24º PRÊMIO FIESP DE MÉRITO AMBIENTAL – DESTAQUE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

A edição 2018 do prêmio promovido pelo Departamento de Desenvolvimento Sustentável – DDS e Comitê de Responsabilidade Social – Cores da Fiesp recebeu 16 cases de sucesso na temática responsabilidade social, onde os finalistas premiados receberam a placa de Destaque Responsabilidade Socioambiental.

Saiba mais sobre os cases vencedores acessando os links abaixo:

Vencedor 

Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo

Transformação de Consumidores em Clientes

 

Destaques Responsabilidade Socioambiental

Cervejaria Ambev

Cervejaria Ambev e a responsabilidade socioambiental: Água AMA, mais que uma água, uma causa

CPFL Energias Renováveis

Programa Raízes: Segurança hídrica no Semiárido do Rio Grande do Norte

Siemens

Projeto Experimento

Tereos Açúcar e Energia Brasil

Risco Zero em Casa

Apresentações – Seminário Agenda 2030 e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS

Acesse as apresentações do evento Agenda 2030 e o setor produtivo realizado em 22 de novembro, que discutiu as estratégias e desafios de implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS.

 

Estratégias e Desafios para atingir o ODS12 – Consumo e Produção Responsáveis

Palestrante: Patricia Faga Iglecias Lemos- Superintendente de Gestão Ambiental da USP

Estratégias e desafios de implementação dos ODS

Palestrante: Cristiana Brito – Vice-presidente da Rede Brasil do Pacto Global e Diretora de Relações Internacionais e Sustentabilidade da BASF para a América do Sul

Estratégias e Desafios de Implementação dos ODS – Água e Resíduos Sólidos na Gestão Integrada da Fibria

Palestrante: Camila Reggiani da Silva – Consultora de Meio Ambiente da Fibria

Estratégias e desafios de implementação dos ODS: o olhar da Comissão Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Palestrante: Henrique Villa da Costa Ferreira – Secretário Nacional de Articulação Social da Secretaria de Governo da Presidência da República

Estratégias e desafios de implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS

Palestrante: Gustavo S. Fontenele e Silva – Coordenador Geral do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior

Como acelerar o desenvolvimento sustentável?

Confira as apresentações realizadas no dia 28/09, no evento: Como acelerar o desenvolvimento sustentável?

O cenário bioeconômico suecoSr. Dusan Raicevic, Gerente, Vera Park

Estratégia nacional do Brasil para perceber a diminuição dos gases de efeito estufa, Sr. Marcelo Cupolo, Gerente Territorial, Associação Brasileira de Biogás e Biometano

Extrações de biogás de resíduos sólidos – uma fonte sustentável e renovável de energia para combater a emissão de gases de efeito estufa, Prof. Torleif Bramryd, Lund University

Transporte municipal sustentável usando combustíveis renováveis. Efeitos no clima, infraestrutura e serviços de ecossistema, Prof. Michael Johansson, Lund University

“Going gas” – ônibus a biogás como uma alternativa para as cidades, Sr. Silvio Munhoz, Diretor, Scania

APRESENTAÇÕES – INDÚSTRIAS E OS ODS – O SETOR INDUSTRIAL BRASILEIRO FACE ÀS METAS GLOBAIS PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

 

Acesse as apresentações realizadas no  “Indústrias e os ODS – O Setor Industrial Brasileiro Face às  Metas Globais para o Desenvolvimento Sustentável”, realizado dia 08 de junho aqui na Fiesp.

 

A Química da sustentabilidade
Emiliano Graziano,
Gerente de Sustentabilidade para a América Latina – BASF

Desenvolvimento Sustentável
Luiza Lorenzetti, Sustentabilidade e Inovação –  ABIT/SINDITÊXTIL

O papel das empresas para o alcance dos Objetivos
Barbara Dunin, Assessora da Rede Brasileira do Pacto Global

O setor industrial brasileiro
Cristiana Pereira,
Diretora Comercial e de Desenvolvimento de Empresas da B3

Indústrias e ODS
Lena Peron –
FEITO BRASIL Cosméticos  

OS ODS
Haruo Ishikawa
– Vice-presidente de Relações Capital-Trabalho e Responsabilidade Social

Feíticos – Brasil Aromáticos
Raquel Cruz
– Feíticos Brasil Aromáticos

Apresentações – Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos

Confira as apresentações realizadas durante o I Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos que ocorreu dia 22 de março.

O Seminário teve por objetivo mostrar que tanto a Eficiência Energética quanto a Sustentabilidade são fundamentais para a boa prática na conservação de alimentos. Desde a sua colheita / abate / ordenha até a disponibilidade para consumo, passando por todos  os processos industriais. Mais do que a escolha certa,  a adoção destas competências tanto na área supermercadista quanto em locais de alimentação fora do lar tornou-se caminho sem volta: atualmente são transversais na redução de custos e na preservação do meio ambiente.

              Palestrante: Antônio Borsatti, engenheiro Armacell do Brasil

Palestrante: Rafael Lopes, engenheiro da alemã ebm- papst

 

Palestrante: Felipe Assumpção – Engenheiro da Full Galge Control

 

Palestrantes: Ronaldo Stange e Renan Gallinari, advogados

 

Palestrante: Luiz Ricardo Berezwoski – gerente Nat.Genius, Embraco

 

Palestrante: Sidney Mourão – Perfil Refrigeração & Ar Condicionado

Segundo vice-presidente da Fiesp destaca Acordo de Paris em artigo no UOL

Agência Indusnet Fiesp

O segundo vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, publicou, nesta sexta-feira (04/11), artigo na seção de opinião do portal UOL, artigo sobre a entrada em vigor do Acordo de Paris, um tratado das Nações Unidas sobre as mudanças do clima, com medidas de redução da emissão de dióxido de carbono a partir de 2020. O acordo foi negociado em Paris, na França, e aprovado em 2015.

Em seu texto, Ometto destaca o fato de que a indústria sustentável será vital para a economia daqui por diante:

“Há tempos a Fiesp, que representa quase 50% do PIB industrial brasileiro, vem atuando nos debates mundiais sobre o aquecimento global, culminando com a criação do seu Comitê de Mudança do Clima, em 2009. Nesse contexto, a contribuição decisiva da indústria para a redução das emissões de gases de efeito estufa ganha escala a partir da entrada em vigor do novo acordo, com a necessária contrapartida de transferência de tecnologia entre países desenvolvidos e em desenvolvimento”.

Além disso, a Fiesp publicou anúncio sobre o acordo em jornais como a Folha de S. Paulo. Vale a pena conferir ainda o site Clima em Debate, da federação, que a acompanha as novidades sobre o tema.

Para ler o artigo de Ometto no UOL, só clicar aqui.

Gestão sustentável em debate na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

É sempre tempo de falar de sustentabilidade. Nesse sentido, foi realizada, nesta quarta-feira (19/10), a palestra “Gestão Sustentável da Cadeia de Fornecedores” . O tema foi desenvolvido por Vitor Seravalli, profissional especializado em implementação e suporte de estratégias de sustentabilidade empresarial.

Foi mais uma edição da série “Encontros Fiesp Sustentabilidade”. Organizado pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, o evento mostrou a importância da gestão sustentável para o aumento da competitividade das empresas.

A palestra com Vitor Seravalli na Fiesp nesta quarta-feira (19/10): foco nos fornecedores

Acordo de Paris: nova revolução industrial passa pela menor emissão de carbono

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

O debate sobre o Acordo de Paris, que prevê ações para a redução das emissões de carbono, encerrou a 18ª Semana do Meio Ambiente, realizada desde a terça-feira (07/06), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), em São Paulo. Participaram do workshop a presidente da Indústria Brasileira de Árvores (IBA), Elizabeth de Carvalhaes, o ambientalista Fábio Feldman, o engenheiro e professor da USP Luis Gylvan Meira Filho e o diplomata Everton Lucero.

O Acordo de Paris foi estabelecido na 21ª Conferência das Partes (COP21), em Paris, em 2015, com o objetivo de dar uma resposta global às mudanças no clima, principalmente no que se refere ao aumento da temperatura. A iniciativa foi aprovada por 195 países e visa reduzir as emissões de gases que provocam o efeito estufa.

“Temos aqui na Fiesp um comitê interno de mudanças do clima”, explicou Nelson Pereira dos Reis, vice-presidente da federação e diretor titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da federação. “O Acordo de Paris estabelece que os países signatários possuem a mesma responsabilidade sobre a emissão de carbono”, disse. “Uma responsabilidade vinculada às capacidades nacionais nesse momento de tomada de decisões”.

Moderador do debate, o diretor executivo de Projetos da Fiesp e tenente brigadeiro do Ar Aprígio de Moura Azevedo, destacou que o tema “entrou de forma definitiva na agenda”. “O mundo passou a dar atenção à mudança do clima”.

Segundo Meira Filho, as implicações da assinatura do Acordo de Paris é que são importantes. “Vamos precisar de mudanças mais profundas do que aquelas a que estamos acostumados”, afirmou. “Temos que reduzir em mais de 70% as emissões de dióxido de carbono, é necessário que a indústria se prepare”.

O workshop sobre o Acordo de Paris que encerrou a 18ª Semana do Meio Ambiente da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para Feldman, a mudança na discussão representada pelo Acordo de Paris traz o desafio de colocar na agenda de cada país uma nova governança de clima. “Nem sempre esse foi um tema prioritário no Brasil”, disse. “Precisamos pensar em como isso vai repercutir aqui, em como estabelecer políticas públicas nesse sentido”.

O envolvimento nesse sentido, para viabilizar uma “nova revolução industrial”, deve incluir o “presidente da república” e esferas como o “Itamaraty e ministérios variados, como o de Ciência e Tecnologia”, entre outros. “Que modelo de governança nós vamos ter para cumprir as nossas metas, para viabilizar essa nova revolução industrial feita com baixa emissão de carbono?”, questionou.

Uma única árvore

A implementação imediata do Código Florestal no Brasil também foi citada no workshop. “Isso é fundamental para o cumprimento das metas no Acordo de Paris”, disse Elizabeth. “O Código trata da agricultura, da energia”, afirmou. “É o maior benefício para essa nação dentro do que foi estabelecido pela Conferência do Clima, o Código seria um reforço importante para a recuperação de áreas”.

Conforme Elizabeth, a indústria precisa de políticas de longo prazo para se preparar para esse cenário novo, de novos mercados. “Precisamos migrar todos para esse conceito de indústria sustentável, que só vai se desenvolver se houver demanda”, explicou. “O consumidor tem que querer consumir dessa forma, dizer que não paga por aquilo que pode atrapalhar o meio ambiente”.

Entre as formas de chegar lá, ela citou opções como o investimento em nanotecnologia, que é aquela que trabalha em escala manométrica, produzindo dispositivos com as dimensões de átomos ou moléculas, entre outras opções. “Acredita-se que uma árvore pode oferecer ao homem mais de 5 mil usos pelo simples fato de existir”, disse. “Esse é um desafio maior do que reduzir em dois graus celsius a temperatura no planeta”.

Nessa linha de preparação, Lucero destacou que o momento é de “facilitação” para a implementação das medidas que vão garantir o cumprimento do Acordo de Paris, em 2020. “Muitos aspectos do acordo ainda precisam ser regulamentados”.

Entre os destaques do Acordo, Lucero citou o artigo 6º, que prevê “mecanismos de mercado, de desenvolvimento sustentável”. “Isso envolve definir regras, modalidades de crescimento dos países”, afirmou.

Para isso, “regras de transparência são relevantes para a implantação de mecanismos de mercado”. “Precisamos de uma conjunção de esforços, ouvir representantes dos governos e da sociedade civil”.

Iniciativas Sustentáveis: MPD – Treinamento interno

Por Karen Pegorari Silveira

Segundo pesquisa do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), profissionais qualificados em cursos técnicos têm grandes chances de conquistar um bom emprego logo após o primeiro ano de formação e ganham salários até 25% mais altos. Além disso, dentre os três setores econômicos do país, o da indústria é o que paga os maiores salários. Mesmo com esse cenário positivo, os índices da educação profissional no Brasil são baixíssimos: a mesma pesquisa mostra que apenas 8% dos estudantes cursam o ensino técnico, enquanto em países desenvolvidos esse indicador passa de 60%.

Esta situação tem estimulado muitas empresas a investirem na qualificação interna de seus colaboradores, como fez a MPD Engenharia. Em 2008, a empresa percebeu a necessidade de investir na alfabetização de seus profissionais e criou o projeto Construindo Letras. Com ele, os colaboradores têm acesso ao curso de alfabetização, que tem 6 meses de duração, e para os alunos do 5º ao 9º ano, a duração de 18 meses. Depois de preparados, os alunos são encaminhados para provas em escolas estaduais e, se aprovados, recebem o certificado de conclusão emitido pelo MEC. Posteriormente, todos podem continuar seus estudos, fazendo cursos de formação e aperfeiçoamento técnico do Senai. O projeto é aberto também para colaboradores dos prestadores de serviço da MPD e, para incentivar a frequência nas aulas, os alunos recebem vale transporte e uma cesta básica.

Paralelo a isso, a construtora firmou uma parceria com as subprefeituras da região oeste de São Paulo, para disponibilizar cursos de formação e qualificação profissional, ministrados pelo Senai e realizados em seus canteiros de obras. Até o momento, mais de 500 colaboradores finalizaram a formação como pedreiros, armadores, carpinteiros e mestres de obras.

Com a implementação dos cursos de alfabetização e os de formação profissional, a empresa percebeu que os colaboradores se tornavam mais preparados e assim, conseguiam manter a qualidade das obras e a satisfação dos clientes. Prova disso, foi o registro de 95% de aprovações dos clientes durante vistoria dos imóveis no momento da entrega.

A colaboradora da MPD, Lucile Silva de Sousa, relata que foi muito gratificante participar de um dos cursos promovidos pela empresa. “Eu não sabia escrever nada e agora já consigo ler. Eu não pensava que fosse capaz de ir tão longe. Me abriu muitas portas”, conta Lucile.

Para o diretor técnico da empresa, Antônio Jambeiro, estes cursos têm um aproveitamento muito grande. “As pessoas ficam realizadas de conseguirem fazer coisas que antes não faziam e são importantes para a evolução social. Após a implementação dos projetos podemos contar com colaboradores mais motivados e qualificados para realizar suas tarefas e assim, a empresa consegue reter seus profissionais”, relata Jambeiro.

Sobre A MPD Há 32 anos no mercado de construção e incorporação de empreendimentos de alto padrão, seu portfólio concentra obras comerciais, industriais, hospitalares, escolares, residenciais e públicas, com princípios de sustentabilidade. Possui mais de 4 mil colaboradores e por dois anos consecutivos, 2013 e 2014, fez parte do “Guia das 150 Melhores Empresas Para Você Trabalhar no Brasil”, publicado pela revista Você S.A.

Iniciativas Sustentáveis: Café Pilão – Apoio a reciclagem

Por Karen Pegorari Silveira

O total de resíduos sólidos coletados e triados na cidade de Itatiba, interior de São Paulo, em 2014, evidenciou a quantidade de embalagens plásticas que não eram destinadas ao aterro sanitário. O sistema de coleta seletiva “porta a porta” adotado na cidade representa apenas 3% do lixo gerado pela população e isso ocorria pela falta de campanhas de educação e conscientização para o descarte e destinação corretos.

Este desafio foi um dos motivos que levou uma das maiores indústrias de café a firmar convênio de cooperação técnica para colocar em prática o plano experimental de recuperação e reciclagem de embalagens plásticas pós consumo.

Para isso, a Café Pilão se conveniou a ONG GAIA Social, a fim de executar um mapeamento e articulação de parcerias com empresas recicladoras de plástico e, melhorar as técnicas de triagem e prensagem da Cooperativa Reviver. Além disso, foram realizadas campanhas de educação ambiental com objetivo de aumentar o descarte correto das embalagens plásticas pós consumo e reduzir os volumes de rejeito para o aterro sanitário.

Para apoiar a Cooperativa Reviver, a indústria realizou a compra dos equipamentos necessários para a viabilização do processo de seleção de resíduos. Além da aquisição destes equipamentos produtivos, a Pilão também ofereceu apoio técnico aos mais de 30 cooperados, bem como a instalação, o treinamento da equipe e o acompanhamento constante do trabalho visando a elevação do nível de produtividade. Dessa forma, o crescimento da produção tem a possibilidade de saltar de 130 toneladas/mês para 220 toneladas ao mês.

Este projeto também ajudou a indústria no cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei n.º 12.305, de 01 de agosto de 2010) e colocou em prática a proposta do Acordo Setorial para a implementação do Sistema de Logística Reversa para Embalagens de produtos pós consumo apresentado ao Ministério do Meio Ambiente por um grupo de coalização de empresas.

A diretora de RH da Café Pilão, Marilene Justi, diz que a empresa decidiu apoiar o projeto da Cooperativa Reviver por acreditar que a proposta inicial incluía os elementos essenciais para alcançar um resultado sustentável – condições adequadas de trabalho para os cooperados, destinação de resíduos de forma ambientalmente correta e condições para atingirem a autossuficiência econômica do negócio. Além disso, nos identificamos com a proposta da cooperativa, pois nossos comportamentos como companhia também são guiados pelos valores de Empreendedorismo e Disciplina. E sabemos que é possível gerir um negócio saudável economicamente e, ao mesmo tempo, trazendo benefícios para a sociedade e sem prejudicar o meio ambiente”, completa ela.

Em janeiro de 2015 começarmos o projeto e a etapa piloto terá duração de 10 meses, com a perspectiva de se estender por 24 meses. O valor investido foi de R$ 280 mil entre aquisição de equipamentos, apoio técnico à ONG Gaia Social, treinamentos e acompanhamento inicial.

Para o líder de Produção da Cooperativa Reviver, Francisco de Jesus Machado, os treinamentos e orientações oferecidos pela Café Pilão ajudaram nos controles de produção que estão sendo feitos na esteira e na mesa de triagem e são muito importantes para a cooperativa. “Ajudou a ter mais segurança para tomar as decisões e também facilitou a explicação para todos os cooperados”, comenta Machado.

Sobre a Café Pilão

Desde 1978, a Café Pilão está no mercado nacional de café torrado e moído. Atualmente ela faz parte da JACOBS DOUWE EGEBRTS (JDE) , empresa líder mundial totalmente dedicada ao mercado de café com sede na Holanda. A companhia está presente com suas marcas em mais de 80 países e emprega 12.000 pessoas em todo o mundo. Entre as principais marcas incluem Jacobs, Tassimo, Moccona, Senseo, L’OR, Douwe Egberts, Kenco, Pilão e Gevalia.

Guia de Produção e Consumo Sustentáveis: tendências e oportunidades para o setor de negócios

 O guia é um projeto fruto de uma parceria entre a FIESP, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, e o PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, principal organização dentro da ONU no campo ambiental.

A iniciativa tem como principal objetivo a sensibilização e o engajamento do setor industrial do Brasil e partes interessadas, especificamente do Estado de São Paulo, na implantação de políticas e práticas de Produção e Consumo Sustentável, com foco específico em empresas de pequeno e médio porte.

Clique aqui, para visualizar ou baixar a publicação em seu computador ou acesse o menu ao lado.

Iniciativas Sustentáveis: Metso – Sucesso na contratação de pessoas com deficiência

Por Karen Pegorari Silveira

A Metso Brasil, multinacional finlandesa especializada em serviços e equipamentos para a indústria de mineração, celulose e petróleo, tem um forte trabalho de inclusão dos profissionais com deficiência na empresa. O projeto de inclusão da companhia começou no ano de 2008, em parceria com o Senai da cidade de Itu, interior paulista, e nesta etapa inicial foram mapeados postos de trabalho e adequação dos tipos de deficiência para cada função.

Em seguida, a entidade captou os currículos de diversos profissionais no mercado e a empresa ofereceu alguns cursos de capacitação nas áreas de logística, almoxarifado, assistente administrativo e outros. Alguns destes profissionais captados, depois de formados, foram contratados pela Metso e os demais foram absorvidos pelo mercado. Hoje a companhia possui mais de 70 profissionais com deficiência em áreas administrativas e fabris.

O diretor de recursos humanos, Pedro Macedo, diz que a inclusão é um processo que deve passar pela convivência e pelo aprendizado. “Quando falamos de inclusão, precisamos falar em diversidade e diversidade é falar em diferenças de ideias, pensamentos, crenças, interesses e expectativas. E é com essas diferenças que convivemos todos os dias. A Metso vem a cada dia superando os desafios e criando novas oportunidades”, comenta ele.

Diversas ações para conscientizar, capacitar e preparar os funcionários para o acolhimento desses novos colegas de trabalho também foram implantadas. Entre elas a exposição de filmes e livros sobre o tema, a contratação de consultoria especializada para acompanhamento sistematizado dos deficientes intelectuais, entre outras. Todo o acompanhamento do programa é realizado pela área de recursos humanos da empresa, sendo uma responsável direta e cerca de 7 outras pessoas no suporte diário a esses profissionais.

Ana Carolina Manoel, analista de recursos humanos, acredita que esse acompanhamento precisa ser realizado sempre. “Se trata de um fator de sucesso para o bom desempenho. Especificamente para o caso de pessoa com deficiência, a empresa precisa analisar necessidades específicas para que possa dar suporte e orientação adequados em busca do sucesso profissional desta pessoa”, diz a analista.

Para a gerente de treinamento e desenvolvimento, Iara Mussi Paolani, a deficiência é uma dentre todas as possibilidades do ser humano. “Ela deve ser considerada como um fato natural sobre o qual falamos de forma aberta, do mesmo modo que fazemos em relação a todas as outras potencialidades humanas”, defende Iara.

O supervisor de planejamento e controle de produção, Fernando Gueralde de Aquino, acredita que a inclusão de deficientes no mercado de trabalho é um grande desafio para as empresas e pode ser visto como crise ou oportunidade. “Passamos a notar que muitas vezes transformávamos pequenos problemas em insolúveis, e a medida em que convivemos com as diferenças, começamos a enxergar certas questões de forma diferente, dando mais ênfase a solução do que ao problema, sem falar no simples fato de que eles são exemplo de vida real para qualquer um”, comenta Aquino.

Durante o Fórum Sou Capaz, realizado em março de 2014  pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, a empresa compartilhou um vídeo que representa bem o sentimento dos profissionais com deficiência intelectual em relação à companhia. Acesse aqui – http://migre.me/iMCYQ

VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

Iniciativas Sustentáveis: Honda – Com projeto de parque eólico, empresa deixará de emitir mais de 2 mil toneladas de CO2 por ano

Por Karen Pegorari Silveira/ Foto: Divulgação

A iniciativa da fabricante de automóveis Honda de criar um parque eólico na cidade de Xangri-lá, Rio Grande do Sul, é inédita no Brasil e veio para suprir 100% da demanda de energia elétrica da unidade fabril de Sumaré, no interior de São Paulo. O projeto receberá investimento inicial de R$100 milhões e deve iniciar suas atividades em 2015, concretizando o compromisso da empresa em minimizar os impactos ambientais de suas atividades.

Nove turbinas de 3MW, com capacidade instalada de 27MW, representará a geração de 95.000 MW ao ano, o equivalente ao consumo de energia de uma cidade com aproximadamente 35 mil habitantes e a mesma demanda de energia elétrica da planta de Sumaré, que possui capacidade instalada para a produção de 120 mil carros por ano. Com o projeto, a empresa deixará de emitir cerca de 2,2 mil toneladas de CO2 por ano, aproximadamente 30% do total gerado pela fábrica, e diminuirá ainda 45% do custo de energia na unidade com retorno do investimento estimado para pouco mais de sete anos.

O presidente da Honda Energy, Carlos Eigi Miyakuchi, declara estar satisfeito com o início das obras do parque e ressalta que a empresa continuará neste caminho. “Estamos muito satisfeitos em iniciar as obras do parque e avançar mais um passo na utilização de energias renováveis. A Honda continuará trabalhando proativamente em busca de atividades a favor do meio ambiente”, destaca.

De acordo com a empresa, até 2020 a meta é reduzir em 30% as emissões de CO2 de seus automóveis, motocicletas e produtos de força, e também de seus processos produtivos em todo o mundo.

A Honda é uma empresa japonesa, atua no Brasil desde 1971, possui 2 parques fabris nos estados de São Paulo e Amazonas e tem a sustentabilidade como base de seus negócios. Em suas fábricas o nível de CO2 emitido é constantemente monitorado nos processos. Os conceitos de sustentabilidade adotados pela empresa também auxiliam na redução dos impactos ambientais em toda a cadeia produtiva. Das motocicletas produzidas em Manaus (AM), por exemplo, 93% são transportadas em um sistema que reduz o volume de embalagens. Desde a implantação do projeto, em 1997, até o final de 2012, deixaram de ser consumidos 137 mil toneladas de madeira; 2,7 milhões de litros de óleo de proteção; 33 mil toneladas de papelão e 143 mil toneladas de aço.

VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

Sesi-SP divulga classificados do concurso ‘Sesi cria moda sustentável’

Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) divulgou nesta quarta-feira (06/11) o nome dos 20 classificados do concurso “Sesi cria moda sustentável’, voltado para estudantes de cursos diversos na área de moda dos níveis técnicos, de graduação ou pós-graduação e livres de escolas de São Paulo e Grande São Paulo

Os selecionados vão produzir suas peças durante o curso intensivo de 40h utilizando o Método Sesi -SP de Modelagem Plana. No dia 18/12, durante o evento Moda e Sustentabilidade, que será realizado no Espaço Fiesp, terão a oportunidade de desfilar suas criações.

Conheça os classificados

– André Abreu Ferreira – Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU)
– André Carvalho Fortes – Senai Francisco Matarazzo
– Breno Lifonso do Nascimento – Senai Francisco Matarazzo
– Cristiane Mendes Seixas – Universidade São Paulo (EACH – USP)
– Eduardo de Oliveira Junior – Projeto Sob Medida (Associação dos Alfaiates e Camiseiros do Estado de São Paulo – AACESP)
– Fernanda Locatelli Tubaki – Faculdade Paulista de Artes (FPA)
– Helena Akemi Kavano – Centro Universitário Anhanguera de São Paulo
– João Diogo Furtado Machado – Senai Francisco Matarazzo
– Leonara Freire Stella Universidade Anhembi Morumbi
– Lucas Matheus de Souza Esteves – ETEC Carlos de Campos
– Lucas Menezes de Souza – Senac
– Luiz Otávio de Miranda Matias – Senai Francisco Matarazzo
– Marcela Bachilli Pankowsk – Faculdade Santa Marcelina
– Marilia Justo de Almeida – IED Instituto Europeo de Design
– Natallye Mantovani Nonato – Universidade Anhembi Morumbi
– Nathalia do N. Moraes – ETEC Carlos de Campos
– Priscila Mariano dos Santos – Sesi-SP
– Rodolpho da Silva Castro – Universidade Bandeirantes de São Paulo
– Timeni Andrade Gonçalves – Centro Universitário Belas Artes de São Paulo
– Winne Pio da Silva – ETEC Carlos de Campos

>> Mais informações sobre o concurso ‘Sesi cria moda sustentável’

Fiesp e Firjan abrem espaço para energias renováveis no Humanidade 2012

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

O presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, e da Firjan, Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, dedicam suas agendas nesta terça-feira (19/06) ao debate sobre “Energias Renováveis para o Desenvolvimento Sustentável”. Este é o tema do evento que acontece no Humanidade 2012, das 9h às 17h30, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, em paralelo à Rio+20.

O objetivo deste encontro é apresentar a importância do tema, analisar as modalidades de geração de energia limpa, como hidroeletricidade, biocombustíveis e outras fontes.

Além dos presidentes da Fiesp e da Firjan, estão confirmadas as presenças dos ministros Edison Lobão (Minas e Energia) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário); do diretor de Tecnologias e Política Energética Sustentável da AIE, Philippe Benoit; do diretor geral brasileiro da Itaipu Binacional, Jorge Samek; do ministro do Clima, Energia e Construções da Dinamarca, Martin Lidegaard; do presidente da EPE, Maurício Tolmasquim; do presidente da Eletrobras, José da Costa Carvalho Neto; do chefe de Energias Renováveis da AIE,Paolo Frankl; do gerente de Meio Ambiente e Infraestrutura do BID, Alexandre Rosa; do diretor executivo da Unica, Eduardo Leão de Souza.

Após os debates, haverá o lançamento do filme de Biodiversidade da Fiesp, Firjan e BID.

Humanidade 2012

O Humanidade 2012 é uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio e Senai Rio, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal, concebida para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável. O evento acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 22 de junho. O espaço de exposições é aberto ao público e a agenda completa de eventos pode ser consultada no site www.humanidade2012.net. A reunião será transmitida ao vivo pelo site.

Acompanhe a cobertura da Rio+20 no site da Fiesp

Conheça ‘A desigualdade é insustentável’, contribuição da Fiesp e Firjan para a Rio+20

Agência Indusnet Fiesp

Em documento único, as Federações das Indústrias dos Estados de São Paulo (Fiesp) e Rio de Janeiro (Firjan) anunciaram na manhã desta terça-feira (12/06), às vésperas da abertura oficial da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, sua contribuição para os debates oficiais.

O documento A desigualdade é insustentável será entregue à delegação brasileira que participa da Rio+20. As entidades declaram forte engajamento para tornar realidade, por meio de ações viáveis e concretas, a valorização da diversidade humana, equidade de gênero e a preservação da biodiversidade do Planeta.

Confira as principais posições das entidades sobre cada tema:

  •  A diferença e a Desigualdade 

“A Fiesp e a Firjan entendem que a Rio+20 deve indicar a valorização do mais amplo respeito à diversidade humana, para que as nações assegurem plenos direitos a todos os agrupamentos sociais como forma de garantir a convivência democrática em todas as sociedades.

  • Desenvolvimento e Igualdade de Oportunidades 

“A Fiesp e a Firjan defendem que o conceito de desenvolvimento sustentável deve contemplar a criação de instrumentos de sua mensuração. Estes não devem se restringir apenas ao princípio da adicionalidade, mas incluir esforços já empreendidos pelas nações com a conservação de florestas e biodiversidade, agricultura sustentável, tratamento de resíduos e água, energias limpas, políticas educacionais e de inclusão social.”

“A indústria paulista e a indústria fluminense defendem que, para se alcançar a mensuração, o monitoramento e a implantação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, é necessária uma nova governança mundial, no âmbito da ONU, para promover o desenvolvimento sustentável.”

  • Mudança do Clima

“A Fiesp e a Firjan reiteram a pertinência do princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas” estabelecido pela Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, no Rio de Janeiro, em 1992.”

  • Energia

“A Fiesp e a Firjan entendem que os recursos hídricos disponíveis no mundo devem ser amplamente aproveitados em usinas hidrelétricas, considerando seu baixíssimo nível de emissão de GEE, asseguradas as ações de compensação ambiental e social.”“A Indústria considera a energia eólica e a bioeletricidade como fontes complementares imprescindíveis à base dos sistemas elétricos, que também devem ser amplamente utilizadas em função de seus baixos níveis de emissão.”

“A Fiesp e a Firjan entendem que, para o Planeta, é fundamental privilegiar o transporte coletivo de passageiros sobre o transporte individual, assim como o transporte fluvial, ferroviário e marítimo em detrimento do transporte rodoviário de cargas.”

“A Indústria aponta que a ciência deve perseguir soluções tecnológicas e comerciais para ampla utilização de biocombustíveis nos meios de transporte de carga, tais como caminhões e navios, e nos meios de transporte coletivo de passageiros, como ônibus, trens e aviões.”

“A Fiesp e a Firjan indicam que as nações com disponibilidade de território, água e clima devem adotar programas de produção de biocombustíveis, em harmonia com sua produção de alimentos, e todos os outros países devem desenvolver programas de consumo doméstico de biocombustíveis.”

  • Segurança Alimentar, Fome e Miséria

“A Fiesp e a Firjan entendem que é necessário ampliar a cooperação técnica e a transferência destas tecnologias de clima tropical para os países da África que apresentam elevado potencial de expansão da produção. A indústria acredita que, para continuar respondendo adequadamente ao desafio de abastecer o mundo com sustentabilidade, será necessário um novo salto tecnológico que alavanque ganhos de produtividade, assegurando a preservação dos recursos naturais e contribuindo para que as metas estabelecidas pela ONU no que tange à segurança alimentar sejam alcançadas.”

  • Florestas e Biodiversidade

“A Fiesp e a Firjan defendem que a Rio+20 seja uma oportunidade ímpar para aprofundar o debate sobre as demandas ambientais, sociais e econômicas ligadas às florestas, e para reforçar entendimentos ligados aos serviços ambientais (REDD plus), biodiversidade, estoques de carbono, segurança alimentar e erradicação da pobreza.”

  • Água 

“A Fiesp e a Firjan entendem que os países devem cumprir as metas estabelecidas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) para garantir o acesso a água potável e tratamento de esgotos nos percentuais estabelecidos pelo ONU. O amplo fornecimento de água potável para abastecimento das necessidades do homem e o tratamento dos esgotos somente serão realidade com incentivos e investimentos em pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, que propiciem a efetiva melhoria da qualidade e o aumento da disponibilidade das águas doces mundiais.”

  • Resíduos Sólidos 

“A Fiesp e a Firjan entendem que todos os países devem adotar políticas de gestão de resíduos para combater os impactos ambientais e sociais, contribuindo para o correto manejo dos recursos naturais.”

  • Tecnologia, Inovação, Comércio, Trabalho e Educação 

“Fiesp e Firjan defendem a facilitação do acesso a tecnologias que promovam o desenvolvimento sustentável, bem como a criação de regras que possibilitem aos países em desenvolvimento utilizar, nas hipóteses previstas no Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio (Trips) da OMC, licenciamento compulsório para a utilização de tecnologias, fabricação de equipamentos e produtos necessários à sustentabilidade do Planeta.”

“A Fiesp e a Firjan entendem que requisitos de desempenho ambiental, adotados unilateralmente, salvo nas exceções permitidas pelos acordos da OMC, não podem se configurar como barreiras que afetem o comércio e agravem a desigualdade socioeconômica existente entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento.”

“A indústria acredita que a geração de empregos formais, fundamental ao desenvolvimento sustentável, depende diretamente do crescimento econômico, e o setor empresarial reconhece sua responsabilidade como parte importante deste processo no qual sejam preservadas a saúde e segurança do trabalhador com o combate a práticas desumanas como o trabalho forçado, escravo e infantil.”

“A Fiesp a Firjan, por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi), investem na valorização da preservação do meio ambiente e seus alunos aprendem, de maneira lúdica, a reciclar materiais, preservar a água, a fauna e a flora de suas regiões.”

“A Indústria de São Paulo e do Rio de Janeiro, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), desenvolvem programas e campanhas de preservação do meio ambiente como coleta seletiva, gestão de resíduos, recuperação de áreas degradadas com plantio de mata nativa e ciliar, plantação de mudas para compensação da emissão de CO² e estímulo à redução do consumo de água e energia. Promovem ainda cursos de tecnologia e de pós-graduação voltados à área de Meio Ambiente, como Educação Ambiental, Direito Ambiental e Gestão de Controles Ambientais.”

Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Social discute relação entre educação e qualidade

Agência Indusnet Fiesp

Na última quinta-feira (27/08), o auditório do 4º andar do prédio da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) se transformou em uma verdadeira sala verde. O último dia da Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental foi marcado por discussões sobre a educação como elemento para o desenvolvimento sustentável.

Em clima de descontração, a psicóloga norte-americana Susan Andrews começou sua palestra explicando o conceito de Felicidade Interna Bruta (FIB) que, diferentemente do indicador econômico (PIB), mede o desenvolvimento de uma nação pelos índices de felicidade de seu povo.

Susan falou da importância do desenvolvimento das relações humanas, que envolve respeito entre familiares, sociedade e o próprio meio ambiente. “O contato com a natureza é a base da nossa felicidade”, disse a psicóloga.

Sala verde: lição de cidadania

Respeito à natureza e aos recursos naturais é a lição do projeto Sala Verde Cidade Ademar para professores e alunos do Centro Educacional Unificado (CEU) Alvarenga.

A pediatra Maria da Glória Zenha Wieliczka, da Associação Congregação de Santa Catarina, explicou que o projeto visa criar um espaço para desenvolver atividades de educação, saúde e cidadania com moradores de áreas em situação de vulnerabilidade social. “Mesmo se levarmos o projeto para outro lugar, queremos que as pessoas continuem, possam caminhar sozinhas”, disse.

O projeto Sala Verde, em parceira com as Secretarias municipais do Verde e do Meio ambiente, da Educação e da Saúde, busca desenvolver essa consciência de preservação por meio de oficinas de artesanato e sabão, encontros de educação ambiental com pesquisas virtuais e ambientes de interação e exibição de filmes com foco nesta temática.

O engenheiro Luiz Mucerino encerrou a discussão e apresentou o projeto Ecopolo, que há cinco anos faz parte do cotidiano dos moradores do município de Pardinho, a 190 quilômetros de São Paulo. “Idealizamos uma cidade que promova o desenvolvimento econômico em harmonia com o ambiental para que as pessoas possam viver isso em todas as ações do dia a dia”, explicou Mucerino.

Para Mucerino, é preciso conter o êxodo rural, criar alternativas e oportunidades para aqueles que estão fora dos grandes centros urbanos. “O nosso comprometimento é com a qualidade de vida das pessoas, despertando nelas a consciência de desenvolvimento e preservação”, finalizou.