‘Vamos oferecer mais alternativas’, diz presidente do BNDES em evento na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Estamos cheios de dinheiro e cheios de vontade de emprestar”. A boa notícia foi dada pelo presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, na abertura do seminário Desafios e Oportunidades do BNDES para o crédito, realizado na manhã desta sexta-feira (18/05), no Teatro do Sesi, no prédio da Fiesp, em São Paulo. O debate teve a participação do segundo vice-presidente da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho e do diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria da federação, Sylvio Gomide.

“Nossa economia está em estado grave, mas nós estamos pensando nas ações certas e numa postura de transparência e diálogo”, disse Oliveira. “Vamos entrar numa nova era: a era dos juros baixos”.

Para o presidente do BNDES, as empresas vivem hoje “um processo de desalavancagem”. “Sabemos da necessidade de melhoria das condições de financiamento”, disse. “Estamos fazendo a digitalização do banco, que vai ser mais ágil e mais flexível”, explicou. “Vamos oferecer mais alternativas”.

Oliveira citou como exemplo uma linha com taxa fixa de 10% ao ano, segundo ele algo sem “semelhante no mercado”. “Temos o BNDES Garagem, para investir em jovens promessas, empreendedores com boas ideias”.

Segundo ele, é importante lembrar que as linhas tradicionais do banco “continuam disponíveis”. “Estamos cheios de dinheiro e cheios de vontade de emprestar”, disse. “Não se assustem se o BNDES ligar para vocês para oferecer alguma oportunidade”, afirmou. “Estamos montando uma ação pró-ativa nesse sentido”.

Outro alvo da atenção do banco, conforme Oliveira, envolve os prazos de financiamento. ”O nosso prazo de financiamento à inovação foi ampliado de 12 para 20 anos”, disse. “Estamos sempre pensando na ampliação dos prazos para não comprometer o fluxo de caixa das empresas”.

Na sequência, Roriz Coelho apresentou a “Pesquisa sobre acesso ao BNDES”, realizada pela Fiesp e feita com 500 indústrias no estado.

“A indústria é um setor crucial para a economia”, disse. “A estimativa é a de que 1% de crescimento na manufatura responda por 1,1% de crescimento na economia”.

Além disso, o setor é o que mais produz e difunde inovações, respondendo por 70% dos gastos com pesquisa e desenvolvimento no setor privado.

Mesmo diante de tanto potencial, o ambiente de negócios é desfavorável para as indústrias. “O Brasil está em primeiro lugar no ranking das maiores taxas de juros reais, spread bancário, volatilidade cambial e burocracia tributária, entre outras variáveis”, disse.

Já o chamado “custo Brasil” responde por 26,5% do total do preço dos produtos.

“Entre 1995 e 2016 a indústria chegou a representar apenas 11,9% do PIB brasileiro”, disse Roriz Coelho. “A maior queda entre os  20 países com  mais de 40 milhões de habitantes que juntos representam 76% do PIB mundial”.

E as perspectivas não são mais otimistas a curto prazo. “O PIB brasileiro deve crescer menos de 3% em 2018”, afirmou. “Temos um cenário de Incerteza política, um lento aumento de crédito acompanhado de uma pequena redução da taxa de juros, o desemprego elevado”.

Assim, de acordo com a pesquisa, 49% das médias empresas industriais nem tentaram operar com o BNDES.

“Alguns países têm políticas ambiciosas para o desenvolvimento da indústria 4.0, como França, Alemanha, Estados Unidos”, explicou Roriz Coelho. “No Brasil, investir não dá retorno”.

Ouça o boletim de áudio dessa notícia:

Empreendedores internacionais tiram as dúvidas de participantes da 9ª edição do Concurso Acelera Startup da Fiesp

 Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp 

O mundo é o limite. Novidade desta 9ª edição do Concurso Acelera Startup da Fiesp, de incentivo ao empreendedorismo, a mentoria internacional atraiu muitos participantes da iniciativa na tarde desta segunda-feira (07/08). Os interessados receberam dicas de empresários e especialistas do Vale do Silício, nos Estados Unidos, da Dinamarca e de Israel. Para tanto, foram instaladas quatro cabines de teleconferência, com 15 minutos de conversa liberados por vez. Organizado pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF), o evento vai até esta terça-feira (08/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, na capital paulista.

“Perguntei como o nosso aplicativo seria aceito fora do Brasil ao consultor dinamarquês”, conta Eduardo Voegel, da Light Lemon e à frente do projeto Eleven.

Do que se trata? De um aplicativo que transforma o movimento de seus usuários em doações para instituições de caridade. “Passei três meses correndo dez quilômetros por dia porque precisava emagrecer 33 quilos por questões de saúde”, diz. “E comecei a pensar em por que não transformar aquele esforço em algo que pudesse ajudar os outros”.

Assim, basta que os interessados se cadastrem façam login com suas redes sociais e comecem a contar seus passos e movimentos a pé. Depois de determinado grau de movimento, são atingidos os pontos para a doação para a causa escolhida, feita por empresas participantes do projeto. “Já estamos fechando acordo com uma grande rede de supermercados para ser patrocinadora da iniciativa”, diz Voegel.

O projeto recebeu Menção Honrosa (Escolha dos Investidores) na última edição do Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos realizada na Fiesp em outubro.

Nesse sentido, o papo de Voegel com o dinamarquês Martin Justesen, gestor e fundador da Sund Innovation, hub da Universidade de Copenhagen, o ajudou a ver que a iniciativa teria espaço no exterior. “Mesmo nos países ricos que não enfrentam os mesmos problemas do Brasil há disposição em colaborar com causas como a dos refugiados ou com o combate à fome na África”.

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As cabines de mentoria internacional do Acelera: orientações variadas sobre negócios. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Também em busca de informações sobre o potencial da sua ideia fora do Brasil, Adalberto Silvestre, do aplicativo Lar Digital, de soluções para vendas online de empresas de itens para casa e construção, saiu animado da conversa com o diretor de Soluções WorldWide da ECI Telecom, de Israel, Marco Berger. “Queria ouvir alguém de Israel porque sei que lá as empresas têm muito foco internacional, pelo fato de o mercado interno ser pequeno”, disse Silvestre. “Tive uma ótima orientação sobre direcionamento de mercado”.

Pagamentos online e aprovação

Outro participante do Acelera que conversou com o israelense foi Felipe Hideki, criador do projeto Meu Primeiro Livrinho. Trata-se de uma startup que visa incentivar a leitura a partir da produção de livros totalmente customizados para crianças. “Esse é o primeiro Acelera de que participo, o evento é muito bem estruturado”, disse Hideki. “Com o Berger, tive boas orientações sobre pagamentos online e formas de aprovação dos livros junto aos clientes”.

No caso de Giovanna Borini, da startup Grautec, de pesquisa, desenvolvimento e inovação na área de extração de componentes a partir de resíduos, as boas orientações irão além da mentoria internacional oferecida pelo Acelera. A empresa de Giovanna trabalha com soluções como o uso de elementos do bagaço da cana que sirvam como fonte de fibras para outros produtos. “Conversei com o dinamarquês Justesen, que me deixou o seu e-mail e se colocou à disposição para ajudar mais”.

Para o diretor titular do CAF, Sylvio Gomide, esse contato com empreendedores internacionais é uma boa oportunidade para que os participantes do Acelera respirem outros ares. “É bom respirar um pouco do ar do Vale do Silício aqui”, disse. “E uma excelente oportunidade de tirar dúvidas e alavancar negócios”.

A disputa

O Acelera Startup incentiva o empreendedorismo inovador e aproxima projetos e empresas de investidores. Participam projetos ou empresas, tanto pré-operacionais (sem faturamento) quanto operacionais (que já tenham faturamento), nas categorias geral; esporte; negócio social; realidade virtual e games.

O evento conta ainda com palestras sobre inovação, investimento e empreendedorismo e acompanhar as apresentações dos pitches (apresentações) dos finalistas à banca de investidores mais seleta do mercado. Para os 300 empreendedores que tiveram projetos ou startups selecionados na primeira fase de avaliação haverá dois dias de um exclusivo processo de aceleração, com palestras, workshops, mentorias e avaliações classificatórias.

Os dez mais bem avaliados (sendo seis operacionais e quatro pré-operacionais) chegarão como finalistas do evento, podendo apresentar seu negócio, no modelo de elevator pitch (com duração de até três minutos), à banca de investidores. Dois deles serão os vencedores, sendo um operacional e outro pré-operacional, independentemente da categoria. Serão premiados projetos e empresas inovadoras tanto em fase pré-operacional quanto operacional.

Nas últimas edições do evento, foram recebidas mais de 11.500 inscrições de todo o Brasil e participaram mais de 300 mentores e mais de 250 investidores. Somando as edições anteriores (2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016), o evento já gerou investimentos de mais de R$ 5 milhões.

Para saber mais sobre a iniciativa, só clicar aqui

Skaf recebe vencedores do 8º Concurso Acelera Startup

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, recebeu nesta terça-feira (9/8) 23 empreendedores, que foram finalistas ou vencedores do 8º Concurso Acelera Startup, das etapas de Americana, São José dos Campos e São Paulo, realizadas no primeiro semestre deste ano.

Durante a reunião, Skaf reforçou a importância do acompanhamento contínuo da Fiesp no percurso de sucesso das empresas. Também citou a necessidade de aporte financeiro por parte dos investidores. Clique aqui para assistir vídeo sobre o encontro.

Nas últimas edições do evento, foram recebidas mais de 13 mil inscrições de todo o Brasil e participaram mais de 400 mentores e mais de 250 investidores, entre anjos, representantes de fundos de investimentos e empresas que trabalham com inovação aberta. Somando as edições anteriores (2011, 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016), o evento já gerou investimentos de mais de R$ 5 milhões.

Estiveram presentes também Sylvio Gomide, diretor titular do Comitê Acelera Fiesp (CAF), responsável pela organização do evento, e investidores interessados nos projetos das empresas selecionadas. Também participaram do encontro o 1º vice-presidente do Ciesp, Rafael Cervone; o presidente da Investe SP, Juan Quirós; o presidente do Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos; o presidente do Finet, Wanderley de Souza; o professor e reitor do ITA, Anderson Ribeiro Correia, e o responsável pelo Fundo Criatec Day, Fernando Wagner da Silva.

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Finalistas e vencedores do 8º Concurso Acelera Startup, recebidos na Fiesp por Paulo Skaf. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Acelera Startup: maior concurso de empreendedorismo do Brasil oferece oportunidades na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

É uma questão de oportunidade. De aproveitar todas as chances até a tarde desta quarta-feira (06/07). Isso porque foi aberta, na manhã desta terça-feira (05/07), na sede da Fiesp, em São Paulo, a 8ª edição do Concurso Acelera Startup, de empreendedorismo. Organizado pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF), o evento vai escolher dois vencedores entre os 250 participantes. Além da disputa em si, serão oferecidas palestras, consultorias e serviços de orientação para os empreendedores.

“É importante investir em relacionamento”, disse o diretor-titular do CAF, Sylvio Gomide. “Em ocasiões assim é possível ouvir uma dica que pode transformar o seu negócio”.

Segundo o membro do CAF Renê Rodrigues, também presente à cerimônia de abertura do Acelera, o concurso é um “tumulto organizado” e repleto de oportunidades. “Temos mentorias sobre marketing, assuntos jurídicos e financeiros, por exemplo”, explicou. “É só escolher a sua dúvida”.

Celeiro de empreendedores, a competição é palco de muitas histórias de persistência. “Temos o caso de um empreendedor que venceu em sua terceira participação no Acelera”, afirmou o membro do CAF Bruno Ghizoni. “Uma força de vontade que é fundamental para o empreendedor”.

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A abertura do Acelera na manhã desta terça-feira (05/07): palestras, consultoria e muitas oportunidades. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Na manhã desta terça-feira (05/07), foram apresentados painéis de debates sobre sistemas de financiamento, comunicação e inovação. A tarde será dedicada às mentorias (orientações personalizadas) para os participantes do concurso.

Os vencedores serão anunciados no final desta quarta-feira (06/07).

Nas últimas edições do evento, foram recebidas mais de 11.500 inscrições de todo o Brasil e participaram mais de 400 mentores e mais de 250 investidores, sendo anjos, representantes de fundos de investimentos e empresas que trabalham com inovação aberta. Somando as edições anteriores (2011, 2012, 2013, 2014 e 2015), o evento já gerou investimentos de mais de R$ 5 milhões.

Confira a programação completa na página do concurso: http://hotsite.fiesp.com.br/acelera/

 Serviço

Concurso Acelera Startup

Data: 5 e 6 de julho

Local: Edifício-sede da Fiesp.

Endereço: Avenida Paulista, 1313. São Paulo


Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp lança Projeto Universidades

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“A Fiesp está de portas abertas para que os jovens participem de suas atividades”, afirmou o diretor do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da entidade, Luiz Hoffmann, durante evento de abertura do Projeto Universidades, nesta quinta-feira (20/8).

O objetivo do Projeto Universidade, promovido pelo CJE, é formalizar uma parceria entre a Fiesp e os jovens universitários, inicialmente com aqueles que integram as empresas juniores, de modo a criar um relacionamento entre as partes.

O diretor do Comitê Acelera Fiesp (CAF), Sylvio Gomide destacou os inúmeros eventos desenvolvidos pela Fiesp, como o Acelera Startup, Hackathon, rodadas de negócios e os encontros dos conselhos superiores temáticos como excelentes ferramentas para os estudantes ampliarem seus conhecimentos sobre a economia do país. “Nosso compromisso é fomentar o futuro do empreendedorismo brasileiro.”

Hoffmann ressaltou que a troca de experiências entre a indústria e as universidades é importante para a formação de profissionais qualificados, o que aumenta a competitividade brasileira. “A parceria com as empresas juniores é algo que nos deixa muito orgulhosos”, afirmou.

A ideia é prover conteúdo às mesmas com a participação em eventos, congressos, visitas a indústrias e workshops próprios para os universitários, bem como com a inclusão dos universitários nas atividades do CJE no Estado todo.

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Reunião de lançamento do Projeto Universidades, do CJE da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Entrevista: Sylvio Gomide fala sobre a inovação na indústria

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Por Karen Pegorari Silveira

Na minha visão, a sobrevivência das empresas caminha juntamente com a inovação e a inovação é fundamental para as empresas, principalmente nos dias atuais, porque é nela que se encontram as respostas para os problemas e os desafios existentes.

E a inovação não precisa ser somente no produto ou no serviço em si, ela pode estar também na forma pela qual a empresa se relaciona com seus colaboradores, com seus fornecedores e, especialmente, com seus clientes.

Essas são apenas duas das reflexões do nosso entrevistado do mês, o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp – o CJE, Sylvio Gomide.

Leia na íntegra a entrevista:

O que você entende por inovação e por que acredita ser importante para as empresas nos dias de hoje?

Sylvio Gomide – Na minha visão, a sobrevivência das empresas caminha juntamente com a inovação. A inovação é fundamental para as empresas, principalmente nos dias atuais, porque é nela que se encontram as respostas para os problemas e os desafios existentes, inclusive no que se refere aos novos modelos de negócio, ao produto que será fabricado e ao serviço que será oferecido. A inovação pode estar no produto ou no serviço em si, mas também na forma pela qual a empresa se relaciona com seus colaboradores, com seus fornecedores e, especialmente, com seus clientes.

Existem organizações que são conservadoras e sentem medo de mudanças. Qual sua recomendação para alterar esse quadro ou qual o primeiro passo?

Sylvio Gomide – Toda e qualquer forma de inovação está, automaticamente, relacionada com investimento em pesquisa e desenvolvimento de novidade/ metodologia. A forma pela qual as empresas podem começar a inovar é por meio de parcerias com entidades de classe, como a Fiesp e o Sebrae, e, principalmente, com universidades e faculdades. Importante mencionar que a parceria empresa – universidade/faculdade deverá ser específica, determinada, isto é, de acordo com o core business do empreendedor e da respectiva área acadêmica. Por exemplo, uma empresa do setor de agronegócio – que produz fertilizantes – deverá buscar parceria com universidades/ faculdades que tenham, na grade curricular, o ensino e a pesquisa no agronegócio, mais especificamente no produto que é o fertilizante.

Dando o primeiro passo para inovar através de parcerias, as empresas acabam por adotar um meio que requer menos investimentos (em comparação com a criação e a manutenção de um Centro/ Departamento de P&D) e que, com o passar do tempo, melhor convence os seus gestores e seus funcionários a respeito da importância da inovação para fins não somente de competitividade, mas também de sobrevivência no mercado.

Você acredita que os jovens empreendedores já estão buscando soluções inovadoras para seus negócios? Como um jovem empreendedor pode saber se sua start up é inovadora?

Sylvio Gomide – Sim. Faz parte da nova geração empreendedora optar por produtos e serviços inovadores. Isso é um fenômeno cultural. O principal indicador de que esse movimento está ocorrendo é justamente a revolução tecnológica pela qual estamos passando, e que traz consigo a inovação. É o que se depreende do crescente número de aplicativos desenvolvidos e de produtos e serviços voltados para a tecnologia. Um exemplo disso é o aplicativo “Waze”, criado para gerar economia de tempo e de dinheiro aos seus usuários e que acaba também revertendo outros investimentos para a própria empresa.

O empreendedor pode saber se a sua startup é inovadora por meio da pesquisa de mercado. Utilizando a Internet, o empreendedor poderá pesquisar e validar se a solução inovadora que oferece (produto ou serviço) já existe em outros países, os custos envolvidos, se tem sido aceito ou não pelo mercado etc.

Quais são os principais desafios para a inovação no Brasil? Pode citar exemplos de indústrias brasileiras ou empreendedores brasileiros que são casos de sucesso em inovação?

Sylvio Gomide – Os principais desafios para a inovação no Brasil são a burocracia, a falta de incentivos e, não menos relevante, o levantamento de dados governamentais atualizados a respeito da inovação em si – quem são as empresas inovadoras, os setores industriais que mais demandam inovação, os percentuais de investimento, os programas e os incentivos existentes que promovem a inovação etc. Esses são diferenciais muito relevantes, principalmente quando comparamos a inovação nos EUA e na Europa.

Dentre os casos de sucesso em inovação, cito a empresa Natura, que inovou não apenas no seu produto, mas também no modelo de negócio que adota, transformando as suas consultoras em microempreendedoras, com a venda “porta a porta”; a empresa DryWash, que através do seu braço industrial (indústria química), oferece ao mercado um material que permite a lavagem a seco de veículos de forma eficiente e sustentável, reduzindo o consumo de água e respeitando o meio-ambiente; a empresa Osklen, que cria vestuário para moda feminina e masculina, utilizando matérias-primas recicláveis; e a indústria da cana–de-açúcar que desenvolveu o etanol para atender a indústria automobilística, substituindo os derivados do petróleo, reduzindo a emissão de gases poluentes e mitigando o efeito estufa.

Quais são os impactos possíveis e desejados sobre a estrutura industrial brasileira de conceitos e práticas como os da economia verde e da economia criativa?

Sylvio Gomide – A revolução da indústria brasileira e mundial passa pelos conceitos e pelas práticas da economia verde e da economia criativa. Os impactos são infinitos, como, por exemplo, aqueles gerados com o desenvolvimento do etanol pela indústria da cana-de-açúcar, atendendo a indústria automobilística, e a sua adoção pelos consumidores, como alternativa aos combustíveis derivados do petróleo. Outro exemplo dos impactos gerados pela adoção de referidos conceitos e práticas pelas empresas é o caso de sucesso da empresa Eco-X, que é uma das mais completas usinas de processamento e reciclagem de resíduos do Brasil. Viabilizando o descarte adequado dos resíduos gerados pela construção civil, a Eco-X acaba por contribuir efetivamente com a preservação do meio-ambiente, gerando produtos reciclados de alta qualidade (como areia, brita e pedrisco) a preços substancialmente inferiores, mas com a mesma qualidade final.

Presidente da Fiesp recebe diretores do Comitê de Jovens Empreendedores

Agência Indusnet Fiesp

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Na foto, Sylvio Gomide (à esquerda) e Paulo Skaf (centro), entre outros diretores do CJE/Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebeu no gabinete da Presidência uma comitiva do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da entidade, liderada pelo diretor titular Sylvio Gomide. O CJE/Fiesp realizou este ano duas edições do concurso de aplicativos Hackathon e duas edições do concurso de projetos empreendedores Acelera Startup.

O foco é trazer investimentos para os projetos, diz diretor da Fiesp no Acelera Startup

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O objetivo principal da quinta edição do Acelera Startup – concurso de empreendedorismo e investimento-anjo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) – é fazer com que os investidores tomem a decisão de aplicar recursos nas iniciativas que participam do evento.

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Sylvio Gomide: incentivo para as startups e desburocratização do processo de abertura de uma empresa são os eixos estratégicos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

“O nossos foco principal é trazer o dinheiro. Vocês têm o conhecimento e a Fiesp tem esse network. Vocês foram selecionados entre 2.000 projetos˜, ressaltou o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide para os representantes dos 150 projetos concorrentes.

O evento, com dois dias de duração, tem como ponto alto a apresentação de 10 finalistas para uma banca formada por investidores-anjo do país, no modelo de elevator pitch. Três serão os vencedores do concurso.

Gomide destacou que pela primeira vez o Acelera Startup fez uma parceria com o Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, resultando na criação da categoria especial construção, tendo como premiação uma viagem para conhecer as inovações do setor na França.

Agradeceu ainda a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), tem 19 projetos entre os selecionados; da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP), por indicar projetos; ao Sebrae, pela divulgação; à Wayra, aceleradora global da Telefônica.

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Soriedem Rodrigues: "Sucesso da construção civil depende de novas ideias. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide disse ainda que esta edição atende a sugestões feitas em eventos anteriores. “Colocamos mais baias para que os participantes possam um ter contato mais personalizado com os mentores. Tiramos as mesas e colocamos as carteiras para ficar mais dinâmico”, exemplificou.

Gomide adiantou ainda quais são os dois eixos estratégicos do CJE para o ano de 2015 que serão apresentados dentro de uma plataforma de reivindicações da Fiesp na esfera governamental. “Como trazer recurso e incentivo para as startups e como desburocratizar o processo de abertura de uma empresa. Sou empresário como vocês e sei como é difícil conseguir um crédito e como é difícil abrir uma empresa.”

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Bruno Ghizoni: Acelera Startup reúne algumas das principais bancas de investimento-anjo. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O diretor do Deconcic, Soriedem Rodrigues, disse que o Departamento está muito feliz de participar do Acelera. “O sucesso da construção civil vai depender muito de vocês”, declarou Rodrigues, desejando sorte aos participantes.

Bruno Ghizoni, integrante do CJE , destacou a qualidade dos projetos, citando como exemplos iniciativas que têm empreendedores com PhD. Disse ainda que o evento conseguiu atrair algumas das principais bancas de investidores-anjo como a Gava Investimentos, Novo Horizonte, São Paulo Angels, Bahia Angels, Gávea Angels e Anjos do Brasil, entre outras. “Fizemos um grande trabalho para trazer o que há de melhor.”

>> Metas ajudam a orientar processo de inovação da 3M, informa gerente de Exportação da 3M 

>> Linhas de investimento público são debatidas no Acelera Startup

>> Corporate venture é um dos melhores mecanismos de investimento em inovação, defendem especialista

>> Diversidade de projetos é um dos pontos altos do Acelera Startup

>> Agentes de inovação do Senai-SP atuam como mentores no Acelera Startup 

Presidente da Fiesp faz saudação a vencedores da 3ª edição do Hackathon

Agência Indusnet Fiesp

Os três grupos vencedores da 3ª edição da maratona de desenvolvimento de aplicativos Hackathon, evento idealizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), visitaram a sede da entidade nesta segunda-feira (29/09).

Steinbruch (no centro) recebeu os vencedores do Hackathon. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp

Steinbruch (no centro) recebeu os vencedores do Hackathon. Foto: Hélcio Nagamine/Fiesp


Os empreendedores responsáveis pelos aplicativos Anama (ganhador na categoria Inovação para a Sociedade), Live Cube (Indústria Eletrônica) e Renault Connect (Indústria Automotiva) foram cumprimentados pelo presidente da entidade, Benjamin Steinbruch, que os parabenizou pelo resultado alcançado na competição realizada em 20 e 21 de setembro.

Sylvio Gomide, diretor titular do CJE, também participou do encontro e colocou a Fiesp à disposição para ajudar os empreendedores para apoiar no aprimoramento dos projetos.

>> Saiba mais sobre os projetos vencedores da 3ª edição do Hackathon/Fiesp

Vencedor da 2ª edição do Hackathon/Fiesp apresenta projeto ao ministro da Saúde

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Manoel Netto: objetivo é tornar frequente e costumeira a doação aos hemocentros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Uma chance rara. Em dinâmica similar ao de um elevator pitch, o empreendedor Manoel Neto, um dos criadores do aplicativo Heroes, teve alguns minutos para apresentar a inovação diretamente para o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

A oportunidade aconteceu na tarde desta sexta-feira (26/09), durante reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde Chioro era o principal convidado do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria (Bio Brasil).

Com o Heroes – um dos ganhadores da segunda edição do Hackathon, concurso de aplicativos criado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp –, o grupo busca acelerar o número de doações de sangue.

Durante a apresentação, Neto explicou que a ideia surgiu depois que ele e sua equipe identificaram uma lacuna no número e frequências das doações de sangue no país.

Segundo ele, o Heroes visa dobrar o número de bolsas de sangue doadas por ano por intermédio de dispositivos como smartphones e tablets. “O número ideal é de 10 milhões de bolsas doadas por ano”, explicou.

O aplicativo também tem como meta criar uma rede de incentivo para doação de sangue, “um movimento que torne frequente e costumeira a doação”. Assim, por exemplo, um hemocentro poderá sinalizar para os doadores quando precisa reforçar seu estoque.

Para aprimorar o projeto, a equipe tem contado com o apoio de diversos parceiros –  do CJE/Fiesp à Cruz Vermelha de São Paulo.

“Nada é tão valioso e renovável quanto o sangue humano”, concluiu o empreendedor.

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Sylvio Gomide (à direita na foto) para Arthur Chioro: "Problema da falta de doação de sangue é grave no Brasil e com esse aplicativo a doação é incentivada”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Após acompanhar a rápida apresentação, o ministro afirmou que pedirá à Coordenação-Geral de Sangue e Hemoderivados para “estreitar o contato” com os criadores da solução. E aproveitou para fazer um desafio: “Seria interessante aperfeiçoar e estimular a doação de órgãos também. É outro tema importante”, sugeriu.

O diretor titular do CJE/Fiesp, Sylvio Gomide, ressaltou durante o encontro a atuação do comitê na criação de projetos inovadores para a indústria da saúde.

“O CJE, que completa dez anos de criação em 2014, fomenta o empreendedorismo e startups em diversas áreas. O problema da falta de doação de sangue é grave no Brasil e com esse aplicativo a doação é incentivada”, disse.

Segundo Ruy Baumer, coordenador do Bio Brasil/Fiesp, o aplicativo  atua sobre uma questão que classificou como “crítica”.

>> ‘Iniciativas como o Hackathon nos motivam e motivam outras pessoas’, diz representante de equipe vencedora na área de Saúde 

Todo feedback é importante, diz executiva do Google em preparatório para o Hackathon

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

“Todo o feedback é importante, mesmo ser for frustrante”, opinou a executiva responsável pela área de design de experiências do usuário do Google, Laura Garcia, durante o “1º Esquenta dos Gurus”, evento preparatório para a 3ª edição do Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos que acontece nos dias 20 e 21 de setembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

O encontro prévio, realizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da federação na noite desta terça-feira (26/08), reuniu profissionais de comunicação e tecnologia, que compartilharam orientações e dicas para o desenvolvimento de soluções tecnológicas e inovadoras.

Durante a sua participação, Laura também chamou a atenção dos presentes para a importância de saber exatamente aquilo que está sendo vendido aos possíveis investidores. “Aproveitem para testarem seus protótipos, é fundamental”.

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Gomide (o segundo a partir da direita) e os "gurus" do Hackathon: lições de empreendedorismo. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Pense grande

Além disso, ela sublinhou que é importante que o futuro empreendedor, além de uma boa e inovadora ideia, saiba atender e priorizar os problemas de seus usuários. Para ela, quem quer criar uma startup de sucesso, ou um aplicativo, precisa “pensar grande”, além de investir em pesquisa, conhecer o mercado e entender seus concorrentes. “Seja memorável e não dê trabalho aos clientes e usuários”, aconselhou.

Na visão do diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, que conduziu o encontro, o Hackathon é uma “ótima experiência” para quem pretende empreender e criar soluções inovadoras. “Tivemos cerca de 200 participantes na segunda edição do evento. Alguns deles inclusive já receberam aporte financeiro de investidores”, disse, destacando a relevância da iniciativa. “A Fiesp consegue expor essas boas ideias criadas e faze-las ganharem as ruas”, completou.

Como funciona

O Hackathon é um desafio que propõe a criação, durante dois dias, de um aplicativo para dispositivos móveis com código aberto. Programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores deverão criar uma solução tecnológica para os problemas existentes em determinadas áreas, tanto na sociedade quanto na indústria. O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor daqueles que ousam ser desafiados.

Um dos participantes da última edição que já vê seu produto começar a dar certo é o empreendedor Manoel Neto, um dos criadores do Heroes, um aplicativo para tablets e smartphones que estimula a doação de sangue.  “Hoje a iniciativa conta com o apoio da Cruz Vermelha e da Fundação Pro-Sangue”, conta.

Além de Laura, Daniel Tártaro, da OgilvyOne, Theo Rocha F/Nazca Saatchi & Saatchi e Ubiratan Soares, referências em desenvolvimento de soluções para plataforma Android, participaram do encontro.

De um jeito relevante

“Espero ajuda-los a fomentar a inovação e a mudar os modelos atuais”. Foi assim que Daniel Tártaro, diretor-geral da agência publicitária OgilvyOne,  destacou para os futuros empreendedores a necessidade de entender o comportamento de seus potenciais clientes para poder entregar o que eles precisam de um jeito relevante.

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Tártaro: para entender o comportamento dos clientes. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“Hoje inova quem tem boas ideias, mas também capacidade de executá-las. É uma mudança de paradigma”, opinou. Para ele, o simples é sempre a melhor solução. Outra dica importante dada pelo publicitário é atentar para formas de “capturar” o cliente no momento de compra.

“Tudo se resume em como convencer uma pessoa a consumir seu produto. A saber transformar todos os dados que temos disponíveis para criar algo no melhor contexto, da melhor forma possível”, opinou.

É errando que se aprende

Em seguida, Theo Rocha, diretor de criação da F/Nazca Saatchi & Saatchi, criticou a “cultura da punição do erro”. Atitude comum na maioria das corporações, em sua visão.  “Uma dica que dou é a de sempre incentivar, identificar e corrigir erros”.

Rocha acredita que o grande problema nas empresas é que há um “grande medo em errar”. “O perfeito não existe. A cultura das startups é que podemos começar com pouco, aprender errando. E lapidar as ideias e projetos durante a caminhada”, disse.

Rocha falou também sobre arquitetura de conteúdo e a importância do designer de usabilidade na criação de um aplicativo. “O designer tem que fazer com que o usuário tenha uma experiência natural, intuitiva. Exercite também a maneira como você vai vender sua ideia”, disse.

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

O esquenta do Hackathon: maratona de desenvolvimento de aplicativos será realizada nos dias 20 e 21 de setembro. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


No encerramento, Ubiratan Soares, referência em desenvolvimento de softwares para aplicativos, destacou a profissão de desenvolvedor, que cada vez ganha mais espaço dentro da economia criativa. “Desenvolvedor tem que ter na cabeça que nós criamos softwares feitos para humanos lerem, não máquinas”.

Presidente da Fiesp recebe participantes de torneio de lançamento de foguetes

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, recebeu, na tarde desta sexta-feira (15/08), um grupo de alunos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) que, com o apoio da entidade, participaram, entre os dias 25 e 29 de junho, do Intercollegiate Rocket Engineering Competition (Irec), competição internacional de criação de foguetes realizada em Green River, cidade do estado de Utah, nos Estados Unidos.

Na ocasião, depois de ouvir uma exposição dos alunos sobre a participação brasileira e assistir a um vídeo que registrou o exato lançamento do foguete, Steinbruch disse que a Fiesp vai apoiar o desenvolvimento de um novo projeto em 2015, recomendando uma parceria com a unidade do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) em São José dos Campos, especializada em aeronáutica.

Outra sugestão do presidente da Fiesp é o envolvimento da Embraer no projeto. “A única coisa é que vamos ter que ganhar”, brincou Steinbruch, que incubiu o  diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, de cuidar dessa articulação.

ITA-Fiesp

No encontro, os jovens explicaram como foi a participação do ITA-Fiesp (nome dado ao foguete brasileiro) na disputa que reúne estudantes da área de engenharia aeroespacial de vários países.

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Os estudantes com Gomide, à esquerda, e Steinbruch ao centro: apoio da Embraer e do Senai-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O foguete foi totalmente construído e idealizado pelos estudantes, que, juntos, formam um grupo de 22 participantes. Doze eles viajaram para os EUA. São alunos dos cursos de engenharia aeronáutica, eletrônica e aeroespacial da instituição, de anos variados e idades entre 19 e 27 anos.

O artefato chegou a uma altura de mais de 3.000 metros, mas apresentou uma falha no sistema de abertura do paraquedas. Com o choque após queda livre, a cápsula de 2,07m sofreu severas avarias. E foram perdidos todos os sistemas eletrônicos que registraram os dados do lançamento do foguete.

De acordo com um dos integrantes da equipe, Raphael Ribeiro, o plano para 2015 é de que a cápsula tenha duas aberturas, uma para um paraquedas menor (que abre depois que a máquina atinge o ápice) e outra para um maior (que dispara quando o foguete está a aproximadamente 500 metros do solo). Na avaliação deles, o fato de o foguete ter chegado um pouco mais alto do que o normal, a uma velocidade estimada em 700 km/h, pode ter contribuído para danificar o dispositivo que aciona o paraquedas. Outra mudança é a substituição de pólvora para gás na propulsão.

Respondendo a uma pergunta do presidente da Fiesp, os alunos disseram que, em 2015, pretendem modificar a estrutura da cápsula para torná-la mais resistente a adversidades como a aceleração e umidade. A ideia, ainda, é poder fazer mais testes, visando a correção de falhas antes da competição.

Uma ideia simples e capaz de fazer a diferença na hora de estudar

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Foi a partir da ideia de criar um “Tinder” voltado para os estudos que eles garantiram o primeiro lugar na categoria Educação no Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos para as áreas de saúde, educação e segurança promovida pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na competição, realizada nos dias 26 e 27 de abril, programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores encararam o desafio de criar apps com soluções para os três setores, ideias que fizessem a diferença no cotidiano das pessoas.

Assim surgiu o VemBilu, que, como o Tinder original, conecta pessoas que estão perto umas das outras. Só que, neste caso, com o objetivo de estudar em parceria. Basta se cadastrar colocando nome, e-mail, o que sabe ensinar e o que deseja aprender.

De acordo com a publicitária Jacqueline Freitas Alves, de 27 anos, representante da equipe vencedora, a iniciativa foi tão bem recebida que o diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, encarregou o comitê de apresentar o projeto ao Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), conhecido, entre outros motivos, pelo alto nível de ensino em suas escolas.

Jacqueline com a equipe vencedora: contatos com escolas depois da competição. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Jacqueline com a equipe vencedora: contatos com escolas depois da competição. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Na entrevista abaixo, Jacqueline fala sobre o projeto e sobre a importância de ter participado do Hackathon.

Portal Fiesp: Em linhas gerais, como funciona o VemBilu?

Jacqueline: Nós consideramos o VemBilu o novo “Tinder” da educação. A palavra que move o mundo hoje é compartilhar  e o aplicativo busca exatamente isso: o compartilhamento da informação, estimulando o estudo com alguém que tem a mesma necessidade/interesse que você.

Para usar, o jovem se cadastra colocando nome, e-mail, o que sabe para ensinar e o que deseja aprender. O aplicativo faz uma triagem desses estudantes por interesse e localidade e apresenta uma seleção de pessoas com mesmos objetivos. Cada um escolhe com quem deseja estudar e, se o interesse for mútuo, os jovens são alertados e vão para uma seção de bate papo.

Portal Fiesp: Como a equipe chegou a essa ideia?

Jacqueline: Para ser bem sincera, enquanto todos os grupos já estavam produzindo nós ainda não tínhamos tido o insight ideal, tínhamos muitas ideias que eram complexas e não teríamos tempo para produzir ou que não agradavam a todos. Estávamos quase desistindo, quando combinamos que tínhamos que resolver isso até as 19h do sábado, dia 26 de abril.
Assim, às 18:58, saiu a frase “Tinder da educação”. Todos concordamos, começamos a ter ideias e a produzir sem parar.

Portal Fiesp: O que mais a orgulha nesse projeto?

Jacqueline: Me orgulho de essa ser uma ideia simples e, ao mesmo tempo, com um enorme potencial de crescimento.

Portal Fiesp: O que a equipe pretende fazer com o projeto daqui por diante?

Jacqueline: Estamos em tratativa com algumas escolas e, com o apoio do CJE, devemos fazer contato com o Sesi-SP também.

Portal Fiesp: Que avaliação você faz do Hackathon? Valeu a pena participar da iniciativa?

Jacqueline: Para mim foi uma experiência totalmente nova, nunca tinha participado de uma competição dessas e acho que valeu muito a pena por toda a experiência trocada, pelo aprendizado e pelos contatos que fizemos ali. Além disso, era o final de semana do meu aniversário, meu presente foi participar dessa iniciativa tão bacana da Fiesp e do CJE pelo desenvolvimento dos jovens em prol das necessidades da cidade.



‘O que falta é informação organizada’, afirma diretor geral do Google no Brasil

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Vivemos a economia do compartilhamento. Juntos, conseguimos gerar informação para melhorar o mundo”. A reflexão foi feita, na noite desta terça-feira (10/06), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, pelo diretor geral do Google no Brasil, Fábio Coelho. O executivo foi o convidado deste mês da reunião ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da federação, num bate papo no qual falou de sua própria carreira e da chamada “democratização da inteligência”, entre outros assuntos.

O debate foi aberto pelo presidente em exercício da Fiesp, Benjamin Steinbruch, que destacou as ações do comitê. “Admiro o trabalho dos jovens empresários, vocês são prioridade para nós”, disse. “E não temos só jovens empresários aqui”. Para o diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, o incentivo não é novo. “Você sempre nos apoiou”, disse.

Em seguida,  Steinbruch deu as boas vindas a Fábio Coelho, que veio “nos brindar com a sua história”.

A partir da esquerda, Coelho, Steinbruch e Gomide: empreendedorismo em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A partir da esquerda, Coelho, Steinbruch e Gomide: empreendedorismo em debate. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Depois de dizer que nunca pensou que “estaria um dia falando na Fiesp”, Coelho contou que é natural de Vitória, no Espírito Santo, tendo se inspirado muito na figura do pai, que “começou a empreender aos 60 anos, depois de uma carreira na Vale do Rio Doce”. “Tenho esse legado na família”, disse. “E hoje trabalho muito para tentar disponibilizar o acesso a ferramentas de educação no nosso país”.

Tendo ingressado na faculdade de Engenharia Civil na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com 16 anos, ele afirmou que foi engenheiro de obra e fez mestrado na UFRJ. Depois,  passou dois anos nos Estados Unidos, onde obteve o Certificate of Special Studies (CSS) em Administração de Empresas pela Universidade de Harvard.

Em seguida, trabalhou com marketing, bancos e telecomunicações, tendo morado em Atlanta, nos Estados Unidos, onde começou a atuar com empresas de internet, ponte que o levaria à empresa na qual trabalha hoje. “Fiquei apaixonado pelo Google quando o conheci”, contou. “Minha carreira é de construção de caminhos e de muito trabalho”.

Há três anos e meio na companhia no Brasil, ele diz que  se “encontrou”.

Democratização do acesso  

Entre os motivos dessa identificação com o trabalho desenvolvido pelo Google, está a crença de que a “democratização da inteligência pode ser o pilar de uma sociedade mais homogênea e articulada”. “A primeira coisa que temos que fazer é democratizar o acesso”, disse Coelho.

Coelho: “Minha carreira é de construção de caminhos e de muito trabalho”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Coelho: “Minha carreira é de construção de caminhos e de muito trabalho”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Nessa linha, o diretor geral do Google no Brasil destacou iniciativas como um projeto da empresa com balões biodegradáveis a 20 km de altitude para levar a conexão à internet a locais como áreas rurais no entorno de Teresina, no Piauí. “Conectamos uma escola rural pela primeira vez na internet”, contou. “A internet como ferramenta pode ser aquilo que a gente quiser que ela seja. Temos que encontrar novas alternativas e oportunidades de acesso”.

Da pedra ao digital

Segundo Coelho, a economia que se transformou a partir da pedra, da pedra e da madeira e passou pelo carbono, chegou ao ambiente digital com características “que geram oportunidades, custos de distribuição quase zero com escala instantânea”.

“Vivemos a economia do compartilhamento. Juntos, conseguimos gerar informação para melhorar o mundo”, afirmou. “O que falta é informação organizada. No Google, organizamos as informações e as tornamos universalmente acessíveis”, explicou.

Em noite de plateia lotada, a reunião do CJE discutiu a democratização da informação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Em noite de plateia lotada, a reunião do CJE discutiu a democratização da informação. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para o executivo, uma sociedade com “mais transparência de informação tende a ser mais eficiente”. “Pensem em todas as oportunidades de redução das ineficiências, principalmente de forma colaborativa”.

Fábio Coelho, diretor-geral do Google Brasil, participa de reunião na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realiza, nesta terça-feira (10/06), reunião ordinária com o diretor-geral do Google Brasil, Fábio Coelho. Durante o encontro, ele falará sobre sua trajetória de sucesso profissional. “Estou honrado de poder compartilhar um pouco da minha história nesta reunião e de poder conhecer usuários locais”, afirma Fábio.

Em 2013 Fábio foi eleito CEO do Ano pela Revista Exame Info e Líder em Inovação Tecnológica, recebendo o Prêmio Líderes do Brasil. Formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado em Administração pela COPPEAD-UFRJ. Possui CSS (Certificate of Special Studies) in Business Administration pela Universidade de Harvard. Trabalhou na AT&T, nos Estados Unidos, ocupando o cargo de presidente de Negócios Digital (AT&T IntelliVentures).

“Acho muito importante trazermos convidados que possam mostrar oportunidades de empreendedorismo para nossa mesa de discussões. Certamente teremos um excelente encontro com Fábio Coelho”, enfatiza o diretor do CJE”, Sylvio Gomide.

Serviço

Reunião Ordinária do CJE com Fábio Coelho

Data: 10/06

Horário: 18h45

Local: Avenida Paulista, 1313


Com o apoio da Fiesp, alunos do ITA criam foguete para participar de torneio nos EUA

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

No final de junho, um foguete batizado de ITA–Fiesp, numa referência ao Instituto Tecnológico da Aeronáutica e à Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, vai voar no céu de Green River, cidade do estado de Utah, nos Estados Unidos. Isso graças ao talento dos alunos do instituto que, com o apoio da federação, vão até lá apresentar o seu projeto no Intercollegiate Rocket Engineering Competition (Irec), competição internacional de criação de foguetes. Para marcar a parceria, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, recebeu, nesta segunda-feira (19/05), um grupo de estudantes do ITA envolvidos com o projeto.

Participaram do encontro ainda o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, e o assessor estratégico da presidência da Fiesp e tenente brigadeiro do ar Aprígio Eduardo de Moura Azevedo.

“Seria muito ruim para o Brasil deixar de apostar numa moçada competente como vocês”, disse Skaf. “Fico feliz que a indústria de São Paulo possa ajudar”.

Skaf (ao centro), Gomide e Azevedo com os alunos do ITA: trabalho de respeito. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf (ao centro), Gomide e Azevedo com os alunos do ITA: trabalho de respeito. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Segundo o presidente da Fiesp, “nada é mais importante do que ajudar as pessoas”. “Vocês estão fazendo um trabalho que merece todo o respeito”.

O foguete e a competição

O Irec, a ser realizado entre os dias 25 e 29 de junho, em Green River, está em sua nona edição. A disputa reúne estudantes da área de engenharia aeroespacial de diferentes países. Essa será a quarta vez que os alunos do ITA participam da iniciativa.

E isso com ótimas expectativas, afinal, o ITA-Fiesp tem dois metros de altura e capacidade de atingir altitude de 10 mil pés (3,048 km). O foguete foi totalmente construído e idealizado pelos estudantes, que, juntos, formam um grupo de 20 participantes. Desses, 12 viajarão para os Estados Unidos. São alunos dos cursos de engenharia aeronáutica, eletrônica e aeroespacial da instituição, de anos variados e idades entre 19 e 27 anos.

“Sem o apoio da Fiesp, não conseguiríamos viajar para participar da competição”, afirmou Eduardo Jourdan, de 22 anos, matriculado no quinto ano de Engenharia Aeroespacial do Ita. “Temos chances muito boas de ganhar”, afirmou Dalton de Menezes, de 21 anos, cursando o quarto ano de Engenharia Aeroespacial.

No Acelera

Os estudantes do ITA foram convidados pelo CJE para apresentar o projeto do foguete na última edição do Acelera Startup, maior evento de empreendedorismo e atração de investimento-anjo do Brasil, realizado nos últimos dias 07 e 08 de maio, na Fiesp. “É um orgulho para nós apoiar a iniciativa desses alunos”, afirmou Gomide. “A nossa ajuda será 100% voltada para a infraestrutura de construção do foguete e para a logística da viagem,  como passagens aéreas e alimentação, por exemplo”.

Diretor da Fiesp destaca que objetivo do evento é gerar negócios

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Um novo modelo de fazer negócio para o dia a dia, inspirado nos Estados Unidos e na Europa, onde essas práticas são muito comuns. É assim que o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio Gomide, descreveu o Acelera Startup na abertura do evento na manhã desta quarta-feira (07/05), na sede da entidade.

“Isso não é uma palestra. É um evento de trabalho”, afirmou Gomide ao lembrar que o grande objetivo do Acelera é encontrar investidores para os projetos. “Networking é bom, mas buscamos investidores que coloquem ‘grana’ no projeto de vocês”, afirmou sobre a iniciativa que permite que empreendedores de startups (empresas iniciantes com propósito inovador) tenham a chance de se apresentar para uma banca formada por mais de 50 investidores.

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Sylvio Gomide sobre o Acelera: “é o maior evento de investimento-anjo da América Latina”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O diretor do Comitê de Investimento e Inovação do CJE, Bruno Ghizoni, reforçou a mesma mensagem. “Estamos muito contentes com o resultado, mas feliz mesmo ficaremos quando vermos dinheiro no caixa de vocês.”

De acordo com Gomide, o Acelera “é o maior evento de investimento-anjo da América Latina”.  Segundo ele, esta quarta edição foi montada com base em diversas sugestões enviadas pelos participantes dos eventos anteriores. A principal é um espaço reservado para conversas com os investidores. “Antes, esses bate-papos eram feitos nas próprias mesas, mas muitas pessoas não se sentiam à vontade para essas conversas. Por isso, criamos espaços exclusivos e com mais privacidade”, explicou o diretor.

Gomide lembrou que a primeira edição contava com apenas 90 projetos e 12 investidores. Em 2014, o Acelera teve mais de mil projetos inscritos, dos quais 200 foram selecionados para participar.

Dos selecionados, há representantes de 17 estados: Acre, Bahia, Brasília, Espírito Santo, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Pará e Distrito Federal. Do total de participantes, 76% são homens e 24%, mulheres. No quesito formação, 241 têm pós-graduação, 65 mestrado, 16 doutorado e o restante, ensino médio (249) e superior completo (448).

“Nas edições anteriores, os projetos vencedores, que já estiveram no lugar de vocês, receberam investimentos de R$ 700 mil, R$ 250 mil e R$ 150 mil”, lembrou Gomide ao afirmar que espera que “todos saiam daqui com muita grana, muitas empresas e muitos empregos gerados”.

“Networking é legal, mas quem paga a conta?”, questionou o titular do CJE.

Ao afirmar que a grande maioria não estará na final entre os dez selecionados, nesta quinta (08/05), Gomide ressaltou que isso não é desculpa para um mau desempenho. “A oportunidade não é só para finalistas. Todos vocês têm que ficar ligados, trocar cartão, marcar reuniões. Porque se a ideia for boa, as coisas acontecem. E resultado é fazer negócio. Na minha visão, esses são os grandes vencedores.”

Sobre o Acelera Startup

O evento acontece nos dias 07 e 08 de maio, na sede da Fiesp, depois de selecionar 200 startups, projetos e/ou ideias cujos empreendedores participam de palestras, mentorias e avaliação individual com investidores. As dez mais bem avaliadas têm a oportunidade de se apresentar para uma banca formada por mais de 50 investidores, com o valor total de investimento disponível em torno de R$ 500 bilhões. Somando as três edições anteriores (2011, 2012 e 2013), o evento já gerou investimentos-anjo de mais de R$ 1 milhão.

>> Empreendedores devem buscar investidores que agreguem valor para o crescimento da startup, alerta especialista
>> Faltam projetos para o Brasil, diz fundador da Totvs no Acelera Startup
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Hackathon premia apps que fazem a diferença nas áreas de segurança, saúde e educação

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Vinte e oito horas de trabalho e dedicação depois, veio a recompensa: foram anunciados, na tarde desta domingo (27/04), os vencedores do Hackathon, maratona de desenvolvimento de aplicativos para as áreas de saúde, educação e segurança promovida pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Na competição, programadores, desenvolvedores, designers e empreendedores encararam o desafio de criar apps com soluções para os três setores, ideias que fizessem a diferença no cotidiano das pessoas.

Detalhe: tudo aconteceu de forma ininterrupta: quem quis, pôde dormir na própria sede da federação, na Avenida Paulista, em barracas montadas e oferecidas pelo evento, realizado com toda a infraestrutura de alimentação e suporte geral para os participantes. Ao longo da jornada criativa (e produtiva) iniciada na manhã deste sábado (26/04), mentores e responsáveis pela organização permaneceram à disposição dos competidores, divididos em grupos com cinco membros cada, durante toda a madrugada.

Segundo o diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, foram 140 participantes inscritos nos grupos, com a participação de outras 60 pessoas envolvidas  na organização do evento, entre palestrantes, mentores, técnicos e organizadores. Ao todo, passaram a noite na Fiesp 91 inscritos no desafio. “Recebemos participantes da capital e do interior, de cidades como Campinas, Limeira e São Carlos, por exemplo”, disse. “Também tivemos representantes de outros estados, como Mato Grosso e Paraná. Mudamos totalmente a programação da Fiesp, que nunca ficou aberta 24 horas para um evento do tipo”.

Gomide, ao centro, de azul, acompanhado dos vencedores das três equipes campeãs do Hackaton: 200 participantes na maratona de desenvolvimento de aplicativos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide, ao centro, acompanhado dos vencedores das três equipes campeãs do Hackathon: 200 participantes na maratona de desenvolvimento de aplicativos. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Hora de comemorar  

Assim, ao final da segunda edição do Hackathon (a primeira foi em setembro de 2013), os campeões foram: equipe Sky Hawk, na categoria Segurança; Heróis, em Saúde e VemBilu em Educação. Com a conquista, todos estão automaticamente inscritos no Acelera Startup, a ser realizado nos dias 07 e 08 de maio, na Fiesp. O concurso, também organizado pelo CJE, aproxima empreendedores de investidores.

“Criamos uma proposta de aplicativo para resolver a ajudar um problema sério de segurança”, explicou o programador Elton Sasaki, do grupo Sky Hawk. O que eles fizeram? Desenvolveram um sistema que, com um clique num botão, consegue acionar a polícia em caso de emergência. “A nossa sensação é de dever cumprido, mas acho que a ficha ainda não caiu”, disse Luiz Afram, outro integrante do time vencedor.

A preocupação com a utilidade social também guiou o trabalho da turma Heróis na área da Saúde. Dessa forma, o app Herói incentiva a doação de sangue nas cidades. “Vamos levar o projeto adiante, acompanhar o crescimento desse filho que é o aplicativo”, afirmou Adilson Barison, representante do grupo. “Pensamos em replicar a iniciativa para outros segmentos, como o de doação de medula óssea”.

Quem quer estudar acompanhado de pessoas com interesses comuns terá no VemBilu, desenvolvido pelos vitoriosos do setor de Educação do Hackathon, um aliado. O sistema aponta, por localidade e por disciplinas, quem pode colocar o conteúdo em dia com estudantes com os mesmos objetivos. “A gente apostou na ideia, trabalhou, não dormiu”, contou Jacqueline Alves, da equipe. “Agora vamos aproveitar o Acelera”, disse Fernando Alvez, também integrante do grupo.

As barracas à disposição dos competidores: 91 pessoas dormiram na Fiesp. Foto: Luis Gustavo

As barracas à disposição dos competidores: 91 pessoas dormiram na Fiesp. Foto: Luis Gustavo


Os prêmios

Além do reconhecimento e da inscrição automática no Acelera Startup, os vitoriosos levaram como prêmio vales para fazer cursos na Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap); bônus de R$ 1,5 mil do sistema MaxiPago para cada grupo que quiser desenvolver games cujos custos incluam pagamentos por meio digital; um curso à escolha no IMasters e uma inscrição de cortesia na próxima edição do evento Intercomp.

No segundo semestre tem mais

Depois de agradecer pelo empenho dos participantes e de todos os envolvidos na organização do Hackathon, Gomide destacou que a terceira edição do evento, prevista para o segundo semestre de 2014, será “ainda melhor do que a segunda”. “Trouxemos o Vale do Silício para São Paulo”, disse.

Gomide: “Trouxemos o Vale do Silício para São Paulo”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide: “Trouxemos o Vale do Silício para São Paulo”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O diretor titular do CJE registrou ainda a vista do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, ao evento, na tarde deste sábado (26/04). “Ele ficou muito impressionado e chamou a sua atenção a concentração dos grupos”, contou. “Todos os vencedores já estão convidados a tomar um café com ele na Fiesp em maio”, afirmou, destacando as possibilidades que estão diante dos empreendedores da tecnologia reconhecidos pela federação neste final de semana.

Hackers se reúnem para criar aplicativos na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) promoverá nos dias 26 e 27 de abril a segunda edição de sua maratona hacker. O Hackathon está sendo organizado pelo Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) e será voltado para o desenvolvimento de apps mobile para empreendedores das áreas de saúde, segurança, educação e social.

Serão, ao todo, 1.680 minutos de programação, e poderão participar da disputa programadores, desenvolvedores, empreendedores, designers e hackers com um portfólio publicado, segundo um comunicado da Fiesp. “O objetivo é fomentar o conhecimento tecnológico e o espírito empreendedor dos participantes”, diz o diretor-titular do CJE, Sylvio Gomide.

Os grupos poderão ter cinco membros, sendo 2 programadores ou desenvolvedores, 1 designer, 1 profissional de comunicação e 1 visionário, de acordo com o site oficial. Para os vencedores, a Impacta oferecerá cursos (com vales de R$ 1.000,00, no total de 15 vouchers). Os participantes que apresentarem a melhor solução móvel terão ainda, como benefícios, a participação no Concurso Acelera Startup – também realizado pela entidade, entres os dias 7 e 8 de maio – e possibilidade de ser incubado pelo Grupo Digi durante 6 meses (apenas 1 vencedor, prêmio especial), dentre outros prêmios.

O evento, que faz parte da agenda de atividades da Virada Empreendedora, acontecerá no edifício-sede da Fiesp, que fica no número 1313 da Avenida Paulista, em frente à estação Trianon-MASP. O credenciamento começa às 8h da manhã do sábado, 26, e a maratona vai das 10h do mesmo dia até 12h do domingo, 27. As apresentações dos projetos começam 10h30, e os ganhadores serão anunciados às 11h45.

Se tiver interesse, vale correr para o site e fazer logo as inscrições, que vão até esta quarta-feira (23/04). Para mais informações sobre o regulamento, não deixe de conferir o site oficial http://hotsite.fiesp.com.br/hackathon/

Serviço

Hackathon

Data: 26 e 27 de abril

Horário: Das 8h do dia 26/04 às 12h do dia 27/04

Local: Av. Paulista, 1313

Sitehttp://hotsite.fiesp.com.br/hackathon/


‘Queremos aplicativos que tragam benefícios para a sociedade’, diz diretor-titular do CJE

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Neste sábado e domingo, 26 e 27 de abril, a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada a segunda edição da maratona dos hackers, evento conhecido no mundo todo pela expressão hackaton. Neste ano, o objetivo é envolver programadores, designers e empreendedores na criação de aplicativos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

“O nome hacker costuma ser algo muito mal visto, mas, hoje em dia, existem hackers que estão se destacando, os programadores que estão fazendo aplicativos que realmente mudam o mundo”, afirma o diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, responsável pela realização do Hackaton.

“O Waze (aplicativo de trânsito, com participação dos usuários, para criar rotas alternativas), por exemplo, foi criado por três pesquisadores de Israel e mudou a vida das pessoas no mundo todo, além de ter ajudado a pensar o trânsito de um modo diferente”, conta Gomide. “Nossa ideia com o Hackaton é apresentar algo assim que traga benefício para toda sociedade a brasileira.”

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para Gomide, São Paulo é uma cidade criativa, mas falta infraestrutura para chegar ao mesmo patamar das grandes capitais do mundo. “Temos problema em vários setores, o que, infelizmente, vai contra o empreendedor. São Paulo está à frente das outras cidade brasileiras, mas infelizmente está muito atrás do mundo inteiro”, diz. “Temos muita criatividade, muita ideia boa e tenho certeza que estaríamos muito melhor se pudéssemos contar com serviços públicos, tecnologia, telefonia, energia, infraestrutura básica.”

Educação, saúde e segurança

Neste ano, a programação começa no sábado, dia 26 de abril, às 10h, com quatro palestras: cenário da educação brasileira, saúde, segurança pública e desenvolvimento social. Cada grupo vai poder analisar essas três imersões, escolher o tema e criar o seu desafio.

“Os aplicativos têm que ser gratuitos, interativos, fáceis de baixar. Os que tiverem viabilidade vão ser disponibilizados pela Fiesp”, afirma Gomide.

Outra diferença é que haverá mentores – tanto pessoas que entendem dos temas propostos quanto profissionais de programação – passando pelos grupos e orientando se o grupo está no caminho certo e dando um norte para esse projeto. Os programadores vão receber conteúdo durante o dia. E vão virar a noite na Fiesp para cumprir a missão. O evento começa às 10h de sábado e a entrega do prêmio será às 10h de domingo.

“Esse é o modelo de reunião de trabalho do Facebook. Os projetos são feitos no mesmo dia, com começo, meio e fim, sem intervalos. Por isso, durante o Hackaton, teremos toda a estrutura de alimentação, descanso e higiene, além de intervenções culturais, unindo arte com negócio. Não existe criatividade com fome, com frio e tédio. Então teremos tudo para que esses talentos consigam focar na criação”, explica o diretor do CJE.