INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: TETRA PAK – CONSCIENTIZAÇÃO AMBIENTAL

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Por Karen Pegorari Silveira

De acordo com a diretora de Meio Ambiente da Tetra Pak, Valéria Michel, há mais de 20 anos a Tetra Pak investe em educação ambiental. “Acreditamos que a educação fará a diferença na criação de uma cultura voltada para preservação ambiental. Consumidores mais conscientes tomam decisões acertadas no momento das compras e cumprem com o seu papel na realização da coleta seletiva e reciclagem dos materiais”, afirma.

Dessa forma a empresa trabalha, desde 1997, com diversos projetos, como o Cultura Ambiental nas Escolas, em parceria com a Faculdade de Educação da Unicamp – que oferece material didático sobre meio ambiente e abordagem transversal, propondo atividades em diversas disciplinas. O material está estruturado em cadernos para o professor e para o aluno, complementados por vídeos no site. Com o aprimoramento do projeto, a partir de 2001, iniciou-se a realização de oficinas, com o objetivo de mostrar como trabalhar os conteúdos propostos, gerar discussões e alternativas de aplicação nas mais diversas realidades da sala de aula. Em 2009 nasceu o Portal Cultura Ambiental nas Escolas, com conteúdo didático desenvolvido para o projeto e adaptado para internet de modo a se criar um portal de educação ambiental moderno e interativo.

Outros projetos neste sentido são as ações culturais que já instruíram milhões de pessoas em todas as regiões do País nos últimos 10 anos. Em 2015, os projetos itinerantes (Re)ciclo de Cinema, Cena Ambiental e Palco da Reciclagem passaram por 45 cidades. Mais de 88 mil crianças participaram das atividades e, no total, quase 108 mil pessoas assistiram às apresentações.

O Cena Ambiental é um projeto que leva cultura, lazer e consciência sobre o meio ambiente, por meio de um teatro itinerante de fantoches. Em 2015, o projeto esteve em mais de 18 cidades da região Nordeste, levando cultura e educação ambiental para mais de 36 mil crianças. O (Re)Ciclo de Cinema realiza a exibição gratuita de filmes com o objetivo de mostrar a importância e os benefícios da reciclagem para a comunidade. Em 2015, a ação foi realizada em mais de 20 cidades da região Centro-Oeste, atingindo mais de 18 mil alunos. O Palco da Reciclagem é outro programa com peças de teatro interativas que têm como objetivo incentivar a coleta seletiva e levar ao público o conhecimento sobre as cooperativas de catadores de material reciclável. Em 2015, mais de 34 mil alunos foram impactados.

Este ano, 2017, a Tetra Pak conquistou o Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental na categoria Responsabilidade Socioambiental, com outro projeto, o Cuidando do Futuro, que desenvolve líderes para gerir, de forma sustentável, cooperativas de catadores de materiais recicláveis espalhadas pelo Brasil. Por meio de reuniões presenciais com consultores especializados na formação de liderança corporativa, os participantes aprendem desde o papel do gestor, até o processo de tomada de decisão em grupo e identificação de sucessores. Desde 2014, o projeto já capacitou 105 lideranças de 23 cooperativas de 13 municípios de São Paulo.

Segundo a diretora da empresa, Valéria Michel, inicialmente a ação foi criada para desenvolver lideranças nas cooperativas de catadores. “Mas o projeto também eleva a autoestima dos cooperados e os motiva a assumirem posições de maior responsabilidade no dia-a-dia de trabalho. Além disso, por meio do ‘Cuidando do Futuro’ oferecemos uma contribuição para a vida destas pessoas”, afirmou.

Sobre a Tetra Pak

A Tetra Pak é uma empresa multinacional de origem sueca que fabrica embalagens para alimentos. Foi fundada em 1951, na Suécia e está presente em mais de 170 países com cerca de 24 mil colaboradores. Seu nome é a combinação do grego τἐτρα (quatro) com o inglês pack, pacote ou embalagem.

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: GRUPO POSITIVO – APOIO À EDUCAÇÃO PÚBLICA

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Por Karen Pegorari Silveira

Segundo o documento Repensar a Educação (Unesco, 2016), isoladamente, a educação não pode esperar resolver todos os desafios relacionados ao Desenvolvimento Sustentável, mas uma abordagem humanista e holística da educação pode e deve contribuir para alcançar um novo modelo de desenvolvimento. Nesse modelo, o crescimento econômico deve ser orientado por uma gestão ambiental responsável e pela preocupação com paz, inclusão e justiça social. Os princípios éticos e morais de uma abordagem humanista ao desenvolvimento levantam-se contra a violência, a intolerância, a discriminação e a exclusão. No que se refere à educação e à aprendizagem, significa ir além da estreita visão utilitarista e economista, buscando integrar as múltiplas dimensões da existência humana. Essa abordagem enfatiza a inclusão de pessoas frequentemente discriminadas – mulheres e meninas, povos indígenas, pessoas com deficiência, migrantes, idosos e pessoas que vivem em países afetados por conflitos. Ela requer uma abordagem aberta e flexível à aprendizagem, tanto ao longo da vida quanto em todos os seus aspectos: uma abordagem que ofereça a todos a oportunidade de concretizar seu potencial para construir um futuro sustentável e uma vida digna.

Este também é o pensamento do Grupo Positivo, que através de seus projetos tem por objetivo melhorar a educação pública brasileira apoiando o Programa Arranjos de Desenvolvimento da Educação (ADE), por meio do seu Instituto. Atualmente em 22 municípios de Santa Catarina, os municípios não trabalham mais isoladamente, mas em rede, trocando experiências e buscando solucionar de forma conjunta as dificuldades da área educacional. O Instituto Positivo assumiu o compromisso de apoiar as secretarias municipais de educação a implantarem um modelo estratégico de cooperação.

Os benefícios para os municípios são diversos, com destaque para a troca de experiências intermunicipais, compartilhamento de informações sobre o acesso à programas e a verbas públicas, empoderamento da comunidade e ampliação da participação social, planejamento e realização de projetos conjuntos, além da possibilidade de as ações educacionais não serem interrompidas em função das sucessões de mandatos governamentais.

Para a diretora executiva do Instituto Positivo, Eliziane Gorniak, a empresa reconhece a colaboração como instrumento de transformação e qualificação da educação pública brasileira. “Por essa razão o Instituto apoia grupos de municípios na implantação da metodologia dos Arranjos de Desenvolvimento da Educação – ADE.  O principal objetivo é reunir as organizações não governamentais, as empresas privadas, a academia e o poder público, em especial os profissionais da educação para, juntos, planejarem e implantarem estratégias visando a otimização de recursos e a melhoria do ensino oferecido pelos municípios. A proposta, baseada em metas e indicadores prioritários identificados no território, estimula o trabalho em rede ao mesmo tempo que fortalece a formação contínua de gestores municipais. O diferencial do trabalho é o diálogo, o debate construtivo, a soma e a troca de conhecimentos e o empoderamento de todos os envolvidos”, afirma.

Ao todo existem 422 escolas públicas municipais que atendem a 82.274 estudantes na educação básica. O volume de alunos está assim distribuído: 29.796 alunos nos anos iniciais, 17.223 nos anos finais, 16.430 nas pré-escolas, 13.227 nas creches, 4.302 no EJA e 1.296 na educação especial. Considerando o Ideb, indicador de desenvolvimento da educação básica, a média dos resultados do território nos anos iniciais é de 6,18 e para os anos finais – 3,65.

O Instituto Positivo conduz a realização do diagnóstico educacional e situacional do território, a fim de identificar os principais pontos de atenção para a melhoria da educação dos municípios. Os Secretários de Educação discutem conjuntamente tais indicadores visando a identificação das prioridades para a construção de um plano de ação territorial. O Instituto Positivo tem a função de estimular a formalização de um espaço aberto de debate entre os parceiros do programa, com o objetivo de: Apresentar e debater os resultados obtidos pelo programa; buscar soluções para desafios relacionadas ao atingimento das metas; debater novas ideias e rumos para a sustentabilidade do programa. A longo prazo espera-se a implantação de uma cultura de atuação cooperativa entre Secretários de Educação e suas equipes técnicas; Perpetuação de um espaço formal e suprapartidário para debate; Melhoria dos indicadores de educação; Promoção de iniciativas conjuntas que reduzam custos e ampliem o alcance dos resultados; Promoção de uma política educacional de qualidade para a sociedade; Possibilidade de implantação de consórcios intermunicipais de educação; Continuidade dos projetos constituídos pelo arranjo, mesmo diante de mudanças sucessivas dos governantes.

Outro projeto realizado pelo grupo é o Pense Matemática, um programa desenvolvido pela Positivo Tecnologia Educacional e direcionado a alunos e educadores da Educação Infantil ao Ensino Fundamental 2, que apresenta dinâmicas de aulas para ensinar os alunos a pensar matematicamente. As atividades são baseadas em um conjunto de tecnologias e recursos para serem realizadas em cada série, ao longo do ano letivo, em paralelo ao ensino curricular da disciplina. “O objetivo é despertar a percepção de como a Matemática está presente no cotidiano e sua importância, estimulando os alunos a adquirirem confiança em usar a criatividade para propor diferentes caminhos para resolver problemas”, explica Elaine Guetter, Vice-Presidente da Positivo Tecnologia Educacional.

O Pense Matemática propõe desafios, criação e resolução de problemas, investigações e experimentos de diferentes formas de achar respostas por meio de problemas de codificação, materiais manipuláveis e interativos além do incentivo a participação em concursos e olimpíadas de Matemática. Para os alunos de Educação Infantil, o foco é desenvolver o senso numérico, base para todo o conhecimento matemático, enquanto para estudantes dos ensinos fundamental 1 e 2, as atividades exploram a matemática do cotidiano, com problemas e desafios.

Elaine Guetter comenta ainda que todos podem aprender Matemática. “As pessoas não aprendem do mesmo jeito nem na mesma velocidade. O erro faz parte da construção do conhecimento; é preciso interpretar a sua lógica. Os alunos podem se beneficiar de situações de intercâmbios de ideias e pontos de vista, e o Pense Matemática foi concebido para tornar o aprendizado mais motivador e para preparar os alunos para resolver os problemas do século XXI”. 

Sobre o Instituto Positivo

O Instituto Positivo (IP) foi criado em 2012 e atua como gestor do Investimento Social Privado do grupo Positivo, e desde 2015 passou a instituir como prioridade de ação o fortalecimento e a melhoria da educação básica brasileira.

Sinctronics, Brulim e Tetra Pak vencem 23ª edição do Prêmio de Mérito Ambiental

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Em sua 23ª edição, o Prêmio de Mérito Ambiental da Fiesp e do Ciesp foi concedido à Sintronics (entre empresas de grande porte), Brulim (micro e pequeno porte) e Tetra Pak (responsabilidade social). O anúncio foi feito nesta terça-feira (6 de junho), durante a Semana de Meio Ambiente da Fiesp e do Ciesp. Em 2017, foram inscritos 52 projetos, de 51 empresas.

Promovido anualmente, desde 1995, o Prêmio de Mérito Ambiental tem o objetivo de incentivar as empresas a desenvolver boas práticas, respeitando o meio ambiente. Trata-se de uma forma de reconhecer o trabalho desenvolvido pelas indústrias que se destacaram com resultados significativos na implementação de projetos ambientais no Estado de São Paulo.

Os projetos contemplaram um ou mais dos seguintes temas: gestão ambiental, eficiência energética, educação ambiental, gestão de resíduos, gestão de emissões de gases de efeito estufa (GEE), gestão de emissões atmosféricas, construção sustentável, mudanças climáticas, recuperação de áreas degradadas, remediação de áreas contaminadas, soluções sustentáveis, sustentabilidade e responsabilidade socioambiental.

O diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, demonstrou o significado dessas iniciativas. “No conjunto das empresas, obteve-se a redução de 430 mil toneladas de insumos e matérias-primas, uma economia equivalente a 8 milhões e 600 mil sacos de cimento. Outro benefício alcançado foi o não-envio para aterros sanitários de 25 milhões de toneladas, que se traduz em mais de 3 milhões de caminhões compactadores. Com esses projetos, foram engajadas e impactadas mais de um milhão e 300 mil pessoas e foram plantadas mais de 4 milhões e 700 mil mudas de árvores ou quatro vezes a quantidade de árvores existentes no Parque Ibirapuera”, revelou Reis.

Empresas de grande porte

A Sinctronics conquistou o 1º lugar na categoria grande porte com o projeto Extração de matéria-prima a partir de produtos pós-consumo: tecnologia e inovação a serviço do meio ambiente.

Segundo Carlos Henrique Ohde,  diretor da indústria, “o objetivo foi dar nova destinação aos resíduos eletrônicos, a fim de transformá-los em novo produto. Para isso, era preciso ter como foco a qualidade mecânica e das cores em um processo industrial robusto e com apoio tecnológico”. Trata-se de uma possibilidade de negócio diante do consumo cada vez maior de aparelhos eletroeletrônicos e, igualmente, o chamado “lixo” pós-consumo. O conceito dentro da planta industrial começou a ser amadurecida desde 2010, e até a fabricação propriamente dita de um novo produto foi preciso apostar no desenvolvimento de máquinas e na compra de outras. Conclusão: uma solução inovadora. 

O projeto inclui coleta, processamento e reciclagem de equipamentos eletroeletrônicos, fechando o ciclo de vida do produto, migrando da transição linear para o modelo circular e compreendendo que tudo é matéria-prima e o conceito de lixo não existe mais. O projeto atende à Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) é desenvolvido em harmonia com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Segundo a empresa, com base em dados da ONU, o lixo eletrônico cresce três vezes mais do que o convencional e, só no Brasil, é gerado meio quilo de descartes de componentes eletrônicos por habitante. Dados do Tecmundo indicam 2,6 kg de lixo eletrônico por habitante. Por ano, são fabricados cerca de 10 milhões de computadores, e apenas 2% dos produtos eletrônicos são descartados de maneira correta.

A Sinctronics surgiu em 2013 a fim de dar destinação ao resíduo eletroeletrônico, como uma unidade de negócios da Flex Brasil, uma das maiores indústrias de manufatura de eletroeletrônicos do mundo, com unidades em mais de 30 países e 3 unidades no Brasil.

Há quatro anos a Sinctronics oferece o serviço de logística reversa, que pode custar 30% menos para a indústria. Desenvolveu sistema próprio de gerenciamento que permite acompanhar os equipamentos do local de coleta até a entrada na fábrica, onde são reciclados e apenas 4% são utilizados na geração de energia, atendendo ao conceito de “resíduo zero” – nenhum material segue para aterro.

A malha logística atende a 100% do território nacional, com mais de 400 pontos fixos, com saldo de mais de 10.000 coletas realizadas ao ano. São processados e gerenciadas 1.700 toneladas de resíduos eletroeletrônicos ao ano, dos quais 257 toneladas são compostas por plásticos que retornam como resina plástica recicladas. Essas resinas são totalmente aproveitadas na fabricação de partes e peças de produtos novos, como gabinetes, partes internas e alças de embalagens.

O desafio foi viabilizar processo e tecnologia que permitissem recuperar os diversos tipos de plásticos utilizados e transformá-los em resina reciclada. Superada essa barreira técnica, o preço da resina reciclada tornou-se competitivo em relação à resina virgem. Essa resina ganhou marca própria, e seu diferencial é o apelo da economia circular com os dizeres na embalagem “Powered by circular economy”, um caso de sucesso que fecha o ciclo no setor eletroeletrônico: economia energética e menor emissão de carbono.

Com o processo implantado e consolidado em 2014, foi possível apurar uma redução das emissões de carbono na ordem de 284 toneladas de carbono equivalente (COeq) ano, segundo estudos realizados pela Universidade de São Carlos. Não apenas case de sucesso, mas modelo de negócio.

Menções honrosas

Novelis do Brasil – Ruptura de paradigmas: gestão sustentável de resíduos na unidade da Novelis em Pindamonhangaba (SP)

CP Kelco Brasil – Braspolpa – alimento sustentável para animais

Eaton – Zero resíduos para aterro sanitário (unidade de Mogi Mirim)

Ambev – Caminhos para construir um mundo melhor: ecoeficiência na Cervejaria Agudos

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Entrega do Prêmio do Mérito Ambiental em sua 23ª edição. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Micro e pequeno porte

O 1º lugar na categoria micro e pequeno porte coube à Brulim Comércio de Produtos Odontológicos, com o projeto Ecoinovação de produtos de processo em indústria de gesso.

“O segredo é estar ali na empresa, no dia a dia, com os funcionários e perceber o que pode ser melhorado no processo produtivo”, afirmou Ivete Maurício Bruno, sócia proprietária da Brulim, que conquistou bons resultados e o prêmio apenas com pequeno ajuste no processo produtivo, sem necessidade de investimento, mas com muita criatividade.

O objetivo do projeto foi apresentar ações de produção mais limpa tomadas em uma indústria de transformação mineral, a Ortho Gesso, como estudo de caso, uma MPE que industrializa gipsita (minério) para fins ortodônticos.

Após análise, foram identificadas falhas na cadeia produtiva relacionadas ao desperdício de recursos e alta geração de resíduos. Por meio de inovação de produto e melhorias de processo, a empresa aumentou em 6% a eficiência de consumo do recurso natural gesso, o que reduziu os riscos ambientais inerentes à geração de resíduos e possibilitou um aumento de faturamento de 27%. Na avaliação da empresa, gerar menos resíduos significa melhor utilização de insumos, e a transformação de resíduo em produto tem vantagens ambientais e econômicas.

O gesso produzido pela Ortho passa por peneiramento para elevar a qualidade do produto a fim de retirar resíduos (argila e grãos que não são cozidos) que somam 3% da matéria-prima e eram destinados ao descarte final. Outro momento de desperdício – por se tratar de pó de fácil dispersão – se refere ao gesso que se deposita fora do recipiente adequado e que somava 10% da matéria-prima peneirada.

Para evitar a perda de um recurso natural finito, foi realizado o treinamento dos colaboradores e a padronização do processo manual de peneiramento, além da adequação do local onde isso era feito para que fosse possível centralizar ainda mais o material peneirado. Essas ações tiveram como resultado redução de 50% do material perdido no peneiramento: era de 1 kg a cada 10 kg e foi reduzido para meio quilo. E, ainda, eliminando-se o acondicionamento intermediário, e realizando o ensaque final, a dissipação do produto, 1%, foi eliminada. Após as ecoinovações, o aproveitamento do lote aumentou de 86% para 92%, mantendo apenas os 3% de impurezas.

Menções honrosas

GEDI – Desenvolvimento e Inovação – CarbonZ – aplicativo de celulares para o cálculo de pegada de carbono e neutralização através do plantio de árvores em áreas degradadas

SP Pesquisa e Tecnologia – Desenvolvimento de Reatores de Pirólise de processo contínuo para transformação de resíduos e aplicação sustentável dos produtos gerados na indústria de borracha e no agronegócio

Commerciale Indústria e Comércio de Equipamentos Elétricos – Lavador Automático

Eccaplan consultoria em desenvolvimento sustentável – Campanha Sou Resíduo Zero

Categoria responsabilidade social

A categoria de responsabilidade socioambiental no Prêmio de Mérito Ambiental é uma oportunidade para profícua troca de experiências, na opinião de Gracia Fragalá, diretora do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp (Cores) . Dos 52 projetos, 15 deles foram voltados para essa categoria. “Essas empresas são protagonistas desse movimento global que é o desenvolvimento sustentável e estão contribuindo para a transformação de vidas.”

A Tetra Pak se destacou em todas as categorias de responsabilidade social com o projeto Cuidando do futuro, lançado em 2014 com o objetivo de desenvolver líderes que possam gerir as cooperativas de catadores de materiais recicláveis no Brasil. A estratégia foi promover reuniões presenciais com consultores especializados na formação de liderança corporativa para que os integrantes conheçam o papel do gestor, o processo de tomada de decisão em grupo e até como identificar sucessores.

A partir desse projeto, a empresa atingiu 23% da taxa de reciclagem de suas embalagens pós-consumo. Como resultado, desde 2014 o projetou já capacitou 105 lideranças de 23 cooperativas de 13 municípios do Estado de São Paulo. A meta é expandir a iniciativa para outras regiões do Brasil.

A ideia do projeto surgiu em função da necessidade de fortalecer as cooperativas de catadores, preparando-as para enfrentar as fortes demandas em função do crescimento da cadeia de reciclagem. A iniciativa faz parte das ações da Tetra Pak no âmbito da Coalizão Embalagens, formada por 28 associações do setor empresarial engajadas na implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.

A Tetra Pak é líder mundial em soluções para processamento e envase de alimentos, e todas as embalagens da companhia, compostas por camadas de papel, plástico e alumínio são 100% recicláveis.

Conheça os destaques por indicadores:

Votorantim Cimentos – Abrangência, penetração e capacidade de mobilização

AES Eletropaulo – Impacto positivo gerado

Visafértil Indústria e Comércio de Fertilizante Orgânico – Regularidade

Concessionária Auto Raposo Tavares – Alinhamento ao negócio

Sindicato das Indústrias da Construção do Mobiliário e de Cerâmicas – Inovação e criatividade

Copastur Viagens e Turismo – Indicadores de gestão e acompanhamento de resultados

Para saber mais sobre os projetos, visite o site do prêmio, em http://hotsite.fiesp.com.br/meritoambiental/2017/cd/.

Apresentação – Palestra Tetra Pak

18º Semana do Meio Ambiente Fiesp

Palestra: Apresentação de caso prático de desenvolvimento de novos produtos e redução de impactos ambientais na cadeia de valor.

Data: 08/06/2016

Organização: Comitê de Responsabilidade Social – Cores

09h30 – Apresentação – Juliana Seidel, Gerente de Desenvolvimento Ambiental da Tetra Pak

10h30 – Encerramento

Tetra Pak reduz impacto ambiental com incentivo à reciclagem e recuperação de nascentes

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O segundo dia (8/6) da 18ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp teve a apresentação, feita por Juliana Seidel, das iniciativas da indústria de embalagens Tetra Pak para reduzir o impacto ambiental de suas atividades.

Além de ter todas as fábricas certificadas, no mundo inteiro, em processo que começou no Brasil em 2007, a Tetra Pak tem embalagem de fonte totalmente renovável, a Tetra Rex, que por não ter alumínio, é usado em países que empregam armazenagem refrigerada. A empresa conseguiu que seu fornecedor desenvolvesse polietileno de cana-de-açúcar, em substituição ao feito a partir de petróleo. As características e propriedades do  polietileno de ambas fontes são idênticas.

A empresa cuida para que todo o papel usado nas embalagens seja efetivamente reciclado, e no Brasil usa 100% de papel com certificação FSC. Ainda não conseguiu isso no mundo, mas é sua meta, assim como há o compromisso de até 2030 consumir energia apenas proveniente de fontes renováveis.

Juliana Seidel explicou que o processo produtivo da empresa usa água somente para resfriamento. Retirada de poços, é um recurso natural, o que levou a Tetra Pak em pensar em meios para aumentar a oferta de água na bacia em que a fábrica está inserida. Nasceu daí o projeto Nascentes, para compensar a água usada no processo industrial. Em associação com a Mata Ciliar, foi iniciado trabalho de convencimento dos produtores rurais para cuidar das nascentes e eliminar a contaminação por esgoto doméstico, com a instalação de fossas sépticas. Estimularam a criação de microbarragens, que permitiram captar 150 mil metros cúbicos de água em 2015, mais do que o consumo da fábrica de Monte Mor.

A empresa passou também a pensar em seus clientes, para estimulá-los a também reduzir seu impacto ambiental. Exemplo é sistema de esterilização oferecido aos clientes, que diminui esse impacto. Incentiva fortemente as fontes responsáveis.

No conceito de produtos mais sustentáveis está embutida a questão da reciclagem e gestão pós-consumo. A Tetra Pak, disse Seidel, procura desenvolver processos rentáveis para o tratamento de resíduos. Tem como desafio aumentar a taxa de reciclagem. Há hoje 35 empresas que veem as embalagens da Tetra Pak como matéria-prima. Como elas têm 75% de papel, a reciclagem começa por ele, que é separado, com uso de água, do polietileno e do alumínio. Transformado em fibra, serve para produzir papel reciclado e outros produtos. O material restante (formado por 80% de polietileno e 20% de alumínio) tem emprego, por exemplo, em telhas e placas para a construção, produzidas atualmente por 15 indústrias. O material também pode ser usado na indústria de artefatos plásticos, como canetas (a Bic, por exemplo, usa o material), sacolas e vassouras. A Tetra Pak informa quem fabrica cada produto a partir desse material reciclado.

Segundo Seidel, a empresa começou em 2003 trabalho de mapeamento e acompanhamento das iniciativas de reciclagem, para estimular o início ou prosseguimento do trabalho com as embalagens da Tetra Pak. Atualmente são 20 consultores, que fizeram 12 mil visitas em 2015. O resultado está em rotadareciclagem.com.br, que mostra os pontos de coleta de material reciclável. São 5.025 locais, que atendem 20% das cidades do Brasil e 63% de sua população. Os dados permitem saber o caminho inteiro, da coleta à fábrica recicladora.

A Tetra Pak também estimula cooperativas de catadores, com informação, material (como placas e telhas), cessão de equipamentos em comodato e outras ações, como consultoria para aumento de produtividade.

Educação ambiental é pilar forte na empresa, disse. A Tetra Pak estimula, com o projeto Cultura Ambiental nas Escolas, o tratamento do tema de forma transversal na educação, com iniciativas que impactam por ano 25.000 pessoas. Outros projetos, que usam por exemplo teatro em praça pública, atingiram mais de 100.000 pessoas em 45 cidades em 2015. Também há campanhas, em meios como redes sociais e rádio.

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Juliana Seidel em sua exposição na Fiesp sobre ações ambientais da Tetra Pak. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp