Sesi-SP recebe Praia Clube com chance de ser líder da Superliga de Vôlei

Agência Indusnet Fiesp

A diferença para o topo é de apenas dois pontos. Com uma vitória por 3×0 ou 3×1 nesta quinta-feira (11/12), contra o Dentil/Praia Clube, o time feminino de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) assume a ponta na tabela da Superliga exatamente antes do clássico contra o Osasco, na próxima semana. Mas a tarefa é duríssima, pois as rivais estão na quarta posição e querem se recuperar da derrota na última rodada.

Seguindo sua tradição em trabalhar por etapas, o técnico Talmo de Oliveira quer apenas pensar no jogo de quinta, mesmo sabendo que a vitória pode colocar o Sesi-SP no topo após nove triunfos em nove jogos. Mas Talmo projeta uma partida forte e diferente do jogo contra o Pinheiros, onde o time da Vila Leopoldina conquistou mais uma vitória por 3×0, na última terça.

“Estamos vivendo um momento muito bom, mas contra o Praia é um jogo diferente. É mais pancada, mais difícil e pesado. Temos que sustentar bem o bloqueio, ter um volume muito bom. Será um grande jogo e vamos buscar a vitória dentro de casa para crescer mais na tabela”, afirmou o treinador.

Enfrentar o Praia Clube significa enfrentar a maior pontuadora da Superliga. Tandara segue na liderança do ranking da CBV com 146 pontos. Mesmo com a adversária de peso, Talmo descarta qualquer marcação especial e prega atenção com time inteiro.

“São jogadoras muito experientes, com muitos recursos. A Tandara recebe muitas bolas e obviamente precisamos ter atenção, mas não podemos deixar o resto do time livre para atacar. Temos que sacar muito bem para neutralizar o sistema defensivo delas e atrapalhar o ataque”, completou.

Quem conhece muito bem o Praia Clube é a oposta Monique, que jogou pelo time de Uberlândia de 2011 a 2013. Nas duas últimas Superligas, as equipes se enfrentaram nos playoffs e sempre fizeram jogos equilibrados. Mesmo que o Praia tenha mudado bastante, Monique acredita que o nível será o mesmo e o nível do jogo do Sesi-SP precisa continuar alto para vencer.

“Vai ser muito difícil. Vamos ter que respeitar taticamente muita coisa. Nesse nível de jogo, temos que sacar bem, bloquear bem e entender as características das jogadoras. Mas assim como a gente conhece o time delas, elas também conhecem a gente. Tem muito pouco tempo, um dia só, então precisamos descansar bem para fazer uma boa partida”, finalizou a jogadora, quarta maior pontuadora da Superliga com 111 acertos.

Sesi-SP vence o Uniara e vai à final da Copa São Paulo de Vôlei Feminino

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp, de Araraquara

Sesi-SP venceu os dois jogos no Grupo A e vai à final da Copa São Paulo. Foto: Amanda Demétrio/Fiesp

O início de temporada não poderia ser melhor. Jogando em Araraquara, na casa das adversárias, a equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu na noite deste domingo (03/08) o Uniara/AFAV, por 3 sets a 0 (25/22, 25/14 e 25/18) e garantiu a vaga na final da Copa São Paulo.

Com o resultado,  o Sesi-SP fez seis pontos em dois jogos pelo Grupo A, superando São Bernardo e Uniara/AFAV. O adversário na final é o vencedor do Grupo B, o Esporte Clube Pinheiros, que passou pelo Bauru e pelo São Cristóvão. A decisão está programada para o dia 26 de agosto, às 19h, em local a ser definido. O Sesi-SP luta pelo tricampeonato.

Após a partida, o técnico Talmo de Oliveira disse ficar duplamente feliz. “Primeiro porque foi uma partida com todas as jogadoras bem mais entrosadas, um equilíbrio bem melhor.  E segundo, por estar coroando com mais uma final do Sesi-SP nessa competição.”

Ele disse esperar um jogo difícil diante do Pinheiros. “Os dois times estarão com um ritmo melhor de treino. Só vamos jogar no dia 26 [de agosto]. Temos que estruturar tudo isso, arrumar esse calendário para que possamos render o melhor possível e preparar bem o time para essa final buscando o tricampeonato.”

Maior pontuadora do jogo, com 17 pontos, a ponteira Pri Daroit ficou satisfeita com a evolução da equipe.

“Hoje, sim, conseguimos colocar em quadra o que treinamos, que são os acertos de bola e o ritmo de saque. Tem coisas que ainda podemos melhorar, como os passes, mas hoje foi bem melhor [em relação à partida da véspera] porque conseguimos ganhar com mais tranquilidade.”

A expectativa para a final, de acordo com a ponteira, é a melhor possível. “Vamos ter um tempo para treinar e se preparar. O Pinheiros é uma equipe difícil e vamos ter que ter foco total para ir em busca desse primeiro título da temporada”, comentou Pri Daroit.

Além de Pri Daroit, atuaram pelo Sesi-SP a levantadora Carol Albuquerque, a ponteira Mari Cassemiro, a oposta Liz e as centrais Bia e Bárbara, além da líbero Suelen. Entraram Michele, Simone, Stephanie e Natália.

O jogo

Cometendo erros de recepção, o Sesi-SP começou atrás, mas logo emplacou dois bloqueios fortes e virou o placar, chegando ao primeiro tempo técnico em 08/05. Na volta, a equipe de Araraquara encaixou melhor os ataques, soube explorar os erros do Sesi-SP e passou na frente, liderando o marcador no segundo tempo técnico (16/15). Com a entrada da Michele no lugar da Mari Cassemiro, o Sesi-SP logo igualou o placar e fechou o primeira set em 25/22, com sete pontos de Pri Daroit.

No segundo parcial, o Sesi-SP voltou melhor e foi para a primeira parada obrigatória com boa margem de diferença: 08/02. A equipe manteve o ritmo e abriu nove pontos, forçando um pedido de tempo da técnica do Uniara, Sandra Mara Leão. Na volta, a equipe do Uniara até conseguiu alguns pontos, mas o Sesi-SP continuou firme e foi para o segundo tempo técnico com dez pontos na frente: 16/06. Com a vantagem, Talmo colocou mais uma vez a jogadora Michele em quadra, no lugar da Barbara, e a equipe fechou o segundo set em 25/14. O destaque foi a central Bia, com sete pontos, dos quais cinco de bloqueio.

Com bons ataques, as meninas da Vila Leopoldina saíram na frente no terceiro set, chegando ao primeiro tempo técnico com 08/04. A equipe seguiu superior e ampliou a diferença na segunda parada obrigatória: 16/08. Daí em diante foi só administrar e fechar o parcial em 25/18 e o jogo por 3 sets a 0, em 1 hora e 22 minutos.

Vôlei feminino do Sesi-SP vence São Bernardo na estreia pela Copa São Paulo

Amanda Demétrio, Agência Indusnet Fiesp, de Araraquara

Equipe fez sua primeira partida oficial na temporada. Foto: Amanda Demétrio/Fiesp

Em seu primeiro jogo oficial pela temporada 2014/15, a equipe de vôlei feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu, neste sábado (02/08), em Araraquara, o time do São Bernardo por 3 sets a 1 (25/20, 27/25, 25/17 e 25/21). A partida foi válida pela primeira rodada da Copa São Paulo.

O jogo começou com erros para os dois lados, mas o Sesi-SP acertou o ritmo, encaixou algumas jogadas e fechou o primeiro set em 25/20. No segundo set, o São Bernardo devolveu, fechando com 25/27. O Sesi-SP começou atrás no terceiro set, ficou em desvantagem por alguns minutos mas conseguiu a virada: 25/17. O quarto set foi disputado ponto a ponto, mas no final prevaleceu a força do Sesi-SP: 25/21.

Para a ponteira Mari Cassemiro, o equipe ainda está sem ritmo e o jogo foi importante para identificar erros. “Temos que entender que foi a primeira partida e os erros são normais. O ritmo, querendo ou não, só alcançamos jogando. Por mais que você treine não consegue pegar esse ritmo e tirar esses erros”, justificou a ponteira.

O técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, destacou a capacidade e o desempenho da equipe. “Temos que adaptar nossas opções em função das atletas que estão na seleção, mas as jogadoras que estão aqui conseguiram dar um volume, fizeram um bom jogo hoje. O time do São Bernardo já está jogando campeonatos regionais há mais tempo e mesmo assim conseguimos fazer um bom jogo”, explicou.

O time entrou em quadra com a levantadora Carol Albuquerque, as ponteiras Pri Daroit e Mari Cassemiro, a oposta Liz e as centrais Bia e Bárbara, além da líbero Suelen. Entraram Simone, Stephanie e Michelle.

A próxima partida do time é contra o Uniara/AFAV, neste domingo (03/08), às 20h, no Ginásio Gigantão em Araraquara. O Sesi-SP busca o tricampeonato da Copa São Paulo.

O jogo

A equipe feminina do Sesi-SP começou o primeiro set na frente fechando o primeiro tempo técnico em 08/03 e o segundo em 16/09. Mas o time do São Bernardo emplacou três pontos seguidos e forçou o técnico Talmo pedir tempo técnico. Na volta, a equipe conseguiu se recompor e fechou o set, em 24 minutos, com 25/20.

No segundo set, o mais equilibrado da partida, o time cometeu alguns erros e foi derrotada por 25/27, em 29 minutos.

No terceiro set, o Sesi-SP começou perdendo, mas se recuperou em quadra e, com dois pontos seguidos de bloqueio da ponteira Pri Daroit, a equipe conseguiu fechar o set: 25/17 em 23 minutos.

O quarto set começou disputado, mas logo o São Bernardo passou à frente, obrigando o Talmo a parar o jogo e conversar com o time. O Sesi-SP voltou com força e impôs seu jogo. Na reta final do parcial, fez três pontos seguidos e encerrou a contagem em 25/21. Final, vitória por 3 sets a 1, em 1 hora e 42 minutos.

Técnico de vôlei feminino do Sesi-SP participa de campanha de doação de sangue

Agência Indusnet Fiesp

O técnico do time feminino de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Talmo de Oliveira, foi um dos participantes de uma campanha interna de doação de sangue promovida pela instituição nesta terça (29/07) e quinta-feira (31/07), em sua sede, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Em sua primeira experiência como doador, Oliveira disse que a sensação de poder ajudar alguém supera qualquer desconforto com as agulhas. “Saber que vou ajudar quem eu nem conheço é muito bom”, disse. “Quando agimos assim, sempre saímos com o coração mais feliz”.

Oliveira: sensação de ajudar supera qualquer desconforto com as agulhas. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Oliveira: sensação de ajudar supera qualquer desconforto com as agulhas. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

De acordo com a especialista em Qualidade de Vida do Sesi-SP, Célia Honda, foram feitas 72 doações no dia 29 e 51 até as 11h desta quinta-feira (31/07). Podem participar funcionários da instituição e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

 

Vôlei feminino do Sesi-SP aposta na força do grupo para buscar os títulos

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Depois de chegar à final da Superliga derrotando a forte equipe do Osasco, a equipe de vôlei feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) ficou marcada pela alegria dentro de quadra e pelo espírito de equipe. Mas, mesmo com algumas mudanças na equipe para a nova temporada, essas marcas devem se manter.

“A gente sempre trabalha com o objetivo de chegar às finais e conquistar títulos. Mas prezamos a pedagogia do exemplo e sabemos que não adianta ser campeão ultrapassando a barreira da ética, do respeito, do companheirismo, da cooperação”, diz o técnico do time feminino, Talmo de Oliveira. “No Sesi-SP, plantamos tudo isso e colhemos bons frutos nesses três anos, esperando colher por muitos anos ainda.”

Talmo ainda não treina com a equipe completa, já que as recém-contratadas Monique e Claudinha estão à disposição da seleção. Mas as expectativas são as melhores. “Quando as jogadoras chegarem, vamos trabalhar para que elas se encaixem e descobrir o que essa equipe pode render. Vai ser um processo de treinamento e amadurecimento em que vamos achar os pontos fortes e minimizar os pontos fracos.”

O time de vôlei feminino do Sesi-SP: integração, alegria e vontade de vencer. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O time de vôlei feminino do Sesi-SP: integração, alegria e vontade de vencer. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Na avaliação do técnico, as novas integrantes da equipe já mostraram empenho. “A Michelle já jogou no Sesi-SP e a felicidade dela está em retornar mostra que esse foi um trabalho que deu resultado”, diz. Ela está se preparando muito bem, se dedica o tempo inteiro e a equipe ganha muito com o volume de jogo que ela traz”, avalia.

“A Liz é uma jogadora inteligente, que tem uma qualidade técnica de ataque muito boa e está se enquadrando muito bem. Com a Monique e a Claudinha ainda não treinamos, mas pelo que eu acompanho são jogadoras inteligentes, que têm experiências e estão dispostas a entrar em um projeto para fazer a diferença.”

Liz e Michele

Para a ponteira Liz, essa temporada é sua primeira jogando pelo Sesi-SP. Ela conta que já tinha uma impressão positiva da equipe. “Pude confirmar a fama que o Sesi-SP tem entre os atletas: que a estrutura é boa, as pessoas são muito bacanas e instituição faz um trabalho sério”, afirma a jogadora, que destacou também o projeto Pedagogia do Exemplo adotado pela instituição.

“Tive a oportunidade de participar de uma edição da Grande Sacada e gostei muito. Porque não somos só jogadoras de vôlei, também somos exemplos para as crianças.”

As expectativas de Liz para a temporada são as melhores possíveis. “Particularmente, espero evoluir como jogadora e, dessa forma, ajudar o time da melhor maneira possível. O Sesi-SP fez uma boa temporada no ano passado e, com a qualidade dos treinamentos, sei que pode evoluir ainda mais. Estou realmente muito contente por ter vindo para a equipe.”

Já a líbero Michelle volta ao Sesi-SP depois de uma temporada na equipe de Campinas. “Fico feliz por retornar, sabendo que a equipe foi para uma final importante no ano passado, desbancando Osasco e fazendo história no voleibol. É bom voltar com a equipe estruturada desse jeito, com meninas de seleção, mas dando importância ao grupo.”

E se depender da jogadora a alegria do time vai continuar ajudando a conquistar vitórias.  “Esse é um grupo feliz, que vibra junto, que tem alegria dentro da quadra”, afirma. “Vim para contribuir. Tenho essa característica de puxar a equipe, ser aguerrida. Com certeza, estou voltando para contribuir com essa energia boa que o Sesi-SP tem.”

Atletas olímpicos e técnicos do vôlei participam de evento sobre a Pedagogia do Exemplo

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Dedicação, garra, perseverança, espírito de equipe, responsabilidade, disciplina. São todos valores relacionados com o esporte e, com base neles, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) criou a Pedagogia do Exemplo. Por meio dela, atletas de alto rendimento vestem a camisa do Sesi-SP e se transformam em modelo para as crianças e jovens.

No evento de lançamento, duas palestras reforçaram a importância da Pedagogia do Exemplo. No bate-papo olímpico, mediado pelo gestor do vôlei do Sesi-SP e medalhista olímpico em 1984, José Montanaro Junior, quatro atletas do Sesi-SP que já participaram de Jogos Olímpicos falaram sobre suas experiências no esporte e na vida.

O primeiro conselho veio do próprio Montanaro, que defendeu a seleção brasileira em 304 jogos. “Quando a gente ama aquilo que faz, a gente não desiste, a gente corre atrás. A sorte é muito subjetiva. Mas quando você se dedica, você consegue se capacitar e buscar uma oportunidade e vai encontrar”, declarou. “Não desista nunca. Vá atrás dos seus sonhos.”

Ex-aluno do Sesi-SP de Descalvado, sua cidade natal, o triatleta Reinaldo Colucci, contou que seu primeiro esporte foi a natação. Mesmo não tendo bons resultados, ele continuou praticando, até ser convidado para participar de uma prova que juntava natação e corrida. Na prova de natação, ele não se saiu muito bem, mas quando passou para a corrida, superou todos os competidores e acabou em primeiro.

Depois dessa prova, ele não parou mais. Com 18 anos venceu a primeira prova na categoria elite e aos 22 participou da primeira Olimpíada. “Representar uma nação em um evento tão grandioso foi a realização de um sonho. Quando você veste o uniforme e vê, no meio de um monte de bandeiras, um torcedor brasileiro com a bandeira do Brasil, é um orgulho muito grande”, disse.

“Melhor ainda é poder estar hoje transmitindo as experiências positivas que o esporte trouxe para minha vida aos jovens.”

Os olímpicos (da esquerda para direita): Colucci, Marcão, Montanaro, Murilo e Tony Azevedo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Do Atletismo Paralímpico, Marco Aurélio, conhecido como Marcão, falou sobre a mudança de trajetória que ele teve que fazer depois de perder uma perna em um acidente de moto.

“Sempre soube que o esporte ia me abrir oportunidades. Por meio dele, me formei em dois cursos universitários, fui a diversos países. Daqui a um mês, vou pra Tunísia e poderei dizer que já competi em todos os continentes do mundo”, contou ele, que disputou a Paralímpiada de Pequim, em 2008. “Meu objetivo era aproveitar tudo que o esporte podia me oferecer, principalmente a educação, por meio das bolsas de estudos.”

Nascido no Brasil, Tony Azevedo foi muito cedo para os Estados Unidos. E foi lá que ele começou a praticar polo aquático. “Lembro dos Jogos Olímpicos de 1996, vi a final do polo aquático entre Croácia e Espanha e, quando a Espanha venceu, eu disse para o meu pai que eu queria jogar uma Olimpíada. Ele me ajudou muito e disse que eu tinha que começar com objetivos pequenos e ir conquistando até chegar ao maior.”

E Tony chegou. Em 2000, foi o atleta mais jovem de polo aquático a chegar em uma Olimpíada. Ele participou de mais três Jogos Olímpicos. “Espero jogar minha quinta olimpíada no Rio de Janeiro”, afirmou.

Irmão mais novo de Gustavo, outro grande jogador de vôlei, Murilo contou que, desde cedo, eles sempre foram incentivados no esporte pelos pais e pelos tios. “Tudo que eu conquistei foi uma consequência do que eu comecei quando eu era criança. Quando eu assisti a geração de 92 ganhando uma medalha olímpica e tive o sonho de vestir a camisa da seleção brasileira de vôlei”, lembrou Murilo, que já disputou duas olimpíadas e ainda busca a medalha de ouro.

“Daqui a 10 anos talvez vocês sejam os profissionais que estejam sentados aqui, falando sobre a carreira de vocês”, disse Murilo para as crianças. “Querendo ser um profissional do esporte ou não, a atividade física é fundamental para que a gente seja uma pessoa saudável e um cidadão de valor.”

 

Técnicos

A segunda palestra do dia juntou no palco dois técnicos campeões: Talmo de Oliveira, da equipe feminina, e Marcos Pacheco, da equipe masculina, ambos do Sesi-SP. Com o tema “Em busca do sonho”, eles lembraram o caminho que os levou à posição que ocupam hoje.

“Meu sonho era participar de uma seleção, como jogador de vôlei. Mas não deu, tive minhas limitações, minha realidade”, contou Pacheco. “Hoje eu sei que os sonhos podem ser alcançados de maneira diferente. Mesmo não sendo um grande atleta, tenho a oportunidade de estar aqui hoje, como técnico, convivendo com jogadores de alta qualidade.”

O técnico da equipe masculina do Sesi-SP também comentou a felicidade por trabalhar pela entidade. “Quantos clubes tem essa gama de modalidades, de atletas, de possibilidades? Quantos sonhos e quantos exemplos as crianças e jovens do Sesi-SP têm estando em um lugar como esse?”

Pacheco (à esq.) e Talmo: em busca dos sonhos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Já Talmo fez parte da equipe olímpica que conquistou a medalha de ouro em 1992, mas também compartilhou as dificuldades que atravessou nessa trajetória. “Só nós sabemos o quão difícil é ser a gente mesmo.”

Depois de muitas tentativas de tentar ser jogador profissional, Talmo, aos 19 anos, pensou em desistir e chegou a se inscrever para trabalhar na mesma empresa em que o pai dele trabalhava. “Foi quando meu pai me chamou e perguntou: ‘filho, qual é o seu sonho?’. Eu olhei pra ele e falei que meu sonho era ser jogador de vôlei”, lembrou.

“Ele me disse, então, para lembrar sempre de duas coisas: fazer sempre o meu melhor e nunca passar por cima de ninguém. ‘Se você fizer essas duas coisas eu tenho certeza que você vai conquistar seus sonhos’. Foi ali que eu comecei minha caminhada”, contou Talmo, emocionado, que aproveitou para deixar um recado aos pais.

“Muitas vezes queremos que nossos filhos sejam perfeitos. Mas nem sempre plantamos essa sementinha, para que eles sejam o que desejamos”, aconselhou. “Faça sempre o melhor para o seu filho, queira sempre o melhor para ele.”

Sesi-SP treina em Saalsporthalle e se prepara para a estreia no Mundial de Clubes

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp, de Zurique (Suiça)

O ginásio onde serão disputadas as partidas do Mundial. Foto: FIVB

Com a estrela de campeão sul-americano estampada no novo uniforme, a equipe de vôlei feminino do Sesi-SP estreia nesta quarta-feira (07/05) no Mundial de Clubes em Zurique, na Suíça, contra o Volero Zurich. A partida, válida pelo Grupo A, tem início programado para as 20h locais (15h de Brasília). No Grupo B, o Molico/Osasco, convidado pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB), faz a preliminar contra o Hisamitsu Springs, campeão asiático.

Na véspera do primeiro jogo, o time da Vila Leopoldina treinou nesta terça-feira (06/05) pela primeira vez na Arena Saalsporthalle, ginásio onde ocorrerão as partidas. O local foi elogiado pelas jogadoras, que reclamaram apenas de uma luz lateral que incide diretamente nos seus rostos, atrapalhando a recepção.

“É um ginásio muito bom, bem bonito. Essa luz na cara atrapalhou um pouco, mas tem que ver como será no dia do jogo, já que nem todas estavam acesas no treino. É questão de costume, mas todos os times vão jogar com essa luz. Então, isso não será desculpa”, afirmou a ponteira Pri Daroit, para quem a ansiedade já está bem maior com a proximidade da estreia.

“Sempre dá aquele friozinho na barriga. Agora que está chegando perto do campeonato e estamos a um dia do jogo, a expectativa é a melhor possível e a vontade aumenta. Estamos num ótimo clima para a disputa e vamos com tudo atrás do título.”

Equipe feminina do Sesi-SP treina na Arena Saalsporthalle Foto: Lucas Dantas/Fiesp

 

A líbero Suelen, que treinou praticamente o tempo inteiro com a incômoda luz no rosto, também aprovou o ginásio e não vê a hora de começar o campeonato. “Gostei muito daqui. Essa iluminação, bom, a luz estava na minha cara, mas, mesmo assim, foi muito bom treinar aqui. Estamos há alguns dias na Suíça só treinando e treinando, mas agora vai começar e já estamos bem mais ansiosas.”

Antes do treino, o técnico Talmo de Oliveira participou de uma entrevista coletiva com os demais treinadores e disse o que espera da competição, que reúne estilos de jogo bem distintos. “São escolas muito diferentes. Acredito que o potencial maior de ataque vai fazer uma grande diferença nesse campeonato. E o time que tiver o melhor equilíbrio na virada de bola, no side out, e no sistema defensivo, pode levar uma grande vantagem. Vamos pegar times com sistemas ofensivos muito fortes e também com sistemas defensivos muito fortes”, disse o treinador, que explicou a importância para o Sesi-SP de disputar o Mundial.

“Isso nos dá um grande suporte para a continuidade do projeto. O fato de que, com apenas três anos de trabalho, estamos disputando nosso primeiro campeonato mundial é muito importante para seguirmos trabalhando e mostra que estamos no caminho certo.”

O técnico do vôlei feminino do Sesi-SP, Talmo de Oliveira (segundo, da esquerda para a direita), durante a coletiva do Mundial de Clubes, na Suíça Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Depois da estreia, o Sesi-SP enfrenta na sexta-feira (09/05), às 17h30 locais (12h30 no horário de Brasília), o campeão africano, o Algeria GSP, da Argélia. Ficando entre as duas equipes mais bem classificadas no grupo A, o Sesi-SP avança para as semifinais, programadas para o sábado (10/05). Os vencedores fazem a grande final no domingo (11/05).

Sesi-SP anuncia manutenção das comissões técnicas do vôlei para temporada 2014/2015

Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) anuncia a manutenção das comissões técnicas do vôlei para a temporada 2014/2015. Marcos Pacheco e Talmo de Oliveira continuam como técnicos dos times masculino e feminino, respectivamente, juntamente com a comissão técnica.

De acordo com o gestor do vôlei do Sesi-SP, José Montanaro, não apenas os resultados foram analisados, mas também a forma de trabalhar de cada comissão, em conformidade com os objetivos da área de esporte do Sesi-SP.

“Avaliamos o projeto como um todo: planejamento, desenvolvimento, execução. Todo o trabalho foi excelente. Chegamos em todas as finais dos campeonatos que disputamos, e tivemos 33 atletas e três técnicos convocados em diversas categorias das seleções”, afirma Montanaro.

Na temporada 2013/14 da equipe feminina, o Sesi-SP conquistou o Sul-Americano de Clubes e o bicampeonato da Copa São Paulo, além de fazer as finais do Paulista, da Copa Brasil e da Superliga. No masculino, o time conquistou o tricampeonato paulista (quatro títulos ao todo) e chegou às finais da Copa Brasil e da Superliga.

Para Talmo de Oliveira será o quarto ano à frente do time. Sem esconder que sua ideia é continuar por muito mais tempo, o treinador destaca a importância do projeto do Sesi-SP como um todo, não só no vôlei.

“Estamos entrando no quarto ano. A instituição me acolheu muito bem e desde meus tempos de jogador eu sempre entro numa equipe pensando em nunca mais sair. Agora teremos novos objetivos e metas e a continuidade é essencial para o trabalho. E o Sesi-SP privilegia o trabalho e a dedicação, dando tranquilidade para os profissionais”, diz Talmo.

Segundo Talmo, no Brasil ainda são poucos os projetos com maior tempo de duração em nível de clubes. “Precisamos desses trabalhos para desenvolver melhor os atletas, não só dentro de quadra, mas fora também. Não somos só treinadores, mas também educadores. É nossa função e o Sesi-SP nos permite executá-la com segurança”, completa o técnico que comanda a equipe que disputa o Mundial Feminino de Clubes a partir de quarta-feira (07/05), na Suíça.

Com menos tempo de casa, Marcos Pacheco comemora a oportunidade de poder trabalhar mais uma temporada no Sesi-SP, valorizando a estrutura física e metodológica da entidade.

“Vamos dar continuidade ao trabalho. Fizemos um ano que, se não foi maravilhoso, foi muito bom. Dos objetivos traçados em conjunto com a Diretoria de Esportes alcançamos boa parte deles, chegamos a todas as finais e é importante dar continuidade. Implantamos um esquema de trabalho em que o tempo e a continuidade são importantes para que o time alcance os resultados desejados”, diz Pacheco, que também elogia a estrutura e os conceitos do Sesi-SP.

“Gosto de como o Sesi-SP trabalha o vôlei. O time é muito mais do que uma equipe que joga vôlei. Envolve disciplina, conceitos, organização, trabalho e responsabilidade. O Sesi-SP é uma instituição que promove e privilegia uma postura diferente da que existe no mercado, valorizando as pessoas, e isso é muito bom para mim.”

Sesi-SP começa treinamentos em Schaffhausen visando Mundial de Clubes

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp, da Suiça

A equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) iniciou no sábado (03/05) seu período de treinamentos na BBC Arena, em Schaffhausen (Suíça), visando o Mundial de Clubes em Zurique, que começa na quarta-feira (07/05). Os treinos seguem até segunda (05/05), quando o time faz um amistoso contra a seleção da França e logo depois viaja para Zurique.

O técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, falou sobre a expectativa de enfrentar adversários bem distintos na primeira fase – o Sesi-SP está no grupo A, como Volero Zurich, representante suíço, e o Algeria GSP, campeão africano, enquanto no grupo B estão Dínamo Kazan (Rússia), Molico/Osasco (convidado pela Federação Internacional de Vôlei) e Hisamitsu (Japão).

“São estilos diferentes do que estamos acostumados. São escolas com saída de bolas mais altas. Não conhecemos muito o time da Argélia. Então, teremos que ter muita atenção na adaptação ao jogo. O Volero já é mais rodado, tem jogadoras da Europa na equipe. Elas alternam com bolas de velocidade com as mais altas. Temos algumas informações sobre os times, mas, como disse, a adaptação tem que ser muito rápida e será fundamental”, disse o treinador. 

Para a central Fabiana, o Mundial será uma experiência nova. Experiente em competições internacionais com a seleção brasileira, a capitã nunca jogou um Mundial de Clubes e mostrou como está empolgada para a disputa.

“Joguei Mundiais pela seleção adulta e de base e agora terei um campeonato novo pela frente. Tem uma empolgação pode ser um campeonato novo, é diferente, é novo para mim, mas o resultado final não muda. Eu quero a vitória”, disse Fabiana, que elogiou muito as dependências da Arena BBC.

“É um lugar super bacana. Aqui, querendo ou não, você fica concentrado, tem tudo perto, os quartos são maravilhosos, a comida é ótima, o bem estar do atleta é bastante pensado”.

Período de treinos em Schaffhausen prossegue até segunda (05/05). Superintendente do Sesi-SP acompanha delegação. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

O Sesi-SP estreia no Mundial de Clubes na quarta (07/05), às 20h (horário de Zurique). A fanpage oficial da equipe no Facebook estará acompanhando com fotos e informações da partida em tempo real. Acesse www.facebook.com/sesisp.volei

 

Sesi-SP fica com o vice-campeonato da Superliga feminina

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp, do Rio de Janeiro

A equipe feminina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) ficou com o vice-campeonato da Superliga 2013/1 ao ser derrotada na manhã deste domingo (27/04), no ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, pelo Unilever/Rio. O time carioca venceu por 3 sets a  1 (21/11, 21/12 e 13/21, 21/16).

É o  melhor resultado do Sesi-SP na competição desde que a equipe foi criada em 2011.

 

Equipe e comissão técnica com taça e medalhas. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

“O Rio jogou muito bem taticamente e tivemos os dois primeiros sets ruins. A gente fez o que deu. O Sesi-SP veio no campeonato numa crescente depois de um primeiro turno muito ruim. Agora é pensar no Mundial”, disse a líbero Suelen ao final da partida.

Na avaliação do técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, o Sesi-SP esteve apático em alguns momentos do jogo e o Rio conseguiu impor sua marcação. “Temos que aprender a jogar uma final. É o primeiro ano que jogamos a final da Superliga. É um glamour diferente, um foco diferente. Nós temos jogadoras que nunca passaram por essa experiência como protagonista. É um aprendizado do qual, com certeza, vamos sair mais fortes”, disse o treinador, que faz um balanço positivo da campanha, considerando que a equipe é muito jovem.

Para a ponteira Pri Daroit, que começou o jogo no banco e depois entrou no lugar de Ivna, a equipe está de parabéns pela campanha. “Ninguém acreditava na gente. Agora é lutar para no ano que vem chegar à final de novo. A equipe se uniu muito, mesmo. Isso foi fundamental para a gente chegar aonde chegou.”

De acordo com a experiente central e capitã Fabiana Claudino, bicampeão olímpica, foi possível perceber que algumas jogadoras mais novas sentiram o nervosismo de uma final. “Acho que bateu um pouco de nervosismo. Eu já passei por isso e sei que não é fácil chegar num ginásio lotado, jogar contra um grande time como o Unilever, na casa deles.”

Fabiana, no entanto, ponderou que não faltou vontade. “Dava para ver no rostinho de cada uma [das companheiras] que eles queriam o tempo inteiro, que estavam tentando da melhor forma ajudar. E eu saio daqui muito orgulhosa desse meu time e de toda a comissão técnica.”

De acordo com a ponteira Suelle, o título da equipe carioca foi merecido. “É um time que não erra. E a gente errou muito.”

As jogadoras receberam as medalhas das mãos do presidente do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e do superintendente do Sesi-SP, Walter Vicioni Gonçalves.

Antes da partida, a Confederação Brasileira de Vôlei prestou uma homenagem ao narrador Luciano do Vale, falecido no final de semana anterior (19/04). No intervalo entre o primeiro e segundo set, veteranos da geração que ganhou a medalha de prata no Mundial de 1982 e nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984 entraram em quadra para uma homenagem à memória do jornalista, um incentivador do esporte. Entre eles, José Montanaro, gestor do vôlei do Sesi-SP. A viúva do narrador recebeu uma placa com a seguinte mensagem: “Não basta criar uma grande história; é preciso contá-la”.

O Unilever/Rio do técnico Bernardinho jogou com Fofão, Sarah Pavan, Mihajlovic, Gabi, Juciely e Carol, além da líbero Fabi. Entraram: Bruna, Roberta, Amanda e Régis.

O Sesi-SP atuou com Dani Lins, Ivna, Dayse, Suelle, Fabiana e Bia, além da líbero Suelen. Entraram: Carol Albuquerque, Mariana e Pri Daroit.


O jogo

No primeiro set, empurrado pela sua torcida e bem no bloqueio, o Unilever/Rio abriu 04/00, o que levou o técnico Talmo a pedir tempo. No retorno, Dayse aproveitou o ataque e fez o primeiro do Sesi-SP, mas as donas da casa mostraram mais volume de jogo e foram para a primeira parada técnica com ampla vantagem: 07/01. O Sesi-SP voltou mais equilibrado e o jogo da central Fabiana começou a aparecer em dois pontos seguidos (08/04). Dani Lins, em bola de segunda, reduziu para quatro pontos a diferença (09/05). Depois de um rali, a sérvia Brankica Mihajlovic voltou a ampliar: 11/05. Com Fofão no saque, o Unilever/Rio chegou ao segundo tempo técnico obrigatório com oito pontos na frente (14/06). Na volta, Dayse explorou o bloqueio e diminuiu (14/07), mas a central Carol logo retomou o serviço para as donas da casa. As equipes trocaram pontos até que Suelle, em bloqueio simples, fez o nono ponto (16/09). Com 18/09, Talmo pediu tem para conversar com a equipe. Ivna fez um ponto pela saída de rede e Talmo aproveitou para fazer uma inversão de 5-1, substituindo Ivna e Dani Lins por Carol Albuquerque e Mari. O Unilever/Rio manteve o controle do jogo e fechou em 21/11 em erro de ataque do Sesi-SP ao final de 20’08”.

No segundo set, a oposta Ivna foi bloqueada logo no início do jogo. O Unilever/Rio abriu três pontos, mas o Sesi-SP retomou o saque em ataque de Suelle. Em erro de recepção, o Sesi-SP sofreu mais um ponto (05/01) e Talmo pediu tempo. Ivna fez o segundo ponto pela saída de rede e em erro de Sarah Pavan, o Sesi-SP fez o terceiro (06/03). No saque de Fabiana, a contagem foi reduzida para dois pontos a favor das donas da casa, que chegaram ao primeiro tempo técnico com 07/04. Na volta, o jogo ficou mais equilibrado e o Sesi-SP passou a rodar a cada ataque. Mas Fofão foi para o saque e fez ace em indecisão da linha de passe do Sesi-SP. Bia diminuiu para 10/07. Com Pri Daroit no saque no lugar de Ivna, o Sesi-SP fez o 10º ponto, encostou no placar (12/10) e forçou o primeiro pedido de tempo de Bernardinho. A sérvia Mihajlovic deu uma largadinha e o time azul chegou ao segundo tempo técnico com quatro de diferença (14/10). O Sesi-SP reduziu com Fabiana pela saída de rede (15/11), mas Sarah Pavan retomou a vantagem (16/11). Fabiana errou uma largadinha e as donas de casa abriram seis de diferença: 17/11. Talmo solicitou mais um tempo, quando o placar apontava 18/12 a favor das adversárias. O Unilever/Rio seguiu pontuando e fechou em 21/12 em 21’31” em erro de recepção do Sesi-SP.

No terceiro set, o Sesi-SP conseguiu pela primeira vez ficar em vantagem na partida, abrindo 04/01, o que levou Bernardinho a pedir tempo. Na volta, Dayse continuou sacando bem e desestruturando a linha de recepção do time carioca, chegando a 07/01 na primeira parada técnica. Na volta, o Sesi-SP aproveitou dois contra-ataques e fez três pontos seguidos com Suelle e Fabiana (dois), chegando a 10/01. No bloqueio, mais um ponto: 11/01. O Unilever conseguiu rodar, mas a confiança do Sesi-SP estava em alta e Suelle retomou a vantagem: 12/02. Pri Daroit aproveitou mais uma chance de contra-ataque e fez 13/02. A torcida do Sesi-SP começou a gritar “eu acredito” e o Sesi-SP fez mais um: 14/03, na segunda parada técnica. Pri Daroit parou duas vezes no bloqueio e as donas de casa reduziram para 15/06. Sem Fabiana em quadra, o Unilever/Rio aproveitou e fez três pontos seguidos, reduzindo a diferença para seis pontos (15/09). Pri Daroit fez o 17º (17/09) e Bia, o 18º. A jovem central do Sesi-SP fez mais um: 19/11. No bloqueio, Suelle garantiu mais um: 20/11. Pela saída de rede, Dayse garantiu  a vitória na parcial por 21/13 em 20’56”, diminuindo para 2 sets a 1.

No quarto set, o Sesi-SP aproveitou erro de saque para abrir o placar, mas o Unilever/Rio virou e fez 03/01 com Sarah Pavan. A canadense bloqueou Suelle para ampliar (04/01) e Talmo pediu tempo. O time carioca seguiu pontuando e chegou ao 6º. Com a central Juciely, as donas da casa chegaram ao primeiro tempo técnico com cinco de diferença: 07/02. O Sesi-SP retomou a vantagem erro de Sarah. Fabiana foi para o saque, a bola voltou a Pri Daroit aproveitou, reduzindo para 08/04. A ponteira Gabi retomou o saque para o Unilever/Rio. Dayse, bem pela saída, diminuiu. Com Dani Lins no saque, o Sesi-SP fez mais um. Em belo rali, Bia finalizou e fez o 8º (11/08). Pela ponta, Pri Daroit fez o 11º e o Sesi-SP encostou no placar: 13/11. No bloqueio, as donas da casa chegaram ao segundo tempo técnico obrigatório: 14/11. O Unilever/Rio aproveitou mais duas bolas e chegaram a 16/11, levando Talmo a pedir tempo.  Pri Daroit, bem pela entrada de rede, fez o 12° e o 13º. Com três de vantagem (16/13), Bernardinho decidiu parar o jogo para conversar com suas jogadoras. Deu certo e o time carioca ampliou para cinco (18/13). O Sesi-SP chegou a diminuiu para três pontos, mas ataque da sérvia Mihajlovic deixou o Unilever/Rio a dois pontos de fechar o jogo (19/15). A europeia fez mais um e deixou as donas de casa com quatro oportunidades de fechar a partida (20/16). Carol aproveitou contra-ataque e fechou o jogo.

Estatístico Paschoal Martins municia decisões de Talmo no vôlei feminino

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

“Sem ele eu não sou nada”, afirma, rindo, o técnico de vôlei Talmo de Oliveira.

O comandante da equipe feminina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) refere-se ao estatístico Paschoal Martins.

Mais do que uma brincadeira, trata-se de um reconhecimento: a importância desse tipo de profissional é cada vez maior no esporte. Especialmente no vôlei, que tem centenas de ações repetidas ao longo de uma partida: saques, passes, levantamentos, bloqueios e defesas…

“Hoje, no alto rendimento, todas as decisões não podem ser aleatórias. Depende de estudo, de referências, de uma série de embasamentos para conseguir ser um pouco mais preciso”, explica Martins, que trabalha nessa função no Sesi-SP desde a formação da equipe feminina, em 2011.

“Em cima dessas informações um treinador toma as decisões e faz as avaliações de rendimento. Para que ele possa fazer isso, os dados de um jogo só não são suficientes. É necessário reunir um banco de dados e uma série de informações para que ele possa analisar.”

Dados organizados por Paschoal Martins ajudam Talmo a analisar desempenho da equipe e comportamento de adversários. Foto: Caio Lopes/Fiesp

 

O trabalho envolve tecnologia da informação. São três notebooks ligados em rede durante a partida, uma câmera full HD para filmar os jogos do fundo de quadra e softwares italianos que processam dados e vídeo – Data Volley e Data Video.

Durante as partidas, enquanto Martins observa os jogos e vai classificando cada ação em tempo real, dois auxiliares de Talmo ficam com os demais computadores, recebendo dados já configurados e processados e abastecendo Talmo com informações cruciais. A comunicação é toda por rádio.

“Isso acontece entre um saque e outro. A decisão tem que ser tomada em segundos”, observa Talmo, que constantemente pede dados dos adversários durante o jogo. “Já tem que estar pensando na estratégia da rede seguinte.”

Cada lance é qualificado (percentuais e níveis de acerto ou erro, por exemplo) e classificado de acordo com a localização na quadra, virtualmente fatiada em quadrantes e subquadrantes. Assim, é possível saber se um saque em determinado ponto do fundo de quadra, por exemplo, pode influenciar o levantador adversário a recorrer a um determinado tipo de jogada. Os números podem ser decisivos para facilitar a marcação do ataque adversário pelo bloqueio e o posicionamento da defesa conforme as características do atacante rival, que, em situações recorrentes, costuma não variar: alguns usam a diagonal e outros, a paralela ou exploram o bloqueio.

Paschoal Martins em ação durante jogo do Sesi-SP contra o Praia Clube na Vila Leopoldina. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

De acordo com Martins, quem trabalha com estatística deve ter conhecimento da dinâmica do jogo e sobretudo entrosamento com a comissão técnica. “Eu preciso saber como eles enxergam o jogo e assim classificar as jogadas e os fundamentos da forma que eles pensam. A gente tem que falar a mesma língua. Além de registrar todas as ações durante o jogo eu também qualifico. Eu posso configurar do jeito que eles enxergam o jogo”, destaca.

Trabalho maior é fora da quadra

Quando termina um jogo é que começa o maior trabalho de um estatístico: a preparação para a partida seguinte. Ele tem quem sistematizar os dados para fornecer informações que orientem os treinamentos.

“Sou responsável por reunir dados e municiar o treinador e a comissão técnica para que possam ter condições de tomar uma decisão e montar uma estratégia, tanto para a nossa equipe como para marcar a equipe adversária. Diante da análise, o técnico diz o que precisa ser arrumado, quais são os pontos fortes e fracos”, assinala Martins.

Cada jogo é precedido por estudos apresentados em projetores. “Normalmente temos sessões de vídeo. Algumas só com a comissão técnica, para que as informações sejam analisadas. E depois, podem ser feitas sessões com as jogadoras. Tudo é preparado de acordo com a necessidade. Muitas vezes são montadas estratégias para que as jogadoras estudem as adversárias, como um trabalho de memorização, para que possa ser aplicado em quadra.”

De acordo com Talmo, os treinamentos são feitos em função do adversário. “A defesa e o bloqueio já acontecem em função daquele tipo de ataque”, exemplifica.

Martins, no entanto , alerta que os números são insuficientes. “Os treinadores têm muita experiência. A estatística não mostra a parte pessoal, a parte comportamental. Ela simplesmente mostra performance e rendimento. Voleibol é feito de momentos. Nem sempre um número reproduz um momento de jogo.”

Hoje, todas as equipes profissionais de vôlei têm estatísticos e compartilham dados – o profissional da equipe mandante tem o compromisso de enviar os conteúdos em até 24 horas após o término de uma partida. “Para facilitar o trabalho foi criada essa convenção. Isso funciona muito bem e facilita o nosso trabalho. É levado a sério, todos respeitam muito. Sem esses dados, essas equipes ficam à deriva.”

Profissão

Martins conheceu Talmo quando era juvenil. O atual técnico do Sesi-SP ainda atuava como levantador no Palmeiras. Depois de uma carreira de 12 anos no voleibol, com passagens por clubes brasileiros como Palmeiras e Lupo Araraquara e experiência na Espanha e em Portugal, Martins decidiu juntar seu interesse pelo esporte e por tecnologia – ele é técnico em processamento de dados e atualmente termina uma graduação em nível superior em educação física.

Foi convidado para trabalhar com Talmo e desde então vem se dedicando à atividade. “É um trabalho que as pessoas não veem durante um jogo e é extremamente importante para o jogo e os resultados. Passou a ter um pouco mais de importância. Virou uma profissão”, completa Martins, afirmando que no Sesi-SP conta com a estrutura necessária para realizar um bom trabalho. “Isso é fundamental para os resultados. Isso também é mérito do esforço do Sesi-SP.”

Talmo de Oliveira: ‘O time está pronto. Agora é jogar a final’

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Foco e trabalho. Essas são as palavras preferidas de Talmo de Oliveira. No comando do time feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) desde o início do projeto, em 2011, o técnico sempre teve a visão de que os objetivos do grupo só são atingidos através de muito suor e concentração a cada partida.

Campeão olímpico em Barcelona (em 1992) e vice-campeão da Superliga Masculina 2009/2010, pelo Montes Claros, Talmo construiu um perfil no Sesi-SP ao longo desses três anos de trabalho, que culminou com a espetacular campanha na atual temporada. Dos cinco campeonatos disputados, a equipe da Vila Leopoldina chegou às finais de todos, conquistando dois títulos. A terceira taça, a da Superliga 2013/2014, inédita tanto para as meninas do Sesi-SP como para Talmo, poderá sair neste domingo, no templo do voleibol brasileiro, o Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, contra o Unilever, a partir das 10h.

Talmo: quadra é extensão da família, em ambiente que estimula a busca por bons resultados. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Talmo: muito suor e concentração rumo à reta final. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Na entrevista abaixo, o treinador fala um pouco da agitada temporada, com fases bem difíceis, mas também de muita alegria. Foram três anos para chegar à primeira decisão da principal competição nacional e logo contra uma equipe que está em sua décima decisão seguida. Mas isso não assusta em nada o medalha de ouro de Barcelona, nem sua equipe. Afinal, para Talmo, o caminho da vitória passa por duas palavras: foco e trabalho.

Fiesp: Em 2010, você fez sua primeira final de Superliga, pelo Montes Claros (com derrota para o Cimed). Desde então, o que mudou no Talmo para a final deste domingo?

Talmo: Mudei muito. Se eu continuasse sendo a mesma pessoa de quatro anos atrás, estaria errado, não é? Mudou a experiência e também a maturidade. Trabalhar com masculino e feminino é um aprendizado muito grande. Eu chego muito mais maduro para esta final.

Fiesp: O quanto é diferente o trabalho com o masculino e o feminino?

Talmo: É bem diferente. Muito mesmo. A essência do voleibol, ali dentro da quadra, não. Mas, em termos de comportamento e tratamento dos atletas, é bem diferente.

Fiesp: A equipe deste ano é nova e chegou a todas as finais do ano (Copa São Paulo, Paulista, Copa Brasil, Sul-Americano e Superliga). Se a de domingo fosse a primeira, a equipe poderia sofrer com inexperiência. Mas as finais anteriores serviram como uma espécie de vestibular para este jogo?

Talmo: Não só as finais. Durante toda a temporada nós tivemos momentos bem diferentes uns dos outros, com altos e baixos muito distintos. Foram esses momentos que fizeram o time ganhar a maturidade necessária para esta partida.

Fiesp: Como você vê a final contra uma equipe extremamente experiente em decisões de Superliga?

Talmo: A experiência delas é incontestável. São dez finais já. Mas o time de lá também tem jogadoras novas e com a função de decidir. As duas equipes chegaram à final e estão credenciadas para o título. O grande diferencial será o momento de cada uma, no jogo. Quem suportar melhor a pressão, quem tiver um comportamento melhor e quem iniciar o jogo buscando mais o equilíbrio técnico, tático e psicológico terá grandes chances de conquistar o título.

Fiesp: Você algumas vezes disse que os playoffs eram outro campeonato, com menos possibilidades de erros. Agora, a final é em um jogo só. Você prefere assim ou um playoff de três partidas?

Talmo: Temos que parar de contestar o que já foi acordado. Se foi acordado assim, se os clubes aceitaram, então é assim. Tem os riscos e as oportunidades. Pode ser ruim e pode ser bom. E temos que trabalhar o tempo inteiro com o lado positivo. Temos que tirar dessa situação o melhor possível.

Fiesp: Você já decidiu uma vez e foi derrotado. Acha que a decisão em um único jogo é cruel?

Talmo: Acredito que você pode explorar o glamour do jogo. É decisivo. A atenção estará toda nesse jogo. A imprensa, mídia, público, atletas, amantes do voleibol, estarão todos ligados. Esse é o lado positivo. E é essa a realidade. Na outra nós nem pensamos.

Fiesp: No final de 2013, o time teve um momento complicado com derrotas inesperadas e contusões. Mas o time superou tudo e conseguiu os excelentes resultados. Qual foi o aprendizado que você e a equipe tiraram daquela fase?

 Talmo: Antes é preciso lembrar que até aquele momento, de duas competições disputadas, nós tínhamos chegado às duas finais. As pessoas precisam entender que existe um processo e um resultado final. No resultado, tínhamos atingido os objetivos. No processo, existiu o amadurecimento de uma equipe nova, que foi remontada esse ano e que conquistou os seus objetivos. As derrotas fazem parte. Nossa trajetória na Superliga foi de 31 partidas, onde vencemos 21 e perdemos 10. Nos playoffs, nós tiramos uma equipe que esteve invicta o tempo todo. Então, qual a verdade aí? Quem foi o maior? Quem está saindo com a credencial de ter passado à final? O time teve um calo, uma casca que teve que ser fortalecida. Não vejo uma árvore grande e forte sem uma casca grossa também. O que para muitos poderia ser um momento desesperador, para nós foi um processo de maturação, aprendizado e evolução. Nós sabíamos onde a equipe poderia chegar.

Fiesp: Qual foi a fórmula? Teve muita conversa?

Talmo: Trabalho. Seguimos trabalhando, trabalhando e trabalhando com todo mundo concentrado. A derrota que mais chamou a atenção foi a do Maranhão. Ali a gente teve que dar mais atenção e ter mais foco. Passamos o Natal e veio o início do ano, quando treinamos com muito foco, com uma entrega total para cada detalhe. Esse foi um grande diferencial. Quando enfrentamos o Araraquara, muitos diziam que já estávamos fora dos oito. Ganhamos e passamos para sétimo. No início da temporada, lá trás, nós fizemos um planejamento para ficar entre os quatro e ter o mando de campo. Conseguimos. Com todos os atropelos, conseguimos. Com toda a turbulência. Mas em nenhum momento entramos em desespero. Nossa realidade era bem diferente. Ganhamos do Araraquara, passamos para sétimo lugar e fomos crescendo. Perdemos uma partida para Osasco, mas continuamos crescendo e tivemos uma sequência de vitórias muito grande. Na Copa Brasil, fomos para a final e conseguimos a vaga para o Sul-Americano. Toda aquela fase serviu como amadurecimento da equipe. Acho que ter chegado àquela final nos fez pensar que estávamos grande. O vice da Copa Brasil foi o grande passo para ser campeão Sul-americano. Ali vimos que ganharíamos a competição. Trabalhamos para ganhar o tempo inteiro. Ali foi o grande passo que demos.

Fiesp: No início da temporada, você disse que o Sesi-SP era ainda uma equipe em formação. Então aconteceu essa temporada 2013-2014 fantástica, com o time chegando a todas as finais. A temporada foi acima do que esperavam, ou era esse o planejamento desde o início?

Talmo: De forma nenhuma foi acima. A gente sabia que tinha uma equipe com atletas de qualidade. Termos chegado a todas as finais não foi surpresa nenhuma, vendo o trabalho que a gente faz aqui. O que nos dá uma certeza muito grande é que a cada temporada a gente vem evoluindo e amadurecendo com a equipe. Estamos sempre buscando novos potenciais e qualidades técnicas. As estratégias dos demais anos também foram muito bem traçadas. Na primeira temporada ficamos em quinto. Na segunda, em quarto. Na terceira temporada estamos na final. Isso é a evolução normal quando se tem planejamento, organização e uma instituição que preza pelo trabalho. No primeiro ano, quando montamos o time, tivemos problemas na pontuação. A equipe estava no limite, com pontuação estourando, e não conseguimos trazer muitas jogadoras. Alguns não viram credibilidade no projeto, que era novo, e não quiseram vir. E nisso nós tiramos o chapéu para a Dani Lins. Ela comprou o projeto, acreditou. Assumiu a responsabilidade e agora vemos a sua evolução depois de todo esse tempo.

Fiesp: Nesta temporada o time chegou ao topo. Como será a cobrança para manter o nível para a próxima? Você pensa isso?

Talmo: Ninguém busca mais a performance e o rendimento do que eu. Eu amo o que eu faço aqui na quadra. Ninguém trabalha mais do que nós aqui. Independentemente do time que tiver na próxima temporada, vamos trabalhar pelo melhor. Mas hoje o foco está na final da Superliga. Gastar energia com isso, com o futuro, agora, não vale.

Fiesp: Sendo um time novo, com todo o entrosamento que isso requer, em que ponto está a equipe para a decisão? Está pronto, ou você gostaria de ter tido mais tempo?

Talmo: Está pronto. Agora é colocar a cabeça na final. Mas sem a cobrança excessiva que possa travar tudo. Estamos focados, mas vamos lá para nos divertir dentro de quadra. Todo mundo está seguro do que precisa ser feito.

Fiesp: A Unilever terminou a série dela há mais tempo e descansou mais. Isso pesa ou faz alguma diferença?

Talmo: É uma comissão técnica experiente ali. Já passaram por isso de ter que esperar mais tempo ainda e sabem lidar com a situação. Nós terminamos uma semifinal difícil, puxada, desgastante, mas focada para o próximo jogo. Não faz diferença, não.

Fiesp: Como está o Talmo na semana da final? Tem alguma superstição? Perde o sono analisando o jogo?

Talmo: Não tenho nada diferente. Sou eu mesmo. A vida é maior do que aqui. Dentro de quadra eu fico 100%, mas fora, tem a família, que está sempre acompanhando, sempre junto. Fora daqui eu desligo. Quando chega perto do jogo, aí sim eu começo a treinar, estudar. Mas eu também preciso tocar minha vida.

 

Equipe feminina comemora a vaga na final da Superliga

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Ao som da música “Tempo de Alegria”, de Ivete Sangalo, as jogadoras da equipe feminina de Vôlei do Sesi-SP comemoraram muito a vitória sobre o Osasco neste sábado (19/04) pela semifinal da Superliga e a conquista da vaga para mais uma final. É a quinta vez que a equipe chega a uma decisão em cinco campeonatos disputados na temporada (Copa São Paulo, Campeonato Paulista, Copa Brasil, Sul-americano e Superliga).

Capitã Fabiana: “Entramos na história”. Foto: Caio Lopes/Fiesp

 

As jogadoras destacaram a união e a alegria do time como características fundamentais para a campanha positiva. “Fico feliz por ter jogado bem hoje, mas fico muito mais feliz pelo grupo. É muito bom jogar nessa equipe! Queria jogar mais 10 anos aqui. Se a gente conseguir manter essa alegria e essa união, quem sabe a gente não ganha a final?”, disse a ponteira Suelle, um dos destaques da equipe na reta final da Superliga.

“O Sesi-SP é muito merecedor, porque a gente começou com dificuldade na Superliga, ficamos em uma situação desfavorável, e desde a metade da competição, conseguiu virar. E agora estamos na final”, finalizou Suelle.

A oposta Ivna agradeceu a Deus pela vitória e citou um trecho bíblico, que fala sobre força e coragem. “O time foi forte e corajoso e estamos em uma final inédita! Agora é pensar no Unilever para buscar esse título”, comemorou a maior pontuadora da Superliga. “Estou em uma boa fase porque o Talmo me dá confiança e o time também. Estou muito feliz!”

“Entramos na história”, declarou a central e capitã do time, Fabiana Claudino. “Sei da minha responsabilidade e do que posso fazer e estou feliz por estar conseguindo a ajudar o grupo. A equipe vem trabalhando duro e é muito unida. Sabíamos das nossas dificuldades e limitações, mas uma acreditou na outra, deu força para a outra. Só o que a gente sabe o que passou para chegar até aqui.”

Fabiana contou que pediu para que a equipe jogasse com o coração. “O que eu falei para as meninas antes do jogo de hoje foi ‘ vamos nos divertir, vamos nos ajudar e jogar com o coração’, porque era isso que ia valer para o jogo de hoje. E mesmo nos momentos mais difíceis, a gente teve a tranquilidade para seguir buscando o tempo inteiro.” 

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra na partida, acredita que união e versatilidade são as principais características da equipe. Foto: Caio Lopes/Fiesp

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra na semifinal, também destacou a união do time. “Não tem o egoísmo de pedir ‘põe pra mim’. Pelo contrário! Se uma jogadora não está bem na partida, a gente combina de pôr para ela, exatamente para puxá-la para o jogo. Somos uma equipe, não é um jogo de pingue-pongue”, falou Dani, que destacou ainda a versatilidade da equipe. 

“As meninas do banco entraram, ajudaram a virar o jogo.  Usamos tudo hoje. A nossa equipe tem jogadoras que fazem tudo, é o famoso Severino. A ponteira faz meio, faz oposta, faz levantadora e chega na hora do jogo, graças a Deus, dá certo”, contou.

“Quando acabou o jogo, eu saí correndo, nem sei para onde. Não sei nem explicar como é bom estar em uma final”, concluiu Dani Lins.

>>> Equipe feminina do Sesi-SP vence, elimina o Osasco e vai para a final da Superliga de Vôlei

Técnico

O técnico Talmo de Oliveira foi muito questionado sobre a quebra da invencibilidade do Osasco, que há 12 anos não ficava fora de uma final. Mas o comandante da equipe diz que sempre teve certeza que o Sesi-SP tinha chance de vencer. “Nossa festa não é por ter quebrado a invencibilidade do Osasco, mas sim porque nós queríamos estar nessa final. Não tiramos ninguém da final, porque a disputa estava aberta, o Osasco ainda não estava lá. A gente não trabalha desmotivado nunca aqui. Mesmo que set esteja 19 a 1, que vamos lutar até o fim pela próxima bola, porque o jogo não acabou. Era ponto pacífico na equipe que a gente lutaria até o final”, afirmou o técnico.

“Em alguns momentos, elas sentiram muita dificuldade e minha orientação foi: ‘não pensa no final do jogo, pensa no próximo ponto’. ´Mesmo saindo atrás no tie-break, passamos a frente, depois eles passaram três pontos e tivemos capacidade e competência para minar uma das principais jogadas deles, que é a primeira bola, para virar e fechar o jogo”, explicou.  

Talmo destacou a importância do apoio oferecido pelo Sesi-SP. “Estou muito feliz no Sesi-SP porque a instituição entende o que é o processo do voleibol. Começamos há três anos, viemos melhorando e agora tivemos uma temporada muito vitoriosa. Chegamos na final de todos os campeonatos que disputamos, o que foi muito bom para a maturidade das jogadoras e para a força da equipe. A gente tem um grupo que trabalha muito forte e eu sabia que a gente ia colher o fruto de tanto esforço. É uma alegria ver um projeto tão sólido, como é o do Sesi-SP, onde as atletas entendem que elas têm responsabilidade não só dentro de quadra, mas também são exemplo para as crianças, para os trabalhadores, para a família.”

Vôlei: Sesi-SP quebra invencibilidade do Molico/Osasco e fica a uma vitória da final

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O jogo era na casa do adversário. E de um rival até então imbatível na Superliga feminina de vôlei 2013/14. Mostrando personalidade, a equipe feminina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) fintou o favoritismo do Molico/Osasco e, de virada, venceu na noite desta sexta-feira (11/04), no ginásio José Liberatti, o primeiro jogo da semifinal da competição. A equipe comandada pelo técnico Talmo de Oliveira superou as donas da casa por 3 sets a 1 (18/21, 21/17, 21/17 e 23/21), em 1h58 de jogo.

Suelle (esquerda) entrou no time no decorrer do primeiro set e ficou até o final. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Com o resultado, o Sesi-SP quebrou uma invencibilidade-recorde de 28 jogos do Molico/Osasco nesta edição da Superliga. Agora, o Sesi-SP precisa de apenas mais uma vitória para assegurar a vaga na final da Superliga. O segundo confronto da série melhor de três será no sábado (19/04), às 10h, no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo. Em caso de derrota, as equipes voltam a enfrentar-se em um terceiro jogo, no dia 22/04, no ginásio José Liberatti, em Osasco.

A central Fabiana foi a maior pontuadora, com 19 acertos, e recebeu o Troféu Viva Vôlei. De acordo com a capitã, o time começou mal, errando muito, mas soube crescer na partida. “A equipe está confiante. E, mesmo no momento difícil, não se desespera”, disse a bicampeã olímpica, para quem mesmo as jogadoras mais novas vêm mostrando personalidade. “As meninas estão aprendendo no decorrer da partida: tem que decidir, tem que resolver.”

A união é a principal virtude do Sesi-SP, na opinião da central. “A equipe está muito unida, está muito gostoso de estar no grupo, a gente está confiante na equipe inteira. Acho que isso é muito importante.”

Na análise do técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, apesar de a vitória ser obtida sem necessidade de tie-break, o primeiro playoff foi um jogo bem equilibrado e difícil, principalmente no primeiro set, quando, segundo ele, a equipe errou muito. “Fomos pressionados por um saque bom do Osasco, e, depois, conseguimos trocar mais bola, fazer o jogo rodar mais.”

Talmo de Oliveira explicou a mudança ainda no primeiro set, quando substituiu Pri Daroit por Suelle. “Para esse jogo a gente precisava de um time com um volume bom de jogo, e a Suelle dá esse volume, fundo de quadra, saque, dá ritmo. O time está entrosado, e a Pri está voltando [depois de um longo período de inatividade, recuperando-se uma lesão].”

A levantadora Dani Lins disse que no segundo playoff o Sesi-SP precisa estar ainda mais atento. “A outra equipe vai entrar com tudo e a gente tem que ter mais tranquilidade e estar ainda mais concentrada”, afirmou a camisa 3, destacando que o saque será fundamental para o sucesso no confronto. “Nós não podemos errar.”

Mesmo com a experiência de quem tem uma medalha de ouro olímpica, Dani Lins reconhece que ainda sente aquele frio na barriga antes de jogos decisivos. “Eu mesmo fico nervosa. É normal. A gente tem que ter cabeça, e saber que estamos a um jogo de final, mas é um outro jogo.”

Pelo lado do Molico/Osasco, a central Adenizia afirmou que o Sesi-SP tem grandes jogadoras e, segundo ela, as mais novas “estão dando show”.

“A Fabi virou todas as bolas que a Dani pôs para ela”, elogiou.

O Sesi-SP jogou com Dani Lins, Ivna, Bia, Fabiana, Dayse e Pri Daroit. A líbero foi Suelen. Entraram: Carol Albuquerque, Mari e Suelle. O Molico/Osasco atuou com Fabíola, Sheilla, Thaisa, Adenizia, Sanja e Caterina, além da líbero Camila Brait. Entraram: Gabi, Ana Maria, Lia.

O jogo

Fabiana foi o destaque do jogo: maior pontuadora e ganhadora do Troféu Viva Vôlei. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Contando com a pressão de um ginásio lotado, o Molico/Osasco dominou o início do primeiro set. No ace da central Thaisa, o time da casa marcou 05/02. As donas da casa seguiram com ritmo forte e quando chegou a 11/06, o técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, pediu tempo. A equipe mandante abriu vantagem e chegou a 14/07. Talmo fez a inversão do 5-1 e escalou Carol Albuquerque e Mari Cassemiro no lugar de Dani Lins e Ivna, respectivamente. Deu certo e o Sesi-SP reduziu para quatro pontos. A equipe continuou equilibrando a disputa e diminuiu para 14/17. Mari Casemiro continuou pontuando e reduziu para 15/18.  Depois de um breve rali, a ponteira Dayse fez mais, atrás da linha de três metros, e o Sesi-SP encostou: 16/18.  Luizomar de Moura pediu tempo, mas na sequencia Dani Lins foi para o saque e diminuiu ainda mais: 17/18.  Mas o Molico fechou em 21/18 em lance da central Adenizia.

No segundo set,  o Sesi-SP começou melhor e fez 05/03. O Molico/Osasco empatou em seis pontos e a as equipes mantiveram o set equilibrado e estiveram empatadas novamente em 11/11. No ace da ponteira Suelle, o Sesi-SP fez 13/12 e depois colocou dois de vantagem (14/12). Com Dayse bem no ataque, o time visitante fez 17/14. O Molico/Nestlé encostou no placar (18/17), mas o Sesi-SP fechou em 21/17 em lance de Fabiana.

No terceiro set, o Sesi-SP abriu em ace de Bia. Depois de início equilibrado, o Molico/Osasco abriu três pontos de vantagem (10/07). O Sesi-SP encostou (10/09) e o técnico Luizomar de Moura pediu tempo. Com dois bloqueios consecutivos de Fabiana, o Sesi-SP virou (12/10) e chegou ao segundo tempo técnico com 16/13.  O jogo seguiu parelho mas no final, o Sesi-SP teve tranquilidade para fechar: 21/17 e 2 sets a 1.

No quarto set, o Sesi-SP continuou bem e abriu 05/02. O Molico/Osasco empatou em cinco pontos, mas, errando pouco, o Sesi-SP voltou a abrir boa margem (10/06). A diferença chegou a sete pontos (16/09) e a vitória parecia questão de tempo. Mas motivado pela sua torcida, o time mandante cresceu e reduziu a diferença para 16/12. Talmo pediu tempo, mas não adiantou: o Sesi-SP parou de virar a bolas e o Molico/Osasco chegou a virar o placar(20/19).  Com a volta da experiente Fabiana à quadra, depois de ficar aguardando o rodízio, a equipe conseguiu ter mais tranquilidade e,  no bloqueio, fechou em 23/21.

Superliga feminina: Sesi-SP vence Banana Boat/Praia Clube e larga na frente nos playoffs

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu na manhã deste domingo (23/03) o Banana Boat/Praia Clube por 3 sets a 1 (19/21, 21/13 21/13 e 21/19), em 2h.

Equipe comemora vitória em casa, resultado que permite possibilidade de classificação no segundo jogo da melhor de três. Foto: Caio Lopes/Fiesp

 

O jogo, realizado no ginásio da Vila Leopoldina, valeu pela primeira rodada da série melhor de três das quartas de final da Superliga 2013/14. Com a vitória, o Sesi-SP pode garantir a classificação no sábado (29/03), data do segundo confronto dos playoffs. Se necessário, um terceiro jogo está programado para o outro sábado (05/04), no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, às 18h30.

Ao final da partida, o técnico Talmo de Oliveira explicou a mudança que o levou a substituir a ponteira Dayse por Pri Daroit no segundo set. “Principalmente por volume de passe. Não estava com regularidade o passe e tomamos alguns pontos. A Dayse passava, depois tirava um pouco. A Priscila entrou para equilibrar um pouco mais isso aí”, explicando que, depois de sofrer uma lesão, Pri Daroit está bem condicionada, mas ainda sente falta de ritmo de jogo. “Com o passar dos jogos ela vai conquistando isso.”

Suelen com o troféu Viva Vôlei. Foto: Caio Lopes/Fiesp

Na visão de Pri Daroit, o time jogou bem, mas cometeu falhas. “O que mais importa é a vitória. O primeiro passo já foi dado. O time como um todo jogou bem, mas a gente teve algumas falhas como muito erro de passe. E com certeza é uma coisa que esta semana a gente vai treinar bastante.”

A líbero Suelen, ganhadora do troféu Viva Vôlei, disse ter ficado satisfeita com a equipe.  “Nossa equipe bloqueou super bem e, teoricamente, a defesa funcionou melhor. Mas feliz por toda equipe ter jogado bem.”

Maior pontuadora do jogo, com 15 pontos, a central Fabiana Claudino disse ficar feliz por ter sido uma das bolas de segurança da equipe. “Hoje, graças a Deus, eu consegui ajudar tanto no saque, no bloqueio e no ataque. Eu sei que tenho que desafogar, sei que tenho essa responsabilidade e quero assumir cada vez mais. Quero treinar cada dia mais, buscando cada vez mais confiança e dar esse conforto a mais para a equipe.”

Também atuaram a oposta Ivna, a levantadora Dani Lins, as centrais Fabiana e Bia, as ponteiras Suelle e Dayse, e entraram no decorrer do jogo a oposta Neneca, a ponteira Pri Daroit e a levantadora Carol Albuquerque.

O Banana Boat/Praia Clube atuou com as centrais Natália e Mayhara, as ponteiras Mari e Michelle, a levantadora Juliana e a oposta Monique, com Tássia como líbero. Também atuaram Isabela, Glass, Laura e Letícia Hage.

O jogo

Fabiana foi um dos destaques da partida, com 15 pontos. Foto: Caio Lopes/Fiesp

No primeiro set, o Praia Clube começou melhor, abrindo 03/00, com dois bloqueios duplos seguidos. O Sesi-SP reduziu a diferença e conseguiu o empate (06/06) no bloqueio de Fabiana. Foi a central bicampeã olímpica que colocou o Sesi-SP em vantagem na parcial ao aproveitar contra-ataque pela saída da rede (07/06). Depois da parada técnica, o Praia Clube reassumiu a dianteira (09/07) em ponto de Monique muito contestado pelas donas da casa. A central Bia, em bola rápida de Dani Lins, manteve o Sesi-SP na cola das adversárias. Novo empate (11/11) veio em dois toques do Praia Clube. Mesmo errando muitos saques, o Sesi-SP foi aproveitando o ataque para pontuar, mas as visitantes chegaram ao segundo tempo técnico na frente: 14/13. Na volta, um erro de recepção do Sesi-SP fez com que o técnico Talmo de Oliveira pedisse tempo. O empate veio com Fabiane em contra-ataque rápido. Uma boa passagem da oposta Monique pelo saque elevou a vantagem das visitantes para três pontos (18/15) e Talmo parou o jogo novamente. Fabiana retomou o serviço para o Sesi-SP e Talmo escalou Neneca para sacar. Em bonito rali, Bia, no bloqueio, fez o Sesi-SP encostar no placar (17/18). Novo rali e Dayse manteve o Sesi-SP no jogo (18/19). Bia salvou o primeiro set point das visitantes (19/20), mas a central Natalia fechou o parcial por 21/19 em 23´26″.

No segundo set, o Sesi-SP começou atrás, mas virou aproveitando erros das visitantes. Bloqueio simples de Fabiana, pelo meio, fez a vantagem subir para três pontos (04/01) e o técnico Spencer Lee, do Praia, pediu tempo. A arbitragem apontou dois toques da levantadora Juliana e a diferença aumentou (06/00). O primeiro tempo técnico veio em ataque de Ivna (07/02).  Na volta, o Sesi-SP manteve o volume de jogo – ataques de Bia e Ivna fizeram a diferença subir para oito pontos (11/03). A diferença caiu para cinco (12/07) e depois para quatro pontos (13/09). Talmo decidiu substituir Dayse por Pri Dairot. Um erro de Monique pela saída da rede levou a parcial para a segunda parada técnica (14/09). O Sesi-SP voltou melhor e Pri Daroit aumentou a vantagem. O técnico do Praia parou o jogo, mas o Sesi-SP manteve o ritmo com Fabiana marcando o 19º. Depois de desperdiçar três chances de fechar o set, o Sesi-SP empatou a partida com Ivna (21/13) em 20’09”.

A ponteira Pri Daroit (camisa 7) entrou no segundo set. Foto: Caio Lopes/Fiesp

Na volta para o terceiro set, o Praia Clube abriu a contagem ao bloquear Pri Daroit, mantida por Talmo no lugar de Dayse. Ivna reduziu a vantagem em largadinha no fundo da quadra. As visitantes ampliaram para 04/01 e Talmo preferiu parar o jogo e conversar com a equipe. No ponto seguinte, o público assistiu a um belo rali, finalizado por Ivna, que soltou o braço pela saída de rede. A diferença subiu para quatro (06/02) em favor das visitantes, que chegaram à primeira parada técnica com 07/04 no placar. O Sesi-SP empatou em mais uma largada, bem curta, de Ivna (07/07). Em belo ataque de Pri Daroit, o Sesi-SP fez 09/07. Um ataque tramado de Dani Lins e Fabiana aumentou a vantagem. O Sesi-SP chegou à segunda parada técnica com cinco pontos de frente (14/09). Em belo rali, Pri Daroit colocou o Sesi-SP seis pontos na frente (17/11). Em passagem de Fabiana pelo saque, o Sesi-SP chegou a oito de diferença (19/11). A arbitragem apontou dois toques do Praia Clube e o Sesi-SP fechou a parcial em 22’48 por 21/13.  Dois sets a 1 para as donas da casa.

No quarto set, o jogo foi mais equilibrado, mas o Sesi-SP soube aproveitar os ataques para chegar à primeira parada em 07/05. O jogo subiu em vibração, com pontos mais disputados e a diferença oscilando de um a dois pontos. Pri Daroit fez um ace em saque balanceado após indecisão da linha de passe do Praia Clube: 14/10 na segunda parada técnica obrigatória. Na volta, Ivana parou no bloqueio das visitantes. Monique, no saque, reduziu a diferença para um ponto e Talmo pediu tempo para orientar a equipe. No retorno, as visitantes conseguiram o empate (14/14). Depois de mais um rali, Ivna bateu cruzado, pela saída de rede, para recolocar o Sesi-SP na frente. No ponto seguinte, Fabiana subiu bem e marcou de bloqueio (16/14). O jogo seguiu equilibrado, com Monique, de um lado, e Fabiana, do outro, pontuando (17/16). A ponteira Glass desperdiçou ataque e o Sesi-SP, atuando com Carol Albuquerque e Dayse, manteve a margem de dois pontos (18/16). Dayse fez um ponto em mais um rali (19/17) e Spencer Lee tentou seus últimos cartuchos, pedindo tempo. Glass, pela saída de rede, reduziu para um ponto (19/17). Talmo voltou com Dani Lins e Pri Daroit. A ponteira explorou o bloqueio e deu o primeiro match point do jogo. Ivna parou no bloqueio e o Praia diminuiu para 20/19. Talmo pediu tempo e na sequência Ivna fechou o jogo em 21/19. Três sets a 1 em 25’56”.

Sesi-SP vence Cemar/Maranhão e garante vantagem nos playoffs da Superliga feminina

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Não teve susto. Jogando com seriedade, a equipe feminina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) impôs seu favoritismo na noite desta terça-feira (11/03), vencendo o Maranhão Vôlei/Cemar por 3 sets a 0 (21/16, 21/10 e 21/13) em apenas 1h09.

O jogo, realizado no ginásio da Vila Leopoldina, valeu pela 25ª rodada da Superliga 2013/14. Com a vitória, o Sesi-SP chega a 50 pontos e assegura, com uma rodada de antecedência, o quarto lugar na etapa de classificação – o quinto colocado, o Banana Boat/Praia Clube tem 46 e já não tem chances de ultrapassar o Sesi-SP. Pelo regulamento da Superliga, as quatro equipes mais bem colocadas na primeira fase levam para as quartas de final a vantagem de ser o mandante de um possível jogo de desempate.

Dani Lins e Fabiana: bloqueio funcionou. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

 

Na partida diante do lanterna da competição, o Sesi-SP manteve a concentração para resolver as jogadas com rapidez. A oposta Ivna, com 12 acertos, foi a maior pontuadora do jogo. A equipe atuou ainda com a levantadora Dani Lins (dois pontos), as centrais Fabiana e Bia (ambas com dez acertos), as ponteiras Suelle (oito) e Dayse (seis), além da líbero Suelen.

De acordo com o técnico Talmo de Oliveira, o Sesi-SP teve uma atuação constante, conseguindo superar o bom aproveitamento no saque das visitantes.“Foi um time concentrado, consciente, bem equilibrado em todos os fundamentos”, elogiou. “Essa vitória garante o quarto lugar e foi fundamental. O próximo jogo é em Araraquara, mas, com todo o respeito que devemos ter, agora é preparar tudo para os playoffs.”

O pensamento de Talmo é aproveitar a rodada final, diante do Uniara, na noite de sexta (14/03), para dar ritmo de jogo ao grupo. “Já vai batendo uma sobrecarga em algumas jogadoras. E todas as outras têm que estar preparadas. Tem que dar condição de jogo para todo mundo e deixar o máximo possível de jogadoras em condições de atuar com regularidade, que é o que a equipe vem fazendo”, explicou o treinador, sem querer adiantar se alguma das titulares será poupada.

Dani Lins recebeu o troféu Viva Vôlei das mãos de um aluno do Sesi-SP. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

A levantadora Dani Lins, dona do Troféu Viva Vôlei, concedido à melhor da partida em escolha feita pela comissão técnica da partida vencedora, disse que a cada jogo tem procurado acionar todas as opções de ataque de que dispõe. “Hoje foi um jogo tranquilo e a gente conseguiu fazer todo mundo jogar. Vamos entrar no próximo jogo como se fosse mais um, para a gente ganhar mesmo e treinar mais forte. Agora, é esperar para ver quem vai cruzar com a gente.”

A líbero Suelen, que, durante o jogo, mesmo com uma vantagem de 2 sets a 0, não deixou de alertar as companheiras sobre os erros cometidos, disse que a equipe precisa estar o tempo inteiro ligada, já de olho nas quartas de final da Superliga.

“Chegando agora nos playoffs são esses errinhos que vão definir uma partida, principalmente nesse fundamento, que é a integração do bloqueio e defesa. Mas é coisa de jogo”, explicou, acrescentando que diante do Uniara, mesmo com o quarto lugar já assegurado, a equipe não pode relaxar. “Temos que fazer uma boa partida para chegar nos playoffs em crescente”.


O jogo

Ivna: oposta foi a maior pontuadora do jogo. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

No início do primeiro set, o Sesi-SP jogou tranquilo, chegando a abrir 09/02, forçando que o técnico adversário pedisse o segundo tempo técnico. As visitantes esboçaram uma reação e chegaram a reduzir a vantagem para três pontos. Mas as donas de casa conseguiram fechar com Bia, pela saída de rede, explorando o bloqueio: 21/16.

No segundo set, o Sesi-SP começou atrás, mas logo virou, com Dani Lins bem no saque e bons ataques de Ivna. A equipe chegou ao primeiro tempo técnico com cinco pontos de vantagem (07/02). Com passe na mão, Dani Lins variou as jogadas de ataque, acionando Dayse, Fabiana e Ivna. Mas em uma boa passagem de Nikolle pelo saque, o Maranhão encostou: 07/09. O Sesi-SP não se abalou – em um bonito rali, Suelle soube explorar um ponto vazio na quadra para apenas largar a bola. A equipe chegou ao segundo tempo técnico obrigatório com vantagem confortável: 14/07. Na volta, Fabiana ampliou para 16/08 e Bia aproveitou contra-ataque para marcar o 17º. Dayse fez o 18º e Bia, de bloqueio, ampliou para nove pontos de diferença (19/09). Em erro de ataque adversário, o Sesi-SP fechou em 21/10.

No terceiro set, o Sesi-SP logo abriu 02/00. Bem acionada, Ivna fez o 3º, o 5º e atacou para levar a equipe a quatro pontos de vantagem na primeira parada técnica obrigatória (07/03). O Sesi-SP chegou a 11/03 com Dayse. Bia aproveitou uma bola que sobrou da defesa adversária para fazer 14/08. A vantagem subiu para sete pontos em jogada que Dayse precisou atacar três vezes para botar a bola no chão. Com 17/09, o técnico da equipe maranhense pediu tempo. Não adiantou e, em jogada de Bia, Sesi-SP fechou em 21/13.

Na reta final de classificação da Superliga, vôlei feminino do Sesi-SP vence Brasília Vôlei

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, do ginásio da Vila Leopoldina

Confirmando a boa fase na segunda rodada da Superliga, o time feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu a equipe do Brasília Vôlei por 3 sets a 0 nesta quinta-feira (06/03), no Ginásio da Vila Leopoldina. As parciais foram de 21/12, 21/16 e 21/19.

Com o resultado, o Sesi-SP mantém chega a 47 pontos, precisando de mais uma vitória de três pontos para assegurar, sem depender de outros resultados, a quarta colocação na etapa classificatória da Superliga. Os quatro mais bem colocados levam para as quartas de final a vantagem de jogar em casa um possível terceiro jogo dos playoffs. O quinto colocado, o Banana Boat/Praia Clube (MG) tem 40 pontos, e um jogo a menos.

No bloqueio duplo, Dayse e Bia sobem para marcar mais um ponto. Foto: Fiesp

 

Na vitória sobre o Brasília Vôlei, o time titular do Sesi-SP foi formado por Fabiana, Dani Lins, Suelle, Ivna, Dayse, Bia e a líbero Suelen. Carol Albuquerque entrou no final do terceiro set.

A oposta Ivna foi a maior pontuadora, com 13 acertos. Já o troféu Viva Vôlei foi para a central Bia, que saiu feliz com a atuação do time. “Entramos muito concentradas hoje, porque o jogo lá em Brasília foi difícil, perdemos de 3 a 1, então a gente se preparou melhor para esse jogo”, disse a jogadora.

A central reforçou a boa fase do Sesi-SP no returno da Superliga, em que o time perdeu apenas um jogo. “Nós nos concentramos muito, estudamos muito bem o time delas, que tem jogadoras muito boas e experientes. Bloqueamos muito bem, nosso sistema defensivo funcionou e nosso time encaixou certinho.”

Montanaro e Bia com o troféu Viva Vôlei. Foto: Fiesp

O técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, destacou a evolução da equipe na segunda fase da competição. “Hoje, o terceiro set poderia ser melhor do que foi. Temos que estar mais concentrados ainda, buscando cada detalhe para não deixar escapar um jogo que está na nossa mão”, comentou.

“Nosso time evoluiu, está melhorando, todos os sistemas estão funcionando bem, com as jogadoras fazendo mais variações. Demos mais um passo hoje e agora é focar no próximo jogo”, concluiu Talmo.

Nas duas rodadas restantes da etapa classificatória, o Sesi-SP recebe o Maranhão Vôlei/Cemar no dia 11/03 (terça-feira), às 20h, no ginásio da Vila Leopoldina, e no dia 14/03 (sexta-feira), às 21h30, enfrenta o Uniara/Afav em Araraquara. Mesmo que vença os dois jogos, o Sesi-SP não tem chances de chegar ao terceiro lugar, colocação hoje ocupada pelo Unilever, com 55 pontos.

O jogo

Ivna, 13 pontos no jogo, enfrenta bloqueio da bicampeã olímpica Paula Pequeno e da norte-americana Danielle Scott. Foto: Fiesp

O Sesi-SP dominou o primeiro set, desde o comecinho, quando abriu vantagem de 03/00, fazendo com que o técnico adversário pedisse tempo. E a vantagem só aumentou até o fim do set, vencido por 21/12. O Brasília entrou mais atento no segundo set e evitou que o Sesi-SP abrisse grande vantagem no placar, chegando a empatar em 13/13. A partir daí, as donas da casa encaixaram as jogadas e fecharam o set por 21 /16.

Em desvantagem no jogo, o Brasília Vôlei não facilitou e começou o terceiro set marcando 03/00. Não demorou para o Sesi-SP assumir a liderança novamente, virando para 04/03 em um ataque de Ivna. Mesmo bem na partida, a equipe da capital federal não conseguiu conter a força do ataque e o poder do bloqueio do Sesi-SP, que venceu o último set por 21/19.

 

‘Trabalhar no Sesi-SP é ter a responsabilidade de dar o exemplo’, diz Talmo de Oliveira

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Em 2011, o ex-levantador Talmo de Oliveira assumiu o comando da equipe de vôlei feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), com a missão de formar um time competitivo, mas também ter uma equipe que fosse um exemplo de dedicação, trabalho e superação. Neste domingo (09/02), com a conquista do Campeonato Sul-Americano, o técnico mostrou que esses objetivos estão sendo conquistados.

“Nossa responsabilidade é muito grande, somos exemplo para todos os alunos da rede do Sesi-SP e do Senai-SP”, diz. “Além de trabalhar para conquistar os títulos, trabalhamos para ser exemplo, não só com discurso, mas colocando valores em prática. E fazendo valer o lema da Fiesp: Crescem as pessoas, cresce o Brasil”, afirma Talmo.

Ele destaca o ambiente de trabalho como um diferencial de trabalhar no Sesi-SP. “Desde o meu primeiro dia no Sesi, sempre disse para as jogadoras que a quadra seria a extensão da nossa família e vice-versa. Com um ambiente assim, todos vêm trabalhar com mais amor e alegria.”

Talmo: quadra é extensão da família, em ambiente que estimula a busca por bons resultados. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Talmo: quadra é extensão da família, em ambiente que leva aos bons resultados. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Para o técnico, a conquista do sul-americano é resultado desse trabalho, que começou há três anos. “Esse time vem sendo construído desde o nosso primeiro dia. Tivemos dificuldades e aprendemos com todas as situações. Vitórias e derrotas sempre vão fazer parte da nossa história. Mas a maneira como se ganha ou perde é o grande diferencial.”

A vitória sobre o Molico/Nestlé na final do sul-americano é um bom exemplo do aprendizado com as derrotas. O Sesi-SP perdeu duas finais contra o time de Osasco, mas isso não fez com que as jogadoras entrassem em quadra sem vontade de vencer. Pelo contrário. “As derrotas fazem a gente aprender e, nas partidas com o Osasco, aprendemos a jogar contra uma equipe forte e estruturada. Sabíamos que precisávamos jogar bem”, conta. “Treinamos forte, estudamos muito e não tivemos medo de arriscar. Só pedia para que não perdermos para nós mesmos, para os nossos erros e medos.”

Mesmo com o histórico negativo, com os desfalques do time, o time se superou e não perdeu nenhum set. “Meu objetivo foi preparar as atletas tecnicamente, porque sabia que, se elas estivessem seguras, conseguiriam executar o que fosse preciso”, diz. “Com confiança, elas fizeram o melhor que podiam fazer”, conta o técnico.

Próximos desafios

Depois da dedicação ao campeonato, o time agora volta os treinamentos para a Superliga. “O título nos dá um corpo mais forte, consolida o Sesi-SP como uma força no voleibol e aumenta a nossa responsabilidade”, explica Talmo. “Vamos continuar trabalhando para que a equipe siga crescendo na Superliga, fique entre os melhores e consiga a classificação para os playoffs”.

E a preparação para o Mundial, em maio? “Vai ser um campeonato difícil, com equipes muito fortes do mundo inteiro. Mas a Superliga vai ser a melhor maneira de nos prepararmos. Só depois vou pensar no Mundial. Meu foco agora é no Barueri, nosso próximo adversário.”

Carreira

Como jogador e como técnico, Talmo foi um vitorioso. Entre as conquistas mais importantes, foi medalha de ouro com a seleção brasileira de vôlei na Olimpíada de 1992. Mas, em sua carreira, aprendeu a dar valor a cada acontecimento.

“Cada conquista tem um sabor especial, porque a história nunca se repete. Você pode até ganhar a mesma competição, mas a trajetória é diferente. Até as derrotas têm sua importância e servem como experiência”, afirma. “As vitórias não podem nos deixar tão eufóricos que nos impeçam de reconhecer as nossas limitações e as derrotas não podem nos desanimar a ponto de não valorizarmos as nossas virtudes.”

Com 44 anos, Talmo dedicou mais de duas décadas de sua vida ao voleibol. “Comecei a jogar aos 12 anos, na escola, mas nessa época cheguei a praticar outras modalidades. Só aos 14 passei a me dedicar exclusivamente ao voleibol. Logo mudei de cidade para jogar como profissional e rodei por vários clubes”, lembra o mineiro de Itabira.

“Enquanto era jogador, resolvi fazer faculdade de educação física e me preparar para ser técnico. Cheguei a começar um mestrado, mas parei por causa do trabalho como técnico”, conta.

Além das constantes viagens, Talmo tem treinos diários, em dois períodos. E ainda precisa acompanhar os jogos dos 13 times adversários na Superliga. “Eu e a comissão técnica trabalhamos o tempo inteiro, ligados 24 horas para melhorar cada detalhe e achar as melhores soluções táticas.”

Hoje ele se considera realizado. E garante que vive um dia de cada vez, sem criar grandes expectativas. “Nunca penso muito na frente. O meu sonho hoje é consolidar a situação do Sesi-SP, fazer muito bem feito o meu trabalho. O futuro, eu deixo nas mãos de Deus.”

Jogadoras e comissão técnica do Sesi-SP comentam conquista do Sul-americano de vôlei

Lucas Dantas e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Ainda sob a emoção da vitória sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16), na noite deste domingo (09/02), atletas e comissão técnica da equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) conversaram com a reportagem sobre o jogo e a alegria de conquistar o Sul-Americano Feminino de Clubes.

Leia os principais trechos:


Fabiana Claudino, central
“Estou superfeliz com essa vitória. É o resultado do bom trabalho que a gente vem fazendo. A gente está de parabéns, a comissão técnica está de parabéns.”

Dani Lins, levantadora
“O grupo está de parabéns, a gente veio sabendo que estava lá [no time adversário] a responsabilidade. O melhor time está lá. E em um jogo de superação: sem ponteira, sem meio, todo mundo machucado. E a gente entrou solta e feliz. Tem que jogar assim: solta e feliz. E estudando muito o time delas. E o que eu falei: um time conhece muito bem o outro. Não sei se fica mais difícil ou mais fácil.”

Suelle, ponteira
“Nossa equipe jogou muito bem. É muito difícil jogar aqui em Osasco, com a torcida gritando. Conseguimos mostrar nossa grande força e neutralizar as principais atacantes do Osasco. A gente errou pouco.”

Talmo de Oliveira, técnico
“Tivemos uma missão muito difícil. O Osasco é uma equipe muito forte. Esse título eu sempre falei que ele não foi conquistado hoje. Ele foi conquistado há três anos, quando esse projeto foi criado. Cada ano a gente vem melhorando. Cada ano, as jogadoras que chegam aprendem que não basta só jogar. Temos que ser exemplos para tantos alunos que a gente encontra no Sesi-SP. Rodamos o Estado inteiro. Cada vez mais os alunos são apaixonados pelas jogadoras. As jogadoras vão almoçar na casa dos alunos. Isso nos dá uma satisfação tão grande.  (…) É sofrido, nosso time tem que treinar muito, mas a recompensa sempre vem.“

José Montanaro, gestor do vôlei
“Estou muito orgulhoso desse resultado e, principalmente, da volta que essas meninas deram. A equipe soube se superar. Ano passado, tivemos algumas derrotas. E até a equipe se estabelecer e encontrar um caminho, se concentraram, acreditaram, treinaram muito, tiveram coragem. E superar uma grande equipe como o Molico/Osasco, uma equipe fortíssima, campeã mundial, com grandes jogadoras. Mas o que vale é o dia, é o momento, o Sesi-SP mereceu essa vitória surpreendente por 3 sets a 0, mas incontestável. Tenho que parabenizar a comissão técnica. Mesmo superando muitas dificuldades. Estamos com quatro ou cinco meninas machucadas: a Pri Daroit, a Ju Costa, a Mari Casemiro, a central Barbara e a líbero Juliana. Então, o time não está completo. Fico muito otimista com o quanto essa equipe pode crescer, tanto na Superliga como no Mundial. Quarta-feira [12/02] já temos Superliga. Tem pouco tempo para comemorar. Não pode ficar só pensando para o Mundial. Tem que subir um degrau de cada vez e o próximo degrau é a equipe do Barueri.”

Sesi-SP confirma favoritismo e vence na estreia do Sul-Americano de vôlei por 3 sets a 0

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Sem muita dificuldade, a equipe do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) impôs sua maior experiência e venceu o Universidad Politecnica, da Colômbia, por 3 sets a 0 (parciais de 25/09, 25/09 e 25/06), em sua estreia pela Copa Sul-Americana de vôlei feminino. O jogo aconteceu na noite desta quarta-feira (05/02), no ginásio José Liberatti, em Osasco, casa do Molico/Nestlé.

Mesmo conscientes de sua superioridade técnica, as brasileiras não perderam a concentração. “O maior respeito que podemos mostrar ao adversário, mesmo que seja um time com técnica inferior, é jogar com seriedade. E foi isso que fizemos: nenhuma das nossas jogadoras aliviou o jogo e nosso time da de parabéns hoje, porque entrou muito focada”, elogiou o técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira.

Para ele, essa foi uma oportunidade de rodar bastante o time e colocar todo mundo para jogar. “Isso foi importante, pois assim conseguimos trabalhar bem o time todo”, explicou.

A ponta Ju Costa retornou às quadras depois de dois meses e meio afastada por contusão. “Poder entrar num jogo como este, depois e tanto tempo parada, é super positivo. Voltar com vitória é muito bom”, declarou a jogadora ao afirmar que, independente do adversário, o Sesi-SP deve fazer o seu melhor. “Temos que manter o nosso padrão de jogo e não baixar o nível, porque o nosso objetivo é muito maior”.

O jogo

O Sesi-SP abriu a vantagem logo no primeiro set, com 04/01 e não demorou para ter o primeiro tempo técnico a seu favor, com 08/03 e o segundo em 16/08 – na competição, os sets obedecem às regras tradicionais, com disputas de 25 pontos.

Depois de uma disputa de bola entre as equipes, Daisy colocou a boa no chão e garantiu o 21º ponto da equipe brasileira, o que obrigou o treinador adversário a pedir tempo. Mas não adiantou: Ivna finalizou o set aos 18’01, em 25/09.

O Universidad Politecnica abriu o placar, no início do segundo set, mas em menos de um minuto, o Sesi-SP logo se recuperou e abriu a diferença para 05/01. Talmo de Oliveira poupou Dani Lins, Fabiana e Suelen. O primeiro tempo técnico a favor do Sesi-SP foi logo aos 4 minutos de jogo, em 08/03. Carol Albuquerque usou a experiência e marcou de segunda o 12º ponto do Sesi-SP, que chegou ao segundo tempo técnico em 16/07. O time adversário fez um ponto de bloqueio, mas Ju Costa finalizou o set em 25/09, aos 18’31”.

No terceiro set, Talmo poupou Bia e Ivna, que foram substituídas por Fran e Neneca. No saque seguido de acertos de Carol Albuquerque, o Sesi-SP abriu vantagem quatro pontos. O primeiro técnico foi em favor do Sesi-SP novamente, em 08/02. A sequência de acertos do time brasileiro fez o placar deslanchar e chegar ao segundo tempo técnico nos 10 minutos, em 16/03. Foi Daisy quem decidiu a partida aos 16’48”, em 25/06.