Shakespeare, guerra e disputa por poder em espetáculo dirigido por Jô Soares no Teatro do Sesi-SP

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

As placas com os nomes dos atores já estão nas portas dos camarins. Dentro deles, araras com os figurinos devidamente organizados, nécessaires com maquiagens, garrafas de água e saquinhos de biscoito por todo o lado. Está tudo pronto para a estreia. No próximo sábado (15/10), o Teatro do Sesi-SP, no prédio da Fiesp e do Sesi-SP na Avenida Paulista, em São Paulo, recebe em seu palco uma nova peça: Tróilo e Créssida. Considerado o texto menos conhecido de Shakespeare, o espetáculo tem direção de Jô Soares e 23 atores no elenco, entre os quais Maria Fernanda Cândido e Ricardo Gelli, interpretando os protagonistas, e Adriane Galisteu, como Helena de Tróia.

A trama, considerada uma comédia “sinistra”, tem a Guerra de Tróia como pano de fundo, com muitas disputas pelo poder, traições e crueldades destiladas ao longo das cenas.

“O Tróilo vive uma grande decepção amorosa e perde um irmão”, diz Gelli. “A reflexão que fica é o valor que devemos dar às coisas efêmeras. Isso a gente sente na vida quando perde alguém que ama ou quando leva uma rasteira grande”.

A montagem é a segunda experiência do ator num projeto teatral com a marca do Sesi-SP. “Em 2012 fiz Crônicas de Cavaleiros e Dragões, uma adaptação do livro de Tatiana Belink”, conta. “Foi muito especial. Estar no Sesi-SP é muito especial”.

Protagonista ao lado de Gelli como Créssida, Maria Fernanda Cândido também destaca o que já aprendeu com a sua personagem. “A Créssida é muito interessante por ser uma mulher que se expressa, ela não aceita ficar no lugar que foi dado às mulheres em sua época”, afirma. “Ela é vivaz, tem atitude, escolhe”, diz. “Como a discussão do feminino é muito atual, a peça traz uma contribuição também nesse sentido”.

Maria Fernanda Cândido em cena do espetáculo: Créssida é uma mulher "que se expressa". Foto: Divulgação

 

Na pele de Helena de Tróia, Adriane Galisteu também tem motivos para se identificar com o papel que lhe foi dado na peça. “Toda mulher tem um pouco de Helena de Tróia, da força e da sensualidade dela”, explica.

Para Adriane, Tróilo e Créssida é um trabalho “especial”. “Essa é a minha décima peça e, no teatro, já tive a oportunidade de trabalhar com pessoas importantes, como Paulo Autran e Bibi Ferreira, mas Tróilo e Créssida já mora no meu coração, principalmente pelo projeto, por ser popular de verdade, com ingressos gratuitos”, explica. “Temos um Shakespeare, de graça, num teatro no coração de São Paulo, com 23 pessoas em cena e cada um perfeito em seu papel. Sem falar no trabalho brilhante do Jô, que é muito generoso como diretor”.

O fato de o espetáculo ser gratuito, aliás, é destacado por todo o elenco. “Nunca participei de um projeto assim, com toda a temporada com ingressos grátis”, diz Ataíde Arcoverde, o intérprete de Térsito na trama. “Estou amando tudo: os funcionários do Sesi-SP nos dão todo o suporte, só faltam adivinhar pensamentos, é tudo muito tranquilo e facilitado”.

“Acho maravilhoso o caráter popular do Teatro do Sesi-SP, o fato de o espetáculo ser de graça”, reforça Gelli.

Cena de Tróilo e Créssida: 23 atores no elenco dirigido por Jô Soares. Foto: Divulgação/Fiesp

 

Serviço:


Tróilo e Créssida – Uma comédia sinistra

Temporada: De 15 de outubro a 18 de dezembro de 2016

Horário: 20h30

Local: Teatro do Sesi-SP (Av. Paulista, 1313 – em frente à estação Trianon-Masp do Metrô)

Capacidade: 456 lugares

Duração: 110 minutos

Gênero: Comédia

Classificação indicativa: 14 anos

Grátis. Ingressos antecipados pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesiou remanescentes na bilheteria do teatro (quarta a sábado, das 13h às 20h30; domingo, das 11h às 20h30).

Mais informações: www.sesisp.org.br/cultura | Tel.: 3528-2000

 

Peer Gynt estreia nesta quinta-feira (29/9) no Teatro do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp

Está tudo pronto para a estreia, nesta quinta-feira, no Teatro do Sesi-SP, do espetáculo Peer Gynt. A peça, escrita pelo norueguês Henrik Ibsen, tem direção de Gabriel Villela e traz nomes como Chico Carvalho, que interpreta o protagonista, e Mel Lisboa no elenco.

No palco, muita cor e muitas canções daquelas que todo mundo adora ouvir. Não faltam Beatles no repertório, por exemplo.

A peça teve ensaio aberto na tarde desta terça-feira (27/9), com muitos lugares ocupados no Teatro do Sesi-SP, que foi totalmente reformado e abre as portas ao público com a montagem.

>> Público comenta a peça

A temporada vai até o dia 18 de dezembro, com sessões de quarta a sexta, às 15h, para agendamentos de escolas e grupos,  e aos sábados e domingos, às 15h30, para o público em geral. O Teatro do Sesi-SP fica no prédio da Fiesp e do Sesi-SP, na Avenida Paulista, 1313, em frente à estação Trianon-Masp do Metrô.  A classificação indicativa é de 14 anos.

O espetáculo é grátis, com reservas antecipadas pelo sistema Meu Sesi (http://www.sesisp.org.br/meu-sesi). Ingressos remanescentes serão distribuídos nos dias do espetáculo, de acordo com o horário de funcionamento da bilheteria (quarta a sábado, das 13h às 20h30 e domingo, das 11h às 20h).

Bom espetáculo!

Cena de Peer Gynt: muita cor nos figurinos e muita música em cena. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

 

 

 

Jovem e livre, Peer Gynt será protagonista do Teatro do Sesi-SP no segundo semestre

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Quem passa pela frente do sobrado em tom de bege, numa rua movimentada do bairro da Aclimação, em São Paulo, não imagina que nos fundos daquela casa há um galpão. E muito menos que, nele, 15 atores se preparam, todos os dias, para o espetáculo que vai reabrir do Teatro do Sesi-SP, no prédio do Sesi-SP e da Fiesp, na Avenida Paulista, atualmente em reforma. Uma preparação que inclui canções dos Beatles, figurinos coloridos e um cenário pensado para receber um protagonista que é um dos maiores símbolos de liberdade no teatro moderno: Peer Gynt. Escrita pelo norueguês Henrik Ibsen, a peça tem direção de Gabriel Vilella e estreia prevista para o próximo mês de setembro.

Peer Gynt é como Hamlet. São obras que mudaram para sempre o teatro”, explica Gabriel Vilella. “É um personagem libertário, que se declara imperador de si mesmo”.

Na trama de Ibsen, o protagonista ganha o mundo e vive as mais variadas experiências até voltar à Noruega, sua terra natal, descobrindo que tudo o que ele procurava estava exatamente ali. Uma epopeia pessoal em busca da liberdade que, no palco do Teatro do Sesi-SP, será embalada por uma trilha sonora jovem, com várias canções dos Beatles. “O caráter libertário do personagem é o que mais me atrai na peça”, diz Vilella. “Peer Gynt é um espetáculo do livre arbítrio, contestatório e transgressor”.

Um trabalho que tem tudo para agradar jovens e adultos. “O teatro é, por excelência, uma descarga hormonal”, afirma o diretor da peça. “Os adolescentes vão pilhar ainda mais a história”.

Protagonista da trama, o ator Chico Carvalho classifica Peer Gynt como “uma peça absolutamente necessária”. “Estamos falando de um personagem transgressor, que busca um sentido para a sua vida”, diz Carvalho. “Numa época conservadora como a que estamos vivendo hoje, isso provoca a imaginação da plateia, reforça a atitude política e lúdica do teatro”.

O espetáculo traz ainda a atriz Mel Lisboa no elenco, entre outros nomes. “Nossos atores são deslumbrantes, temos uma equipe afinada e segura”, diz Vilella. “Estou bobo com o resultado”.

Quanto mais colorido melhor

Nessa fase de pré-produção, os figurinos, assinados por Vilella, são um dos itens em estágio mais avançado. Para compor a saga do protagonista, não faltarão peças coloridas e máscaras trazidas de países da Europa, do Peru e de tribos indígenas brasileiras. Um trabalho minucioso e arrematado com tecidos nobres, como sedas trazidas da Índia.

Alguns dos figurinos de Peer Gynt: adornos, sedas e muita cor em cena. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

O cuidado com as roupas que vestem os personagens em suas peças rendeu ao diretor uma indicação ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo no primeiro semestre de 2016 na categoria figurino. A escolha foi pela peça Rainhas do Orinoco. A premiação será em março de 2017, depois de apontados os nomes escolhidos no segundo semestre deste ano.

Enquanto o resultado não vem, o frio na barriga fica por conta da estreia de Peer Gynt, astro do Teatro do Sesi-SP no segundo semestre. “Conhecemos a história linda que tem o Teatro do Sesi-SP”, diz Vilella.

36 motivos para amar o prédio da Fiesp

Isabela Barros

De longe, de perto, da calçada, de uma de suas varandas. Não importa o ângulo: de onde quer que se olhe, o prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, é sempre uma referência. E isso não somente pelo formato, em forma de pirâmide, todo revestido de alumínio, mas, principalmente, por tudo o que acontece, todos os dias, em seus 25 andares.

Daqui, decisões que ajudam a melhorar a vida dos paulistas e dos brasileiros são tomadas. E muito é feito em nome da economia, educação, lazer, cultura e esporte.

Abaixo, 36 motivos para admirar o edifício, que completa 36 anos nesta quinta-feira (27/08):

1. É uma das construções mais originais da maior cidade do Brasil. Não à toa um cartão postal obrigatório nas filmagens feitas na Avenida Paulista.

2. Aqui há programação cultural gratuita da melhor qualidade no Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso, do qual faz parte o Teatro do Sesi-SP, o Espaço Mezanino e a área para exposições. Para conferir a programação, é só clicar aqui.

3. Projetado numa época marcada por grandes incêndios em São Paulo, como os do Andraus, em 1972, e o do Joelma, em 1974, a sede da Fiesp tem segurança reforçada em relação a esse tipo de ocorrência. De acordo com o gerente de Serviços de Manutenção da entidade, Alberto Batista Passos, a construção possui duas escadas de rota de fuga isoladas do chamado conjunto administrativo, onde ficam as salas.

4. Dizem os funcionários que o formato de pirâmide atrai boas energias.

O prédio da Fiesp foi projetado pelo arquiteto Rino Levi. Foto: Everton Amaro/Fiesp

5. Super modernos, os elevadores usados no edifício operam com uma velocidade de quatro metros por segundo, levando apenas 17,5 segundos para percorrer todos os andares.

6. Com 92 metros de altura, o prédio foi projetado por Rino Levi.

7. Outro arquiteto estrelado deixou a sua marca na construção: Paulo Mendes da Rocha. Vencedor do prêmio Pritzker, um dos mais importantes da área em todo o mundo, Mendes da Rocha foi o autor do projeto que construiu o mezanino onde hoje funciona a Galeria do Sesi-SP. A obra foi feita em 1998.

8. Quer mais? Ninguém menos que Roberto Burle Marx, arquiteto e paisagista, assinou um mosaico de 515,68 metros quadrados que fica na parte de trás do prédio, sendo visto pela Alameda Santos. Falecido em 1994, Burle Marx fez o trabalho em parceria com o também arquiteto e paisagista Haruyoshi Ono.

9. Todos os dias, 3 mil pessoas, em média, circulam por aqui.

10. Além da Fiesp, o edifício é sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e de diversos sindicatos ligados à indústria.

11. É das salas do prédio da Fiesp que saem estudos que são referência para o setor manufatureiro, como o Índice de Nível de Atividade (INA) e o Nível de Emprego, divulgados todos os meses.

12. Aqui está o Centro de Processamento de Dados do Sesi-SP, que gerencia todas as escolas da rede no estado.

13. Em cada andar há uma varanda onde é possível ver a Paulista e espairecer um pouco.

A sacada de um dos andares do edifício: respiro para ver a Paulista. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

14. O programa Meu Novo Mundo, de qualificação, treinamento e inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, foi idealizado aqui, numa parceria entre a Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP.

15.  Até junho de 2015, o Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso recebeu um público de 156.230 pessoas em suas exposições.

16. Para o segundo semestre, está programada e mostra Carne Valle – Imaginário Carnavalesco na Cultura Brasileira. 

17. A exposição Leonardo da Vinci: A Natureza da Invenção foi a campeã de público em 2015, com 210.282 visitantes.

A exposição sobre Leonardo da Vinci: recorde de público na programação em 2015. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

 

18. Também um sucesso, o musical A Madrinha Embriagada, exibido em 2013 e 2014 no Teatro do Sesi-SP, teve um público de 134.931 pessoas em suas 325 apresentações.

Teatro do Sesi-SP lotado durante apresentação de "A Madrinha Embriagada". Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

19. Outro campeão de bilheteria, O Homem de La Mancha teve 121.135 espectadores em 276 apresentações entre setembro de 2014 e junho de 2015.

Cena de "O Homem de La Mancha": 121.135 espectadores em 276 apresentações. Foto: Beto Moussali/Fiesp

 

20. Maior tela da cidade, a Galeria de Arte Digital do Sesi-SP consiste na fachada do prédio.

A Galeria de Arte Digital do Sesi-SP: a maior tela da cidade. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

21. O espaço para projeções digitais já recebeu duas mostras e receberá mais uma em 2015.

22. Numa delas, a Natureza Urbana – Riscos e Traços, o artista Toni D’Agostinho fez caricaturas dos passantes, que viram os seus desenhos projetados na construção.

23. O Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso recebeu, no Teatro do Sesi-SP e demais espaços cênicos, 13 peças que, juntas, tiveram 656 apresentações e um público de 207.285 pessoas. Isso em 2014 e até junho de 2015.

24. Em 2015, até o mês de junho, 27. 136 alunos e participantes de grupos das escolas do Sesi-SP visitaram o Centro Cultural Fiesp Ruth Cardoso.

25. A programação cultural da casa vai ferver no segundo semestre de 2015, com novas temporadas dos maiores sucessos exibidos no Teatro do Sesi-SP.

26. Entre elas, estão produções premiadas como Lampião e Lancelote e Mistero Buffo. Para saber mais, é só clicar aqui.

27. O projeto Quartas Musicais, com shows às quartas-feiras, às 20h, no Teatro do Sesi-SP, também está de volta no segundo semestre de 2015. E terá atrações como Pedro Mariano e Jaques Morelenbaum em setembro.

28. Relaxar na calçada do prédio vendo o movimento da Paulista é sempre um bom programa.

29. Da calçada da construção, aliás, a sensação é a de estar dentro do prédio, que “abraça” a avenida mais famosa de São Paulo.

30. Trabalham no edifício mais de 2 mil pessoas que se dedicam às causas e realizações da indústria de São Paulo.

31. Nove tanques armazenam água da chuva para a limpeza das áreas comuns. A capacidade de armazenamento é de 75 mil litros.

32. E por falar em água, campanhas internas com funcionários resultaram numa economia mensal de 30% no consumo.

33. Os empresários têm acesso a serviços diversos no primeiro subsolo do edifício, como um posto de atendimento da Receita Federal e outro da Junta Comercial do Estado de São Paulo.

34. O uso de bicicletas entre os funcionários é estimulado com 20 vagas para estacionamento. Com o aumento no número de ciclovias em São Paulo, a quantidade de vagas será ampliada.

35. Em média, 26% do lixo produzido no prédio é reciclado.

36. Ter metrô literalmente na porta, no caso a estação Trianon-Masp, da Linha 2 Verde, é um luxo.

 

Teatro do Sesi-SP terá novas temporadas de seus maiores sucessos até dezembro

Isabela Barros

Não haverá cadeiras vazias. Com uma programação caprichada para comemorar os 50 anos do Teatro do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o espaço tem tudo para ficar lotado entre agosto e dezembro de 2015. Estão previstas temporadas curtas de espetáculos que tiveram grande repercussão no palco do prédio do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na Avenida Paulista e uma homenagem aos 80 anos do dramaturgo Plínio Marcos. Outra novidade é a retomada do projeto Quartas Musicais, com shows semanais de artistas de música popular, sempre às 20h.

“Selecionamos peças que usaram elementos diferenciados em sua produção e que fizeram muito sucesso”, explica a gerente executiva de Cultura do Sesi-SP, Débora Viana.

Assim, serão exibidos os espetáculos L’llustre Molière, Amado e Mistero Buffo. Outro destaque é a peça infantil O Gigante Egoísta e as juvenis Quem tem medo de Curupira? e Lampião e Lancelote. Todos já tiverem temporadas no Teatro do Sesi- SP.

O ator Cássio Scapin em cena de Lampião e Lancelote: sucesso no Teatro do Sesi-SP. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

Também estão previstas apresentações de Myrna Sou Eu, baseada na obra de Nelson Rodrigues, e Tango sob dois olhares, com inspiração no ritmo argentino.

Plínio Marcos

Falecido em 1999, o dramaturgo nascido em Santos Plínio Marcos receberá uma homenagem pelos seus 80 anos. Segundo Débora, serão quatro montagens de trabalhos do autor. “As apresentações serão seguidas de debates com o público”, explica. “Isso para estimular o contato com a obra e lembrar a importância que ele teve”.

Toda quarta-feira

Prefere ver um show? Só colocar na agenda as apresentações do projeto Quartas Musicais. “Teremos artistas que estão despontando e muitos já consolidados na música popular brasileira, abrindo espaço para diversos gêneros e ritmos”, afirma Débora.

Sempre às 20h, a iniciativa receberá nomes como André Abujamra, Jair de Oliveira, Pedro Mariano e Orquestra Paulistana de Viola Caipira, entre outros.

O Teatro do Sesi-SP completou 50 anos em 2014, tendo como primeira montagem o espetáculo Caprichos do Amor e do Acaso, de 1964. Nessas cinco décadas, foram mais de 8 milhões de espectadores e mais de cem montagens produzidas.

Serviço

Confira a programação do Teatro do Sesi-SP no segundo semestre de 2015

Myrna sou eu – 01 e 2 de agosto

Tango sob dois olhares –  8 e 9 de agosto

Quem tem medo de Curupira? –  De 14 de agosto a 13 de setembro

L’llustre Molière – De 15 de agosto a 13 de setembro

Plínio Marcos 80 anos – De 16 de setembro a 11 de outubro

O Gigante Egoísta – De 16 de outubro a 8 de novembro

Amado – De 17 de outubro a 15 de novembro

Lampião e Lancelote – De 13 de novembro a 20 de dezembro

Mistero Buffo – De 21 de novembro a 20 de dezembro

Quartas Musicais

André Abujamra – 5 de agosto

Jair de Oliveira – 12 de agosto

Orquestra Paulistana de Viola Caipira – 19 de agosto

Pedro Mariano – 2 de setembro

Jaques Morelenbaum – 9 de setembro

Dani Black – 23 de setembro

Teatro do Sesi-SP – Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso – Av. Paulista, 1.313, em frente à estação Trianon Masp do Metrô

Entradas gratuitas – Reservas antecipadas pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi

Mais informações – http://www.sesisp.org.br/cultura/

 

 

 

 

 

O Homem de La Mancha: temporada atraiu 121,1 mil pessoas em 276 apresentações

Isabela Barros

A ficha ainda não caiu. Também pudera: soberano dos palcos do Teatro do Sesi-SP entre os dias 03 de setembro de 2014 e 28 de junho de 2015 como o protagonista de O Homem de La Mancha, Cleto Baccic tem tão viva a presença do musical em sua carreira que diz não estar com saudade. Para ele, “tudo ainda está tão forte” que ele se sente “de folga, com espetáculo amanhã”. Ao todo, foram 276 apresentações, com um público total de 121.135  pessoas. Uma temporada que vai deixar saudosos elenco, organizadores e público.

“São muitas as lembranças”, diz Baccic. “A mais importante delas é ter visto o Teatro do Sesi-SP lotado todos os dias”.

Eleito o melhor ator pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) em 2014, o intérprete de Miguel de Cervantes/D.Quixote cita a cena com o duque, na qual Cervantes fala sobre as suas experiências, como uma de suas prediletas. “Era quando ele contava o quanto já viveu e sofreu por seus ideais”.

Baccic: emoção pelo teatro lotado todos os dias. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

O Homem de La Mancha foi mais uma iniciativa do projeto Teatro Musical, de formação de atores e público, promovido pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

De acordo com a gerente de operações culturais da instituição, Alexandra Miamoto, a montagem foi especial, entre outros motivos, por ter sido a adaptação de um texto famoso feita segundo a realidade brasileira por Miguel Falabella.

Tanto que recebeu, além do prêmio de Baccic, o título de Melhor Musical também pela APCA, Melhor Espetáculo pelos críticos da Folha de S. Paulo e o Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Espetáculo de Teatro Musical. As três condecorações foram em 2014.

Depois de assistir a peça “mais de 30 vezes”, Alexandra elege a cena em que o protagonista canta a música tema, “O Sonho Impossível”, como a sua predileta. “Para mim, a cena representava o auge da qualidade técnica e estética daquela produção”, conta.

Entre as reações de carinho do público, ela cita o fato de que a primeira pessoa a chegar na fila para a última apresentação, em 28 de junho, levou um colchão para garantir a sua vaga. Isso aconteceu às 3h30.

 

Teatro do Sesi-SP: acervo de 50 anos de figurinos é organizado para ser aberto ao público

Isabela Barros

As luzes do teatro já se apagaram e a plateia está em silêncio. Cortinas abertas, o palco vai sendo iluminado e a primeira impressão que se tem do espetáculo é, além da trilha sonora, o brilho da roupa que os atores surgem em cena usando. Para perpetuar esse encantamento, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) está organizando o seu acervo de figurinos. Assim, a memória dos 50 anos do Teatro do Sesi-SP poderá ser contada a partir de saias, vestidos, bordados, chapéus, um trabalho que tem como objetivo expor esses itens ao público mais adiante.

Além disso, esses materiais também podem ser vistos no livro Figurinos – Memória dos 50 anos do Teatro do Sesi-SP, organizado pelo cenógrafo e figurinista J.C. Serroni e publicado pela Sesi-SP Editora. Na obra, é possível acompanhar fotos dos figurinos de 41 peças e um perfil dos profissionais responsáveis por eles. O espetáculo mais antigo registrado é Caprichos do Amor e do Acaso, de 1964, e o mais recente é O Homem de La Mancha, atualmente em cartaz.

Responsável pela organização do acervo no Sesi-SP, o agente de Atividades Culturais Leonardo Candido da Silva conta que esse trabalho começou nos bastidores, com funcionários do Teatro do Sesi-SP abrindo as caixas de roupas lá guardadas. Em 2010, esse material começou a ser separado e enviado para o Centro de Atividades (CAT) da instituição na rua Catumbi, no Belenzinho, em São Paulo.

Ao centro, peça vermelha da peça "Caprichos do amor e do acaso". À direita, camisola de "A Falecida" e, à equerda, figurino de "Lampião e Lancelote". Ao fundo, vestidos de “Clarão nas estrelas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Em 2014, teve início a identificação e a higienização dos figurinos, agora dispostos em araras e cabides. “Temos um acervo de 5 mil peças entre roupas e acessórios”, diz Silva.

Ele explica que foram consultados os programas dos espetáculos para saber a quais deles os figurinos pertenciam. Uma garimpagem que exigiu e exige ainda toda a atenção. “Alguns vestidos apareciam volumosos nas fotos devido às saias colocadas por baixo”, afirma Silva. “Mas, no nosso acervo, sem essas saias, deram trabalho para serem identificados”.

A ideia é, no futuro, disponibilizar esses materiais para consulta pública. “Podemos ser uma referência para figurinistas e profissionais de moda, por exemplo”.

Para isso, está sendo reformada uma sala onde essas peças ficarão expostas. E isso a partir de uma série de cuidados, como o controle da entrada de luz e ventilação especial, com ar condicionado.

Vestidos de diferentes montagens de "A Falecida", de Nelson Rodrigues. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Há mais de um ano vivendo entre vestidos, saias e itens de época, Silva conta que tem um carinho especial pelas peças usadas em O Avarento, de 1966. “Foram as primeiras roupas que eu consegui identificar”, diz.

Os figurinos de O Mambembe também foram destacados. “São muitas peças coloridas, brilhantes, bem feitas”, explica Silva.

Referência nacional

O capricho nas produções a que o agente de Atividades Culturais se refere também é citado pelos figurinistas que já trabalharam em produções exibidas no Teatro do Sesi-SP. “O Sesi-SP talvez seja a instituição, no Brasil, onde há mais incentivo à qualidade das peças, o acabamento é sempre de primeira linha”, afirma o produtor geral da peça Menor que o mundoe diretor da Companhia Cênica Nau de Ícaros, Marco Vettore.

O livro com o registro dos figurinos do Teatro do Sesi-SP: memória. Foto: Reprodução

Produtor de Lampião e Lancelote, Edinho Rodrigues conta que o espetáculo venceu vários prêmios na categoria figurino, entre os quais o Bibi Ferreira em 2013 e o Femsa  de Teatro em 2014. Algumas das roupas inclusive estão registradas no livro publicado pela Sesi-SP Editora.

“As vestimentas do núcleo do cangaço foram muito elogiadas pela fidelidade ao visual dos cangaceiros”, explica Rodrigues. “Além disso, os tons de cobre e prata, com muitos bordados, fizeram a diferença no palco”.

Segundo ele, detalhes assim, pensados com toda a atenção, são uma marca das produções do Teatro do Sesi-SP. “O cuidado é grande com tudo: figurino, cenário, som e assim por diante. Quem trabalha no Sesi-SP tem qualificação, sabe exigir dos artistas”, conta. “Tenho muito orgulho de fazer parte dessa memória”.

 

Sara Sarres e a beleza de ser Dulcineia em ‘O Homem de La Mancha’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Quando soube que seria uma das protagonistas de “O Homem de La Mancha”, espetáculo em cartaz no Centro Cultural Fiesp até 21 de dezembro, Sara Sarres se viu diante de um ponto de inflexão. “Há muito tempo eu não fazia um drama”, explica a atriz.

De fato, Sara vinha de uma sequência de três comédias (“A Família Adams”, “Shrek” e “A Madrinha Embriagada”) e sua participação em musicais como “Les Misérables”ou “West Side Story”, segundo ela, tinha um grau de exigência, como atriz, inferior ao do papel que assumiria nesse clássico baseado na obra de Miguel de Cervantes.

“Não tinha tanto texto, não tinha tanta explosão de emoção”, compara.

Sara Sarres: “O texto traz coisas tão lindas. A gente chega num momento da vida em que, de repente, volta a falar de sonhos, de possibilidades, de sonhos impossíveis, de ética, de amor.” Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Para compor não uma, mas duas personagens (Aldonza/Dulcineia), ela precisou estudar. “Tive que resgatar em Stanislavski, nas coisas que eu estudei, voltar aos livros, às referências.”

Isso porque, diz Sara, é impossível um ator limitar-se à técnica em um texto como o da adaptação de Miguel Falabella para o original de Dale Wasserman. “Tem que buscar a verdade. Tenho como meta buscar a verdade e sair da forma em qualquer trabalho, seja drama, seja comédia ou qualquer gênero. Mas isso foi muito mais exigido pelo Miguel [Falabella, também diretor do espetáculo]. A gente não podia dar uma frase que saísse um pouco dura ou que saísse um pouco calculada. Ele batia a mão e parava. ‘Quero verdade, me tragam verdade. Leiam o texto, vão pra casa, estudem’ [narra ela com a voz do diretor]. E isso foi muito bom. Porque foi um motor para todos. E isso se reflete e toca o público de uma forma diferente.”

Atriz vive Aldonza no manicômio. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Além do trabalho com Falabella, Sara pesquisou muito. “Eu gosto de mergulhar, de ver tudo que já foi feito, até porque sou muito fã de musical”, confessa. “Ator tem que estar sempre se reciclando. E como um ator se recicla? Assistindo. Então, gosto de assistir tudo: todas as versões, todas as montagens, gravações que já fizeram. Acho que tudo constrói, tudo contribui para o que você vai tentar buscar de melhor.”

E o melhor é um espetáculo que vem lotando o Teatro do Sesi-SP ao contar a história de Alonso Quijana (Cleto Baccic), que chega a um manicômio brasileiro nos anos 30 apresentando-se como Miguel de Cervantes, poeta, ator de teatro e coletor de impostos. Ele é abordado pelo Governador (Bispo do Rosário), que comanda os internos do hospital. Para dar a Cervantes a oportunidade de reaver um manuscrito tomado pelos internos, o Governador instala um julgamento. Cervantes organiza sua defesa convidando os loucos a encenarem com ele uma peça de teatro em que encarna o cavaleiro errante Dom Quixote. É aí que conhece Dulcineia (Sara Sarres), como ele vê a sofrida e amargurada prostituta chamada Aldonza.

Sara Sarres: Aldonza não acha possível que um homem, o personagem de Cleto Baccic, seja capaz de amá-la como ela é. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Para reforçar a caracterização, Sara usa recursos distintos em seu canto . “Tentei imprimir na Aldonza/Dulcinéia, musicalmente, essa dualidade. Então, enquanto ela se sente Aldonza, canta de um jeito; quando se transforma e se aceita Dulcineia daquele homem, ela canta de outro. E as pessoas têm notado isso.”

Mas o que mais chama sua atenção no texto é a possibilidade de falar de sonhos impossíveis.

“O texto traz coisas tão lindas. A gente chega num momento da vida em que, de repente, volta a falar de sonhos, de possibilidades, de sonhos impossíveis, de ética, de amor. Ele tem mensagens muito fortes e muito bonitas. Acho que isso acaba tocando – não só a mim, mas a todo o elenco – de buscar essa transformação, de acreditar mais que é possível sonhar. Que, sim, que as coisas, por mais difíceis que pareçam, podem acontecer. Por que não? Sonhar é só primeiro passo. Eu acho que estou carregando esse lema comigo um pouquinho.”

No camarim de Sara Sarres, imagens de Paulo Autran e Bibi Ferreira extraídas de uma revista dos anos 70. Foto: Juan Saavedra/Fiesp

O amor quixotesco por Dulcineia, na visão de Sara, tem um simbolismo que permanece válido. “Ela reluta muito que ela pode ser amada. A mulher contemporânea sofre um pouco isso também, a busca do amor verdadeiro, de se sentir amada, de se sentir querida. Hoje é tudo tão efêmero, com a velocidade das redes sociais, a informalidade… Não existe mais o galanteio, não existe mais o romantismo”, observa. “E é bonito isso: como ela reluta, como ela não acha possível que um homem seja capaz de olhar para ela e ver beleza, juventude, inocência e amá-la como ela é. Ela se pergunta o porquê. E acho que hoje a gente também passa um pouco por isso. É bem atual do universo feminino.”

Viver na pele um ícone da literatura é um presentão, considera a atriz. Sobretudo por ter sido um papel de um dos grandes nomes do teatro brasileiro, Bibi Ferreira. “Fiz uma pesquisa enorme da Bibi, queria ouvir a voz dela”, revela a atriz, que em seu camarim tem algumas fotos da diva recortadas de uma edição da finada revista Manchete, ainda da época da montagem anterior de “O Homem de La Mancha” (1972) estrelada por Bibi e Paulo Autran.

Ao conversar com a reportagem, que tinha assistido a uma das primeiras exibições do musical, Sara incentiva uma segunda conferida. “O espetáculo sempre amadurece. Ele é orgânico, vivo. Teatro é vivo. Cada dia é um dia, cada sessão é uma sessão, cada público é um público e a troca com o público existe, além da troca entre os atores. Toda semana temos uma reunião para apontamentos em que ele [o diretor cênico associado Floriano Nogueira] fala: ‘Isso está bom, isso está caindo a energia, isso está crescendo demais, segurem a onda…’ Esses temperinhos, a cada semana, vão mudando. É interessante. Como fã de teatro musical, gosto de assistir às minhas peças favoritas na estreia, no meio da temporada e no fim. E normalmente eu sempre observo grandes mudanças.”

Sara Sarres: Miguel Falabella não quis atuação meramente técnica. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

O imenso sucesso no Teatro do Sesi-SP tem como consequência o aumento do assédio do público, ansioso por cumprimentar o elenco ao final de cada sessão – um simples aperto de mão, abraços, elogios e os onipresentes selfies. “Normalmente, em teatro musical, você fica tão caracterizado que, quando você sai do teatro, não existe muito desse reconhecimento. Mas as pessoas ficam esperando porque já assistiram várias vezes. E a gente fica muito feliz.”

Mas nada se compara à alegria dos atores com a reação de crianças e adolescentes nas sessões escolares – normalmente realizadas às quintas e sextas no horário da tarde. “É engraçado porque ao final do espetáculo eles têm uma explosão de aplausos completamente diferente. A grande maioria está vendo teatro musical pela primeira vez. É uma explosão que arrepia.”

Serviço

“O Homem De La Mancha”

Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista

Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

Teatro do Sesi-SP recebe quatro estrelas em avaliação de revista da Folha

Agência Indusnet Fiesp

O Teatro do Sesi-SP, que apresenta alguns dos destaques da programação cultural do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), recebeu quatro estrelas em avaliação divulgada no domingo pela revista dominical do jornal Folha de S. Paulo, a “sãopaulo” – grafada assim, sem maiúsculas.

Pelos critérios dos editores, quatro estrelas representa o nível “bom”, equivalendo uma pontuação de de 8,6 a 9,5 – só é classificado como “ótimo” notas de 9,6 a 10.

A “sãopaulo” destaca que o Teatro do Sesi-SP, situado no Centro Cultura Fiesp, tem peças que são sempre gratuitas e que dá para reservar ingressos pelo site. E afirma que “os assentos são confortáveis e a visão do palco é boa”.

Teatro do Sesi-SP. Foto: Julia Moraes

 

O jornal informa ainda que a equipe da “sãopaulo” visitou 60 teatros com mais de cem lugares da cidade e avaliou critérios como cordialidade no atendimento e bom treinamento dos funcionários; conforto (espaço entre as fileiras, tipo de poltronas, limpeza dos ambientes, tamanho do hall de entrada, bonbonniére e bebedouro e número de banheiros); segurança (saídas de emergência e extintores e hidrantes); detalhes da sala (visibilidade do palco, pontos cegos, vazamento externo de som e luz, temperatura).

A avaliação foi feita apenas em espaços que possuem palco italiano (o tipo mais comum, onde a plateia vê o espetáculo somente por um dos lados). A lista abrange locais que mantêm programação constante de espetáculos adultos, infantis e de dança. Foram visitadas desde casas centenárias até lugares abertos há poucas semanas.

Meu Sesi

Os ingressos gratuitos para os espetáculos no Teatro do Sesi-SP podem ser reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias.

Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.

Jorge Maya e a coincidência de reviver um mito em ‘O Homem de La Mancha’

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Para construir o seu Sancho Pança, personagem que interpreta no musical “O Homem de La Mancha”, Jorge Maya preferiu não ver outras montagens. “Não gosto de ver para que não me contamine e não enrijeça o que está sendo proposto”, conta.

Sua opção foi elaborar o personagem com os companheiros de palco, com a direção musical e geral e ouvindo o feedback de quem acompanhou os ensaios. “Gosto de estar com a cabeça completamente aberta para pode ir construindo.”

Jorge Maya (à direita), fiel escudeiro do protagonista Cleto Baccic (Dom Quixote/Miguel de Cervantes). Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Mas ele não nega que Grande Otelo – responsável pelo Sancho da outra montagem brasileira (1972/74) – teve influência em sua carreira.

“Já fiz muitos personagens que o Grande Otelo fez. No espetáculo ‘Teatro Brasileiro 2’, além de vários personagens que o Otelo já tinha feito durante a carreira toda, eu interpretava o próprio Otelo no Cassino da Urca”, lembra Maya.

E então veio o convite para o espetáculo em cartaz no Teatro do Serviço Social da Indústria de São Paulo, o Teatro do Sesi-SP. “São as coincidências que não acho tão coincidências assim. Meu temperamento de ator tem muito a ver com o Otelo mesmo. E assim também presto uma homenagem a esse ator extraordinário.”

O convite veio do diretor do espetáculo, Miguel Falabella. Carioca, Maya viajou para São Paulo, onde fez a audição e “ganhou” o Sancho Pança.

“Tinha acabado de gravar a novela ‘Jóia Rara’ na TV Globo e estava com outras perspectivas. Era uma coisa que jamais imaginaria que fosse acontecer nesse momento. Mas considero esse trabalho um presente”, declara o ator, que já havia trabalhado com Falabella em duas novelas e no espetáculo “Gaiola das Loucas”.

“Confio muito no que ele pode extrair de mim.”

Jorge Maya: mais um personagem vivido por Grande Otelo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Fonoaudiólogo, preparador vocal e professor de canto, Jorge Maya é um fã de teatro musical. “É um gênero maravilhoso. Tem tudo a ver com o brasileiro, porque somos um povo extremamente musical. Todas as nossas comemorações, nossas festividades, estão permeadas pela música”, afirma ele, que elogiou a iniciativa do Sesi-SP.

“O teatro musical está crescendo muito e precisando capacitar mais profissionais. Por isso, o grande mérito desse projeto é que ‘O Homem de La Mancha’ não é só uma peça para mostrarmos nosso valor artístico. É um projeto que embarca a formação de novos atores, com a escola profissionalizante, e de novos públicos”, diz.

“É um projeto de grande relevância e uma oportunidade maravilhosa. Estou muito feliz por fazer parte disso.”

Maya também destacou a participação do público para os momentos de emoção do espetáculo. “A gente vê pessoas muito emocionadas, agradecidas por estar aqui. Fico impressionado com a energia que eles passam pra gente.”

“É incrível poder mostrar um espetáculo dessa qualidade para todas as pessoas. Isso é um marco, uma coisa que nunca vivi na minha carreira. Fazer um trabalho com essa equipe, em um padrão altíssimo e de graça é maravilhoso.”

Momento em que personagem vivido por Cleto Baccic apresenta-se como Miguel de Cervantes, na companhia de seu criado, Sancho. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Para ele, o texto de Cervantes é o que traz a maior emoção para quem assiste. “O teatro tem como tradição ser uma arte transformadora. E esse texto representa isso na sua forma total, porque é muito emocionante e muito oportuno para o que estamos vivendo hoje, um mundo que precisa reavaliar os valores.”

O ator também fala da discussão do conceito de loucura que o espetáculo propõe. Um dos momentos mais emocionantes do espetáculo, para Maya, é a parte final. “No quarto final, fico bem emocionado, porque começam a ser ditas coisas que têm a ver com o que eu penso e me questiono. Do momento em que o Quixote pergunta ao Duque: ‘o que é a loucura?’ até o fim, é muito emblemático para mim.”

“Estamos vivendo uma grande loucura. Sabemos que não podemos mais desequilibrar a natureza, mas as pessoas continuam. A corrupção é um alicerce da nossa cultura. Então, o que é a loucura? O que é ser ‘são’? É sobre isso que o espetáculo fala. Por isso toca tanto o coração das pessoas.”

Na loucura do Quixote, ele tem a companhia fiel de Sancho, que resgata valores importantes como a amizade.

“Ele embarca na mesma viagem do Quixote porque tem o valor da pureza, da amizade, do humanismo. Ele gosta do Quixote sem interesse. As pessoas precisam realmente reaver a vida delas nesse contexto que a gente está vivendo de muita loucura.

Serviço

“O Homem De La Mancha”
Local: Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45
Informações: (11) 3146-7405/7406
Entrada gratuita
Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.
Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.
Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.
Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

‘O Homem De La Mancha’ comemora os 50 anos do Teatro do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp

O Teatro do Sesi-SP apresenta a partir de 13 de setembro, às 21 horas, o musical O Homem De La Mancha, com versão e direção de Miguel Falabella, texto original de Dale Wasserman, músicas de Mitch Leigh e letras de Joe Darion.O espetáculo é uma produção do Atelier de Cultura e integra a programação especial dos 50 anos do teatro da entidade, um dos marcos culturais da avenida Paulista. Os ingressos são gratuitos.

“Meu Quixote é brasileiro! Assim, a tênue fronteira entre a loucura e o sonho impossível encontra a inspiração ideal na história e na arte de Arthur Bispo do Rosário”, antecipa Falabella sobre sua montagem.

Na sequência de A Madrinha Embriagada (Melhor Musical – Prêmio Aplauso Brasil 2013 e dez indicações ao Prêmio Bibi Ferreira 2014), espetáculo assistido por mais de 150 mil pessoas em temporada de 11 meses, Miguel Falabella oferece uma encenação original e surpreendente, 42 anos após a primeira temporada brasileira de O Homem de La Manchadirigida por Flávio Rangel, em 1972.

Inspiração brasileira

Miguel Falabella inspirou-se em Bispo do Rosário para caracterizar o Governador (no texto original um preso da Inquisição que comanda os outros presos), interpretado por Guilherme Santana (ganhador do prêmio Shell de Melhor Ator em 2012), ambientando a trama de seu O Homem de La Mancha em um manicômio brasileiro do final dos anos 30.

O marinheiro sergipano Bispo do Rosário foi internado na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, em 1938, e lá permaneceu por 50 anos, até sua morte, em 1988. Poucos anos antes, algumas pessoas tiveram acesso à sua arte. Autodidata, jamais se considerou um artista plástico. A primeira exposição de sua obra foi organizada por Lígia Clark, em 1989. Bispo tinha uma missão: apresentar a Deus o mundo e suas coisas, no dia do Juízo Final. Produziu bordados de imagens e de escritos, mumificou objetos com linhas azuis descoloridas, construiu inúmeros painéis de seriação de objetos do cotidiano, em composições abstratas.

Sua obra encontra-se intacta, sob a curadoria do Museu de Arte Contemporânea Arthur Bispo do Rosário, na Colônia Juliano Moreira. Dezenas de exposições no Brasil e no mundo já exibiram sua extensa produção, destacando-se o Gugenhein Museum, de Nova Iorque, o Victoria and Albert Museum, em Londres, a Bienalle di Venezia, na Itália e a Bienal de São Paulo. Seu trabalho, frequentemente comparado a Marcel Duchamp e Andy Warhol, é considerado um dos pilares da arte contemporânea brasileira, e seus traços podem ser observados na produção de diversos artistas plásticos da atualidade.

Sinopse do musical

Um manicômio brasileiro no final dos anos 30. Um paciente é anunciado para internação. Apresenta-se como Miguel de Cervantes, poeta, ator de teatro e coletor de impostos. Chega na companhia de seu criado, Sancho.

Ele é abordado pelo Governador, louco que comanda os internos do hospital.  O grupo ataca seus pertences e lhe subtraem suas poucas posses. Cervantes se preocupa apenas com um manuscrito, que é arremessado entre eles.  Para dar a Cervantes a oportunidade de reaver seu manuscrito, o Governador instala um julgamento.

O Duque faz a acusação. Cervantes organiza sua defesa convidando os loucos a encenarem com ele uma peça de teatro.

É a história de D. Alonso Quijana, um velho fazendeiro aposentado, ávido leitor, desgostoso com os maus-tratos dos homens para com seus semelhantes. Melancólico com as injustiças do mundo e tomado pela loucura, imagina ser D. Quixote Senhor de La Mancha, um Cavaleiro Errante, atrás de aventuras que lhe permitam combater o mal, assistir os indefesos e praticar o bem.

Serviço

O Homem De La Mancha
Local: 
Teatro do Sesi-SP (456 lugares) – Avenida Paulista, 1313 – Bela Vista
Estreia: 13 de setembro
Temporada até 21 de dezembro
Recomendação: 10 anos
Duração: 1h45 minutos
Informações: (11) 3146-7405/7406

Entrada gratuita

Ingressos gratuitos reservados online pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi de 15 em 15 dias a partir do dia 25 de agosto.

Apresentações entre dias 1º e 15, publicação na internet dia 25 do mês anterior.
Apresentações entre dias 16 e 31, publicação na internet dia 10 do mesmo mês.

Serão distribuídos 50 ingressos por sessão na bilheteria, no dia do espetáculo, a partir do horário de abertura da bilheteria.

Horário da bilheteria: quarta a sábado, das 13h às 21h; domingo, das 11h às 19h. Quarta a sexta às 21h; sábado às 17h e 21h e domingo às 19h.

Miguel Falabella: ‘A Madrinha Embriagada’ foi um momento especial para todos nós’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Em noite de emoção no palco e na plateia, com direito a muitos aplausos em cena aberta, chegou ao final, neste domingo (29/06), a temporada do musical A Madrinha Embriagada no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista. O espetáculo, montado com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), estreou em agosto de 2013 e teve 325 apresentações gratuitas, com público de 150 mil pessoas.

A Madrinha Embriagada foi um momento especialíssimo na vida de todos nós”, afirmou o diretor da peça, Miguel Falabella, no palco, ao final da apresentação. “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”.

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade que outros gêneros ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella: “O teatro musical chega com mais facilidade ao coração das pessoas”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella agradeceu o empenho do elenco, da equipe técnica e do então presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf, pelo apoio para a realização do projeto.

Presente à última sessão da temporada, uma das autoras das músicas e letras do musical, uma adaptação de The Drowsy Chaperone, Lisa Lambert, fez questão de registrar a sua admiração pela montagem brasileira comandada por Falabella. “Essa foi a performance mais emocionante que eu já vi do espetáculo”, afirmou Lisa. “Nunca fui tão tocada pela peça quanto esta noite”.

Para a superintendente do Sesi-SP, Débora Botelho, a expectativa de é que o musical seja “o primeiro de muitos” a ser montado com o apoio da instituição e da Fiesp. “Vocês são todos brilhantes”, elogiou.

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Débora: que 'A Madrinha Embriagada seja o primeiro de muitos musicais montados com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Outro que não conteve a emoção foi o diretor geral de produção e intérprete do personagem Aldolpho, Cleto Bacicc. “Foi muito bom participar de um projeto de cunho social e cultural com essa qualidade e com 150 mil ingressos distribuídos gratuitamente”, disse. “Sem falar que os embriagados nos surpreenderam com todas as suas participações”, afirmou ele numa alusão aos fãs da peça, que lotaram o Teatro do Sesi-SP e cantaram muitas canções, de cor, com os atores.

Um doce para O Homem da Poltrona

Além de palavras de carinho ao elenco e muitos aplausos em cena aberta, até mesmo de pé, em alguns momentos, os fãs do espetáculo surpreenderam os artistas com iniciativas como a entrega de um doce para Ivan Parente, que interpreta o Homem da Poltrona, numa das cenas. O ator devorou o mimo na hora.

Ao final da apresentação, os “embriagados” entregaram presentes a todos os integrantes do elenco, que também receberam flores da produção.

Com o palco lotado por todos os envolvidos na produção, incluindo as mais variadas equipes técnicas, como a de fisioterapeutas, Falabella fechou a noite com um convite: “Em setembro, teremos O Homem de La Mancha aqui no Teatro do Sesi-SP”, contou ele, animado com o seu próximo projeto de teatro musical a ser viabilizado com o apoio da indústria paulista.

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': noite de emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella, ao centro, com o elenco e a equipe técnica de 'A Madrinha Embriagada': emoção. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Fãs de ‘A Madrinha Embriagada’ já sentem saudade e prestigiam final da temporada

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Na noite deste domingo (29/06), a estudante de teatro musical e atendente Priscila Carvalho, de 29 anos, vai ao Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista, em São Paulo, para ver, pela 80ª vez, seu musical predileto. Fã que é, não poderia ficar de fora da sessão de encerramento da temporada de “A Madrinha Embriagada”, espetáculo montado com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Assim como Priscila, outros admiradores viram o seu amor pelos palcos crescer depois de conhecer a saga de personagens como O Homem da Poltrona, Jane Valadão, o Sr. Iglesias ou Adolpho, apenas para citar alguns.

“‘A Madrinha’ é um espetáculo especial”, diz Priscila. “Primeiro pela entrada gratuita, uma iniciativa ótima da Fiesp e do Sesi-SP, depois pelo elenco e, em terceiro lugar, pelo fato de ser uma comédia muito divertida, capaz de fazer qualquer um esquecer do mundo lá fora”.

Apta a repetir todas as falas e de cantar todas as músicas da peça, a atendente elege “Surpresa Fatal” como a sua canção predileta.

Priscila ao lado de Cleto Bacicc: “A Madrinha é um espetáculo especial”. Foto: Arquivo Pessoal

Priscila ao lado de Cleto Baccic: “A Madrinha é um espetáculo especial”. Foto: Arquivo Pessoal

 

Conhecida de todo o elenco, é cumprimentada pelo nome nos bastidores e já tirou fotos “com todos os atores”. Uma empolgação multiplicada entre os amigos. “Já levei mais de dez pessoas para assistirem o musical”, conta.

Embriagados

Prestes a ver “A Madrinha Embriagada” pela 30ª vez, também neste domingo (29/06), a biomédica Graziela Vieira, de 23 anos, é outra admiradora que levou muita gente para o Teatro do Sesi-SP nos últimos 11 meses. Uma missão que ganhou força depois da criação de uma página sobre o espetáculo na rede social Facebook.

“Tivemos mais de 3 mil curtidas na página e, com isso, formei um grupo de 30 pessoas que estão sempre em contato para ir ao teatro e conversar sobre A Madrinha”, diz. Segundo ela, são todos “embriagados” pelo projeto.

Graziela: “Fui embora para casa com os olhos brilhando e o coração apertado quando vi pela primeira vez”. Foto: Arquivo Pessoal

Graziela: “Fui embora para casa com os olhos brilhando e o coração apertado quando vi pela primeira vez”. Foto: Arquivo Pessoal

As razões de tanto amor? “A peça é emocionante e gratuita, oferecendo oportunidade para todas as pessoas que nunca tinham visto um musical antes”, conta. “Fui embora para casa com os olhos brilhando e o coração apertado quando vi pela primeira vez”.

O elenco, formado pela “nata dos atores” do gênero, também é destacado. “São todos maravilhosos, sem falar nos figurinos criados pelo Fause Haten e na direção do Miguel Falabella”.

Para não morrer de saudade com o fim das apresentações, Graziela já faz planos de comparecer, com a mesma assiduidade, às sessões de “O Homem de La Mancha”, o próximo musical a ser montado com o apoio da Fiesp e do Sesi-SP e direção de Miguel Falabella, com estreia prevista para setembro de 2014. “Nem vi ainda e já digo que sou fã”, garante.

 

 

 

‘Fracassar é importante para descobrir o seu talento’, diz autor de Evita e O Rei Leão

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp 

A uma plateia com mais de 400 cantores, atores, autores e alunos de teatro musical do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o autor britânico Tim Rice, autor de musicais renomados como Evita, O Rei Leão, Jesus Cristo Superstar e A Bela e Fera, contou, nesta quarta-feira (18/06) que já quis ser o vocalista Mick Jagger, da banda também britânica Rolling Stones. O encontro foi realizado na manhã desta quarta-feira (18/06), no Teatro do Sesi-SP, na capital paulista.

Rice é reconhecido por seu trabalho. O musical Jesus Cristo Superstar, por exemplo, já foi um LP (long player) que ocupou o primeiro lugar das paradas norte-americanas nos anos 1970.  Já o espetáculo O Rei Leão chegou a vender 200 mil entradas em sua temporada no Brasil em apenas três meses.

O autor britânico desfruta de um reconhecimento que sequer suspeitava ser possível há algumas décadas. Ele contou ainda que queria estar no negócio da música. Queria, na verdade, cantar, mas, “não era bom o suficiente”.

“Em meus sonhos, eu não tinha ideia do que faria. Se você me perguntasse, em 1965 onde eu estaria hoje, eu não diria no teatro”, disse ao conversar com os alunos do projeto Teatro Musical Sesi-SP de formação para atores de espetáculos musicais.

Rice no Teatro do Sesi-SP: “Em meus sonhos eu não tinha ideia do que faria”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Rice no Teatro do Sesi-SP: “Em meus sonhos, eu não tinha ideia do que faria”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Flerte com o teatro musical

Foi quando desistiu da escola de Direito em Londres, por não ir bem os testes, que ele passou a tentar escrever música para gravadoras e, ainda sem saber, iniciou seu flerte com o teatro musical. “Eu desisti de Direito. Na verdade, eu era muito ruim, bombei em meus exames três vezes”, relembrou Rice.

Sobre o fracasso, Rice deixou uma mensagem de incentivo: “fracassar é muito importante”. Ele criticou alguns padrões de ensino e aprendizado cujos testes e exames não permitem que o aprendiz fracasse.

“Você não está autorizado fracassar. Isso é estúpido. Se não falhar, você pode nunca saber no que você é realmente bom. As pessoas acabam se formando e vão para o mundo real, mas esse mundo real não é exatamente perfeito”, afirmou. “Se eu passasse na escola de Direito, seria o pior advogado do mundo”.

Processo criativo

Em uma bem humorada conversa com os alunos de teatro musical do Sesi-SP, Rice contou como surgiu a inspiração para alguns de seus trabalhos.

Ele lembrou, por exemplo, como surgiu a ideia de escrever Evita, que foi apresentado pela primeira vez em Londres e, pela Broadway, no final dos anos 1970.

“Eu estava atrasado para um jantar e me perdi nas ruas de Londres. Enquanto percorria com o carro as ruas para encontrar a casa, estava ouvindo no rádio um programa sobre Eva Perón. Naquela meia hora em que ouvi aquilo, pensei que poderia ser uma ideia interessante”, disse Rice.  Evita é fruto da parceria do letrista britânico com o compositor conterrâneo Andrew Lloyd Weber, que assina obras como O Fantasma da Ópera.

Com disciplina

Embora ideias possam surgir de situações inusitadas, Rice acredita que o processo criativo que se segue, sobretudo para criação das letras das músicas, é um trabalho com disciplina no qual o autor pode fazer inúmeras tentativas, mas precisa entregar dentro de determinado prazo.

“Prazos são muito importantes, sem eles você não faz nada. Não se trata de inspiração divina, mas de terminar algo em algum prazo. Você senta, pega um papel, coloca a música e tem de terminar. Às vezes não fica bom, então você retorna e tenta de novo”, disse.

Rice afirmou ainda que a pressão para cumprir os prazos “é de grande ajuda”. Ele explicou ainda que o processo de criação das letras é normalmente “ouvir a história do musical, a música inspirada pela história e depois escrever as letras”.

Um detalhe importante para o letrista de musical é escolher vogais e palavras que se adequam às notas das músicas.

“É muito importante ter grandes sons para as grandes notas. Eu tento fazer isso, a nota normalmente vem primeiro”, contou Rice. “Você precisa garantir para o cantor que aquele som pode ser cantado, bem como fazer sentido”, completou.

Aula para futuros atores 

A conversa, ou master class gratuita com Tim Rice nesta quarta-feira (18/06) fez parte do Curso de Formação em Teatro Musical do Sesi-SP, lançado em março. A iniciativa conta com o apoio da Embaixada Britânica.

Cavalcanti: formação profissional ao mercado do teatro musical brasileiro. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Cavalcanti: formação profissional ao mercado do teatro musical brasileiro. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo o diretor da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti, o projeto tem como objetivo entregar formação profissional ao mercado do teatro musical brasileiro.

“Buscamos nesta casa e procuramos desenvolver um intenso programa que seja suportado com carinho e investimento para dar ao público de teatro musical profissionais bem qualificados”, disse Cavalcanti na abertura da master class.

 

Denise Fraga e Tata Amaral falam sobre cinema no próxio InteligênciaPontoCom

Agência Indusnet Fiesp

Atriz, produtora de teatro e cinema e autora de dois livros, Denise Fraga e a cineasta Tata Amaral são as convidadas da edição de abril do InteligênciaPontoCom, bate-papo cultural que acontece mensalmente no Teatro do Sesi-SP. O encontro acontece nesta terça-feira (22/04), às 20h, e tem entrada gratuita.

Conhecida do grande público, Denise Fraga é sucesso no teatro, no cinema e na televisão.Entre os espetáculos teatrais em que atuou, destacam-se “Chorinho”, “Sem Pensar”, “A Alma Boa de Setsuan”, “A Quarta Estação” e “Trair e Coçar é só Começar”.

Na televisão, desenvolveu diversos programas, como o quadro do Fantástico “Retrato Falado”, além de atuar em novelas, humorísticos e minisséries. Seus trabalhos mais recentes foram os seriados “3Teresas” para GNT e “A Mulher do Prefeito” pela TV Globo, ambos em 2013.

Atuou em mais de 12 longas-metragens no cinema, como “Por trás do Pano”, “Cristina Quer Casar”, “As Melhores Coisas do Mundo” e “Hoje”. Em todas as linguagens, Denise conquistou importantes prêmios, como Grande Prêmio Brasil, Festival de Cinema de Gramado, Prêmio APCA, Festival Internacional de Cinema Latino Americano de Havana e o Kandango no Festival de Cinema de Brasília. Atualmente é colunista da Folha de São Paulo e da Revista Crescer.

Uma das mais importantes cineastas brasileiras, Tata Amaral conquistou mais de 50 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Seu filme “Antônia”, inspirou uma série de televisão homônima, indicada ao Emmy 2007, o Oscar da televisão. Com o filme “Hoje”, conquistou seis prêmios no Festival de Brasília e chegou a finalista na categoria Melhor Direção do 10º Prêmio Fiesp/Sesi-SP.

Serviço

Denise Fraga + Tata Amaral no InteligênciaPontoCom
Data e hora: 22 abril, às 20h
Local: Teatro do Sesi-SP (Av. Paulista, 1.313 – Metrô Trianon-Masp)
Reservas pelo site Meu Sesi
O evento terá transmissão on-line pelo site www.fiesp.com.br/online
Mais informações no site do Sesi Cultura

Glória Pires no 10º Prêmio Fiesp/Sesi de Cinema: ‘Sensação de dever cumprido’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Estrela entre as estrelas presentes ao Teatro do Sesi-SP na noite desta terça-feira (01/04), Glória Pires era só sorrisos e agradecimentos por ter levado o troféu de melhor atriz pelo filme “Flores Raras” no 10º Prêmio Fiesp/Sesi de Cinema. Ela aproveitou a ocasião para destacar a memória da arquiteta e paisagista Lota de Macedo Soares, seu papel na película.

“Tudo o que vem junto com um filme é especial”, disse Glória. “Interpretar pessoas que realmente existiram é mais especial ainda, a minha sensação é de dever cumprido”.

“Flores Raras” conta a história de amor entre Lota e a poetisa norte-americana Elisabeth Bishop. A obra é ambientada no Brasil, nos anos 1950 e 1960, tendo como principais cenários as paisagens do Rio de Janeiro.

Glória: orgulho por ter interpretado Lota Macedo de Soares no cinema. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Glória: orgulho por ter interpretado Lota Macedo de Soares no cinema. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

A melhor atriz no 10º Prêmio Fiesp/Sesi de Cinema contou ainda que se sente honrada por ter ajudado a levar ao público um pouco da vida da arquiteta, que participou de trabalhos como o projeto de urbanização do Aterro do Flamengo, na capital carioca.

“A Lota não gostava muito de fotos e eu não tive acesso a vídeos, a nada”, afirmou Glória. “Mesmo assim, pessoas que a conheceram e viram o filme disseram que havia muita semelhança entre nós”, disse. “Brinco que deve ter sido obra da principal interessada na história”.

Dezessete anos depois  

A atriz fez questão de elogiar ainda o empenho da produtora Lucy Barreto para levar o filme adiante, já que o fato de abordar o romance entre duas mulheres afastou muitos patrocinadores. O longa foi dirigido por Bruno Barreto. “A espera foi tanta, durou 17 anos, que eu nem esperava mais que esse trabalho saísse”, contou. “E a Lucy sempre dizia que só via a mim interpretando a Lota”.

Para Glória, “Lucy Barreto também é uma flor rara”. “Foi gratificante demais ter feito o filme”, disse. “Assim como é gratificante que existam no Brasil festivais importantes como esse da Fiesp e do Sesi-SP”.

Melhor Ator

Já o prêmio de melhor ator principal ficou com Irandhir Santos, por sua atuação em “Tatuagem”, de Hilton Lacerda.

Zeca Baleiro no InteligênciaPontoCom: ‘O artista tem que ser um catalisador’

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A sensação era a de estar na sala de casa, batendo papo sem pressa, falando sobre assuntos diversos. Foi assim, em tom de leveza e, principalmente, de quebra de preconceitos, que o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro participou, na noite desta terça-feira (25/03), no Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista, em São Paulo, da edição de março do InteligênciaPontoCom, bate papo mensal organizado pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). O encontro foi mediado pela radialista e escritora Patrícia Palumbo, apresentadora do programa Vozes do Brasil, da Rádio Eldorado.

Muito à vontade diante da plateia, Baleiro conversou com os participantes do debate sobre o seu processo de criação, suas muitas referências musicais e o hábito de reverenciar artistas tradicionais na música popular brasileira ao mesmo tempo em que elogia novos talentos. “É divertido e desafiador compor em parceria, já trabalhei com mais de cem parceiros”, disse. “Nunca briguei com nenhum deles, no máximo dei um tempo na relação”, brincou.

Entre os novos artistas que têm chamado a sua atenção, destaque, entre outros nomes, para o catarinense radicado em Alagoas Wado. “Um dos caras mais talentosos da geração que sucedeu a minha”, explicou.

Baleiro e Patricia no InteligênciaPontoCom: parcerias e referências variadas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Baleiro e Patricia no InteligênciaPontoCom: parcerias e referências variadas. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Por meio de seu selo musical, o Saravá Discos, Baleiro já produziu “uns 18 discos” de caráter mais experimental, como um com poesias de José Chagas, paraibano que vive no Maranhão, cantadas por artistas diversos, ou um disco do maranhense Antonio Vieira, que gravou pela primeira vez depois dos 80 anos.

Sempre em meio a tantas referências, o cantor está em turnê atualmente com um show com canções de Zé Ramalho. “Fui muito influenciado por ele, pelo Fagner, por toda a geração nordestina que se destacou nos anos 1970”, disse. “Conhecer o trabalho dos dois foi como um alumbramento para mim”.

Abaixo o preconceito

Ao longo do bate papo, Baleiro, que já teve as suas composições interpretadas por Simone, Gal Costa e Rita Ribeiro, entre muitos outros, fez questão de destacar que não tem preconceitos em relação a essas e outras gravações. “Já tive músicas gravadas até por Claudia Leitte e pela dupla Rio Negro e Solimões”, contou. “Eu mesmo sempre ponho releituras nos meus discos, gosto muito de interpretar canções alheias”.

Tal opção é mantida mesmo à custa de farpas aqui e ali. “Fui apedrejado quando gravei Charlie Brown Jr”, disse. “Fui chamado de ‘vendido’ e olhe que a gravadora nem queria aquela gravação, eu que quis pegar uma música pesada e trazer para um estilo mais lírico, com violões”, afirmou em referência à sua versão de Proibida pra mim.

A rede predileta

Depois de avisar que só responderia “perguntas inteligentes” porque o nome do evento era “InteligênciaPontoCom”, ele abriu a palavra para a plateia. Foi quando entraram em cena temas como o patrulhamento nas redes sociais. “A rede de que eu mais gosto é uma xadrez que eu trouxe do Maranhão”, brincou. “Não entro nessa, podem me chamar de feio e de burro que eu não estou nem aí”.

Provando que as opiniões alheias não têm qualquer interferência sobre as suas escolhas, Baleiro contou que está produzindo um disco da cantora Vanusa. “Para a geração do You Tube, ela será sempre aquela que errou o hino nacional”, disse. “Mas é preciso lembrar que a Vanusa foi uma das primeiras a entoar hinos feministas no Brasil, é uma grande cantora, com uma excelente presença de palco”, afirmou. “Piada velha continuarem dizendo para ela não errar o hino”.

Baleiro: “Podem me chamar de feio e de burro que eu não estou nem aí”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Baleiro: “Podem me chamar de feio e de burro que eu não estou nem aí”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Perguntado sobre o funk, foi direto na resposta: “adoro”. “Acho muito bom o ritmo, as letras são um capítulo à parte, eu adorava o Claudinho e Buchecha”.

Para o cantor, não existe problema algum em apreciar estilos variados. “Eu consigo gostar tanto da música do Lulu Santos quanto do trabalho do Milton  Nascimento”, explicou. “As duas coisas não são excludentes, mas, nos anos 1980, quem tocasse um baião no meio do show era ridicularizado”.

No fim das contas, para Baleiro, o mais importante é ser fiel “à própria verdade” e viver de acordo com o seu tempo. “O artista tem que ser um catalisador da sociedade”.

Fila para lançamento do Curso de Formação de Atores do Sesi-SP começou às 7h

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O jornalista Bruno Rizzato, de 21 anos, é o segundo da fila que se formou no vão do Teatro do Sesi-SP para assistir ao espetáculo de lançamento do Curso de Formação de Atores do Projeto Teatro Musical.

A primeira da fila era da namorada dele, que chegou à bilheteria do teatro às 7h, mas precisou deixar o lugar às 10h para trabalhar. “Como ela tinha que trabalhar, eu e meu amigo chegamos aqui às 10h. Eu estou guardando o lugar dela e o meu amigo segurando o segundo lugar pra mim”, explicou Bruno.

Rizzato: segundo colocado da fila e esforço pela namorada. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Rizzato: segundo colocado da fila e esforço pela namorada. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A partir das 20h30 desta segunda-feira (24/03), o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) apresentam uma aula show comandada pelo ator e diretor Miguel Falabella para apresentar a primeira turma do Curso de Formação de Atores em Teatro Musical, projeto iniciado pelas entidades em meados de 2013.

A intenção dos organizadores do espetáculo é homenagear o legado do teatro musical brasileiro. O evento reúne protagonistas de musicais que marcaram época e de produções em cartaz no Brasil.

Durante o show, o palco recebe Cláudia Raia e Jarbas Homem de Mello (Crazy For You), Laila Garin (Elis O Musical), Emílio Dantas (Cazuza), Danilo de Moura (Tim Maia), Saulo Vasconcelos (A Bela e a Fera), Sara Sarres (O Fantasma da Ópera), Kiara Sasso (A Noviça Rebelde), Ester Elias e Marcos Tumura (Les Misérables), Amanda Acosta (My Fair Lady), Rachel Ripani, Andrezza Massei (Mamma Mia!), Cleto Baccic (Cats), Bianca Tadini (West Side Story), Cláudio Galvan (Império), Paula Capovilla (Evita) , e o elenco de “A Madrinha Embriagada”.

Os ingressos, gratuitos, são distribuídos por ordem de chegada, a partir das 19h30, na bilheteria do Teatro do Sesi-SP.

A fila para conseguir um ingresso para a aula show comandada pelo ator e diretor Miguel Falabella para apresentar a primeira turma do Curso de Formação de Atores em Teatro Musical. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A fila para conseguir um ingresso para a aula show comandada pelo ator e diretor Miguel Falabella para apresentar a primeira turma do Curso de Formação de Atores em Teatro Musical. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

“Passei a gostar mais ainda de musical depois que conheci a minha namorada. Estou ansioso para ver a Sara Sarres e o Miguel Falabella”, afirmou Bruno enquanto terminava um lanche que conseguiu comprar. “Eles deixam a gente sair da fila por até 30 minutos, então comprei o que deu”, completou.

Ele analisou ainda que ações como essa, de graça, são importantes para estimular o público desse tipo de espetáculo. “É um público recente, dos últimos dez anos, graças às produções da Broadway”.

Paixão por musicais

Irene Caldeira, de 20 anos, é estudante de Rádio e TV e a quinta da fila. Ela contou que chegou à bilheteria do teatro na Fiesp às 10h. Para lutar por seu ingresso, faltou à aula de um curso obrigatório do estágio.

“Estou aqui por dois motivos: para ver meu amigo, que é aluno do curso de formação de atores, e para ver a Sara Sarres e o Saulo”, contou. “Sou apaixonada por musical. Isso é incrível. Quando vão conseguir juntar todos esses musicais em um só evento de novo?”, completou.

Irene: “ Quando vão conseguir juntar todos esses musicais em um só evento de novo?”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Irene: “ Quando vão conseguir juntar todos esses musicais em um só evento de novo?”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O metalúrgico João Eduardo dos Santos, de 46 anos, chegou uma hora mais cedo que Irene, mas conseguiu o nono lugar na espera. Afastado do trabalho para se recuperar de uma cirurgia, ele aproveitou o dia livre para tentar garantir um lugar na plateia do espetáculo para a filha, que tem 17 anos.

“Ela faz teatro no colégio e desde pequenininha manda bem. Eu estou aqui por ela. Pai é pai, né?”, disse.

InteligênciaPontoCom recebe Zeca Baleiro e Patrícia Palumbo nesta terça-feira (25/03)

Agência Indusnet Fiesp

O debate vai ser bom. Nesta terça-feira (25/03), o InteligênciaPontoCom, bate papo mensal organizado pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), recebe o cantor e compositor Zeca Baleiro e a radialista e escritora Patrícia Palumbo. O encontro será realizado a partir das 20h30, no Teatro do Sesi-SP, no prédio da instituição e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, em São Paulo. Também haverá transmissão online nos sites do Sesi-SP e da Fiesp.

Zeca Baleiro canta, toca violão e já teve as suas composições interpretadas por Simone, Gal Costa, Rita Ribeiro e O Rappa, entre muitos outros. Nascido no Maranhão, assinou a dramaturgia e a direção musical da peça Quem tem medo de curupira?, exibida no Teatro do Sesi-SP e eleita o melhor espetáculo jovem de 2010 pelo Prêmio Femsa de Teatro Infantil e Jovem. Também escreveu o livro Bala na Agulha – Reflexões de Boteco, Pastéis de Memória e Outras Frituras, que reúne textos publicados desde 2005.

Já Patrícia Palumbo começou a sua carreira nos anos1990 criando uma fórmula pioneira ao reunir notícias sobre música e meio ambiente. Também inovou ao apresentar um programa em que alternava música e informações sobre o trânsito nos horários de maior engarrafamento. É a apresentadora do programa Vozes do Brasil, da Radio Eldorado.

Os ingressos para o evento podem ser reservados com antecedência pelo site www.sesisp.org.br/meu-sesi. Haverá transmissão ao vivo pela internet no www.fiesp.com.br/online.

Serviço

InteligênciaPontoCom – Zeca Baleiro e Patrícia Palumbo

Data: 25 de março, terça-feira

Horário:  20h30

Local: Teatro do Sesi-SP – Avenida Paulista, 1313 (Em frente ao metrô Trianon-Masp)

Entrada gratuita

Espetáculo ‘Lampião e Lancelote’, que fez parte da programação do Sesi-SP em 2013, é premiado pela APCA

Agência Indusnet Fiesp

O espetáculo “Lampião e Lancelote”, que ficou em cartaz no Teatro Sesi-SP no primeiro semestre de 2013, foi premiado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). A peça foi escolhida como melhor espetáculo para jovens, na lista divulgada nesta segunda-feira (10/12) pela Associação.

Espetáculo Lampião e Lancelote que esteve em cartaz no Teatro do Sesi-SP. Foto Julia Moraes

Adaptação da obra homônima de Fernando Vilela, a peça “Lampião e Lancelote” tem direção de Débora Dubois e trilha de Zeca Baleiro. A narração, feita por Cássio Scapin, retrata o embate entre dois heróis da literatura: o cavaleiro medieval Lancelote (Leonardo Miggiorin) e o cangaceiro Lampião (Daniel Infantini).

A disputa, no entanto, não busca eleger o melhor guerreiro, mas o melhor repentista, e acaba mostrando as sutis semelhanças entre dois universos que parecem a princípio muito distantes.