Pagliacci volta ao Centro Cultural Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Um dos espetáculos de mais sucesso de 2017, Pagliacci, da Cia. LaMínima, retorna aos palcos do Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp, para curta temporada: de 21 de fevereiro a 25 de março. As sessões são realizadas sempre de quarta a sábado, às 20h, e aos domingos, às 19h, com entrada gratuita.

Baseada na ópera do italiano Ruggero Leoncavallo, Pagliacci conta a trajetória de uma trupe de comediantes que, um belo dia, decide se aventurar pelo drama. Tudo contado com graça, leveza e lirismo. E apresentado com iluminação, cenários e figurinos dos mais delicados. Destaque para a atuação de Fernando Sampaio interpretando um palhaço clássico, daqueles que fazem rir e que comovem pela humanidade. Impossível não se impressionar com o domínio do corpo do ator que, aliás, não é o único a fazer acrobacias no palco.

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O elenco de Pagliacci: montagem idealizada em 2016 e realizada em 2017 volta ao Centro Cultural Fiesp. Foto: Carlos Gueller

Centro Cultural Fiesp oferece 12 espetáculos grátis em sua programação especial de Natal

Agência Indusnet Fiesp

Além de todo o leque habitual de exposições, oficinas e workshops em cartaz no Centro Cultural Fiesp no período de férias, o complexo prepara uma intensa programação com temática natalina para receber o público no último mês do ano. São 12 atrações gratuitas que entram em cartaz a partir desta quarta-feira (6 de dezembro). Maior plataforma de arte digital a céu aberto da América Latina, a Galeria de Arte Digital, localizada na fachada do prédio, também exibirá uma animação especial de Natal, partir de 11 de dezembro, das 20h às 6h.


TEATRO/DANÇA


Hotel dos Monstros – 6 de dezembro (quarta), 17h

Inspirado no filme infantil Hotel Transilvânia (2012), o enredo do musical produzido pelos alunos do Sesi Indaiatuba conta a história de um resort cinco estrelas feito exclusivamente para os monstros de todos os tipos. A trama gira em torno dos preparativos para o aniversário da filha do dono do resort, o conde Drácula, e a chegada de um humano que se apaixona por ela.

Musical | Infantojuvenil | 60 min. | Produção: CAT Antonio Ermírio de Moraes – Indaiatuba | Diretor de Centro de Atividades: André Luís Martins da Silva | Coordenador de Qualidade de Vida: Alexandre Demarchi Bellan | Orientadores: Alessandro P. Neves e Sheila M. P. Moraes | Direção Artística e Cênica: Kátia Müller e Karyn Nascimento | Equipe de Apoio: Professores CQV 20 | Confecção de fi gurinos: Zenaide Baroni e Rose Jaquetti | Cenografi a e adereços: Marcelo Rosa, Toni e alunos | Gravação: DJ Carlinhos – CR Som


Sesi Itu em… Que Monstro Te Mordeu? – 6 de dezembro (quarta), 14h

Baseada na série de TV infantil Que Monstro Te Mordeu? (TV Cultura), a adaptação discute temas como trabalho infantil, primeiro amor e adolescência. Ao longo da trama, os personagens já conhecidos das crianças, Lali e Dr. Z, vividos pelos alunos do Sesi Itu, conduzem uma crítica ao ideal de beleza e exaltam a importância da autenticidade no desenvolvimento das crianças. Tudo isso com direito a muita música e dança.

Dança/Jazz | Infantojuvenil | 60 min. | Produção: CAT Itu – Carlos Eduardo Moreira Ferreira | Diretor de Centro de Atividades: Alexandra Salomão Miamoto | Coordenador de Qualidade de Vida: Eloy Rizzatti | Orientadora: Keila de Campos | Direção Artística e Cênica: Luisa Andreazza | Equipe de Apoio: Professores CQV 23 | Confecção de figurinos: Maria Aparecida Giacomello Barea | Cenografia e adereços: Valdy Lopes | Gravação: Luisa Andreazza.


Encantos – 8 de dezembro (sexta), 20h

No início aprendendo por meio do toque, depois incluindo a graciosidade, as 18 bailarinas e bailarinos da Associação Ballet de Cegos Fernanda Bianchini são reconhecidas mundialmente por encantar as plateias dos países por onde já passaram, como Londres, Argentina, Alemanha, Estados Unidos e Polônia. O transbordar de imaginação é o elemento principal da desta apresentação

Adulto | 60 min. | Direção Geral: Fernanda Bianchinni Saad | Direção Artística: Cesar Albuquerque | Bailarinos: Anna Davis, Aldenice Moreira, Aldenir Moreira, Anderson Lara, Bruno Antunes, Carlos Eduardo, Cintia Sousa, Everton Caetano, Fabiana Croccia, Geyza Pereira, Giseles Dantas, Gisele Camillo, Guilherme Pivetti, Jessica Lacerda, Mariane Miura, Marina Alonso, Veronica Batista, Vinicius Longuinho / Produção: Elaine de Lutiis, Francisca Moreira, Eliana Ardito.

 

Do Outro Lado do Oceano – 10 de dezembro (domingo), 19h

Com direção de Elisa Band, a nova peça do grupo Ser em Cena é uma metáfora para a condição dos atores. Em cena, 65 portadores de afasia, um distúrbio de comunicação, que despertam reflexões sobre a necessidade de criar novas linguagens, quando as palavras se mostram insuficientes.  Na história, personagens de diferentes tempos se cruzam e se misturam, em meio a descobertas de constelações, criaturas marinhas raras, cartas náuticas, histórias de amor, um pássaro na escotilha e uma passagem pelo Trópico de Capricórnio.

Comédia poética-dramática | Adulto | 80 min. | Direção: Elisa Band | Co-Direção: Nichloas Wahba | Dramaturgia: Elisa Band e Nicholas Wahba | Iluminação: Celso Carramenha | Confecção de objetos de cena: Fabio Souza | Trilha Sonora: Elisa Band, Nicholas Wahba e Peri Pane | Participação especial: Luiz Bueno | Projeção e legendas: Gabriel Godoy | Produção executiva: Claudia Niemeyer e Cássia Navarro | Produção: Evelyn Eduardo | Consultoria de figurinos: Marina Reis | Fonoaudiologia: Fernanda Papaterra , Guilherme Zaramella e Ruth Bicudo | Psicologia: Liliana Wahba e Fátima Monteiro | Assistentes de palco: Bruno Niermeyer, Cayo Eduardo Barreto, Dandara Lima, Evelyn Eduardo | Comunicação: Michele Aied | Elenco: Cia Ser em Cena.

 

À Flor da Pele e Novos Ventos – 14 de dezembro (quinta), 20h

Referência no jazz e na dança contemporânea, o grupo paulistano Raça Cia de Dança traz ao palco do Teatro do Sesi-SP dois espetáculos dicotômicos de seu premiado repertório. O primeiro, À Flor da Pele (2016), tem coreografia do diretor artístico da companhia, Jhean Allex, e fala sobre as relações desgastadas dos indivíduos que estão sempre à flor da pele. Já a segunda dança, Novos Ventos (1999), é assinada por Roseli Rodrigues, fundadora da companhia, e tem um clima outonal, em que s bailarinos desenham suas performances em meio a nostalgia, ao romantismo, às folhas caídas, ao vento e à chuva.

Drama | 80 min. | Diretor Geral: Renan Rodrigues | Diretora Executiva: Cristina Morales | Diretor Artístico e coreógrafo: Jhean Allex | Diretor Técnico: Marcel Rodrigues | Produtor: Hamilton Feltrin | Assistente De Produção: Hygor Furquim | Elenco: Alessandra Helena, Alex Siqueira, Angélica Bueno, Gentil Neto, Isadora Miragaia, Jaqueline Vieira, João Vitor Palma, Juliana Olguim, Luiz Henrique Prestes, Maria Cristina Braga, Matheus de Oliveira, Natália Rodrigues, Nicole Molina, Rodrigo Cucorocio, Valfred Pereira Souza.

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VIla Tarsila, montagem da programação de Natal do Centro Cultural Fiesp. Foto: Marcio Aguiar/Divulgação


Vila Tarsila – 16 de dezembro (sábado), 17h

Inspirada nas obras e na infância da artista Tarsila do Amaral, o espetáculo infantojuvenil da Cia Druw transporta a plateia ao mundo antropofágico da artista. Valorizando o aspecto lúdico, a coreografia se mescla com os elementos visuais extraídos de telas como A Cuca, Operários, Sol Poente, A Lua, Manacá, O Sapo, O Touro e São Paulo. Ambientada na década de 1920, o espetáculo reflete a visão de Tarsila como uma criança viajante e o quanto suas obras transitavam dentro de suas experiências.

Infantojuvenil | 50 min. | Direção geral e artística: Miriam Druwe | Concepção: Cristiane Paoli Quito, Miriam Druwe | Cenário e fi gurino: Marco Lima | Desenho de luz – Marisa Bentivegna | Trilha sonora: Natália Mallo | Adaptação e operação de luz: Marcel Gilber | Elenco: Adriana Guidotte, Anderson Gouveia, Elizandro Carneiro, Létícia Rossi, Manuela Fadul, Orlando Dantas, Miriam Druwe.


MÚSICA


Voz Ativa Madrigal – 7 de dezembro (quinta), 20h

O concerto Cantos do Mundo, do coral Voz Ativa Madrigal, explora o universo das músicas sacras, natalinas e do gênero Negro Spiritual – música que surgiu com os escravos norteamericanos, fruto da mistura entre as canções de trabalho e as batidas típicas africanas). Composições nacionais, como Canto dos Sinos, e internacionais, como Down by the Riverside, ganham destaque sob a batuta da maestrina Regiane Martinez.

Além da época natalina, o conjunto celebra a Virada Inclusiva, que é realizada em dezembro, dando visibilidade ao trabalho do cantor cego que integrará a formação do grupo no concerto.

Erudito | 60 min. | Voz: Denize Meire, Tamara Caetano, Rita Tomé, Regina Rocha, Aldilei Clemente, Gustavo Carvalho, Fernando Ribeiro e Fabio Carvalho | Piano: Delphim Rezende Porto | Regência: Regiane Martinez.


Ópera Portátil – 9 de dezembro (sábado), 20h

O espetáculo Natal do Ópera Portátil traz a performance musical das óperas para dentro das peças tradicionais.Com uma interpretação que aposta na comicidade, o conjunto formado em 2005 faz releituras de canções natalinas que caíram no gosto popular, como Noite de Paz e Tocam os Sinos.

Erudito | 60 min. | Soprano: Edna De Oliveira | Mezzo-soprano: Eleni Arruda | Tenor: Alexandre Bialecki | Baixo: Paulo Menegon | Direção musical e piano: Wesley Lacerda | Direção de cena: Pablo Moreira.

 

Yamandu Costa – 13 de dezembro (quarta), 20h

Considerado referência mundial no violão de sete cordas, o instrumentista e compositor Yamandu Costa apresenta composições autorais já conhecidas do público, como El Negro Del Blanco (2004) e Choro Loco (2008). Sucesso internacional, Yamandu já dividiu o palco com orquestras renomadas, como a Orquestra Filarmônica de Calgary e com consagrados regentes, entre eles Kristjan Jarvi e Roberto Minkzuc.

Erudito | 60 min. | Direção e roteiro: Yamandu Costa.


Eder Giaretta e Josani Pimenta – 15 de dezembro (sexta), 20h

No concerto Natal de Todos Nós, o pianista Eder Giaretta e a mezzosoprano Josani Pimenta apresentam um repertório de músicas natalinas, eruditas e tradicionais, que convidam o público a viajar por diferentes tempos, mundos e línguas. Entre os destaques do repertório estão The First Noel, Cantiga de Nossa Senhora e Cancioncilla de Navidad.

Erudito | 60 min. | Voz: Josani Pimenta | Piano: Eder Giaretta | Flauta: Anselmo Pereira | Primeiro Violino: Eduardo Augusto | Segundo violino: Fernando Henrique Andrade | Viola: Janaina Almeida | Violoncelo: Tiago Almeida.


Núcleo de Música do Sesi-SP – 17 de dezembro (domingo), 12h (Indaiatuba) e 14h30 (Bauru)

Em duas apresentações, os alunos do curso de iniciação instrumental do Núcleo de Música das cidades de Indaiatuba e Bauru trazem um repertório natalino para celebrar o fim de um ano de aprendizado musical. Com uma composição coletiva, no formato de uma camerata de cordas (viola, violino, violoncelo e contrabaixo), o grupo de 40 alunos, de 7 a 90 anos, ganham a chance de fazer sua primeira grande apresentação longe de casa.

Erudito | 60 min.

 

Coral USP – 17 de dezembro (domingo), 20h

Figura carimbada da cena vocal paulistana, o Coral USP apresenta arranjos natalinos sob a regência da maestrina Marcia Hentschel. Composições como Jingle Bell Rock e O Pinheirinho de Natal não ficarão de fora do repertório. Fundado em 1967, o grupo já se apresentou nas principais salas de concerto do Estado, como a Sala São Paulo, o Auditório do MASP e o Theatro São Pedro.

Erudito | 60 min. | Sopranos: Ana Maria Figueiredo, Raquel Neves, Cecilia Busato | Contraltos: Josefi na Capitani, Marcia Hentschel (Regente e Diretora Artística do CORAL USP) | Tenores: Munir Sabag, Ânderson Vieira, Marcelo Recski | Baixos: Claudio Rodrigues, Espártaco De Paola.

Série de Natal Sesi-SP 2017

Local: Centro Cultural Fiesp. Teatro do Sesi-SP (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Capacidade: 456 lugares

Entrada gratuita para toda programação em cartaz.

Agendamentos de grupos e escolares: 3146-7439

Informações e reservas antecipadas de ingressos: www.centroculturalfiesp.com.br

Peça ‘Enquanto Ela Dormia’ está em cartaz no Centro Cultural Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A peça inédita Enquanto Ela Dormia fica em cartaz até 22 de outubro no Mezanino do Centro Cultural Fiesp. A atriz Lucienne Guedes dá vida à personagem Dora no texto escrito por Carol Pitzer em 2016, no Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council. Grátis, o espetáculo tem direção de Eliana Monteiro e dramaturgia de Carol Pitze,

O enredo conta a trajetória de Dora, professora de literatura que presencia uma cena de abuso em um ônibus, fato que desperta memórias submersas de sua infância. O argumento do texto nasceu do relato de uma amiga à dramaturga, que começou então a observar os abusos diários vividos pelas mulheres e a se questionar sobre os mecanismos usados para minimizar, esconder, disfarçar, apagar essas violências. “Percebi que não só a sociedade nos cala, mas que nosso próprio corpo apaga certas lembranças dolorosas como forma de nos manter vivas”, conta Carol.

Para elaborar a encenação, a diretora Eliana Monteiro propôs uma pesquisa artística a toda equipe de criação sobre três eixos temáticos. “O primeiro foi o dos contos de fadas, que participam da construção do imaginário universal do feminino. Outro eixo pesquisado foram as histórias de amputações as quais a mulher foi submetida para caber em uma sociedade patriarcal. E por último, as memórias de uma história de amor”, explica Eliana.

Fruto de um processo colaborativo, a peça Enquanto Ela Dormia apresenta uma investigação no campo das artes plásticas e da fotografia, em especial a obra da fotógrafa norte-americana Francesca Woodman.

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Eliana Monteiro

Eliana Monteiro é encenadora e orientadora artístico-pedagógica de escolas e grupos de teatro. Integra o grupo Teatro da Vertigem desde 1998.

Carol Pitzer

Carol Pitzer é formada em cinema e pós-graduada em artes cênicas pela Universidade Estácio de Sá. Foi aluna do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council em 2016, quando escreveu o texto de Enquanto Ela Dormia.

Lucienne Guedes

Lucienne Guedes é atriz, dramaturga e diretora. É atriz fundadora do Teatro da Vertigem. Foi coordenadora e professora da Escola Livre de Teatro, professora convidada do Departamento de Artes Cênicas ECA-USP, da SP Escola de Teatro e da Unesp.

A ficha técnica ainda tem Guilherme Bonfanti no desenho da luz, Marisa Bentivegna na cenografia, Marichilene Artisevskis no figurino, Erico Theobaldo na trilha sonora, Antônio Duran no dramaturgismo e Bruna Lessa no vídeo.

Serviço

Enquanto Ela Dormia

Temporada: até 22 de outubro de 2017

Horários: quarta a sábado, às 20h30, e domingo, às 19h30

Local: Mezanino do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Capacidade: 50 lugares

Duração: 70 min

Recomendação: 16 anos

GRÁTIS.  Reservas antecipadas de ingressos pelo site www.centroculturalfiesp.com.br. Ingressos remanescentes serão distribuídos no dia do espetáculo, de acordo com o horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h; domingo, das 11h às 19h30).

Mais informações: www.centroculturalfiesp.com.br

Senhor das Moscas: um risco que vale a pena correr no Teatro do Sesi-SP

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Ainda ofegante minutos depois do primeiro ensaio aberto, Bruno Fagundes deu uma das melhores definições que um ator poderia dar para o seu mais novo trabalho: “uma peça de risco”. Do ponto de vista da plateia ou de quem está no palco, é exatamente isso que Senhor das Moscas provoca: tensão, reflexão sobre as reações humanas em situações-limite. Um impacto que hão de sentir, a partir desta quinta-feira (04/05), todos aqueles que forem ao Teatro do Sesi-SP assistir ao espetáculo escrito por William Golding e dirigido por Zé Henrique de Paula. No elenco, 13 atores com idades entre 22 e 35 anos que interpretam crianças que ficam presas numa ilha deserta após a queda de um avião.

Com sessões às 15h de quinta a sábado e às 14h30 aos domingos, a temporada segue até 3 de dezembro, sempre com apresentações gratuitas.

“É um trabalho muito completo”, disse Fagundes. “O meu personagem passa por uma vida, vê tudo acontecer na frente dele”, explicou. “É a peça mais desafiadora que eu já fiz, uma peça de risco”.

Também no elenco, Ghilherme Lobo destacou a intensidade da encenação. “Foi feito um preparo físico muito forte, trabalhamos a voz e o corpo ao mesmo tempo, tudo junto com a interpretação”.

Interpretar uma criança foi outro desafio. “Tivemos que resgatar uma inocência que não carregamos mais com a gente”.

Diretora musical da peça e preparadora vocal da trupe, Fernanda Maia confirmou o esforço. “A maioria do elenco nunca tinha cantado em cena”, disse. “Eles se prepararam desde o final do ano passado. Em fevereiro desse ano, começamos a fazer ensaios diários, de até seis horas por dia”, contou. “Como era exaustivo, não conseguíamos ir além disso. A peça demanda uma resistência física muito grande”.

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Senhor das Moscas: preparação física e vocal além da interpretação em si. Foto: Giovana Cirne


Mexido pelo trabalho como os seus companheiros, Felipe Hintze contou que saía dos ensaios “dilacerado” muitas vezes. Mas que, acima de tudo, para ele, fazer parte do projeto e trabalhar com a estrutura oferecida pelo Sesi-SP é uma oportunidade única. “Nunca trabalhei no Sesi-SP, mas sempre frequentei muito o teatro. Vi O Homem de La Mancha e Tróilo e Créssida aqui”, disse. “Pensava que queria estar nesse palco, para mim é a realização de um sonho”.

Senhor das Moscas é um clássico da literatura inglesa escrito em 1954 e que rendeu a William Golding um Nobel de literatura.

Muito atual, a obra influenciou trabalhos contemporâneos de muita repercussão, como a série norte-americana para a TV Lost.

Na trama, o conflito se dá quando um grupo de crianças inglesas se vê sozinho numa ilha deserta após um acidente aéreo. A partir daí, começa uma disputa pela liderança da turma, entre muitas outras situações tensas. Como definiu Bruno Fagundes, “um risco” para quem está no palco ou na plateia. Mas daqueles que vale a pena correr.

Serviço:

Senhor das Moscas

Temporada: 4 de maio a 3 de dezembro de 2017

Horários: quinta a sábado, às 15h, e domingos, às 14h30

Local: Teatro do Sesi-SP (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Duração: 90 minutos

Classificação Indicativa: 14 anos

Grátis. Reservas antecipadas online pelo sistema MEU SESI (www.sesisp.org.br/meu-sesi). Para as sessões que acontecem entre os dias 1° e 15, as reservas são liberadas a partir do dia 25 do mês anterior. Para as sessões realizadas entre os dias 16 e 31, as reservas têm início no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8h. Os ingressos remanescentes são distribuídos nos dias do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria (quinta a sábado, das 13h às 20h30, e no domingo, das 11h às 19h30).

Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br.

Refluxo: tensão dentro de prédio é tema de peça no Mezanino do Centro Cultural Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

Tem espetáculo novo no Mezanino do Centro Cultural Fiesp.  Texto inédito de Angela Ribeiro desenvolvido durante a 7ª turma do Núcleo de Dramaturgia do Sesi– British Council (vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação), Refluxo exibe um olhar incomodado sobre a sociedade contemporânea. A peça tem direção de Eric Lenate e fica em cartaz no Centro Cultural Fiesp de 12 de abril a 2 de julho, de quarta a sábado, às 20h30 e domingo, às 19h30. A entrada é gratuita.

O Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council promoveu leituras dos textos da 7ª turma dirigidas por diretores convidados e na ocasião Eric Lenate assistiu a leitura de Refluxo. No dia seguinte Lenate escreveu para a autora dizendo que tinha interesse em transformar o texto em espetáculo. “Enquanto assistia a leitura, apareciam na minha cabeça as imagens de uma possível encenação, com o texto me solicitando um tipo de realismo muito particular. Uma espécie de ‘realismo cubista’”, conta o diretor.

Meses depois, o texto de Angela foi escolhido pelo Sesi-SP para ganhar uma temporada no Mezanino do Centro Cultural Fiesp. A coordenadora do Núcleo de Dramaturgia, Marici Salomão, entrou em contato com Lenate convidando-o para conversar sobre uma possível parceria e, para surpresa do diretor, era a direção de Refluxo.

A encenação

Eric Lenate é um diretor-cenógrafo, que utiliza a arquitetura cênica como grande aliada de suas encenações e assina essa parte da criação também. Em Refluxo não será diferente. O diretor optou por transformar o Mezanino do Centro Cultural Fiesp, espaço gerenciado pelo SESI-SP, em uma espécie de instalação que convida a plateia a imergir nas dependências do edifício residencial onde se desenvolve a história. Depois de percorrer a entrada do prédio, o corredor e entrar no elevador, o público encontra sua arquibancada e é convidado a se sentar, em uma tentativa de induzir a sensação de entrar e permanecer dentro do elevador durante todo o espetáculo, participando do ponto de vista de Dário, o Ascensorista, personagem protagonista da peça. Cada vez que a porta do elevador se fecha, a cena se concentrará no espaço que delineia o elevador. E cada vez que a porta do elevador se abre, o público terá acesso visual ao saguão do prédio e aos outros andares que compõem a instalação cenográfica. A manipulação do cenário será realizada pelo próprios atores e atrizes.

“As personas da peça podem ser consideradas como que “destituídas de superego. É um texto forte, violento, cheio de quinas, curvas fechadas, o que nos encaminhou para um trabalho de composição de personagens com feições cubistas, para conseguirmos dar conta de todas as características que existem em cada personagem e que coexistem, às vezes, em uma única fala. Tudo no espetáculo tem contornos dilatados. Não existem meios tons. As personas receberam um desenho hiperbólico. A fala é partiturizada. Elementos cuidadosamente combinados para fornecer ao público o que chamo de ‘efeito estilingue’: estranhamento de imediato, seguido de uma violenta imersão e envolvência com o espetáculo. Apesar dessa saturação, penso que o público pode conseguir enxergar o cotidiano ali no palco”, completa Lenate.

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Cena de Refluxo: o cotidiano no palco, com todos os seus dilemas. Foto: Divulgação


Sobre o Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council

Criado em 2007, o Núcleo de Dramaturgia SESI-British Council, vencedor do 28º Prêmio Shell de Teatro na categoria Inovação, é voltado para descoberta e formação de novos autores teatrais através do incentivo a discussão e reflexão sobre o cenário contemporâneo. Sob a coordenação da dramaturga e jornalista Marici Salomão e assistência do diretor César Baptista, o programa oferece exercício de técnicas, estudo de teorias, atendimento individual e coletivo, leituras comentadas de peças, atividades práticas de escrita e sistema narrativo.

Serviço:

Refluxo

Temporada: 12 de abril a 2 de julho de 2017

Horários: quarta a sábado, às 20h30; domingo, às 19h30

Local: Mezanino do Centro Cultural Fiesp (Avenida Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do metrô)

Classificação indicativa: 14 anos

Duração: 80 minutos

Gênero: Suspense cômico-dramático

Grátis. Reservas antecipadas de ingressos para as sessões realizadas entre os dias 1º e 15 de cada mês devem ser realizadas pelo portal Meu SESI (www.sesisp.org.br/meu-sesi) a partir do dia 25 do mês anterior. Para as sessões realizadas entre os dias 16 e 31, as reservas têm início no dia 10 do mesmo mês, a partir das 8h. Os ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, de acordo com o horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30; domingos, das 11h às 20h).

Mais informações em www.centroculturalfiesp.com.br.


Tiros em Osasco: Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso abre espaço para o teatro que encara os problemas

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A cena está aberta ao debate. Aos assuntos que simplesmente não dá para evitar. Com essa temática, estreia, em 18 de agosto, no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, no prédio da Fiesp, na Avenida Paulista, a peça Tiros em Osasco. O título é uma referência à chacina que deixou 19 mortos e cinco feridos nas cidades de Osasco e Barueri, na Grande São Paulo, em agosto de 2015.

Escrito por Cássio Pires e dirigido por Yara de Novaes, o espetáculo tem no elenco doze atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP.

“O que está em jogo em Tiros em Osasco é o teatro que enfrenta problemas”, diz Pires. “Não estamos fazendo apenas entretenimento: queremos que o teatro seja essa cena aberta da discussão de um tempo no país”.

Para o dramaturgo, a peça fala de assuntos “que a gente não pode mais evitar”.

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Cena de Tiros em Osasco: assuntos que a sociedade não pode mais evitar. Foto: Leekyung Kim/Divulgação


Na trama, são apresentadas cenas curtas divididas em cinco apartamentos similares onde homens e mulheres de classe média vivem, pensam, opinam, entram em conflito. Um único personagem sai de sua moradia e vai até Osasco, costurando a trama.

A cenografia ajuda a compor esse clima de tensão. “O mais marcante do cenário é a repetição, a reprodução desses espaços pré-fabricados em que a gente vive hoje”, explica o cenógrafo de Tiros em Osasco, André Cortez. “O que só reforça essa sensação de opressão”.

A voz do artista

Nessa linha de debate e reflexão, a diretora do espetáculo, Yara de Novaes, destaca que a violência urbana é um assunto que diz respeito a todos. “Não podemos ver a periferia como algo distante”, afirma.

Impressionada com a dedicação dos atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP, Yara sugere que eles se organizem para “montar uma companhia”. “São todos muito disciplinados e talentosos”, diz.

Para ela, a voz do artista precisa ir além dos palcos, como é o caso daqueles que estão no elenco de Tiros em Osasco. “A voz do artista precisa reverberar além da cena”, afirma. “É preciso ter consciência do que é ser artista”.

Serviço

Tiros em Osasco

Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso

Espaço Mezanino

50 lugares – Entrada Gratuita

Temporada de 18 de agosto a 6 de novembro

De quartas a sábados, às 20h30. Domingos às 19h30.

Os ingressos são distribuídos nos dias do espetáculo, de

acordo com o horário de funcionamento da bilheteria.


Jovem e livre, Peer Gynt será protagonista do Teatro do Sesi-SP no segundo semestre

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Quem passa pela frente do sobrado em tom de bege, numa rua movimentada do bairro da Aclimação, em São Paulo, não imagina que nos fundos daquela casa há um galpão. E muito menos que, nele, 15 atores se preparam, todos os dias, para o espetáculo que vai reabrir do Teatro do Sesi-SP, no prédio do Sesi-SP e da Fiesp, na Avenida Paulista, atualmente em reforma. Uma preparação que inclui canções dos Beatles, figurinos coloridos e um cenário pensado para receber um protagonista que é um dos maiores símbolos de liberdade no teatro moderno: Peer Gynt. Escrita pelo norueguês Henrik Ibsen, a peça tem direção de Gabriel Vilella e estreia prevista para o próximo mês de setembro.

Peer Gynt é como Hamlet. São obras que mudaram para sempre o teatro”, explica Gabriel Vilella. “É um personagem libertário, que se declara imperador de si mesmo”.

Na trama de Ibsen, o protagonista ganha o mundo e vive as mais variadas experiências até voltar à Noruega, sua terra natal, descobrindo que tudo o que ele procurava estava exatamente ali. Uma epopeia pessoal em busca da liberdade que, no palco do Teatro do Sesi-SP, será embalada por uma trilha sonora jovem, com várias canções dos Beatles. “O caráter libertário do personagem é o que mais me atrai na peça”, diz Vilella. “Peer Gynt é um espetáculo do livre arbítrio, contestatório e transgressor”.

Um trabalho que tem tudo para agradar jovens e adultos. “O teatro é, por excelência, uma descarga hormonal”, afirma o diretor da peça. “Os adolescentes vão pilhar ainda mais a história”.

Protagonista da trama, o ator Chico Carvalho classifica Peer Gynt como “uma peça absolutamente necessária”. “Estamos falando de um personagem transgressor, que busca um sentido para a sua vida”, diz Carvalho. “Numa época conservadora como a que estamos vivendo hoje, isso provoca a imaginação da plateia, reforça a atitude política e lúdica do teatro”.

O espetáculo traz ainda a atriz Mel Lisboa no elenco, entre outros nomes. “Nossos atores são deslumbrantes, temos uma equipe afinada e segura”, diz Vilella. “Estou bobo com o resultado”.

Quanto mais colorido melhor

Nessa fase de pré-produção, os figurinos, assinados por Vilella, são um dos itens em estágio mais avançado. Para compor a saga do protagonista, não faltarão peças coloridas e máscaras trazidas de países da Europa, do Peru e de tribos indígenas brasileiras. Um trabalho minucioso e arrematado com tecidos nobres, como sedas trazidas da Índia.

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Alguns dos figurinos de Peer Gynt: adornos, sedas e muita cor em cena. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O cuidado com as roupas que vestem os personagens em suas peças rendeu ao diretor uma indicação ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo no primeiro semestre de 2016 na categoria figurino. A escolha foi pela peça Rainhas do Orinoco. A premiação será em março de 2017, depois de apontados os nomes escolhidos no segundo semestre deste ano.

Enquanto o resultado não vem, o frio na barriga fica por conta da estreia de Peer Gynt, astro do Teatro do Sesi-SP no segundo semestre. “Conhecemos a história linda que tem o Teatro do Sesi-SP”, diz Vilella.

Newton Moreno: “Adoro desconstruir personagens”

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Mesmo morando em São Paulo há mais de 20 anos, o recifense Newton Moreno ainda esquece que está na capital paulista e cumprimenta seus interlocutores com dois beijos no rosto em vez de um. O fato de não economizar carinho com quem acabou de conhecer diz muito sobre o dramaturgo, que se define como um curioso capaz de se sensibilizar diante de pessoas, histórias e temas variados nos palcos, sendo o tradicional diante do contemporâneo, a sexualidade, a homoafetividade e o espaço do sagrado os mais recorrentes. Na entrevista abaixo, Moreno fala do workshop que comandará no Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council, sobre os seus próximos projetos e sobre aquilo que chama a sua atenção no Brasil hoje: “O clima está incendiário”.

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Newton Moreno: "Fico muito feliz em contribuir para o Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council". Foto: Everton Amaro/Fiesp


Você participou da Mostra de Dramaturgia Contemporânea do Sesi-SP em 2002, com o espetáculo Dentro, de sua autoria. Foi o seu primeiro contato com a instituição?

Foi. Foi uma mostra organizada por nomes como o Renato Borghi (ator, autor e diretor de teatro) e a ideia era mapear um pouco a dramaturgia contemporânea feita em São Paulo nessa virada de século. Quando conheceu o meu trabalho, o Renato me perguntou se eu não queria produzir um texto para essa iniciativa. Até digo que ele foi um dos padrinhos que eu tive nesse começo de carreira. Ele e o Marcio Aurelio, um diretor renomado que depois dirigiu a minha peça Agreste.

Você também apresentou espetáculos no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, certo?

Sim, o primeiro foi Santa Luzia passou por aqui com seu cavalinho comendo capim, cuja autoria do texto eu dividi com o Antonio Rogério Toscano. Pegamos a ideia do mito da Santa Luzia, que doou os olhos, para falar sobre as maneiras de ver, de perceber o outro. O segundo espetáculo foi o Fronteiras, que eu escrevi com o Alessandro Toller e dirigi.

O que você vai apresentar aos alunos do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council no workshop que começa no dia 13 de junho?

Fico muito feliz em contribuir para o Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council. Eu como dramaturgo autodidata sei como é difícil começar sem orientação. Quero ajudar dando ferramentas para que jovens dramaturgos possam se desenvolver. Esse tipo de trabalho me alimenta, me ajuda a renovar o meu olhar. É muito bom acompanhar os diálogos, os comportamentos, as ideias desses jovens. Para mim é uma retroalimentação. Pretendo apresentar exercícios, dinâmicas para criarmos histórias juntos.

Como você definiria o seu trabalho no teatro?

A minha natureza é curiosa. Gosto de pessoas, tenho curiosidade pelo outro e isso com relação a temas diversos, adoro descontruir personagens. Mas na minha obra há diálogos que sempre voltam, como o do tradicional diante do contemporâneo, a sexualidade, a homoafetividade, o espaço do sagrado e da religião. O Nordeste me deu tudo, tenho essa memória.

Você costuma dizer que o dramaturgo tem a função de provocar uma nova cena, de ser um olhar atento sobre as questões da sociedade. Que temas chamam a sua atenção hoje?

A reorganização política do Brasil. O atual momento dificilmente não vai virar tema de alguma peça. Está todo mundo voltando a conversar sobre política, com toda a tensão sobre como vamos construir esse diálogo. O clima está incendiário.

Agreste é a sua peça de maior repercussão. Esse foi um trabalho especial para você?

Foi sim. Ter o Marcio Aurélio na direção chamou a atenção para o meu trabalho. É como se as pessoas pensassem: se o Marcio Aurélio dirigiu, é porque alguma coisa boa tem aí. Isso atraiu muitas atenções para mim. E a peça resume os principais elementos da minha obra.

E Assombrações do Recife Velho, foi marcante para você do ponto de vista da memória afetiva de pernambucano?

Acompanhamos o percurso que o Gilberto Freyre fez, no Recife, por lugares tidos como mal-assombrados. Por isso Assombrações é uma viagem de volta às minhas origens, aos meus fantasmas, uma trajetória que dialoga com as minhas memórias. Moro em São Paulo, mas vou ao Recife duas ou três vezes por ano, sempre que estou lá uma pista nova se abre, volto com alguma referência. Recife me inspira.

Quais são seus próximos projetos?

Tenho uma peça pronta e com estreia marcada para 30 de setembro, no Centro Cultural São Paulo: Berço de Pedra. São cinco histórias sobre mulheres, com uma mãe em todas elas. Reflete um pouco o atual momento também, com a potência do feminino se impondo.

O outro trabalho, Os Imortais, ainda está em processo de produção. É uma peça baseada numa tradição chamada “coberta da alma”, ainda encontrada no Sul do Brasil, por meio da qual, em caso de falecimento, alguém da família ou próximo dela é escolhido para personificar a identidade do falecido, para interpretar a pessoa que morreu. Assim, esse ritual é, no espetáculo, o ponto de partida para uma série de conflitos entre o tradicional e o contemporâneo.

Tem vontade de encenar uma peça sua no Teatro do Sesi-SP, que está em reforma nesse momento?

Eu quero muito fazer uma peça no Teatro do Sesi-SP. Estive lá recentemente para ver A Madrinha Embriagada e O Homem de La Mancha. Estou tendo muito prazer em participar do processo de formação de dramaturgos do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council.


Recorde de Leonardo da Vinci e 50 anos do Teatro Sesi-SP marcam 2015

Raisa Scandovieri, Agência Indusnet Fiesp

Mais de 120 mil ingressos distribuídos gratuitamente para mais de 200 apresentações do espetáculo “Homem de La Mancha”, adaptação de Miguel Falabella da obra de Miguel de Cervantes, enquanto a exposição “Leonardo da Vinci: A Natureza da Invenção”, no Brasil pela primeira vez, atraiu mais de 200 mil pessoas. Esses e outros importantes projetos do Sesi-SP enriqueceram a cena cultural em São Paulo em 2015.

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O musical O Homem de La Mancha em sua última apresentação no Teatro do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O Homem de La Mancha

Entre as conquistas do espetáculo estão os Prêmios APCA de Melhor Espetáculo de Teatro e Melhor Ator de Teatro, para Cleto Baccic, o Prêmio Melhores de 2014 do Guia da Folha na categoria Melhor Musical e o Prêmio Aplauso Brasil como Melhor Espetáculo Musical de 2014. Em 2015 o musical foi indicado a 11 das 18 categorias do 3º Prêmio Bibi Ferreira -e recebeu 7 títulos, entre eles Melhor Musical pela Crítica e Voto Popular.

50 anos do Teatro do Sesi-SP

Seis montagens premiadas e que marcaram presença nessa última década de atividades retornaram ao espaço em 2015 para curtas temporadas: “Quem tem medo de Curupira?”, “L’Illustre Mollière”, “O Gigante Egoísta”, “Lampião e Lancelote”, “Amado” e “Mistero Buffo”. Nestes 50 anos, o teatro recebeu mais de 100 montagens, alcançando um público de mais de 8 milhões pessoas, consolidando-se como um dos pontos de cultura e lazer da avenida Paulista e da cidade de São Paulo.

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A exposição sobre Leonardo da Vinci: recorde de público na programação em 2015. Foto: Tamna Waqued/Fiesp


Exposição Leonardo da Vinci: a Natureza da Invenção

A mostra internacional sobre o expoente do Renascimento italiano bateu o recorde histórico de público da Galeria de Arte do Sesi-SP desde sua criação, em 1998, com um público de mais de 200 mil pessoas em apenas seis meses de exposição.

Projeto Plínio Marcos 80 Anos

Em quase dois meses de homenagem, mais de 15.000 pessoas puderam conhecer um pouco mais sobre o “autor maldito” durante a mesa-redonda, na exposição fotográfica e nas montagens de suas peças icônicas “Balada de um Palhaço”, “Navalha na Carne”, “Prisioneiro de uma Canção” e “O Abajur Lilás”.

Galeria de Arte Digital Sesi-SP

Em 2015 a Galeria completou três anos de existência e recebeu as mostras inéditas interativas “Natureza Urbana – Riscos e Traços” e “Arquinterface”. Cada uma fez sucesso a sua maneira, seja pelas caricaturas gigantes na fachada da primeira seja pelas selfies projetadas da segunda. Mais do que um ícone da avenida Paulista, o prédio se tornou uma referência na arte digital mundial.

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Obra do FILE - Festival Internacional de Linguagem Eletrônica 2015. Foto: Everton Amaro/Fiesp


File São Paulo 2015

Sob o mote “the new e-motion”, a 16ª edição do festival ocupou as Galerias de Arte e Arte Digital Sesi-SP, a calçada da avenida Paulista e os acessos às estações Trianon-Masp e Consolação do Metrô com mais de 330 trabalhos nacionais e internacionais, alcançando um público de 70 mil pessoas. Já o File Anima+ trouxe 107 curtas-metragens de diversos festivais de animação do mundo inteiro para o público paulista. O destaque ficou com a exibição do filme “Shirley – Visions of Reality”, do cineasta austríaco Gustav Deutsch, até então inédito no Brasil.

Festival Sesi Música

A sexta edição do festival destinado a revelar talentos da música teve 174 inscritos, dos quais 15 saíram premiados, divididos nas categorias Música Inédita (letra e música) e Música Não Inédita. O evento de encerramento contou com show ao vivo do cantor Ivan Lins.

Cinema:

Com o apoio do Eye Film Institute Netherlands e do Consulado Geral do Reino dos Países Baixos e Dutch Culture, a mostra “Cine Sesi-SP no Mundo: Olhar Holandês” trouxe uma seleção de seis filmes consagrados e mais 18 curtas-metragens da cinematografia holandesa para 303 exibições em 38 unidades do Sesi-SP, atingindo um publico de mais de 10 mil pessoas.

A sétima arte também marcou presença no 11º Prêmio Fiesp/Sesi-SP de Cinema, cuja mostra atingiu mais de 4,7 mil espectadores, ao longo de 256 exibições nas unidades do interior e da capital paulista.

Inteligência, música e dramaturgia

Outros destaques do ano foram os ilustres convidados do InteligênciaPontoCom, que bateram um papo com o público sobre as mais diversas áreas da cultura ao longo das 10 edições do ano.

A música também marcou presença na volta das Quartas Musicais, que arrebatou uma plateia de mais de 3, 2 mil pessoas em apenas nove apresentações.

Já a dramaturgia e a liberdade de expressão foram os pontos centrais das atividades do Núcleo Experimental de Artes Cênicas e do Núcleo de Dramaturgia Sesi-British Council, que contaram com a participação de grandes nomes da segunda arte, culminando com a apresentação de duas peças no espaço Mezanino do Sesi-SP: “Em Abrigo” e “Solilóquios”, ambas dirigidas por Johana Albuquerque.

Outubro é das crianças no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso

Rodrigo Piazentino

Para a alegria das crianças, o mês de outubro chegou com direito à programação especial preparada pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Na véspera do Dia da Criança (12/10), a Mostra de Cinema Holandês Cine Sesi-SP traz especialmente para os pequenos uma seleção de oito curtas no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, na Avenida Paulista, a partir das 15h. Está programada ainda a estreia, em 16 de outubro, do espetáculo infantil “O Gigante Egoísta” no Teatro do Sesi-SP.

Trazendo histórias de momentos da vida cotidiana, como autoestima, memórias e velhice, um dos destaques da Mostra é o filme “Blik”, que destaca o primeiro amor de um menino, mas isso sem mostrar o rosto dos personagens. O sombreamento foi o recurso escolhido pelos produtores da Escola de Artes de Utrecht para transmitir as diferentes emoções das animações. Os ingressos podem ser reservados antecipadamente pelo site do Sesi-SP no link Meu Sesi.

Da telona para o palco, após receber o Prêmio Zilka Salabery de melhor espetáculo  infantil em 2013 e 2014 e ser indicado a sete categorias do Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem, “O Gigante Egoísta” escrito por Oscar Wilde e encenado pela Artesanal Cia. de Teatro, volta a ser apresentado no Teatro do Sesi-SP. A estreia está marcada para o dia 16 de outubro, com temporada até 8 de novembro. “Pensando nas crianças, trouxemos o espetáculo de volta”, disse o agente de Atividades Culturais do Sesi-SP, Jarbas Souto Galhardo. A encenação usa bonecos de manipulação e máscaras.

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Cena de O Gigante Egoísta: bonecos e máscaras para expressar emoções. Foto: Divulgação


Outra boa opção de lazer cultural ao lado dos pequenos no prédio do Sesi-SP e da Fiesp na Paulista é a exposição “Carne Vale – o imaginário carnavalesco na cultura brasileira”, com estreia em 26 de outubro. A nova mostra da Galeria de Arte do Sesi-SP  destaca as muitas formas de representação da festa popular mais associada à cultura e ao modo de ser do brasileiro.

Além das visitantes individuais, as escolas podem agendar visitas guiadas. “Após a visita, as escolas que fizerem o agendamento terão acesso a uma sala educativa para discutir o tema com as crianças, realizar debates, trabalhos e aprender ainda mais” completa Sueli Nabeshima, produtora do Sesi-SP.

Serviço

Seleção de Curtas Infantojuvenisda Mostra de Cinema Holandês Cine Sesi-SP

Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso

Espaço Mezanino

11 de outubro (domingo), às 15h

Classificação indicativa: Livre

Duração: 85 min

Exibição digital, com legendas em português

  • Munya in Me, 2013, 22 min
  • Diorama (seleção de curtas 2009), 3 min
  • Jacco’s Film (seleção de curtas 2009), 25 min
  • Blik (seleção de curtas 2011), 8 min
  • Fata Morgana (seleção de curtas 2011), 4 min
  • Farmer Jack (seleção de curtas 2012), 14 min
  • Goodbye Mister de Vries (seleção de curtas 2012), 6 min
  • Snapshot (seleção de curtas 2012), 2 min 30s

O Gigante Egoísta

Teatro de Bonecos e Formas Animadas, Infantojuvenil

Teatro do Sesi-SP

Avenida Paulista, 1313

Período: De 16 de outubro a 8 de novembro

Sextas, às 11h (escolas)

Sábados e domingos, às 15h30

Duração: 50 min

Classificação Indicativa: Livre

Carne Vale – o imaginário carnavalesco na cultura brasileira

Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso

Galeria de Arte do Sesi-SP

Avenida Paulista, 1313

Período: De 27 de outubro de 2015 a 31 de janeiro de 2016

Diariamente, das 10h às 20h
Entrada permitida até às 19h40

Gratuito


Teatro do Sesi-SP terá novas temporadas de seus maiores sucessos até dezembro

Isabela Barros

Não haverá cadeiras vazias. Com uma programação caprichada para comemorar os 50 anos do Teatro do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o espaço tem tudo para ficar lotado entre agosto e dezembro de 2015. Estão previstas temporadas curtas de espetáculos que tiveram grande repercussão no palco do prédio do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na Avenida Paulista e uma homenagem aos 80 anos do dramaturgo Plínio Marcos. Outra novidade é a retomada do projeto Quartas Musicais, com shows semanais de artistas de música popular, sempre às 20h.

“Selecionamos peças que usaram elementos diferenciados em sua produção e que fizeram muito sucesso”, explica a gerente executiva de Cultura do Sesi-SP, Débora Viana.

Assim, serão exibidos os espetáculos L’llustre Molière, Amado e Mistero Buffo. Outro destaque é a peça infantil O Gigante Egoísta e as juvenis Quem tem medo de Curupira? e Lampião e Lancelote. Todos já tiverem temporadas no Teatro do Sesi- SP.

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O ator Cássio Scapin em cena de Lampião e Lancelote: sucesso no Teatro do Sesi-SP. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Também estão previstas apresentações de Myrna Sou Eu, baseada na obra de Nelson Rodrigues, e Tango sob dois olhares, com inspiração no ritmo argentino.

Plínio Marcos

Falecido em 1999, o dramaturgo nascido em Santos Plínio Marcos receberá uma homenagem pelos seus 80 anos. Segundo Débora, serão quatro montagens de trabalhos do autor. “As apresentações serão seguidas de debates com o público”, explica. “Isso para estimular o contato com a obra e lembrar a importância que ele teve”.

Toda quarta-feira

Prefere ver um show? Só colocar na agenda as apresentações do projeto Quartas Musicais. “Teremos artistas que estão despontando e muitos já consolidados na música popular brasileira, abrindo espaço para diversos gêneros e ritmos”, afirma Débora.

Sempre às 20h, a iniciativa receberá nomes como André Abujamra, Jair de Oliveira, Pedro Mariano e Orquestra Paulistana de Viola Caipira, entre outros.

O Teatro do Sesi-SP completou 50 anos em 2014, tendo como primeira montagem o espetáculo Caprichos do Amor e do Acaso, de 1964. Nessas cinco décadas, foram mais de 8 milhões de espectadores e mais de cem montagens produzidas.

Serviço

Confira a programação do Teatro do Sesi-SP no segundo semestre de 2015

Myrna sou eu – 01 e 2 de agosto

Tango sob dois olhares –  8 e 9 de agosto

Quem tem medo de Curupira? –  De 14 de agosto a 13 de setembro

L’llustre Molière – De 15 de agosto a 13 de setembro

Plínio Marcos 80 anos – De 16 de setembro a 11 de outubro

O Gigante Egoísta – De 16 de outubro a 8 de novembro

Amado – De 17 de outubro a 15 de novembro

Lampião e Lancelote – De 13 de novembro a 20 de dezembro

Mistero Buffo – De 21 de novembro a 20 de dezembro

Quartas Musicais

André Abujamra – 5 de agosto

Jair de Oliveira – 12 de agosto

Orquestra Paulistana de Viola Caipira – 19 de agosto

Pedro Mariano – 2 de setembro

Jaques Morelenbaum – 9 de setembro

Dani Black – 23 de setembro

Teatro do Sesi-SP – Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso – Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon Masp do Metrô

Entradas gratuitas – Reservas antecipadas pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi

Mais informações – http://www.sesisp.org.br/cultura/



 

 


Teatro do Sesi-SP: acervo de 50 anos de figurinos é organizado para ser aberto ao público

Isabela Barros

As luzes do teatro já se apagaram e a plateia está em silêncio. Cortinas abertas, o palco vai sendo iluminado e a primeira impressão que se tem do espetáculo é, além da trilha sonora, o brilho da roupa que os atores surgem em cena usando. Para perpetuar esse encantamento, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) está organizando o seu acervo de figurinos. Assim, a memória dos 50 anos do Teatro do Sesi-SP poderá ser contada a partir de saias, vestidos, bordados, chapéus, um trabalho que tem como objetivo expor esses itens ao público mais adiante.

Além disso, esses materiais também podem ser vistos no livro Figurinos – Memória dos 50 anos do Teatro do Sesi-SP, organizado pelo cenógrafo e figurinista J.C. Serroni e publicado pela Sesi-SP Editora. Na obra, é possível acompanhar fotos dos figurinos de 41 peças e um perfil dos profissionais responsáveis por eles. O espetáculo mais antigo registrado é Caprichos do Amor e do Acaso, de 1964, e o mais recente é O Homem de La Mancha, atualmente em cartaz.

Responsável pela organização do acervo no Sesi-SP, o agente de Atividades Culturais Leonardo Candido da Silva conta que esse trabalho começou nos bastidores, com funcionários do Teatro do Sesi-SP abrindo as caixas de roupas lá guardadas. Em 2010, esse material começou a ser separado e enviado para o Centro de Atividades (CAT) da instituição na rua Catumbi, no Belenzinho, em São Paulo.

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Ao centro, peça vermelha da peça "Caprichos do amor e do acaso". À direita, camisola de "A Falecida" e, à equerda, figurino de "Lampião e Lancelote". Ao fundo, vestidos de “Clarão nas estrelas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Em 2014, teve início a identificação e a higienização dos figurinos, agora dispostos em araras e cabides. “Temos um acervo de 5 mil peças entre roupas e acessórios”, diz Silva.

Ele explica que foram consultados os programas dos espetáculos para saber a quais deles os figurinos pertenciam. Uma garimpagem que exigiu e exige ainda toda a atenção. “Alguns vestidos apareciam volumosos nas fotos devido às saias colocadas por baixo”, afirma Silva. “Mas, no nosso acervo, sem essas saias, deram trabalho para serem identificados”.

A ideia é, no futuro, disponibilizar esses materiais para consulta pública. “Podemos ser uma referência para figurinistas e profissionais de moda, por exemplo”.

Para isso, está sendo reformada uma sala onde essas peças ficarão expostas. E isso a partir de uma série de cuidados, como o controle da entrada de luz e ventilação especial, com ar condicionado.

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Vestidos de diferentes montagens de "A Falecida", de Nelson Rodrigues. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Há mais de um ano vivendo entre vestidos, saias e itens de época, Silva conta que tem um carinho especial pelas peças usadas em O Avarento, de 1966. “Foram as primeiras roupas que eu consegui identificar”, diz.

Os figurinos de O Mambembe também foram destacados. “São muitas peças coloridas, brilhantes, bem feitas”, explica Silva.

Referência nacional

O capricho nas produções a que o agente de Atividades Culturais se refere também é citado pelos figurinistas que já trabalharam em produções exibidas no Teatro do Sesi-SP. “O Sesi-SP talvez seja a instituição, no Brasil, onde há mais incentivo à qualidade das peças, o acabamento é sempre de primeira linha”, afirma o produtor geral da peça Menor que o mundoe diretor da Companhia Cênica Nau de Ícaros, Marco Vettore.

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O livro com o registro dos figurinos do Teatro do Sesi-SP: memória. Foto: Reprodução

Produtor de Lampião e Lancelote, Edinho Rodrigues conta que o espetáculo venceu vários prêmios na categoria figurino, entre os quais o Bibi Ferreira em 2013 e o Femsa  de Teatro em 2014. Algumas das roupas inclusive estão registradas no livro publicado pela Sesi-SP Editora.

“As vestimentas do núcleo do cangaço foram muito elogiadas pela fidelidade ao visual dos cangaceiros”, explica Rodrigues. “Além disso, os tons de cobre e prata, com muitos bordados, fizeram a diferença no palco”.

Segundo ele, detalhes assim, pensados com toda a atenção, são uma marca das produções do Teatro do Sesi-SP. “O cuidado é grande com tudo: figurino, cenário, som e assim por diante. Quem trabalha no Sesi-SP tem qualificação, sabe exigir dos artistas”, conta. “Tenho muito orgulho de fazer parte dessa memória”.


Espetáculo “Os Miseráveis” é apresentado no teatro do Sesi-SP por alunos com Síndrome de Down

Amanda Viana, Agência Indusnet Fiesp

O clássico Os Miseráveis, do romancista francês Victor Hugo (1802-1885), narra uma história muito complexa, repleta de reviravoltas, tramas paralelas, ideais políticos e sociais e muitas transformações. Além disso, os personagens não lineares tornam-se um grande desafio para qualquer intérprete de teatro.

Uma adaptação desse espetáculo foi apresentada pelos alunos com Síndrome de Down do Grupo ADID de teatro, na noite desta segunda-feira (1/6), no Teatro do Sesi-SP, sob direção de Leonardo Cortez. A montagem é resultado da parceria entre o Sesi-SP e a Associação para o Desenvolvimento Integral do Down (ADID).

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Leonardo Cortez: "Como diretor, tento propor desafios que estejam ao alcance deles, mas que ao mesmo tempo não os subestime". Foto: Everton Amaro/Fiesp

Com muita personalidade, os atores conquistaram e emocionaram o público, que foram testemunhas de um exercício de dedicação dos intérpretes, que cantaram, dançaram e declamaram poesia durante a peça.

Para o diretor Leonardo Cortez, o grupo está sempre em busca de aprimoramento, o que faz com que a apresentação seja um teatro muito vivo e espontâneo. “Não é um teatro burocrático, morto, que se repete. Mas sim um teatro que busca sempre a superação, e é aí que reside a força do grupo”, disse Cortez.

Atuando desde os 15 anos, Flavia Donatelli, hoje com 41 anos, faz parte do elenco interpretando a personagem Fantine. Mesmo não estando muito bem de saúde e precisando usar um tubo de oxigênio durante a apresentação, Flavia não deixou de participar do espetáculo. “O teatro é muito importante para mim. Aqui eu encontro meus amigos e faço algo que gosto muito”, afirmou.

Particularidades

Professor da ADID há quase 20 anos, Leonardo Cortez explicou que todas as peças do grupo precisam ser adaptadas, com algumas particularidades, já que a equipe é muito grande. “É preciso criar novos personagens e enredos paralelos, para que todos tenham a possibilidade de fazer um papel importante, que tenha um desenvolvimento dentro da peça também”, comentou.

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Alunos do Grupo ADID em apresentação no teatro do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Outra característica marcante do grupo é sua heterogeneidade: alguns alunos têm muita desenvoltura para falar e interpretar, enquanto outros encontram mais dificuldades. No entanto, estão sempre entusiasmados e com muita vontade de superar esses desafios. “Como diretor, tento propor desafios que estejam ao alcance deles, mas que ao mesmo tempo não os subestime”, frisou Cortez.

Experiência Pedagógica

Os alunos são muito dedicados e comprometidos com o seu trabalho, buscando sempre se desenvolver em relação à apresentação anterior. Mesmo cometendo alguns erros, a peça é recheada de emoção, com ansiedade para acertar. “Do ponto de vista técnico e artístico, eles não são atores profissionais, mas do ponto de vista da paixão pelo teatro, pelo ofício, eles têm muito a ensinar”, afirmou o diretor.

Como experiência pedagógica, o teatro auxilia os alunos no desenvolvimento da expressividade e da criatividade, ampliando seu universo cultural. “Por meio do teatro eles têm contato com histórias, grandes autores, dramas e dilemas do ser humano”, afirma Cortez.

Para aqueles já acostumados com a obra original, a adaptação soou bem particular. Foram criados novos personagens, dramas inéditos, amores improváveis e um final feliz, diferente do que é apresentado no livro de Victor Hugo. E, segundo os alunos, é exatamente isso o que eles procuram: superar os desafios e buscar a felicidade.

A apresentação do espetáculo deu início à turnê do grupo no estado, que vai passar por mais cinco unidades do Sesi-SP até dezembro: Rio Claro (6/8), Sorocaba (10/9), São José dos Campos (8/10), Itapetininga (19/11) e Campinas – Amoreiras (6/12).

Sinopse

Na França do século 19, o ex-condenado Jean Val Jean luta para reconstruir a sua vida e é perseguido incansavelmente pelo seu algoz, o inspetor Javert. O Grupo ADID de Teatro, formado exclusivamente por alunos de teatro com Síndrome de Down, apresenta sua versão dessa narrativa de origem francesa, de forte cunho social, que conta com elementos de trama policial. Publicado pela primeira vez em 1862, o romance se transformou em um grande sucesso, percorrendo o mundo e ganhando traduções para diversas línguas.

A Costureira leva o riso aos teatros do Sesi-SP no interior

Agência Indusnet Fiesp            

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) iniciou, nos dias 02 e 03 de maio, em São José do Rio Preto, com o espetáculo A Costureira, a apresentação do projeto Sesi Montagens Internacionais, nova modalidade teatral oferecida pela instituição. A peça, com entrada gratutita, é encenada pela palhaça suíça Gardi Hutter e agora seguirá para as cidades de Birigui, Marília, Araraquara e Rio Claro. Para conferir a programação completa, só clicar aqui.

A Costureira nasceu do desejo de Gardi de montar um espetáculo no qual pudesse abordar a relação entre o destino e a morte como um jogo. O monólogo é dirigido por Michael Vogel, ator e diretor da companhia alemã Familie Flöz.

“O público irá se divertir com Gardi Hutter, uma mulher que conquistou o seu espaço como palhaça, papel historicamente ocupado por homens, e tornou-se uma das grandes referências internacionais”, enfatiza Maristela Teodoro de Sá, analista de Projetos Culturais do Sesi-SP.

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Gardi em cena: destino e morte vistos como um jogo. Foto: Divulgação


A Costureira estreou em outubro de 2010, na Suíça e, desde então realizou aproximadamente 500 apresentações na Europa. A turnê brasileira, produzida pela Périplo Produções começa com 10 apresentações no projeto Sesi Montagens Internacionais.

A palhaça

Gardi Hutter nasceu na Suíça, em 1953. Palhaça, mímica e atriz, com mais de 30 anos de carreira, Gardi Hutter é uma referência na área. Outros dois espetáculos com a sua assinatura já passaram pelo Brasil: Joana DArpo e O Ponto.

Autora de suas próprias peças, teve como principais inspirações Charlie Chaplin e Buster Keaton. Formada pela Academia de Artes Dramáticas em Zurique, aprimorou seus estudos no Centro di Ricerca per il Teatro em Milão (Itália).

A atriz recebeu diversos prêmios culturais na Suíça, Alemanha e França. Em 2007, ganhou o grande prêmio do Festival Internacional Fringe de Nova York, considerado um dos mais importante festivais de artes performáticas do mundo. Suas turnês passaram por 32 países, com mais de 3.000 apresentações.

Gardi explica que a comunicação com o público em A Costureira é feita de modo “emocional”. “Mímica é uma linguagem internacional, todo mundo entende. A comunicação não é feita através das palavras, mas do corpo”.

Mulher numa área dominada pelos homens, ela conta que, há 30 anos, quando começou, o público queria muito uma mulher cômica. “No meu primeiro espetáculo,Joana Valente, as pessoas diziam ‘ah, finalmente!’. Isso está ligado também à emancipação das mulheres. Por que antes era proibido rir da gente?”, questiona.

Animada com a temporada nos teatros do Sesi-SP, a artista conta que A Costureira é um espetáculo acessível a todos, “não apenas o público clássico”.

Serviço

Locais: Teatros do Sesi-SP em Birigui, Marília, Araraquara e Rio Claro

Quando: Ao longo do mês de maio

Duração: 70 minutos

Classificação indicativa: Livre para todos os públicos

Modalidade: Juvenil/ adulto

Gênero: Comédia

Entrada gratuita: Os ingressos podem ser reservados pela internet. As reservas são liberadas para as apresentações que acontecem na mesma semana a partir de segunda, às 12h, até quarta, às 17h. Só acessar: http://www.sesisp.org.br/meu-sesi

Mais informações: http://www.sesisp.org.br/cultura/teatro/a-costureira.html


Bruto estreia nesta quinta-feira (16/04) no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso

Isabela Barros

O que sobra em opinião, falta em diálogo. Dessa impossibilidade de comunicação surge a brutalidade que explode no encontro de 11 personagens. E isso tendo o vai e vem da Avenida Paulista ao fundo. Com esse enredo e esse cenário, estreia, nesta quinta-feira (16/04), no Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, em São Paulo, a peça Bruto, de Alexandre Dal Farra. O espetáculo, que tem direção de Luiz Fernando Marques, fica em cartaz até 26 de julho e tem no elenco atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

“O ‘bruto’ da encenação está na linguagem, nas emoções não lapidadas, no conflito”, explica Farra. “As pessoas não sabem dialogar, mesmo que tenham opinião para tudo”.

Tendo como base o encontro de 11 jovens com idades entre 20 e 30 anos, “mais para 20 do que para 30”, a peça tem como pano de fundo as manifestações de junho de 2013. “É uma oportunidade de refletir sobre a situação atual, vivemos um tempo de ânimos muito extremados”, diz o autor.

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Cena da peça Bruto: impossibilidade de diálogo e as manifestações de junho de 2013 em debate. Foto: Reprodução Vídeo


Outro destaque é o cenário, que aproveita o Espaço Mezanino do Centro Cultural Fiesp Cardoso, no prédio da Fiesp e do Sesi-SP, em sua totalidade, com a visão da Paulista. O endereço, um dos mais famosos da maior metrópole brasileira, acaba sendo incorporado ao cenário. “Brincamos que as sessões das sextas-feiras, quando a avenida ferve, serão as mais animadas”, afirma o diretor Luiz Fernando Marques.

Segundo Marques, o local da encenação foi esvaziado para permitir seu melhor uso, com todas as atenções voltadas para os diálogos, para os conflitos dos personagens. “Tiramos tudo e deixamos o espaço o mais próximo possível do projeto do Paulo Mendes da Rocha”, disse ele numa alusão ao arquiteto responsável pela área, que ganhou o formato atual em reforma na década de 1990.

Espontaneidade  

O desempenho dos atores do Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP foi elogiado pelo autor de Bruto. “Essa é a primeira peça que eu monto com a estrutura do Sesi”, diz Farra. “A aceitação do trabalho pelo elenco, que veio todo o Núcleo, foi muito boa”.

Para ele, a espontaneidade desses profissionais do palco é um dos destaques do espetáculo. “Não são pessoas amarradas à técnica tradicional”, afirma.

Criado em 2001, o Núcleo Experimental de Artes Cênicas do Sesi-SP é um programa de aprimoramento artístico para jovens atores. As atividades do projeto, coordenado pela atriz Miriam Rinaldi, envolvem aulas, encontros e oficinas.

Serviço

Bruto

Local: Espaço Mezanino – Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso – Avenida Paulista 1313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô

Quando: De 16 de abril a 26 de julho (Quinta a sábado, às 20h30. Domingo, às 19h30)

Classificação Indicativa: 16 anos

Duração: 100 minutos

Capacidade: 44 lugares

Maldito Benefício ganha sessão extra neste domingo

Agência Indusnet Fiesp, 

Com texto de Leonardo Cortez e direção de Marcelo Lazzaratto, a peça Maldito Benefício, uma produção do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), ganhará uma sessão extra em seu último dia de exibição, neste domingo (22/3).

Maldito Benefício retornou aos palcos no começo do mês, com sessões gratuitas às 20h30 no Espaço Mezanino do Sesi-SP. Excepcionalmente neste domingo, o espetáculo será apresentado em uma sessão extra às 17h30. Os ingressos podem ser retirados no dia apresentação, na bilheteria do Teatro Sesi-SP.

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Leonardo Cortez em Maldito Benefício. Foto: Divulgação/Fiesp

A tragicomédia propõe uma reflexão sobre a realidade familiar brasileira contemporânea, buscando um diálogo mais direto com o público.

Na trama, Ricardo Côrte Real vive o Seu Nelson, um velho aposentado que recebe um comunicado da Previdência Social anunciando a concessão de um benefício que poderá solucionar todos os problemas financeiros de seu filho taxista (Leonardo Cortez). Mas sua doença terminal pode impedir, no entanto, o acesso ao dinheiro, o que desencadeia nos membros da família uma série de comportamentos moralmente reprováveis.

Clique aqui e saiba mais sobre o espetáculo Maldito Benefício.

‘O Homem de La Mancha’ é eleito melhor musical no Prêmio Aplauso Brasil

Agência Indusnet Fiesp

O espetáculo “O Homem de La Mancha” foi eleito o melhor musical de 2014 pela votação promovida no site Aplauso Brasil, especializado em teatro. A peça foi escolhida a melhor do ano por 31% do público, que votou pela internet.

O “Homem de La Mancha” faz parte Projeto do Sesi-SP em Teatro Musical, que, além dos espetáculos como “A Madrinha Embriagada”, abre oficinas  de vivência e curso de formação de atores em Teatro Musical. As oficinas proporcionam acesso à linguagem do teatro musical para os alunos da rede Sesi-SP de ensino, complementando seu desenvolvimento cognitivo e motor. Já o curso, implantado em março de 2014, tem duração de três anos com a finalidade de formar atores para o mercado com aulas de canto, dança e interpretação.

A segunda temporada do musical entra em cartaz no dia 14 de janeiro, no Teatro do Sesi-SP.

‘O Gigante Egoísta’ é premiado pelo Projeto São Paulo de Incentivo ao Teatro

Agência Indusnet Fiesp

O espetáculo infantil “O Giganta Egoísta” ficou entre os maiores premiados do Projeto São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem (antigo Prêmio Femsa). A peça ganhou três troféus, nas categorias Autor de Texto Adaptado (Gustavo Bicalho), Iluminação (Jorginho de Carvalho) e Trilha Sonora (Gustavo Bicalho).

Montagem inédita do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), levada aos palcos de várias unidades, “O Gigante Egoísta” é uma adaptação de um conto de Oscar Wilde, feito pela Artesanal Cia. de Teatro do Rio de Janeiro, com bonecos de manipulação e máscaras teatrais.

Em homenagem a Fauzi Arap, Sesi-SP apresenta suas peças no Centro Cultural Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Durante os meses de dezembro, janeiro e fevereiro, os palcos do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso vão receber peças de um dos mais importantes dramaturgos e encenadores do teatro brasileiro: Fauzi Arap. Em um projeto com idealização de Denise Fraga, Nilton Bicudo, Elias Andreato, José Maria e Fábio Atui, além da curadoria de Aimar Labaki, serão apresentadas três leituras e três montagens de espetáculos de Arap.

Na programação, a montagem e estreia do último texto dramatúrgico do autor (“A Graça do fim”, apresentações de outras duas obras de destaque de sua produção artística (“Chorinho” e “Coisa de Louco”) e leituras dramáticas de textos emblemáticos de sua dramaturgia visceral e poética (“Às margens do Ipiranga”, “Mocinhos Bandidos” e “O mundo é um moinho”).

“Somos todos um pouco filhos de Fauzi Arap. Alguns diretamente o tivemos como mestre, amigo, diretor. Outros, como espectadores e leitores, por ser sua obra daquelas que mais do que marcar, impregnam. De uma forma ou de outra, não se passa incólume por ele”, afirma Aimar Labaki, curador do projeto.

“Publicar, produzir, dirigir, dizer as palavras de Fauzi é uma forma de preservar sua memória e divulgar sua obra, mas também é uma maneira de prolongar a convivência e o aprendizado com essa figura central da cultura brasileira da segunda metade do século XX e de nossas vidas.

Denise Fraga, que foi uma das idealizadoras do projeto e esteve no elenco de “Chorinho”, apresentado nesta segunda-feira (01/12), conta que, até hoje, lembra das orientações do dramaturgo. “Trabalhei com Fauzi pela primeira vez em 1996. Desde então nunca mais fiz uma peça, um filme ou encarei qualquer personagem sem me lembrar do que ouvi dele”, diz.

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Denise Fraga (no fundo), em cena com o espetáculo "Chorinho", no Centro Cultural Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Às vezes, estou em cena e o sinto, como que soprando em meu ouvido: ‘Inventa uma loucura interpretativa qualquer! O teatro não pode ser banal! Não me obedeça! Se aproprie!’. Fauzi era um mestre e me sinto privilegiada pelas tantas vezes que sentei naquele escritório. ‘Mergulhe! Viva! Não se esqueça da alegria de representar! Use a sua insatisfação criativa!’”, lembra a atriz.

Confira a programação completa no site do Sesi Cultura.


Serviço

Homenagem à Fauzi Arap

Data: 1°, 2, 8, 9, 15 e 16 de dezembro e de 30 de janeiro a 22 de fevereiro

Local: Centro Cultural Fiesp

Censura: 12 anos

Entrada gratuita 

Reservas de ingresso on-line pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi

Serão distribuídos ingressos remanescentes uma hora antes do início de cada espetáculo, na bilheteria do Teatro.

‘O Homem de La Mancha’ vence em duas categorias no Prêmio APCA

Agência Indusnet Fiesp

O espetáculo “O Homem de La Mancha”, em cartaz no Teatro do Sesi-SP, venceu as duas categorias no Prêmio da Associação Paulista de Críticos de Artes (APCA), divulgado nesta segunda-feira (01/12). O musical foi eleito melhor espetáculo (ao lado de “Pessoas Perfeitas”) e melhor ator, com o protagonista Cleto Baccic.

É a 59ª do Prêmio da APCA, que premia anualmente as melhores produções do ano e é considerado um dos mais importantes do teatro brasileiro e das artes em geral. A cerimônia de premiação será realizada no começo de 2015, mas a data ainda não foi definida.