Veja como foi o TEDa-Like, evento do Comitê de Jovens Empreendedores

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promoveu na noite de terça (17/07) a conferência TEDa-Like, com cinco convidados: o escritor Augusto de Franco, o empresário Lito Rodriguez (DryWash), o executivo Carlos Gustavo Filgueiras (Hotel Emiliano), o técnico do Sesi-SP, Giovane Gávio, e a fundadora da Casa do Zezinho, Tia Dag.

Depois de uma breve apresentação de Sylvio Gomide, diretor-titular do CJE, os convidados tiveram 18 minutos para disseminar suas ideias, falar de suas trajetórias ou de seus empreendimentos.

Veja um resumo das palestras:

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545207065Augusto de Franco (Escola de Redes) – O escritor falou sobre a imersão da sociedade em rede e o que isso está causando para as empresas. “Acho que hoje em dia temos 100 milhões de iniciativas de negócio. Imaginem quando passar para 700 milhões”, projetou. Franco disse que o mundo dos negócios na sociedade em rede é outro mundo. “Negócios são para qualquer um, não só para alguns. O conhecimento está mais disponível, não é possível trancar o conhecimento. O capital inicial é menos relevante. Hoje temos negócios de bilhões de dólares que começam com capital zero. Não é preciso manter aliança com o Estado para manter o negócio”, explicou. De acordo com o escritor, na sociedade em rede a inovação será o negócio, em vez de os negócios serem inovadores, citando iniciativas como crowdsourcing e crowdfunding. “A grande descoberta que nós fizemos nos últimos 10, 15 anos é que tudo que é sustentável está organizado em rede. Tudo que está em rede tem membranas”, afirmou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545207065Lito Rodriguez (DryWash) – O publicitário falou sobre a cultura empresarial da DryWash, empresa que fundou em 1994 com uma visão de sustentabilidade. Utilizando uma batedeira da sogra, e com a colaboração de alguns químicos, Rodriguez desenvolveu uma fórmula que dispensava o uso total de água na lavagem de veículos. Segundo ele, o entendimento da empresa é que sustentabilidade significa perpetuidade. “A gente entende que o lucro não é o vilão dos negócios. A companhia que não gera resultado não gera lucro e não é sustentável”, afirmou. Lito Rodriguez destacou, ainda, a preocupação de profissionalizar o mercado de lavagens de carro, investindo na formação e retenção de talentos, nos diversos níveis socioeconômicos, e em assumir compromissos com o respeito à diversidade.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545207065Carlos Gustavo Filgueiras (Emiliano) – O executivo fez do Emiliano o primeiro hotel butique de luxo do Brasil. Lançou uma butique virtual, em que disponibiliza produtos exclusivos para venda na web. Este conceito, de acordo com Filgueiras, fez com que o Emiliano passasse incólume pela crise hoteleira. O hotel quebrou o paradigma de atendimento, com uma média de quatro funcionários por hóspede enquanto a média do setor seria de 0,8. O relacionamento com os colaboradores é baseado na cultura da empresa, com ênfase na transparência e alegria. “Acreditamos que é preciso contratar a pessoa certa para o cargo certo”, disse o CEO do Emiliano, que apresentou testemunhais de clientes como a topmodel Gisele Bundchen e o chefe de escuderia da F-1, Flavio Briatore.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545207065Giovane Gávio (Sesi-SP) – “A glória é fruto do trabalho”, enfatizou Giovane Gávio, técnico do Sesi-SP e ex-jogador da seleção brasileira masculina de voleibol. Contando passagens de sua vida de atleta, Gávio disse que, na vida, as pessoas devem sempre estar antecipando as possibilidades de problemas, preparando-se previamente para todas as situações. De acordo com o bicampeão olímpico (92/04), é preciso criar novos desafios, quando tudo está dando certo, e não ficar apenas na zona de conforto. Giovane Gávio disse valorizar a dedicação nos períodos de rotina. “Eu gosto do dia a dia porque é lá que eu ganho jogo.” O técnico encerrou sua fala valorizando o papel do trabalho em equipe: “Não adianta a gente brilhar sozinho. Quanto mais gente nós trouxermos para brilhar conosco, melhor”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1545207065Tia Dag (Casa do Zezinho) – A educadora e fundadora da Casa do Zezinho contou um pouco da trajetória que levou a instituição a começar seu trabalho com 12 crianças e hoje atender cerca de 1.500 crianças e jovens. “A Casa do Zezinho hoje está adiante de qualquer escola. É uma referência”, disse Tia Dag ao comentar a pedagogia do Arco-íris, criada por ela.