Skaf se reúne com cerca de 100 empresários da Baixada Santista

Alice Assunção e Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, se reuniu nesta sexta-feira (15/4) com pelo menos 100 empresários na sede do Ciesp de Cubatão.

A pauta da reunião foi a regulamentação da terceirização, o desempenho da indústria brasileira e a situação econômica do país

“Há uma falta de demanda, de crédito. Há essa falta de credibilidade que paira sobre a economia brasileira. Lamentavelmente, eu não vejo uma recuperação a curto prazo. Mas temos de ter tolerância e tentarmos encontrar caminhos”, disse Skaf. Em meio a essa confusão toda, a gente vai fazendo uma agenda positiva, visando emprego, desenvolvimento e recuperação da economia, com um pouco de paciência até a tempestade passar”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545177963

Reunião no Ciesp de Cubatão contou com pelo menos 100 empresários.Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


A Fiesp e o Ciesp defendem a regulamentação da terceirização. Segundo Skaf, a regulamentação da terceirização deverá gerar 700 mil empregos em São Paulo e mais de 3 milhões no Brasil.

Para o presidente das entidades, a aprovação do Projeto de Lei que regulamenta essa atividade não vai tirar nenhum benefício da classe trabalhadora.

“Temos no Brasil quase 15 milhões de trabalhadores terceirizados. E regulamentar significa criar regra, aí não fica a cargo da cabeça de cada um. Porque quando fica na cabeça de cada um, as intepretações são diversas”, afirmou.

Segundo a pesquisa divulgada recentemente pela Fiesp e pelo Ciesp, a terceirização é aprovada por 83,8% dos trabalhadores e por 92,1% das indústrias do estado de São Paulo. O levantamento ouviu 800 trabalhadores e 235 indústrias de diferentes portes e segmentos.

Desoneração

Outro tema discutido no encontro com os empresários foi a desoneração da folha de pagamento. Para Skaf, o aumento do imposto de 1% sobre o faturamento para 2,5%, e dos 2% atuais para 4,5%, proposto pelo governo não resolve o problema das contas públicas.

“O impacto que o governo fala que tem na folha de pagamento, de R$ 25 bilhões, não é culpa da indústria. Em primeiro lugar, essa desoneração foi feita para a indústria, originalmente, e depois foi estendida para outros setores. Desses R$ 25 bilhões, o impacto da indústria é em torno de R$ 9 bilhões e alguma coisa”, disse Skaf.

“Não houve favor nenhum do governo em reduzir taxas, pois no Brasil paga-se quase 37% do PIB de impostos”.