são sempre projetos grandes e de sucesso”, lembrou Zanotto. “Não podemos mais pensar no máximo na próxima eleição ou no orçamento deste ano, apenas. Temos que pensar no longo prazo, e o Japão, nesse sentido, é um forte exemplo para nós.”

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Abertura do seminário Intercâmbio Brasil-Japão em Perspectiva, realizado na sede da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


O presidente do Centro de Estudos Nipo-Brasileiro, Shozo Motoyama, também falou sobre parcerias passadas de sucesso, como por exemplo o aproveitamento do cerrado para a extração de celulose. “Temos muito que aprender com esse passado, que deve servir de inspiração para os novos. E chamo a atenção para as duas variáveis que devem ser pensadas: cooperação técnico científica e o fortalecimento da comunidade nikkei. Tenho certeza que as discussões tratadas nesse seminário dignificarão nosso passado e inspirarão nosso futuro.”

Já o cônsul geral do Japão no Brasil, Takahiro Nakamae, lembrou que a visita do primeiro-ministro de seu país ao Brasil, em 2014, foi de extrema importância para as relações bilaterais. Nessa mesma visita, ambos os países acordaram uma estratégia global de posicionamento na questão do clima, por exemplo, além de concordarem em impulsionar alguns setores específicos, como agrícola, infraestrutura, saúde e capacitação em recursos humanos. “Já na área econômica, assinamos o memorando de facilitação de visto de múltiplas entradas para curta permanência, estamos preparando a instalação da Japan House em São Paulo e esperamos contribuir cada vez mais.”

Brasil e Japão na COP 21

Abrindo o primeiro painel do seminário, “COP 21 e Cooperação Nipo-Brasileira em Meio-Ambiente, o presidente do Tribunal de Contas do Município de São Paulo, Edson Emanoel Simões, ressaltou que os dois países possuem vários aspectos que se complementam. “O Japão é a terra da tecnologia avançada, dos computadores. Já o Brasil dispõe de recursos naturais em abundância, criatividade e expertise inovadora para soluções cotidianas. Por isso acredito que a parceria [bilateral] seria exitosa em todos os temas.”

Por sua vez, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), José Goldemberg, fez um relato histórico da participação de ambas as nações em diversas edições da Conferência do Clima (COP).

“O Brasil representa 2,6% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, o Japão 2,9%. No entanto, este segundo vem há tempos reduzindo suas emissões. Já a situação do Brasil é radicalmente diferente, as emissões estão crescendo”, compara. Contudo, ele acredita em uma cooperação mútua significativa nesta área entre os dois países.  “Podemos contribuir fazendo com que eles [japoneses] reconheçam a utilização dos biocombustíveis e eles podem nos auxiliar ensinando às industrias a operarem, efetivamente, com maior eficiência energética.”

Mundo em mudança

No segundo painel do seminário, José Augusto Corrêa, diretor titular adjunto do Derex, destacou a transformação das relações internacionais. “Existe uma mudança completa, que inclui o ambiente de comércio internacional. É como se estivéssemos jogando futebol e, de repente, dissessem que agora se pode jogar com as mãos. Temos que mudar”, disse, para ressaltar a importância do Tratado Transpacífico (TPP na sigla em inglês), que une EUA e Japão.”

Corrêa lembrou que a Fiesp defende a análise de se integrar ao acordo, que deve ditar o padrão dos futuros pactos norte-americanos. E está em gestação o Tratado Transatlântico (TPIP), que vai incluir Estados Unidos e União Europeia, no que pode ser o maior acordo de livre comércio do mundo. “Ou a gente negocia agora, ou no futuro só vamos poder aderir.”

Paulo Eduardo Rocha Brant, diretor presidente da Cenibra -Celulose Nipo-Brasileira S/A, disse que uma das faces mais funestas da crise atual do país é o seu quase isolamento do ponto de vista das relações econômicas internacionais. “Infelizmente o Brasil está ficando à margem” da atual revolução tecnológica.

A Cenibra completou 40 anos em 2013 e atualmente tem capital 100% japonês. Trabalha a 101% da capacidade de produção e planeja expansão, tendo como maior entrave um decreto do Governo Federal que obriga à criação de um projeto a ser enviado ao Incra para cada fazenda que quiser comprar. Brant diz que depois de um ano de envio do primeiro projeto, a Cenibra não teve resposta. Para dobrar a produção, a Cenibra precisaria de 100.000 hectares a mais de florestas plantadas. Isso, ressaltou , para viabilizar um investimento de US$ 3 bilhões em área em que Brasil é muito competitivo, graças a, entre outras coisas, “ciência da boa”.

Frisou a enorme complementariedade entre Brasil e Japão. O Japão poupa mais do que investe, porque já tem infraestrutura pronta, ao passo que o Brasil ainda precisa de muita coisa. “Trabalhar no aprofundamento e na ampliação das relações entre os dois países é crucial.” Disse que a Cenibra e seus acionistas estão muito satisfeitos com a parceria com o Brasil. “Queremos ampliá-la, se deixarem.” A declaração foi comemorada por Ruy Martins Altenfelder Silva, presidente do Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp (Consea), coordenador da mesa redonda. Ele convidou Brant a participar do grupo da Fiesp dedicado às discussões sobre remoção dos entraves ao investimento.

Passado e futuro

Akihiro Ikeda, que foi presidente da Alunorte (1977-1978), citou o modelo, com incentivos fiscais e parceria com o governo, que permitiu por exemplo o surgimento da Cenibra. Exibiu gráfico que mostra a evolução da corrente de comércio entre Brasil e Japão em relação ao comércio mundial do Brasil, que teve pico entre 1971 e 1975 (8,3%). “Murchou, não é desprezível, mas caiu para 3,1%” entre 2011 e 2015. Explicou que o Japão estava em expansão na década de 79, e o Brasil precisava exportar. Foram criadas condições (inclusive a implantação de indústrias) para o comércio. Crises posteriores, no Brasil e no Japão, prejudicaram o fluxo. Além de fábricas de celulose e alumínio, a agricultura do cerrado ficou como herança da época, frisou.

Nos investimentos, o pico ocorreu entre 71 e 80 (11,4% do capital estrangeiro no Brasil era japonês). Depois de cair a 0,9% entre 91 e 2000, chegou a 6,5% entre 2011 e 2014.

“E agora?”, perguntou. O Japão tem sérios problemas, como o demográfico, que limita a demanda e lhe tira a energia para o futuro. O Brasil deve sair da crise em talvez dois anos, mas depois tem baixa chance de crescer mais que 3% ao ano. Também começa a enfrentar problema demográfico. Não se sustenta crescimento baseado apenas em aumento da produtividade da mão de obra. O Brasil tem mercado, com 200 milhões de pessoas, com demanda em transformação, e o Japão tem tecnologia. Há espaço para aumentar muito as trocas.

Akira Homma, assessor científico e tecnológico sênior da Bio-Manguinhos/Fundação Oswaldo Cruz, ressaltou a interação de longa data na área biomédica entre Brasil e Japão. Destacou memorando de cooperação entre Brasil e Japão assinado em agosto de 2014, com foco em populações em envelhecimento, estímulo à qualidade de vida e prevenção de doenças.

Apesar de seu avançado sistema de saúde, o Japão tem alta incidência de doenças imunopreveníveis – e até “exporta” vírus. Homma apresentou proposta de intercâmbio entre Brasil e Japão na prevenção de doenças. O Brasil usaria o conhecimento acumulado com o Programa Nacional de Imunizações (PNI), e o Japão forneceria expertise na medicina preventiva e assistencial. Outra área de grande potencial é a capacitação científica e tecnológica em vacinas, em que o Japão é forte, e o Brasil ainda tem carência. O intercâmbio na área de produção de vacinas traria ganho no desenvolvimento comum de vacinas – por exemplo, contra dengue, zika e chikungunya.

Ao encerrar o painel, Ruy Altenfelder destacou entre os objetivos do seminário a revisão do sucesso dos projetos conjuntos, para, com base naqueles bem-sucedidos, pensar no futuro. Creditou à tecnologia trazida pelo Japão parte do sucesso no cerrado. Entre os desafios atuais, mencionou as doenças viróticas e o aedes aegypti. Também citou a complementariedade entre os cientistas japoneses e os brasileiros como algo a ser seriamente considerado em relação ao Sistema Único de Saúde.

Foto: Vice-ministro de Relações Exteriores da Eslováquia visita a Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Igor Slobodnik, vice-ministro de Relações Exteriores da Eslováquia,  participou nesta sexta-feira (19/2) de reunião na Fiesp. Foi recebido por Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex). Participaram também Milan Cigan, embaixador da República Eslovaca, e Norbert Brada, conselheiro do vice-ministro das Relações Exteriores. Pelo Derex, Antonio Fernandes Guimarães Bessa, diretor titular Adjunto, e Vinicius Santos, analista da área de Negociações Internacionais.

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Reunião entre Igor Slobodnik, vice-ministro de Relações Exteriores da Eslováquia, e Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior. Foto: Everton Amaro/Fiesp