Secretário da Previdência, Marcelo Caetano, participa de debate sobre FAP-RAT na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Como parte dos permanentes esforços da Fiesp nas discussões sobre a importância do Fator Acidentário de Prevenção (FAP) e da contribuição relativa aos Riscos Ambientais do Trabalho (RAT) para as empresas, o Departamento de Ação Regional (Depar) recebeu na manhã desta segunda-feira (17/9) o secretário da Previdência do Ministério da Fazenda, Marcelo Caetano, para debater a gestão eficiente destes dois mecanismos de segurança do trabalho.

Na avaliação do diretor adjunto do Depar, Sylvio de Barros, a criação de uma cultura de segurança nas pequenas e médias companhias é essencial para que a oneração dos empregadores como um todo seja menor. Segundo ele, há diferenças gritantes entre empresas do mesmo setor. “É preciso compreender que o assunto passa pela capacitação dos trabalhadores e pela qualidade do ambiente de trabalho das pessoas”, frisou Barros durante a aberto do evento.

O secretário de Previdência, por sua vez, detalhou a metodologia estabelecida pelo Conselho Nacional de Previdência (CNP), que se reúne uma vez por mês com caráter deliberativo, para o cálculo do FAP. Além disso, Caetano contou quais os benefícios a estrutura atual considera como seguro: de natureza acidentária, por invalidez, morte por acidente de trabalho e aposentadorias especiais, por exemplo. “O FAP surgiu a partir da legislação de 2003 e atribui a competência do cálculo ao CNP com o intuito de precificar a sinistralidade, observando a experiência do setor privado de seguros”, disse.

Confira o boletim de áudio dessa notícia:

Da Associação Brasileira de Recursos Humanos de São Paulo (ABRH-SP), o diretor jurídico Wolnei Ferreira falou da importância de conhecer casos de afastamentos e desligamentos de empregados, envolvendo também o corpo médico da empresa para apurar o fato ou eventuais dúvidas e o corpo jurídico corporativo, com prazos e informações para defesa.

Representando a visão da construção civil sobre a temática da segurança, o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), Haruo Ishikawa, lembrou que investir em segurança traz retorno para a empresa. “Muitos empresários acham que isso [FAP-RAT] é imposto; não é. Investir em segurança é retorno garantido, principalmente em um momento de economia fraca como agora. Esse debate é fundamental dentro e fora das indústrias”, defendeu.

O médico do trabalho e especialista em gestão do FAP-RAT-NTEP (Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário) Paulo Reis lembrou da geração das tributações sobre as folhas de pagamentos das empresas, da possibilidade de cobranças regionais sobre as taxas e de uma avaliação mais afinada de oportunidades na gestão eficiente destes benefícios por parte dos empresários.

Evento Gestão Eficiente do FAP, com Marcelo Caetano. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Evento Gestão Eficiente do FAP, com Marcelo Caetano. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

‘Vamos trabalhar para inseri-los no mercado’, afirma diretor de Ação Regional da Fiesp em formatura do projeto Meu Novo Mundo

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Não faltou emoção na formatura de mais uma turma do projeto Meu Novo Mundo, realizado na manhã desta sexta-feira (13/04), na Escola Senai Almirante Tamandaré, no Centro da capital paulista. A iniciativa envolve um curso de formação profissional e apoio à entrada no mercado de trabalho com três anos de duração. Assim, mais 19 participantes agora possuem a formação de assistente administrativo. O Meu Novo Mundo tem a assinatura da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP e já formou 72 estudantes de Araras, Osasco, São Bernardo do Campo, São Paulo, Sertãozinho e Taubaté. Há outros 219 inscritos fazendo o curso no momento. Trinta empresas são parceiras.

Estiveram presentes na cerimônia o diretor adjunto do Departamento de Ação Regional  (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, e a deputada federal Mara Gabrilli.

Presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf fez questão de mandar uma mensagem em vídeo para os formandos. “Quero parabenizar a todos vocês, que agora são donos do seu futuro e da sua carreira”, disse. “Tenho orgulho de saber que o Senai-SP ajudou a fazer a diferença na vida de vocês, que agora estão preparados para o futuro”.

Para Mara Gabrili, que é tetraplégica, os novos assistentes administrativos “estão prontos para o mundo do trabalho”. “A educação é a política pública mais eficaz para a gente promover o desenvolvimento”, afirmou. “Enxerguem o tamanho do potencial que vocês têm, toda a bagagem da disciplina, da superação e da gratidão”.

Segundo a deputada, a Lei Brasileira de Inclusão foi o projeto mais democrático do legislativo brasileiro, tendo recebido mais de mil contribuições em sua elaboração. “Nós, pessoas com deficiência, temos um efeito pedagógico por onde a gente passa”, afirmou. “Precisamos da força de trabalho de pessoas que se transformaram em verdadeiros leões”, disse. “Vocês são diferenciados e vão conseguir trabalhar, produzir, ser felizes”.

Paraninfo da turma, Sylvio de Barros destacou que a formatura era importante para todos, inclusive para as empresas que ofereceram oportunidades para os formandos. “O sentido de novo mundo é recíproco, talvez traga mais novidades para nós do que para as pessoas com deficiência”, afirmou. “Agora os nossos alunos sabem quem são e o que representam”, disse. “Há casos de pessoas que mal saíam de casa e agora têm uma vida ativa”.

Os formandos do Meu Novo Mundo acompanhados das autoridades: uma vida ativa e cheia de significado. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Os formandos do Meu Novo Mundo acompanhados das autoridades: uma vida ativa. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

De acordo com Barros, o apoio aos alunos continua depois do curso. “Temos um cadastro dos formandos para oferecer às indústrias”, explicou. “Vamos trabalhar para inseri-los no mercado”, disse. “Temos pela frente um novo mundo para todos vocês”.

Assistente administrativo, Vinícius Tavares Lima, de 22 anos, era um dos formandos mais animados. Cadeirante, ele contou que aprendeu muito, principalmente conhecimentos de informática. “Já fiz três entrevistas de emprego e agora espero um retorno”, disse. “Foi emocionante participar do projeto”.

Também formando, Lucas Santos Silva, de 23 anos, afirmou que vai levar para sempre “o conhecimento e as amizades” adquiridos. “Mandei alguns currículos, estou animado”.

Deficiente visual, Silva destacou o trabalho do professor Rafael Fortes Brás, que também não enxerga e deu aulas durante todo o curso.

Docente regular do Senai-SP em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, Brás dá aulas de conteúdos administrativos, logística e informática adaptada, entre outros temas. Ele perdeu a visão gradativamente entre os 20 e os 33 anos. Aos 37, sabe que encontrou seu propósito. “Estudei no Sesi-SP e no Senai-SP”, disse. “Agora vejo que estar aqui foi um divisor de águas, entendi qual é a minha missão”.


Programa Meu Novo Mundo forma primeira turma

Alex de Souza, Agência Indusnet Fiesp

A expressão no rosto dos formandos era de muita alegria. Afinal, depois de três anos de muito esforço, eles se tornaram os primeiros da Grande São Paulo a concluir o curso de Aprendizagem Industrial de Assistente Administrativo do Programa Meu Novo Mundo. A solenidade de formatura foi realizada às 16 horas desta quarta-feira (21 de fevereiro), no Senai de Osasco. Visivelmente emocionados, os concluintes eram unânimes ao definir o fim desse ciclo em uma só palavra: superação.

“Também diria que o sentimento é de dever cumprido. Aprendemos muitas coisas nesse período, e não foi apenas o curso. Além de poder dizer que tenho uma profissão, conheci novos amigos e me tornei uma pessoa melhor”, afirmou Ademilton da Silva Barros, formando que discursou para a plateia.

Ele também disse ser muito grato a todos os que tornaram possível a conclusão do curso e que o projeto Meu Novo Mundo possibilitou novas perspectivas para todos. “Foi um período de troca de experiências entre os alunos, docentes, profissionais das empresas participantes e outras pessoas envolvidas nesse grande programa.”

Sua opinião também foi compartilhada por Ana Cristina Mendonça Oliveira, que destacou a superação pessoal. “O projeto resgatou minha determinação. Saio mais esperançosa e sabendo que sou capaz de aprender e vencer desafios dia após dia”; comemorou a formanda, que realizava o trajeto de Itapevi para Osasco em transporte público. “Acessibilidade nos transportes ainda é um enorme obstáculo”, emenda.

Concebido pela Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP, o projeto tem por objetivo a inclusão profissional de pessoas com deficiência nas indústrias, o que ocorre por meio da aprendizagem, e também a inclusão na área social e no esporte. O programa é voltado a pessoas com deficiência a partir dos 14 anos, alfabetizadas, sem limite de idade, e às empresas do setor industrial que possuem 100 ou mais funcionários com matriz no Estado de São Paulo.

Além de ajudar as indústrias a cumprir as cotas estabelecidas por lei, o projeto promove a efetiva inclusão das pessoas com deficiência no mundo de trabalho. Contratada na condição de aprendiz, a pessoa com deficiência tem acesso a um programa especial de capacitação profissional por meio dos cursos do Senai-SP e participa de atividades no Sesi-SP, que vão desde ações sobre cidadania até a prática esportiva. O programa tem duração de três anos.

O idealizador do programa, Sylvio de Barros, diretor do Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar), destacou a experiência humana do projeto. “Os participantes não saem apenas com um certificado em mãos. Eles saem mais autoconfiantes, com mais autonomia e vistos com mais respeito.”  O programa prioriza as individualidades de cada participante, que recebe certificação de acordo com as competências alcançadas.

A representante da empresa Engrecon, Márcia Nadalini, elogiou muito o Programa Meu Novo Mundo por ser um projeto sensível, que lida com pessoas. “Nós também fomos transformados por essa experiência, por ver as dificuldades que eles têm, e que nos fez ver o que tínhamos de mudar na própria empresa para recebê-los”, diz a diretora-proprietária, que já efetivou uma aprendiz.

Além da empresária, estavam presentes na formatura representantes da Basf e Chiesi Farmacêutica, que participaram do programa. Também o diretor do Senai de Osasco, José Saturnino Poepcke, a diretora do Sesi de Osasco, Carla Lellis, o diretor do Depar, Sylvio de Barros, e o diretor do Ciesp Castelo, Fábio Starece Fonseca, paraninfo da turma.

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Formatura da primeira turma do Programa Meu Novo Mundo. Foto: Everton Amaro/FiespP

Depar e empresas parceiras apresentam resultados do programa Meu Novo Mundo

Agência Indusnet Fiesp

Para falar das experiências das empresas na realização do programa Meu Novo Mundo, que promove a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar) realizou um encontro nesta terça-feira (28 de novembro) em São Paulo.

Na ocasião, o presidente da Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP, Paulo Skaf, parabenizou todos os envolvidos na promoção e implementação do programa, que teve início em fevereiro de 2015, além de receber um troféu das mãos do diretor titular do Depar, Sylvio de Barros, por sua participação e apoio aos programas de cunho social no mundo corporativo.

De acordo com Sylvio de Barros, em todo o Estado de São Paulo, cerca de 1.500 crianças que estudam no Sesi possuem algum tipo de deficiência, enquanto no Senai essa fatia soma 8.000 jovens. “Usamos as instalações do Sesi-SP e do Senai-SP para auxiliar uma integração dessas pessoas. Começamos com 405 matrículas, 30 empresas e 37 escolas”, lembrou.

Deste total, 304 alunos deverão concluir o programa até 2018 com o apoio de 30 empresas parceiras. A maior parte dos alunos atendidos pelo Novo Mundo apresentam deficiências visual e intelectual, com maior vulnerabilidade fora do mercado de trabalho, sem limite de idade.

Na avaliação do superintendente regional do Trabalho em São Paulo, Eduardo Anastasi, o projeto é visto com bons olhos na esfera privada e pública. “Vamos trabalhar juntos pela continuidade e prorrogação de iniciativas como essa, o ministro simpatiza com a ideia. Teremos um bom caminho por aí com uma possível ampliação do projeto até para outros Estados”, completou.

A especialista em Educação Profissional Senai-SP Sandra Chang explicou que, na formatura do programa, os alunos participantes receberão o diploma do Novo Mundo, uma medalha especial em braile e os certificados profissionalizantes do Sesi e do Senai. Segundo ela, muitos dos alunos tiveram suas primeiras oportunidades de trabalho no projeto, alguns nunca tiveram carteira assinada ou saíram de casa para uma oportunidade profissional ou de estudo inclusiva. “Nosso objetivo era trazer para as empresas aquelas pessoas que ainda não eram profissionais e um grupo de qualidade ajudou os alunos no nivelamento de conhecimentos”, disse.

Bruno Barreto, da área de gestão de talentos da Basf, que participa do Meu Novo Mundo desde o lançamento, conta que a empresa conseguiu promover uma interessante imersão dos alunos do programa por seis semanas, o que ajudou a companhia a compreender como o ambiente corporativo pode ser mais inclusivo.

Já na Biosev, a especialista Rachel Carneiro disse que o programa foi incorporado pelo núcleo de gestão de pessoas e auxilia na incorporação da cultura de inclusão na companhia.

No departamento de recursos humanos da Chery, o analista Eliezer Rangel afirmou que a montadora emprega atualmente 12 aprendizes como parte do programa e tem obtido resultados surpreendentes. Após o término do contrato, a empresa contratará todos os alunos para seu quadro efetivo de funcionários, de acordo com Rangel.

No mesmo sentido, o gerente de recursos humanos da farmacêutica Chiesi Herbert Saldanha explicou que a principal contribuição do programa tem sido a formação e consolidação de um valor de inclusão na empresa.

Além da Basf, Biosev, Chery e Chiesi, também participaram do encontro e receberem troféus como forma de agradecimento da Fiesp as empresas Elring Klinder, Lilly, Mitsui Alimentos, Pellegrini, Porto Forte Construções, Metalúrgica Prada, Renovias Concessionárias, SKF, Tiisa e Trans Sistemas de Transportes.

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Reunião do Depar para apresentação de resultados do programa Meu Novo Mundo. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Presidente do INSS visita Senai de São Caetano

Agência Indusnet Fiesp

A convite da Fiesp, o presidente do INSS, Leonardo Gadelha, visitou na sexta-feira (11 de agosto) o Senai de São Caetano do Sul, com vista a possíveis parcerias. Gadelha e sua comitiva foram recepcionados por Sylvio de Barros, diretor da Fiesp, pelo gerente regional Adelmo Belisário, pelo diretor da área de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Maia, e pelo diretor da Escola Senai Armando de Arruda Pereira, Osvaldo Luis Padovan.

Durante o encontro, Maia apresentou a palestra A 4.ª Revolução Industrial, cuja tendência é a automatização total das fábricas. Apesar de ser uma preocupação, a automatização é, ao mesmo tempo, necessária. “O Senai pensa muito na questão do impacto disso nas novas profissões que surgirão com esse movimento e outras que serão extintas, mas a gente vai ter que balancear essa equação”, disse Maia.

“O Senai está bem alinhado com o movimento da indústria 4.0, focando inovação e tecnologia”, destacou Sylvio de Barros. “Surgirão novas ocupações no mercado. O presidente Gadelha, que já discute o tema na esfera pública, aceitou o convite para visitar a Escola Senai de São Caetano, vocacionada para este tema. Esta aproximação poderá gerar parcerias com o setor público e privado”, afirmou.

Adelmo Belisário, que abriu a reunião, explicou o conceito de atuação do Senai-SP na educação: “Hoje nós acreditamos que sem tecnologia não teremos um futuro promissor no Brasil. E a nossa missão é justamente essa, proporcionar aos jovens a oportunidade de ter tecnologia de ponta, e de graça, aqui no Senai-SP”. Já o diretor da escola Senai Armando de Arruda Pereira, professor Osvaldo Luiz Padovan, ressaltou a importância da visita a sua unidade: “O presidente Gadelha nos trouxe informações relevantes do que está acontecendo no INSS”. Segundo Padovan, há alinhamento entre o que o Senai-SP faz e o que o INSS pretende fazer.

Gadelha apresentou sua análise sobre os gastos com sistema previdenciário e suas consequências. Além disso, o presidente teve a oportunidade de andar pela escola e conhecer in loco o trabalho desenvolvido na unidade. Ele agradeceu a receptividade e saiu satisfeito com os conhecimentos adquiridos. “Ter vindo aqui me proporcionou uma verdadeira aula”, disse Ao final da visita, Gadelha foi presenteado com um amplificador de áudio para smartphone celular customizado, produzido em alguns minutos no sistema  do Demonstrador da indústria 4.0  projetado e construído na própria escola.

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Leonardo Gadelha, presidente do INSS, visitou o Senai de São Caetano do Sul, a convite da Fiesp. Foto: DIvulgação/Senai-SP

Fiesp propõe revisão e regionalização do RAT e criação de uma central de inteligência para ajudar a indústria a reduzir o FAP

Bernadete de Aquino, Agência Indusnet Fiesp

Em evento que reuniu empresários e representantes da Previdência Social, na última segunda (31/10), na sede da Fiesp, a entidade apresentou pleitos que a indústria paulista leva ao governo federal para alterar tributos ligados ao Grau de Incidência de Incapacidade Laborativa decorrente dos Riscos Ambientais do Trabalho (GILRAT), o antigo Seguro de Acidente de Trabalho (SAT).

A principal discussão foi em torno da taxação do Risco Ambiental do Trabalho (RAT), a contribuição previdenciária paga pelo empregador para cobrir os custos da Previdência com aposentadoria especial e benefícios pagos aos trabalhadores vítimas de acidentes de trabalho ou doenças ocupacionais.

As alíquotas são definidas de acordo com as principais atividades e com o grau de risco do Código Nacional de Atividade Econômica (CNAE) da empresa.  Hoje, três categorias de graus de risco definem a alíquota de remuneração:  1 (leve), de 1%; 2 (médio), de 2%; 3 (grave), de 3%

De acordo com o coordenador geral de Política de Seguros contra Acidentes de Trabalho da Previdência Social, Marco Perez, o fato do sistema de alíquotas ter somente três graus de risco representa um grande problema. “Dois é o dobro de um, três é o triplo de um. Tem muita injustiça neste caso”, explica Perez.

O representante do governo citou exemplos da aplicação de alíquotas do RAT em outros países, como Itália em que varia de 0,4% a 13%; Alemanha, 0,3% a 10,45%, e Colômbia, 0,3% a 8,7%.

Para alertar a indústria sobre a importância do tema, o Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar) propôs aos sindicatos a divulgação do posicionamento institucional do setor e a contribuição para implantar programas de segurança e saúde no ambiente de trabalho que resultem em ganhos de competitividade e retorno financeiro. “A indústria precisa discutir o tema em todas as esferas”, comenta o diretor Sylvio de Barros.

Dentre as ações estratégicas o Depar propôs criação do “Comitê RAT/FAP”, para atuar no acompanhamento de normas jurídicas; ações governamentais; estudo do comportamento do RAT do setor; pleitos e propostas institucionais, além das alterações:

  • Exclusão dos acidentes de trajeto no cálculo do FAP
  • Retirar do FAP os afastamentos de curto prazo (15 dias)
  • Revisão do RAT, cuja última publicação ocorreu em 2009
  • Regionalização do RAT

Outra ação estratégica proposta foi a criação de uma “Central de Inteligência” para levar informações e oferecer ajuda às empresas na gestão do FAP em questões jurídicas e um chamado aos sindicatos, para que mobilizem os associados sobre a importância do tema e criem serviços e produtos para apoio à indústria.

Sylvio de Barros lembra que é possível reduzir o FAP com medidas de prevenção à segurança e saúde no ambiente de trabalho, mas é preciso fazer alterações. “Os poucos que investem em prevenção pagam por muitos que geram acidentes. Este cenário tem que mudar. O RAT regional também pode ajudar a reduzir o desequilíbrio”, diz.

Projeto-piloto

Para fundamentar a proposta, o Depar apresentou resultado de um projeto-piloto que analisou o comportamento do FAP e RAT no período de sete anos, de 30 empresas (28 de São Paulo, uma da Bahia e uma do Amazonas), de 13 divisões da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE).

O projeto aponta que doenças do sistema osteomuscular, lesões e traumatismos e doenças respiratórias, respectivamente, geraram o maior número de afastamentos do trabalho na indústria.

Só em 2016 o FAP custou R$ 34.640.628,51 para as empresas.

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Reunião sobre FAP e RAT, conduzida por Sylvio de Barros, na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Fiesp e Basf assinam compromisso para implantar Programa ‘Meu Novo Mundo’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) deu um importante passo para a evolução do programa “Meu Novo Mundo”, iniciativa em parceria com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP) que tem a finalidade de preparar pessoas com deficiência (PCDs) para a efetiva inclusão no mercado de trabalho.

Em cerimônia na tarde desta terça-feira (28/10), a entidade assinou com a Basf um termo de cooperação em que a multinacional de origem alemã adere ao programa. Além de São Paulo, a Basf vai implementar o programa em suas unidades de São Bernardo do Campo e de Guaratinguetá. As atividades começam em dezembro de 2014.

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Fiesp e Basf assinam acordo de cooperação para inclusão de pessoas com deficiência. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O “Meu Novo Mundo” proporciona a PCDs o acesso à profissionalização por intermédio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e, com apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), trabalhar autoestima e habilidades intelectuais e corporais.

Na avaliação de Thomas Reineke, vice-presidente de Recursos Humanos da Basf para a América do Sul, o termo de compromisso representa um esforço da companhia, da Fiesp e do Ministério Público para fomentar a inclusão social de PCDs.

“A Basf tem um compromisso com a diversidade. Pessoas com deficiência fazem parte desse conceito e via esse programa conseguimos combinar essa ideia de fomentar a diversidade com a inclusão social, disse Reineke, que vê nesse projeto um piloto, com possibilidade de expansão para outras unidades produtivas da Basf do Brasil.

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Thomas Reineke, João Guilherme Sabino Ometto e Sylvio de Barros. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

De acordo com o 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, a adesão demonstra a visão empresarial da Basf e serve como estímulo para que outras empresas de todos os portes possam ingressar no programa.

“Ela realmente é pioneira, está abrindo caminhos. E isso é muito bom ser divulgado. O programa é muito importante e mostra o nosso trabalho de inclusão. Tenho certeza que vai dar grandes resultados. Não é apenas com leis que se regulam as coisas, mas com boa vontade, tecnologia, inovação, para que as pessoas que estão começando a entrar no mercado de trabalho sejam respeitados e possam ter uma integração com a sociedade.”

Guilherme Bara, gerente de Diversidade e Inclusão da Basf para a América, disse que para a Basf é um privilégio participar do programa. “Isso complementa as nossas ações. Hoje temos mais de 140 pessoas com deficiência trabalhando na Basf em diversos cargos, desde o assistente até um vice-presidente. E trabalhar essa parceria com a Fiesp – onde a gente consegue fazer o que chamamos de inclusão 360 graus, com inclusão no trabalho, na cultura, no esporte – vem ao encontro do nosso desejo para contribuir para uma sociedade mais inclusiva.”

Para o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, a adesão de uma companhia com a Basf é uma mensagem importante para todas as demais. “Era preciso assinar o termo com uma empresa que trouxesse uma segurança para o mercado. É uma empresa multinacional, que estudou todos os instrumentos jurídicos. É uma empresa que entendeu que tem uma segurança jurídica entrando no programa.”

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Para Guilherme Bara, gerente de Diversidade e Inclusão da Basf para a América, é um privilégio participar do programa. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

De acordo com Sylvio de Barros, a assinatura é importante também porque o primeiro mês de inscrições revelou um surpreendente interesse de PCDs. “Temos muito mais candidatos do que empresas estruturadas para participar”, explicou o diretor, revelando que a expectativa do programa até o final de 2015 é de atingir 10.000 participantes contratados por intermédio do programa.

“O próximo passo é difundir esse programa para que a gente não frustre as 380 pessoas que estão aguardando uma oportunidade.”

Também participaram da assinatura do termo de compromisso o gerente de Assistência a Empresa e a Comunidade do Senai-SP, Celso Taborda Kopp, e o diretor de Educação e Cultura do Sesi-SP, Fernando Carvalho.

Sylvio de Barros: ‘Mural da Indústria’ aproxima trabalhadores do Sesi-SP e do Senai-SP

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Sylvio de Barros: “Constatamos que as unidades do Sesi-SP e do Senai-SP não têm divulgado seus serviços de forma atraente e percebemos a necessidade de criar algo maior e eficaz: o projeto 'Mural da Indústria'”. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Por meio do Departamento de Ação Regional (Depar), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vem empenhado esforços em apoiar as indústrias na adoção de melhores práticas de Recursos Humanos (RH), com enfoque na melhoria do capital humano das empresas.

Em entrevista, o diretor titular do Depar, Sylvio Alves de Barros Filho apresenta a mais recente iniciativa da área: o projeto “Mural da Indústria”.

O projeto permitirá uma maior interação entre a indústria e seus trabalhadores (industriários), colocando-os em contato com o universo de serviços, cursos e atividades disponibilizados pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

No site www.muraldaindustria.com.br, os interessados podem ver informações sobre quatro áreas principais: Educação e Profissionalização, Esporte e Lazer, Saúde e Qualidade de Vida e Arte e Cultura. E os industriários também podem ter acesso a informações no próprio local de trabalho por meio de cartazes afixados nos quadros de avisos das empresas.

Na segunda etapa do projeto, as pessoas terão a oportunidade de se cadastrar, sinalizar as atividades e os locais de sua preferência e assim receberem mensagens SMS pelo celular com alertas sobre as atividades.

Também serão preparados e-mails marketing com as atividades customizadas por região que poderão ser encaminhados pelos departamentos de RH aos funcionários

Para saber mais detalhes, leia a entrevista a seguir.

Como surgiu a ideia de se criar o Mural da Indústria?

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Sylvio de Barros: todos os serviços que Sesi-SP e Senai-SP oferecem são ótimos benefícios para reter talentos nas empresas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Sylvio de Barros – Certa vez, conversando com o empresário Rinaldo Dini, de Diadema, ele fez um comentário interessante. Disse que em uma reunião do conselho regional do Depar, os participantes chegaram à conclusão de que nos quadros de avisos nas indústrias são vistos comunicados de diversas origens, mas nada sobre o Sesi-SP e o Senai-SP.

Foi quando começamos a discutir como poderíamos levar aos industriários toda programação das escolas voltadas aos beneficiários e suas famílias.


Embora tenham direito ao uso dos serviços do Sesi e do Senai, os trabalhadores têm pouco conhecimento disso?

Sylvio de Barros – Sim. O trabalhador da indústria e seus familiares têm pouca informação sobre os muitos serviços disponibilizados pelo Sesi-SP e o Senai-SP. É preciso que as empresas saibam que os recursos do Sesi-SP e do Senai-SP são pagos pela indústria. E todos os serviços que essas instituições oferecem são ótimos benefícios para reter talentos nas empresas.

Por outro lado, constatamos que as unidades do Sesi-SP e do Senai-SP não têm divulgado seus serviços de forma atraente e percebemos a necessidade de criar algo maior e eficaz: o projeto “Mural da Indústria”.


Qual o principal objetivo desse projeto?

Sylvio de Barros – O objetivo desse projeto é levar para as pessoas que trabalham nas indústrias tudo aquilo que o Sesi-SP e o Senai-SP proporcionam. Uma das funções do Depar/Fiesp é aproximar e aumentar a integração entre as indústrias e o Sesi-SP e o Senai-SP, instituições que têm a missão de prover soluções para as empresas. E estamos cumprindo isso de uma forma assertiva e concreta.


Quantas pessoas o projeto pretende atingir inicialmente?

Sylvio de Barros – Estamos começando com um projeto-piloto na região do ABCDM (Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema e Mauá), que representa 313 mil funcionários.

Apresentamos inicialmente esse projeto às indústrias em um evento em São Bernardo, para ouvir as sugestões de  profissionais de Recursos Humanos (RH) e dos setores de comunicação de empresas da região. Essas sugestões serão úteis para que possamos aprimorar o projeto antes de expandi-lo para todo o estado.


Que tipo de informação será veiculada no Mural da Indústria?

Sylvio de Barros –. Vamos mostrar tudo o que as unidades do Sesi-SP e do Senai-SP produzem para que os comunicadores transformem em notícia e levem aos industriários. Isso poderá ser feito tanto pelo mural nas indústrias (impresso) ou por mensagem por celular. Por exemplo, os trabalhadores da indústria e seus familiares receberão informações sobre os eventos que estão acontecendo e os cursos disponíveis na unidade mais próxima do Sesi-SP e do Senai-SP.

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Sylvio de Barros: "Informações estarão disponíveis para quem acessá-las em computadores, notebooks, smartphones, tablets e celulares". Foto: Everton Amaro/Fiesp


E como será o nível dessa interatividade?

Sylvio de Barros – Nas ferramentas que todo mundo usa. As informações estarão disponíveis para quem acessá-las em computadores, notebooks, smartphones, tablets e celulares. E também nos locais de trabalho, por meio de cartazes que iremos enviar paras as empresas com um resumo das principais atividades naquela região. Por isso vamos fazer esse projeto piloto e ver como as coisas se desenvolvem.


Um dos elos do projeto “Mural da Indústria” são os profissionais de Recursos Humanos das empresas. Como o senhor vê a importância desses profissionais para o setor industrial?

Sylvio de Barros – O profissional de RH tem um papel vital para as empresas. Nas pequenas empresas geralmente são os escritórios de contabilidade que fazem essa função e nem sempre estão preparados para tal. Nas grandes empresas, por outro lado, os departamentos de RH às vezes não estão estruturados para conhecer tudo que podem oferecer. Por isso, nossas ações estão dando enfoque maior no profissional de RH, pois ele é o principal elo de comunicação entre a indústria e o Sesi-SP, o Senai-SP e a própria Fiesp.


Imagem relacionada a matéria - Id: 1544976245 Fiesp lança piloto do projeto ‘Mural da Indústria’ 

Entrevista: Inclusão Profissional de Pessoas com Deficiência

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Por Karen Pegorari Silveira

A contratação de pessoas com deficiência tem sido cada vez mais comum no mercado empresarial, porém muitas companhias ainda sofrem com a escassez de mão de obra qualificada ou até mesmo, com a falta de interesse desses profissionais em trabalharem registrados, conforme a lei, por medo de perderem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que lhes garante um (1) salário mínimo mensal. Atualmente são 3,6 milhões (dados de março de 2012) beneficiários do BPC em todo o Brasil, sendo 1,9 milhões pessoas com deficiência e 1,7 idosos.

Com esse cenário e a urgência de um novo modelo de contratação que atenda ao PcD e a empresa, a Fiesp, o Sesi-SP e o Senai-SP em conjunto com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE-SP), idealizaram o Projeto Meu Novo Mundo. A ideia é ajudar as indústrias a cumprir as cotas estabelecidas por Lei.

Em entrevista ao Cores, o Diretor Titular do Departamento de Ação Regional (Depar), da Fiesp, Sylvio de Barros, conta mais sobre o programa.

Leia abaixo:

Quais motivos levaram ao desenvolvimento do Projeto Meu Novo Mundo? Como o projeto foi desenhado e quem foram os parceiros?

Sylvio de Barros – A criação deste projeto foi motivada pela grande dificuldade que as empresas e as pessoas com deficiência (PcD) encontram quando o assunto é inclusão. O processo de inclusão deve ser gradativo e respeitar as limitações das partes envolvidas. É preciso conhecer a aptidão das pessoas, seu nível de conhecimento e motivá-las para que se sintam parte integrante do ambiente que fará parte de sua vida.

Por um lado, a empresa encontra dificuldades em localizar o profissional PcD. Quando encontra, geralmente a pessoa possui baixa qualificação e poucas condições competitivas. Com esta escassez, os salários também ficam inflacionados pela lei da oferta e demanda.

Por outro lado, as PcDs têm poucas oportunidades, não querem perder o BPC pago pelo INSS, sofrem com preconceito e desmotivação para o mundo do trabalho.

Com os olhos voltados para o futuro, o Departamento de Ação Regional (Depar), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), juntamente com SESI-SP e SENAI-SP, desenvolveram o Projeto “Meu Novo Mundo”, que tem como objetivo promover a inclusão efetiva do ponto de vista social e profissional das pessoas com deficiência.

Qual o diferencial desse programa em relação aos existentes no mercado?

Sylvio de Barros – O grande diferencial do projeto Meu Novo Mundo é o importante apoio da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo. O seu papel foi reconhecer o programa e, garantir às empresas participantes, o adiamento da cobrança da cota de PcD em igual número aos aprendizes contratados.

Outro diferencial é a contratação da PcD na condição de aprendiz por três anos, ou seja, a empresa tem duas cotas cumpridas com a contratação de uma única pessoa. O BPC fica mantido por dois anos enquanto dura o curso.

A inclusão social por meio do esporte, que insere as pessoas em um novo contexto social; a motivação das pessoas com deficiência a desenvolver seu potencial e aplicá-lo na vida pessoal e profissional e aliar capacitação com esporte são outros diferenciais deste projeto, que tem seu olhar voltado para o futuro.

Quais foram os desafios encontrados pelas indústrias que levaram à criação do Projeto Meu Novo Mundo?

Sylvio de Barros – A Lei de Cotas vigente no Brasil exige que as empresas com mais de 100 funcionários componham uma parte de seu efetivo na forma de pessoas com deficiência. Apesar da boa vontade no cumprimento da Lei por parte das indústrias, a ponte entre a pessoa com deficiência e a empresa é dificultada em virtude da situação de exclusão social que, muitas vezes, essa pessoa é sujeita.

Qual o principal benefício para a empresa e para o PcD ao aderirem ao projeto? Como eles podem aderir ao programa?

Sylvio de Barros – Os principais benefícios para as empresas são o cumprimento, com segurança jurídica, das cotas de PcD e aprendiz com apenas uma contratação; o equilíbrio de mercado (demanda x oferta), pois mesmo que a empresa não contrate o PcD no término do curso, ele estará qualificado e a inclusão gradativa, pois o PcD vai para empresa ao longo do curso.

Para as pessoas com deficiência o principal benefício é a inserção social e profissional, com o resgate da cidadania, a inclusão digital, certificado reconhecido no mercado, manutenção do BPC por dois anos, esporte e qualidade de vida.

As indústrias e pessoas com deficiência que quiserem participar, poderão manifestar seu interesse se cadastrando no site: www.meunovomundo.org.br.

Quais resultados esperados com esse projeto?

Sylvio de Barros – O projeto Meu Novo Mundo pretende facilitar o cumprimento das cotas legais pelas indústrias com matriz no estado de São Paulo e ao mesmo tempo proporcionar inclusão social, na forma de qualificação profissional, desenvolvimento da cidadania, qualidade de vida, e a prática esportiva e seus valores à pessoa com deficiência.

Sylvio de Barros fala sobre importância da inclusão de pessoas com deficiência

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo publicado nesta terça-feira (16/09) nos jornais Correio Popular, de Campinas, e Diário de Sorocaba, Sylvio de Barros, diretor do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) fala sobre a inclusão profissional de pessoas com deficiência.

Ele cita o projeto Meu Novo Mundo, lançado em agosto pela Fiesp em parceria com o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e a Superintendência Regional do Trabalho e do Emprego no Estado de São Paulo (SRTE-SP), que tem como objetivo verificar a aptidão e o nível de conhecimento das pessoas com deficiência, e assim, treiná-las e motivá-las para que se sintam parte integrante do ambiente de trabalho.

“Para nós, da Fiesp, o melhor caminho para fazer com que as pessoas com deficiência se fixem nas empresas, criem vínculos e façam carreira é investir em aprendizagem. Isto fará com que o projeto de inclusão se transforme em plano de vida, de carreira, e não simplesmente um cumprimento de normas que tem data para iniciar e terminar”, afirma Sylvio de Barros.

Veja o recorte do artigo abaixo ou acesse os sites dos jornais Correio Popular e Diário de Sorocaba.

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‘Meu Novo Mundo’: mudança a partir do esporte, qualidade de vida e autoestima

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“Minha vida mudou totalmente, primeiro em relação à autoestima. Conheci pessoas como eu e hoje sonho em representar o Brasil numa paraolimpíada”. Realizado com a carreira de atleta  do vôlei sentado do  Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Daniel Yashizawa fez questão de dar o seu depoimento, na manhã desta quarta-feira (20/08), durante o lançamento do projeto Meu Novo Mundo, na sede do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista.

Prova de que qualquer limitação pode ser vencida com vontade e apoio, Yashizawa contou que, se antes “só ficava dentro de casa” e se “escondendo por conta da deficiência”, hoje tem uma carreira pelo qual é apaixonado, sem economizar planos. “Entrei na seleção brasileira de vôlei sentado e conheci países que nunca imaginei conhecer”, disse.

Yashizawa: “Entrei na seleção brasileira de vôlei sentado e conheci países que nunca imaginei conhecer”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Yashizawa (ao microfone): “Entrei na seleção brasileira e conheci países que nunca imaginei conhecer”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ao seu lado no evento, o treinador de esporte paraolímpico do Sesi-SP, Ronaldo de Oliveira, destacou que quaisquer “complicações para a sociabilidade são dizimadas pelo esporte”. “A sociedade tem uma atitude ainda muito estanques diante das pessoas com deficiência”, afirmou. “O Projeto Meu Novo Mundo é importante porque reúne esporte, trabalho e estudo, dando a essas pessoas oportunidades maiores”.

Estiveram presentes na cerimônia ainda atletas como Verônica Hipólito (atletismo) e Marco Aurélio (arremesso de peso), também do Sesi-SP.

Motivação

De acordo com o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, um dos responsáveis pela iniciativa, o esporte é uma motivação para que “as pessoas entrem no mercado de trabalho de uma maneira boa”. “Temos 4,7 mil empresas com mais de cem funcionários em São Paulo, sujeitas, portanto,  à Lei de Cotas, com 106 mil pessoas com deficiência empregadas no estado”, disse. “Nesse cenário, a indústria emprega 39% do total de pessoas com deficiência, estando de parabéns por isso”.

Um compromisso com esses profissionais que só deve ganhar força com o Meu Novo Mundo. “A gente tem agora a obrigação de trazer essas pessoas para o mercado”.

Superintendente em exercício do Sesi-SP e diretora regional em exercício do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Débora Cypriano Botelho lembrou que a iniciativa tem foco na formação profissional, suporte aos portadores de deficiência e qualidade de vida. “Esse projeto já é um sucesso”, afirmou.

A “criatividade” no modo como a iniciativa foi pensada foi apontada pelo procurador do Ministério Público do Trabalho da 2ª Região Ramon Bezerra dos Santos. “O esporte vai permitir trazer as pessoas com deficiência para as empresas e convencer, de forma mais impactante, os empresários que ainda estão reticentes a contratar esses trabalhadores no futuro”.

Ana: “Essa é uma iniciativa é fantástica”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ana: “Essa é uma iniciativa é fantástica”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em se tratando de futuro, aliás, a coordenadora da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego do Ministério do Trabalho, Ana Alencastro, torce para que o projeto idealizado em São Paulo com o apoio da Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP ganhe o país. “Essa é uma iniciativa é fantástica, preciso cumprimentar a coragem de vocês”.

Projeto prevê capacitação, prática esportiva e inclusão de trabalhadores com deficiência

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

No que depender da indústria paulista, há um mundo de possibilidades à espera dos trabalhadores com algum tipo de deficiência em São Paulo. Foi apresentado, na manhã desta segunda-feira (04/08), para um grupo de convidados, o projeto Meu Novo Mundo, iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para a qualificação e inclusão desses profissionais no mercado. O encontro, coordenado pelo diretor titular do Depar, Sylvio de Barros, foi realizado na sede da federação, do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), na capital paulista. A ação é apoiada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP).

A iniciativa será lançada oficialmente no próximo dia 20 de agosto. E tem como objetivo viabilizar ações conjuntas para inclusão profissional de pessoas com deficiência em indústrias cujas matrizes fiquem em São Paulo. O programa envolverá curso de aprendizagem industrial, inclusão digital, atividades esportivas e cidadania. Tudo para que o emprego de pessoas com esse perfil vá além do cumprimento de cotas estabelecido por lei, colaborando para uma melhor formação e aproveitamento das habilidades desses trabalhadores.

O encontro que apresentou o projeto Meu Novo Mundo para um grupo de convidados nesta segunda-feira (04/08). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O encontro que apresentou o projeto Meu Novo Mundo para convidados nesta segunda-feira. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O projeto será tocado sob a coordenação da Fiesp, mas com o suporte do Sesi-SP e do Senai-SP respectivamente no que se refere à prática de atividades esportivas e à capacitação profissional.

Estão envolvidas ainda entidades de apoio à pessoa com deficiência e prefeituras, entre outros agentes.

“Vamos apresentar um mundo novo para esses trabalhadores”, disse Barros. “Proporcionar às pessoas com deficiência um número grande de atividades, incluir de forma honesta e inteligente”, explicou. “Esse é um dos maiores projetos de inclusão social já feito para profissionais com deficiência”.

A partir da esquerda: Barros, com Marco Aurélio e Veronica. “Incluir de forma honesta e inteligente”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A partir da esquerda: Barros, com Marco Aurélio e Veronica. “Incluir de forma honesta e inteligente”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O encontro desta segunda-feira contou com a presença de personalidades como o superintendente regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros Neto, a auditora fiscal e coordenadora do Projeto de Fiscalização – Inserção de Aprendizes da SRTE-SP, Alice Grant Marzano, o chefe da Fiscalização do Trabalho da SRTE-SP, Marco Antonio Melchior,  o auditor fiscal e coordenador do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência da SRTE-SP, José Carlos do Carmo, a secretária municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, Marianne Pinotti, o vice-presidente da AACD, Norberto Farina, e a deputada federal Mara Gabrilli, entre outros nomes.

Os atletas paralímpicos do Sesi-SP Marco Aurélio (dardo e disco) e Veronica Hipólito (atletismo) também participaram do evento.

Departamento de Ação Regional da Fiesp realiza reunião de diretorias regionais

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp 

Representantes, coordenadores e diretores regionais do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reuniram-se, nesta terça-feira (24/06), no Centro de Atividades (CAT) Theobaldo De Nigris, em Santo André, na Grande São Paulo, para apresentar os atuais e futuros projetos das entidades da indústria paulista. O encontro foi comandado pelo diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros.

Os projetos inéditos e de alto impacto no esporte, qualidade de vida, aperfeiçoamento humano e profissional ganharam destaque durante o encontro.

O Try Rugby, programa de cooperação técnica inédito no Brasil que envolve o Sesi-SP, o British Council e a Premiership Rugby, liga de rugby inglesa, que já envolve 14 mil jovens alunos, foi uma das iniciativas destacadas pelos participantes do encontro.

Barros: ações em nome da inclusão e da superação. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Barros: ações em nome da inclusão e da superação. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo Eduardo Carrero, gerente executivo de esportes do Sesi-SP, o programa crescerá ainda mais nos próximos anos. “Até 2017, a iniciativa atingirá mais de 35 mil jovens”, afirmou.

Carrero, ao lado do diretor de Esportes e Qualidade de Vida do Sesi-SP, Alexandre Pflug, também destacou o projeto Pedagogia do Exemplo, que aproxima alunos da instituição e atletas consagrados do esporte nacional.

Programa Atleta do Futuro

Carrero também destacou os resultados alcançados com o Programa Atleta do Futuro (PAF), que já soma 246 convênios com prefeituras municipais, com 204 indústrias parceiras em todo estado. “É a indústria formando crianças e futuros cidadãos”, disse. “Colocar 100 mil alunos no estado para terem vivências esportivas significa pensar o futuro do nosso país”, encerrou Carrero.

Meu Novo Mundo

Em seguida, foi apresentado o projeto Meu Novo Mundo, que visa sanar o problema da falta de qualificação profissional no mercado de trabalho para pessoas com deficiência.

A iniciativa, que deverá entrar em prática ainda em 2014, envolve ações coordenadas entre entidades de apoio, prefeituras, empresas e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo (SRTE/SP).

“É um projeto de superação, inédito, para inclusão social real de pessoas com deficiência física e intelectual”. Segundo Barros, no estado de São Paulo há uma lacuna de 50 mil vagas em empresas para pessoas com deficiência com formação de qualidade.

O programa envolverá módulos que incorporarão atividades de noções de direito trabalhista, raciocínio lógico, quantitativo, analítico, aliado com largas vivências esportivas.

Além da reunião no auditório do CAT, os presentes visitaram as instalações da unidade e realizaram atividades de integração com os participantes.

Exemplo de vida

Um exemplo prático do trabalho que o Sesi-SP realiza no esporte emocionou os presentes à reunião. A atleta paralímpica do Sesi-SP Verônica Hipolito, de 18 anos, campeã mundial nos 200 metros rasos, lembrou sua trajetória no esporte durante o encontro.

Verônica: exemplo reconhecido. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Verônica: exemplo reconhecido e apoio do Sesi-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Praticava judô, mas fui diagnosticada com um tumor no cérebro. Precisei me afastar do esporte que tanto amava, mas encontrei no atletismo uma forma de continuar, e no Sesi-SP, a chance de que precisava”, contou a atleta. “No Sesi-SP temos estrutura e a confiança dos treinadores e colegas. É muito raro encontrar alguma coisa parecida”, acrescentou.

Além de conquistar resultados expressivos nos 200 metros, Verônica também já conquistou importantes colocações nos 100 e nos 400 metros rasos, despontando como uma das maiores promessas do esporte nacional para os Jogos Paralímpicos de 2016, a serem realizados no Rio de Janeiro.

Unidade do Senai-SP do Ipiranga celebra aquisição do prédio da escola

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Alunos da escola Senai do Ipiranga celebram formatura na noite desta quarta-feira (11/06). Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Além da formatura de 130 alunos dos cursos nas áreas de automobilística e eletroeletrônica, outro bom motivo marca o dia 11 de junho na história do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Trata-se da primeira turma de formandos da unidade do Ipiranga a receber o certificado após a aquisição do edifício pela instituição.

A escola “Conde José Vicente de Azevedo” foi construída em terreno cedido em comodato pela Fundação Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga por 50 anos. O prazo venceu em outubro do ano passado e, depois de uma grande negociação, o terreno foi adquirido em definitivo, em maio deste ano, pelo Senai-SP.

“Essa formatura é especial porque reflete o esforço do Senai-SP na compra do terreno, o que deu segurança para a continuidade da escola no Ipiranga”, declarou Sylvio de Barros, diretor titular do Departamento de Ação Regional da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), escolhido como paraninfo desta turma.

“A pedido do então presidente, Paulo Skaf, liderei essa negociação”, afirmou Barros, destacando o risco que se teve de perder o espaço da escola. “Havia outros interessados no terreno e, inclusive, cogitou-se  a construção de um shopping onde está a escola do Senai-SP”.


Conquista 

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Aluno Rodrigo Costa, do Senai Ipiranga, e o diretor-titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp, Sylvio de Barros. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Corremos o risco de ter que mudar a escola de lugar e encontrar um terreno como esse em São Paulo seria muito difícil, além das indústrias parceiras estarem acostumadas com o local e o acesso à escola”, completou Barros. “Foi uma conquista para os alunos, professores, diretores, para a indústria e para o Senai-SP.”

Com cerca de 20 mil matrículas por ano, a escola do Ipiranga foi pioneira no Brasil no curso técnico em automobilística, criado em 1996, e no superior de tecnologia em sistemas automotivos, implantado em 2001. E, desde então, é referência na formação profissional no setor.

Foto: Depar promove visita de empresários a escola do Senai-SP

Agência Indusnet Fiesp

Durante reunião conjunta das diretorias do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na primeira terça-feira de maio (06/05), cerca de 70 empresários vivenciaram o dia a dia dos alunos da escola  Anchieta do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), no bairro da Vila Mariana, unidade especializada na área de eletrônica.

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Visita às instalações da escola Anchieta. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Liderado pelo diretor titular do Depar, Sylvio Alves de Barros Filho, o grupo aproveitou a visita para conhecer os laboratórios de eletrônica, automação e mecatrônica da unidade. Na ocasião, os empresários puderam também identificar quais os principais problemas na formação educacional.

A reunião contou com a presença de representantes de quatro diretorias regionais do Depar SP (Centro, Zona Leste, Zona Norte e Zona Sul).

Instituições firmam carta em prol da inserção de pessoas com deficiência

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

Criar o programa “Meu Novo Mundo”. Este é o objetivo da carta de intenções assinada na manhã desta segunda-feira (31/03) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo. O acordo foi firmado durante a abertura do Fórum Sou Capaz, que acontece na sede da Fiesp.

O programa “Meu Novo Mundo” consiste na inserção de pessoas com deficiência no Programa Atleta do Futuro (PAF), do Serviço Social d Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

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Da esquerda para a direita: Sylvio de Barros (Fiesp), e os auditores Alice Grant Marzano e José Carlos do Carmo (Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo). Carta de intenções tem o objetivo de criar o programa "Meu Novo Mundo". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“O PAF conta hoje com mais de 100 mil crianças.  Entendemos que o esporte leva às crianças ao contato com outras oportunidades e que, portanto, o PAF poderia ser adaptado às crianças com deficiência, por meio dos esportes paralímpicos praticados no Sesi-SP”, explicou o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros.

Além disso, o programa envolve atividades do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Entre essas ações, inclusão digital, programas de cidadania e um projeto vocacional. “O objetivo é apresentar vários cursos de aprendizado e quando o aluno descobrir sua melhor aptidão, o Senai-SP irá inseri-lo na capacitação dentro dessa aptidão”, informou Barros.

A carta de intenções foi assinada por Sylvio de Barros, pela Fiesp, e pelos auditores da Superintendência Regional do Trabalho do Estado de São Paulo, Alice Grant Marzano e José Carlos do Carmo.

“Se hoje ainda temos muito a avançar no processo de inclusão e resgate dos direitos das pessoas com deficiência de modo geral, maior ainda é a nossa tarefa com aqueles que moram nas periferias dos grandes centros e nas áreas rurais mais isoladas”, afirmou Carmo, que também é coordenador do Projeto de Fiscalização e Inclusão de Pessoas Com Deficiência da Superintendência Regional do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Fórum Sou Capaz debate oportunidades de inclusão social de pessoas com deficiência

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) promoveram, na manhã desta segunda-feira (31/03), na sede da entidade, o Fórum Sou Capaz, iniciativa que tem finalidade de oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos, através da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

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Sylvio de Barros, diretor-titular do Depar da Fiesp, na abertura do Fórum Sou Capaz. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na abertura do evento, o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, afirmou que este é um momento de conversar sobre a capacitação e empregabilidade das pessoas com deficiência.

“O ‘Sou Capaz’ busca oportunidades das pessoas com deficiência por meio do aprendizado”, disse.

O diretor informou que, além do evento realizado hoje, o projeto inclui um programa itinerante em dez cidades do Estado de São Paulo, onde, além de fóruns, serão realizados cursos.

“O foco são os profissionais de recursos humanos para que eles tenham ferramentas de cumprir a Lei de Cotas da melhor maneira possível”, explicou.

Barros destacou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) é um exemplo nesse sentido. “Hoje, 80% dos aprendizes do Senai-SP estão empregados”, disse.

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Marianne Pinotti: "O emprego dignifica todas as pessoas." Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, elogiou a iniciativa da Fiesp em criar um evento para discutir as questões do emprego da pessoa com deficiência. “No ano passado, a Secretaria criou um plano de ações articuladas das pessoas com deficiência, a fim de promover maior acessibilidade”, disse.

Marianne explicou que esse plano atinge cinco frentes: saúde; educação; trabalho; inclusão e cidadania; e cultura, esporte e lazer.

“Trabalhamos com 20 secretarias para desenvolver esse plano, com mais de 70 ações articuladas. São essas secretarias que executam essas ações”, explicou.

A secretária destacou que são duas as áreas mais sensíveis: educação e trabalho. “É muito complexo e um desafio diário inserir as pessoas com deficiência no ensino regular, embora já tenhamos atingido a marca de 70% no ensino regular na cidade de São Paulo”, disse.

“O emprego dignifica todas as pessoas e o grande avanço para que as pessoas com deficiência sejam protagonistas de suas próprias histórias é que elas estejam inseridas no mercado de trabalho”, completou.

Na opinião da secretária, a importância deste evento é a união do poder público com o setor privado para o debate. “A Fiesp, o Sesi-SP [Serviço Social da Indústria de São Paulo] e o Senai-SP têm feito um ótimo trabalho nessa direção, em prol de um futuro melhor para inserir as pessoas na sociedade”, concluiu.

Justiça e cidadania

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O desembargador Álvaro Alves Nôga, presidente da Comissão de Acessibilidade o Tribunal Regional do Trabalho. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O presidente da Comissão de Acessibilidade o Tribunal Regional do Trabalho, desembargador Álvaro Alves Nôga, afirmou que seu papel neste evento é aprender o máximo possível.

Seu objetivo, destacou, é o de levar ao Tribunal as principais questões debatidas.

“A justiça é inerte, mas nós aguardamos ser acionados pelas entidades. Os juízes não vão sair fiscalizando, mas a sociedade organizada pode acionar a justiça”, disse.

A coordenadora de preparação e mão de obra juvenil, representando o ministério do Trabalho, Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves, afirmou ser “uma satisfação ver se concretizar o início de um projeto que, em nível nacional, há muito tempo se quer fazer: a inserção da pessoa com deficiência por meio do aprendizado. A missão é fazer com que isso aconteça em todos os estados.”

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Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves. Foto: Tâmna Waques/Fiesp

Ao finalizar, Ana Lúcia destacou que, em 2005, quando se instaurou a Lei de Cotas, havia 50 mil aprendizes no mercado de trabalho; e, em 2013, esse número já atingiu 340 mil aprendizes.

“A inserção com qualidade, através dos programas de capacitação profissional, é a resposta. Temos que aprofundar a articulação, mas é uma satisfação saber que o programa da Fiesp já está avançando com os fóruns itinerantes”, afirmou a representante do ministério do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Diretores da Fiesp e empresários comentam o trabalho de reinserção de egressos do sistema prisional no mercado de trabalho

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Durante a formatura de dez alunos do curso de capacitação profissional para egressos do sistema prisional, realizada na noite desta terça-feira (05/11) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), empresários confirmaram seu otimismo com o sucesso do programa “Empregabilidade”.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, durante formatura do curso de panificação do Senai-SP para egressos do sistema prisional. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

A iniciativa, resultado de parceria entre a Fiesp, o grupo cultural AfroReggae e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), contou com um convênio firmado entre a Fiesp e o Sindicato das Indústrias de Confeitaria e Panificação de São Paulo (Sindipan-SP) para assegurar as vagas aos formandos.

Para o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, projetos como esse são a única forma de atacar a violência que assola o país. “Tem que dar formação profissional, emprego, tem que ter renda. O egresso não pode sair e ficar procurando emprego. Do contrário ele vai ter dez motivos para cometer outros erros”, afirmou.

Para conhecer o projeto, a Fiesp convidou gestores da área de recursos humanos e empresários no setor de recrutamento. Um deles foi o diretor executivo do Grupo Arezza, Alberto Khzouz, que disse ver com bons olhos a iniciativa. “Esse é um tema que vai crescer muito. Todo mundo tem curiosidade. É muito legal tentar um modelo que ainda é novo em São Paulo e no Brasil”. Segundo o executivo, o maior desafio, agora, é conseguir encontrar uma forma de os departamentos de recursos humanos das empresas receberem essa mão de obra.

Para o diretor titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar), Sylvio de Barros, o tempo vai contribuir para a mudança de visão dos empregadores. Ele ressaltou que, nos próximos meses, os donos das padarias que já contrataram os egressos serão convidados a dar seus depoimentos sobre a experiência. “Precisamos tirar esse estigma. Eles são tão bons ou melhores do que qualquer pessoa”, afirmou. “Eu, por exemplo, preferiria ter um egresso trabalhando comigo. Eles têm uma vontade de fazer as coisas que outras pessoas não têm.”

Ponto de vista compartilhado por Fabio [nome completo preservado, a pedido do entrevistado], um dos empresários do setor de panificação da zona leste de São Paulo que contratou um dos alunos do programa. “O T* [nome preservado, a pedido do aluno] está trabalhando com a gente há uma semana e exerce a função de ajudante de padeiro. Ele se mostra bem interessado e empolgado.”

Segundo Fábio, o tratamento dado ao novo funcionário é igual ao dado a qualquer membro da equipe. “A ideia é essa. Se a pessoa, lá atrás, fez um erro, pagou e hoje está provando que merece, deve ter uma chance. Poucas pessoas entram lá e dão tanto valor ao trabalho como ele está dando.”

Emprego formal e dignidade

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Chinaider Pinheiro, coordenador do projeto "Empregabilidade' afirma que AfroReggae acompanhará famílias dos egressos. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

T* cumpriu pena dos 18 aos 25 anos de idade. E desde que conseguiu a liberdade, há cinco anos, não conseguiu emprego formal. “Estou sem carteira assinada desde os 18 anos. Até hoje não sabia que o meu patrão conhecia minha situação, mas ele me recebeu muito bem, me envolveu bem com o pessoal”. T* já faz planos com o primeiro salário: “Vou comprar o berço do meu filho, pois minha mulher está grávida.”

Outro formando da primeira turma do curso de panificação para egressos do sistema prisional, promovido pelo Senai-SP, é F*[nome preservado, a pedido do aluno], que falou durante a cerimônia sobre a felicidade de receber o diploma. “Eu agradeço ao Paulo Skaf que nos deu essa oportunidade aqui em São Paulo, pois não tínhamos nenhuma porta aberta. Com persistência, conseguimos encontrar um caminho e uma solução, que é o trabalho, a dignidade. Eu agradeço as palavras do presidente do Sindipan que foi muito franco em dizer que somos todos iguais. Erramos, já pagamos e, agora, é bola pra frente e tudo vai dar certo.”

A noite foi motivo de gratidão para Gleice, esposa de W*, um dos dez alunos formados no curso. “Eu achei boa a oportunidade que estão dando a eles, pois não é qualquer pessoa que faz isso”. Ela disse que o marido não começou a trabalhar ainda por conta do falecimento da mãe, ocorrido nesta semana. “Ele está muito empolgado. No curso, ele ia todo dia, acordava bem cedinho e animado. Eu e meu filho estamos muito felizes pois, em breve, ele começará a trabalhar perto de casa.”

Os familiares dos alunos do curso também são assistidos pelo programa, segundo explicou o coordenador do projeto Empregabilidade, Chinaider Pinheiro. No processo de reinserção a equipe do AfroReggae faz visitas técnicas às residências dos egressos, conversa com as famílias e, na medida do possível, procura encontrar oportunidades de emprego e renda também para os familiares.

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>> Fiesp, AfroReggae e Senai-SP realizam formatura da primeira turma do programa de capacitação profissional para egressos do sistema prisional

Fiesp lança nova versão do sistema de Certificado de Origem on-line com assinatura digital

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Sylvio de Barros, diretor do Depar/Fiesp, durante seminário e-Cool. Foto: Helcio Nagamine.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) lançou nesta segunda-feira (22/10) o nova versão do Certificado de Origem on-line, com a implementação de assinatura digital,  um recurso que deixa o processo de exportação mais ágil, prático e seguro.

Sylvio de Barros, diretor-titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, afirmou que a atualização da versão digital do Certificado de Origem deve “atender às necessidades das indústrias e das pessoas que usam os meios digitais”.

“Aproveitamos essa oportunidade para agradecer aos nossos funcionários e ao nosso sistema de TI (Tecnologia da Informação), que realmente colaboraram muito”, completou Barros.

A Fiesp é um dos principais emissores em São Paulo do Certificado de Origem, um documento necessário para a obtenção de tratamento preferencial ou cumprimento de exigências do país importador no processo de exportação.

A entidade também emite a Declaração de Livre Venda, documento que declara a ausência de qualquer restrição comercial, fitossanitária ou de natureza semelhante no país de origem.

Entrevista com Sylvio de Barros: ‘investir em Capital Humano é necessário para a competitividade’, diz diretor da Fiesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

O Brasil teve um crescimento econômico nos últimos anos, mas o país terá dificuldades no futuro se não investir em educação. Investir em talentos passou a ser fator de competitividade para o desenvolvimento. A opinião é de Sylvio de Barros, diretor-titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que promove nesta terça-feira (02/10) o Fórum Capital Humano – Ferramentas de Desenvolvimento e Competitividade.

Veja a entrevista com  o titular do Depar/Fiesp:

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Sylvio Alves de Barros Filho, diretor-titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp

Nesta terça-feira, a Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP  promovem o Fórum do Capital Humano. Quais os principais objetivos do evento?

Sylvio de Barros – O evento foi idealizado para aproximar as indústrias, por meio de seus profissionais de Recursos Humanos (RH), às escolas mantidas pelas indústrias. Queremos que eles conheçam os  produtos e serviços do Sesi-SP e Senai-SP. Mas, mais do que isso, o objetivo é construirmos, juntos, um relacionamento dinâmico voltado ao desenvolvimento humano como fator de competitividade nas organizações.

O conceito Capital Humano no mundo empresarial não é novo. O senhor acredita que as empresas já assimilaram esse conceito ou essa nova visão de RH na gestão de suas estratégias e investimentos?

Sylvio de Barros Eu diria que não é uma “nova visão”, mas uma necessidade para empresas hoje. É uma necessidade que os gestores de Recursos Humanos estejam presentes em todas as decisões das empresas.

Até que ponto investir em capital humano pode impactar na competitividade das indústrias e do país?

Sylvio de Barros – Hoje o Brasil encontra-se em uma situação privilegiada. Ocupa a 6ª posição na economia global, com um PIB perto dos US$ 2,5 trilhões, superando países como Inglaterra, Itália, Rússia, Canadá, Índia, Espanha e Coreia.

Mas, se analisarmos outro ranking internacional, o da Competitividade, veremos, surpresos, que estamos na 48ª posição. E no ranking da Educação estamos na 116ª posição.

Embora tenhamos alcançado o crescimento econômico,  enfrentaremos uma equação difícil no futuro se não investirmos em Educação. E diria mais: para suportarmos a nova condição econômica do País, recursos financeiros e tecnológicos não bastam. Investir em talentos passou a ser fator de competitividade para o nosso desenvolvimento. É preciso desenvolver mais competências.

Países como a China e Coreia, que obtiveram forte crescimento econômico e tecnológico nas últimas décadas, incluíram Educação e Formação Profissional como itens estratégicos de desenvolvimento de longo prazo.  No Brasil isso não ocorreu. O senhor considera que o empresariado pode contribuir com isso?

Sylvio de Barros – Não só pode como deve. Acredito que o empresário tem a obrigação de contribuir para capacitação profissional. A indústria já dá uma importante contribuição mantendo instituições de referência como Sesi e Senai.

Mas, é necessário que o empresário tenha conhecimento sobre essas escolas e se integre mais a esse processo, incentivando seus funcionários a se beneficiar dessa capacitação o que, no final, beneficiará não só o colaborador como também a empresa. Criar essa sinergia é exatamente o intuito do Fórum que estamos realizando hoje.

Qual a principal dificuldade das micro e pequenas empresas em investir na capacitação de seus funcionários?

Sylvio de Barros – Sabemos que as indústrias enfrentam alta taxa tributária e juros que impactam sua competitividade. Mas não há outro caminho. É preciso investir em competências e em talentos para manterem-se competitivas. E isso é válido para empresas de todos os portes.

Nesse Fórum convidamos escritórios de contabilidade que, na prática, executam o trabalho de Departamento Pessoal para as pequenas empresas. Os empresários devem exigir desses escritórios uma consultoria mais focada na gestão de Recursos Humanos. E para isso eles podem contar com todas as ferramentas e serviços do Sesi e Senai.

As pequenas indústrias, com poucos funcionários, que necessitam dos cursos tecnológicos do Senai, podem se unir a outras pequenas empresas do mesmo setor e solicitarem, juntas, um módulo específico dos Cursos do Senai para esse grupo.

Elas podem utilizar também o Sistema do Capital Humano, uma plataforma online, por meio do qual localizam as escolas e cursos de sua região ou cidade, entre outros dados importantes. Para utilizar esse serviço basta acessar o site da Fiesp no item Capital Humano. É gratuito e acessível para todas as indústrias.

Investir em Capital Humano implica em vários aspectos, como educação tecnológica, inclusão social e de Pessoas com Deficiências (PCDs) e até qualidade de vida e cultura.  Quais as informações e serviços sobre esses tópicos serão disponibilizados para as empresas durante o Fórum?

Sylvio de Barros – O Fórum está abordando temas pertinentes à visão moderna de Recursos Humanos (RH) e das relações de trabalho. Estamos mostrando o Sesi e o Senai como ferramentas para tornar as empresas mais competitivas e oferecendo atendimento exclusivo com os responsáveis dessas escolas.

Convidamos representantes do Ministério do Trabalho e do INSS para esclarecer as dúvidas das empresas sobre a aplicação da Lei de Cotas e a melhor forma de implementá-la.

Contamos também com a participação dos profissionais da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP) que trazem informações específicas à gestão de Recursos Humanos, como os entraves encontrados ao longo do processo e a nova visão do papel do Capital Humano nas empresas.