Principais jornais de SP destacam Encontro Internacional de Energia da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Sob o tema “Energia no Brasil: Tão limpa, tão cara”, o 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) é notícia nos principais jornais de São Paulo nesta terça-feira (07/08).

O evento que teve início ontem (06) e prossegue até o final da tarde de hoje, no Hotel Unique, na capital paulista, reúne empresários, governos, prestadores de serviços, investidores e fornecedores de energia para discutir as transformações e desafios do setor no Brasil.

Somente na segunda-feira, pelo menos 1.600 pessoas acompanharam no local os debates que também estão sendo transmitidos on-line pelo site da Fiesp (acesse aqui), superando o público registrado nos dois dias de palestras da edição de 2011.

Veja abaixo o que os jornais publicaram sobre o Encontro.

O Estado de S. Paulo afirma que, às vésperas de o Governo Federal anunciar a prorrogação dos contratos de concessão do setor elétrico, a indústria mirou sua artilharia contra a medida, e prometeu fazer barulho para reduzir “drasticamente” as tarifas de eletricidade. Jornal destaca pronunciamento do ex-ministro Nelson Jobim – “é inconstitucional, não há respaldo legal para a prorrogação” – e acentua que, para a ex-ministra Ellen Gracie, os contratos atuais, em vigência há mais de 50 anos, constituem “quase uma de capitania hereditária”, e não podem ser renovados por MP. Estadão também traz declaração do presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf, em que ele diz que, com o vencimento das concessões e o fim de alguns encargos setoriais anunciados pelo Governo, no mínimo o preço teria de cair 35%.

Valor Econômico afirma que a decisão de Brasília, de adiar para o dia 14 a reunião da presidenta Dilma com empresários, que estava marcada para hoje (07/08), foi interpretada pela Fiesp como sinal de que o pacote para o setor de energia ainda não está pronto: “Isso não é uma negociação, é uma guerra. Está sendo mais difícil do que o Governo previa”, afirmou o diretor Carlos Cavalcanti na abertura do 13º Encontro Internacional de Energia.

Folha de S. Paulo destaca que representantes das Federações das Indústrias de São Paulo e do Rio de Janeiro criticaram o corte de 10% nas tarifas de energia sinalizado pelo Governo Federal. Jornal ressalta que Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira (Firjan) afirmou que a redução de 10% é “ridícula” e que Paulo Skaf (Fiesp) defendeu que a redução seja de, no mínimo, 30%. Skaf afirmou: “Esse é o desconto ideal para recuperar a competitividade da nossa energia”. Folha acentua, ainda, que o Governo de São Paulo diz que está fora de questão retirar o ICMS incidente sobre a energia elétrica.

Brasil Econômico afirma que a indústria resiste à decisão do Governo sobre leilão de energia – e acentua que Fiesp e Firjan insistem na necessidade de realizar leilões para contratos que vencem a partir de 2015, o que pode gerar uma redução de 35% na tarifa. Jornal destaca os presidentes Paulo Skaf e Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira e também acentua que Ellen Gracie e Nelson Jobim, ex-presidentes do STF, são contra a prorrogação das concessões e respaldam a tese da necessidade de realizar leilões para o setor.

DCI informa que a Fiesp ameaça recorrer ao STF se o Governo renovar as concessões. Jornal destaca que, segundo três ex-presidentes do Supremo, a renovação só pode ser alterada com a mudança da lei, não por meio de Medida Provisória. Reportagem traz pronunciamento de Paulo Skaf: “Os contratos que vencem em 2015 passaram 56 anos sob concessão das empresas atuais, estão totalmente amortizados, por duas vezes (uma em 1995, e outra agora, que vence em 2015), portanto está na hora do Governo reverter isso em benefício do consumidor, com a redução da energia, que só será efetivamente mais competitiva com a licitação desses ativos no mercado de leilões públicos”.

Na manhã desta terça (07/08), o presidente Paulo Skaf também concedeu entrevista à Rádio Gaúcha, de Porto Alegre. Ele afirmou que a sociedade brasileira já pagou duas vezes pelos investimentos nas hidrelétricas e que a ideia era prorrogar as concessões por mais 20 ou 30 anos mantendo a amortização. Skaf lembrou que os brasileiros pagam pela terceira energia mais cara do mundo, ressaltou que o TCU acolheu todos os argumentos da Fiesp por novas licitações, afirmou que é possível chegar a um desconto de 30% na energia para todos os brasileiros e acentuou que a federação tomou todas as medidas para alertar a sociedade de que é possível ter energia a preço justo.

CENTRO DE DEBATES

Ao todo, serão realizados pelo menos 12 painéis de apresentações e debates sobre temas como energia no contexto da economia sustentável, oferta, demanda e segurança do abastecimento de derivados, novas tecnologias de energia, oportunidades da energia solar e eólica, a regulação do etanol, entre outros.

O combate ao alto custo da energia no Brasil, que afeta a competitividade do país perante os demais mercados do mundo, uma das bandeiras da Fiesp e principal foco dos debates do encontro, foi abordado pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, em seu discurso de abertura, no qual reiterou que a Fiesp/Ciesp e o Sistema Firjan não abrem mão do compromisso com a campanha que visa a redução do preço da energia para todos os brasileiros.

O 13º Encontro Internacional de Energia é uma realização da Fiesp, com patrocínio da Tractebel Energia, CLPF Brasil, Ecom Energia, Bolt Energias, Comerc Energia, Light Energia e MPX. A correalização é do Sistema Firjan.