Ana Paula Padrão e Patrícia Meirelles contam lições de esforço e sucesso em reunião do CJE/NJE

Isabela Barros e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Diante de um teatro cheio de jovens interessados em discutir o empreendedorismo e o esforço pessoal, foi realizada, na noite desta terça-feira (25/06), no Teatro do Sesi São Paulo, a reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Núcleo de Jovens Empreendedores (NJE) do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). O evento, conduzido pelo diretor-titular do CJE, Sylvio Gomide, teve como palestrantes a jornalista Ana Paula Padrão e a membro-diretora do CJE, fundadora e presidente do Lide Futuro e idealizadora do Like the Future, Patrícia Meirelles.

“Fizemos esse evento no teatro devido à grande procura pelo evento, o que para nós é motivo de orgulho”, disse Gomide.

Patrícia Meirelles e Ana Paula Padrão na reunião ordinária do CJE/NJE. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Patrícia Meirelles e Ana Paula Padrão na reunião ordinária do CJE/NJE. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Na ocasião, foi apresentado ainda o 9º Festival do Empreendedorismo, que já está sendo organizado pelo CJE/NJE. A ser realizada nos dias 25 e 26 de setembro, em São Paulo, a iniciativa deve reunir 10 mil pessoas no Pavilhão de Exposições do Anhembi.

Patrícia Meirelles destacou a importância de trabalhar com empenho e dedicação. “Cada um precisa encontrar aquilo que ama fazer”, afirmou. “Quando a gente faz o que gosta, tudo fica mais fácil, a gente conquista as pessoas”.

Fã da dinâmica do CJE, Patrícia falou de suas diversas experiências profissionais até a descoberta da sua verdadeira vocação, que é reunir, promover a interação entre empreendedores. Principalmente os jovens que com ela fazem parte do Lide futuro. “Ter sido convidada para presidir o Lide Futuro foi uma oportunidade de ouro”, destacou. “Precisamos de referência e inspiração para impactar os jovens do Brasil”.

Tempo de Ana Paula

Responsável pelo portal “Tempo de Mulher”, de temas de interesse do universo feminino, uma produtora de eventos e um banco de inteligência sobre a mulher brasileira, Ana Paula Padrão também falou sobre a sua trajetória pessoal e destacou a importância do trabalho do CJE. “Talvez se eu tivesse tido algo como o CJE quando eu era garota, não estaria contando essa história para vocês aqui hoje”, disse.

Para a jornalista, sucesso é um estado de espírito. “Qualquer coisa que aconteça na sua vida pode ser um sucesso. Ou não”, afirmou.

Ana Paula Padrão, Sylvio Gomide e Patrícia Meirelles: inspiração para os jovens empreendedores. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Ana Paula Padrão, Sylvio Gomide e Patrícia Meirelles: inspiração para os jovens empreendedores. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Filha de uma radialista e de um advogado, Ana Paula nasceu em Brasília, numa família de classe média baixa. E diz ter aprendido cedo uma reflexão do ex-primeiro ministro do Reino Unido Winston Churchill que diz que “sucesso é ir de fracasso em fracasso sem perder o entusiasmo”.

Ao entrar na TV nos anos 1980, quando muitos jornalistas queriam trabalhar nas redações de jornais, Ana Paula chegou a ouvir, num teste para repórter da então TV Bandeirantes em Brasília, que nunca teria sucesso com televisão. “Três meses depois, a Globo me chamou e lá eu trabalhei por 18 anos”, lembrou. Por essas e outras, a jornalista diz não acreditar em coincidências. “Se você bate na mesma porta todos os dias, um dia ela se abre”, destacou. “Como a minha vida não foi fácil, eu aprendi a fazer planejamento de tudo. E quando você planeja uma coisa incessantemente, você consegue o que quer”.

Sylvio Gomide: "Todo mundo se identificou com os cases das convidadas". Foto: Julia Moraes/Fiesp

Sylvio Gomide: "Todo mundo se identificou com os cases das convidadas". Foto: Julia Moraes/Fiesp

Orgulhosa por, aos 47 anos, estar “fazendo uma vida nova” para si mesma, Ana Paula contou que seu sucesso sempre foi baseado no esforço. “Sigo isso na vida. Ouvi muitos nãos e estar aqui hoje, dando essa palestra, é um enorme sucesso para mim”.

Para Sylvio Gomide, as apresentações das duas convidadas agregaram muito ao público da reunião. “Todo mundo se identificou com os cases delas”, concluiu.


Elenco do espetáculo ‘Lampião e Lancelote’ fala da emoção de compor esse musical brasileiro

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Em meio à agitação dos últimos preparativos para a estreia do espetáculo “Lampião e Lancelote”, a diretora teatral Debora Dubois e o escritor Fernando Vilela, falaram nesta quinta-feira (07/03) sobre a emoção de participar dessa montagem que reúne dois universos distintos e seculares: o árido sertão nordestino e a medieval Avalon dos tempos do Rei Arthur.

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O ator Cassio Scapin (em primeiro plano) é o narrador que faz o fio condutor da história

O espetáculo traz em seu elenco atores bem conhecidos do público – como Cássio Scapin (que fez o Nino, do “Castelo Rá-Tim-Bum” na TV Cultura) e Leonardo Miggiorin (que fez  Zezinho, no seriado “Presença de Anita”, e atualmente é o Leandro do seriado “Malhação”, da rede Globo) –  e atores mais experientes no circuito teatral como Daniel Infantini, Luciana Carniceli, Ale Pessoa e Vanessa Prieto.

A direção musical de Zeca Baleiro é considerada por todo o elenco como um ponto alto do espetáculo.

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Leonardo Miggiorin, encenando Lancelote, o primeiro guerreiro de sua carreira. Foto: Julia Moraes/FIESP

“O Zeca conseguiu acompanhar a proposta do (Fernando) Vilela de trazer a Trova Medieval e o Cordel. Ele buscou a sonoridade dos personagens, do Lancelote e do Lampião, esses dois guerreiros que, na realidade, são dois arquétipos que no final se fundem. É muito legal essa completa fusão de imagens, de personagens e da música”, disse Leonardo Miggiorin, o Lancelote na peça.

Miggiorin confessa que está realizando dois sonhos: encenar nos palco do Sesi-SP e trabalhar com o Zeca Baleiro, de quem é fã. “O Zeca Baleiro é um artista que eu gosto muito. Ouço as músicas dele no meu carro, é um grande prazer”, diz.

Um musical brasileiro

A musicalidade foi um grande atrativo para o experiente Cássio Scapin participar do projeto. “Achei muito interessante essa ideia de um musical genuinamente brasileiro. E acho importante pois aqui no Brasil temos um gap quanto a isso”.

Scapin faz o narrador do espetáculo, uma figura que na obra original não existe, mas que na versão para o teatro funciona como um grande catalizador da história.

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Lampião (Daniel Infantini) e Maria Bonita (Luciana Carnieli)

A atriz Luciana Carnieli também elogia a direção musical de Zeca Baleiro e o fato de se tentar  fazer um musical com um jeito brasileiro. “É maravilhoso que um compositor brasileiro esteja fazendo música para teatro. E o Zeca é um cantor e compositor muito famoso”.

Luciana comemora a possibilidade de interpretar a musa de Lampião,  Maria Bonita. “Fazer essa mulher emblemática de nossa história, mesmo que na peça ela não esteja tão realista, é maravilhoso”.

Outra forte personagem feminina, a Morgana da lenda do Rei Arthur, será interpretada por Vanessa Prieto, que compartilhou, com Debora Dubois e Zeca Baleiro, há dois anos, a descoberta do livro “Lampião e Lancelote”, de Fernando  Vilela.

Do livro para os palcos

Para Fernando Vilela, autor do livro “Lampião e Lancelote”, a montagem que estreará no Sesi-SP não é apenas uma transposição do papel para o palco. Ele a define como “transcriação”. “Foi trazido não só texto, mas também a estética do livro para os palcos, graças ao trabalho de cenografia e figurino que conseguiu trazer todo o universo cultural da Idade Média e do sertão brasileiro”.

Bráulio Tavares que fez a adaptação do livro para o teatro fez um bem sucedido trabalho de trazer o cordel para a oralidade. Nos palcos se trava um verdadeiro duelo de linguagens, entre um Lancelote trovador e o Lampião repentista.

Mas para Vilela esses dois mundos não são tão distintos assim. Ele explica que a cultura do cordel, do movimento Armorial de Ariano Suassuna, tem inspirações no cordel medieval na Península Ibérica, onde já eram feitos em folhetins.

Enfim, um embate lúdico de linguagens, do prata com o bronze, da trova com o repente, do Sertão com Avalon, dos dois guerreiros mitológicos: Lampião e Lancelote.

É como remata Debora Dubois: “É um musical. Mas é também poesia”.


Itaquera vai ganhar teatro do Sesi-SP e escola do Senai-SP em 2014

Danusa Etcheverria, Agência Indusnet Fiesp

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Gilberto Kassab e Paulo Skaf apertam as mãos após a assinatura do convênio. Foto: Junior Ruiz

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, anunciou na manhã dessa quarta-feira (28) a construção de um teatro do Sesi e de nova unidade do Senai no bairro de Itaquera, na Zona Leste da capital, durante evento de assinatura do termo de permissão de uso de terreno da prefeitura de São Paulo. A área de 16 mil metros quadrados que abrigará a escola do Senai e o teatro do Sesi está localizada ao lado do novo estádio do Corinthians e em frente à Estação Itaquera do Metrô – espaço batizado como esquina de ouro de São Paulo pelos empresários brasileiros.

Segundo Skaf, serão aplicados cerca de R$ 50 milhões entre obras e aparelhos na construção da nova unidade de ensino profissionalizante do Senai, que oferecerá cursos nas áreas de metalmecânica, ferramentaria, automobilística, eletroeletrônica, panificação e confeitaria; e corte e costura. Após aprovação de projeto de lei municipal para ampliação de área construída, o aporte também permitirá a construção de um novo teatro do Sesi, com capacidade para cerca de 400 lugares.

A obra irá atender a demanda cultural reprimida da região, que conta apenas com pequenos auditórios e nenhuma casa de espetáculos.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, manifestou interesse de encaminhar um projeto de lei à Câmara Municipal solicitando a ampliação da área construída pelo Sesi e Senai de São Paulo. Com a aprovação, a entidade de indústria poderá ofertar mais cursos, atividades e, a pedido do prefeito Kassab, construir um dos melhores teatros da América Latina em Itaquera. “Dentro das possibilidades que a lei permite, vamos ter além das 20 mil matrículas em educação profissional, um trabalho forte na área cultural com um moderno teatro para atender a Zona Leste”, confirmou Skaf.

As obras têm previsão de início para março de 2012, após a regulamentação do terreno pela prefeitura. A conclusão deverá ocorrer em 2 anos. “Vamos usar cada centímetro desse terreno e fazer valer para aquilo que mais importa para um país: a educação das pessoas”, antecipou com entusiasmo o presidente da Fiesp que ainda confirmou que a escola Senai de Itaquera será a mais moderna. O projeto prevê a construção de escola com 3 andares – atendendo padrões de acessibilidade, sustentabilidade e eficiência energética. A unidade terá cerca de 11 mil metros quadrados e será resultado de um projeto customizado, com oficinas e laboratórios projetados sob medida para suprir as demandas regionais de capacitação profissional.

O terreno abrigará a oitava unidade do Senai-SP na Zona Leste da capital paulista. A região mantém 45.517 mil estabelecimentos entre indústria, comércio e serviços (99% são micro e pequenas empresas) e responde por 587.817 mil empregos. Na cidade de São Paulo estão instaladas 35 escolas (15 do Sesi-SP e 20 do Senai-SP), totalizando 241.490 matrículas ao ano.

Educação que transforma

Investir na formação de crianças e jovens é um dos compromissos das entidades da indústria paulista. Em 2011, o Sesi-SP inaugurou 11 novas escolas em todo o estado de São Paulo. Com estrutura moderna e tecnologia de ponta, as novas unidades do Sesi-SP beneficiaram cerca de 10 mil estudantes, entre alunos do Ensino Regular e Educação de Jovens Adultos (EJA), e suas famílias, que ganharam um espaço, perto de casa, de educação, esporte e cultura.

Também foi inaugurado o Centro de Treinamento Senai, em Serra Negra, e criados novos laboratórios profissionalizantes em todo o estado de São Paulo.