Conselho da Fiesp discute perspectivas para o mercado imobiliário brasileiro

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

A Reunião do Conselho da Indústria da Construção (Consic) desta terça-feira (08/10) contou com as participações de Cláudio Borges Casemiro, vice-presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), e de Teotônio Costa Resende, diretor executivo de Habitação da Caixa Econômica Federal.

O encontro, que aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), teve como principais temas as perspectivas do mercado imobiliário brasileiro e as novas medidas adotadas pelo Fundo de Garantia do  Tempo de Serviço (FGTS) para o financiamento habitacional.

Casemiro abriu o encontro.  “Há dez anos não existia uma política concreta adequada de financiamento habitacional”, iniciou.

De acordo com ele, de 2005 em diante, foi retomada essa cadeia produtiva do crédito imobiliário, atuando diretamente nos processos. “Hoje temos um setor de futuro favorável”.

Casemiro lembrou as dificuldades já superadas do passado. Anos trás, segundo ele, demorava-se 120 dias para um financiamento habitacional ser assinado. Hoje, o prazo é muito menor. “E, com isso, temos um setor dinâmico e forte”, analisou.

“Para os próximos dez anos, a perspectiva é muito boa, com crescimento sustentável e dentro da normalidade, atuando para diminuir o déficit imobiliário, já que as operações crescem de maneira sustentável”.

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Jose Carlos de Oliveira Lima presidiu o encontro. Foto: Beto Moussalli

O dirigente também chamou a atenção para o crescimento significativo do funding de poupança.  Atualmente o mercado concede volume expressivo de financiamento. “Foram 82 milhões de crédito imobiliário para pessoa física em 2012. E 92 milhões de empréstimos em 2013. Ainda assim, podemos crescer ainda mais”, concluiu.

Por sua vez, Resende abordou a alteração limite do valor do imóvel para enquadramento do Sistema Financeiro de Habitação. “O Banco Central criou regras consistentes, mas, para os bancos, elas não têm impacto, pois eles já adotavam as regras”.

A mudança aumentou de R$ 500 mil para R$ 650 mil o valor limite na hora de comprar a casa própria. No Distrito Federal e nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, nos quais os preços dos imóveis são mais caros, esse valor subiu para R$ 750 mil.

O encontro foi comandado por José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Consic.