Artigo: Olhar e atitude para o social

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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*Por Tania Cosentino

Empresa nenhuma – em particular aquela posicionada como líder no seu mercado – pode ignorar seus impactos ambientais e sociais, sejam eles negativos ou positivos. A velha crença de que o sucesso organizacional está atrelado única e tão somente ao desempenho financeiro deu lugar ao entendimento de que a geração de valor econômico deve estar intrinsecamente ligada à criação de outros valores para a sociedade. Não se trata de ações beneficentes, responsabilidade social, nem mesmo sustentabilidade. Estamos falando de valor compartilhado – um novo modelo em que o êxito de uma companhia e o progresso de um povo estão diretamente relacionados.

Vivemos um momento difícil, no Brasil e no mundo como um todo: desigualdade social, criminalidade, poluição, escassez de recursos naturais. Precisamos mudar; o planeta e a sociedade não podem mais esperar, e o setor privado, por sua vez, pode e deve ajudar. Eu me considero uma ativista pela inovação para a sustentabilidade e fico feliz de atuar em uma companhia que me dá espaço para abraçar causas tão urgentes.

Desde 2002, nós, da Schneider Electric, trabalhamos mundialmente com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e incorporamos suas iniciativas em nossos negócios. Quando a entidade lançou, em 2015, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) e suas 169 metas a serem alcançadas até 2030, nós logo nos envolvemos. Para mim, esse tema é apaixonante, e temos inúmeros projetos dos quais me orgulho muito.

Desde 2009, desenvolvemos o Programa de Acesso à Energia, cujo objetivo é levar energia renovável, segura, limpa e confiável a áreas isoladas, dependentes de combustíveis fósseis, com fornecimento precário de energia ou sem acesso a ela, além de promover treinamento em competências relacionadas ao setor elétrico para comunidades de baixa renda. Até 2025, a meta global da nossa empresa é gerar eletricidade para 50 milhões de pessoas e treinar 1 milhão. Até o momento, levamos luz elétrica para 5 milhões de pessoas e treinamos mais de 100 mil. Na América do Sul, em cinco anos, capacitamos 30 mil homens e mulheres, elevando a renda média da comunidade piloto em 52%.

No Brasil, somente em 2017, contribuímos para a instalação de mais de 30 sistemas de energia solar em comunidades indígenas e extrativistas do Amazonas, beneficiando espaços de uso comunitário (escolas, unidades de saúde) e atividades produtivas (pimenta, mel, castanha), e mantivemos sete parcerias educacionais ativas em diferentes estados. Em um projeto de instalação de sistemas solares no Território Indígena do Xingu, realizamos uma capacitação que beneficiou 28 jovens indígenas de 18 aldeias, de sete etnias.

Ao levar energia para uma região isolada, acreditamos ser possível melhorar condições de educação, saúde, comunicação, atividades econômicas e outros aspectos. O acesso à energia colabora para a erradicação da pobreza, a redução das desigualdades e o alcance a outros direitos fundamentais.

Vale comentar também acerca das nossas ações a favor das mulheres. Desde 2015, a Schneider Electric é um dos dez participantes corporativos do Impact 10x10x10, da ONU Mulheres, um grupo de empresas, universidades e governos que atua em políticas de gênero. Desde então, cerca de 40 mil colaboradores se juntaram ao HeForShe, programa da ONU Mulheres e da UN Global Compact Initiative. E mais: em 2016, 40 presidentes de países da nossa empresa assinaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs) estabelecidos pela ONU Mulheres e pelo Pacto Global.

Diversidade de gênero não é “papo de mulher”; por isso, a intenção do HeForShe é trazer os homens para a conversa, pois são eles, ainda, aproximadamente 95% dos CEOs. Já os WEPs apresentam, de forma simples, sete passos para uma empresa criar seu programa de diversidade de gênero, e tudo começa colocando o tema na agenda do CEO e das altas lideranças.

E após assumirmos formalmente esses compromissos em toda a América do Sul, fizemos uma análise da nossa demografia, identificamos nossos “gaps” e estabelecemos nossas metas: aumentar o recrutamento de mulheres para 42% sobre o total até 2017 (meta medida trimestralmente desde 2015); ter 30% de mulheres na alta liderança global da empresa até 2020; e ter 95% dos nossos colaboradores trabalhando em países com processos estabelecidos para eliminar o “pay gap” até 2020.

Tenho orgulho de dizer que, inspirada e apoiada pelo CEO global, Jean-Pascal Tricoire, lidero essa grande transformação e posso observar bons resultados. Nossas ações vão além das nossas fronteiras; levamos nossos programas aos nossos parceiros, fornecedores e às comunidades. Temos o dever de elevar o nível de toda nossa cadeia de valor, inserindo padrões de ética, gestão e RH. Eu, aliás, dedico parte do meu tempo a fazer o “advocacy” de sustentabilidade e diversidade, pois acredito que, promovendo nossas ações, compartilhando conhecimento, podemos impactar positivamente toda a sociedade. Essa é minha contribuição – como executiva e como indivíduo.

*Tania Cosentino é presidente da Schneider Electric para América do Sul, membro do Diversity & Inclusion Advisory Board da Schneider Electric, lidera o programa HeForShe, uma iniciativa da ONU Mulheres e do Pacto Global da ONU e recebeu o 1º Prêmio CEBDS de Liderança Feminina, iniciativa do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), por seu trabalho em prol do empoderamento feminino.


Artigo: Trabalhando em prol do Desenvolvimento Sustentável

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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Por Tânia Cosentino*

Eficiência energética e baixa emissão de carbono. Estão aí duas questões urgentes que precisam ser endereçadas tanto pelo poder público quanto pela iniciativa privada. Sustentabilidade, mais do que nunca, deve fazer parte da estratégia de negócios. E nós, da Schneider Electric, temos orgulho de ajudar nossos clientes a repensar e reinventar seus processos, num movimento que impacta a sociedade e assegura o futuro das próximas gerações.

Ao longo de toda nossa trajetória – em 2017, completamos 70 anos no Brasil -, desenvolvemos produtos e serviços que, em suma, possibilitam às companhias produzir mais com menos. É desse modo que nossos parceiros reforçam sua atuação sustentável e fortalecem seus negócios. E nossa plataforma EcoStruxure simboliza bem tal propósito. Essa tecnologia promove automação e conectividade entre as máquinas e os dispositivos móveis, possibilitando o acesso remoto, otimizando o desempenho e melhorando a eficiência da operação, a gestão de processos e a agilidade na tomada de decisões. Só no Brasil, nossas soluções permitiram que, em 2016, nossos clientes economizassem 3TWh de energia, o equivalente a 11 dias de geração de energia da Itaipu Binacional (fonte: Itaipu Binacional) ou então ao abastecimento mensal de energia da região Norte do país (fonte: EPE).

Impactos ambiental e social sempre estiveram na agenda da Schneider Electric. Outra prova disso é que, desde 2002, trabalhamos mundialmente com o Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e, sem sobressaltos ou solavancos, incorporamos suas iniciativas em nossos negócios, envolvendo, inclusive, nossa cadeia de suprimentos. Não foi diferente quando a entidade lançou, em 2015, os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e suas 169 metas a serem alcançadas até 2030.

Fizemos, assim, uma avaliação profunda de nossas ações e nossos projetos, relacionando-os com os tais objetivos. Concluímos que impactamos diretamente 12 dos 17 ODS estabelecidos: erradicação da pobreza (ODS 1); educação de qualidade (ODS 4); igualdade de gênero (ODS 5); água potável e saneamento (ODS 6); energia limpa e acessível (ODS 7); emprego digno e crescimento econômico (ODS 8); indústria, inovação e infraestrutura (ODS 9); cidades e comunidades sustentáveis (ODS 11); consumo e produção responsáveis (ODS 12); combate às alterações climáticas (ODS 13); paz, justiça e instituições eficazes (ODS 16); e, por fim, parcerias e meios de implementação (ODS 17).

Na América do Sul, endereçamos fortemente o ODS 5 e, claro, o ODS 7, que, afinal, é nosso core business. Mas, desta vez, aproveito a oportunidade para falar de forma mais profunda sobre o ODS 17. São as parcerias firmadas com instituições sérias que nos garantem dar passos cada vez mais largos e transversais em direção ao cumprimento das metas traçadas.

Trabalhamos junto a ONGs como World Wide Fund for Nature (WWF) e Instituto Socioambiental (ISA), experientes em ações e relacionamento com comunidades isoladas que possuem baixo ou nenhum acesso à energia renovável. Nesses casos, geramos eletricidade em espaços de convivência (escolas e unidades de saúde) e aqueles destinados a atividades produtivas – pimenta, mel, castanha –, e ainda promovemos treinamentos para que os próprios moradores possam cuidar da manutenção elétrica. Agora com energia a um custo justo, essas pessoas podem, finalmente, melhorar seus processos produtivos (refrigeração, por exemplo), com impacto direto na geração de renda.

As mulheres ganham atenção especial. Junto ao ISA e ao Instituto Consulado da Mulher, valorizamos o empreendedorismo feminino, oferecendo treinamento e apoio às trabalhadoras envolvidas com a cadeia de produção de pimenta. E mais: em parceria com o ISA, levamos soluções e treinamentos para cerca de 30 aldeias do Parque Indígena do Xingu.

Ainda dentro do programa de acesso à energia, pudemos, em conjunto com a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), eletrificar comunidades remotas da região, como Tumbira e Rio Negro. Além disso, lado a lado com a FAS e a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), apoiamos a iniciativa Star Energy, incentivando a pesquisa científica sobre sistemas de energia sustentáveis, renováveis, replicáveis e autônomos para a Amazônia.

Também atuamos em parceria com organizações educacionais em diferentes localidades do Brasil e até de outros países, como Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Centro Universitário de Lins (Unilins) e Instituto Dom Bosco. Doamos soluções de iluminação e eletrificação solar, além de material didático, para que tais entidades possam estruturar e ofertar treinamentos de elétrica básica e energia fotovoltaica. O objetivo é beneficiar pessoas de baixa renda, ajudando-as a entrar no mercado de trabalho ou a avançar no empreendedorismo e, portanto, a sair da condição de vulnerabilidade social a que estão submetidas. Na América do Sul, em cinco anos, foram treinadas 30 mil pessoas, incluindo mulheres, elevando a renda média da comunidade piloto em 52%.

Há outros tantos parceiros fundamentais quando o objetivo é trabalhar em prol do desenvolvimento social e econômico: a ONU e seu Pacto Global, a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a Câmara Americana de Comércio (Amcham), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds – cujo principal intuito é influenciar políticas públicas nas esferas municipal, estadual e federal), a Plataforma Liderança Sustentável (organizada pelo consultor Ricardo Voltolini), etc.

As associações criam guias de boas práticas, fomentando e orientando ações por parte da iniciativa privada. Por meio da ONU Mulheres, por exemplo, nós firmamos compromisso com o HeForShe e com o Women Empowerment Principles (WEP) – iniciativas que visam, em linhas gerais, à eliminação das disparidades entre homens e mulheres na sociedade e ao empoderamento feminino no ambiente corporativo.

Estamos atravessando um momento bastante difícil em nosso país e no mundo. Precisamos mudar e com urgência. O planeta nem a sociedade podem esperar. E o setor privado pode e deve ajudar! Para tanto, os ODS são cruciais, porque norteiam as ações empresariais. Faço o que acredito e fico feliz de trabalhar numa empresa que me dá espaço para executar esses projetos e de ter um time apaixonado que também abraça causas tão importantes. Sou uma ativista pela inovação para a sustentabilidade. Essa é minha contribuição como executiva e como indivíduo.

*Tania Cosentino é presidente da Schneider Electric para América do Sul, foi reconhecida pela ONU como um dos 10 Pioneiros nos ODS – indivíduos de todo o mundo que estão de fato defendendo a sustentabilidade em suas companhias e mobilizando toda a comunidade de negócios para o cumprimento dos tais objetivos.