Miguel Falabella: ‘A Madrinha Embriagada’ foi um momento especial para todos nós’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em noite de emoção no palco e na plateia, com direito a muitos aplausos em cena aberta, chegou ao final, neste domingo (29/06), a temporada do musical A Madrinha Embriagada no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista. O espetáculo, montado com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), estreou em agosto de 2013 e teve 325 apresentações gratuitas, com público de 150 mil pessoas.

A Madrinha Embriagada foi um momento especialíssimo na vida de todos nós”, afirmou o diretor da peça, Miguel Falabella, no palco, ao final da apresentação. “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”.

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella agradeceu o empenho do elenco, da equipe técnica e do então presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, pelo apoio para a realização do projeto.

Presente à última sessão da temporada, uma das autoras das músicas e letras do musical, uma adaptação de The Drowsy Chaperone, Lisa Lambert, fez questão de registrar a sua admiração pela montagem brasileira comandada por Falabella. “Essa foi a performance mais emocionante que eu já vi do espetáculo”, afirmou Lisa. “Nunca fui tão tocada pela peça quanto esta noite”.

Para a superintendente do Sesi-SP, Débora Botelho, a expectativa de é que o musical seja “o primeiro de muitos” a ser montado com o apoio da instituição e da Fiesp. “Vocês são todos brilhantes”, elogiou.

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Outro que não conteve a emoção foi o diretor geral de produção e intérprete do personagem Aldolpho, Cleto Bacicc. “Foi muito bom participar de um projeto de cunho social e cultural com essa qualidade e com 150 mil ingressos distribuídos gratuitamente”, disse. “Sem falar que os embriagados nos surpreenderam com todas as suas participações”, afirmou ele numa alusão aos fãs da peça, que lotaram o Teatro do Sesi-SP e cantaram muitas canções, de cor, com os atores.

Um doce para O Homem da Poltrona

Além de palavras de carinho ao elenco e muitos aplausos em cena aberta, até mesmo de pé, em alguns momentos, os fãs do espetáculo surpreenderam os artistas com iniciativas como a entrega de um doce para Ivan Parente, que interpreta o Homem da Poltrona, numa das cenas. O ator devorou o mimo na hora.

Ao final da apresentação, os “embriagados” entregaram presentes a todos os integrantes do elenco, que também receberam flores da produção.

Com o palco lotado por todos os envolvidos na produção, incluindo as mais variadas equipes técnicas, como a de fisioterapeutas, Falabella fechou a noite com um convite: “Em setembro, teremos O Homem de La Mancha aqui no Teatro do Sesi-SP”, contou ele, animado com o seu próximo projeto de teatro musical a ser viabilizado com o apoio da indústria paulista.

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': noite de emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

‘A Madrinha Embriagada’: temporada levou 150 mil pessoas ao Teatro do Sesi-SP

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O encanto das 325 apresentações de A Madrinha Embriagada, a serem completadas na noite deste domingo (29/06), com a sessão de encerramento da temporada do espetáculo, não se limitou ao palco. Na plateia e na entrada do Teatro do Sesi-SP, não faltaram boas histórias nos bastidores do espetáculo, montado com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

“Já tivemos de tudo no teatro: um rapaz pediu a namorada em casamento, outro casal comemorou bodas de prata, uma senhora bem idosa, que fazia aniversário, foi ver a peça acompanhada de todos os filhos e netos. E eram muitos!”, conta o diretor geral da produção e intérprete do personagem Adolpho na trama, Cleto Baccic.

Em cena, Baccic já teve que exercitar seu jogo de cintura em situações como a de uma cartola um tanto folgada na cabeça. “No início da temporada, usava o cabelo longo. Quando cortei, a circunferência da cartola que usava diminuiu drasticamente, só que eu não me ative a esse detalhe”, diz. O resultado? “Na cena do ‘mico’, na qual entro com o tal adereço, a peça vinha parar no meu nariz, o que por si só já era um ‘mico’. Tive que fazer a coreografia com a cartola pulando na minha cabeça em vários momentos”.

Vasconcelos, à esquerda, e Baccic: muita concentração em cena. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Vasconcelos, à esquerda, e Baccic: muita concentração em cena. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Além da habilidade de equilibrar um chapéu folgado e dançar ao mesmo tempo, Baccic também precisou segurar o riso em diversas situações ao longo da temporada, iniciada em agosto de 2013. “Certa vez, na hora em que derrubo a bengala e o Homem da Poltrona diz que tem certeza de que foi o ‘Rolando Bartelli’, uma criança que estava logo na primeira fileira, bem na minha frente, comentou: ‘sim, foi ele mesmo!’. Tive que segurar o riso”, lembra. “Adoro a reação do público, principalmente quando é assim, espontânea”.

De disciplina para não perder a concentração, Saulo Vasconcelos, que interpreta o Sr. Iglesias em A Madrinha Embriagada, entende. Segundo o ator, que já participou das montagens brasileiras de musicais como O Fantasma da Ópera, Cats e A Bela e a Fera, entre muitos outras, plateias formadas principalmente por crianças e adolescentes estão entre as mais desafiadoras. “É preciso redobrar a concentração”, diz Vasconcelos. “Alguns jovens brincam dizendo frases como ‘ah, não diga!’ na cena em que falta luz e o O Homem  da Poltrona comenta o que aconteceu”, conta.

E isso não é tudo. “Também já ouvimos espectadores fazendo barulho de grilos e de outros animais em momentos em que o palco fica escuro”, diz. “Só tendo uma disciplina absurda para não perder o clima”, conta.

Desce, cama, desce!

Numa cena em que interage com uma cama cenográfica, Vasconcelos só não chegou a passar apuro devido à agilidade da equipe de produção do musical. “A cama, embutida na parede, não desceu imediatamente algumas vezes”, diz. “Já estava pensando numa solução e mentalizando ‘desce, cama, desce’ quando consegui ouvir, do palco, até marteladas nos bastidores para resolver o problema. Sempre deu tudo certo”.

Vasconcelos e a cama que quase emperrou: marteladas nos bastidores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Vasconcelos e a cama que quase emperrou: marteladas nos bastidores. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

No fim das contas, essas e outras situações ficarão guardadas, com carinho, nas memórias do elenco e do público ao final da concorrida temporada da peça, vista por 150 mil pessoas. “Poder levar às pessoas, sem distinção de classe social, um espetáculo com acabamento impecável, elenco de primeira, orquestra ao vivo, durante 11 meses e inteiramente gratuito, é o que mais me emociona e me motiva a continuar sonhando”, afirma Baccic.

E isso para não falar do clima nos bastidores. “O ambiente sempre foi extremamente agradável e eu não me refiro apenas ao elenco, mas também à equipe técnica”, conta. “Rimos juntos, sofremos juntos, nos preocupamos uns com os outros. Somos como uma família”. Uma família agora repleta de boas histórias para contar.