5G chega ao Brasil em 2021, dizem na Fiesp especialistas em telecomunicações

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

No placar dos palpites para o ano em que a telefonia 5G estará disponível no Brasil, 2021 ganhou com folga de 2022: 3 a 1, na opinião de especialistas reunidos nesta quinta-feira (12 de abril) na Fiesp para o workshop As Novidades e os Avanços do 5G no Mundo. A provocação aos participantes foi feita pelo moderador do painel, Eduardo Tude, diretor de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura da Fiesp (Deinfra), que organizou o evento.

No time de 2021 estavam Francisco Carlos Giacomini Soares, diretor sênior de Relações Governamentais da Qualcomm, Luciano Leonel Mendes, coordenador de pesquisa do Centro de Referência em Radiocomunicações do Inatel, e Leonardo Euler de Morais, conselheiro da Anatel. Na equipe de 2022 ficou Wagner Coppede Júnior, diretor de Soluções e Engenharia da NEC.

Luciano Leonel Mendes, coordenador do Centro de Referência em Radiocomunicações do Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), traçou o histórico da telefonia móvel, com a primeira geração (1G) dando a liberdade para ligar para alguém, mas sendo analógica podia atender poucas pessoas simultaneamente, problema resolvido com o 2G, digital, que permitia maior número de ligações no mesmo espectro e ofereceu o SMS. No 3G vieram multimídia e Internet, e o 4G possibilitou streaming. Sempre se desejou mais taxa de transmissão, frisou.

O 5G vai permitir maior velocidade, mais transmissão de dados, internet das coisas (IoT), com múltiplos dispositivos conectados, além de tempo de resposta muito mais baixo. O 5G pretende alcançar 20 Gbps por célula. A resposta muito rápida exigida pela internet das coisas leva à necessidade de baixo tempo de latência, explicou. O número de conexões será massivo, com 100.000 conexões por setor.

Só que não vai ser possível ter simultaneamente tudo, por isso o 5G precisa ser flexível, explicou.

O centro de referência do Inatel trabalha em quatro frentes:

  • Radioenlaces terrestres para longa distância e alta capacidade;
  • Rede de acesso sem fio;
  • Uso de satélites para acesso à Internet;
  • A rede 5G em si.

Para a rede 5G, o primeiro passo do Inatel é criar um modelo de referência flexível, que possa depois ser transferido para a indústria. A ideia é, pela primeira vez, haver a definição de um padrão que atenda às demandas do Brasil. O Inatel construiu um transceptor 5G, que segundo Mendes é um sistema flexível, que permite a integração com os sistemas já existentes. O 5G exige larguras de faixa imensas, acima de 20 MHz, mas também terá que trabalhar em outras frequências.

O sistema é definido por software, explicou. Não há nada em hardware, fixo. A forma de onda é uma inovação, GFDM. E o sinal é gerado em tempo real. O sistema permitiu fazer, em agosto do ano passado, a primeira transmissão 5G no Brasil, afirmou Mendes. O modem criado foi premiado na Uncnc 2017, em Oulu, Finlândia.

O próximo passo é mapear as demandas nacionais. As ações internacionais cuidam bem de diversos aspectos do 5G, mas há um descuido em relação à longa distância. É preciso, disse Mendes, oferecer 5G para áreas rurais e com baixa densidade populacional, por razões sociais e para dar uma rede estável e de alta vazão para o futuro do agronegócio. O objetivo é atingir 50 km com 100 Mbps.

Monitoramento ambiental e monitoramento de gado estão entre as ações que serão possíveis graças ao sistema em desenvolvimento. Colheita e aplicação de defensivos serão possíveis com máquinas controladas à distância. E educação e inclusão digital também são resultados possíveis.

Para conseguir isso a base é o sistema já desenvolvido no centro, com novas formas de onda, códigos mais potentes, MIMO e rádio cognitivo, forma de viabilizar a rede a baixo custo, eliminando a necessidade de operador rural.

Os testes mostram que mesmo sem visada direta vai haver sinal. O estudo é feito em Santa Rita do Sapucaí, em São Paulo, onde fica a sede do Inatel. A base é o uso oportunista de espectro por exemplo de TVA. O rádio sozinho verifica quando é preciso realocar a transmissão para outra frequência. O 5G consegue conviver com o sistema legado, destacou.

Pela primeira vez o Brasil contribui efetivamente para a criação de um padrão, afirmou.

Francisco Giacomini Soares, diretor sênior de Relações Governamentais da Qualcomm, destacou que o 5G vai além da evolução de velocidade e outras características. A visão da Qualcomm é de conectividade unificada. O 5G, disse, vai mudar a vida das pessoas, beneficiando diversos setores.

O avanço para a tecnologia 5G vai exigir no início a permanência das outras tecnologias, com 3G, 4G e 4,5G sendo importantes. Depois se caminhará para sistemas stand-alone. Ressaltou que os avanços do LTE são essenciais para o 5G. O X50, chip 5G da Qualcomm, deve estar disponível comercialmente em 2019, disse.

Uma das áreas priorizadas pela Qualcomm é a automotiva, com a visão de no futuro chegar ao carro autônomo. Uma preocupação em relação ao Brasil é a cobertura necessária em estradas para esse futuro de carros autônomos. Defende que haja a conectividade 5G em estradas.

E será possível a comunicação direta, veículo a veículo, sem passar pela operadora. Há conversa com a Anatel para uso da faixa de 5.9 GHz de ITS para serviços C-V2X. Talvez, disse, devesse haver uma reserva de 10 MHz para aplicações de segurança automotiva.

Narrowband IoT vai ser coberta em 450 MHz por um chip da Qualcomm. É extremamente importante para o conceito de 5G a faixa 3,5 GHz, afirmou Soares. Um problema é haver –potencialmente- 200 MHz disponíveis de largura. É nela que serão atendidas as exigências de baixa latência. Espera-se também que no futuro a faixa de 2,3 GHz esteja disponível no Brasil para dar apoio ao 5G.

Para cobrir usos rurais e de saúde é preciso ter rede de melhor qualidade, explicou Soares ao defender a substituição do 2G.

A conferência da UIT tenta identificar faixas de frequência acima de 24 GHz, como a de 26 GHz, cujos estudos se mostram promissores.

Estudos de compatibilidade mostram ser possível convivência na faixa de 28 GHz, no Brasil parcialmente reservadas para satélites. Soares defende seu uso na telefonia.

Defende acabar com spectrum cap. Antes importante para fomentar a competição, atualmente a desestimula, disse.

Com IoT, vai haver tecnologia para usar a faixa 450 MHz. De 26 e 40 GHz a coisa vai bem, e é preciso alguma coisa em 28 GHz. De 3,4 a 3,6 GHz é importantíssimo, analisou. E 5,9 GHX para CV2X, essencial para os carros do futuro.

Tude lembrou que no 4G os EUA passaram à frente da Europa porque foi liberada mais cedo a faixa de 700 MHz lá. É importante, destacou, definir quando as frequências estarão disponíveis no Brasil.

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Workshop da Fiesp As Novidades e os Avanços do 5G no Mundo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Do outro lado do mundo

Wagner Coppede Júnior, diretor de Soluções e Engenharia da NEC, falou sobre aplicações na sociedade do 5G no Japão. Coppede explicou que o 5G aumenta velocidade e capacidade, com redução do custo por gigabit em relação ao 4G. O envelhecimento da população japonesa cria necessidades que podem ser cobertas pelo 5G, como cirurgias por robôs em áreas rurais.

O 5G, planejado para 2020, tem iniciativas do governo japonês, que promove a colaboração internacional por meio de projetos-piloto. Houve, explicou, uma espécie de concurso promovido pelo ministério local do interior e comunicações, abrangendo itens como ultrabanda larga e baixa latência, por exemplo. Foram selecionados 6 dos 40 projetos propostos. Em 2 deles há a participação da NEC, em cidades inteligentes e construção civil.

Um dos projetos selecionados, de latência estressada, aborda a comunicação de caminhões num pelotão. O primeiro veículo é dirigido por uma pessoa, e os demais são autônomos. Nele o 5G proporciona às empresas de logística ganhos como a redução do consumo de combustível graças à diminuição do arrasto aerodinâmico quando um caminhão anda muito perto do outro (até 25%, quando a distância é de 2 metros).

Outro caso, com participação da NEC, é o de projeto que usa 5G e 4K 3D para controle à distância de equipamento de construção civil e máquinas de resgate em caso de desastres.

Outro projeto em que a NEC está envolvida é de serviços avançados de segurança, que usa análise de imagens e segurança baseada em inteligência artificial usando 5G.

Relatou também caso de carros conectados da Honda, que terão comunicação via 5G. Em Hokkaido um circuito vai dar suporte aos carros e também à área rural da região. Outro projeto é da DoCoMo, de carros conectados via 5G.

A questão tributária

Leonardo Euler de Morais, conselheiro da Anatel, falou sobre aspectos regulatórios do 5G. “É preciso aprimorar o arcabouço regulatório”, disse, para acompanhar a evolução do 5G. Destacou que a carga tributária é problema para a adoção da tecnologia. O Brasil é o quinto país do mundo em acessos e campeão em carga tributária, de 43,9% (sem contar ICMS e PIS/Cofins). O grande volume de sensores -para IoT, por exemplo- com baixa margem, torna-se inviável com o Fistel, disse.

Defendeu que o espectro seja alocado e realocado para os serviços que tragam mais benefícios socioeconômicos. Destacou que há consulta pública aberta sobre spectrum cap, e disse que ainda a considera necessária.

Em relação a faixas, disse que talvez se possa pensar no 2,3 GHZ, além do 3,5 GHZ, e lembrou que há um comitê de Espectro e Órbita para discutir a questão. Defende a participação dos players para uma definição satisfatória.

Tarifa de interconexão pode ser reduzida para R$ 0,10 até outubro, diz presidente da Anatel

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O mercado de telecomunicações sofreu um crescimento avassalador e as empresas de telefonia e internet móvel não acompanharam esse crescimento com investimentos.

A afirmação é do presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Batista Rezende, ao participar nesta quarta-feira (07/08), no hotel Unique, do 5º Encontro de Telecomunicações, organizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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João Batista Rezende, presidente da Anatel. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Rezende acrescentou que um dos maiores problemas de qualidade é estimulado pelas promoções de tarifa para usuários da mesma operadora, o que sobrecarrega as redes, uma vez que fica mais cara a tarifa de interconexão cobrada em ligações entre telefones com operadores diferentes.

“A tarifa de interconexão já chegou a R$ 0,48. Até 31 de outubro vamos baixar para cerca de R$0,10 essas tarifas. Vamos atacar um ofensor da qualidade de telefonia móvel”, disse Rezende.

Segundo Rezende, os dispositivos de telecomunicações consumidos no país subiram de 38 milhões de aparelhos para 350 milhões em 10 anos. E para dar conta dessa demanda é preciso adotar medidas de regulação antecipada.

“Precisamos avançar no sentido de tomar decisões antecipadas, antecipar tendências, com medidas que buscam uma assertiva maior”, afirmou.

Segundo Rezende, a Anatel e o Ministério das Comunicações estão trabalhando para regular a utilização compartilhada das antenas com o Plano Geral de Metas da Competição.

O plano, disse ele, “vai dar mais competitividade para as empresas”.

>> Conheça a programação do 5º Encontro de Telecomunicações da Fiesp

Tráfego de dados na telefonia móvel está ‘explodindo’ e exige mais investimento das operadoras, afirma diretor da Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Há trinta anos, ninguém poderia imaginar que teríamos hoje 6 bilhões de telefones celulares funcionando no mundo. Desde o início da operação da telefonia móvel no Japão, em 1979, e nos Estados Unidos, em 1983, muita coisa mudou e o avanço ininterrupto das tecnologias continua. Do primeiro aparelho celular – que pesava mais de um quilo – ao advento da tecnologia 3G, presente em mais de 1,2 bilhões de aparelhos, a demanda por evolução tecnológica das operadoras é permanente, mas ainda há muitos desafios pela frente.

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Da esq. p/a dir.: Roberto Medeiros, diretor sênior de Tecnologia da Qualcomm para a América Latina; Amadeu Castro Neto, representante da GSM Association no Brasil; Maximiliano Salvadori Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações; Gilson Rondinelli Filho, diretor da Divisão de Telecomunicações do Deinfra/Fiesp; Antonio Carlos Valente da Silva, presidente do Grupo Telefônica no Brasil e Janilson Bezerra da Silva Junior, diretor de Inovação Técnica da Tim. Foto: Everton Amaro

“O tráfego de dados está explodindo nas redes móveis, tem dobrado a cada ano; e a indústria está se preparando para este desafio e o incremento de mil vezes até 2020”, afirmou nesta terça-feira (25/09) Gilson Rondinelli Filho, diretor da Divisão de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, durante o “IV Seminário de Telecomunicações da Fiesp – Qual o futuro das nossas telecomunicações?”. Para isso, ele apontou, será necessário mais espectro (recurso de transmissão de serviços sem fio) e maior investimento das operadoras.

De acordo com Maximiliano Salvadori Martinhão, secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, o Brasil precisa de espectro de 1080 MHz até 2020. “Hoje, no Brasil, existe um conjunto de faixas disponíveis que poderiam rapidamente ser colocadas à disposição para atender às demandas do volume de tráfego”, informou.

O secretário ressaltou a necessidade de um trabalho entre os setores de radiofusão e telecomunicações, para averiguar de que maneira inserir a banda larga móvel na faixa 700 MHz sem prejudicar os sistemas de Tv digital.

Preços e tributos

Perguntado se o valor do serviço de telefonia móvel no Brasil era caro ou barato, Janilson Bezerra Junior, diretor de Inovação Técnica da Tim, rebateu com outra pergunta: com ou sem imposto? E esclareceu que, sem o fator tributo, os valores praticados atualmente são aderentes com a realidade do mundo.

“Estudo da GSM Association mostra que o Brasil tem um dos serviços mais competitivos do mundo, e estamos em um mercado muito pautado pela competição entre as empresas de telefonia”, explicou o diretor, ao ressaltar a existência de quatro grandes operadoras que fazem concorrência agressiva.

Para Bezerra Junior, sem impostos, o Brasil tem uma das tarifas mais baratas do mundo. “O tributo é que encareceu muito a nossa conta, chega a corresponder quase a 50% do valor da despesa. É uma taxa similar a muitos outros serviços, como a energia elétrica, tem um impacto muito grande”, justificou, alegando ainda que este fator impede a massificação dos serviços.

Operadora reafirma meta de ampliar municípios com cobertura 3G para 2.400

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Antônio Carlos Valente, presidente da Telefonica, durante seminário na Fiesp

O presidente da Telefonica, Antônio Carlos Valente, disse na manhã desta segunda-feira (31) que a operadora deve chegar ao final do ano com 2.400 municípios atendidos pela tecnologia de 3G em telefonia móvel.

Valente participa do 3º Seminário Fiesp de Telecomunicações – O desafio da conectividade: o Brasil na era da informação, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Em termos de mobilidade, acho que estamos fazendo o que esperam de nós. Temos a maior cobertura de voz e somos uma empresa líder em cobertura com terceira geração”, afirmou o executivo a participar de debate no seminário.

Após a fusão concluída este ano, a Telefonica e a Vivo devem unificar as marcas do grupo no Brasil no início de 2012, prevalecendo a marca Vivo. Atualmente, os serviços de 3ª geração oferecidos pela Vivo alcançam 1.560 municípios em todo o Brasil.

Segundo Valente, a Vivo detém 68 milhões dos 83 milhões de clientes brasileiros do setor. O seminário de telecomunicações da Fiesp se encerra na tarde desta segunda-feira (31).

Comparado a países emergentes, Brasil está longe do desenvolvimento ideal

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra/Fiesp

O Brasil ainda está longe do desenvolvimento ideal em telecomunicações comparado a outros países emergentes. E o novo pacote de incentivo do governo para a produção nacional de tablets não fortalece efetivamente o parque industrial tecnológico do País.

A análise é o diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, que participou nesta segunda-feira (31) do 3º Seminário Fiesp de Telecomunicações – O desafio da conectividade: o Brasil na era da informação.

“Na nova economia, China e Coreia têm se destacado formando polos de desenvolvimento de tecnologia, exportando para o mercado global. Suas empresas estão presentes em vários países, inclusive aqui. E o Brasil até agora está fora desse contexto”, disse Cavalcanti.

O diretor da Fiesp reiterou que o país tem sido plataforma de montagem de produtos tecnológicos, mas que incentivos à produção de tablets, como desonerações que podem reduzir o preço do computador em até 36%, não conseguem estimular o parque industrial de tecnologia do Brasil sozinhos.

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Cezar Alvarez, secretário-executivo do Ministério das Comunicações

“Essa foi uma medida importante tanto para a expansão dos serviços quanto para dar volume de produção. Entretanto, não equaciona o problema de não termos um parque industrial robusto, desenvolvedor de tecnologia nacional”, argumentou o executivo.

O Brasil possui um mercado de telecomunicações de 296 milhões de assinantes, considerando todos os serviços agregados como telefonia móvel e banda larga. “Esse é um dos motivos pelos quais a Fiesp saúda o regime de concessões em vigor no setor: o modelo no qual a iniciativa privada investe para prestar serviços à população e em que o Estado apresenta-se forte na regulação.”

Investimento

O setor de telecomunicações deve abandonar a visão simplificadora e operar com criatividade para atrair demanda, de acordo com o secretário-executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez. “O mercado também reage quando tem incremento. É preciso investimento e ousadia, é preciso antecipar a demanda”, afirmou.

Segundo o presidente da Telefonica, Antônio Carlos Valente, o setor privado investiu R$ 240 bilhões em telecomunicações ao longo de 12 anos.