Superliga feminina de vôlei 2012/13: agora é vencer ou vencer

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Um novo campeonato e o dobro de raça e atenção. A receita do time feminino do Sesi-SP para conseguir a classificação aos playoffs da Superliga 2012/13 já está pronta. E após o primeiro objetivo atingido – a classificação –, agora é hora de dobrar os esforços para a segunda fase, na qual um erro pode custar todo o ano de trabalho.

Após encerrar a primeira fase na quinta posição, a equipe comandada por Talmo de Oliveira enfrentará o Praia Clube/Banana Boat pelas quartas de final em duelo que começa nesta segunda-feira (25/02), na Vila Leopoldina, às 18h30, com transmissão do SporTV.

Para o técnico, o tempo dos erros e desatenção acabou. Agora ele quer o time focado o tempo todo, pois a competição mudou de cenário.

Seleção feminina de vôlei do Sesi-SP estreia nesta 2ª feira (25/02) nos playoffs da Superliga. Foto: Everton Amaro

“Temos um novo campeonato à nossa frente. Agora o equilíbrio é maior e a concentração também precisa ser. Não tem mais espaço para perder pontos”, comentou Oliveira, que elogiou o adversário. “As duas equipes podem se classificar. Se conhecem bem e o jogo é muito equilibrado. Nós já vimos o que eles podem fazer e vice-versa. Por isso que falo que é um novo campeonato, precisamos descobrir novos caminhos”.

Para ele, a classificação na primeira fase apenas conta como fator determinante do mando de quadra, mas o jogo ganha novos contornos no mata-mata. “A cabeça e o controle emocional precisam estar muito bem neste primeiro jogo. Claro que a gente gostaria de decidir em casa, com o apoio da nossa torcida, mas hoje estou pensando em vencer o primeiro jogo. Depois pensamos nos demais”, completou o treinador.

Como terminou na quinta colocação, o Sesi-SP terá que decidir o playoff fora de casa. A segunda partida está marcada para sexta-feira (1º/03), em Uberlândia. No caso da necessidade de uma terceira partida, esta será disputada na segunda-feira (04/03), também na cidade mineira. Pelo cruzamento, na semifinal o adversário sairá do confronto Unilever x Rio do Sul.

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Superliga feminina: Sesi-SP perde clássico contra Sollys/Nestlé por 3 sets a 1 na Vila Leopoldina

Talita Camargo e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Suque e bloqueio do Sollys/Nestlé foi decisivo. Na foto, Thaisa e Fabiola sobem contra Tandara. Foto: Everton Amaro

No confronto que já é um clássico paulista, melhor para as visitantes. Em 1h59 de jogo, o Sesi-SP foi derrotado na noite desta terça-feira (05/02), no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo (SP), pela equipe do Sollys/Nestlé/Osasco – atual campeã mundial – por 3 sets a 1 (25/17, 19/25, 25/18 e 25/15). O compromisso  valeu pela sétima rodada do returno da Superliga feminina de vôlei 12/13.

A partida contou com a presença de oito das 12 campeãs olímpicas em Londres-2012: Dani Lins, Fabiana Claudino e Tandara (Sesi-SP) e Adenízia, Fê Garay, Jaqueline, Sheilla e Thaísa (Sollys/Nestlé Osasco).

Alternando saques forçados e táticos, o time de Osasco teve no bloqueio um de seus destaques, com 16 pontos. A vencedora do Troféu VivaVôlei foi a central Thaisa, do Sollys/Nestlé, maior pontuadora do jogo, com 20 acertos. Pelo Sesi-SP, Tandara fez 17 pontos, seguida por Sassá e Fabiana Claudino, ambas com nove.

Dani Lins: "Não fizemos um bom jogo aqui; dá para melhorar." Foto: Everton Amaro

Após a partida, a levantadora do Sesi-SP, Dani Lins, comentou o resultado e falou das dificuldades de enfrentar as adversárias. “Elas têm um saque muito forte, o que dificulta muito. Não fizemos um bom jogo aqui; dá para melhorar. Agora temos que buscar uma boa classificação para chegar bem aos playoffs”, afirmou.

A central Bia acredita que enfrentar o Sollys/Nestlé é quase o mesmo que jogar contra a seleção brasileira. “No primeiro set demos uma ‘desandada’, mas no segundo jogamos como tínhamos planejado antes do jogo”, explicou, afirmando que o time adversário sacou muito bem e teve um bloqueio quase perfeito. “Elas têm o melhor saque e bloqueio da Superliga”, enfatizou.“Vamos para a próxima!”, falou, otimista. “Temos duas semanas para treinar antes do jogo contra o Unilever. Precisamos dessa vitória para dar uma crescida no time e vamos em busca disso”, concluiu.

De acordo com o técnico Talmo de Oliveira, o Osasco tem muito poder de contra-ataque e um saque que dificulta a linha de passe. “No segundo set, a gente equilibrou e conseguiu neutralizar”, comentou. “Acho que temos que continuar trabalhando, já pensando no playoff”, completou.

Com a derrota, o time do Sesi-SP fica na quinta posição da classificação geral, com 31 pontos (10 resultados positivos e seis negativos). O próximo desafio do Sesi-SP será contra o time da Unilever/Rio de Janeiro, no sábado (16/02), às 19h15, na Vila Leopoldina.

O jogo

Sassá, durante jogo Sesi-SP x Sollys/Nestlé. Foto: Everton Amaro

A partida começou equilibrada e o Sesi-SP abriu vantagem de três pontos, mas o Sollys/Nestlé virou para 06/03, forçando o técnico Talmo de Oliveira a pedir tempo. Combinando saque e bloqueio bem posicionado, o time de Osasco abriu boa diferença e caminhava tranquilo para fechar o set, mas em boa passagem de Sassá pelo saque, o time do Sesi-SP diminuiu a diferença para 22/16, o que levou o técnico Luizomar de Moura, do Sollys/Nestlé, a interromper a partida para conversar com suas atletas. Daí em diante, prevaleceu o saque do Osasco, dificultando o passe do Sesi-SP. A equipe laranja fechou o primeiro set por 25/17, com um bloqueio de Fernanda Garay.

O Sesi-SP voltou determinado para o segundo set e largou na frente, abrindo vantagem de 05/01. O sexto ponto levantou a torcida: defesa sensacional de Tandara e ponto de contra-ataque em largadinha de Sassá. Um erro na recepção do Sollys/Nestlé fez o Sesi-SP chegar ao 15º ponto. Fabiana, em outra largadinha, garantiu o 21º ponto do time da indústria e uma vantagem confortável. O empate em sets veio com a ponteira Tandara, que fez o passe e atacou explorando o bloqueio: 25/19.

No terceiro set, o time de Osasco voltou a sacar forte e abriu boa diferença no placar. Depois de uma sequência de erros, o técnico Talmo de Oliveira pediu tempo e chegou a tirar Dani Lins. Mas não teve jeito: o Sollys/Nestlé fechou o set com 24/18.

No quarto e último set, o Sollys/Nestlé mostrou as características que levaram a equipe a conquistar o campeonato mundial em outubro, combinando intensidade no saque e um bloqueio bem afinado com a defesa. Aos 11 minutos de jogo, o técnico Talmo de Oliveira tirou Elisângela e colocou Jéssica. Mas o Sollys/Nestlé, bem postado na rede, finalizou a partida: 25/18.

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