Fiesp sedia, dia 30/10, reunião do Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio do Inmetro

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex), sedia nesta quinta-feira (30/10) uma reunião do Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Na ocasião, o Derex/Fiesp vai apresentar dados sobre os entraves regulatórios às exportações brasileiras, obtidos em pesquisa realizada entre julho e setembro deste ano.

O levantamento apontou que cerca de 80% dos entrevistados não foram capazes de responder o questionário formulado para a pesquisa. O motivo, desconfia o departamento, é o desconhecimento sobre a definição do que configura uma exigência regulatória.

“Muitos exportadores confundem medidas administrativas que afetam as exportações com as barreiras de fato, que podem assumir a forma de exigências técnicas, sanitárias ou fitossanitárias”, explica o diretor do departamento, Thomaz Zanotto.

“Embora as prescrições regulatórias sejam permitidas e legítimas, sua aplicação pode produzir restrições injustificadas aos fluxos do comércio internacional. Por isso é importante segregarmos e mensurarmos esses obstáculos”, conclui Zanotto.

De acordo com o Derex, os recursos para amenizar esses prejuízos existem e estão disponíveis –basta apenas que o exportador tome conhecimento.

Atenta a isso, a Fiesp também aproveitará a reunião para lançar o “Guia de Medidas Regulatórias”, que explica de maneira didática, porém detalhada, como reconhecer restrições abusivas e quais os principais canais para levá-las ao conhecimento das autoridades brasileiras e superar estes entraves.

Serviço

Reunião do Comitê de Barreiras Técnicas ao Comércio do Inmetro
Data: 30/10 (quinta-feira)
Horário: 14h30 às 18h

Fiesp recebe visita de representante da George State University

Dulce Moraes, Agência Indusnet

Na manhã desta terça-feira (18/03), o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomas Zanotto, recebeu a visita de Evaristo Fernando Doria, diretor do Centro de Negócios Brasil, China e Índia da Universidade do Estado da Geórgia, a Georgia State University  (GSU).

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Derex recebeu visita de Evaristo Fernando Doria, diretor do Centro de Negócios Brasil, China e Índia da Universidade do Estado da Geórgia. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Evaristo Fernando Doria atua no Programa de Comércio EUA-América Latina, do Instituto de Negócios Internacionais na J. Mack Robinson/Escola de Negócios da GSU, iniciativa como foco ajudar empresas norte-americanas a desenvolver seus negócios na América Latina e vice-versa.

A pauta do encontro foi conhecer a atuação da Fiesp, como principal entidade representativa das indústrias, e discutir sobre o panorama econômico entre Brasil e Estados Unidos.

Com 101 anos de existência, a Georgia State University é sediada na cidade de Atlanta, no estado de Geórgia, Estados Unidos. A instituição, atualmente, possui cerca de 30 mil estudantes e é uma das quatro universidades de pesquisa do Sistema de Universidades da Geórgia.

Em seminário na Fiesp, britânicos apresentam experiência em tecnologia de grandes eventos

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta quarta-feira (04/12), profissionais de Tecnologia da Informação (TI), software e comunicação que trabalharam nos Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, participaram do seminário “Tecnologia de Grandes Eventos”, realizado pelo UK Trade & Investment/Consulado Britânico em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Thomaz Zanotto, do Derex/Fiesp: “A Fiesp está extremamente preocupada em provocar um upgrade de tecnologia na indústria brasileira”.Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


A abertura do evento foi feita pelo diretor titular adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp, Thomaz Zanotto, e pelo cônsul-geral britânico, John Doddrell.

“A Fiesp está extremamente preocupada em provocar um upgrade de tecnologia na indústria brasileira. A principal preocupação da instituição hoje é a competitividade da economia e da indústria. E os pilares para garantir essa competitividade são inovação e tecnologia”, afirmou Zanotto.

“Nosso objetivo é mostrar como nós usamos a tecnologia para facilitar nossos grandes eventos”, disse o cônsul britânico. “Vamos compartilhar nossa experiência com o Brasil, que está se preparando para a Copa e para as Olimpíadas e, por meio dessa parceria entre nossos países, podemos atingir níveis cada vez mais altos e melhores.”

O consultor em tecnologia, Nitin Dahad, fez uma breve apresentação dos temas abordados no seminário. “É um desafio desenvolver inovação e novas tecnologias para atender às expectativas das pessoas, em especial em grandes eventos”, declarou o consultor, que mostrou números sobre o aumento não só de aparelhos como smartphones e tablets durante os Jogos Olímpicos de 2012, como também de conteúdo on-line.

Desafios

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John Dodrell: “Nosso objetivo é mostrar como nós usamos a tecnologia para facilitar nossos grandes eventos”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para falar dos desafios do Brasil no desenvolvimento de tecnologia em grandes eventos, o palestrante foi o professor titular da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), Marcelo Knörich Zuffo.“As áreas em que o Brasil precisa focar são os estádios, os aeroportos, a questão da energia, da mobilidade urbana, a segurança, o turismo e as telecomunicações. Em todos eles, o uso de tecnologia é fundamental”, explicou.

De acordo com Zuffo, o Brasil tem potencial para produzir serviços de qualidade para grandes eventos. No entanto, é preciso observar alguns pontos. “Os investimentos dos governos precisam resultar em um legado para a população em todas as áreas. Além disso, é preciso que as lições aprendidas sejam utilizadas nos próximos eventos”, disse o professor, que também destacou a necessidade de um trabalho conjunto com a universidade e outros países que já realizaram grandes eventos.

Representando a empresa BT Global Services, Alex Ingles falou sobre o as lições dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2012. Para ele, o segredo do sucesso é o planejamento. “Três pontos são importantes para garantir que um grande evento, como a Copa e os Jogos Olímpicos, deem certo: selecionar as pessoas certas, investir na tecnologia adequada e planejar, planejar e… planejar ainda mais”, afirmou Ingles.

Ao final do evento, empresas britânicas de tecnologia apresentaram seus produtos e falaram de questões técnicas observadas em Londres-2012. John Naylon, da Cambridge Broadband Networks, e Hebert Sedas, da Axel Wireless, falaram sobre infraestrutura de redes sem fio. Jon Payne, da Intercede, e Rodrigo Carvalho, da Knowledge Now, fizeram apresentações sobre o uso da tecnologia para segurança cibernética, identidade digital e gerenciamento de espectadores. Donald McGarva, da Amino Communications, tratou do tema conteúdo digital.

Potencialidades das regiões brasileiras são apresentadas a empresários italianos

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 200 empresários estiveram na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na manhã desta terça-feira (22/05) para conhecer, durante o Fórum Econômico Brasil-Itália, setores e regiões brasileiras com mais potencial de intercâmbio e de negócios.

urante o painel “Cooperação entre Estados Brasileiros e Regiões Italianas – Análise do Panorama Atual e Perspectivas Futuras”, os Estados de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul apresentaram as potencialidades de suas regiões e oportunidades aos investidores e empresários.

A ex-ministra e atual Secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de Minas Gerais, Dorothea Werneck, citou a bem-sucedida instalação da Fiat, na cidade de Betim e a existência de 183 empresas italianas associadas na Câmara de Comércio Brasil Itália de Minas Gerais. “Nos orgulhamos de ter a Fiat lá. Me desculpem, mas nós já consideramos ‘mineira’. Hoje é a empresa automobilística que mais produz no mundo. Um recorde mundial.” Ela também mencionou o Grupo Adler que instalou sua primeira unidade no exterior em território mineiro.

Para a ex-ministra, assim como na Itália, há uma disputa saudável entre as regiões e Estados brasileiros. Dorothea destacou a posição geográfica mediterrânea de Minas Gerais: “Temos limites com sete Estados, o que é vantagem para quem quer explorar o território brasileiro com uma condição logística bem interessante”.

Toda parceria firmada resulta em um documento registrado na Assembleia Legislativa do Estado, o que ganha força de lei e oferece mais segurança jurídica aos negócios.

O governador do Mato Grosso Sul, André Puccinelli, nascido na região da Toscana, discursou em italiano. Como vantagens de seu Estado ele apresentou: forte abertura à industrialização em diversos setores; presença de boa estrutura logística, com 2 importantes hidrovias (Tietê-Paraná e Paraguai-Paraná), ferrovia e rodovias; e áreas potenciais para investidores, como turismo, serviços e tecnologia em logística, siderúrgicas e indústrias de processamento de grãos, carnes, couros e outros produtos. E relembrou que, recentemente, a presidente da Petrobrás sinalizou a instalação da maior indústria de fertilizantes na região.

Puccinelli deu, ainda, um recado as indústrias que querem se instalar na região: “Se for de setor que não existe em nosso Estado, há isenção de impostos de 67%. Se forem de áreas que geram mais empregos, essa isenção pode chegar a 90%”.

Encerrando o painel, o diretor do Departamento de Comércio Exterior e Relações Internacionais (Derex) da Fiesp, Thomas Zanotto, relembrou que a região será beneficiada com novos projetos de infraestrutura e logística, temas importantes e debatidos no 7º Encontro de Logística e Transportes, promovido pela Fiesp desde segunda-feira (21/05) e que se encerra nesta terça (22/05).

Um dos projetos prioritários do governo brasileiro é o corredor logístico que permitirá o escoamento da exportação pelo Pacífico, via Paraguai, Argentina e Chile. “É uma grande oportunidade também para empresas de engenharia e logística”, completou Zanotto.