Indústria da construção é recebida por Temer para discutir propostas para alavancar setor

Agência Indusnet Fiesp

A convite do presidente da República, Michel Temer, representantes da Fiesp, de entidades da cadeia produtiva da construção e da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) se reuniram na quarta-feira (8 de agosto) no Palácio do Planalto para apresentar demandas da cadeia produtiva da construção.

Durante a reunião com Temer, acompanhado dos ministros das Cidades, Planejamento, Casa Civil, Fazenda, Governo, do presidente da Caixa Econômica Federal e também do presidente do BNDES, foi discutida uma agenda capaz de proporcionar resultados em curto prazo de investimentos no setor da construção, que tem vocação na geração de emprego e renda no País.

O vice-presidente e diretor titular do Departamento da Indústria da Construção da Fiesp (Deconcic), Carlos Auricchio, se disse impressionado com a atenção dada pelo governo ao setor, em uma reunião que contou com a presença do presidente da República do início ao fim, de cinco ministros – cujas pastas são fundamentais para dar sustentabilidade ao desenvolvimento do setor – e dos presidentes do BNDES e Caixa.

Foi apresentado o estudo de impacto que o investimento em construção possui na geração de emprego e renda. “Se atendida a necessidade de investimentos em obras de desenvolvimento urbano e infraestrutura econômica no pais, seriam gerados de imediato cerca de 2 milhões de novos empregos”, disse Auricchio, que destacou também que medidas estruturantes não podem deixar de ser consideradas, de modo a evitar prejuízos nos ciclos de empreendimentos no próximo período.

Para o presidente da CBIC, José Carlos Martins, o governo federal deu mais um sinal de compreensão da importância de estimular a indústria “Temos dito que a construção é a bola da vez, um setor com grande capacidade de reação na geração de empregos, renda e riquezas para o país”, disse Martins, destacando a importância de os diversos setores da indústria atuarem conjuntamente em torno de uma agenda de desenvolvimento para o Brasil.
Entre as propostas apresentadas está a manutenção do Programa Minha Casa, Minha Vida, dando continuidade às contratações previstas para 2018. Para isso é necessário um aporte de R$ 5,4 bilhões do FGTS, que deve passar por análise prévia e aprovação do Conselho Curador do FGTS, para suplementar a verba atual disponível. Até julho deste ano cerca de 230.000 unidades foram contratadas, mas sem o novo aporte os recursos serão suficientes para garantir contratações apenas até novembro.

Quanto ao pleito do setor para garantir as contratações previstas para 2018 no faixa 1 e garantir recursos para continuidade do programa para 2019, o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, afirmou que está estudando maneiras de realizar novas seleções. A limitação orçamentária tem sido o principal gargalo.

Na reunião houve também o compromisso do governo de revogar a Resolução 823/2018, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que tira das distribuidoras a responsabilidade pelo custo da construção das obras de infraestrutura básica das redes de distribuição de energia elétrica nos empreendimentos de interesse social. Também foi informado que haverá incentivo para as empresas construtoras adquirirem terrenos – com questões que podem ser resolvidas – para construção de conjuntos habitacionais mais próximos ao centro das cidades.

O setor solicitou também a manutenção do Regime Especial de Tributação – RET, com alíquota de 1%, para empreendimentos do PMCMV previstos até dezembro de 2018. E também elevar o valor do teto de aplicação para atender unidades do faixa 1,5, fundamentais para manter viabilidade econômica desses empreendimentos. Baldy informou que a questão está em estudo pelo governo.

Ainda para estimular o setor de habitação, foi sugerida pelo setor a antecipação da vigência da decisão do Conselho Monetário Nacional – CMN de permitir ao FGTS financiar imóveis de até R$ 1,5 milhão. O governo se comprometeu a analisar junto ao CMN a viabilidade desta proposta.

Outra questão discutida foi referente a mobilidade urbana e saneamento, no âmbito do Programa Avançar Cidades, que possui cerca de 600 municípios selecionados para investimentos. O setor apontou que dos recursos destinados, que totalizam R$ 24 bilhões, R$ 7 bilhões não possuem avaliação do Tesouro, enquanto outros R$ 17 bilhões possuem. Para atender à necessidade dos municípios, seriam necessários R$ 10 bilhões sem garantia do Tesouro, assim, foi solicitado pelo setor o remanejamento desses valores, que necessitam de aprovação no Comitê Monetário Nacional – CMN.

O ministro comentou também que o atual governo está empenhado em retomar diversas obras que se encontram paralisadas em todos os segmentos (habitação, mobilidade urbana, saneamento, entre outras). Foram comentados alguns exemplos de obras já retomadas.

Em infraestrutura, coque e asfalto também foram destaques. A Petrobras vem priorizando a exportação do coque, gerando problema de indisponibilidade do insumo no mercado nacional e prejudicando o planejamento e custo para as indústrias.

Quanto ao asfalto, discutiu-se sobre as empresas que possuem contratos de obras rodoviárias com o Dnit. Nesse caso, os reajustes previstos, que são anuais, enfrentam enormes dificuldades em manter o ritmo das obras em razão dos aumentos excessivos e recorrentes do insumo pela Petrobras, com variação na ordem de 65%.

A efetivação da Agência Nacional de Mineração – ANM, criada em 20 de dezembro de 2017, pela Lei 13.575/2017, foi pautada pelo setor. O governo assumiu compromisso de reforçar junto ao Senado Federal a necessidade de garantir maior agilidade na tramitação do processo de aprovação e sabatina da diretoria indicada, visando a efetivação da agência.

Participaram da reunião: Michel Temer (presidente da República); Alexandre Baldy (mMinistro das Cidades); Carlos Marun (Ministro da Secretária de Governo); Eliseu Padilha (ministro da Casa Civil); Esteves Colnago (ministro do Planejamento); Ana Paula Vescovi (ministra da Fazenda substituta); Dyogo Oliveira (presidente do BNDES); Nelson Antonio de Souza (presidente da Caixa); Carlos Auricchio (vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Deconcic); Carlos Prado (gerente técnico do Sinicesp); Fernando Valverde (presidente da Anepac); Manuel Rossitto (vice-presidente do Consic/Fiesp); Mario William Esper (Diretor titular adjunto do Deconcic/Fiesp); Paulo Camillo Penna (presidente da Abcp e Snic); Rodrigo Navarro (Presidente da Abramat); Sergio Cançado (diretor do Deconcic/Fiesp) e José Carlos Martins (presidente da CBIC).

Em evento pela infância com Temer e o rei da Suécia, Skaf afirma que reformas criarão grandes oportunidades para as crianças

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

“Nossas crianças poderão ter no futuro grandes oportunidades graças às mudanças pelas quais o país está passando”, disse nesta terça-feira (4 de abril) o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, ao abrir o Global Child Forum on South America. Realizado no prédio da Fiesp, o evento teve a participação do rei da Suécia, Carl XVI Gustaf, e do presidente do Brasil, Michel Temer.

Em seu discurso, Skaf agradeceu a Temer e à primeira-dama Marcela a ida à Fiesp – a casa da produção, do emprego, da inovação, do desenvolvimento, destacou – e saudou o presidente pelas reformas em curso, que, lembrou, darão oportunidades a milhões de crianças brasileiras no futuro. Cumprimentou Temer “pela coragem, pela determinação em promover as reformas estruturais tão necessárias ao Brasil e que vão criar condições favoráveis à retomada do crescimento econômico, com geração de empregos, renda, oportunidades de empreendedorismo.”

Skaf frisou a importância do fórum, por debater a proteção às crianças do Brasil e do mundo. “São o nosso maior patrimônio e precisamos cuidar bem delas, combatendo a prostituição infantil e qualquer tipo de agressão às crianças.” Também, afirmou, é preciso criar condições e oportunidades para que elas tenham um futuro.

“Além desta casa representar os setores da produção e do emprego, temos um trabalho muito forte direcionado às crianças do nosso país, especialmente do Estado de São Paulo”, disse Skaf, referindo-se ao Sesi-SP e ao Senai-SP, ambos presididos por ele. As escolas do Sesi-SP e do Senai-SP, com professores dedicados e capazes, dão educação de qualidade, afirmou Skaf – e não apenas na sala de aula. Nas quadras também, com esporte, nas atividades culturais e na boa alimentação. “É aquela educação completa, que vai formar o bom cidadão do futuro.”

No dia a dia, a indústria de São Paulo, com mais de um milhão de alunos a cada ano nas escolas do Sesi-SP e do Senai-SP, dá a eles conhecimento e educação de qualidade, disse Skaf.

Em seu discurso, o presidente Michel Temer reconheceu o valor do Sesi-SP e do Senai-SP. “Homenageando a Fiesp e o presidente Paulo Skaf, eu quero ressaltar o trabalho que o Sesi e o Senai fazem em prol das crianças brasileiras, dando educação, saúde e alimentação”, disse Temer.

O presidente da República sancionou no palco do Teatro do Sesi-SP, local da cerimônia de abertura do Global Child Forum, lei que amplia a proteção a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. De autoria da deputada Maria do Rosário, explicou Temer, o projeto foi relatado no Senado por Marta Suplicy.

Temer se referiu a Skaf no início de seu discurso. Afirmou ser uma honra especialíssima participar da abertura do fórum, que, destacou, era realizado pela primeira vez na América do Sul. A criança, disse, deve ocupar lugar especialíssimo. “Ela representa o futuro e personifica a esperança; ao mesmo tempo é vulnerável e requer proteção”, afirmou. “Amparar a criança é cultivar o presente para um amanhã melhor.”

Antes de tudo, esse amparo é dever do Estado, mas é também dos empresários, das ações civis, dos trabalhadores, dos acadêmicos e outros setores que o fórum mobiliza em torno da grande causa comum, que é a defesa da infância, que precisa se estender a vários aspectos. Há múltiplas responsabilidades, afirmou, porque são múltiplos os desafios e as ameaças.

Skaf com a rainha Silvia, o rei Carl XVI Gustav, o presidente Michel Temer e Marcela Temer durante o Global Child Forum. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Skaf com a rainha Silvia, o rei Carl XVI Gustaf, o presidente Michel Temer e Marcela Temer durante o Global Child Forum. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


No Brasil, lembrou Temer, essa proteção tem sido há muito tempo política de Estado. O avanço vem de longa trajetória. Citou a proteção constitucional e o Estatuto da Criança e do Adolescente, além do programa dos anos 90 de erradicação do trabalho infantil e da universalização do Ensino Fundamental. Citou os primeiros programas de transferência de renda atrelada ao aproveitamento escolar e ao acompanhamento da saúde pré-natal. Depois, o fortalecimento do Bolsa Família, e mais recentemente, a complementação de renda para famílias com filhos na primeira infância. E até o final de 2018, 4 milhões de crianças de 0 a 3 anos serão acompanhadas semanalmente por visitadores, graças ao programa Criança Feliz.

O trabalho infantil diminuiu vertiginosamente nos últimos 20 anos. Também a mortalidade infantil e o número de crianças na extrema pobreza tiveram redução muito significativa. Mas, frisou, “muito resta a fazer”.

Não deve haver nenhuma criança sem educação de qualidade nem sem atendimento de saúde. “Não podemos nos distrair”, afirmou. O Brasil começa a sair de sua maior crise, que afetou mais fortemente os segmentos mais vulneráveis da população. “As crianças não foram exceção”, disse, citando o preocupante crescimento da incidência do trabalho infantil de 2013 a 2015.

“O bem-estar das crianças exige eterna vigilância”, o que pressupõe um Estado com as contas em dia, com condições de investir em programas sociais. “Exige responsabilidade social”, disse Temer, e a necessidade de responsabilidade fiscal. Continuamos a construir nas bases das últimas décadas. O Brasil continua agindo em favor de suas crianças, disse, Lembrou a saúde, com a ampla distribuição de vacinas gratuitas. A Rede Cegonha deve cobrir 100% das gestantes, para atenção ao parto e à saúde da criança. Universalizado o acesso ao Ensino Fundamental, agora se persegue o mesmo no Médio, que passa por reforma,

Trabalho infantil teve mais de 5.700 inspeções em todo o Brasil. Crimes envolvendo crianças, inclusive a violência doméstica e exploração sexual, são combatidos. A deputada Maria do Rosário criou projeto, relatado por Marta Suplicy no Senado, a ser sancionado no mesmo dia, disse se dirigindo a Skaf, para reforçar as garantias a jovens vítimas ou testemunhas de violência. Assinou a lei no palco.

Olhando para a frente se veem muitos desafios, disse Temer, que serão enfrentados com muita determinação. É nosso dever manter viva a esperança criada quando nasce uma criança, disse. “Contem com todo o apoio do governo brasileiro e de toda a sociedade brasileira” na jornada de proteção à infância, finalizou, dirigindo-se aos participantes do fórum.

O rei da Suécia, presidente honorário do Global Child Forum, agradeceu a Temer por ter posto em sua agenda a proteção à criança brasileira. “Nossa visão é de um mundo em que os direitos das crianças sejam respeitados”, afirmou. Governos são importantes, mas também é necessário o envolvimento das empresas, daí o Global Child Forum abranger os empreendedores, explicou. Pediu fortemente a todos que aproveitassem o fórum para se conectar e trocar ideias.

Criado em 2009, o Global Child Forum apoia a Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças. Seu objetivo é reunir líderes de empresas, especialistas, ONGs, governo e universidades num esforço conjunto para implementar e discutir os direitos das crianças e como novos modelos de negócios podem ser desenvolvidos para enfrentar os crescentes desafios.

Medidas são início da modernização das relações do trabalho, afirma Skaf

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, falando nesta quinta-feira (22/12) na solenidade de divulgação do pacote de medidas trabalhistas, em Brasília, destacou que ele é um início de modernização das relações do trabalho.

As pessoas, disse Skaf, não devem ter que seguir regras escritas na década de 1950, quando podem, negociando, chegar a um termo melhor. Skaf destacou que a maturidade dos representantes dos trabalhadores e das empresas permite fazer bons acordos. A sociedade, disse, está preparada para defender os seus interesses. “O povo sabe o que é melhor para ele.” E, ressaltou, não há perda de direitos.

“O espírito das mudanças é a valorização das pessoas, delas conseguirem fazer legalmente aquilo que lhes convém, e não o que alguém determinou décadas atrás.”

As pessoas precisam ser mais valorizadas, disse, referindo-se ao negociado sobre o legislado. Skaf usou como exemplo as pessoas que preferem dividir seus períodos de férias e que não podiam fazer isso pelas regras antigas. O pacote permite dividir as férias em até 3 períodos.

Outro exemplo destacado foi dos novos negócios, em que o trabalho não é feito necessariamente num escritório, graças ao uso de dispositivos eletrônicos. A proposta, com sua modernidade, permite que, numa negociação, haja o trabalho remoto. Há novas formas de organização do trabalho, e não devemos ter medo das mudanças, afirmou.

Na jornada de trabalho, respeitado o limite de 220 horas mensais, será possível um entendimento, que não seja engessado.

Em sua avaliação, é uma quebra de paradigmas de forma positiva, para o bem do Brasil. Essas mudanças, disse o presidente da Fiesp e do Ciesp, ajudam a inserir o Brasil no mundo.

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Paulo Skaf discursa durante anúncio de medidas trabalhistas em Brasília. Foto: Agência Brasil

Com infraestrutura e habitação entre seus temas, reunião com Temer foi positiva, diz presidente do Consic

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp (Consic) realizou na manhã desta terça-feira (14/6) sua reunião mensal, na sede da entidade, para discutir questões do setor.

José de Oliveira Lima, presidente do Consic, abriu a reunião falando de sua participação no encontro de empresários, liderado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, com o presidente interino, Michel Temer, no dia 8 de junho, em Brasília.

“Depois de uma longa espera, temos excelentes notícias. Nosso encontro foi uma prova de que governo e empresariado vão caminhar juntos. Os discursos foram afinados e tivemos a oportunidade de conversar com o Temer e com o ministro da Fazenda, Henrique Meireles, sobre infraestrutura e habitação. Computo esse encontro com o saldo positivo e acho que estou com novas esperanças para o Brasil. Com certeza esse governo, com a nossa ajuda, vai voltar a colocar a economia brasileira nos trilhos”, afirmou o presidente.

Habitação

Presente na reunião, Jerônimo Romanello Neto, membro do conselho, falou sobre o impacto do novo código de processo civil (CPC), que entrou em vigor em 18 de março de 2016, com diversas mudanças que afetam diretamente o mercado imobiliário brasileiro.

Dentre tantas alterações, Neto citou a contagem dos prazos, que agora será feita apenas em dias úteis, com suspensão no fim do ano; a busca pela conciliação e mediação, sendo o Judiciário obrigado a criar centros para realização de audiências de conciliação; procedimentos para a desconsideração da personalidade jurídica da empresa; a impenhorabilidade dos créditos oriundos de alienação de unidades imobiliárias, sob o regime de incorporação imobiliária, vinculados à execução da obra (art. 833, XII) e o  inciso XII do art. 833, que preserva os recursos destinados à execução da obra e entrega de unidades aos adquirentes adotando e reforçando o regime de afetação patrimonial.

Questionado sobre como Neto enxerga a questão do distrato, o conselheiro alertou que a anulação do contrato é uma ação feita de comum acordo entre o comprador e construtora e que a melhor forma de proteger os dois lados dessa situação emergencial é fazer um seguro de responsabilidade civil para obra.

FPIC
Manuel Carlos de Lima Rossitto, diretor adjunto do Deconcic, também esteve presente no encontro e fez uma síntese do trabalho feito pela Frente Parlamentar da Indústria da Construção (FPIC), liderada pelo deputado Itamar Borges.

Rossitto afirmou que hoje sente uma grande aproximação junto ao governo graças aos encontros realizados pela Frente com diversas secretarias. Segundo ele, as pautas apresentadas durantes esses encontros estão alinhadas com as ações do Programa Compete Brasil e têm três pilares principais: gestão, recursos financeiros e tributação.

Participaram também da reunião Teotônio Costa Rezende, Renato Giusti e Walter Cover.

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Reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção da Fiesp em 14 de junho. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em reunião de empresários com Temer, Skaf defende o não aumento de impostos e outros 4 pontos essenciais para a retomada da confiança

Agência Indusnet Fiesp

Em reunião nesta quarta-feira (8/6) em Brasília com o presidente interino Michel Temer e integrantes da equipe econômica do governo, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, listou cinco pontos que devem ser resolvidos no curto prazo para permitir a retomada da confiança e a recuperação do crescimento do país.

Os pontos são o não aumento de impostos, a redução dos juros, o destravamento do crédito, o desengessamento dos investimentos em infraestrutura e o estímulo à exportação.

Skaf lembrou que há muitos outros pontos importantes a atacar no Brasil, mas essas cinco medidas são emergenciais, para a recuperação da confiança, necessária para destravar o investimento. “Com investimento, com o consumo, a roda da economia anda”, afirmou Skaf.

Essa retomada do crescimento, lembrou o presidente da Fiesp e do Ciesp, começaria a resolver os problemas de todo mundo. “O senhor pode estar certo, presidente, que no momento em que a confiança for retomada, da nossa parte, vamos acelerar ao máximo os investimentos”, afirmou Skaf. “Vamos fazer com que o Brasil saia deste círculo vicioso de não ter investimento, não ter consumo, não ter emprego, para um círculo virtuoso de investimento, consumo, emprego, geração de riqueza, empreendedorismo, tudo aquilo que forma uma nação.”

Ao iniciar seu discurso, Skaf listou os vários setores participantes da reunião. Ressaltou que os cerca de 200 presentes representam 20.000 entidades, responsáveis por milhões de empresas e bilhões de reais em impostos arrecadados, bilhões de dólares em exportações. “Representam as riquezas do Brasil e os milhões de guerreiras e guerreiros que vão para o trabalho todos os dias”, afirmou.

“Todos aqui temos um sonho comum”, disse Skaf, dirigindo-se a Temer. “Todos nós sonhamos com o bem do Brasil. E para o bem do Brasil, há necessidade da retomada do crescimento. Se o governo precisa de mais arrecadação, a solução é o crescimento.” Cada ponto de crescimento do PIB faz aumentar em 1,5 ponto a arrecadação, lembrou.

Com o desemprego atingindo quase 12 milhões de pessoas, disse Skaf, é preciso inverter a situação, gerando empregos, dando oportunidades, tendo empreendedorismo. Para isso é preciso ter crescimento. “Para ter empresas fortalecidas, em todas as áreas, precisamos de crescimento. Também para ter um estado de espírito elevado, um bom astral, uma boa vibração no país, precisamos de crescimento.” Isso, lembrou, é “o estímulo para todos, é a oportunidade para as pessoas, o que faz bem para o povo, para todo mundo”. Para isso, ressaltou, é preciso que haja a retomada da confiança. “Viemos aqui para dizer que estamos todos à disposição para trabalhar noite e dia, sábados, domingos e feriados, para a retomada do crescimento do Brasil”, disse Skaf, sob fortes aplausos.

Para o ressurgimento da confiança, é preciso separar a crise política da econômica. “A crise política fica com o meio político”, afirmou Skaf. “Os atores da economia, os trabalhadores brasileiros, as empresas brasileiras, 200 milhões de habitantes do Brasil, não têm nada a ver com a crise política”, disse. “É necessário ter trilhos separados, com a crise política seguindo seu caminho até que se resolva. E a economia precisa ter trilhos desimpedidos, sem obstáculos, para que se retome a geração de riquezas no Brasil.”

Para tornar isso possível, e para o bem do Brasil, há coisas que precisam acontecer no curto prazo, declarou Skaf. “São possíveis, não dependem de aprovações, dependem de decisões.” A primeira diz respeito à carga tributária, “que é altíssima”, com arrecadação de R$ 2 trilhões por ano. “Não adianta pensar em aumentar impostos. É necessário que os impostos não sejam aumentados. É necessário cortar gastos, desperdícios, reduzindo custos, aumentando a arrecadação com eficiência, melhor gestão, busca de passivos”, explicou. Há muitos caminhos para reduzir despesas e aumentar receitas, seguindo o exemplo das empresas e das famílias. Outro ponto citado por Skaf é a redução dos juros. “É um absurdo a taxa Selic estar em 14%, e o governo gastar mais que 500 bilhões em pagamento de juros. É muito dinheiro para um país que tem tantas necessidades em todas as áreas.” O presidente das entidades industriais paulistas defendeu a redução dos juros para estimular a economia e diminuir fortemente a maior despesa que o governo tem, que é o pagamento do serviço da dívida.

O terceiro ponto é o crédito. “É preciso irrigar a economia com crédito.”

No quarto ponto defendido por Skaf e pelos empresários presentes, estão as concessões, de rodovias e ferrovias, de energia, portos e aeroportos, “para criar a infraestrutura que o país precisa e gerar muitos empregos e movimentar a economia”.  Segundo Skaf, “há muitas coisas dessas maduras, que dependem apenas de uma empurrada final para virar realidade”. Para isso se efetivar, é preciso dar segurança de retorno, de regras, para que os investimentos deslanchem. Skaf lembrou que há muito dinheiro disponível no mundo, o que evita que seja preciso reservar recursos no orçamento público para as obras. Podem vir para o Brasil de R$ 200 bilhões a R$ 300 bilhões para concessões e PPPs (parcerias público-privadas).

Estímulo à exportação é o quinto ponto para ajudar na retomada da confiança. Com o nível cambial atual, somado a crédito para a exportações, seria possível alavancar as vendas externas, defendeu Skaf.

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Paulo Skaf apresenta durante reunião com Michel Temer medidas para a retomada da confiança. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Gota d’água foi a indiferença com o desemprego, diz Skaf sobre Levy

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Depois de se reunir nesta quinta-feira (27) em jantar com o vice-presidente Michel Temer e empresários, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse que o voto de confiança dado ao ministro da Fazenda, acabou na semana anterior, quando Joaquim Levy defendeu o aumento de impostos sobre a folha de pagamento. Skaf considerou grave o ministro demonstrar indiferença em relação ao desemprego. “Foi a gota d’água. Tivemos 500 mil postos de trabalho fechados no primeiro semestre, e a previsão de fechar mais 1 milhão no segundo semestre.”

Skaf classificou como absurda a proposta, anunciada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, de reativar a CPMF, sob o nome de Contribuição Interfederativa para a Saúde, com alíquota de 0,38%. Lembrou que os governos já arrecadam perto de R$ 2 trilhões por ano com impostos, devolvendo serviços públicos de péssima qualidade . “Não tem o mínimo sentido criar uma contribuição para a saúde. Depois vão querer criar uma contribuição para a educação, para a segurança…”

“Nós vamos bombardear no Congresso esta iniciativa do Governo ou qualquer outra que esteja ligada ao aumento de impostos”, afirmou. Skaf lembrou da pressão da sociedade em 2007, quando o Governo estava forte, mas houve reação nacional  para derrubar a CPMF.

Miragem

Skaf comparou a uma miragem o ajuste fiscal anunciado pelo Governo. “Medidas que esfriam a economia e aumentam o desemprego fazem cair fortemente a arrecadação. Em vez de reduzir despesas e aquecer a economia, para produzir mais e gerar mais arrecadação, faz o contrário, aumenta juros, acaba com o crédito e eleva os impostos. Isso esfria mais a economia, e a receita cai de novo. E nunca conclui o ajuste fiscal.”

“Não vi até agora o ministro da Fazenda fazer nada efetivo em relação à redução de despesas.  O gasto com juros subiu 50% este ano, os gastos de custeio subiram”. Skaf disse que Levy escolheu o “caminho mais cômodo, de aumento de impostos”, mas não dará certo, afirmou, porque “a sociedade reagirá fortemente”.

Os setores produtivos não concordam com esta política econômica, de juros altos, sem crédito, com impostos crescentes, afirmou Skaf. “Ela não atende aos interesses do Brasil”, disse, lembrando que a carga tributária do país é alta e recai sobre todos.

Skaf considera que o mau desempenho da economia está minando ainda mais a credibilidade do Governo. “A crise econômica é quase um efeito. A causa principal é a crise política, que leva à falta de credibilidade e à insegurança.” O remédio, disse, é recuperar a economia, fortalecendo-a com menos impostos e com crédito.

Ouça comentários de Skaf sobre a condução da política econômica

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Jantar de empresários com Paulo Skaf e o vice-presidente Michel Temer. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


O jantar

Participaram do evento:

Antonio Delfim Netto, Presidente do COSEC

Benjamin Steinbruch, 1º Vice-Presidente da FIESP

Carlos Alberto de Oliveira Andrade, Presidente da CAOA

Fábio Colletti Barbosa, Conselheiro do Banco Itaú e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

Flavio Rocha, Presidente das Lojas Riachuelo S.A e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

Henrique Meirelles, Presidente do Conselho da J & F e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

Gustavo Diniz Junqueira, Presidente da Sociedade Rural Brasileira

Jorge Gerdau Johannpeter, Conselheiro do Conselho Superior da FIESP

José Antônio Fernandes Martins, Vice-Presidente da FIESP e Presidente do SIMEFRE e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

José Ricardo Roriz Coelho, Vice-Presidente e Diretor Titular do DECOMTEC

José Yunes, advogado e Conselheiro do CONJUR da FIESP             

Josué Christiano Gomes da Silva, 3º Vice-presidente da FIESP

Luiz Carlos Trabuco, Vice-presidente do Conselho de Administração do Bradesco

Luiz Moan Yabiku Junior, Presidente da ANFAVEA -Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

Marcos da Costa, Presidente OAB-SP, Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

MICHEL TEMER, Vice-Presidente da República Federativa do Brasil

Murilo Portugal Filho, Presidente da FEBRABAN

Nelson Jobim, Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

PAULO SKAF, Presidente da FIESP e do CIESP

Rafael Cervone Netto, 1º Vice-Presidente do CIESP

Rodrigo Loures Filho, Assessor Especial da Secretaria de Relações Institucionais da Vice-Presidência da República

Rubens Ometto Silveira Mello, Presidente do Conselho de Adm da Cosan S/A Ind e Com e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

Thierry Fournier, Delegado Geral da Saint Gobain no Brasil, Argentina e Chile e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

Waldemar Verdi Júnior, Presidente das Empresas Rodobens e Conselheiro do Conselho Superior Estratégico da FIESP

Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre os dias 18/02 e 08/03/2013

Agência Indusnet Fiesp

Entre outros assuntos, o vídeo destaca o lançamento da ferramenta online que permite verificar o desconto na conta de luz, em vigor desde 25 de janeiro, iniciativa da Fiesp que ganhou destaque no Jornal Nacional, da Rede Globo; a desoneração da cesta básica,  medida defendida pela Fiesp desde 2008 e anunciada pela presidente Dilma Rousseff no dia 08/03 e a presença do vice-presidente da República, Michel Temer, em reunião inaugural dos Conselhos Superiores.

Michel Temer elogia Humanidade 2012: ‘Compatível com a grandeza do Brasil’

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Michel Temer, vice-presidente da República: 'Valeu a pena conhecer o que nós estamos conhecendo aqui hoje. É algo portentoso e compatível com a grandeza do Brasil'

Michel Temer, vice-presidente da República: 'Valeu a pena conhecer o que nós estamos conhecendo aqui hoje. É algo portentoso e compatível com a grandeza do Brasil'

Durante breve pronunciamento na abertura oficial do Humanidade 2012, evento paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, o vice-presidente da República, Michel Temer, saudou o evento, idealizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em conjunto com o Sistema Firjan, a Fundação Roberto Marinho e a Prefeitura do Rio de Janeiro.

“A iniciativa em conjugação com o poder público é extraordinária e nos revela que o esforço do setor privada com o poder público gera esse resultado estupendo”, disse Temer.

Ao falar sobre o Humanidade 2012, o vice-presidente da República afirmou que o evento tem como ideia central colocar – “ou recolocar” – o homem no centro do universo, “Valeu a pena conhecer o que nós estamos conhecendo aqui hoje. É algo portentoso e compatível com a grandeza do Brasil”.

Temer acrescentou ainda que é preciso preservar o meio ambiente para assegurar um futuro sustentável às novas gerações.

Humanidade 2012 prossegue até o dia 22 de junho. A iniciativa da Fiesp, Sistema Firjan e Fundação Roberto Marinho conta com a parceria do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio, Senai Rio. Além da Prefeitura do Rio, patrocinam o evento o Sebrae e a Caixa Econômica Federal.

Michel Temer conta na Fiesp sua trajetória de perseverança e dedicação

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Nascido na cidade de Tietê, interior de São Paulo, em 23 de setembro de 1940, Michel Temer percorreria um longo caminho até chegar à vice-presidência da República.

Aos nove anos cursou datilografia, o que lhe rendeu o primeiro diploma de sua vida. Sempre achou que seria escritor, mas quando foi para São Paulo cursar a Faculdade de Direito da USP no Largo São Francisco, por ser calouro, foi escolhido para ser o candidato a 2º tesoureiro do centro acadêmico da faculdade e foi eleito com grande votação.

Sua trajetória foi tema de palestra na noite de quinta-feira (17/05), atendendo ao convite do Comitê de Jovens Empreendedores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

“Entrei sem querer na atividade política estudantil, e com isso me preparei para ser candidato à presidência do centro acadêmico no quarto ano de curso”, lembrou Temer diante da plateia de aproximadamente 300 pessoas entre empresários, estudantes e membros do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp.

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Vice-presidente da República, Michel Temer durante evento na Fiesp

O estudante Michel não foi eleito, mas concluiu o curso. Um de seus professores foi nomeado secretário de Educação do Estado de São Paulo e o convidou para ele ser oficial de gabinete, onde ficou por dois anos. Começou a exercer a profissão de advogado na área trabalhista em um sindicato paulista de vendedores viajantes.

“Ganhava pouco, era uma vida de muita luta, mas com muita dedicação”, descreveu. Em 1969, foi aprovado em concurso para a Procuradoria do Estado.

Outro professor lhe convidou para ser assistente de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Pouco tempo depois, em razão de uma viagem, Michel Temer o substituiu. “Fiquei trêmulo, mas treinei intensamente. Falei durante toda a aula e ao final fui aplaudido, ganhei entusiasmo na carreira universitária”. Temer passou a conciliar a carreira de procurador do Estado com as aulas que ministrava em Itu (SP).

Ascensão profissional e política

Michel Temer contou que um dos professores que conheceu na PUC era Franco Montoro, eleito governador em 1982. Sem abandonar suas atividades, Temer o ajudou na campanha. Eleito, Montoro o nomeou como Procurador Geral do Estado. “Achei que aquele seria o último estágio de minha carreira”, lembra.

Em 1984, o governador Montoro o comunicou que ele seria secretário de Segurança Pública. Em três anos no cargo, Michel Temer criou a delegacia de Defesa da Mulher e conselhos comunitários de segurança.

Candidatou-se à Constituinte e foi eleito pelo PMDB, na certeza de que ficaria naquele mandato e voltaria às suas atividades. Em 1993, voltou a ocupar o cargo de secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo a pedido do então governador Luiz Antônio Fleury Filho.

Em 1994, Temer voltou a Brasília novamente como deputado federal e foi escolhido líder do partido por dois anos. Sequencialmente, foi eleito presidente da Câmara dos Deputados em uma disputa acirrada. “Fiz um mandato conciliador com as tendências, e a visão institucional facilitou minha vida profissional”.

Após três mandatos na presidência da Câmara dos Deputados, foi convidado em 2010 para ser candidato a vice-presidente com a então pretendente à presidência da República, Dilma Rousseff.

“Quando fui convidado a ser candidato a vice da Dilma, eu disse a ela: tenho uma formação democrática e não vou mudar; e ela me respondeu: ‘é disso que vou precisar, vamos trabalhar juntos neste sentido’”.


Michel Temer visita a Fiesp para palestra a jovens empreendedores

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Em visita à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na noite desta quinta-feira (17/05), o vice-presidente do Brasil, Michel Temer, destacou as medidas do governo federal para combater a miséria e a desindustrialização.
 


 

“Ainda temos 16 milhões na miséria. E o plano não é apenas tirá-los, mas levá-los para o mercado consumidor. Para a indústria, o governo vem tomando providências. O Plano Brasil Maior é uma tentativa de incrementar a indústria nacional”, afirmou durante palestra ao Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp e ao Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

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Da esq. p/ dir: Pierre Ziade, diretor-titular-adjunto do CJE; Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE; Paulo Skaf, presidente da Fiesp; Michel Temer, vice-presidente da República; Carlos Eduardo Moreira Ferreira, presidente emérito da Fiesp; Tom Coelho, diretor-titular do NJE; e Kinji Yamamoto, diretor-titular-adjunto do NJE.




Como exemplo, Temer citou uma recente visita à Coréia do Sul, onde disse ter recebido elogios do presidente da indústria automotiva Hyundai à política brasileira de incentivar o investimento da montadoras estrangeiras para preservar os empregos brasileiros. “A Hyundai está construindo uma fábrica em Piracicaba (SP)”.

Ao chegar para a palestra, Temer foi saudado pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf. “Conheço Michel Temer há muito tempo. E hoje, ele é o nosso vice-presidente da República e mantém a mesma simplicidade, o mesmo equilíbrio e a mesma serenidade”, afirmou Skaf. “Esses jovens têm curiosidade em saber como foi sua trajetória”.

Temer agradeceu os elogios e deu início à palestra falando sobre vida desde a juventude, no pequeno município de Tietê (SP), onde nasceu. “Queria aprender piano e meu pai me colocou para aprender datilografia”, disse, arrancando gargalhadas.

O vice-presidente da República relatou o início de sua carreira universitária e profissional, sua passagem pela procuradoria-geral de São Paulo e o convite que recebeu do governador Franco Montoro, em 1984, para assumir a secretaria de Segurança Pública de São Paulo, cargo que voltou a ocupar no início dos anos 90, e sua trajetória política que o levou a ser eleito deputado federal seis vezes – em três dos mandatos exerceu a presidência da Câmara dos Deputados.

Currículo

Além de vice-presidente da República (mandato 2011-2014), Michel Temer é presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), ex-presidente da Câmara dos Deputados (em 1997, 1999 e 2009). Em 2009, foi apontado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) como parlamentar mais influente do Congresso Nacional. Doutor em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, Temer é considerado um dos maiores constitucionalistas do país.

Michel Temer encontra jovens empreendedores da Fiesp

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

vice-presidente da República, Michel Temer, é o convidado da quarta Reunião Ordinária de 2012 do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, nesta quinta-feira (17/05), às 19h. Na entidade, Temer falará a um grupo de 250 estudantes e jovens empreendedores.

O CJE foi formado a partir da iniciativa de empreendedores que acreditam na ideia de que o Brasil precisa preparar seus jovens para o primeiro negócio. As Reuniões Ordinárias, realizadas mensalmente, têm por objetivo instruir os empreendedores mais novos através de exemplos de sucesso de personalidades, brasileiras ou não, das mais diversas áreas. 

Fiesp e entidades se reúnem com Temer para dizer não à redução da jornada de trabalho

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e outras seis federações de estados se reuniram com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para expor a preocupação do setor industrial em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC 231/95) que prevê a redução da jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais.

“A Fiesp trouxe, para o presidente da Câmara, a opinião de 135 sindicatos patronais do estado de São Paulo, que concordam que este não é o momento oportuno para discutir o tema, já que estamos em ano eleitoral”, comentou Roberto Della Mana, vice-presidente da federação.

Della Mana também explicou que as grandes empresas do estado já praticam uma jornada de trabalho de 40 horas semanais. “O que não podemos fazer é crucificar as pequenas e médias empresas, que sofreriam com as mudanças”, afirmou. Ele lembrou que todos os estudos feitos pela entidade sobre o tema apontam que os trabalhadores podem sair prejudicados, com a perda de postos de trabalho.

Durante o encontro, Temer apresentou uma proposta que, segundo ele, não onera as empresas e que pode ser feita de forma gradual, em dois anos. De acordo com essa proposta, a jornada seria reduzida para 42 horas semanais, com compensação fiscal para as indústrias, como por exemplo nos encargos da folha de pagamento. Além disso, a hora extra seria mantida em 50%.

Em nota oficial divulgada na terça-feira (9), a Fiesp explica que, além de não criar empregos, a redução da jornada pode comprometer a competitividade brasileira, os níveis de produção e as exportações. “De 2003 a 2009, o Brasil reduziu a taxa de desemprego de 12,3% para 8,1%, por meio do crescimento econômico e não por alterações na jornada de trabalho”, alerta o presidente da entidade, Paulo Skaf.