INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: MALWEE – SUSTENTABILIDADE NA CADEIA DE VALOR

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Por Karen Pegorari Silveira

A meta 8.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável sugere que é preciso tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas, e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo recrutamento e utilização de crianças-soldado, e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas.

Esta também é uma preocupação da indústria têxtil Malwee, que atua em um segmento com diversas denúncias de trabalho análogo ao escravo, e tenta fugir deste problema atuando de forma responsável e sustentável.

No Brasil, a empresa contabiliza 2.747 fornecedores, e desse total, 190 (6,9%) são empresas que atuam como prestadores de serviço para o processo de costura e acabamento das roupas. Essas confecções, importantes para a manutenção da capacidade produtiva e competitividade, caracterizam-se por serem empresas de pequeno porte com uso intensivo de mão de obra, o que amplia o risco de ocorrerem situações de não conformidade com a legislação trabalhista e os princípios de respeito e garantia dos direitos humanos.

Dessa forma, um dos maiores investimentos da Malwee, dentro do Plano 2020, é o fortalecimento das políticas internas para assegurar que as facções cumpram estritamente todas as regulamentações legais do País, bem como a criação de novos mecanismos de controle para impedir a ocorrência de práticas que estejam em desacordo com seus valores e compromissos.

Em todas as confecções eles realizam avaliações presenciais por meio de visitas das inspetoras de qualidade, que analisam a qualidade das peças e se pode estar ocorrendo quarteirização do processo pelo fornecedor. Analistas internos da empresa também checam o recolhimento das guias de INSS e FGTS dos fornecedores. No último ano, um caso de irregularidade foi identificada e a Malwee optou pela rescisão do contrato de fornecimento.

Em 2015 a empresa iniciou um programa formal de auditoria nas confecções e formou uma equipe própria para a realização dessa tarefa de avaliação dos fornecedores. Também passaram a exigir a certificação no programa desenvolvido pela Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX), que auxilia no monitoramento das boas práticas de responsabilidade social e relações de trabalho no setor de moda. No último ano, 61% das contratadas já estavam certificadas pela ABVTEX – em março de 2014, eram apenas 10,8%. Além disso, novos fornecedores contratados pela empresa receberam o prazo de, no máximo, dois meses para adequarem-se e conseguirem a certificação.

Segundo informações divulgadas no Relatório de Sustentabilidade da empresa, entre os fornecedores instalados no país, o Grupo Malwee avalia que existe um baixo risco de violação dos direitos de associação dos trabalhadores a sindicatos e entidades representativas de classe. Contudo, trabalham com fornecedores terceirizados instalados em países como Bangladesh, China, Índia, Vietnã e Peru, nos quais os controles sobre a garantia desses direitos ainda são reduzidos. Para diminuir esse risco, solicitam desses fornecedores a concordância, por escrito, com o Código de Ética para fornecedores, disponível nos idiomas português e inglês.

O desenvolvimento do Plano 2020 também inclui o Programa de Avaliação de Fornecedores, que permite a avaliação dos parceiros de acordo com critérios de desempenho ambiental e social. O Programa prevê a realização de auditorias e a checagem da documentação, gerando relatórios periódicos com o nível de conformidade dos fornecedores. O programa também está preparado para permitir o monitoramento, praticamente em tempo real, do desempenho dos parceiros em relação aos indicadores de avaliação estipulados no planejamento estratégico. A meta da Malwee é que até 2020 todos os fornecedores estejam inseridos e avaliados.

Segundo Taise Beduschi, gestora de Sustentabilidade da Malwee, “Além de trabalhar em prol do bem-estar dos nossos colaboradores e, por meio de auditorias, assegurar que nossos prestadores de serviço no processo produtivo ofereçam condições de trabalho dignas a seus colaboradores, um programa como esse nos ajuda a dar a visibilidade necessária sobre a importância deste assunto e, assim, conscientizar outras companhias sobre a necessidade de adotar práticas sustentáveis em nosso setor”, afirma.

Sobre o Grupo Malwee

Com 48 anos de existência e 6 mil colaboradores, a Malwee é uma das principais empresas de moda do Brasil e realiza a gestão das marcas: Malwee, Malwee Kids, Carinhoso, Puket, Scene, Enfim, Wee!, Liberta, Zig Zig Zaa. O Grupo conta com 6 unidades fabris, 20 mil pontos de vendas multimarcas e mais de 280 lojas monomarca.


Senai-SP Superação: ‘Ganhei conhecimento e reconhecimento’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ela sempre achou que viveria entre números. Estudante de Administração, se via trabalhando em algum banco ou corretora. Não foi o que aconteceu, nunca houve uma oportunidade. Obesa mórbida na época, a hoje professora do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) simplesmente não conseguia emprego. Ia bem nas provas escritas e testes gerais, mas nunca tinha retorno depois das entrevistas. Até o dia em que o proprietário de uma confecção no Bom Retiro, na capital paulista, resolveu contratá-la como assistente. Nada mais seria como antes.

Dessa experiência de trabalho, ela foi para uma outra confecção, em Pinheiros, onde tomou conhecimento do curso técnico de vestuário do Senai-SP, na Escola Senai “Francisco Matarazzo”, especializada em indústria têxtil, no Brás, na capital paulista. “Peguei R$ 30 emprestados com a minha mãe para me inscrever na seleção do curso”, lembra Fernanda.

Aprovada e matriculada, não demorou a receber o convite de um professor do curso para trabalhar na consultoria que ele tinha além das aulas na instituição.

Cada vez mais envolvida com o setor têxtil, o passo seguinte foi ser convidada para dar aula no próprio Senai-SP, primeiro prestando serviços e depois conseguindo ser efetivada com carga horária de 20 horas semanais. Depois, chegou ao patamar em que se encontra hoje, com 40 horas semanais e responsável por disciplinas como Logística 1 e 2, Planejamento Estratégico, Projeto Integrado, Gestão da Produção de Vestuário e Gestão de Negócios da Moda. Isso nos cursos de graduação e pós da Faculdade de Tecnologia Senai “Antoine Skaf”, também no Brás, nas mesmas instalações da escola da instituição no bairro.

“Aqui no Senai-SP o que interessa é o conteúdo”, disse Fernanda. “Sempre fui reconhecida pela minha dedicação aos estudos, sendo do jeito que eu fosse”.

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Fernanda Marinho: reconhecimento pela dedicação aos estudos no Senai-SP, sendo do jeito que fosse. Foto: Everton Amaro/Fiesp


A possibilidade de crescimento que a professora encontrou na instituição veio para reforçar uma história de crescimento pessoal que veio da família em que nasceu. “Meu pai morreu quando eu tinha 16 anos, de acidente de carro”, conta. “Minha mãe, que não trabalhava, começou a fazer faxina para me ajudar a pagar a faculdade”, disse. “Eu também fiz trabalhos variados com esse objetivo, como tomar conta de crianças”.

De esforço em esforço, ela encontrou o seu lugar no Senai-SP. E hoje ajuda a mãe, que não trabalha mais, e está pagando as prestações da compra do seu primeiro imóvel, um apartamento em Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo. “Não teria conseguido fazer um décimo do que eu fiz se não estivesse no Senai”, afirma Fernanda. “Ganhei conhecimento e reconhecimento, construí uma carreira”.

Para ela, as equipes da escola e da faculdade da instituição voltadas para o setor têxtil trabalham no melhor clima “de família”. “Somos muito unidos e é nessa união que está a nossa força”, explica. “Aqui há respeito pelas pessoas e todos trabalham para oferecer a melhor formação possível aos alunos”.

Aos seus estudantes e a todos os interessados em fazer carreira no Senai-SP, Fernanda recomenda dedicação e proatividade. “Entrem como alunos, estudem, conheçam a cultura da instituição, entendam o carinho com o qual a gente trabalha”, diz. “As oportunidades virão. Não me vejo fora daqui”.


Iniciativas Sustentáveis: Liebe – Reestruturação organizacional

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Por Karen Pegorari Silveira

Segundo o estudo ‘Sustentabilidade e Competitividade na Cadeia da Moda’, da Uniethos, os mercados de produtos têxteis e de confecções estão passando por grandes mudanças, e a competitividade das empresas dependerá de novos padrões de produção, novas relações na cadeia de valor e novas relações de trabalho. Ainda de acordo com a análise, quase todas as etapas de produção são intensivas em mão de obra, que é um ativo estratégico e precisa ser qualificado e valorizado. Locais de trabalho justos, seguros, sem discriminação, em empresas que investem na qualificação e desenvolvimento humano dos seus trabalhadores tendem a ser ambientes mais produtivos, criativos e inovadores.

Esta também foi a constatação da fabricante de moda íntima Liebe, que investiu pesado em um programa de estruturação organizacional por dois anos e, com a ajuda de uma consultoria, criou um novo modelo de gestão que hoje reduziu o giro de profissionais a praticamente zero.

Com o crescimento da empresa e a contratação de novos funcionários surgiram divergências de opiniões entre as diversas áreas. Alguns assuntos envolviam vários setores e não havia definição de qual setor era responsável por determinados temas. Dessa forma, algumas áreas não se sentiam responsáveis por determinadas tarefas e a resolução não saia. Sentiu-se então a necessidade de definir com maior profundidade quais seriam as responsabilidades de cada funcionário e de cada setor, desde o auxiliar até o gerente.

O primeiro passo foi desenhar a estrutura de modo que todos entendessem o que era a empresa, como ela estava no mercado e onde ela queria chegar. Com o projeto, muitos debates foram realizados e foi possível nortear melhor a missão da indústria e os planos para o futuro. Com 350 pessoas na fábrica, a Liebe passou por mudanças em todas as áreas, principalmente a de RH.

O presidente da empresa, Cairo Benevides, conta que fizeram entrevistas com todos os funcionários. “Tivemos a precaução de deixar nossos colaboradores bem à vontade, de maneira que eles nos apresentassem a visão que tinham da empresa. Eles tiveram total abertura, nos indicando até o que fariam caso estivessem na direção da organização. Desse material tiramos muitas coisas e definimos quais as prioridades. Projetei o que eu queria alcançar como diretor no final do projeto e analisei como estávamos na época”, relata o executivo.

O presidente conta ainda que foi ótimo trabalhar com indicadores e metas, pois obrigou-os a formalização de reuniões mensais de apresentação de resultados. “Nelas estão todos os gerentes, supervisores e coordenadores presentes. São 14 pessoas que apresentam o desempenho de todas as áreas e se as metas foram ou não atingidas”.

As áreas de cobrança e assistência comercial são bons exemplos nesta reestruturação. Para elas foi criado um incentivo: quanto mais valores conseguirem resgatar, mais premiação em cima do valor resgatado vão conseguir.

Benevides conta também que o turnover [rotatividade] da empresa passou de 5% a 7% para praticamente 1,20%. “Houve uma queda na saída de funcionários que foi realmente surpreendente. Agora não perdemos mais mão de obra especializada para a concorrência, felizmente. Com simples mudanças conseguimos fazer uma verdadeira revolução nos negócios”, diz o presidente.

Agora os gestores sabem quais ferramentas têm de lançar mão para atingir metas e crescer 15% ao ano.

Como benefícios desta reestruturação o presidente da companhia cita a mudança de visão quando todos entendem quão importante é traçar metas e andar na mesma direção e com os mesmos objetivos; a promoção do debate com tema, hora e dia, baseado em ideias e análise de relatórios e não apenas em opinião; um ambiente mais profissional – com clareza de cargos, papéis e responsabilidades; o despertar de todos à importância do desenvolvimento profissional; a importância da comunicação clara e objetiva;  e o entendimento da missão da empresa, entre outros.

Sobre a Liebe

Fundada em 2005 em Fortaleza, CE, produz anualmente 2 milhões de peças sendo responsável atualmente por 350 empregos diretos e 1000 indiretos. Hoje possui seis lojas próprias em shoppings de Fortaleza; vende para todas as regiões brasileiras e exporta para Europa, Américas e Estados Unidos.


Comitês do Desporto e da Indústria Têxtil se reúnem na Fiesp

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

Representantes do Comitê da Cadeia Produtiva do Desporto (Code) e do Comitê da Cadeia da Indústria Têxtil (Comtextil), ambos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), se reuniram na terça-feira (16/6) para discutir meios de aproximação para alavancar o crescimento da indústria nos dois setores.

“O Comitê é de alta importância para a Fiesp e foi uma orientação do próprio presidente Paulo Skaf”, afirmou Frugiuele, coordenador do Code.

Ele justificou que a cadeia produtiva do esporte está atrelada ao setor têxtil de várias formas, seja na demanda por calçados ou outros equipamentos esportivos.

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Reunião conjunta dos comitês da Indústria Têxtil e do Desporto. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Frugiuele também afirmou que o futebol continua exercendo maior influência enquanto os demais esportes ainda não recebem a atenção devida. Em função disso, ele acredita que é importante utilizar as Olimpíadas para despertar o interesse em outras modalidades. ” Se conseguirmos semear a cultura do esporte, ele cresce e a indústria cresce junto”, analisou.

Elias Miguel Haddad, coordenador do Comtextil, considerou positiva a iniciativa do encontro, e lembrou que, mesmo em um momento de crise, é possível descobrir pontos positivos. “Vamos produzir ações que permitam esse crescimento. Aliar conhecimentos e obter resultados”.

Frugiuele explicou que, além do Comitê, existe um Conselho formado por atletas de destaque, que deverão atuar como uma força de sensibilização para as áreas pública e privada. O coordenador defende uma ação conjunta com a troca de informações e experiências. “Precisamos trazer o Comtêxtil para nossa massa de pressão de incentivo ao esporte”, disse.

Dentre as ações do Code, o destaque está nas reivindicações junto aos governos federal e estadual para a questão de renúncia fiscal e redução de impostos específicos, e um trabalho com objetivo de trazer uma feira de esporte para o Brasil, assim como já existe em outros países do mundo.

(Com informações do Sindicato da Indústria de Malharias e Meias do Estado de São Paulo –  Simmesp)

Presidente da Fiesp participa confraternização de final de ano da Abit e do Sinditêxtil-SP

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, participou na noite de quarta-feira (04/12) do coquetel de confraternização da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de São Paulo (Sinditêxtil-SP).

Presidente emérito da Abit, Skaf foi convidado a entregar a medalha do Mérito Abit ao presidente do Conselho de Administração da entidade, Aguinaldo Diniz Filho, que recebeu também um quadro em sua homenagem.

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Na foto, da esquerda para a direita: Paulo Skaf, Aguinaldo Diniz e o 3º vice-presidente da Fiesp, Josué Christiano Gomes da Silva. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

Portal Fiesp abre espaço dedicado ao setor têxtil

Agência Indusnet Fiesp

O portal da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lança, nesta terça-feira (02/07), um novo espaço dedicado à indústria têxtil, confecção e vestuário . A iniciativa faz parte da ampliação do portal, desenvolvendo páginas específicas para a atuação da Fiesp em diversas áreas, setores e cadeias produtivas.

No mês passado, o Portal Fiesp lançou páginas dedicadas às cadeias produtivas da pesca e de mineração. O cronograma prevê o lançamento, até o final de 2013, de outras seções dedicadas a cada um dos setores produtivos representados por comitês da Fiesp.

O novo espaço dedicado ao setor têxtil no site da Fiesp

O espaço dedicado ao setor têxtil no site da Fiesp

A seção Têxtil, Confecção e Vestuário segue o formato das demais páginas do portal da Fiesp, com ênfase em iniciativas da entidade, em particular as do Comitê da Cadeia  Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da federação.

A página funciona de modo integrado ao portal da Fiesp, reunindo notícias, material multimídia, conteúdos de referência e a agenda de eventos relacionados ao setor – realizados ou apoiados pela Fiesp. A funcionalidade do portal permite atualizações constantes.

Na abertura da página, os interessados podem ler ainda uma entrevista do coordenador do Comtextil, Elias Miguel Haddad.

Como acessar

Na homepage do portal Fiesp (www.fiesp.com.br), clique no menu principal em “Áreas de Atuação” e procure na lista “Setores” o item: Têxtil, Confecção e Vestuário.

Resolução 72 é vitória parcial para desenvolvimento da indústria têxtil, afirma Miguel Haddad

Agência Indusnet Fiesp

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Elias Miguel Haddad, coordenador do Comtextil da Fiesp: 'O ideal é ter 4% para toda e qualquer operação interestadual'. Foto: Julia Moraes

A aprovação da Resolução 72, que unifica em 4% a alíquota ICMS cobrada sobre produtos importados em operações interestaduais, é resultado de uma luta que valeu a pena para a indústria têxtil, mas o ideal é que a cobrança da taxa seja ampliada para qualquer operação comercial entre os Estados, avalia o coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecções e Vestuário (Comtextil) da Fiesp, Elias Miguel Haddad.

“Essa foi uma grande vitória, mas foi parcial. É o principio de uma reforma tributária e o ideal é ter 4% para toda e qualquer operação interestadual”, afirmou Haddad ao participar da primeira reunião do Comtextil este ano na tarde de terça-feira (15/01).

Na ocasião, empresários da indústria têxtil esclareceram dúvidas sobre os novos regulamentos e novas leis relacionadas ao setor.

Uma das mudanças é o decreto nº 58.765/2012, que prorroga, por tempo indeterminado, a redução da base de cálculo do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) nas saídas internas da indústria, sendo 12% para produtos classificados como fios, filamentos, fibras, telas e pneumáticos de poliésteres, e 7% aos demais segmentos.

Os empresários também falaram sobre as reduções de multas para o setor têxtil no novo Programa de Parcelamento do ICM/ICMS. No caso de pagamento em parcela única houve redução de 75% das multas (punitivas e moratórias) e 60% do valor dos juros sobre o imposto e sobre a multa punitiva. Nos casos de até 120 parcelas, a redução das multas é de 50% (punitivas e moratórias) e 40% do valor dos juros sobre o imposto e sobre a multa punitiva.

Senai-SP promove workshop dedicado a profissionais de pesquisa e desenvolvimento em moda

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Empresários e profissionais do segmento têxtil, do vestuário, de couro e calçados participaram nesta terça-feira (21/08) do primeiro dia do “Workshop de Interpretação de Tendências Inverno 2013”, iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) em sua unidade Francisco Matarazzo (Brás, zona leste de São Paulo).

O evento tem a finalidade de apresentar novas tendências do mercado internacional de moda aplicadas ao processo de criação e desenvolvimento de novas coleções de micro e pequenas confecções paulista.

Entre as novidades estão o mix de textura, a criação de calças de alfaiataria com mote esportivo, peças com ombro deslocado, casacos volumosos (linha A) e, para as mulheres, o uso da cintura afunilada  com o quadril em evidência.

Durante o encontro, os participantes receberam um exemplar do livro de moda Apontamento, Inspirações e Memórias, da Senai-SP Editora, que apresenta as tendências para a temporada outono/inverno 2013.

Com estas informações, os alunos participaram de uma dinâmica sensorial, para estimular a criatividade e, também, iniciaram o projeto de uma minicoleção de roupas específicas para o público alvo das suas empresas.

Conhecimento prático

De acordo com o técnico de ensino da unidade do Senai Francisco Matarazzo, Anderson Juarez Cunha, o novo formato do workshop permite que os alunos adquiram o conhecimento prático. “Antigamente, nós difundíamos apenas a ideia do design. Hoje apresentamos uma coisa real, que permite que o aluno saia no final do curso com um produto o mais próximo possível das necessidades do mercado”, diz Juarez Cunha.

As mudanças realizadas no conteúdo do caderno de tendências do Senai-SP visam atender a necessidades reais dos empresários do mercado de moda, segundo Alessandra Lanzeloti, designer da unidade do Senai Engenheiro Adriano José Marchini e coordenadora do grupo de pesquisa e desenvolvimento do livro de moda.

“O principal ponto que a gente frisou é que o material precisa ser utilizável, não é para largar o livro e deixar encostado. A empresa pode utilizar as informações deste material nas suas coleções definindo o DNA da empresa. Esta era outra preocupação nossa de implementar o design, com essa visão de não vamos copiar. Cada empresa precisa pensar que é possível ter um DNA próprio, seguir o seu próprio caminho, mesmo que seja uma empresa pequena”, afirma Alessandra Lanzeloti.

Continuando a programação, às 20h desta terça-feira (21/08) acontece o lançamento oficial do livro de moda Apontamento, Inspirações e Memórias, da Senai-SP Editora, seguido de uma palestra para cerca de 400 pessoas, entre estudantes e profissionais da área de moda, no auditório da Escola Senai Francisco Matarazzo, localizada  na rua Correia de Andrade, 232, Brás, na capital.

Vitória Fiesp/Ciesp: Portaria do Ministério da Fazenda beneficia setores industriais

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) obtiveram mais uma importante vitória com a publicação, pelo Ministério da Fazenda, da Portaria MF nº 206/12, no Diário Oficial da União no último dia 16 de maio.

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A medida corrige distorção de portaria anterior e beneficia os seguintes setores: têxtil, confecção, calçados, autopeças, móveis e couro.

Quando a Portaria MF nº 137/12 foi publicada, em 30 de abril, o prazo de recolhimento referente a março já havia vencido.

Assim, determina-se a prorrogação do prazo de recolhimento da Contribuição para o PIS/Pasep e para a Cofins relativos aos fatos geradores ocorridos em maio de 2012. Com vencimento em junho de 2012, o prazo foi estendido até o último dia útil da primeira quinzena de dezembro deste ano, ou seja, 14/12.

Esse pleito foi motivado pela divulgação das medidas do Plano Brasil Maior pelo governo federal.

Setor têxtil pede mais prazo para pagamento de ICMS

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Elias Miguel Haddad, vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comtextil da entidade

Com presença de Elias Miguel Haddad, vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da federação, a Assembleia Legislativa de São Paulo sediou na segunda-feira (16/4) o primeiro encontro da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Têxtil e de Confecção.

No dia seguinte, a discussão sobre as dificuldades enfrentadas pelo setor foi estendida na reunião plenária do Comtextil, realizada na sede da Fiesp. “Hoje, é mais barato produzir fora do estado de São Paulo. E ainda mais fora do Brasil. Precisamos ter condições para reverter esta situação”, afirmou Haddad.

O coordenador do Comtextil destacou ainda a importância da prorrogação do vencimento para liquidação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para 90 dias. Atualmente, o prazo médio é de 40 dias.

“As empresas vendem com 90, até 120 dias de prazo, conforme o grau de negociação e a necessidade de vender. Elas são obrigadas a ceder e, desta maneira, ‘financiam’ o governo do Estado”, criticou Haddad.

Oswaldo de Oliveira Filho, coordenador-adjunto do Comtextil, reforçou o coro. “Os prazos de pagamento dos impostos estaduais são os mesmos desde os tempos da inflação [décadas de 1980 e 1990]. E continuamos pagando praticamente à vista, enquanto que os empresários concedem cada vez mais prazo de pagamento aos clientes. Assim acabamos financiando o governo, que não precisa disso”, ratificou.

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Oswaldo de Oliveira Filho, coordenador-adjunto do Comtextil

“Os parlamentares precisam pressionar os senadores para que a resolução seja aprovada em plenário, porque isso é um grande ganho para nosso setor. O porto de Itajaí (SC), por exemplo, estava virando quase uma ‘indústria têxtil’ chinesa”, analisou o coordenador-adjunto ao comparar a produção nacional com a entrada de importados por outros estados.Oliveira Filho apoia a ideia de solicitar ao governo estadual a ampliação do prazo para os pagamentos de forma gradual, de cinco dias por mês até alcançar 90 dias. E com a possível aprovação da Resolução 72, que segue para votação no plenário do Senado na próxima semana, ele espera o apoio dos deputados.

Expectativas

Ainda na reunião, o diretor do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), Marcelo Prado, apresentou dados referentes às vendas do setor nos últimos cinco anos. Prado explicou que, caso o Brasil seja campeão da Copa em 2014, haverá um boom de vendas de roupas esportivas, fato que poderá se repetir nos Jogos Olímpicos de 2016.

O movimento em torno desses grandes eventos, segundo o diretor do IEMI, já apresenta reflexos no segmento de roupas profissionais.

Setor têxtil pede união das empresas para a obtenção de salvaguardas do governo

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

A sinergia entre as empresas têxteis, por meio do preenchimento de um questionário simplificado, vai facilitar a obtenção das medidas de salvaguarda do setor sinalizadas pelo governo.

O assunto foi tema de debate em reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) no último dia 14, na sede da Fiesp.

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Elias Miguel Haddad, vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comtextil

As medidas de salvaguarda têm o objetivo de aumentar, temporariamente, a proteção à indústria doméstica que esteja sofrendo prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave decorrente do aumento das importações, em termos absolutos ou em relação à produção nacional. A ideia é que durante o período de vigência dessas medidas, a indústria doméstica se ajuste, aumentando sua competitividade.

Para frear a invasão de produtos têxteis acabados vindos da China, o governo pode utilizar mecanismos como o imposto adicional de importação, que pode chegar a 400%.

“Para que isso aconteça, no entanto, é necessário que tenhamos representatividade. Estamos fazendo um trabalho de divulgação com os associados, para conscientizá-los da importância das empresas fornecerem as informações que, uma vez consolidadas, serão encaminhadas para o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio”, explicou Oswaldo de Oliveira Filho, coordenador adjunto do Comtextil.

Mais medidas

Ronald Masijah, coordenador adjunto do comitê, esclareceu que a medida isolada não é suficiente. “A salvaguarda é importante, mas representa apenas um terço do que é necessário. O que pode de fato salvar o setor têxtil é o regime tributário diferenciado, que permite produzir internamente de forma mais barata e, consequentemente, evitar que o consumidor busque produtos importados”, ressaltou.

De acordo com o vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comtextil, Elias Miguel Haddad, falta compromisso por parte do governo. “O fato é que a desindustrialização no Brasil é uma vergonha. Somos muito prejudicados, e não é a China que oferece risco, e sim a imobilidade do governo brasileiro. É triste, mas temos de reconhecer essa realidade”, afirmou Haddad.

Os empresários reclamam ainda do pesado conjunto de encargos que inclui juros altos, alto custo de energia elétrica, câmbio sobrevalorizado e uma carga tributária elevada e injusta. “O setor fica muito longe de ser competitivo, o produto chega ao varejo extremamente majorado”, completou Marcelo Villin Prado, membro do Comtextil.

Ações urgentes

O presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, reuniu-se em Brasília com o presidente do Senado, José Sarney e lideranças partidárias no último dia 28 para cobrar celeridade na votação do projeto de resolução do Senado (PRS 72/11), que uniformiza as alíquotas do ICMS nas operações interestaduais com bens e mercadorias importados do exterior.

Skaf avaliou como positivas e esclarecedoras as reuniões com os parlamentares sobre a proposta que pode acabar com a Guerra dos Portos. O presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), senador Eunício Oliveira, informou que a matéria estará na pauta da próxima audiência pública.

Importômetro alerta sobre desemprego no setor têxtil com aumento da importação

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Elias Miguel Haddad (centro), coordenador do Comtêxtil

Importômetro, painel inaugurado pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) na terça-feira (17), formaliza o que a Fiesp tem alertado: o aumento do desemprego no setor fomentado pela crescente importação de artigos têxteis.

A afirmação é de Elias Miguel Haddad, coordenador do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecções e Vestuário (Comtextil) da Federação, durante reunião com empresários do setor na tarde desta terça-feira (17).

Segundo levantamento da Abit, as importações de vestuário subiram 40,6% entre janeiro e novembro de 2011, na comparação com o mesmo período em 2010. “O setor têxtil, confecção e vestuário emprega 1,7 milhão de pessoas, sendo que a maior parte delas são mulheres e donas de casa, e esse emprego está sendo comprometido por conta das importações predatórias”, analisou Haddad.

Ele representou o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em evento da Abit na véspera, onde foram lançados o Importômetro – painel eletrônico que mostra em tempo real quanto o Brasil está importando de artigos têxteis e de confecções – e a campanha Moda Brasileira: Eu uso, Eu assino. Ambas as iniciativas são esforços no sentido de reverter o cenário de baixa da indústria têxtil brasileira.

“O Importômetro é um instrumento público que dramatiza um fato verdadeiro: a criação de desemprego aqui e de emprego no exterior”, ressaltou Haddad. E acrescentou: “Dei a eles a mensagem do presidente de que a Fiesp vai apoiar integralmente e vai se comprometer na divulgação”.

A indústria têxtil encerrou 2011 com déficit de US$ 4,7 milhões na balança comercial e saldo negativo de pelo menos 20 mil empregos, segundo informações da Abit.

Substituição tributária

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Maria Concepción, gerente do Depto. Jurídico da Fiesp

Durante a reunião do Comtextil/Fiesp, nesta terça-feira (17), Elias Haddad discutiu com empresários como melhorar a competividade do setor. E um dos assuntos que gerou temores foi o cumprimento da substituição tributária por parte da indústria têxtil. Ou seja, o pagamento antecipado do ICMS referente às operações que ainda acontecerão, como na distribuição e venda no varejo.

“A indústria têxtil de confecção está entrando agora na susbstituição tributária de ICMS, mas isso não se aplica às operações internas no Estado de São Paulo”, disse a gerente do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, Maria Concepción. Segundo ela, o estado paulista assinou o Protocolo ICMS nº 119/11 com o Rio Grande do Sul, no qual a substituição tributária é aplicada apenas nas saídas de meias-calças finas femininas para o estado gaúcho. Este protocolo, publicado em cinco de janeiro, aguarda um decreto com mais esclarecimentos para entrar em vigor.

Com a substituição tributária na indústria, a sonegação de impostos é interrompida, já que o pagamento de imposto é feito no início da cadeia.

“A Fiesp não é contra a substituição propriamente dita”, destacou Haddad. Ele alertou, no entanto, que a calibragem da Margem de Valor Agregado (MVA) é essencial e deve ser coerente para evitar prejuízo não só para a indústria, mas principalmente para o consumidor final. “A Fiesp procura trazer esse valor [MVA] para a realiadade através de levantamentos estatísticos”, esclareceu.