‘O Senai-SP passa valores éticos e profissionais’, diz aluna na Olimpíada do Conhecimento

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Iracema de Arruda Vilalva, de 19 anos, mudou o rumo de sua vida e trancou a faculdade de Tecnologia em Alimentos para se dedicar exclusivamente à Olimpíada do Conhecimento, a maior competição de ensino profissionalizante da América Latina.

“Eu priorizei o Senai-SP porque, neste momento, é uma oportunidade diferente na minha vida. Com a idade que tenho, eu não poderia participar de uma competição assim em outro lugar”, diz. “A faculdade eu posso continuar depois”.

A aluna da Escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo ‘José Polizotto’, em Marilia, a 440 quilômetros da capital, é competidora da modalidade Panificação e ingressou no Senai-SP aos 14 anos fazendo curso de Aprendizagem Industrial, que tem duração de dois anos. Ao finalizar, fez um curso técnico por mais dois anos.

“Eu cursava o ensino médio junto com o Senai-SP e também trabalhava. Mas foi um ótimo investimento, porque abriu portas para mim. Tive uma experiência muito grande no mercado de trabalho e muito conhecimento técnico também”, explica. “O Senai-SP é tudo para mim”.

Iracema: dedicação e planos de seguir ligada ao Senai-SP no futuro. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Iracema: dedicação e planos de seguir ligada ao Senai-SP no futuro. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Medalha de ouro

O foco de Iracema é ganhar a medalha de ouro no próximo dia 07 de setembro, em Belo Horizonte, Minas gerais, onde a 8ª edição da etapa nacional da competição será realizada.

“É gratificante receber uma medalha. Ainda mais porque minha escola não tem um histórico de vitórias em Panificação. Eu fui a primeira”, conta Iracema, que já participou da última edição da Olimpíada do Conhecimento.

“Em 2011, fui para a competição só para conhecer, porque comecei a treinar um mês antes e, com esse tempo, não dá para treinar nada com relação à grandiosidade do evento”, diz. “Como me apaixonei por Panificação, me dediquei os dois anos seguintes, entre uma Olimpíada e outra, para me aperfeiçoar”, explica a aluna, que ganhou medalha de prata na etapa estadual da competição, o São Paulo Skills, em 2013.

Para Iracema, o maior desafio é ser observada o tempo todo durante a disputa. “Lidar com a avaliação é difícil porque todos os olhos estão virados para você, tanto dos avaliadores quanto dos visitantes. Temos que esquecer tudo em volta e pensar só no treinamento”, diz.

O ritmo de treinamento dos alunos é puxado, especialmente para Iracema, que treina fora da sua cidade. Sendo de Bauru, ela pratica em São Paulo. A dedicação é total: das 08h às 20h, todo dos dias.

“Ficamos em cima dos erros para tentar minimizar as falhas”, explica a aluna. “A gente tem que trabalhar em cima de todas as adversidades que podem ocorrer, para chegar lá e ter todas as alternativas possíveis para passar por cima dos problemas”, afirma, confiante.

 Senai-SP ontem, hoje e sempre

Independentemente do resultado da Olimpíada do Conhecimento, Iracema já tem a cabeça no futuro. “Quero terminar a faculdade, porque estou no terceiro ano. Mas depois, pretendo trabalhar no Senai-SP, para passar minha experiência e tudo o que aprendi, principalmente com a Olimpíada, para outros alunos”, explica ela que já sabe, inclusive, onde os futuros filhos irão estudar: “quando tiver filhos, com certeza vou incentivá-los a estudarem no Senai-SP”, brinca.

Iracema acredita que os ensinamentos da instituição vão além da escola. “O Senai-SP é muito rígido com questões como disciplina, organização e responsabilidade. Mas é uma rigidez necessária, porque a gente aprende a se portar tanto no mercado de trabalho como no dia a dia”, diz a aluna, que vê isso com bons olhos.

“Os estudantes têm uma disciplina diferenciada até em relação ao respeito e à cidadania”, diz Iracema, ressaltando que o Senai-SP não só a tornou uma excelente profissional, mas a transformou em uma pessoa melhor.

“O Senai-SP nos transmite valores éticos e profissionais que a gente aplica diariamente na vida e no mercado de trabalho. E esse é o seu principal diferencial”, afirma.

Luciano Huck: ‘Estou orgulhoso de ser Embaixador da Olimpíada do Conhecimento’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Uma das atrações da coletiva de imprensa da Olimpíada do Conhecimento 2014, que aconteceu na manhã desta quinta-feira (31/07), no Hotel Tivoli, em São Paulo, foi a presença do apresentador Luciano Huck, embaixador da edição 2014 da competição.

“Para mim, a Olimpíada está indo muito além da minha função de apresentador, mas sim de uma pessoa que se apaixonou por esse projeto e que acredita na educação profissionalizante como uma ferramenta de educação de qualidade mais bacana”, afirmou Huck ao enfatizar que acredita que a educação é a única ferramenta capaz de transformar o país.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Luciano Huck: é preciso fortalecer a imagem da formação profissionalizante. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Durante o evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), em que atuou como mestre de cerimônias, Huck disse que abraçou o projeto quando entendeu que, além da competição em si, havia conteúdo e muitas histórias a serem exploradas. “Estou orgulhoso de ser Embaixador da Olimpíada do Conhecimento.”

Na opinião do apresentador, as formações acadêmica e a técnica não são excludentes, mas sim complementares. Por isso, ele acredita que é preciso fortalecer a imagem da formação profissionalizante.

“Somando forças na Olimpíada do Conhecimento e com as histórias por trás dela, podemos inspirar e impactar muita gente pelo Brasil afora. Este é o começo de um círculo virtuoso˜, concluiu Huck.

Para diretor do Senai Nacional, educação profissional ‘ainda é uma realidade de poucos’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Há um paradoxo entre a opinião da sociedade brasileira em relação à formação profissional e a realidade da participação efetiva neste tipo de ensino.  A opinião é de do diretor geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, durante a coletiva de imprensa que apresentou a Olimpíada do Conhecimento 2014, na manhã desta quinta-feira (31/07), no Hotel Tivoli, em São Paulo.

“Atualmente, apenas 6% dos jovens brasileiros, até 25 anos, cursam educação profissionalizante, enquanto que nos países desenvolvidos este número é de 35%”, afirmou Lucchesi.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Lucchesi:“O desafio é importante: temos que treinar e qualificar milhões de trabalhadores que estão na indústria e milhões de jovens que estarão amanhã na indústria”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Essa porcentagem, segundo ele, representa apenas 10% da população brasileira, contra 48% da população de países desenvolvidos.

“Países como Finlândia, França, Alemanha, entre outros, possuem índices extremamente elevados, o que influencia fortemente na produtividade do trabalho”, destacou.

Mas  o que chama atenção é que pesquisas realizadas pelo Senai indicam que a população brasileira aprova o ensino profissionalizante. “Atualmente, 90% da sociedade brasileira reconhece que o ensino técnico cria oportunidades no mercado de trabalho”, destacou Lucchesi, ao acrescentar que 82% acreditam que ensino profissional melhora a remuneração.

Para ele, isso é um paradoxo.  “A educação profissional emancipa oportunidades de carreira estável e inserção no mercado de trabalho. É um diferencial importante.”

Competitividade

Durante sua apresentação, Lucchesi falou sobre a agenda da CNI apresentada aos candidatos à presidência da República, nesta quarta-feira (30/08).

“Um item fundamental nesta agenda é a produtividade”, disse, acrescentando que a produtividade média de um trabalhador brasileiro corresponde a 20% da apresentada, em média, por um trabalhador dos Estados Unidos.

De acordo com ele, a indústria se moderniza, investe, adota equipamentos mais modernos e isso modifica o perfil do trabalhador. “O desafio é importante: temos que treinar e qualificar milhões de trabalhadores que estão na indústria e milhões de jovens que estarão amanhã na indústria”, disse.

“A indústria brasileira, para avançar e gerar empregos, precisa ser forte e competitiva”, concluiu.

Olimpíada do Conhecimento

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Lucchesi: Olimpíada existe para repensar o nosso sistema educacional e redimensionar sonhos para a grande maioria da população brasileira. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo o diretor geral, o Senai está absolutamente comprometido com o ensino profissional.

“Em 2010, tínhamos dois milhões de matrículas e houve um enorme esforço para ampliar a capacidade de formação de pessoas. Encerraremos 2014 com quatro milhões de alunos matriculados em todo o país”, disse.

Na opinião de Lucchesi, o Senai vem ao encontro com uma indústria que se moderniza e se amplia.

“O Brasil é um dos poucos países emergentes com um parque industrial amplo. Por isso a necessidade de estabelecer padrões de excelência técnica para estimular a produtividade da indústria brasileira, a fim de torná-la mais competitiva.”

Nesse sentido, o diretor geral enxerga a Olimpíada do Conhecimento com um papel fundamental.

“A competição é de uma significância maior, no sentido de cidadania, de equidade social. Ela existe para repensar o nosso sistema educacional e redimensionar sonhos para a grande maioria da população brasileira. Não há nada mais dignificante do que isso”, afirmou.

Parceria internacional

Para o diretor geral do Senai, a parceria com o WorldSkills é muito importante. “Nós temos aprendido muito com padrões de excelência da WorldSkills e isso é fundamental para assegurar a competência técnica que o Senai tem”, disse.

“Nossa meta é trabalhar em todas as 48 ocupações da WorldSkills. E nosso objetivo é que, na soma das medalhas e dos pontos, possamos alcançar a primeira colocação”, afirmou.

Na opinião de Lucchesi, o Senai e o Brasil são fundamentais para o conceito da etapa internacional. “O Brasil, representado pelo Senai, é uma grande força dentro da WorldSkills”, encerrou.

CNI e Senai apresentam nova edição da Olimpíada do Conhecimento

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) e o Departamento Nacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) apresentaram na manhã desta quinta-feira (31/07), no hotel Tivoli, em São Paulo, em coletiva de imprensa, a edição 2014 da Olimpíada do Conhecimento.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

O embaixador da Olimpíada, Luciano Huck, com alguns dos alunos que irão participar da competição. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Maior competição de educação profissional das Américas, a Olimpíada do Conhecimento chega à oitava edição a partir de 31 de agosto, data da solenidade da abertura, com atividades até 7 de setembro, quando estão programadas as cerimônias de premiação e encerramento, na cidade de Belo Horizonte (MG). A disputa contará com mais de 800 competidores e deve atrair cerca de 300 mil visitantes no ExpoMinas, na capital mineira.

> Luciano Huck: ‘Estou orgulhoso de ser Embaixador da Olimpíada do Conhecimento’

> Para diretor geral do Senai Nacional, educação profissional ‘ainda é uma realidade de poucos’ no Brasil
Para o presidente da CNI, Robson Braga, a grande importância de um evento como a Olimpíada do Conhecimento é a oportunidade de os jovens mostrarem o seu talento para os empresários.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Robson Braga: objetivo é que Brasil conquiste a primeira colocação na WorldSkills 2015” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“Na Olimpíada, está cheio de ‘olheiro’ da indústria, que buscam os melhores talentos e procuram aqueles que podem fazer a diferença na indústria e em alguma atividade empresarial”, disse Braga no evento que contou com a presença do diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Rafael Lucchesi, e o apresentador  Luciano Huck – nomeado embaixador da competição.

“Eu tenho certeza de que faremos da Olimpíada do Conhecimento 2014 a maior de todas, e preparar os jovens para a etapa internacional, pois nós temos um único objetivo: sermos os primeiros colocados na WorldSkills 2015”, acrescentou, referindo-se ao torneio considerado o campeonato mundial no setor.

Entre as dezenas de convidados do evento  estavam a diretora regional do Senai-SP, Débora Cypriano Botelho; o diretor técnico do Senai-SP, Ricardo Terra; e o diretor de relações externas do Senai-SP e vice-presidente do WorldSkills, Roberto Spada.

Mudança de cultura

Em seu discurso, Braga destacou a importância da educação profissional para a indústria. “Há alguns anos, nós da indústria achávamos que se atualizar era uma questão de ter máquinas modernas e preparadas, processos estruturados e uma gestão competente. Hoje, temos certeza absoluta que tudo isso é importante. Mas se não tivermos profissionais capacitados que, muito mais que preparação técnica, tenham comprometimento com a indústria e com o desenvolvimento da nação, não vamos dar o salto de qualidade e competitividade que precisamos”.

Além da necessidade constante de inovação, segundo o presidente da CNI, a indústria convive com exigência dos consumidores, que buscam produtos de melhor qualidade e com preços mais competitivos.

“O Senai não prepara apenas bons profissionais, competentes e preparadas do ponto de vista de tecnologia para trabalhar na indústria; mas prepara o cidadão brasileiro e pessoas comprometidas com o setor da indústria brasileira e com o desenvolvimento do país”, afirmou Braga.

“Os alunos do Senai são pessoas que podem transformar o Brasil em uma grande nação, inserida num contexto mundial cada vez mais competitivo”, destacou.

Hoje, conforme números apresentados na coletiva, o Senai chegou à  marca de 4 milhões de matrículas em todo o Brasil, atraindo jovens entre 16 aos 21 anos, inscritos nos diversos cursos da instituição.

“Hoje, 67% dos cursos oferecidos pelo Senai são gratuitos”, informou o presidente da CNI ao destacar que o objetivo é que os jovens saiam do Senai como “cidadãos que possam contribuir para esse desenvolvimento”.

Braga destacou ainda o programa da Região Amazônica, onde há dois navios do Senai para atender os jovens que moram nas cidades ribeirinhas e não têm como estudar.

“Há 24 mil vagas para que esses jovens também possam participar de alguma atividade industrial”,  afirmou, assinalando que esses navios oferecem uma série de atividades profissionalizantes para proporcionar dignidade e melhorar a qualidade de vida.

Braga ressaltou que é a indústria brasileira quem contribui com recursos financeiros para que o Senai possa participar dessa qualificação.  Um retorno positivo, avaliou, já que, “85% dos jovens que fazem algum curso no Senai saem empregados na indústria brasileira ou em alguma atividade econômica do país”.

“A grande maioria dos nossos jovens são muito valorizados. Todo país forte e rico tem uma indústria forte e competente”, disse.

Programação especial

Paralelo à Olimpíada do Conhecimento haverá uma série de eventos sobre educação e tecnologia. Entre eles, “Uma profissão, uma escolha (01/09); “Festival Internacional de Robótica FLL” (02 a 04/09), “Brasil Fashion” (03 e 04/09), “Exposição Indústria do Futuro”(03 a 06/09), Inova Senai (03/09) e “Praça do Conhecimento”(23/08 e 24/08 e 30/08 e 31/08).

Roberto Simonsen: alunos da Olimpíada do Conhecimento ‘são o sonho das empresas’

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Os melhores equipamentos, os professores mais bem preparados e as tecnologias mais avançadas. É esse o cenário na escola Roberto Simonsen, unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) localizada no bairro do Brás, na capital paulista.

De acordo com o diretor da escola, João Roberto Campaner, esse é o grande diferencial de toda rede do Senai-SP em São Paulo. “Só nessa escola passam 5 mil alunos por dia, que estão em contato com novos parâmetros, no caso de usinagem, e novas tecnologias, na área de eletrônica”.

“Nossa unidade recebeu um investimento de R$ 30 milhões nos últimos quatro anos e isso permite que os estudantes estejam sempre trabalhando com a tecnologia de ponta, com os professores transferindo o conhecimento da melhor qualidade para eles”, afirmou o diretor.

Campaner: novos parâmetros em nome da boa formação dos alunos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Campaner: novos parâmetros em nome da boa formação dos alunos. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O ex-aluno Alasi Silva dos Santos, de 20 anos, é testemunha dessas boas condições de trabalho. “Os equipamentos disponibilizados pelo Senai-SP são de tão alto nível que, em muitos casos, são até mais tecnológicos que os da própria indústria”, explica ao lembrar que a entidade já tinha uma impressora 3D, desde que ele começou a estudar, em 2009.

“Para nós, ter a oportunidade de trabalhar com esse tipo de equipamento é um diferencial, porque a experiência com que chegamos ao mercado de trabalho é superior. Não é à toa que, na época em que cursei o curso técnico em mecatrônica, em 2012, a taxa de empregabilidade era de até 96%”, diz Santos.

Na opinião de Santos, o investimento do Senai-SP se prova pelo fato de que há muitas indústria que buscam o Senai-SP em busca de novos talentos.

“O Senai-SP se adianta em relação à necessidade da indústria. E isso faz com que os empresários nos procurem”.

Olimpíada do Conhecimento

Para o diretor Campaner, a Olimpíada do Conhecimento traz diversos ganhos para o Senai-SP. “Os competidores já são profissionais prontos, não só tecnicamente, mas do ponto de vista de postura, de ser cidadão.”

Na visão de Campaner, esses alunos são referência. “Como o treinamento é de alto nível, os alunos passam, muitas vezes, a saberem mais do que o próprio professor que os preparou”, explica.

“Esses meninos são o sonho de qualquer empresa”, afirma o diretor. “O Senai-SP contrata como trainees os campeões das últimas etapas, o que foi uma visão estratégica muito importante, pois são excelentes profissionais que acabaram ficando dentro da casa e alimentam esse ciclo virtuoso.”

Para ele, os professores que preparam os competidores transferem mais que o conhecimento de ponta, mas também as competências pessoais que já fazem parte do perfil dos cursos do Senai-SP, como responsabilidade e dedicação. “São alunos que trabalham muito para terem sucesso na Olimpíada do Conhecimento, mas que também sabem expressar suas ideias”, explica.

Na onda

Santos não tem dúvidas disso. Formado eletricista de manutenção e técnico de mecatrônica, ingressou no Senai-SP aos 15 anos. “Eu tinha uma visão um pouco preconceituosa do que era o Senai-SP, me imaginava trabalhando de terno algum dia”, conta. “Mas descobri que ser eletricista é bem diferente do que eu pensei, principalmente com a visão técnica que eu tenho hoje.”

Ele entrou no Senai-SP seguindo uma “onda”, porque tinha vários amigos se inscrevendo na instituição. “Passei na prova, me matriculei e, assim que eu comecei a fazer o curso, minha visão do Senai-SP mudou”, diz.

Competidor da Olimpíada do Conhecimento na Modalidade Fresagem CNC, Santos conta que conheceu a competição desde que ingressou no Senai-SP e, desde então, esse se tornou o seu principal foco: “queria tentar entrar na olimpíada, participar e vencer”.

Santos: “Queria tentar entrar na olimpíada, participar e vencer”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Santos: “Queria tentar entrar na olimpíada, participar e vencer”. Foto: Everton Amaro/Fiesp


“Meu pai sempre me apoiou. Como ele não pôde estudar, então, por ele, eu só estudava. Minha mãe é que tinha uma resistência no começo, com medo de eu me dedicar demais à Olimpíada e não atuar no mercado de trabalho”, conta Santos, que já foi campeão da etapa estadual, em 2011, na modalidade Manufatura Integrada. “Eu consegui a medalha de ouro, mas, no desempate para o Nacional, não consegui a classificação.”

Tente outra vez

Santos não desistiu e tentou novamente. Em 2013 foi vencedor, dessa vez pela modalidade Fresagem CNC e passou pela classificação para representar o estado de São Paulo na etapa nacional, que acontece de 03 a 07 de setembro, em Belo Horizonte.

“Hoje, sou muito grato ao Senai-SP porque foi lá que eu me tornei adulto. Entrei uma criança e aprendi tudo sobre responsabilidade e disciplina”, afirma o competidor que enxerga a instituição como um ambiente transformador.

Futuro

Sem pensar suas vezes, Santos diz que vê seu futuro no Senai-SP. “Quero trabalhar como instrutor e seguir a carreira dentro da entidade. É muito gratificante ver o retorno do aluno e saber que você fez a diferença na vida de alguém”, afirma.

Na visão dele, o tempo em que o competidor da Olimpíada do Conhecimento e seu instrutor o passam juntos é determinante. “É possível moldar o competidor e transferir todo o conhecimento para ele.”

A vontade de se dedicar ao Senai-SP tem um motivo: gratidão. “Tudo o que eu sou, hoje, devo ao Senai-SP. Tudo o que tenho, minha vida, minha carreira, eu consegui por aqui”, diz. “Foi o Senai-SP que me moldou e me formou como profissional, como ser humano.”

A 40 dias da Olimpíada do Conhecimento, alunos do Senai-SP têm treinos intensivo

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Contagem regressiva para a maior competição de educação profissional das Américas, a Olimpíada do Conhecimento.

O torneio chega à oitava edição a partir de 31 de agosto, data da solenidade da abertura, com atividades até 7 de setembro, quando estão programadas as cerimônias de premiação e encerramento, na cidade de Belo Horizonte (MG).

Dos 800 jovens inscritos para a Olimpíada, conforme estimativa dos organizadores, 53 compõem a equipe do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Inscritos em 48 modalidades, os alunos do Senai-SP estão em treinamento intensivo nessa reta final de preparação. São 12 horas diárias de exercícios nas respectivas unidades, sempre acompanhados por seus técnicos. As atividades incluem dinâmicas motivacionais e de concentração.

Segundo eles, a expectativa é alta, o clima é de ansiedade, mas o sentimento é um só: confiança.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Competidores do Senai-SP: treinamento e confiança. Da esquerda para a direita: Matheus Prudente Santos, Beatriz Luna Lourenço, Kevin Dantas Chip, Rafael Luis Pereira e Iracema de Arruda Vilalva. Foto: Everton Amaro/Fiesp

É o caso da jovem Beatriz Luna Lourenço, de 17 anos. Aluna da Escola Senai ‘João Martins Coube’, em Bauru, a competidora na modalidade Impressão Offset, admite que a rotina de treinamento é cansativa, mas o objetivo de vencer é ainda maior.

“Estamos treinando bastante, manhã e tarde sem parar para atingir nossos objetivos”, explica Beatriz. “As expectativas são as maiores possíveis, mas eu estou tranquila em relação à competição porque o treino que está sendo realizado nos passa muita confiança.˜

Com Kevin Dantas Chip, 18, não é diferente. “Estou ansioso, mas o preparo que fazemos diariamente é importante porque a gente se prepara tanto para aquilo, que na hora ‘H’, não sentimos tanto a pressão”, explica o aluno da Escola Senai ‘Suiço-Brasileira’, de Santo Amaro, na capital paulista, que irá competir na modalidade Webdesign.

“Chego às 08h da manhã e treino até às 20h, porque há uma série de detalhes importantes para serem acertados, como a questão do tempo de prova, por exemplo, que exige uma série de repetições”, diz Chip.

O maior desafio, segundo ele, é ser rápido e certeiro ao mesmo tempo. “Isso é algo que você só consegue adquirir com o treino. Por isso somos estimulados a sempre treinar mais, incluindo aos sábados e feriados”.

No entanto, Chip não enxerga isso como um sacrifício. “Todos temos um objetivo comum, que é ganhar a medalha de ouro. Então, focamos nisso”, explica.

Colega da mesma escola, Matheus Prudente Santos, 17, compete na modalidade TI, Administração e Sistemas de Rede e também está com a expectativa alta. “Tenho me dedicado aos treinamentos todos os dias, nos últimos dois anos. Fico ansioso mesmo, mas supero isso com o próprio treinamento, que me dá certeza de que vou chegar na minha meta e conseguir a medalha de ouro”, afirma.

Longe de casa

Iracema de Arruda Vilalva, 19, da Escola Senai “José Polizotto”, de Marília, competidora na modalidade Panificação, já havia participado do torneio em 2011, mas não teve sucesso justamente pela falta de treino.

“Eu participei só para conhecer, porque comecei a treinar apenas um mês antes e isso não é suficiente perante à grandiosidade do evento”, afirma a aluna que passou os últimos dois anos se aperfeiçoando na categoria em que escolheu para defender sua escola.

A rotina de treinamento de Iracema é ainda mais puxada, já que ela mora em Marília e, nesta reta final, está se aperfeiçoando na capital paulista, a aproximadamente 370 quilômetros de casa.

Mas, para ela, o que importa é o sucesso no resultado. “Nossa rotina de treinamento é intensa e o objetivo é trabalhar em cima dos erros para minimizar a porcentagem deles. Treinamos com todas as possibilidades e alternativas que podem ter para saber trabalhar com as adversidades de todas as situações na hora da prova”, explica.

“Fazer parte da Olimpíada do Conhecimento é uma responsabilidade muito grande, pois estamos representando a nossa escola e o nosso Estado. Mas em função do treinamento, chegamos lá sabendo que podemos dar o nosso melhor”, conta.

Rafael Luis Pereira, 19, da Escola ˜João Martins Coube˜, de Bauru, espera conseguir o melhor resultado possível na modalidade Confeitaria. “Durante meu treinamento, eu foco nas minhas maiores dificuldades, para transformar isso em desafios e vencer esse obstáculo”, afirma o aluno, que tem nos critérios de avaliação os parâmetros para se aperfeiçoar.

Para Pereira, o sentimento é de gratidão. “Apesar de todo sacrifício, no final, eu sei que estou fazendo o que eu amo. Para mim, isso é gratificante.”

A competição

A cada edição bienal, a Olimpíada do Conhecimento ganha dimensões ainda maiores, conforme cresce o interesse dos jovens e o empenho das escolas do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

Atualmente, o número participantes representa seis vezes o número da primeira edição, realizada em 2001, em Brasília, com 111 competidores; e o número de ocupações profissionais no torneio aumentou de 26, em 2011, para 58, em 2014.

A Olimpíada do Conhecimento é uma forma de avaliar a qualidade da educação oferecida pelo Senai. O desempenho na competição forma um conjunto de indicadores que apontam tendências tecnológicas e mudanças nos perfis profissionais que orientam o Senai na atualização dos currículos nas escolas.

Além disso, os estudantes ganham a chance de representar o Brasil no WorldSkills, competição mundial de competência profissional, que também acontece a cada dois anos e terá sua próxima edição em agosto de 2015, na cidade de São Paulo.

Competidores do Senai-SP se preparam para a Olimpíada do Conhecimento

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A Alemanha foi campeã da Copa do Mundo de 2014. Mas, acima de tudo, virou exemplo de trabalho e determinação. Essa foi a mensagem do professor José Carlos Dalfré, gerente regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), na manhã desta quinta-feira (17/07), na abertura do encontro com os 53 alunos da instituição que irão participar da Olimpíada do Conhecimento, que acontece de 03 a 07 de setembro, em Belo Horizonte (MG).

“O Senai-SP é visto como a Alemanha na Olimpíada do Conhecimento. Mas não podemos deixar que a prepotência suba às nossas cabeças”, afirmou.

Ao perguntar aos alunos qual a maior lição que a vitória da Alemanha deixou para eles, a resposta foi unânime: só o treinamento leva ao sucesso.

O encontro com os alunos que vão participar da Olimpíada do Conhecimento: só o treinamento leva ao sucesso. Foto: Talita Camargo/Fiesp

O encontro com os alunos que vão participar da Olimpíada do Conhecimento: só o treinamento leva ao sucesso. Foto: Talita Camargo/Fiesp


Confiança no técnico, preparação da equipe, persistência nos treinos e esquema tático consistente foram algumas das características que ajudaram os alemães a levaram a taça para casa. Mas outros fatores não ficam de fora, como o fato de não desistir da equipe nos momentos de derrota e fazer deles o mote para correr atrás da vitória.

“A importância que a equipe alemã dedicou a cativar o povo brasileiro foi outro fator importante porque demonstrou respeito e humildade”, afirmou Dalfré.

O encontro desta quinta-feira (17/07) tem por objetivo fortalecer a confiança individual e coletiva dos competidores, que devem acreditar no seu potencial e competência profissional.

“Profissionais de excelência são apaixonados pelo que fazem. Vocês estão se preparando para a Olimpíada do Conhecimento 2014 como a Alemanha se preparou para a Copa do Mundo”, afirmou Dalfré. “E o Senai-SP está investindo em vocês porque confia em vocês”, concluiu.

Seleção brasileira pode interferirn as relações políticas, afirma diretor do Datafolha

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Presidente do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp, Ruy Altenfelder. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Dando continuidade a um debate que tem por objetivo “repensar o Brasil”, foi realizada, na manhã desta segunda-feira (16/06), a reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na sede da entidade, na capital paulista.

De acordo com o presidente do Consea, Ruy Altenfelder, a discussão deu sequência à análise que vem sendo realizada pelo Conselho sobre repensar o Brasil. Assim, o tema central foi “A importância das pesquisas eleitorais – qualitativas e quantitativas – critérios”, apresentado pelo diretor do instituto de pesquisas Datafolha, Mauro Paulino.

Paulino explicou que, desde sua criação, o Datafolha tem como princípio não fazer pesquisas eleitorais para partidos políticos e nem candidatos, mas apenas para veículos de comunicação. “O Datafolha divulga todos os resultados de suas pesquisas eleitorais logo após a sua conclusão. Além disso, temos como preceito a transparência, pois esses resultados influenciam, inclusive, as especulações financeiras na bolsa de valores”, afirmou ao explicar que, ao entender isso, o Datafolha decidiu que também não faria pesquisas para instituições financeiras.

De acordo com Paulino, o estado de ânimo do brasileiro é pessimista. “Pela primeira vez, em 13 anos, a taxa de quem sente mais vergonha do que orgulho de ser brasileiro aumentou significativamente, de 11% para 23%. Mas os que têm orgulho ainda são maioria (74%). E, nesse contexto, o desempenho da seleção brasileira pode interferir de forma inédita nas relações políticas”.

Segundo o diretor, o desempenho da seleção brasileira não influencia, de maneira geral, a decisão do eleitor em relação ao voto para presidente. “Já tivemos o Brasil campeão e o governo eleito, já tivemos o Brasil perdendo e o governo reeleito. Mas nessa Copa, o que está sendo avaliado não é a seleção, mas sim a capacidade de organização do Governo Federal”, explicou.

População dividida
Antes do início da Copa do Mundo da Fifa de 2014, a população estava dividida, sendo que apenas metade apoiava a Copa no Brasil. “Faremos nova medição durante e logo após o evento”, afirmou.

No que se refere à avaliação do Governo Dilma, 74% deseja mudança. “Mas isso não significa que a maioria quer tirar o PT do governo, até porque o desejo majoritário é pela volta de Lula, seguido por Aécio Neves”, explicou.

Outro índice que indica o pessimismo do brasileiro é que se o voto não fosse obrigatório, 57% dos entrevistados não iria votar. “Esse índice representa a maior taxa já existente desde 1994. Temos também a maior taxa de eleitores que são contra o voto obrigatório, 61%”, afirmou Paulino.

Sobre a onda de protestos pelo Brasil, em junho de 2013, o índice era de 81% a favor versus 18% contra. Com a introdução de protestos mais violentos, e participação dos ‘blackbocks’, esse apoio diminuiu, mas ainda tem a maioria, com 51% de a favor, em junho de 2014.  O índice de confiança do brasileiro é de 109 pontos, mas está em queda, já que em março de 2013 era de 148 pontos.

Processos de pesquisa e agilidade na divulgação dos resultados

De acordo com o diretor do Datafolha, qualquer processo de pesquisa envolve uma série de fases comuns: o briefing passado pelo cliente; o planejamento do processo de pesquisa que será aplicada; a coleta de dados (campo); e o processamento dos dados e a análise, que pode ser feita através de um relatório técnico descritivo ou uma apresentação. “O Datafolha sempre disponibiliza no site os relatórios das pesquisas, com a sua interpretação”, explicou.

Paulino informou, também, que esse processo básico envolve quatro atores: o público em geral, que é o universo da pesquisa; o respondente, que é quem representa esse universo; o cliente, que é quem ‘brifou’ a pesquisa; e o pesquisador, que é quem elabora a pesquisa.

Além disso, segundo ele, esses atores são influenciados por quatro variáveis: o cenário de mercado, ou seja, expectativas da econômica de um modo geral; as variáveis situacionais, que envolvem questões políticas e pessoais, por exemplo; as variáveis culturais, como o grau de escolaridade; e as variáveis individuais, que são determinadas pela situação de vida de cada um.

“No caso de pesquisa política, há uma quinta variável: a paixão política”, disse ao explicar que todos esses atores podem ser influenciados pelas questões políticas em que acreditam. “O trabalho do pesquisador é de minimizar esse tipo de influência no resultado. O envolvimento do pesquisador tem que ser, exclusivamente, com a produção de dados neutros e sem influência. E aqueles que leem os resultados da pesquisa devem deixar essa paixão de lado na hora de interpretar os números”, afirmou.

Pesquisas eleitorais de 1989 a 2014 no Brasil

Durante a sua apresentação, Paulino lembrou as pesquisas eleitorais desde o governo Collor (1990 – 1992).

Segundo ele, o governo do ex-presidente Fernando Collor teve o menor índice de avaliação, em contraposição com do ex-presidente Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva, que atingiu, em seu segundo mandato (2007 – 2010), 183 pontos. “Lula é o presidente melhor avaliado até hoje, depois da redemocratização do Brasil”, afirmou.

“Nas intenções de voto para presidente nas eleições de 1989, percebe-se que Lula, Collor e Brizola iniciaram a campanha com números muito próximos. Mas, após as propagandas eleitorais na televisão e a campanha de “Caçador de Marajás”, Collor disparou nas pesquisas”, explicou ao destacar que a disputa entre Collor e Brizola foi acirrada durante toda campanha na televisão. “Dá-se uma importância demasiada às pesquisas eleitorais”, afirmou.

De acordo com Paulino, quando Itamar Franco assumiu após o impeachment de Collor, em 1992, sua aprovação era de 152 pontos, mas chegou a uma queda de 46. Porém, com o lançamento do Plano Real, voltou a subir e acabou com 167.  “O Plano Real foi lançado no meio da Copa do Mundo de 1994, mas não teve influência nos resultados das pesquisas. O brasileiro sabe separar bem política do futebol”, afirmou.

“Muitas pessoas dizem que o horário eleitoral gratuito na televisão é quando as coisas se decidem de fato nas eleições, mas nem sempre é assim. Um tempo de TV maior não significa garantia de vitória”, afirmou o diretor ao destacar as eleições de 1994, quando Fernando Henrique Cardoso atingiu o empate com Lula antes do horário eleitoral, sem grandes mudanças  durante esse período.

“O segundo mandato de Fernando Henrique teve uma avaliação ruim para a população. E isso é, certamente, um dificultador para a campanha de Aécio Neves [atual candidato do PSDB à presidência da República], pois ele terá que defender o governo FHC em sua campanha”, explicou.

No que se refere ao governo Lula, Paulino afirmou que único momento em que o ex-presidente ficou negativo nas pesquisas de satisfação foi durante o período do ‘Mensalão’. “Ainda assim seu governo tem uma média de satisfação bastante positiva, a maior desde a redemocratização do Brasil”, destacou.

Eleições presidenciais 2014

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Diretor do Datafolha, Mauro Paulino, durante encontro do Consea da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para as próximas eleições à presidência da República, o diretor do Datafolha alertou para a alta taxa de intenções de votos brancos e nulos. “É algo a se prestar atenção”, alertou ao informar que o índice atual é o ‘mais alto da história’, sendo de 27% no Estado de São Paulo e de 32% e na capital paulista. “Esse último índice é superior à taxa dos dois principais candidatos, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).”

De acordo com Paulino, nessa eleição em específico, é importante separar os brancos e nulos dos indecisos. “O eleitor que vota branco e nulo é aquele que quer protestar, que tem nível de escolaridade mais alto, reside nos grandes centros e que foi mais exposto aos problemas causados nas últimas manifestações. Os indecisos têm escolaridade mais baixa, são majoritariamente mulheres e vivem em pequenas cidades do interior”, afirmou.

Tripé Econômico
Paulino explanou que, atualmente, a taxa percentual da população que acha que a inflação vai aumentar é recorde: chega a 64% dos brasileiros, o que, segundo ele, é uma taxa pessimista. Já o percentual dos que acreditam que o poder de compra vai aumentar, vem diminuindo, atingindo os 38%.

“Segurança no emprego é um dos principais pilares de satisfação do governo e é a taxa com maior variação, sendo que, atualmente, está nos 48%. É um dado a se prestar atenção, pois, atualmente, a taxa é mais pessimista do que otimista”, disse.

De acordo com o diretor, esses números são mais negativos no estado e na cidade de São Paulo. “Isso confirma um dado de que a insatisfação está concentrada nos grandes centros urbanos e na renda familiar mensal maior do que cinco salários mínimos”, explicou.

Em relação à avaliação da situação econômica do país, houve um crescimento significativo de 28% para 36% em relação aos que acham que vai piorar. “Esse é um cenário claro da diferença entre os otimistas e pessimistas, entre os que têm esperanças e os que têm medo”.

Segundo especialista, há 6,8 bilhões de usuários de telefonia móvel no mundo

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Bruno Carvalho Ramos, diretor regional para as Americas da UTI. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

No último dia da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S), nesta quinta-feira (22/05), o debate sobre as políticas para universalização das comunicações reuniu especialistas com um objetivo em comum: a qualidade de serviço para o usuário.

O diretor regional para as Américas da UTI, Bruno Carvalho Ramos, informou que atualmente há 6,8 bilhões de usuários de telefonia móvel no mundo. “A telefonia móvel tem uma penetração elevada. Hoje, 50% da população mundial vive numa área que já tem tecnologia 3G”, disse ele no evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ramos informou que são 750 milhões de casas conectadas. “A Coreia ocupa o primeiro lugar no índice de penetração de banda larga, com 100% de usuários”, informou.

Segundo ele, dos dez países com maior índice de penetração em banda larga, seis são nórdicos, ou seja, países ricos, com baixa população e bom desenvolvimento em infraestrutura.

Ramos enfatizou a relação entre o acesso à banda larga e o investimento em infraestrutura. “O desenvolvimento em infraestrutura é fator chave para oferta de serviços”, afirmou.

“O Brasil está entre os países com maior progresso, ou seja, em processo de desenvolvimento de infraestrutura, crescimento do número de usuários e aumento do entendimento das pessoas em relação à tecnologia”, explicou ao ressaltar que os países africanos, os pequenos asiáticos e alguns da América Latina, são menos desenvolvidos porque necessitam de melhorias na infraestrutura.

O diretor regional citou também a relevância dos chamados nativos digitais, ou seja, a parcela da população que já nasceu na era da inclusão digital. “Nos próximos anos, o número de nativos digitais será mais que o dobro dos dias atuais, o que significa uma oportunidade de mercado, principalmente nos países em desenvolvimentos”, disse.

A representante da Cullen International, Elena Scaramuzzi, falou sobre as experiências das políticas de universalização na Europa. Segundo ela, as obrigações do serviço universal não incluem, necessariamente, os serviços e banda larga. “A banda larga é parte das obrigações de serviço universal somente em uma minoria de países da União Europeia”, explicou. “A agenda digital para a Europa inclui objetivos de banda larga para a básica e ultra rápida”, explicou.

Também participaram do debate Flavia Lefèvre, da associação de consumidores Proteste, e Karla Crosara, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets 

‘Governo não vê operadoras de telecomunicações como parceiras’, diz diretor da Fiesp

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

No terceiro dia da Semana da Infraestrutura (L.E.T.S.) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo Fiesp), o diretor da divisão de Telecomunicações do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da entidade, Dionísio Freire, alertou para o crescimento da demanda pelos serviços do setor no Brasil. Também defendeu as obras compartilhadas e criticou a atuação do governo nessa área.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Freire: "Governo não enxerga operadoras de telecomunicações como parceiras". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“A regulação das telecomunicações é moldada para a realidade das grandes empresas que ocasionam a necessidade de estruturas administrativas substanciais, inibindo a competitividade das operadoras menores”, disse Freire durante painel na manhã desta quarta-feira (21/05), no Hotel Unique, em São Paulo.

Segundo ele, as grandes concessionárias têm pouco interesse no atendimento do mercado de nicho, mesmo onde há a presença de rede.  Para Freire, isso é um problema, pois a demanda por serviços de banda larga no Brasil é crescente e que continuará assim por anos. “Mesmo nas grandes cidades ainda existem áreas densas desatendidas ou sobrecarregadas. Nem em São Paulo estamos completamente atendidos, pois existem lugares na periferia da capital em que internet ainda é discada”.

O diretor de Telecomunicações da Fiesp disse entender que o governo tem parte na responsabilidade no processo de melhoria.

“As empresas de telecomunicações têm, no geral, um bom relacionamento com a Eletropaulo. Mas São Paulo é a única cidade do país que facilita isso. O governo não enxerga as operadoras de telecomunicações como parceiras para o desenvolvimento econômico e social”, afirmou.

Para Freire, o governo não pode mais apenas reclamar da má qualidade do serviço, sem pensar em soluções conjuntas para melhorias. “Não dá mais para eles baterem e a gente apanhar sem resolver a situação.”

Obras compartilhadas

Dionísio Freire defende o compartilhamento de obras, pois acredita que traz diversos benefícios, como menos intervenções físicas, redução de investimentos, otimização da implantação dos serviços e, principalmente, aumento da competitividade.

“Se houver uma regra compulsória de compartilhamento, há mais competitividade porque há atuação em parceria.”

Para ele, embora essa seja uma solução viável, falta coordenação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), além de homogenia nas legislações das diferentes cidades brasileiras.

“O compartilhamento não é tão simples, pois o acesso aos postes é caro e restrito e há dificuldade na negociação com as concessionárias para utilização do poste”, disse ao alertar para a dificuldade de se viabilizar um projeto em áreas subterrâneas com direitos de passagens em rodovias e ferrovias, porque além da dificuldade técnica, ‘os valores cobrados pelas concessionárias são abusivos’.

Ao propor alguns projetos como soluções de melhorias, Freire citou a criação de como um marco regulatório comum, que incentive o compartilhamento da infraestrutura para os setores público e privado. “Essa responsabilidade deve ser do governo”, ressaltou.

Além disso, ele sugeriu a redução de impostos em obras compartilhadas e legislações mais claras, com leis e parâmetros federais igualitários para o compartilhamento de infraestrutura nas cidades.

“Outra solução é a criação do compartilhamento do acesso ao cliente final, que parece apenas um detalhe, mas é muito relevante para evitar transtornos, atrasos e intervenções desnecessárias, como vários acessos para atender os mesmos prédios”, afirmou.

“O compartilhamento permite maior capilaridade de rede, o que gera o aumento da inclusão digital; mais economia; maior possibilidade de acesso em regiões atendidas; e redução de custos ao consumidor”, defendeu.

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Para especialistas, compartilhar obras de infraestrutura melhora serviços e reduz custos

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O terceiro dia da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) começou as atividades reunindo especialistas para debater o tema “Compartilhamento da Infraestrutura”, na manhã desta quarta-feira (21/05), no Hotel Unique, em São Paulo.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Compartilhamento da Infraestrutura: melhoria nos serviços e redução de custos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


O advogado Paulo Victor Losinskas, do escritório de advocacia Losinskas, Barchi Muniz Advogados, fez um panorama geral da situação e definiu infraestrutura compartilhada como a utilização por dois ou mais atores de uma mesma infraestrutura de maneira simultânea ou não e setorizada ou não. “Essa deveria ser uma prática usual e corriqueira, mas não é em razão do viés econômico concorrencial e da ausência de planejamento na elaboração de projetos de infraestrutura”, afirmou.

Segundo Losinskas, o compartilhamento de infraestrutura tem dois objetivos: o público, que é de responsabilidade do Estado e visa a divisão de custos, redução de tarifas, melhoria da qualidade dos serviços, entre outros; e o privado, que busca a arrecadação de receita acessória, aproveitamento de estruturas ociosas e maximização de lucros.

“No setor de transportes, podemos pensar a infraestrutura compartilhada como uma rede formada pela interconexão de diferentes modais, como uma rodovia que leva a um aeroporto, onde há uma ferrovia que leve ao transporte urbano por aí vai”, exemplificou.

O advogado explicou que, para os contratos já existentes, é preciso contar com a boa vontade do empresariado e “jogo de cintura do governo para ajustar os contratos e costurar acordos”.

Quanto aos novos contratos, ele enfatizou: “é necessária a elaboração de projetos interligados, pensando no desenvolvimento do Estado e no melhor aproveitamento de recursos”.

 Soluções integradas

O secretário-executivo da Associação das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe), Luiz Carlos Aversa, citou alguns exemplos de melhorias em soluções integradas.

“Há uma série de equipamentos caros utilizados pelas concessionárias de distribuição de água, por exemplo, que poderiam ser compartilhados com as empresas de gás. É preciso se discutir como se fazer, é claro, mas é uma possibilidade”, disse.

Outra alternativa de trabalho conjunto destacada por Aversa é contra as ligações ilegais, os chamados “gatos”.

“As concessionárias deveriam trabalhar em conjunto para combater esse tipo de ilegalidade”, afirmou.

Além disso, o secretário-executivo citou problemas como a quebra de tubulações de uma agência cometida por outras, como a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), por exemplo. “Esse tipo de dano é comum, mas é preciso que as concessionárias trabalhem alinhadas para que a população não seja prejudicada”, explicou.

Ao final, destacou a coleta e entrega de contas. “Por que as concessionárias não trabalham em conjunto para fazer uma entrega única de contas aos consumidores? Isso acabaria, inclusive, com o monopólio de entrega dos Correios”, questionou.

Redes subterrâneas

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Baroni: custo das redes subterrâneas é de 10 a 20 vezes maior que o da rede aérea. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O executivo da gerência de redes subterrâneas da AES Eletropaulo, Nilson Baroni, explicou que eventos de grande magnitude estão entre os principais motivadores para a construção de redes subterrâneas, como por exemplo a rota de furacões na Flórida, a tempestade de gelo na Carolina do Norte e a chuva de granizo em Oklahoma, todos estados norte-americanos.

“As melhorias são nítidas quando analisamos as mudanças causadas pelo apelo estético em Manhattan, Nova York (EUA) e em Auckland, Nova Zelândia”, exemplificou ao citar o Japão, que já possui mais de 29 Km de rede enterradas.

A utilização da rede subterrânea também tem uma função estética, em prol da melhoria do paisagismo urbano, pois os postes já estão saturados.

De acordo com Baroni, a forte concentração de redes subterrâneas em São Paulo está na região da Avenida Paulista, e nos bairros de Cerqueira César e Higienópolis, porque são locais onde as capacidades de rede suporta essa mudança. “Na periferia, em todo o mundo, ainda é predominantemente o sistema de redes aéreas.”

A implementação de redes subterrâneas em São Paulo geraria um aumento na tarifa de 8% adicionais aos aumentos que já são repassados aos clientes. “O custo das redes subterrâneas é de 10 a 20 vezes maior que o da rede aérea, sendo que cerca de 70% desse custo refere-se às obras civis”, justificou Baroni.

“Realizamos pesquisas com os consumidores e o grande problema é que há rejeição de 57% quanto ao aumento de tarifas. Por isso, essa não pode ser a única fonte de financiamento”, disse ao lembrar o papel do Estado.

“Uma solução para diminuição e custos é uma legislação que valide a integração entre as concessionárias dos diversos setores”.

Na opinião do executivo, a utilização de valas comuns das empresas de gás, água, telecomunicações, energia etc., para compartilhar o espaço é uma alternativa viável. “Isso geraria redução de custos, ordenação e otimização de espaço”, afirmou.

O sócio-diretor da Sinapses, empresa de energia, Antonio Paulo da Cunha, também defende o compartilhamento de obras. “Isso gera benefícios como menor investimento para os agentes, redução de distúrbio para a população por obras simultâneas, e o impacto tarifário dividido entre os prestadores de serviços”.

Cunha lembrou que há muitos serviços distribuídos de forma subterrâneos, como distribuição de água, coleta de esgoto, águas pluviais e gás natural. “É preciso criar mecanismos a mais para que isso ocorra com mais frequência”, disse.

“As restrições técnicas, a divisão das normas regulamentadoras e a divisão justa de custos são os maiores obstáculos para o compartilhamento da obra”, alertou.

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico.

O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets


Debate: as alternativas de financiamento para expansão de oferta de energia elétrica

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Victor Rico, diretor representante da CAF. Foto: Alberto Rocha/Fiesp

“Existe uma relação direta entre pobreza e acesso à energia que não foi incorporada nas políticas publicas. E há ainda um alto índice de pobreza nos países da América Latina”. O alerta foi feito pelo diretor representante da CAF [sigla do Banco de Desenvolvimento da América Latina], Victor Rico, na manhã desta terça-feira (20/05).

Rico apresentou dados sobre os recursos energéticos da América Latina, com destaque aos 594 GW de potencial hidroelétrico. “A América Latina tem um potencial energético muito grande”, destacou ao afirmar que “em 20 anos, a América Latina demandará 700 TWh de eletricidade”.

O executivo informou, também, que 30 milhões de latino-americanos precisam de acesso à eletricidade.

Outros representantes de instituições financeiras nacionais e internacionais falaram sobre as alternativas de financiamento para expansão de oferta de energia elétrica, apresentando cases de sucesso desenvolvidos em diversos países que investiram no setor.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Rogério Pilotto, executivo da International Finance Corporation (IFC). Foto: Alberto Rocha/Fiesp

O executivo da International Finance Corporation (IFC), Rogério Pilotto, apresentou  a experiência global da empresa, destacando o que pode ser feito no mercado brasileiro para desenvolver o mercado. “O IFC participa de formas diferentes para agregar valor aos investimentos”, explicou ao exemplificar que a instituição investe não apenas em projetos, mas também nos fabricantes de equipamentos.

O representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Jean-Marc Aboussouan, também participou do debate, apresentando cases de sucessos com possíveis investimentos para soluções de expansão e manutenção da matriz elétrica.

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

No segundo dia de L.E.T.S., especialistas falam sobre o desperdício na água tratada

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Marcos Danella, sócio-diretor da consultoria em geoprocessamento Linedata. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

As perdas de água tratada atingem níveis alarmantes, acima de 50%. O alerta é de Marcos Danella, sócio-diretor da consultoria em geoprocessamento Linedata, ao participar na manhã desta terça-feira (20/05) da Semana de Infraestrutura (L.E.T.S.), evento da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo ele, o volume de desperdício pode ser muito maior. “Não dá para medir o número real”, afirmou, destacando que o tempo médio de atendimento de vazamento visível em ligações é de 14 dias, com perda de 350 metros cúbicos/ligação.

“Das 1.100 empresas de saneamento do Brasil, menos de 10 possuem sistema de gestão de ocorrências e gestão técnicas. Aqui tem muito o que se fazer”, alertou ele no painel “A energética aplicada no saneamento básico”.

Danella acredita que as origens dos problemas de gestão na rede de distribuição são culturais, com o uso do sistema comercial para abrir ordens de serviço na área técnica; na TI, que ainda não chegou na área operacional; e falta de cursos na área operacional, o que gera baixa produtividade. “Faltam centros de operações para fazer um controle sistemático diário.”

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Eduardo Moreno, presidente da Vitalux. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Outro convidado do painel, Eduardo Moreno, presidente da Vitalux, empresa da área de eficiência energética, falou sobre indicadores, cenário atual do setor e soluções técnicas e financeiras. Segundo ele, São Paulo tem 38% de perda de água produzida, o que classificou como “um índice alto”.

Moreno destacou alguns dos principais problemas do setor de saneamento, como grandes perdas de água por vazamento nas redes e em ramais, deficiência no controle de vazamentos, deficiência na manutenção de infraestrutura, má utilização da capacidade de reserva, impedindo a racionalização, e redução da demanda no horário de ponta.

“As empresas de saneamento são, via de regra, públicas; poucas são privadas”, lembrou Moreno ao explicar as diferenças entre os modelos de contrato atual e de performance.

“Num contrato de performance, quanto mais se ganha com a empresa púbica, maior o ganho das privadas, o que é mais interessante. No modelo tradicional, há um conflito de interesses porque os interesses públicos chocam-se com os privados.”

O professor doutor Augusto Viana, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), apresentou alguns estudos de caso com medidas de gestão para redução do bombeamento no horário de ponta e do ajuste da demanda contratada, em cidades do interior de São Paulo. “É preciso ter treinamento e promover a conscientização e motivação dos funcionários, com cursos de capacitação, metas e objetivos e divulgação dos resultados obtidos”, afirmou.

L.E.T.S.

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Fiesp lança aplicativo para medir velocidade da banda larga fixa

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Com um clique em um tablet, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, lançou nesta segunda-feira (19/05), durante a abertura do L.E.T.S, evento que discute a infraestrutura integrada, no Hotel Unique, em São Paulo, o Monitor de Banda Larga, aplicativo que mede a velocidade da banda larga fixa.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Na abertura do L.E.T.S, Paulo Skaf lança o Monitor Banda Larga. Ferramenta auxilia o usuário a verificar a qualidade e velocidade de sua rede. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O aplicativo, desenvolvido pela Fiesp, em parceria tecnológica com o NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR), auxilia o usuário brasileiro de banda larga fixa a verificar, de maneira fácil, rápida e automática, a qualidade e a velocidade de sua rede.

“É irritante e um total desrespeito o que acontece com os serviços de internet. Você paga e recebe um pedaço do volume que comprou. Não tem desconto e tem que pagar aquele valor todo”, disse Skaf, explicando que antes não existia uma ferramenta capaz de emitir um relatório para que o consumidor pudesse cobrar os meus direitos.  “Temos que dar publicidade. Essa ferramenta vai fazer muito bem às pessoas e à competitividade porque as empresas pagam e também não recebem.”

Segundo o diretor do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, Carlos Cavalcanti, existem muitos softwares que já fazem isso, mas o diferencial deste é que a medição poderá ser automática.

“O nosso aplicativo traduz todos os termos técnicos e avalia de maneira rápida automática e objetiva se a internet do consumidor está de acordo com aquilo que foi contratado e com os padrões estabelecidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)”, disse.

“Você ainda poderá escolher por receber um relatório mais detalhado, que mostrará todos aqueles padrões de perdas de pacotes, jitter, latência e ainda escolher o período que você deseja visualizar esses resultados: por dia, semana, mês ou de acordo com sua preferência”, explicou.

Cavalcanti informou que, de acordo com as normas da Anatel, numa média mensal, a velocidade não pode ser inferior a 70% do que a contratada pelo usuário. “Caso a rede de sua prestadora esteja sobrecarregada a qualidade rede sua conexão pode ser prejudicada”, disse.

Outra grande novidade que a ferramenta traz para os consumidores de internet banda larga fixa que utilizam rede wi-fi é a análise por meio do Monitor Banda Larga do melhor canal para utilização. “O aplicativo indica o canal menos congestionado, com o objetivo de melhorar a qualidade de sua conexão”, afirmou o diretor.

“Por meio dessa ferramenta, todo consumidor brasileiro poderá melhorar o diálogo com sua prestadora e, caso necessário, apresentar queixas à Anatel ou entrar com ações individuais junto a órgãos de defesa do consumidor”, disse Cavalcanti.

A ferramenta ainda oferece um espaço para exclusivo para esclarecer dúvidas e auxiliar o usuário na utilização do software.

O aplicativo é gratuito para toda população brasileira e pode ser baixado por meio do site: www.monitorbandalarga.com.br

Sobre o Monitor Banda Larga

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174O objetivo da ferramenta é melhorar a qualidade da banda larga fixa, necessária ao desenvolvimento da indústria e de todo o país, auxiliando qualquer usuário a verificar se sua prestadora de serviços está entregando a internet banda larga de acordo com o contratado e com os parâmetros da Anatel, de maneira simples e de fácil entendimento.

Inicialmente o produto é compatível com o sistema operacional Windows e conta com três tipos de medição: padrão, automaticamente configurada com a instalação do aplicativo e que realiza testes diários a cada 6 horas; instantânea, que verifica a qualidade da conexão imediatamente e programada, que possibilita a seleção de intervalos de medição a cada 2, 4, 6 ou 8 horas. Após a escolha das opções de medição, o usuário visualizará um relatório simples e objetivo, que indicará a velocidade e qualidade da internet.

Para garantir a segurança, o aplicativo possui um parecer do Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT), que certifica o funcionamento e a confiabilidade da ferramenta.

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Para vice-presidente da Firjan, investimento em PPPs é o futuro da infraestrutura

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Sistema Firjan), Carlos Mariani Bittencourt, destacou a importância da parceria entre a entidade e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na abertura da Semana da Infraestrutura – L.E.T.S., na manhã desta segunda-feira (19/05), no Hotel Unique, em São Paulo.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Carlos Mariani Bittencourt, vice-presidente da Firjan: "o investimento em PPPs é o caminho para o investimento da infraestrutura do país". Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“A Firjan abraçou este evento, o mais importante da América Latina sobre o tema, dando continuidade a já bem sucedida parceria entre Fiesp e Firjan, que começou no Humanidade 2012”, disse Mariani Bittencourt, representando o presidente Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira.

Na opinião de Bittencourt, o L.E.T.S. tem conteúdo suficiente para proporcionar debates que tragam resultado. “São Paulo dará o exemplo para levarmos adiante um projeto dessa magnitude.”

O vice-presidente da Firjan lembrou algumas das parcerias já bem sucedidas entre as duas entidades, como o “Programa Portos e Aeroportos 24 horas”, proposto pela Firjan e apoiado pela Fiesp, e que resultou na  melhoria da capacidade extra de movimentação em todos os portos e aeroportos em que a ação foi implementada.

“O prazo médio de movimentação de carga diminuiu em quatro dias, enquanto nos portos e aeroportos em que não foi implementado houve um leve aumento desse prazo”, afirmou.

“Com o programa, subimos para 69º posição no ranking de portos com maior eficiência, o que é bom, mas longe ainda do que desejamos atingir”, explicou.

Bittencourt citou outras parcerias, como o “Setor Único”, que gerou menos burocracia, mais agilidade, menor custo e mais competitividade; e a campanha “Energia a Preço Justo” que reduziu o custo de energia elétrica em ate 20% o custo para as indústrias.

Ao concluir, o vice-presidente destacou a importância dos investimentos nas parcerias público-privadas (PPPs). “É preciso abrir espaço de forma convicta para o potencial da empresa privada, pois o investimento em PPPs é o caminho para o investimento da infraestrutura do país. E a Parceria Firjan-Fiesp está trabalhando para isso.”

L.E.T.S

A Semana da Infraestrutura da Fiesp (L.E.T.S.) representa a união de quatro encontros tradicionais da entidade: 9º Encontro de Logística e Transporte, 15º Encontro de Energia, 6º Encontro de Telecomunicações e 4º Encontro de Saneamento Básico. O evento acontece de 19 a 22 de maio (segunda a quinta-feira), das 8h30 às 18h30, no Centro de Convenções do Hotel Unique, em São Paulo.

Mais informações: www.fiesp.com.br/lets

Em evento no Teatro do Sesi-SP, Mauro Beting fala sobre a paixão pelo futebol

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Jornalista Mauro Beting durante Curso Internacional de Futebol no Teatro do Sesi-SP. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

O jornalista esportivo Mauro Beting participou da abertura do VI Curso Internacional de Futebol Brasil-Inglaterra, na manhã desta segunda-feira (14/04), no Teatro do Sesi São Paulo.

Beting afirmou que a linguagem do futebol é universal. “No meu time ‘O que o futebol tem’, escalo sentimentos como amizade, fraternidade, dor, humildade, igualdade, liberdade, entre outros, porque é isso que esse e outros esportes proporcionam”, disse o jornalista. “Eu só sou um jornalista esportivo há 24 anos devido à minha paixão pelo futebol e pelo Palmeiras”, contou.

“O amor pelo futebol é incondicional. Você pode trocar de sexo, de partido, de namorados, mas não troca de time de futebol”, disse Beting.

O jornalista enfatizou que, no calor de um jogo, o torcedor é capaz de coisas inacreditáveis. “Quando você veste uma camisa, ela é sua pele da alma. E é aí que a gente se supera. Ou vocês imaginavam, quando crianças, que um dia iriam ganhar todos esses títulos que já ganharam até agora?”, indagou aos atletas do Sesi-SP que estavam na plateia.

Beting acredita que, muitas vezes, o melhor jogo ou partida da vida de um atleta não é, necessariamente, a vitória numa final. “Esses podem ser os mais significativos, mas às vezes, têm aqueles dias que o atleta voltou de uma lesão; ou que está com um problema pessoal que ninguém imagina; ou ainda, aqueles dias em um empate vale mais do que a vitória, por qualquer motivo. Porque o importante são as conquistas pessoais”, explicou.

Ao finalizar, Beting enfatizou a importância de se envolver e se dedicar em tudo o que se faz na vida. “Se o Pelé, que é o rei do futebol, treinou para ser o Pelé, por que nós também não treinamos nas quadras, nas pistas, no trabalho e na vida?”, questionou.

“É a paixão que nos move e, principalmente, que nos faz mover. A gente não precisa ganhar, mas precisamos vestir uma camisa e que nos dê amor”, concluiu.

Sesi-SP vence Brasil Kirin e está na final da Superliga Masculina

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O time do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) levou a melhor no segundo jogo das semifinais da Superliga Masculina de Vôlei contra o Brasil Kirin/Campinas, na manhã deste sábado (05/04), no Ginásio Taquaral, em Campinas, por 3 sets a 2 (parciais de 21/15, 21/19, 17/21, 17/21 e 15/09); garantindo, assim, vaga na final do campeonato, que acontece no próximo domingo (13/04), em Belo Horizonte (MG), contra o Sada/Cruzeiro.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Sidão, Serginho e Marcos Pacheco: vibração após ponto de bloqueio no quinto set. Foto: Caio Lopes/Fiesp


Com o time titular completo (Sandro, Renan, Sidão, Murilo, Lucão, Lucarelli e o líbero Serginho), o jogo foi equilibrado e durou duas horas. Com disputa ponto a ponto, o Sesi-SP saiu na frente nos dois primeiros sets, mas deixou o Brasil/Kirin empatar e o jogo foi decidido apenas no quinto set.

“A semifinal é muito intensa e é diferente de toda a trajetória da Superliga, porque e foca muito em um adversário”, explicou o técnico Marcos Pacheco, que acredita que a semifinal é definitiva e não dá oportunidades. “Vamos curtir essa vitória que foi muito difícil, pois foi uma semifinal nacional com ingredientes regionais”, disse.

A equipe ainda não se acertou no saque, mas o entrosamento do levantador Sandro com Renan cresceu bastante e trouxe mais confiança à equipe. “Está todo mundo de parabéns. O time inteiro me ajudou muito nas duas últimas semanas e meu entrosamento com o Sandro melhorou devido ao tanto que a gente treinou”, afirmou Renan, que foi o maior pontuador da partida, com 16 pontos, e que se diz ‘muito feliz’ por chegar à primeira final da Superliga de sua carreira.

Para Sidão, que já passou por quatro finais de Superligas, esse foi um jogo digno de semifinal: “A gente sabia que vinha uma ‘baita’ de uma pedreira por aí”, disse. O central avaliou que a equipe começou jogando bem, mas deixou o ataque cair e o adversário crescer. “Eles começavam na frente e a gente virava no final do set, depois eles começaram a jogar melhor e paramos de errar mais no quinto set, quando conseguimos manter uma estabilidade e abrir bastante pontos”, afirmou.

“O jogo começou fácil para nós, mas o bloqueio deles e nossos erros de sque colaboraram para ajudar a equipe deles, mas o quinto set fomos superiores e tomamos conta do jogo”, afirmou o ponteiro Manius, que entrou em momentos decisivos da partida.

O levantador Sandro foi eleito o melhor jogador em quadra e recebeu o Troféu Viva Vôlei. A torcida compareceu ao ginásio e motivou o time durante toda a partida. Com a derrota, o Brasil/Kirin se despede da competição. A partida marcou, também, a despedida do campeão olímpico André Heller das quadras. O jogador encerrou sua carreira e foi homenageado pelos atletas, técnicos e torcedores de ambas as equipes ao final do jogo.

O jogo

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174O Sesi-SP entrou com o time titular completo, mas foi o adversário quem saiu na frente. Em seguida, Renan garantiu a vantagem. O Brasil Kirin bloqueou a bola de Lucão e empatou o jogo, mas Lucão desceu o braço para deixar tudo igual novamente. O primeiro tempo técnico foi a favor do Sesi-SP, com o placar em 07/05. Mas o Brasil/Kirin passou o bloqueio do Sesi-SP e reverteu o placar em 08/07. O time recuperou a vantagem, mas se atrapalhou em quadra e deixou o adversário empatar em 10/10. Foi o ataque de Lucão que deixou o Sesi-SP na frente de novo e ter o segundo tempo a seu favor, em 14/13.

Lucão acertou no saque e o técnico adversário pediu tempo (15/13). Mas o Sesi-SP abriu vantagem de quatro ponto (18/14). O bloqueio duplo de Sidão e Murilo garantiram o 19º ponto do Sesi-SP. O líero Serginho salvou uma bola difícil e o time chegou ao set point, o que levou o Brasil/Kirin a fazer alterações. Mas Murilo fechou o primeiro set em 21/15, aos 22’44”.

Sidão abriu o placar do segundo set. E o Sesi-SP conseguiu vantagem de 05/03. Sandro levantou Lucarelli garantiu o 07/04, levando o time ao primeiro tempo técnico. O Sesi-SP encontrou sintonia em quadra, garantindo a vantagem em 08/05, mas o adversário empatou e o técnico Marcos Pacheco pediu tempo. O Brasil/Kirin mudou o placar e cresceu no jogo (10/08), mas o canhoto Renan diminuiu a vantagem (10/09). E depois do erro de saque de Sidão, o bloqueio duplo de Renan e Lucão diminui a diferença para 11/10. Murilo salvou a bola e deixou para Lucão, que finalizou com uma inteligente largadinha (13/11). Thiaguinho e Rogério entraram para o reforço, e foi justamente o levantador que, com uma largadinha, garantiu o 12º ponto do Sesi-SP. Lucão desceu o braço e diminuiu o placar para (14/13). Sandro e Renan voltaram para quadra. E foi o levantador que subiu ao lado de Sidão para bloquear o adversário e fazer o 14º ponto. Sidão desceu o braço e diminuiu, mais uma vez, a diferença (16/17), mas o Brasil/Kirin passou pelo bloqueio paulistano (18/16). Lucão marcou dois pontos com confiança e empatou o jogo em 18/18, o que levou o técnico adversário a pedir tempo. Foi o bloqueio duplo de Lucão e Lucarelli que trouxe a vantagem de volta ao Sesi-SP (19/18). E um novo bloqueio do time paulistano levou a equipe ao set point. O ponto do adversário levou Pacheco a pedir tempo. Num estouro do bloqueio adversário que jogou a bola para fora, o Sesi-SP fechou o segundo set em 21/19, aos 27′.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

O levantador Sandro foi eleito o melhor jogador da partida e ganhou o Troféu Viva Vôlei. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Brasil/Kirin abriu o placar do terceiro set, mas o Sesi-SP empatou em 02/02. Numa diagonal inteligente, Lucarelli deixou tudo igual em Campinas (03/03), mas o adversário manteve a vantagem e o sexto ponto deles foi um ace polêmico por marcações contraditórias dos juízes, o que levou Marcos Pacheco a pedir tempo (06/03). Mas o primeiro tempo técnico foi a favor do Brasil/Kirin (07/03), que errou o saque seguinte e diminuiu o placar a favor do Sesi-SP (07/04). O saque de Lucarelli foi uma bomba e garantiu o quinto ponto da equipe. Renan desceu o braço na diagonal e garantiu o sétimo ponto. Mas o Sesi-SP não conseguiu para o adversário e a vantagem aumentou para 10/07. O bloqueio duplo de Lucarelli Sidão fez o 10º ponto do Sesi-SP, que não desistiu facilmente. Renan subiu no 11º ponto, mas o Brasil/Kirin marcou em seguida (13/11). Numa reversão inteligente, Sandro marcou, mas o segundo tempo técnico foi a favor do time da casa (14/12). Rogério, que entrou no jogo ao lado de Thiaguinho, fez o 13º ponto. E, em seguida, o Sesi-SP empatou (14/14). Sandro e Renan voltaram ao jogo. O Brasil/Kirin fez novo ace e passou na frente de novo (16/14). Em mais uma marcação polêmica do juiz, o Brasil/Kirin fez 18/15 e Pacheco pediu tempo. Na disputa na rede, Murilo levou a melhor e fez o 16º ponto. Lucarelli diminuiu a diferença em 20/17 e o técnico adversário pediu tempo. Mas o Sesi-SP não conseguiu mais reverter o placar e o Brasil/Kirin fechou o set em 21/17, aos 26′.

O quarto set começou disputado ponto a ponto. Mas o Brasil/Kirin levou a vantagem do primeiro tempo técnico (07/06). O Sesi-SP logo empatou (09/09), mas o adversário fez abriu vantagem (13/10) e Marcos Pacheco pediu tempo. Murilo garantiu o 11º ponto e, em seguida, Sidão também marcou, mas o segundo tempo técnico foi a favor do adversário (14/12). Manius entrou no lugar de Murilo e Sidão diminuiu o placar para 16/14. Mas o adversário cresceu no jogo e ganhou vantagem de quatro pontos (18/14), fazendo Pacheco pedir novamente tempo. Com cinco pontos de diferença, o Brasil/Kirin chegou ao set point e Rogério e Thiaguinho entraram no lugar de Sandro e Renan. Na larginha de Manius, a diferença diminuiu para 20/17, quando o téncico adversário pediu tempo e o ponteiro Murilo voltou ao jogo. No erro de saque de Lucarell, o Brasil/Kirin fechou o set em 21/17, aos 24’36”.

No quinto set, foi difícil de a bola cair no chão de ambos os lados da quadra. O Brasil/Kirin saiu na frente. mas Lucarelli logo empatou e, em seguida, ultrapassou o adversário (02/01). Murilo teve destaque e levou garra e confiança ao time, que disputou cada ponto. Renan fez o quarto ponto de saque e, numa largadinha inteligente, Lucão deixou o placar em 05/03, animando a torcida. O técnico adversário pediu tempo e o bloqueio duplo do Sesi-SP não funcionou (05/04). O saque do Brasil/Kirin derrubou Murilo na recepção, mas o time paulistano garantiu o sexto ponto. Lucarelli forçou o saque na rede, mas em bola disputada, Renan fez o sétimo ponto da equipe, que ficou com a vantagem do tempo técnico (08/05). Murilo desceu o braço com força (09/05) e o líbero Serginho salvou o Sesi-SP da largadinha adverária, mas foi o bloqueio de Sidão que deixou o placar em 10/06, levando o técnico adversário a pedir tempo. O bloqueio do Brasil/Kirin mandou a bola para fora e o Sesi-SP abriu vantagem de cinco pontos (11/06). Sidão garantiu o 12º ponto. Manius entrou no lugar de Lucão e, com o placar em 12/08, Marcos Pacheco pediu tempo. Murilo subiu alto na rede para fazer o 13º ponto e o bloqueio duplo de Sidão e Manius levou o Sesi-SP ao match point. Foi Renan quem fechou o jogo em 15/09, aos 16′.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Sidão e Murilo tentam conter ataque de Gustavão, central da equipe de Campinas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Instituições firmam carta em prol da inserção de pessoas com deficiência

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Criar o programa “Meu Novo Mundo”. Este é o objetivo da carta de intenções assinada na manhã desta segunda-feira (31/03) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo. O acordo foi firmado durante a abertura do Fórum Sou Capaz, que acontece na sede da Fiesp.

O programa “Meu Novo Mundo” consiste na inserção de pessoas com deficiência no Programa Atleta do Futuro (PAF), do Serviço Social d Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Da esquerda para a direita: Sylvio de Barros (Fiesp), e os auditores Alice Grant Marzano e José Carlos do Carmo (Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo). Carta de intenções tem o objetivo de criar o programa "Meu Novo Mundo". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“O PAF conta hoje com mais de 100 mil crianças.  Entendemos que o esporte leva às crianças ao contato com outras oportunidades e que, portanto, o PAF poderia ser adaptado às crianças com deficiência, por meio dos esportes paralímpicos praticados no Sesi-SP”, explicou o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros.

Além disso, o programa envolve atividades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Entre essas ações, inclusão digital, programas de cidadania e um projeto vocacional. “O objetivo é apresentar vários cursos de aprendizado e quando o aluno descobrir sua melhor aptidão, o Senai-SP irá inseri-lo na capacitação dentro dessa aptidão”, informou Barros.

A carta de intenções foi assinada por Sylvio de Barros, pela Fiesp, e pelos auditores da Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo, Alice Grant Marzano e José Carlos do Carmo.

“Se hoje ainda temos muito a avançar no processo de inclusão e resgate dos direitos das pessoas com deficiência de modo geral, maior ainda é a nossa tarefa com aqueles que moram nas periferias dos grandes centros e nas áreas rurais mais isoladas”, afirmou Carmo, que também é coordenador do Projeto de Fiscalização e Inclusão de Pessoas Com Deficiência da Superintendência Regional do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Fórum Sou Capaz debate oportunidades de inclusão social de pessoas com deficiência

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) promoveram, na manhã desta segunda-feira (31/03), na sede da entidade, o Fórum Sou Capaz, iniciativa que tem finalidade de oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos, através da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Sylvio de Barros, diretor-titular do Depar da Fiesp, na abertura do Fórum Sou Capaz. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na abertura do evento, o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, afirmou que este é um momento de conversar sobre a capacitação e empregabilidade das pessoas com deficiência.

“O ‘Sou Capaz’ busca oportunidades das pessoas com deficiência por meio do aprendizado”, disse.

O diretor informou que, além do evento realizado hoje, o projeto inclui um programa itinerante em dez cidades do Estado de São Paulo, onde, além de fóruns, serão realizados cursos.

“O foco são os profissionais de recursos humanos para que eles tenham ferramentas de cumprir a Lei de Cotas da melhor maneira possível”, explicou.

Barros destacou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) é um exemplo nesse sentido. “Hoje, 80% dos aprendizes do Senai-SP estão empregados”, disse.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Marianne Pinotti: "O emprego dignifica todas as pessoas." Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, elogiou a iniciativa da Fiesp em criar um evento para discutir as questões do emprego da pessoa com deficiência. “No ano passado, a Secretaria criou um plano de ações articuladas das pessoas com deficiência, a fim de promover maior acessibilidade”, disse.

Marianne explicou que esse plano atinge cinco frentes: saúde; educação; trabalho; inclusão e cidadania; e cultura, esporte e lazer.

“Trabalhamos com 20 secretarias para desenvolver esse plano, com mais de 70 ações articuladas. São essas secretarias que executam essas ações”, explicou.

A secretária destacou que são duas as áreas mais sensíveis: educação e trabalho. “É muito complexo e um desafio diário inserir as pessoas com deficiência no ensino regular, embora já tenhamos atingido a marca de 70% no ensino regular na cidade de São Paulo”, disse.

“O emprego dignifica todas as pessoas e o grande avanço para que as pessoas com deficiência sejam protagonistas de suas próprias histórias é que elas estejam inseridas no mercado de trabalho”, completou.

Na opinião da secretária, a importância deste evento é a união do poder público com o setor privado para o debate. “A Fiesp, o Sesi-SP [Serviço Social da Indústria de São Paulo] e o Senai-SP têm feito um ótimo trabalho nessa direção, em prol de um futuro melhor para inserir as pessoas na sociedade”, concluiu.

Justiça e cidadania

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

O desembargador Álvaro Alves Nôga, presidente da Comissão de Acessibilidade o Tribunal Regional do Trabalho. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O presidente da Comissão de Acessibilidade o Tribunal Regional do Trabalho, desembargador Álvaro Alves Nôga, afirmou que seu papel neste evento é aprender o máximo possível.

Seu objetivo, destacou, é o de levar ao Tribunal as principais questões debatidas.

“A justiça é inerte, mas nós aguardamos ser acionados pelas entidades. Os juízes não vão sair fiscalizando, mas a sociedade organizada pode acionar a justiça”, disse.

A coordenadora de preparação e mão de obra juvenil, representando o ministério do Trabalho, Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves, afirmou ser “uma satisfação ver se concretizar o início de um projeto que, em nível nacional, há muito tempo se quer fazer: a inserção da pessoa com deficiência por meio do aprendizado. A missão é fazer com que isso aconteça em todos os estados.”

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves. Foto: Tâmna Waques/Fiesp

Ao finalizar, Ana Lúcia destacou que, em 2005, quando se instaurou a Lei de Cotas, havia 50 mil aprendizes no mercado de trabalho; e, em 2013, esse número já atingiu 340 mil aprendizes.

“A inserção com qualidade, através dos programas de capacitação profissional, é a resposta. Temos que aprofundar a articulação, mas é uma satisfação saber que o programa da Fiesp já está avançando com os fóruns itinerantes”, afirmou a representante do ministério do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Sesi-SP vence São Bernardo e se classifica para as semifinais da Superliga Masculina

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp, de São Bernardo do Campo

No segundo jogo das quartas de final dos playoffs da Superliga Masculina entre os times do Serviço Social da Indústria de São Paulo e São Bernardo Vôlei, que aconteceu na noite desta sexta-feira (14/03) no Ginásio Abib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo, o Sesi-SP, que já tinha a vantagem da vitória do primeiro jogo, venceu por 3 sets a 1 (18/21, 21/13, 21/14 e 21/15).

Com o resultado, o Sesi-SP avança para a fase semifinal. O adversário é o Brasil Kirin/ Campinas.

“Começamos o primeiro set mal, mas conseguimos crescer no jogo e fomos um verdadeiro time hoje: um errava, o outro ia lá e cobria. Foi muito bom. Está todo mundo de parabéns”, afirmou o oposto Renan, que chegou à sua primeira semifinal de Superliga e entrou como titular no lugar de Evandro, que se machucou na última partida e não tem data para voltar às quadras.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

O oposto Renan se destacou no final da partida, mas equipe ainda precisa de ajustes para se adaptar às mudanças. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Na avaliação do técnico Marcos Pacheco, o time tem que aprender a jogar de novo com a saída do Evandro. “É preciso readquirir um padrão e o Sandro tem que sentir as referências do Renan, que não começou bem, mas depois entrou no jogo e ficou mais tranquilo e entendeu melhor o sistema. Agora temos um tempo para reestruturar o time e encarar a semifinal que, é lógico, é duríssima”, destacou.

O levantador Sandro concorda. Para ele, seu entrosamento com Renan ainda não é o ideal, mas acredita que o oposto ajudou bastante no ataque, saque e bloqueio. “Peças foram mudadas, mas os que entraram, entraram bem”, afirmou Sandro. “Foi um jogo com muitos ralis, algo difícil de acontecer no masculino”, destacou o levantador que acredita que o próximo jogo vai ser ‘uma pedreira’.

Pacheco afirmou que o Sesi-SP fez uma boa partida, embora tenha demorado um pouco para se encontrar em quadra. “Sabíamos que ia ser um jogo duro, como foi o primeiro. O time de São Bernardo é grande e colocou muitas dificuldades, trancando nosso jogo na última partida. E isso se refletiu no primeiro set de hoje também. A partir do segundo set conseguimos imprimir um jogo bom”, disse.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540205174

Mudança da estratégia no saque foi fundamental para a vitória. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Na visão dele, a mudança da estratégia no saque foi fundamental para a equipe se encontrar em quadra. “Diminuímos a margem de erros ao trocar o saque mais agressivo, que é uma característica nossa, para um saque mais tático e flutuante. Isso foi importante para que o time conseguisse bloquear e defender e reverter em ponto”, destacou o treinador. “A partir daí tivemos menos dificuldade. Conseguimos minimizar as ações de ataque deles e o poder de virada de bola. Isso ajudou o time a ficar mais tranquilo e soube administrar muito bem. A partir do segundo set fizemos um belo jogo”, afirmou.

O time do Sesi-SP jogou com Sandro, Renan, Lucão, Sidão, Mão e Lucarelli, além do líbero Serginho. Entraram ao longo da partida Thiaguinho, Manius, Murilo. Sidão ganhou o Troféu Viva Vôlei e Lucarelli foi o maior pontuador da partida, com 15 pontos.

A primeira partida da semifinal acontece no próximo dia 25/03, na Vila Leopoldina contra o Brasil/Kirin, de Campinas. O segundo jogo será na casa do adversário, ainda sem data definida. A outra semifinal é a disputa entre os mineiros Sada/Cruzeiro e Vivo/Minas.

O jogo

O primeiro set foi disputado, mas o Sesi-SP teve facilidade para se encontrar em quadra e acabou cometendo diversos erros de saque. Com a entrada de Manius na inversão, ele e Lucão garantiram a virada do Sesi-SP em 12/11, o que levou o time do São Bernardo a pedir tempo. Mas no 13º. Ponto, o adversário empatou e o segundo tempo técnico foi a favor do São Bernardo em 14/13. A vantagem do São Bernardo ficou maior, mas a Largadinha de Lucarelli foi uma jogada inteligente que diminuiu a diferença em 18/16. Marcos Pacheco pediu tempo, mas o Sesi-SP não se recuperou. No set point adversário, Murilo substitui Mão e Sidão desceu o braço para diminuir a diferença para 20/18. Mas o  próprio Sidão sacou na rede e o primeiro set acabou com vitória do São Bernardo, em 21/18, aos 27’20’.

No segundo set, o Sesi-SP saiu na frente. Sandro fez uma linda defesa que garantiu a vantagem no placar, em 04/02. O São Bernardo empatou em 06/06, mas o primeiro tempo técnico foi a favor do Sesi-SP, em 07/06. O São Bernardo passou na frente e foi o bloqueio duplo de Lucão e Renan que empatou o jogo novamente em 09/09. Lucão desceu o braço e garantiu o 10/10. Uma cortada invertida de Manius abriu a vantagem de dois pontos e o Sesi-SP teve o segundo tempo técnico em 14/12. Lucão emplacou no saque e o Sesi-SP deslanchou numa série de acertos. Sidão subiu sozinho na rede e garantiu o 16/12, o que fez o São Bernardo pedir tempo. E junto com Lucarelli, subiram no bloqueio do 17º ponto. No rali mais disputado do set, o Sesi-SP levou a melhor e chegou ao set point com sete -pontos de vantagem. Foi o bloqueio de Lucarelli que encerrou o set com vitória do Sesi-SP em 21/13 aos 21’24’’.

O São Bernardo saiu na frente no terceiro set, mas o Sesi-SP não deu folga. A disputa foi ponto a ponto.  Numa largadinha inteligente, Renan abriu 02/01. E foi novamente o camisa que marcou o terceiro ponto do Sesi-SP. O adversário passou na frente, mas Lucão desceu a mão para garantir o empate em 04/04 e, de novo, para fazer o quinto ponto do Sesi-SP. Lucarelli estourou a bola no bloqueio, que mandou para fora e abriu dois pontos de vantagem. Com o placar em 07/05, o primeiro tempo técnico teve vantagem para o Sesi-SP. O bloqueio triplo de Lucão, Renan e Lucarelli garantiu a vantagem em 09/06. O São Bernardo se aproximou do placar e Marcos Pacheco pediu tempo técnico aos 09/08. Sidão encontrou um buraco no meio da quadra para marcar o 10º. Ponto e com a diferença em 12/08, o time do São Bernardo sofreu alterações. Numa disputa emocionante, o Sesi-SP ficou com a vantagem e levou o tempo técnico em 14/08. A diferença aumentou em favor do Sesi-SP e o 19º. Ponto foi no saque de Renan, quando a bola pingou na rede e caiu na quadra adversária. No set point, Thiaguinho e Mão entraram no lugar de Sandro e Renan, mas o São Bernardo diminuiu a diferença para 20/13, o que levou Pacheco a desfazer as mesmas alterações. Lucarelli fechou o terceiro set em 21×14, aos 23’.

No quarto set, o São Bernardo errou o saque inicial, mas o jogo continuou disputado. O levantador Sandro desceu o braço no terceiro ponto da equipe e com a diferença em 04/02, o time adversário sofreu alterações. O primeiro tempo técnico foi a favor do Sesi-SP, em 07/04. Foram precisos vários bloqueios para segurar o adversário, mas foi Renan, sozinho, que garantiu a bola no chão e o oitavo ponto. O São Bernardo pediu tempo, mas o Sesi-SP continuou na frente e a vantagem cresceu para 10/05. O bloqueio duplo de Sidão e Renan estourou a bola no chão e o Sesi-SP fez o 11º ponto. A o diagonal de Renan levou o time para o segundo tempo técnico em 14/07. Manius acertou em cheio o 15º ponto. O bloqueio adversário segurou a bola de Lucão e, em seguida de Lucarelli, o que diminuiu a diferença para 15/10. Com isso, Pacheco pediu tempo. Em mais uma diagonal, Renan retomou a vantagem em 16/10. Serginho buscou a bola no fundo da quadra, deixando passe para Renan que, mais uma vez, marcou para o Sesi-SP. Aos 18/12, o São Bernardo sofreu alterações. Renan desceu o braço no canto da rede e levou o jogo para match point aos 20/15 e foi o oposto, de novo, que marcou encerrando o set em 21/15 aos 23’.