Guilherme Sant’Anna e a lucidez de ser o Governador em ‘O Homem de La Mancha’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

São mais de sete quilos de figurino, fora a responsabilidade de interpretar um dos personagens mais importantes do musical “O Homem de La Mancha”. Mesmo assim, participar da montagem no papel de Governador está bem longe de ser um fardo para o ator Guilherme Sant’Anna.

“O espetáculo tem uma mensagem muito positiva. Ao contrário do que acontece com algumas peças, que até prestam um desserviço, essa faz refletir, pensar, instiga as pessoas e resgata valores. É um presente para quem faz e para quem assiste”, declara o melhor ator de 2005 segundo prêmio da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) por seu trabalho em “A Mandrágora” (2004-08).

Guilherme Sant'Anna: “Procurei compor o personagem com uma certa lucidez e, de repente, ele revira os olhos e entra ‘numa’”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

“É um trabalho muito prazeroso, pela maneira que o Miguel [Falabella] conduziu e como o elenco foi escolhido. Tem uma química boa entre as pessoas. A gente troca muito durante os ensaios. Durante a peça, sente uma energia e uma sintonia entre as pessoas. Tanto que no final o público se emociona bastante.”

O convite para participar do musical veio de pessoas envolvidas com o projeto de Teatro Musical do Sesi-SP, que já conheciam o trabalho de Sant’Anna, que atua desde 1982, como diretor e preparador de atores em teatro e televisão.

“Cleto Baccic e Saulo Vasconcelos foram meus alunos. E quando sugeriram meu nome, Miguel Falabella ficou agradavelmente surpreso porque começamos no teatro juntos”, relembra o ator formado em Artes Cênicas e Pós-Graduado em Arte Integrativa.
“Com a oportunidade de nos encontrarmos e fazermos um trabalho desse porte, ele ficou felicíssimo. E foi um reencontro muito emocionante.”

Ao saber que Arthur Bispo do Rosário (1911-1989) era a inspiração para o Governador recriado por Falabella, o ator partiu para a pesquisa. “Fui ler tudo que eu conseguia a respeito do Bispo, livros, teses, análises psicológicas”, diz Sant’Anna, que usou muitos elementos da pesquisa na construção do personagem.

“Com a genialidade e a loucura caminhando juntas, o Bispo mandava mais do que os médicos na Colônia Juliano Moreira [no Rio de Janeiro]. Ele era respeitadíssimo e muito ensandecido. Para produzir sua obra, era inspirado por um estado alterado da mente. Procurei compor o personagem com uma certa lucidez e, de repente, ele revira os olhos e entra ‘numa’”, explica.

Além dos paradoxos de gênio e louco, Bispo carregava também a agressividade e sensibilidade. “Procurei não fazê-lo agressivo, mesmo sabendo que ele foi marinheiro e boxeur. Ele tem uma firmeza, mas também uma amorosidade, uma sensibilidade, que aparecem em sua obra.”

Preparação

Guilherme Sant'Anna: uma das funções do teatro é estimular as pessoas a procurar, ampliar seus horizontes e sensibilizar. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Antes de entrar no palco, o ator investe em preparação de voz e corporal. “Tenho procurado reforçar a parte escapular, porque o manto que eu uso pesa sete quilos. E ele vem em cima de um fardão, de uma camisa e de uma camiseta, para não suar direto no figurino. Isso estimula meu corpo a agir de uma outra forma e ter força para sustentar tudo aquilo. É uma responsabilidade física e moral, sustentar uma imagem de poder com essa traquitana toda.”

Entre as suas cenas preferidas do espetáculo estão as com a personagem de Sara Sarres, a Aldonza/Dulcineia. “Tenho um carinho especial por uma que eu faço com a Aldonza, que ela canta uma música perguntando “o que ele viu em mim?” e eu tiro ela do chão, mostrando que ela é alguém. Para mim, é algo muito forte”, conta ele, que cita ainda uma cena que seu personagem não aparece.

“Acho lindo quando a Aldonza diz para o Dom Quixote “olha pra mim, homem!” e ele responde “eu já tenho você no meu coração”. Porque é mais importante a imagem que ele tem dela do que a realidade. Ele não precisa olhar para ela para saber quem ela é, porque é mais interessante a ilusão.”

Ampliando horizontes

Para Sant’Anna, o texto é o grande diferencial de “O Homem de La Mancha”.

“É muito bom poder levar Cervantes, que o clássico dos clássicos, para um público que não tem essa condição. Muitas pessoas me dizem que nunca leram Dom Quixote e depois da peça foram buscar o livro. Essa é uma das funções do teatro: estimular as pessoas a procurar, ampliar seus horizontes e sensibilizar a partir daquilo.”

O ator destaca ainda o fato de o espetáculo ser oferecido gratuitamente. “É mentira dizer que as pessoas só gostam do que passa na televisão. Toda vez que você oferece coisas boas de forma acessível, o público assimila e quer mais”, argumenta.

“O Sesi-SP desde sempre forma público, ao oferecer espetáculos gratuitos. Quantas pessoas já não passaram por aqui nos 50 anos de teatro e tiveram a oportunidade de ver um espetáculo? É um privilégio estar aqui mais uma vez, com um espetáculo como esse.”

Sara Sarres e a beleza de ser Dulcineia em ‘O Homem de La Mancha’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Quando soube que seria uma das protagonistas de “O Homem de La Mancha”, espetáculo em cartaz no Centro Cultural Fiesp até 21 de dezembro, Sara Sarres se viu diante de um ponto de inflexão. “Há muito tempo eu não fazia um drama”, explica a atriz.

De fato, Sara vinha de uma sequência de três comédias (“A Família Adams”, “Shrek” e “A Madrinha Embriagada”) e sua participação em musicais como “Les Misérables”ou “West Side Story”, segundo ela, tinha um grau de exigência, como atriz, inferior ao do papel que assumiria nesse clássico baseado na obra de Miguel de Cervantes.

“Não tinha tanto texto, não tinha tanta explosão de emoção”, compara.

Sara Sarres: “O texto traz coisas tão lindas. A gente chega num momento da vida em que, de repente, volta a falar de sonhos, de possibilidades, de sonhos impossíveis, de ética, de amor.” Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Para compor não uma, mas duas personagens (Aldonza/Dulcineia), ela precisou estudar. “Tive que resgatar em Stanislavski, nas coisas que eu estudei, voltar aos livros, às referências.”

Isso porque, diz Sara, é impossível um ator limitar-se à técnica em um texto como o da adaptação de Miguel Falabella para o original de Dale Wasserman. “Tem que buscar a verdade. Tenho como meta buscar a verdade e sair da forma em qualquer trabalho, seja drama, seja comédia ou qualquer gênero. Mas isso foi muito mais exigido pelo Miguel [Falabella, também diretor do espetáculo]. A gente não podia dar uma frase que saísse um pouco dura ou que saísse um pouco calculada. Ele batia a mão e parava. ‘Quero verdade, me tragam verdade. Leiam o texto, vão pra casa, estudem’ [narra ela com a voz do diretor]. E isso foi muito bom. Porque foi um motor para todos. E isso se reflete e toca o público de uma forma diferente.”

Atriz vive Aldonza no manicômio. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Além do trabalho com Falabella, Sara pesquisou muito. “Eu gosto de mergulhar, de ver tudo que já foi feito, até porque sou muito fã de musical”, confessa. “Ator tem que estar sempre se reciclando. E como um ator se recicla? Assistindo. Então, gosto de assistir tudo: todas as versões, todas as montagens, gravações que já fizeram. Acho que tudo constrói, tudo contribui para o que você vai tentar buscar de melhor.”

E o melhor é um espetáculo que vem lotando o Teatro do Sesi-SP ao contar a história de Alonso Quijana (Cleto Baccic), que chega a um manicômio brasileiro nos anos 30 apresentando-se como Miguel de Cervantes, poeta, ator de teatro e coletor de impostos. Ele é abordado pelo Governador (Bispo do Rosário), que comanda os internos do hospital. Para dar a Cervantes a oportunidade de reaver um manuscrito tomado pelos internos, o Governador instala um julgamento. Cervantes organiza sua defesa convidando os loucos a encenarem com ele uma peça de teatro em que encarna o cavaleiro errante Dom Quixote. É aí que conhece Dulcineia (Sara Sarres), como ele vê a sofrida e amargurada prostituta chamada Aldonza.

Sara Sarres: Aldonza não acha possível que um homem, o personagem de Cleto Baccic, seja capaz de amá-la como ela é. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Para reforçar a caracterização, Sara usa recursos distintos em seu canto . “Tentei imprimir na Aldonza/Dulcinéia, musicalmente, essa dualidade. Então, enquanto ela se sente Aldonza, canta de um jeito; quando se transforma e se aceita Dulcineia daquele homem, ela canta de outro. E as pessoas têm notado isso.”

Mas o que mais chama sua atenção no texto é a possibilidade de falar de sonhos impossíveis.

“O texto traz coisas tão lindas. A gente chega num momento da vida em que, de repente, volta a falar de sonhos, de possibilidades, de sonhos impossíveis, de ética, de amor. Ele tem mensagens muito fortes e muito bonitas. Acho que isso acaba tocando – não só a mim, mas a todo o elenco – de buscar essa transformação, de acreditar mais que é possível sonhar. Que, sim, que as coisas, por mais difíceis que pareçam, podem acontecer. Por que não? Sonhar é só primeiro passo. Eu acho que estou carregando esse lema comigo um pouquinho.”

No camarim de Sara Sarres, imagens de Paulo Autran e Bibi Ferreira extraídas de uma revista dos anos 70. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

O amor quixotesco por Dulcineia, na visão de Sara, tem um simbolismo que permanece válido. “Ela reluta muito que ela pode ser amada. A mulher contemporânea sofre um pouco isso também, a busca do amor verdadeiro, de se sentir amada, de se sentir querida. Hoje é tudo tão efêmero, com a velocidade das redes sociais, a informalidade… Não existe mais o galanteio, não existe mais o romantismo”, observa. “E é bonito isso: como ela reluta, como ela não acha possível que um homem seja capaz de olhar para ela e ver beleza, juventude, inocência e amá-la como ela é. Ela se pergunta o porquê. E acho que hoje a gente também passa um pouco por isso. É bem atual do universo feminino.”

Viver na pele um ícone da literatura é um presentão, considera a atriz. Sobretudo por ter sido um papel de um dos grandes nomes do teatro brasileiro, Bibi Ferreira. “Fiz uma pesquisa enorme da Bibi, queria ouvir a voz dela”, revela a atriz, que em seu camarim tem algumas fotos da diva recortadas de uma edição da finada revista Manchete, ainda da época da montagem anterior de “O Homem de La Mancha” (1972) estrelada por Bibi e Paulo Autran.

Ao conversar com a reportagem, que tinha assistido a uma das primeiras exibições do musical, Sara incentiva uma segunda conferida. “O espetáculo sempre amadurece. Ele é orgânico, vivo. Teatro é vivo. Cada dia é um dia, cada sessão é uma sessão, cada público é um público e a troca com o público existe, além da troca entre os atores. Toda semana temos uma reunião para apontamentos em que ele [o diretor cênico associado Floriano Nogueira] fala: ‘Isso está bom, isso está caindo a energia, isso está crescendo demais, segurem a onda…’ Esses temperinhos, a cada semana, vão mudando. É interessante. Como fã de teatro musical, gosto de assistir às minhas peças favoritas na estreia, no meio da temporada e no fim. E normalmente eu sempre observo grandes mudanças.”

Sara Sarres: Miguel Falabella não quis atuação meramente técnica. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

O imenso sucesso no Teatro do Sesi-SP tem como consequência o aumento do assédio do público, ansioso por cumprimentar o elenco ao final de cada sessão – um simples aperto de mão, abraços, elogios e os onipresentes selfies. “Normalmente, em teatro musical, você fica tão caracterizado que, quando você sai do teatro, não existe muito desse reconhecimento. Mas as pessoas ficam esperando porque já assistiram várias vezes. E a gente fica muito feliz.”

Mas nada se compara à alegria dos atores com a reação de crianças e adolescentes nas sessões escolares – normalmente realizadas às quintas e sextas no horário da tarde. “É engraçado porque ao final do espetáculo eles têm uma explosão de aplausos completamente diferente. A grande maioria está vendo teatro musical pela primeira vez. É uma explosão que arrepia.”

Serviço

“O Homem De La Mancha”

Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista

Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

Jorge Maya e a coincidência de reviver um mito em ‘O Homem de La Mancha’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Para construir o seu Sancho Pança, personagem que interpreta no musical “O Homem de La Mancha”, Jorge Maya preferiu não ver outras montagens. “Não gosto de ver para que não me contamine e não enrijeça o que está sendo proposto”, conta.

Sua opção foi elaborar o personagem com os companheiros de palco, com a direção musical e geral e ouvindo o feedback de quem acompanhou os ensaios. “Gosto de estar com a cabeça completamente aberta para pode ir construindo.”

Jorge Maya (à direita), fiel escudeiro do protagonista Cleto Baccic (Dom Quixote/Miguel de Cervantes). Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Mas ele não nega que Grande Otelo – responsável pelo Sancho da outra montagem brasileira (1972/74) – teve influência em sua carreira.

“Já fiz muitos personagens que o Grande Otelo fez. No espetáculo ‘Teatro Brasileiro 2’, além de vários personagens que o Otelo já tinha feito durante a carreira toda, eu interpretava o próprio Otelo no Cassino da Urca”, lembra Maya.

E então veio o convite para o espetáculo em cartaz no Teatro do Serviço Social da Indústria de São Paulo, o Teatro do Sesi-SP. “São as coincidências que não acho tão coincidências assim. Meu temperamento de ator tem muito a ver com o Otelo mesmo. E assim também presto uma homenagem a esse ator extraordinário.”

O convite veio do diretor do espetáculo, Miguel Falabella. Carioca, Maya viajou para São Paulo, onde fez a audição e “ganhou” o Sancho Pança.

“Tinha acabado de gravar a novela ‘Jóia Rara’ na TV Globo e estava com outras perspectivas. Era uma coisa que jamais imaginaria que fosse acontecer nesse momento. Mas considero esse trabalho um presente”, declara o ator, que já havia trabalhado com Falabella em duas novelas e no espetáculo “Gaiola das Loucas”.

“Confio muito no que ele pode extrair de mim.”

Jorge Maya: mais um personagem vivido por Grande Otelo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Fonoaudiólogo, preparador vocal e professor de canto, Jorge Maya é um fã de teatro musical. “É um gênero maravilhoso. Tem tudo a ver com o brasileiro, porque somos um povo extremamente musical. Todas as nossas comemorações, nossas festividades, estão permeadas pela música”, afirma ele, que elogiou a iniciativa do Sesi-SP.

“O teatro musical está crescendo muito e precisando capacitar mais profissionais. Por isso, o grande mérito desse projeto é que ‘O Homem de La Mancha’ não é só uma peça para mostrarmos nosso valor artístico. É um projeto que embarca a formação de novos atores, com a escola profissionalizante, e de novos públicos”, diz.

“É um projeto de grande relevância e uma oportunidade maravilhosa. Estou muito feliz por fazer parte disso.”

Maya também destacou a participação do público para os momentos de emoção do espetáculo. “A gente vê pessoas muito emocionadas, agradecidas por estar aqui. Fico impressionado com a energia que eles passam pra gente.”

“É incrível poder mostrar um espetáculo dessa qualidade para todas as pessoas. Isso é um marco, uma coisa que nunca vivi na minha carreira. Fazer um trabalho com essa equipe, em um padrão altíssimo e de graça é maravilhoso.”

Momento em que personagem vivido por Cleto Baccic apresenta-se como Miguel de Cervantes, na companhia de seu criado, Sancho. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Para ele, o texto de Cervantes é o que traz a maior emoção para quem assiste. “O teatro tem como tradição ser uma arte transformadora. E esse texto representa isso na sua forma total, porque é muito emocionante e muito oportuno para o que estamos vivendo hoje, um mundo que precisa reavaliar os valores.”

O ator também fala da discussão do conceito de loucura que o espetáculo propõe. Um dos momentos mais emocionantes do espetáculo, para Maya, é a parte final. “No quarto final, fico bem emocionado, porque começam a ser ditas coisas que têm a ver com o que eu penso e me questiono. Do momento em que o Quixote pergunta ao Duque: ‘o que é a loucura?’ até o fim, é muito emblemático para mim.”

“Estamos vivendo uma grande loucura. Sabemos que não podemos mais desequilibrar a natureza, mas as pessoas continuam. A corrupção é um alicerce da nossa cultura. Então, o que é a loucura? O que é ser ‘são’? É sobre isso que o espetáculo fala. Por isso toca tanto o coração das pessoas.”

Na loucura do Quixote, ele tem a companhia fiel de Sancho, que resgata valores importantes como a amizade.

“Ele embarca na mesma viagem do Quixote porque tem o valor da pureza, da amizade, do humanismo. Ele gosta do Quixote sem interesse. As pessoas precisam realmente reaver a vida delas nesse contexto que a gente está vivendo de muita loucura.

Serviço

“O Homem De La Mancha”
Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

Miguel Falabella faz referência a Bispo do Rosário em ‘Homem de La Mancha

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Falabella: com "Homem de la Mancha", diretor faz seu segundo espetáculo no Teatro do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Para montar a versão de “O Homem de La Mancha”, espetáculo que estreia sábado (13/09) no Teatro do Sesi-SP, o diretor Miguel Falabella foi buscar inspiração na história do artista plástico sergipano Arthur Bispo do Rosário (1911-1989).

“Resolvi fazer o ‘Homem de La Mancha’ na Colônia Juliano Moreira, nos anos 1930, com toda a estética do Bispo do Rosário”, explica Falabella ao falar

“Então vai ser toda uma experiência junto com o musical e isso vai ser muito legal”, explica Falabella sobre a nova produção, resultado de uma realização do Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Diagnosticado com esquizofrenia logo que chegou à Colônia, onde ficou por mais de 50 anos, Bispo do Rosário entendia ter uma missão: apresentar o mundo a Deus no dia do Juízo Final. Para isso, dedicou-se a produzir bordados, a mumificar objetos e a construir painéis abstratos com objetos do cotidiano. A obra do artista já foi exibida em dezenas de exposições no país, incluindo mostras em Nova York e Londres.

Para Falabella, o que há de melhor em atuar como diretor em teatro musical é justamente a possibilidade de fazer a sua leitura. “Cada tem sua própria viagem. E quando bem feitas, elas chegam ao coração do público”, conta o ator e diretor.

É o que ele faz na montagem que fica em cartaz até 21 de dezembro no Teatro Sesi-SP. Falabella faz referência a Bispo do Rosário para caracterizar o “Governador” – no texto original um preso da Inquisição que comanda os outros presos.

Na versão, ele comanda outros internos da Colônia Juliano Moreira no final dos anos 30, quando um novo paciente é anunciado para internação e apresenta-se como “Miguel de Cervantes”, poeta, ator de teatro e coletor de impostos, que chega acompanhado de seu criado, Sancho.

Ele é abordado pelo então “Governador”, que, com ajuda do grupo, ataca seus pertences e lhe subtraem suas poucas posses. Cervantes, no entanto, fica preocupado apenas com um manuscrito, que é arremessado entre eles.

Para dar a Cervantes a oportunidade de reaver o objeto, o “Governador “instala um julgamento. E para apresentar sua defesa, Cervantes convida os internos a encenar com ele uma peça de teatro.

Guilherme Sant'Anna vive o Governador, inspirado em Bispo do Rosário. Ao lado, o ator Cleto Baccic encarna Miguel de Cervantes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

O “Homem de La Mancha” faz parte Projeto do Sesi-SP em Teatro Musical, que, além dos espetáculos como “A Madrinha Embriagada” (também dirigido por Miguel Falabella), abre oficinas  de vivência e curso de formação de atores em Teatro Musical. As oficinas proporcionam acesso à linguagem do teatro musical para os alunos da rede Sesi-SP de ensino, complementando seu desenvolvimento cognitivo e motor. Já o curso, implantado em março de 2014, tem duração de três anos com a finalidade de formar atores para o mercado com aulas de canto, dança e interpretação.


Serviço

“O Homem De La Mancha”
Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista
Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

‘O Homem De La Mancha’ comemora os 50 anos do Teatro do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp

O Teatro do Sesi-SP apresenta a partir de 13 de setembro, às 21 horas, o musical O Homem De La Mancha, com versão e direção de Miguel Falabella, texto original de Dale Wasserman, músicas de Mitch Leigh e letras de Joe Darion.O espetáculo é uma produção do Atelier de Cultura e integra a programação especial dos 50 anos do teatro da entidade, um dos marcos culturais da avenida Paulista. Os ingressos são gratuitos.

“Meu Quixote é brasileiro! Assim, a tênue fronteira entre a loucura e o sonho impossível encontra a inspiração ideal na história e na arte de Arthur Bispo do Rosário”, antecipa Falabella sobre sua montagem.

Na sequência de A Madrinha Embriagada (Melhor Musical – Prêmio Aplauso Brasil 2013 e dez indicações ao Prêmio Bibi Ferreira 2014), espetáculo assistido por mais de 150 mil pessoas em temporada de 11 meses, Miguel Falabella oferece uma encenação original e surpreendente, 42 anos após a primeira temporada brasileira de O Homem de La Manchadirigida por Flávio Rangel, em 1972.

Inspiração brasileira

Miguel Falabella inspirou-se em Bispo do Rosário para caracterizar o Governador (no texto original um preso da Inquisição que comanda os outros presos), interpretado por Guilherme Santana (ganhador do prêmio Shell de Melhor Ator em 2012), ambientando a trama de seu O Homem de La Mancha em um manicômio brasileiro do final dos anos 30.

O marinheiro sergipano Bispo do Rosário foi internado na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, em 1938, e lá permaneceu por 50 anos, até sua morte, em 1988. Poucos anos antes, algumas pessoas tiveram acesso à sua arte. Autodidata, jamais se considerou um artista plástico. A primeira exposição de sua obra foi organizada por Lígia Clark, em 1989. Bispo tinha uma missão: apresentar a Deus o mundo e suas coisas, no dia do Juízo Final. Produziu bordados de imagens e de escritos, mumificou objetos com linhas azuis descoloridas, construiu inúmeros painéis de seriação de objetos do cotidiano, em composições abstratas.

Sua obra encontra-se intacta, sob a curadoria do Museu de Arte Contemporânea Arthur Bispo do Rosário, na Colônia Juliano Moreira. Dezenas de exposições no Brasil e no mundo já exibiram sua extensa produção, destacando-se o Gugenhein Museum, de Nova Iorque, o Victoria and Albert Museum, em Londres, a Bienalle di Venezia, na Itália e a Bienal de São Paulo. Seu trabalho, frequentemente comparado a Marcel Duchamp e Andy Warhol, é considerado um dos pilares da arte contemporânea brasileira, e seus traços podem ser observados na produção de diversos artistas plásticos da atualidade.

Sinopse do musical

Um manicômio brasileiro no final dos anos 30. Um paciente é anunciado para internação. Apresenta-se como Miguel de Cervantes, poeta, ator de teatro e coletor de impostos. Chega na companhia de seu criado, Sancho.

Ele é abordado pelo Governador, louco que comanda os internos do hospital.  O grupo ataca seus pertences e lhe subtraem suas poucas posses. Cervantes se preocupa apenas com um manuscrito, que é arremessado entre eles.  Para dar a Cervantes a oportunidade de reaver seu manuscrito, o Governador instala um julgamento.

O Duque faz a acusação. Cervantes organiza sua defesa convidando os loucos a encenarem com ele uma peça de teatro.

É a história de D. Alonso Quijana, um velho fazendeiro aposentado, ávido leitor, desgostoso com os maus-tratos dos homens para com seus semelhantes. Melancólico com as injustiças do mundo e tomado pela loucura, imagina ser D. Quixote Senhor de La Mancha, um Cavaleiro Errante, atrás de aventuras que lhe permitam combater o mal, assistir os indefesos e praticar o bem.

Serviço

O Homem De La Mancha
Local: 
Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista
Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45 minutos
Informações: (11) 3146-7405/7406

Entrada gratuita

Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.

Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.

Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.

Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

Saulo Vasconcelos espera boas surpresas do Curso de Formação em Teatro Musical

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A animação é a de um iniciante. Aliás, talvez seja esse o segredo dos grandes como ele: a capacidade de não perder o encantamento diante dos novos desafios. Pois Saulo Vasconcelos, coordenador de interpretação e teatro do Curso de Formação em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), inaugurado em março, é um entusiasta a respeito do projeto e de sua missão na iniciativa. Para ele, o objetivo é formar artistas que logo mais estarão “brilhando nos melhores musicais”.

E olhe que, de brilho, ele entende. É impossível falar sobre a trajetória dos espetáculos musicais no Brasil nos últimos 15 anos sem destacar a sua participação em produções importantes. Algumas delas: “O Fantasma da Ópera”, “Cats”, “Les Miserables”, “A Bela e a Fera”, “Mamma Mia”, “Priscilla, A Rainha do Deserto” e “A Madrinha Embriagada” (em cartaz até junho no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista).

“Visitamos seis universidades fora do Brasil para conhecer o melhor entre o que é oferecido em formação para teatro musical no mundo e adaptamos à nossa realidade”, explica Vasconcelos.

Vasconcelos: referências internacionais adaptadas à realidade brasileira no curso. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Vasconcelos: referências internacionais adaptadas à realidade brasileira no curso. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Segundo ele, as turmas de alunos foram divididas em grupos menores, com dez participantes cada, para atender melhor os futuros astros e estrelas. Na pauta do curso, aulas de teoria musical, canto e canto coral, entre muitas outras. “Trabalhamos técnica vocal e coral até o último semestre”, diz.

E tudo isso num nível “superior ao que se tem hoje” em termos de formação na área. “Nossos alunos terão cinco horas de aulas por dia, com os melhores professores disponíveis no mercado”, afirma Vasconcelos. “Esperamos surpresas muito boas, ver essas pessoas brilhando nos melhores musicais”.

De acordo com o coordenador de interpretação e teatro do Curso de Formação em Teatro Musical do Sesi-SP, os professores envolvidos no projeto têm liberdade para  trabalhar os conteúdos e fazer as conexões que acharem que faz sentido em suas classes.

Em Brasília

Vasconcelos conta que a sua formação profissional foi baseada no canto e no teatro, sempre fazendo aulas avulsas das duas disciplinas em Brasília, no Distrito Federal, onde nasceu. “Estudava Economia na faculdade e fazia esses cursos à parte”, diz. “Em 15 anos, aprendi bastante e troquei muitas experiências, isso me deu uma boa formação”.

Mesmo assim, afirma ele, “teria feito muita diferença ter participado num curso como esse do Sesi-SP quando eu era mais jovem”.

De encher os olhos

Além da chance de proporcionar boas oportunidades para os futuros talentos dos palcos, o astro dos musicais brasileiros diz que tem orgulho da “estrutura oferecida pelo Sesi-SP aos alunos”. “É de encher os olhos”, diz. “As pessoas chegam lá e se impressionam, querem que o trabalho dê certo”, afirma Vasconcelos, animado como se fosse a primeira vez em que se vê diante de uma estreia.

Inscrições abertas para as audições de ‘O Homem de La Mancha’, nova peça do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) está com inscrições abertas para atores interessados em participar das audições que selecionam o elenco de “Homem de la Mancha”.

O espetáculo, com versão e direção de Miguel Falabella, ficará em cartaz por 16 meses, de 3 de setembro de 2014 a 20 de dezembro de 2015, no Teatro do Sesi-SP, na Av. Paulista.

A montagem faz parte do Projeto Educacional Sesi-SP em Teatro Musical, que tem como uma de suas diretrizes a formação de público para o gênero.

O ensaio do elenco ocorrerá de 16 de junho a 30 de agosto de 2014.

>> Mais informações

Infográfico: Projeto Educacional em Teatro Musical do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp 

Lançado em maio de 2013, o Projeto Educacional em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) cumpriu seus objetivos com a formação da primeira turma do curso profissionalizante na área, em março deste ano.

Confira no infográfico abaixo como o projeto começou e tudo o que o Sesi-SP está produzindo:

Centenas se emocionam ao ver trechos de musicais da Broadway pela primeira vez

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

Giovanna Benavides, 11 anos, estudante de teatro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Giovanna Benavides tem 11 anos, estuda teatro, canto e dança. Acompanhada pela mãe, Lídia Fernandes Benavides, 46 anos, ela chegou por volta das 16h nesta segunda-feira (24/03) ao Teatro do Sesi-SP para assistir ao espetáculo de lançamento do curso de formação de atores em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Assistiu a quase tudo em um espaço na sede da Fiesp reservado, com transmissão simultânea por um telão, mas na última apresentação da noite, conseguiu entrar no teatro. Na saída contou, orgulhosa, o quanto valeu a pena ter passado os últimos minutos na plateia.

“Consegui tirar foto com o Miguel Falabella, ver o final. Quase chorei”, contou Giovanna, ainda eufórica. “A Cláudia Raia é incrível, não tem como explicar o que ela é, eu não consigo falar”, acrescentou.

A mãe, Lídia, contou que ela e a filha acompanham o Sesi-SP pelas redes sociais e, quando souberam da distribuição gratuita de ingressos, apressaram-se para conseguir um lugar. “Chegar aqui e não ter conseguido entrar [no teatro] foi um pouco frustrante, mas minha filha conseguiu entrar no final e ter essa experiência. Isso valeu”, disse.

O estudante Igor de Azevedo, 18 anos, contou que valeu a pena matar aula na escola para conhecer ao vivo trechos de musicais que ele sempre quis conhecer.

“Eu acho importante deixar registrado que cabulei as duas últimas aulas do colégio, você pode ver que ainda estou com uniforme da escola. Para estar aqui, valeu a pena. Isso é muito amor pelo teatro”, garantiu. “Foi maravilhoso. Tinha muito musical que eu não consegui assistir”. Ele elegeu como favorito o trecho de “O Fantasma da Ópera”, interpretado por Sara Sarres e Saulo Vasconcelos. “Não deu para segurar a emoção. Chorei mesmo”.

Igor de Azevedo, 18 anos, e as amigas Isabela Chagas, 17 anos, e Juliana Lucena, 17 anos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Centenas de pessoas assistiram na noite desta segunda-feira a trechos de montagens como “A Bela e a Fera”, “My Fair Lady”, “A Noviça Rebelde”, “Os Miseráveis”, “O Fantasma da Ópera” e outras. O espetáculo de mais de duas horas fez parte do lançamento do primeira turma do curso de formação de atores em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Apresentado pelo ator e diretor Miguel Falabella, o show homenageou o teatro musical com direito a participações de nomes de peso do gênero como Cláudia Raia, Kiara Sasso, Saulo Vasconcelos e Sara Sarres.

Cultura, Brasil e infância

Para a estudante de artes cênicas Luiza Galavotti, 18 anos, a montagem de vários espetáculos em uma única noite foi “sensacional”.  Ela gostou mais da interpretação de uma das canções de “Império”, comédia musical criada e dirigida por Miguel Falabella, no Rio de Janeiro. Com música valorizando as influências históricas do Brasil, a montagem resgata um período no primeiro reinado, nos anos 1820.

“Os espetáculos da Broadway são legais, mas acho que o Brasil também precisa valorizar a sua cultura”, defendeu a estudante. No Teatro do Sesi-SP, Cláudio Galvan interpretou a canção “Lembranças de Debret”.

Com uma bolsa amarela do musical da Broadway  “O Rei Leão”, Jaqueline de Lima, 18 anos, foi uma das primeiras a deixar o teatro no final do espetáculo. Na opinião da estudante, espetáculos como esse democratizam a cultura para os que não tem como pagar para assistir a uma produção musical.

As estudantes Jaqueline de Lima, 18 anos, e Luiza Galavotti, 18 anos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Eventos assim motivam o público a gostar de musical. É muito legal misturar tudo e dar oportunidade às pessoas que não têm condições de pagar para assistir algo assim”, disse a estudante de engenharia química.

A estudante de dança Gabriela Rodrigues Martins, 19 anos, chegou de Minas Gerais a São Paulo há três semanas para estudar. Apesar de assistir pela transmissão simultânea no telão ao lado do teatro, ela afirmou que ganhou a noite.

“Na minha cidade não tem esse tipo de cultura. Então já foi mágico estar aqui sabendo que eles estão ao lado fazendo essas apresentações. Pra mim foi ao vivo”, disse. Para ela, o melhor da noite foi o trecho dos musicais “Elis”, interpretado por Laila Garin, e “Crazy For You”, por Claudia Raia e Jarbas Homem de Mello.

Sesi-SP anuncia nova montagem do musical ‘O Homem de La Mancha’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Miguel Falabella é o diretor da nova montagem do musical 'O Homem de La Mancha', que estreia no dia 03/09, no Teatro do Sesi-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Durante o espetáculo que marcou o início do curso de formação de atores em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), na noite de segunda-feira (24/03), no Teatro do Sesi-SP, o presidente da instituição e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, informou que “O Homem de La Mancha”, musical baseado na obra de Miguel de Cervantes e dirigido por Miguel Falabella, é o novo espetáculo a ser lançado pelo Sesi-SP, com estreia no dia 03 de setembro. A peça entrará em cartaz para substituir “A Madrinha Embriagada”, que encerra a temporada em 29/06.

“Haverá uma nova estreia no dia 03/09, um novo musical: ‘O Homem de La Mancha’. Esta será a oportunidade para mais de 200 mil pessoas assistirem a um musical, em uma das 443 apresentações dos 16 meses em cartaz”, afirmou o presidente ao parabenizar a todos pelo espetáculo da noite. “O curso de formação de atores era um sonho e hoje já é uma realidade. A noite de hoje é inesquecível.”

Depois do sucesso de "A Madrinha Embriagada", presidente da Fiesp e do Sesi-SP anuncia novo musical. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente das entidades lembrou, também, que o Sesi-SP dá a 150 mil pessoas – até o final da temporada – a oportunidade de assistir a um musical gratuitamente ao longo do último ano. “Muitas dessas pessoas nunca tinham tido a oportunidade de assistir a um musical, que não é barato. E o Sesi-SP proporcionou isso”, disse.

O ator e diretor Miguel Falabella mostrou-se animado com a nova parceria. “É uma honra e alegria, no palco do Teatro do Sesi-SP – onde fui tão feliz com ‘A Madrinha Embriagada’ –, montar ‘O Homem de La Mancha’, que é um dos musicais mais bonitos da história dos musicais norte-americanos. Um clássico com grandes canções que todo mundo conhece e já ouviu”, afirmou.

O “O Homem de La Mancha” (no original, Man of La Mancha) é um musical escrito por Dale Wasserman, com música de Mitch Leigh e letras de Joe Darion, baseado em Don Quixote, obra de Miguel de Cervantes. Na Broadway, o musical foi apresentado pela primeira vez em 1965, teve 2.329 apresentações e ganhou cinco prêmios Tony. A canção “The Impossible Dream” tornou-se um clássico, interpretado por nomes como Frank Sinatra e Elvis Presley.

No Brasil, a adaptação da peça estreou em 1972 no Teatro Municipal de Santo André, contando com a participação dos atores Paulo Autran, Bibi Ferreira e Dante Rui nos papéis de Dom Quixote, Dulcinéia e Sancho Pança, respectivamente. A peça, então, foi dirigida por Flávio Rangel, que traduziu o texto ao lado de Paulo Pontes. Chico Buarque de Holanda e Ruy Guerra fizeram a versão adaptada das canções para o português.

Sesi-SP e Fiesp em ações para o início do curso de formação de atores em teatro musical

Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) promove, a partir do meio-dia desta sexta-feira (21/03) a ação “Todo mundo tem um quê de artista”.

A iniciativa, aberta ao público na calçada da sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), celebra o lançamento do curso de formação de atores do Projeto Educacional em Teatro Musical do Sesi-SP – evento que acontece na próxima segunda-feira (24/03), no Teatro do Sesi São Paulo.

A ação está dividida em duas partes. A primeira distribui fotos instantâneas, em papel fotográfico, de quem publicar imagens no canal Instagram com a hashtag #TeatroMusicalemFesta. Os participantes podem levar a lembrança em uma moldura customizada da ação.

A segunda é uma competição no Just Dance, jogo de videogame do Xbox Kinect em que os interessados podem participar de uma disputa por mera diversão.

Os 10 maiores pontuadores de cada dia ganham um ingresso para assistir ao espetáculo de lançamento do curso. Os vencedores serão comunicados por e-mail e deverão comparecer à bilheteria do Teatro do Sesi-SP, com um documento com foto, uma hora antes do show.

A ação termina na segunda-feira (24/03), às 18h.

Serviço
Todo mundo tem um quê de artista
Datas e horários: de 21/03 (sexta-feira) a 23/03 (domingo), das 12h às 20h. No dia 24/03 (segunda-feira), das 12h às 18h.
Local: Edifício-sede da Fiesp (Av. Paulista, 1313 – Cerqueira César – SP – Em frente à estação Trianon-Masp do metrô)

Teatro Musical ganha noite de homenagem inédita na Paulista

Agência Indusnet Fiesp 

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizam, na segunda-feira (24/03) uma aula show comandada pelo ator e diretor Miguel Falabella para apresentar a primeira turma do curso de Formação de Atores em Teatro Musical, no Teatro do Sesi São Paulo, às 20h30. O evento, uma homenagem ao legado do teatro musical brasileiro, reunirá protagonistas de musicais que marcaram época e de produções em cartaz no Brasil. Os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada, a partir das 19h30, na bilheteria do Teatro do Sesi-SP, no dia do evento (24/3).

Durante o show, estarão atuando no mesmo palco Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello (Crazy For You), Laila Garin (Elis A Musical), Emílio Dantas (Cazuza), Danilo de Moura (Tim Maia), Saulo Vasconcelos (A Bela e a Fera), Sara Sarres (O Fantasma da Ópera), Kiara Sasso (A Noviça Rebelde), Paula Capovilla (Evita), Ester Elias e Marcos Tumura (Les Misérables), Amanda Acosta (My Fair Lady), Rachel Ripani, Andrezza Massei (Mamma Mia!), Cleto Baccic (Cats), Bianca Tadini (West Side Story), Cláudio Galvan (Império), Paula Capovilla (Evita) e o elenco de “A Madrinha Embriagada”.

Curso de Formação de Atores em Teatro Musical

Inédito no Brasil, o curso de formação de atores irá beneficiar a indústria brasileira de entretenimento por meio da formação de atores. O objetivo da iniciativa é combinar o desenvolvimento do potencial criativo dos alunos da rede Sesi de ensino, a capacitação profissional de atores e a formação de plateia para espetáculos de teatro musical.

Com o programa, o Sesi-SP alcança sua terceira meta no Projeto Educacional em Teatro Musical, iniciado em meados do ano passado.  Em agosto de 2013, a entidade apresentou o espetáculo gratuito “A Madrinha Embriagada” – já assistido por mais de 100 mil pessoas e em cartaz até junho de 2014 – e, semestralmente, oferece 390 vagas em oficinas de vivência em teatro musical em duas unidades da capital (Vila Leopoldina e A.E. Carvalho) e em Campinas, São Caetano e São José dos Campos.

Ao todo, são duas turmas, pela manhã e à tarde, com 32 alunos cada. O curso tem o objetivo de formar atores especializados em teatro musical, com habilidades de canto, dança e interpretação.

O programa tem como coordenador geral, Cleto Baccic, ao lado dos coordenadores de área (maestro Carlos Bauzys, música; Sara Sarres, canto; Vivian Albuquerque, corporal; Saulo Vasconcelos, interpretação; e Christina Trevisan, coordenadora pedagógica).

Programa do show

Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello – Crazy for you
Emílio Dantas – Cazuza pro dia nascer feliz, o musical
Sara Sarres – 
O Fantasma da Ópera
Saulo Vasconcelos – A Bela e a Fera
Bianca Tadini – West Side Story
Rachel Ripani e Andrezza Massei – Mamma Mia!
Cláudio Galvan – Império
Laila Garin – Elis, A Musical
Danilo de Moura – Tim Maia – Vale Tudo
Kiara Sasso – A Noviça Rebelde
Ester Elias e Marcos Tumura – Les Misérables
Amanda Costa – My Fair Lady
Cleto Baccic – Cats
Paula Capovilla – Evita


Serviço

Aula show com Miguel Falabella e homenagem ao Teatro Musical
Data e horário: 24 de março, segunda-feira, às 20h30
Local: Teatro do Sesi São Paulo e Espaço Fiesp I (Av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)
Classificação etária: 10 anos
Duração: aproximadamente 1h50

Entrada gratuita (os ingressos serão distribuídos por ordem de chegada, a partir das 19h30, no dia do evento).

Cleto Baccic: emoção com o 1º curso técnico para atores de Teatro Musical do Brasil

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Pura emoção. Assim é o ator e produtor cultural Cleto Baccic. Na pele do gato roqueiro Rum Tum Tugger, no musical “Cats”, do romântico Harry Bright, de “Mamma Mia!” e do amante argentino Adolpho em “A Madrinha Embriagada”, ele arranca suspiros do público. O sucesso se justifica, já que Baccic não nega a sua grande paixão: o teatro musical.

Em outro palco, durante o lançamento do Projeto Educacional em Teatro Musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), em maio de 2013, ele também emocionou a plateia ao compartilhar o seu sonho: “Sonhar é elevar o intelecto humano e agir pelo bem das pessoas. O sonho que hoje compartilho com vocês é um ato de amor ao teatro brasileiro e uma ação de responsabilidade social”.

Baccic: ato de amor ao teatro brasileiro e uma ação de responsabilidade social. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Baccic: ato de amor ao teatro brasileiro e uma ação de responsabilidade social. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Quase um ano depois de iniciado o projeto, com as aulas inauguradas nesta segunda-feira (10/03), ele fala, em entrevista exclusiva ao portal da Fiesp, sobre o importante momento vivido pelo teatro musical brasileiro:  o Brasil é o terceiro país produtor de espetáculos do gênero. E ainda sobre a sua imensa alegria por ajudar a criar o que ele considera ser “o primeiro Curso Técnico de Atuação em Teatro Musical no Brasil”.

Veja, a seguir, a entrevista na íntegra:


De onde surgiu o desejo de criar o Curso Técnico de Atuação em Teatro Musical com o Sesi-SP?

Cleto Baccic – Era um sonho antigo. Há alguns anos eu havia criado um programa de formação complementar para os alunos de uma escola pública em Severínia, no interior do estado de São Paulo, mas o projeto acabou não saindo do papel.

Esse sonho começou a tornar-se realidade quando encontrei o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, uma pessoa que, como eu, acredita que só por meio da educação e da promoção da cultura é possível fazer um país melhor para todos.  Daí surgiu a possibilidade de desenvolver algo específico para o Sesi-SP, o projeto tomou maior proporção e pude dar asas à minha imaginação.

E a ideia inicial já era esse Curso com ênfase profissionalizante?

Cleto Baccic – Em princípio, eu imaginei que, a partir do programa de formação complementar, poderíamos criar as Oficinas de Vivência em Teatro Musical do Sesi-SP. Mas isso não era tudo. Faltava um curso técnico que formasse atores completos, artistas que pudessem corresponder à demanda de mercado.

Vale lembrar que, com muito orgulho, somos, hoje, o terceiro país produtor de espetáculos musicais. Com isso veio a ideia de elaborar o Curso Técnico de Atuação em Teatro Musical do Sesi-SP.

Em termos de público de espetáculos musicais ainda temos muito a caminhar, correto?

Cleto Baccic – Sim. E esse foi outro aspecto importante que não poderia ficar de fora do projeto para o Sesi. O objetivo também era criar políticas de acesso a espetáculos de teatro musical para a população menos favorecida. Assim, inserimos a montagem do musical “A Madrinha Embriagada”, que hoje já distribuiu mais de 92 mil ingressos gratuitos.

E qual foi o seu principal desafio para montar esse curso de formação específica para Teatro Musical?

Cleto Baccic – Na realidade, foram muitos os desafios, mas, graças à minha equipe, que trabalhou firmemente nos últimos 18 meses, concluímos cada etapa com muita satisfação.

O primeiro deles foi a total falta de referência sobre o que seria adequado às necessidades dos alunos brasileiros. Para nós não seria interessante copiar algum currículo estrangeiro e achar que serviria a nossa realidade.

Partimos para a pesquisa de campo na qual mais de 50 profissionais brasileiros de destaque no mercado foram entrevistados entre produtores, maestros, diretores, atores, bailarinos e cantores.

Vocês tiveram também alguma inspiração ou fizeram pesquisas nos grandes centros de referência internacional?

Cleto Baccic – Sim, claro. Parte da minha equipe foi para os Estados Unidos e para o Reino Unido para a pesquisa in loco. Visitamos cinco universidades norte-americanas e duas britânicas.

Mas, é importante que se diga que o Sesi-SP está lançando o “primeiro” Curso Técnico de Atuação em Teatro Musical aqui no Brasil!  Isso porque o que encontramos em outras instituições de ensino são cursos livres ou técnicos em artes cênicas onde, eventualmente, se aprende algumas cadeiras relativas ao teatro musical.

No processo de construção do curso, você conseguiu reunir cinco experts de áreas diversas do teatro musical. Como você destacaria a contribuição de cada um deles?

Cleto Baccic – Tenho um super time! Esse projeto não aconteceria sem o empenho de cada um deles. Todos são mesmo experts em suas áreas. O maestro Bauzys tem larga experiência educacional e já dirigiu mais de dez musicais no Brasil. A Chris Trevisan é diretora de teatro e acadêmica com experiência em formatação de currículo de pós-graduação em artes cênicas. A Vivian Albuquerque tem sólida formação acadêmica e extensa prática educacional em dança. Saulo Vasconcelos e Sara Sarres são as duas maiores referências do teatro musical brasileiro, com larga experiência educacional em teatro e técnicas de canto.

O curso é de nível técnico e, obviamente, direcionado aos adultos. Você pode falar um pouco dessa escolha de formato e público?

Cleto Baccic – É preciso dizer que temos alunos de 18 a 50 anos em sala de aula, o que, para nós, é muito gratificante.  Por tratar-se de um curso de nível médio e por não querermos restringir o limite de idade, optamos por alunos maiores de 18 anos.

Eu creio que o currículo entregue ao Sesi-SP poderia ser diluído em quatro anos e se transformar em curso superior. Ele está adensado em três anos, com enorme riqueza e rigor de conteúdo pedagógico.

Baccic em cena como Adolpho em "A Madrinha Embriagada": paixão e reconhecimento. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Baccic como Adolpho em "A Madrinha Embriagada": paixão e reconhecimento. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

A carga horária é bem intensa e exigirá muito dos alunos e também dos professores. Você poderia nos dar uma visão de que tipo de aulas/professores os alunos terão?

Cleto Baccic – Eles terão aulas de segunda a sexta em dois períodos. Quanto às aulas, a nossa grade curricular contempla desde danças brasileiras até história do teatro clássico. Nossos professores são verdadeiros especialistas em suas áreas, todos foram indicados por minha equipe e submetidos aos crivos da Casa.

Os alunos que passarem por essa formação estarão aptos a desempenhar que tipo de atividade profissional e em quais áreas do mercado das artes ou do entretenimento?

Cleto Baccic –Como disse anteriormente, a nossa preocupação é com a formação do ator completo. Quanto mais recursos o ator oferece ao seu diretor é melhor, porque, assim, mais chances ele terá de conseguir uma colocação no mercado.

Na verdade, esperamos moldar o futuro do teatro musical brasileiro em uma nova etapa, na qual atores com formação mais estruturada estarão à disposição das produções.

E qual a sua expectativa pessoal quanto ao futuro desses alunos e desse curso?

Cleto Baccic – Nossa, me sinto como um pai que torce pelo crescimento do filho e pelo seu desenvolvimento profissional.

Mas, com todos os recursos oferecidos pelo curso, espero que eles saibam aproveitar essa oportunidade e que em breve possamos dividir a cena juntos!

Cumprindo meta, Sesi-SP dá início ao curso de formação de atores em teatro musical

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Esta segunda-feira (10/03) foi dia de começar a realizar sonhos no Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Com a primeira aula do curso profissionalizante de Teatro Musical, realizado na unidade da Vila Leopoldina, na capital, o Sesi-SP alcança sua terceira meta na área depois do lançamento do espetáculo gratuito “A Madrinha Embriagada” e do oferecimento de oficinas de Teatro Musical.

Os alunos do curso profissionalizante de Teatro Musical do Sesi-SP: dedicação. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

Os alunos do curso profissionalizante de Teatro Musical do Sesi-SP: dedicação. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

 

Ao todo, são duas turmas, pela manhã e à tarde, com 32 alunos cada. O curso tem duração de três anos, com o objetivo de formar atores especializados em teatro musical, com habilidades de canto, dança e interpretação.

Apesar da emoção da “estreia”, o profissionalismo não ficou de lado no primeiro dia de aula. O coordenador administrativo do curso, Cleto Baccic, começou o dia exigindo pontualidade e dedicação dos alunos. Ao lado dos coordenadores de área (maestro Carlos Bauzys; música; Sara Sarres; canto, Vivian Albuquerque, corporal; Saulo Vasconcelos, interpretação; e Christina Trevisan, coordenadora pedagógica), Cleto falou sobre a seriedade de um curso profissionalizante.

“Tenho muito orgulho de todos vocês que estão aqui, que foram selecionados com cuidado para fazer esse curso, mas agora é preciso profissionalismo e dedicação de cada um”, disse Baccic, que falou sobre horário, assiduidade e uso de material escolar.

Depois das explicações iniciais sobre o funcionamento do curso, os alunos foram para a primeira aula: danças brasileiras. Além de conhecer as danças que existem no país, os futuros talentos trabalham com conceitos de corporalidade, ritmo e musicalidade. Na primeira aula, o tema foi a ciranda pernambucana.

Na sequência, vieram as aulas de percussão corporal, teoria musical e canto coral. Os professores já colocaram os alunos para praticar e soltarem a voz. O resultado emocionou os coordenadores, que chegaram no fim da aula, com os profissionais da unidade da Vila Leopoldina.

Todas as artes

Shayene (27 anos) e Gabriel (19): ambos apaixonados por teatro. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Selecionados entre mais de 800 inscrições, os alunos terminaram a aula com mais certeza de que querem seguir carreira no teatro musical. Shayene Freitas dos Santos, de 27 anos, estuda teatro desde os 9 anos e encontrou no curso oferecido pelo Sesi-SP a oportunidade de desenvolver seus talentos.

“Conheci a área musical em uma companhia teatral da qual eu participava, e montamos o espetáculo “Rent”. Descobri minha paixão, onde eu podia juntar todas as artes”, conta a aluna. “No Brasil, até então, não existia um curso como esse do Sesi-SP, muita gente estuda no exterior e eu não tinha condições. Essa oportunidade é uma benção.”

Shayene diz que o curso vai ajudar a preencher lacunas na sua formação artística. “Eu canto, mas não tenho uma formação técnica. Danço, mas não sou bailarina. E até no teatro, no qual já sou formada, sei que tenho muito para aprender”, afirma ela, que atualmente trabalha com eventos. “Estou muito focada no curso, que é um sonho sendo realizado.”

Brilho no olho

Outro apaixonado por teatro, Gabriel Vicente da Silva, de 19 anos, também se encantou pelos musicais.   “Com 12 anos, minha mãe já me encaminhou para o mundo do teatro porque percebeu minha aptidão, meu desejo, meu brilho no olho”, conta. “O teatro virou minha única fonte de renda e a minha inspiração na vida. Logo comecei a trabalhar com canto”, diz ele, que também foi aprender jazz e dança de salão.

Por meio da dança, ele foi para a China, trabalhando em diversos projetos artísticos. Na volta ao Brasil, soube do curso do Sesi-SP. “Consegui pegar o último prazo de inscrição, foi uma correria para fazer as audições, porque estava trabalhando no interior de São Paulo”, lembra. “A  cada audição na qual eu era aprovado, era uma felicidade. Porque eram muitas pessoas, com grande potencial, para poucas vagas”, diz Silva, que destacou a equipe de profissionais do curso, formados por pessoas que são referência para quem quer seguir a carreira. “O primeiro dia de aula já foi sensacional. Em um dia, recebemos tanto conteúdo que pareceu uma semana de curso. Imagine o que vamos aprender em três anos!”

Os melhores profissionais

Depois de estudar balé e fazer teatro amador na Paraíba, Waldírio Oliveira Castro, de 22 anos, decidiu vir para São Paulo em busca de aperfeiçoamento, em novembro de 2013. Em dezembro, encontrou no curso de teatro musical do Sesi-SP a oportunidade perfeita. “Na Paraíba, não há a cultura do ator se preocupar em dançar e cantar. Com o teatro, estudei balé, mas cantava só institivamente. Vim para São Paulo para estudar e encontrei o curso do Sesi-SP.”

Depois da primeira aula, Castro saiu ainda mais animado. “Os melhores profissionais de Teatro Musical estão aqui. A estrutura é ótima, estudaram muito para montar a grade. Somos privilegiados por estar no primeiro curso de formação técnica nessa área no Brasil.”

Vem aí os aprovados da nova etapa da seleção para o curso do projeto Teatro Musical

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na noite desta segunda-feira (13/01), serão conhecidos os candidatos selecionados na segunda etapa do processo seletivo para o curso de formação de atores em teatro musical oferecido pelo Serviço Social da Indústria (Sesi-SP).

Os aprovados em todas etapas participarão do curso profissionalizante, com carga horária de 2.000 horas, que se iniciará em 10 de março e terá duração de três anos. O conteúdo abrange conhecimentos teóricos e práticos nas áreas de dança, canto, música e interpretação.

Mas, para realizar o curso, os candidatos devem passar pelas quatro etapas de seleção. A primeira, realizada nos dias 8 e 9 de janeiro, avaliou a aptidão musical. Ao todo, 926 candidatos passaram para a segunda etapa da seleção. Para acessar a lista de aprovados, clique aqui.

A segunda audição, realizada entre os dias 10 e 13, avaliou aptidão para atividade teatral. A lista de aprovados nessa etapa será divulgada após às 19h de hoje no site Sesi-Cultura.

As duas últimas etapas acontecem nos próximos dias 14 e 15 (aptidão para dança e atividade corporal) e nos dias 16 e 17 (teste de aptidão para o canto).

Entre os dias 3 e 7 de fevereiro, os candidatos aprovados deverão apresentar os documentos necessários para matrícula e solicitação de bolsas de estudo. As aulas terão início no dia 10 de março.

Retrospectiva 2013 – Um ano para ser lembrado

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Foi um ano para não ser esquecido. E que há de ser lembrado com orgulho como um período de muitas conquistas para a indústria paulista. Passos importantes dados pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) que você poderá relembrar, por área, nos textos das nossas retrospectivas, na seção Notícias do site.

Estão lá fatos como a vitória que foi a liminar concedida pelo Tribunal da Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), no dia 11 de dezembro, suspendendo o aumento do IPTU na cidade de São Paulo.

E tem mais: o Superior Tribunal de Justiça (STJ) indeferiu, no dia 18 de dezembro, em Brasília (DF), o pedido da Prefeitura de São Paulo para cassar a liminar que suspende o aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) no município. Com a decisão, o aumento do IPTU continua suspenso.

Também vale a pena ler de novo sobre a visita de chefes de estado como os presidentes François Hollande, da França, e Dilma Rousseff, do Brasil, à Fiesp, em 13 de dezembro. Na ocasião, o presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf, destacou a necessidade de estabelecer melhores relações comerciais entre os países.

“Presidente Hollande, para que possamos dar um passo à frente, é fundamental que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia prospere”, afirmou Skaf na ocasião.

Hora de reindustrializar o Brasil

No balanço de 2013, não pode ser esquecida uma das principais realizações do Departamento de Competitividade (Decomtec) da Fiesp foi colocar na pauta do debate político a importância da reindustrialização para o país.

No mês de agosto, foi realizado o seminário “Reindustrialização do Brasil – Chave para um projeto nacional de desenvolvimento”, um evento assistido por mais de 3 mil pessoas no qual especialistas discutiram propostas de políticas para reindustrializar e dinamizar a economia brasileira.

Ainda na seara do Decomtec, foi novamente divulgado um estudo para avaliar a posição de competitividade do Brasil dentro de um conjunto com 43 países (cerca de 90% do PIB mundial), o Índice de Competitividade das Nações (IC-Fiesp). 

Com resultados divulgados em novembro, o trabalho revelou que o Brasil ocupa, atualmente, a 37ª posição, liderada, nesta ordem, pelos EUA, Suíça e Coréia do Sul. Apesar de melhorar 1,1 ponto em sua nota, continuou no grupo de países com baixa produtividade, atrás do México, Tailândia e Filipinas.

Que 2014 seja melhor para a economia

Na área econômica, de acordo com o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, “2013 vai ficar no passado como um ano não agradável de ser lembrado”.

Isso porque a atividade industrial de São Paulo, medida pelo INA, deve encerrar o ano com ganho de 2,5%. Embora seja positivo, o crescimento não recupera as perdas registradas em 2012, quando a produção manufatureira paulista, na mesma medida, caiu 4,1%.

Ao longo do ano, o Depecon divulgou 11 índices de atividade industrial de São Paulo.  De janeiro a outubro de 2013, o INA registrou variação positiva de 2,8%.

O comportamento do setor manufatureiro em novembro e dezembro será conhecido no começo de 2014, quando a divulgação dos índices retoma a agenda. Mas Francini alerta que o resultado do ano está fadado a ser “medíocre”.

Educação para o desenvolvimento

As ações da indústria paulista na área de educação só ganharam força nos últimos 365 dias.

“Em 2013, as ações educativas realçaram o incentivo ao estudo da ciência e da tecnologia a partir do ensino fundamental e, posteriormente, no ensino médio”, disse o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni Gonçalves. “Esse aprendizado foi fortalecido nas oficinas e laboratórios. Assim, vamos ampliar a difusão da ciência, da tecnologia e de conceitos de engenharia e matemática também aos jovens do ensino fundamental”.

Segundo Vicioni Gonçalves, o Sesi-SP e o Senai-SP se empenham e seguirão empenhados na oferta de educação de qualidade, o que também é uma forma de “estimular o desenvolvimento econômico”. “Em 2015, teremos 90 mil alunos na educação fundamental em regime integral no Sesi-SP”, disse.

Investimento em cultura

O ano cultural foi marcado pelo lançamento do Projeto Sesi-SP em Teatro Musical – que inclui o espetáculo ‘A Madrinha Embriagada’, dirigido por Miguel Falabella, diversas exposições e peças teatrais, mostras variadas na Galeria de Arte Digital do Sesi-SP, apresentações musicais e debates.

Abaixo, os links de todas as retrospectivas publicadas no site da Fiesp. Boa leitura!

Ação Regional
Agronegócio
Biotecnologia 
Capital Humano
Competitividade
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Retrospectiva 2013 – Educação como fator de desenvolvimento econômico

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Para  a indústria paulista, educação é um fator de desenvolvimento econômico. Por meio do trabalho do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional da Atividade Industrial de São Paulo (Senai-SP), muito foi feito em nome da formação de crianças e jovens no estado.

“Em 2013, as ações educativas realçaram o incentivo ao estudo da ciência e da tecnologia a partir do ensino fundamental e, posteriormente, no ensino médio”, disse o superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Walter Vicioni Gonçalves. “Esse aprendizado foi fortalecido nas oficinas e laboratórios. Assim, vamos ampliar a difusão da ciência, da tecnologia e de conceitos de engenharia e matemática também aos jovens do ensino fundamental”.

Segundo Vicioni Gonçalves, o Sesi-SP e o Senai-SP se empenham e seguirão empenhados na oferta de educação de qualidade, o que também é uma forma de “estimular o desenvolvimento econômico”. “Em 2015, teremos 90 mil alunos na educação fundamental em regime integral no Sesi-SP”, disse.

Vicioni na coletiva de imprensa: educação de qualidade para “estimular o desenvolvimento econômico”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Vicioni: educação de qualidade para estimular o desenvolvimento do Brasil. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Ele lembrou ainda que o Sesi-SP fez intervenções no currículo para estimular as áreas de ciência e tecnologia na rede. “E isso para os alunos desde os seis anos de idade”, explicou. “Temos laboratórios de química e física, por exemplo”.

Assim como as unidades móveis do Senai-SP sobre áreas como nanotecnologia, robótica aquática e aviônicos. “Para a Fiesp a educação é uma ferramenta de desenvolvimento econômico”, disse Vicioni Gonçalves.

Projetos como o Teatro Musical, de formação de atores na área, ligado ao setor de Cultura do Sesi-SP, também foram lembrados.

Assim como as unidades móveis do Senai-SP sobre áreas como nanotecnologia, robótica aquática e aviônicos. “Para a Fiesp a educação é uma ferramenta de desenvolvimento econômico”, disse Vicioni Gonçalves.

Presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf também destaca o empenho dos empresários do setor na área. “A gente consegue fazer as coisas porque tem o apoio da indústria de São Paulo”, disse. “Há nove anos todas as nossas votações são unânimes. Existe união e a gente deixa de lado as coisas pequenas em nome de um objetivo maior”, afirmou.

 

Skaf com os alunos do Sesi-SP em Hortolândia: comprometimento da indústria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Skaf com os alunos do Sesi-SP em Hortolândia: comprometimento da indústria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Cátedra Fiesp-Sorbonne

A Fiesp e a Universidade de Paris 1 Pantheon-Sorbonne lançaram, em abril, a cátedra “Globalização e mundo emergente Fiesp-Sorbonne”, resultado de um acordo de cooperação firmado em novembro de 2012 entre as duas instituições.  A parceria prevê treinamento e capacitação de pessoas, cooperação científica, técnica e consultiva e atividades de visibilidade institucional.

“É um trabalho conjunto da academia com o setor privado. É a primeira vez que este tipo de acordo é feito fora da França”, comentou, na ocasião, o 2º diretor secretário da Fiesp e coordenador da cátedra no Brasil, Mario Eugenio Frugiuele.

“A Fiesp é uma entidade que, pela forma como está atuando – principalmente em função da posição segura, decidida e dinâmica de nosso presidente Paulo Skaf –, tem a confiança da própria Sorbonne, fundada no ano de 1200. O acordo com uma instituição desse nível é uma grande honra”, disse Frugiuele.

A seguir, acompanhe as principais ações do Sesi-SP e do Senai-SP ao longo do ano.

Sesi-SP a todo vapor

Foram inauguradas 22 escolas do Sesi-SP em 2013. Assim, receberam novas unidades da rede as seguintes cidades: Presidente Epitácio, Mococa, Tambaú, Guararapes, Votuporanga, Vinhedo, Americana, Bragança Paulista, Pirassununga, Descalvado, Jacareí, Avaré, Sumaré, Porto Ferreira, Jardinópolis, Santa Cruz do Rio Pardo, Presidente Prudente, Cajamar, Lençóis Paulista, Osvaldo Cruz, Barra Bonita e Hortolândia.

Como prova do comprometimento da indústria com a área, Paulo Skaf esteve presente nas cerimônias de abertura de todos esses espaços.

Assim, no saldo do ano, o Sesi-SP tem 175 escolas, 55 centros de atividades, 115 bibliotecas, 229 laboratórios e oito unidades móveis.

Em número de matrículas, foram 93.962 no ensino regular até setembro, 920 no MBA, 136.158 na educação continuada, 62.286 na educação de jovens e adultos e 241 nos cursos técnicos até outubro.

Em quantidade de alunos por modalidade de ensino, temos 177 estudantes no infantil, 34.436 do primeiro ao sétimo ano do ensino fundamental integral, 20.013 do primeiro ao sétimo ano do ensino fundamental parcial, 20.133 do oitavo e nono ano do parcial, 74.582 do fundamental, 19.203 do ensino médio, 4.786 do articulado e 93.962 do ensino regular.

Mais destaques de 2013 dignos de nota: 34 laboratórios inaugurados, dos quais 17 de química e biologia e 17 de física, 20, 1 milhões de refeições servidas na rede, 2 milhões de pessoas atendidas em eventos culturais de teatro, cinema e exposições, entre outras, 72.146 alunos no programa Atleta do Futuro.

Quer mais? O Sistema Sesi-SP de Ensino é adotado por 135 escolas municipais de 12 municípios paulistas, com 32 mil alunos beneficiados.

Ao todo, foram planejados R$ 544,1 milhões de investimentos para a rede ao longo do ano.

Em 2014

Os números do Sesi-SP na educação não serão menos animadores em 2014. A expectativa é de ter 95.056 matrículas no ensino regular, com 173 escolas na rede. Ao todo, devem ser beneficiados 52 mil alunos.

Só no ensino integral devem ser 43.559 matrículas, oferecidas em 104 unidades.

Em termos de laboratórios, devem ser implantados 17 de química e biologia e outros 17 de física.

Mais 22 novas escolas devem ser inauguradas nas cidades de Agudos, Alumínio, Alvares, Andradina, Bariri, Barretos, Campo Limpo Paulista, Carapicuíba, Igaraçu do Tietê, Itapira, Jandira, Jundiaí (com duas unidades), Mirandópolis, Monte Alto, Penápolis, Piracicaba, Regente Feijó, Registro, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Valinhos.

Com vocês, o Senai-SP

Já no Senai-SP, o saldo do ano é de 165 unidades no estado, das quais 91 fixas e 74 móveis. O número total de matrículas, até outubro, é de 901.705.

Foram inauguradas três escolas da rede nas cidades de Ourinhos, Pompeia e Mirassol, além de um núcleo de joalheria em São José do Rio Preto.

Merece registro ainda a inauguração, em 21 de junho, em Rio Claro, do Laboratório de Ensaios em Implantes da Escola Senai Manoel José Ferreira. O espaço foi criado para apoiar a competitividade do segmento e tem como objetivo oferecer ensaios físicos e químicos para as indústrias da região. Desde 2008, Rio Claro – município a aproximadamente 180 kms da capital paulista – vem se projetando como polo de fabricação e desenvolvimento de implantes e instrumentais cirúrgicos para os setores de ortopedia, neurologia e bucomaxilofacial.

Em número de cursos, são 88 na área de aprendizagem industrial, 40 técnicos de nível médio e 40 de educação à distância. Isso além de 16 faculdades, 17 cursos de graduação tecnológica e 25 de pós-graduação lato sensu (especialização).

WorldSkills

Os alunos do Senai-SP brilharam no maior torneio do ensino profissionalizante do mundo, o WorldSkills, realizado na cidade de Leipzig, Alemanha, entre os dias 2 e 7 de julho.

Na média, 50% dos estudantes brasileiros que participaram do evento eram do time da instituição.

Ao todo, esses jovens voltaram para o Brasil com sete medalhas, das quais duas de ouro, quatro e prata e uma de bronze.

Em tempo: a próxima edição da disputa será realizada em 2015, na capital paulista.

São Paulo Skills

Maior competição de ensino profissionalizante das Américas, a São Paulo Skills foi realizada entre os dias 25 e 29 de setembro no Anhembi, em São Paulo.

Participaram do torneio 737 alunos de 83 escolas do Senai-SP de 61 municípios paulistas. Isso em 55 modalidades de 19 áreas tecnológicas. Um sucesso total.

Aluno em prova da São Paulo Skills, no Anhembi, em São Paulo, em setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Aluno em prova da São Paulo Skills, no Anhembi, em São Paulo, em setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Dentro das atividades da São Paulo Skills, destaque para o Inova Senai, premiação que destaca projetos inovadores desenvolvidos nas escolas da rede. A iniciativa registrou 80 trabalhos, diante e 262 inscritos. Foram premiados projetos em nove categorias.

E tem mais

Além de todas essas ações, é impossível não citar o programa Proeducador, que em 2013 teve oito cursos concluídos até o mês de novembro.

O Pronatec, com 80.603 matrículas em cursos de qualificação profissional e 1.643 em cursos técnicos, também é digno de aplausos.

Em parceria com o AfroReggae

Por meio de parceria com o grupo cultural AfroReggae  apoiada pelo Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan), o Senai-SP ajudou a qualificar profissionalmente e assim preparar para o mercado egressos do sistema prisional.

Dessa forma, foram dez formandos como padeiro.

No ano que vai nascer

Além de todos os destaques de 2013, a boa notícia é que, em 2014, o Senai-SP vai fazer ainda mais pela educação no estado.

A estimativa de matrículas, por exemplo, é de 998.853.

Em matéria de novas escolas, há a previsão de abertura de mais cinco unidades nas cidades de Araras, Bragança Paulista, Cruzeiro, Mauá e São Caetano do Sul.

Serão implantados ainda dois núcleos de design, um na capital e um no interior. Será oferecido ainda um curso superior de tecnologia de design de produto.

Outra novidade que virá para fazer a diferença: a abertura de mais três escolas móveis para o setor de aviação, nas áreas de célula (estruturas metálicas), motores e materiais compósitos.

Está prevista ainda a conclusão de dois centros: um de nanotecnologia, o Centro Senai-SP  de Novos Materiais Avançados e Nanocompósitos, na Escola Senai Mario Amato, em São Bernardo do Campo, com investimentos de R$ 17,5 milhões, e o Centro Senai-SP de Manufatura Avançada e Microfabricação, na Escola Senai Suíço-Brasileira, em Santo Amaro, na capital paulista.

‘A Madrinha Embriagada’ está no ranking dos melhores espetáculos do ano, anuncia APCA

Agência Indusnet Fiesp

Elenco, equipe e produção posam para foto oficial da 100ª apresentação de "A Madrinha Embriagada", ocorrida em novembro. Foto: Ayrton/Vignola/Fiesp

A Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) indicou a comédia musical “A Madrinha Embriagada” – iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) – está entre os melhores espetáculos teatrais de 2013.

O Projeto Educacional em Teatro Musical do Sesi-SP também foi indicado ao Prêmio Especial. A peça com direção de Miguel Falabella é parte integrante da ação multidisciplinar do Sesi-SP como instrumento de formação de plateia.

Em cartaz no Teatro do Sesi-SP, no Centro Cultural Fiesp, “A Madrinha Embriagada” já foi assistida por mais de 46 mil pessoas. Em 2013, a peça fica em exibição até o dia 22/12 e retoma as atividades no dia 8 de janeiro de 2014.

A entrada do espetáculo é totalmente gratuita e as reservas são feitas via internet, mas o público ainda tem como alternativa disputar os 50 ingressos que são distribuídos a partir da abertura da bilheteria do teatro (quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h) no dia do espetáculo. Há ainda convites não retirados, que são liberados 15 minutos antes de as sessões começarem.

As reservas para janeiro de 2014 podem ser feitas a partir do dia 20 de dezembro no site do Sesi-SP.

Serviço

‘A Madrinha Embriagada’
Dias e Horários: Quartas, quintas e sextas, às 21h. Sábados às 16h e 21h. Domingos às 21h.
Local: Teatro do Sesi-SP – Avenida Paulista 1313, São Paulo.
Telefone: (11) 3146-7405
Reservas pelo site: http://www.sesisp.org.br/meu-sesi
Grátis

Sesi-SP seleciona talentos para curso de formação de atores em teatro musical; aprovados podem pleitear bolsas de estudo

Agência Indusnet Fiesp

Está aberta a temporada de seleção de novos talentos do teatro musical no Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). O período para inscrições foi aberto na segunda-feira (02/12) com a finalidade de formar a primeira turma de atores na área – um curso inédito no Brasil.

A iniciativa faz parte do Projeto Educacional em Teatro Musical, lançado em maio de 2013, com três diretrizes: desenvolver o potencial criativo dos alunos da rede Sesi-SP de ensino, promover a capacitação profissional de atores e incentivar a formação de plateias para espetáculos do gênero.

Para se inscrever no curso de formação de atores, é preciso ter 18 anos completos até 10 de março de 2014 e concluir o ensino médio até o período da matrícula, a ser realizada entre os dias 3 e 7 de fevereiro de 2014. Todos os candidatos vão passar por audições com uma banca examinadora em São Paulo, na sede do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, 1313.

O processo seletivo prevê quatro etapas de testes: aptidão musical, aptidão para atividade teatral, aptidão para dança e atividade corporal e aptidão para o canto. A somatória do desempenho em cada teste é o fator que define os selecionados.

O curso de formação de atores em teatro musical tem carga horária de 2 mil horas, divididas em três anos, com turmas para os períodos da manhã e tarde. O valor anual do curso é de R$ 10 mil, totalizando R$ 30 mil. Um total de 64 vagas está disponível para a primeira turma de 2014.

A boa notícia é que o Sesi-SP vai oferecer bolsas de estudo com percentuais entre 20% e 100% de isenção do valor do curso. Todos os 64 aprovados pela banca examinadora são elegíveis para as bolsas. Os selecionados que comprovarem renda familiar per capita de até um salário mínimo terão gratuidade no curso. A aferição vai levar em conta o Índice Econômico Familiar (IEF), calculado pelo total da renda familiar dividido pelo número de pessoas que dependem da renda informada.

Importante: o período de inscrição para concorrer a uma vaga deve ser feita no site do Sesi-SP até 15 de dezembro, com divulgação da lista de inscritos para a participação no processo seletivo com a banca examinadora em 17 de dezembro. O início das aulas está programado para 10 de março de 2014.

>> Mais informações: projeto Educacional do Sesi-SP em Teatro Musical

 

‘A Madrinha Embriagada’ é destaque em site de teatro internacional

Agência Indusnet Fiesp

O musical “A Madrinha Embriagada”, produzido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) foi destaque no site Broadway World (www.broadway.com), um dos maiores site de teatro do mundo, que reúne dicas de peças e musicais que acontecem em diversos lugares.

A matéria, escrita Marilia Di Dio e Michelle Camhaji, criadoras do site Cena Musical – dedicado exclusivamente à musicais brasileiros – chama atenção para a iniciativa do Sesi-SP de viabilizar o espetáculo de forma gratuita para o público e também ressalta a qualidade do elenco envolvido na produção.

O espetáculo “A Madrinha Embriagada” é uma adaptação feita por Miguel Falabella do premiado musical da Broadway “The Drowsy Chaperone”. O espetáculo estreou no dia 17 de agosto no Teatro Sesi-SP e já completou mais de 100 apresentações.

Em 2013 o público poderá conferir a produção até o dia 22 de dezembro, domingo. O espetáculo volta a ser apresentado em 2014, no dia 8 de janeiro, quarta-feira. Sempre com entradas gratuitas no Teatro Sesi-SP.

Para assistir, é preciso fazer reserva on-line dos ingressos pelo site Meu Sesi. As apresentações de janeiro só terão ingressos disponíveis a partir de 20 de dezembro.

Clique aqui para ler a publicação sobre o musical no Broadway World.