Steinbruch: ‘Brasil precisa de uma política econômica que promova o crescimento’

Nota oficial

O Comitê de Política Monetária  (Copom) do Banco Central (BC) divulgou nesta quarta-feira (16/07) a manutenção da taxa básica de juros, a taxa Selic, em 11% a.a.

Para Benjamin Steinbruch, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a manutenção da taxa Selic nesse patamar mantém o risco da economia brasileira, que ingressa na recessão.

Um amplo conjunto de indicadores mostra que a atividade está fraca na maioria dos setores. A produção industrial no segundo trimestre será, muito provavelmente, o quarto trimestre consecutivo de queda, configurando um quadro recessivo na indústria de transformação. Nos demais setores, como o de comércio e serviços, indicadores mostram que o pessimismo e a morna atividade prevalecem.

“A confiança do empresariado não é uma simples questão de humor. Sua base é formada no crescimento das vendas, capacidade de produção, desempenho do mercado. Quando a demanda enfraquece e não se vê possibilidade de reversão no curto prazo, a confiança diminui e o investimento se retrai”, afirma Steinbruch.

“É preciso reduzir a taxa de juros para estimular a demanda da economia, os investimentos produtivos e recolocar o país na rota do otimismo. O Brasil precisa de uma política econômica que promova o crescimento, crie rendas e gere empregos”, conclui o presidente da Fiesp.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

>> Ciesp: manutenção da Selic em 11% a.a. enfraquece a economia e derruba ainda mais a produtividade 

Fiesp: ‘Não basta interromper o ciclo de alta de juros, é necessário reduzi-los’

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou nesta terça (28/05) a manutenção da taxa Selic em 11% a.a, decidindo pela estabilidade após acumular alta de 3,75 p.p desde abril de 2013.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), a manutenção da taxa Selic neste patamar será prejudicial à retomada das atividades. Indústria, comércio e serviços já sentem a redução do volume de vendas, e nem a proximidade do início da Copa traz reversão deste processo.

“A manutenção da taxa de juros em patamar tão elevado diante de uma economia em desaceleração e um crescimento anêmico mostra como a política monetária está descolada da realidade do Brasil. Não basta interromper o ciclo de alta de juros, é necessário reduzi-los, de forma urgente e decidida para que o país volte a crescer num ritmo vigoroso e sustentável, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“A inflação já dá sinais de recuo. E a política econômica deve buscar o investimento, a produtividade e a manutenção de empregos. E esse juro é contra esses objetivos”, concluiu  Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Fiesp/Ciesp: Selic em 10% ao ano é equivocada

Nota oficial

Nesta quarta feira (27/11) o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central definiu o novo valor da Taxa Selic em 10% ao ano, com aumento de 0,5pp.

Para a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), trata-se de um aumento equivocado, pois em 2013, enquanto os países emergentes devem registrar crescimento de 4,5%, o Brasil registrará um crescimento próximo de 2,5%.  “Isso é muito menos do que precisamos”, diz Paulo Skaf, presidente das entidades.

“Essa política econômica já não funciona mais. Se queremos resultados diferentes, precisamos fazer diferente. O Brasil precisa de um novo foco na política econômica: maior controle dos gastos, mais investimento público, mais concessões e menores taxas de juros. Só assim voltaremos a ter o crescimento que a sociedade demanda e merece”, completa Skaf.

Copom eleva taxa Selic para 9% ao ano

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou, nesta quarta-feira (28/08), a decisão de elevar a taxa Selic para 9% a.a., sem viés. Foram oito votos favoráveis à elevação, em decisão unânime. É a quarta reunião seguida do Copom em que é adotada a decisão de elevar a taxa básica de juros.

De acordo com nota divulgada pelo Banco Central sobre o assunto, o Copom “avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”.

Votaram pela elevação da taxa Selic para 9% a.a. os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

Nota oficial: ‘Com o aumento da Selic a 8,5%, expectativa de crescimento do PIB pode ficar abaixo de 2%’, comentam Fiesp e Ciesp

Nota Oficial 

O Copom anunciou hoje (10/07) novo aumento de 0,5pp para a Selic. Com isso, a taxa básica de juros da economia passa a ser de 8,50% ao ano.

Para a Fiesp e o Ciesp, a medida levará a uma nova revisão para baixo nas expectativas de crescimento do PIB em 2013, que pode ficar abaixo de 2%.

“Os governos precisam aumentar a eficiência da máquina, e serem capazes de fazer mais pelas pessoas”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.


Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Nota oficial: decisão do Copom de aumentar a taxa de juros é equivocada, afirma Paulo Skaf

Nota Oficial 

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, classificou como “equivocada” a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de aumentar em 0,25 pp a taxa de juros, reajustando-a para 7,5% ao ano, conforme anunciado hoje (17/04). “Da mesma forma que ninguém quer o aumento da inflação, o Brasil não precisa de aumento de juros, mas de aumento de produção”, disse Skaf.

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) teve crescimento de apenas 0,9%, com a Indústria caindo 2,5%. Os dados de 2013 não apontam retomada do crescimento – ao contrário, o indicador IBC-BR de fevereiro indicou queda de 0,5%.

Neste ambiente de letargia econômica, foi instalado um falso debate de juros versus inflação. “O Brasil não pode abrir mão do controle da inflação, mas devemos superar a política econômica do uso exclusivo da taxa de juros. A nova política econômica deve ousar no sentido de aumentar os investimentos públicos, controlar os gastos de custeio, criar um ambiente favorável ao investimento privado e, de forma corajosa, finalizar as reformas que promovam a desindexação da nossa economia”, afirmou Paulo Skaf.

Em 2013, os gastos federais em custeio, excluídos os referentes ao programa Minha Casa Minha Vida, apresentam crescimento real de 20%, enquanto os investimentos caem 1%.“Claramente, aqueles que neste momento e com essa conjuntura econômica buscam restringir o debate à taxa de juros estão defendendo seus próprios interesses e não o desenvolvimento do Brasil”, concluiu Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Nota oficial Fiesp/Ciesp: Brasil não precisa de aumento de juros, mas de aumento de produção

Nota oficial Fiesp/Ciesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, classificou como acertada a decisão do Copom de manter a taxa de juros no patamar de 7,25% ao ano, conforme anunciado na noite desta quarta-feira (06/03).

“O Brasil não precisa de aumento de juros, mas de aumento de produção”, disse. Para ele, é inaceitável elevar os juros no momento em que o país anuncia crescimento de PIB de apenas 0,9%, com a Indústria caindo 2,5%. “Claramente, aqueles que nesse momento e com essa conjuntura econômica ainda defendem aumento na taxa de juros não estão interessados no desenvolvimento do país, mas no ganho fácil que vem do rentismo.”

Para Skaf, o Brasil precisa de mais produção, menos impostos, menos juros, menos burocracia, melhoria de infraestrutura, redução no preço do gás, ampliação do crédito, câmbio mais estável acima de R$ 2,00 e logística eficiente.

“É essencial que o Brasil tenha um processo logístico que não encareça nossos produtos, pois isso destrói a competitividade brasileira. Essa lição de casa tem de ser feita urgentemente e começar pela aprovação da Medida Provisória 595/12, que facilita o acesso, barateia o uso e melhora as condições dos portos brasileiros para escoamento da nossa produção. Como disse na semana passada à presidente Dilma, a Fiesp vai engrossar a batalha pela aprovação dessa MP”.

‘Existe espaço para novas quedas na Selic, mas governo precisa destravar investimentos’, afirma Skaf sobre 1ª reunião do Copom

Nota Oficial

Com o anúncio do Copom de que a Selic se mantém em 7,25% ao ano, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) defendem novos cortes na taxa, para aproximá-la daquelas praticadas internacionalmente. Além disso, neste momento existe muito dinheiro no país procurando oportunidades, e o Brasil tem que escolher o caminho do seu crescimento.

“Acreditamos que novas quedas na Selic acontecerão ao longo do ano, mas o governo precisa aumentar a competitividade da economia e destravar o investimento. A exemplo do que fez recentemente com a MP 579, que trouxe a redução no preço de energia, o governo tem que avançar na redução da carga tributária sobre a produção, redução da burocracia e custo do crédito, além da melhoria da infraestrutura. Para alcançar maiores níveis de investimento é preciso ainda acelerar a execução de obras públicas e regulamentar concessões e Parcerias Público Privadas (PPPs), sem tolher a iniciativa privada”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“Sem essas medidas, não retomaremos os níveis de crescimento que o Brasil precisa”, conclui Skaf.

Na primeira reunião de 2013, Copom mantém taxa Selic em 7,25% ao ano

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou na noite desta quarta-feira (16/01) a manutenção da taxa Selic em 7,25% a.a., sem viés.

A decisão foi tomada por unanimidade.

“Considerando o balanço de riscos para a inflação, que apresentou piora no curto prazo, a recuperação da atividade doméstica, menos intensa do que o esperado, e a complexidade que ainda envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta ”, diz a nota publicada no site do BC.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini (Presidente), Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

Fiesp projeta crescimento de 3% para PIB em 2013; indústria deve atingir mesmo percentual

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em 2012, a taxa básica de juro Selic chegou a 7,25%, o menor patamar da história. O governo administrou o câmbio para um patamar mais competitivo para a indústria, na faixa de R$ 2, e aprovou a Resolução 72, que coloca fim na chamada guerra dos portos – mecanismo usado por diversos Estados brasileiros para conceder incentivos fiscais a produtos importados. Essas e outras ações deixaram a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) mais otimista com relação à atividade manufatureira em 2013.

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Paulo Francini, diretor-titular do Depecon da Fiesp

A avaliação foi feita nesta terça-feira (18/12) pelo diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), Paulo Francini, durante coletiva sobre o balanço do ano de 2012 e perspectivas para 2013.

“De repente, vimos acontecer tudo na direção daquilo que achávamos que era necessário”, afirmou Francini. “Estaríamos errados hoje ao não acreditar que isso promova consequências. Por causa disso, tem toda a base de estarmos otimistas e animados”, completou.

O Depecon estima que em 2012 o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve ser de 0,9%, enquanto o da indústria deve registrar uma desaceleração de 0,5%.

Para 2013, no entanto, os economistas da Fiesp projetam uma expansão de 3% para o PIB do país e também para a indústria.

O Índice de Nível de Atividade (INA) do Depecon – termômetro para o desempenho da indústria paulista, que representa mais de 40% da produção manufatureira nacional – deve fechar o ano negativo em 4,1%, mas deve apresentar um crescimento 3,9% em 2013, com medidas como redução da Selic, administração do câmbio e pacotes de incentivo à produção entrando em curso.

No caso do emprego industrial, o cenário é o mesmo, de acordo com o Depecon/Fiesp. O nível de emprego da indústria de São Paulo deve ficar negativo em 2,3% em 2012 na comparação com 2011, mas a situação deve melhorar em 2013 e o mercado de trabalho do setor manufatureiro deve registrar um ganho de 1,6% na leitura anual.

Copom mantém taxa Selic em 7,25% ao ano

Agência Indusnet Fiesp, com informações do Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou na noite desta quarta-feira (27/11) a manutenção da taxa Selic em 7,25% a.a., sem viés.

A decisão foi tomada por unanimidade.

“Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear”, diz a nota publicada no site do BC.

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini, Presidente, Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

A decisão interrompe ciclo de dez cortes seguidos, em que a taxa caiu de 12% para os atuais 7,25%.

Para Paulo Skaf, Banco Central mantém rumo correto com redução de 0,25 p.p. na taxa Selic

Agência Indusnet Fiesp

Em nota oficial distribuída à imprensa na noite desta quarta-feira (10/10), o presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Paulo Skaf, afirma que Banco Central acerta ao manter o processo de redução da Selic, num cenário de economia mundial fraca, com baixo crescimento e muita incerteza.

Para ele, a atividade da economia brasileira apresenta recuperação incipiente, baseada em mecanismos de efeito transitório, com a redução do IPI dos automóveis.

“Não é hora de mudar os sinais da política econômica, sob pena de abortar o processo de retomada e, em 2013, o país crescer menos que o mundo e que a América Latina, como ocorreu em 2011 e ocorre novamente em 2012”, afirma.



Copom reduz taxa Selic para 7,25% ao ano

Agência Indunet Fiesp, com informações do Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou na noite desta quarta-feira (10/10) a redução da taxa Selic para 7,25% a.a., sem viés.

A decisão contou com cinco votos a favor e três votos pela manutenção da taxa Selic em 7,50% a.a.

De acordo com informações do site do BC, “considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear.”

Votaram pela redução da taxa Selic para 7,25% a.a. os seguintes membros do Copom: Alexandre Antonio Tombini, Presidente, Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Luiz Awazu Pereira da Silva e Luiz Edson Feltrim.

Votaram pela manutenção da taxa Selic em 7,50% a.a. os seguintes membros do Comitê: Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo e Sidnei Corrêa Marques.

Na Rádio Estadão ESPN: presidente da Fiesp comenta redução da taxa Selic

Agência Indusnet Fiesp

Em reportagem veiculada no programa Estadão no Ar, da Rádio Estadão ESPN (700 AM), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, falou na manhã desta quinta-feira (30/08) sobre a redução na taxa de juros anunciada na véspera (29/08), em Brasília, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).

Segundo Paulo Skaf, a redução é boa e já era esperada, porém, há espaço para novas quedas.

“No momento em que o Governo mudou as regras do rendimento da poupança, deixou o sinal claro de que a decisão é a derrubada dos juros, o que é muito positivo. Os juros são a maior despesa do Governo Federal. Gasta-se mais de juros do que orçamento em saúde, educação, enfim, tem que baixar mesmo. E repito que nós temos que nos esforçar para que também os spreads bancários caiam para caírem os juros da ponta, aqueles juros que as pessoas pagam”, disse o presidente da Fiesp.

Copom reduz a taxa Selic para 7,5% ao ano

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou na noite desta quarta-feira (29/08), em Brasilia, a redução da taxa Selic para 7,50% a.a., sem viés.

Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do BC, votaram pela redução da taxa Selic para 8,00%, de modo unânime, os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini, Presidente, Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

“Considerando os efeitos cumulativos e defasados das ações de política implementadas até o momento, que em parte se refletem na recuperação em curso da atividade econômica, o Copom entende que, se o cenário prospectivo vier a comportar um ajuste adicional nas condições monetárias, esse movimento deverá ser conduzido com máxima parcimônia”, diz a nota do Copom no site do BC.

Nota Oficial: ‘Juros caem, mas o ano não está salvo’, afirma Paulo Skaf

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp)

Nota Oficial

O Copom reduziu nesta quarta-feira (29/08) a Selic em 0,5 p.p, atingindo 7,5% aa, o menor valor de toda a sua história. No entanto, na próxima sexta-feira (31/08), quando o IBGE divulgar o PIB do segundo trimestre, a previsão é que o crescimento do ano de 2012 terá sido muito abaixo das expectativas da sociedade brasileira.

Para Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), a redução da taxa de juros é uma medida correta, mas não é suficiente para garantir uma retomada mais forte do crescimento econômico. Se outras medidas urgentes não forem tomadas, como a redução do custo do gás e energia elétrica, diminuição e simplificação da carga tributária e da burocracia, manutenção do câmbio em patamares acima de R$ 2,00, além da melhoria das condições de infraestrutura do país, continuaremos tendo problemas graves de competitividade.

“Reconhecemos a importância da nona queda consecutiva da taxa Selic, em um ano, mas já estamos no segundo semestre e os efeitos na demora em reduzir os juros mais rapidamente estão batendo na nossa porta. A previsão da Fiesp é que o PIB irá crescer apenas 1,4% até o final de 2012, enquanto a indústria de transformação terá crescimento negativo de 1,3%, ou seja, o ano praticamente está perdido”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Skaf afirma que nesse momento o Brasil precisa, de fato, adotar um sólido planejamento e visão global de crescimento para o País. Ele lembra que países que trilharam esse caminho – como a Coreia do Sul, que adotou estratégias de planejamento visando à competitividade – tiveram sucesso.

“A Coreia investiu em políticas governamentais voltadas ao setor industrial, para ganho efetivo de competitividade. Simplificaram a questão tributária, investiram em educação e financiaram com baixo custo a atividade produtiva. Em suma, todos os países que cresceram e melhoraram a qualidade de vida de sua população sabiam exatamente aonde queriam chegar e trabalharam nas ações necessárias para se atingir os objetivos definidos. Ou seja, planejamento e ação”, conclui Skaf.

Na Folha de S. Paulo, Steinbruch comenta efeitos da redução da taxa Selic

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo publicado pelo jornal Folha de S. Paulo, nesta terça-feira (31/07), o vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, lembra que em agosto completa um ano que o Banco Central (BC) começou a reduzir a taxa básica de juros, Selic.

No texto, o executivo calcula que, desde agosto do ano passado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC reduziu a Selic em 4,5 pontos percentuais, mas afirma que é preciso mais tempo, e um “relaxamento da crise global”, para que os efeitos positivos dessa redução possam ser sentidos.

“A despeito dessas quedas, continua sendo muito caro tomar crédito no Brasil, seja para a pessoa física, seja para a jurídica”, afirma Steinbuch no texto.

Clique aqui para ler o artigo na íntegra.


‘Juros caem menos do que poderiam’, afirma Paulo Skaf

Agência Indusnet Fiesp 

Nota Oficial

O Copom definiu nesta quarta-feira, 11/07, o novo valor da Selic em 8% a.a, queda de 0,5 p.p. Para a Fiesp e o Ciesp, o Banco Central (BC) foi tímido, pois há espaço para uma redução maior ainda da Selic.

“A queda de juros é benéfica para o Brasil, portanto, essa cautela excessiva adotada pelo BC não é necessária”, afirma Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

Em setembro de 2011, quando o BC começou a baixar a taxa, os interessados nos juros altos afirmavam que seria o fim do sistema de metas de inflação e que a inflação iria sair de controle. Naquela época, a Selic era de 12,5% a.a. e a inflação projetada para 2012 era de 5,5%. Hoje, a inflação projetada para o ano está convergindo para o centro da meta, 4,5%, e a Selic está em 8% a.a.

Com a queda de 4 p.p. da Selic, o governo federal deixará de pagar, em um ano, R$ 80 bilhões com juros, valor superior ao orçamento anual da Saúde. “Quem ganha com isso é o Brasil”, diz Skaf.

China e Europa estão reduzindo as taxas básicas de juros para reanimar suas economias. A esperada retomada do crescimento da economia brasileira ainda não veio e, pelo visto, não virá no segundo semestre. Na pesquisa FOCUS, o crescimento do PIB vem caindo há nove semanas. A expectativa da Fiesp é de um crescimento do PIB de 1,8% em 2012 e, para a produção industrial, um crescimento de 1,1%, com a Indústria de transformação recuando 0,8% no ano.

Precisamos que o governo acelere o ritmo de queda dos juros, pois este é um importante fator que poderá nos levar ao resgate da competitividade do país.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo- Fiesp
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo – Ciesp

Copom reduz a taxa Selic para 8% ao ano

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) anunciou na noite desta quarta-feira (11/07), em Brasilia, a redução da taxa Selic para 8% a.a., sem viés.

Segundo nota divulgada pela assessoria de imprensa do BC, votaram pela redução da taxa Selic para 8,00%, de modo unânime, os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini, Presidente, Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.

Na nota, publicada no site do BC, o Copom afirma que dá seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias.

“O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária”, diz a nota.

Falta de competitividade do Brasil afeta a indústria, diz Paulo Skaf na Globo News

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Skaf na Globo News: 'Quando os juros caem não significa que melhora a situação no mês seguinte'

Agência Indusnet Fiesp

Em sua participação no programa Conta Corrente, do canal de TV paga Globo News, na noite desta terça-feira (10/07), no Rio, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, disse que a indústria de transformação passa por momentos de dificuldade por conta da falta de competitividade do Brasil.

Na entrevista concedida a Guto Abranches, Denise Barbosa e George Vidor, Skaf comentou o mais recente resultado da Pesquisa Industrial Mensal de Emprego e Salário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e enumerou fatores que reduzem a competitividade brasileira: custo elevado de energia, defasagem cambial, juros e spreads bancários elevados e investimentos insuficientes em infraestrutura, entre outros.

O presidente da Fiesp disse ainda que as medidas adotadas pelo governo federal levam tempo para refletir nos indicadores. Como proposta para aquecer a economia brasileira, Skaf propôs o alongamento do prazo para recolhimento de impostos.

Veja os principais trechos da entrevista de Paulo Skaf ao Conta Corrente:

Crescimento da atividade industrial em 2012

Paulo Skaf – Vai ser difícil melhorar neste ano porque o que está acontecendo com a indústria de transformação, nós [da Fiesp] temos falado há algum tempo: no ano passado não teve crescimento nenhum – foi crescimento zero, o que foi uma das causas do crescimento [do Produto Interno Brasileiro] de 2,7%], muito abaixo do crescimento mundial, muito abaixo do crescimento dos países da América Latina. E este ano a coisa está se repetindo. O crescimento mundial deve ficar em torno de 2,4% e o da América Latina, em 3,5%. E o Brasil está com uma expectativa de 1,8% e a indústria de transformação em 0,8% negativos. A indústria como um todo deve ter até crescimento por causa [dos setores] da construção civil e da mineração. Mas o que mais interessa ao Brasil são as indústrias de transformação, onde se emprega intensivamente e onde estão os melhores salários. E [esta] passa dificuldades por falta de competitividade do Brasil.

Causas das dificuldades

Paulo Skaf – O problema não está da porta para dentro das fabricas. Está no custo elevado da energia, do gás, na logística cara, nos juros elevados – a taxa Selic está baixando, mas os spreads ainda são altos, aquilo que a indústria toma [emprestado] ainda é alto. O câmbio melhorou, mas estamos vivendo um câmbio 10% maior do que era em 2000 e de lá para cá tivemos 120% de inflação. A somatória de tudo isso prejudica muito a competitividade do Brasil e a indústria da transformação. Por ser a indústria que transforma matérias-primas, produtos, ela tem fluxo mais demorado. Esses custos do Brasil pesam sobre ela muito mais do que em outros setores.

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'O que precisamos é que o Estado cumpra o seu papel e ajude na recuperação da competitividade do Brasil', disse presidente da Fiesp ao Conta Corrente.

Pontos a melhorar

Paulo Skaf – Os contratos de concessão vencem em 2015, é necessário chamar novos leilões, isso leva um tempo. Estão falando em baixar o preço, mas não há uma consistência, por enquanto. O mesmo em relação ao gás. Em relação aos investimentos de infraestrutura, a velocidade não é aquela que o Brasil precisa para baratear a logística, custos que nós temos e os outros não têm. Os juros, a taxa básica, estão baixando? Estão. Mas o spread ainda não. Ainda custa caro – e muito caro – para a empresa tomar dinheiro emprestado.

Reação às medidas do governo

Paulo Skaf – Tivemos algumas melhoras. Essas coisas não respondem no mês seguinte. Quando os juros caem não significa que melhora a situação no mês seguinte. Leva seis meses para melhorar.

Juros

Paulo Skaf – Em setembro do ano passado, a taxa Selic estava em 12,5%. E a previsão da inflação para 2012 era de 5,5%. Hoje a Selic está com 8,5%, com possibilidade de cair e a projeção de inflação é de 4,5%. Espero que o Copom, com responsabilidade, reduza um ponto, para 7,5%, que isso é bom para o Brasil. Quando o Banco Central começou a baixar [a taxa Selic], havia comentários que [o governo] iria abandonar a meta da inflação, ficava aquele terrorismo todo. Nós que defendíamos que os juros deveriam baixar. Os juros saíram de 12,5% para 8,5% e a inflação de 5,5% para 4,5%. Baixou a inflação. São quatro pontos a menos na dívida pública, que é de dois trilhões de reais, o que significa 80 bilhões de reais a menos. É o orçamento da saúde que o governo vai deixar de pagar no campo da especulação.

Competitividade brasileira

Paulo Skaf – Se pegar a empresa mais moderna do mundo, a mais competitiva do mundo, colocar no Brasil e impor a ela os juros que nós pagamos, a defasagem cambial que nós tivemos, se colocar o custo logístico, o custo da energia, o custo do gás, enfim, se colocar todos esses fatores, mais a falta de competitividade por falta de qualidade da educação que nós temos, [ela terá reduzida sua competitividade]. Isso tudo não é um problema pontual da indústria – é um problema do país. Eu diria que não seria justo falar que o problema ou solução está dentro da empresa. Há empresas que são referências mundiais instaladas no Brasil e que têm problema de competitividade.

Mais prazo para recolher impostos

Paulo Skaf – O Brasil tem um modelo de iniciativa privada. O que nós pedimos ao Estado é aquilo que depende do Estado. Por exemplo: não cabe a nós tratar dos leilões que vão vencer em 2015. Dependemos da União para baixar o preço da energia. Não cabe a nós alongar os prazos de recolhimento dos impostos. Quando tínhamos inflação alta, de 80% em 1988, os prazos diminuíram. Estamos agora com 4,5% como meta [de inflação] para 2012. E, no entanto, cadê os prazos dos impostos? Além de a indústria pagar impostos altos, ainda paga 50 dias antecipado. Ela tem que tomar dinheiro emprestado, a juros altos, para pagar os impostos antecipadamente. O que precisamos é que o Estado cumpra o seu papel e ajude na recuperação da competitividade do Brasil.

Inovação

Paulo Skaf – Quando se tem um câmbio que inviabiliza o negócio, não adianta investir em inovação. A conta não fecha e a empresa vai trabalhar no prejuízo. Não adianta você aumentar o investimento em inovação que não vai ter sobrevivência. O setor elétrico intensivo não acha mais possível produzir alumínio no Brasil pelo preço da energia. Isso não tem nada a ver com a falta de investimentos em inovação ou com alguma coisa que possa ser feita pela empresa. Nós temos um problema muito sério e é bom que não se perca esse foco porque, para solucionar, precisa saber qual é o problema. Hoje é mais caro produzir no Brasil que nos EUA e na Itália. Isso não é normal. Está errado. Lógico que investimentos em inovação existem, poderiam ser maiores, tanto públicos quanto privados. Há um trabalho muito forte nesse sentido nosso.  Tenho a honra de presidir o Senai de São Paulo e temos orçadas unidades de nanotecnologia que só tem na Alemanha. Temos investido, sim, em inovação. É lógico que se pode fazer melhor, mas o problema da competitividade brasileira neste momento é um fator que vem antes deste. E sem ser resolvido não há fôlego para se investir em inovação.

Humanidade 2012

Paulo Skaf – O Humanidade 2012 [evento da Fiesp e de parceiros em paralelo à Rio+20] passou a ser a Rio+20. E lá se debateram coisas do interesse do país e do planeta. Os prefeitos [do grupo C-40] concluíram coisas positivas lá, tivemos uma reunião dos ministros de agricultura de 40 países e foi um espaço democrático, aberto a todos, que recebeu 250 mil pessoas. Ao contrário da conferência oficial, um espaço fechado, o nosso era aberto, democrático. A única coisa que me incomodou foram as filas, mas por uma questão de segurança, de qualidade da visitação, não tinha como acelerar [o andamento das filas]. Esperávamos uma visitação boa, mas chegou a ter dia com 48 mil pessoas. Aproveito para agradecer a todos que visitaram o Humanidade 2012. Fiquei muito feliz e eufórico e os resultados foram excelentes. Aproveitamos e conseguimos passar a imagem desse país maravilhoso que é o Brasil e as pessoas conhecerem coisas boas ligadas à sustentabilidade, ao equilíbrio das questões ambientais, sociais e econômicas.