Carlos Cavalcanti: modelo da Arsesp para revisão da tarifa de água da Sabesp tem erro desfavorável ao consumidor

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) cometeu um erro metodológico em um dos fatores que influem no cálculo da revisão da tarifa de água da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).

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Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Deinfra da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

De acordo com Carlos Cavalcanti, diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a entidade participou da consulta pública realizada pela Arsesp e contestou a metodologia de cálculo da taxa do custo médio ponderado de capital por haver duplicidade na aplicação de índices de risco que levam a significativo aumento, de forma desfavorável ao consumidor.

“Essa taxa de remuneração está erroneamente inflada no caso da Sabesp. A responsabilidade não é da empresa, é da agência reguladora”, afirmou o diretor em entrevista coletiva, após a abertura do 2º Seminário de Saneamento Básico, que acontece até final da tarde desta terça-feira (30/10) na sede da entidade.

“A Sabesp terá custo de capital menor que aquele arbitrado e calculado pela agência reguladora”, emendou Cavalcanti, explicando que a taxa de risco é calculada com base em custos operacionais, plano de negócios, risco do próprio setor e da própria empresa, entre outros fatores.

O processo ainda não está definido, segundo o diretor do Deinfra da Fiesp.