Entrevista: Marcos Pacheco, técnico do Sesi-SP, e a decisão da Superliga

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Quando assinou com o Sesi-SP, em abril de 2013, Marcos Pacheco disse que sentia saudades de disputar mais uma decisão. “Estou há muito tempo vendo final pela TV”. Afinal, a última havia sido em 2010, no Maracanãzinho. Neste domingo (13/10), às 10h, no Mineirinho, em Belo Horizonte (MG), Marcos poderá matar essa saudade, quando comandará o Sesi-SP na finalíssima da Superliga 2013/2014 contra o Sada Cruzeiro.

No total de sua carreira como técnico foram dez finais, com sete títulos (três como técnico e quatro como auxiliar). E mesmo com toda a experiência acumulada, a ansiedade e o frio na barriga continuam lá. Para o experiente treinador, se não tiver mais isso, é porque tem algo errado. Marcos admite, inclusive, que já está dormindo pouco e não consegue desviar sua cabeça para outro assunto. Até o lugar onde os familiares vão sentar no ginásio é importante nessa hora.

Em entrevista à equipe da Fiesp, o técnico do time masculino de vôlei, Sesi-SP, contou como passa os dias antes da final e como pensa que será a decisão de domingo, a quarta partida entre as equipes na temporada. No primeiro encontro na temporada, pela Superliga, na Vila Leopoldina, vitória mineira por 3×0. Na final da Copa Brasil, deu Sada de novo, por 3×2. Mas no jogo do returno do campeonato brasileiro, em Contagem, o Sesi-SP venceu por 3×2 e mostrou que estava pronto para o desafio. No domingo, os dois times se reencontrarão para a derradeira decisão.

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Marcos Pacheco durante treino com a equipe masculina de vôlei do Sesi-SP. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Foram quatro anos desde a última final. Você já disse que sentia saudades da decisão, e terá a chance de se reencontrar com ela no domingo. O que pode falar dessa partida?

Pacheco: A última final que disputei foi 2009/2010 (Cimed 3 x 0 Montes Claros). Faz tempo. Eu participei da primeira em jogo único, em 2007/2008 (Cimed 3 x 2 Minas), no Maracanãzinho. É um jogo diferente, complicado, especial. Falando como técnico, você não tem outra chance. Em contrapartida, todas as atenções estão naquele jogo. É um momento muito bacana. É duro, estressante, mas é muito legal participar, para um técnico, para quem trabalha, é um momento mágico.


Tony Azevedo, finalista olímpico e atleta mais experiente do Polo Aquático do Sesi-SP, disse que a final é o jogo mais fácil de jogar, que o difícil é chegar. Mas uma vez lá, a missão é jogar com coração e curtir o momento. Você concorda?

Pacheco: O Tony é bem experiente, tem uma vivência grande e muitos títulos. Respeito e concordo em parte. Aquela ansiedade, a dor de barriga, tudo isso faz parte e tem que ter. Quando você não sentir isso, algo está errado. Entrar no ginásio para um confronto desse nível, entre duas verdades, dois sistemas, com uma rivalidade grande, isso gera uma ansiedade, uma vontade de vencer, tem todos esses ingredientes que fazem o espetáculo ser diferente. Faz valer a pena estar ali, passar por tudo aquilo na fase de classificação, as dificuldades e felicidades. É um jogo para curtir, sim. Não é para rir dentro de quadra, mas para curtir o objetivo da temporada.


Você prefere final em um jogo só ou com playoff de três ou cinco partidas?

Pacheco: Eu sigo o regulamento. Disputei três finais em jogo único. Tive a felicidade de ganhar as três. Eu sinto que é um jogo muito pesado. Determinar tudo em uma temporada, em um jogo só, me parece pesado. Para mim, seria mais natural ou justo um playoff de três partidas. Em contrapartida, as grandes competições são em uma final única. É muito cruel. É bacana para quem ganha, mas não dá chance para quem perde.


Como você avalia o estágio que o Sesi-SP chegou a essa final? É como você planejava?

Pacheco: Como time não está 100%. Poderia ser um pouquinho melhor, em termos de sincronismo, entrosamento, por n motivos. Mas, ainda assim, chega muito bem. É experiente, mescla jogadores experientes com alguns que estão na final pela primeira vez, com tudo o que isso representa. Essa mescla é importante. Alguns já sabem o caminho, outros não, mas têm muita vontade de vencer. Chegamos muito bem para a final. Talvez não no ponto máximo, mas chegamos muito bem.


Você não teve força máxima em nenhum dos momentos decisivo do ano. Nos jogos em que mais precisou do time completo, jamais teve essa opção. Contusões atrapalharam o planejamento para essas partidas. E para a final de domingo, não terá o Evandro. Você lamenta os problemas ou entende que faz parte do jogo?

Pacheco: É do jogo. Gostaria, sim, de ter o time completo, 100%, mas infelizmente antes de todos os jogos decisivos este ano algo aconteceu. Faz parte. Para mim, a Superliga começa na contratação. Ali começam os duelos, as disputas dos time por cada jogador. Eu tive a felicidade de estar em uma equipe que me possibilitou ter o Evandro e o Renan. Em alguns momentos não tivemos o Murilo, mas tivemos o Manius, o Ary e o Mão, que fizeram muito bem a função. Não tivemos o Sidão, mas tem o Rogério, o Aracajú. Não tivemos o Serginho, mas o Lucianinho segurou muito bem. Aconteceu, faz parte do jogo. Não é o ideal, mas é assim.


Numa final é sempre coração e tática lado a lado? Chega algum momento em que passa a ser raça e bola no chão e a tática é deixada de lado, ou até o fim é um jogo de xadrez? Ou isso depende de como o jogo segue?

Pacheco: Eu acredito em estratégia, em coletivo, em harmonia, mas tem jogos em que o coração faz a diferença. A final da Copa Brasil foi, como no boxe, uma luta franca, aberta. Os dois foram pro combate. E eu acredito que final de domingo será bem próxima a isso. Os dois vão pro jogo. O Sada vem de uma sequência maravilhosa, manteve um grupo e o trabalho muito bem feito. Mas o SESI-SP é competente também e acredito que será um jogo bem aberto e franco. Os dois times vão para a guerra.


Você acabou de lembrar que o Sada manteve a base do grupo da última final. Mas o Sesi-SP também. Quatro dos seis jogadores que entram em quadra estiveram na decisão de 2010/2011 (Nota: pelo Sesi-SP, Sandro, Murilo, Sidão e Serginho jogaram a partida, além do líbero reserva Lucianinho, que fazia parte do grupo).  Qual a diferença para os dois times no caso, uma vez que a base do Sesi-SP é até bastante experiente, com finalistas e campeões olímpicos entre eles?

Pacheco: Porque lá se manteve uma equipe vencedora. Esse ano, o Sesi-SP foi reformulado demais. Lógico que mantivemos uma base, mas fizemos mudanças. Existem jogadores que são peças-chave no processo da equipe. O Sada manteve o oposto, já o Sesi-SP mudou. Eles mudaram os dois centrais, o que foi a grande mudança para a guinada da equipe e suas conquistas. Nós mudamos um só. Um jogador muito importante que chegou foi o Lucarelli, enquanto eles mantiveram a dupla de ponteiros. Os dois lados tiveram mudanças ao longo do tempo, mas as peças-chave deles continuaram a mesmas, e no Sesi-SP algumas mudaram ou vivem momentos diferentes, como o Murilo, que ainda está se recuperando.


Você observa algum favoritismo de algum lado?

Pacheco: Não. Não vejo favoritismo algum. A história recente do confronto mostra que existe um equilíbrio muito grande. Porém, o Sada oscila muito pouco, mantendo uma regularidade muito alta, impressionante mesmo. Cabe a nós fazermos um padrão de jogo próximo a isso. Se o Sesi-SP não fizer um jogo de altíssimo nível, a final será muito rápida, porque dificilmente o Sada vai baixar seu nível.


Lucão disse que na final do ano passado (RJX 3 x 1 Sada) o time que ele jogava (RJX) entrou muito afobado e tomou uma aula no primeiro set. Depois acalmou e conseguiu reverter a partida até conquistar o título. Como segurar o ímpeto para não entrar gastando tudo e depois perder o controle da partida?

Pacheco: O time vai ser agressivo desde o começo do jogo, mas existem variáveis importantes como encaixe das rotações, por exemplo, que ditam o ritmo. Ninguém vai para a decisão forçando o saque e pensando no erro. Todo mundo quer acertar, mas o erro é inerente ao jogo. Se entrarmos com uma sequência forte e errar, mudamos a estratégia. Nós montamos a nossa estratégia, eles montam a deles. Por exemplo: montamos uma para fechar o jogo nas pontas. E o Sada monta uma que prioriza os nossos ponteiros. Opa, encaixou. Essas coisas são importantes antes do jogo. A gente percebe isso no primeiro set. Temos uma comissão que fica olhando e vendo o que precisa mudar. Com 21 pontos, tudo passa muito rápido. Se conseguirmos identificar deslocamentos, podemos ou não mudar a estratégia. Para perceber isso, é muito importante observar os centrais. Se eles jogam na espera, se jogam antecipando, queimando… isso você consegue ver mais rapidamente e a partir daí você percebe se aquilo que você estudou do adversário está sendo cumprindo ou se ele mudou para aquele jogo.


O time para a final já está na sua cabeça?

Pacheco: Sim, está pronto, sem nenhuma dúvida.


O Marcos Pacheco tem superstição? Muda algo no comportamento antes da final?

Pacheco: Já acreditei em superstição. Já tive isso de caneta, tênis, meia, hoje sou desapegado. É uma semana de pouco sono, eu durmo muito pouco e o coração dá uma acelerada. Fico ansioso, se as coisas darão certo, se o ginásio está ok, se a programação está ok, se os familiares sentaram em lugares legais. Tem muitas variáveis, muitos interesses nos bastidores. Dez equipes da Superliga já estão negociando e fica procurador em cima querendo atrapalhar. É muita coisa envolvida e fico preocupado se não tem nada influenciando os caras. Como tá a cabeça dos jogadores, os novos, experientes, como estão… Fico louco se algo me escapa e fico perguntando tudo para as pessoas que trabalham comigo cada detalhe, perturbo mesmo. Na minha primeira final, eu não tinha referência nenhuma de como seria. Não sabia o que fazer, se mudava o time que vinha jogando, se mantinha o esquema. Hoje eu tenho histórico da final. Sei como funciona e o que tenho que fazer. Mas continuo muito ansioso e esperando o momento da partida. Isso não muda.

Passado, presente e futuro: jogadores do Sesi-SP encaram final com histórias diferentes

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Sandro, Lucão e Lucarelli, três titulares do Sesi-SP terão sensações diferentes no próximo domingo, 13, quando o time do Serviço Social da Indústria de São Paulo fará a final da Superliga Masculina 2013-2014 contra o Sada Cruzeiro, no Ginásio do Mineirinho, às 10h. Para o capitão Sandro, o jogo será um déjà vu, em que espera o mesmo resultado. Para Lucão, será a reprise da final da última temporada, quando jogava pelo RJX e foi campeão. Lucarelli estará em sua primeira decisão de Superliga, após anos chegando bem perto e vendo-a escapar nos últimos pontos.

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Equipe do Sesi-SP campeã da Superliga Masculina 2010/2011. Foto: Divulgação/Fiesp


Mais experiente em tempo de Sesi-SP, Sandro estava na final de 2010-2011, no mesmo ginásio e contra o mesmo adversário do próximo domingo. Naquele jogo, o Sesi-SP foi campeão pela primeira vez – e única até aqui – da Superliga, ao vencer os mineiros por 3 sets a 1 (25/19, 19/25, 27/25, 25/17). O camisa 5 ainda não era o capitão (a função cabia a Murilo), mas liderou o time com jogadas rápidas que minaram a defesa do Cruzeiro. Para Sandro, apesar das coincidências, o jogo é completamente diferente. Mas fará de tudo para o resultado final se repetir.

“É tudo diferente. É outro ano, as equipes mudaram, se reforçaram para melhor e será uma grande final. Vamos trabalhar muito duro essa semana pensando no jogo. É o mesmo adversário, a mesma final, o mesmo lugar, mas é outro jogo. E temos que entrar muito bem para conquistar esse título no Mineirinho, um templo do voleibol, que terá casa cheia, onde a torcida rival será maioria”, disse o capitão do time, que garante estar muito motivado para o jogo, e admitiu que sentia saudades de uma decisão como essa.

“É muito bom (voltar a jogar a final). A gente trabalha o ano todo pensando nesse momento e na chance de conquistar um título desse. Não tem motivação maior do que jogar no Mineirinho lotado, contra um grande adversário, e aí está. Chegou a hora de matar a saudade da final. Agora é trabalhar muito forte para conquistar o título, que é o grande objetivo”.

Campeão na última temporada, quando foi apontado como o melhor jogador da Superliga, o central Lucão tem fresco na memória o confronto que decidiu o campeonato, quando ainda atuava pelo RJX e conquistou o título sobre o Sada, no Maracanãzinho. Para ele, o Sesi-SP precisa entrar forte e concentrado, mas com calma e sem afobação.

“Contra eles é um jogo de paciência. No ano passado, entramos muito afobados e tomamos uma surra no primeiro set. Depois, quando pensamos o jogo, tivemos resultado. Tem que entrar com vontade, com garra, manter um ritmo intenso, mas com paciência para conseguir enfrentar o time deles”.

Lucão não quis saber de “missão cumprida” por chegar à final. Para o craque, o Sesi-SP foi montado para vencer e a missão só será finalizada em caso de título.

“O Sesi-SP foi montado para ser campeão, então essa é a nossa missão. Tivemos muito problemas na Superliga por lesões. Perdemos o Evandro num momento extremamente importante. O Renan teve um papel fundamental e segurou a bronca quando mais precisamos dele. Foi assim que o time foi montado, pensando no coletivo. Não importa quem entra ou sai, a equipe mantém a regularidade. E agora é trabalhar na semana. A final é um jogo só, é do time que estiver melhor, mas, com certeza, o Sesi-SP fará de tudo para estar melhor”.

A experiência de Lucão e Sandro contrasta com o debutante em final Lucarelli. O jovem de carreira meteórica no voleibol brasileiro disputará sua primeira decisão de Superliga e logo no seu estado natal. E Lucarelli já deixou claro que embora tenha uma semana inteira antes do jogo, a cabeça já está agitada com a partida do próximo domingo.

“Vai ser uma semana intensa! É a minha primeira final. Bati três vezes na trave e agora finalmente consegui. E isso foi graças ao time, que ajudou demais. Nós somos muito unidos e trabalhamos muito bem juntos. Na semifinal (contra o Campinas), conseguimos reverter os dois sets ruins que fizemos e vencemos bem, no tiebreak, jogando juntos. Agora é estudar o Sada, que é uma equipe fenomenal, e se preparar, pois vai ser um jogão”, afirmou o ponteiro, que terá a chance de ser campeão pela primeira vez jogando diante dos familiares.

“Espero que todos compareçam. Vou chamar todo mundo e será um momento muito feliz para mim. Imagina, disputar a minha primeira final no meu estado natal. Vou fazer o máximo para dar de presente para todo mundo esse título”, concluiu.

A equipe do Sesi-SP treinará nesta terça-feira (08/04) na Vila Leopoldina e segue para Belo Horizonte na quarta-feira (09/04) à tarde. A partir de quinta (10/04), os treinos já serão realizados na capital mineira. A final será domingo (13/04), às 10h, com transmissão da TV Globo.

Sesi-SP vence Brasil Kirin e está na final da Superliga Masculina

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O time do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) levou a melhor no segundo jogo das semifinais da Superliga Masculina de Vôlei contra o Brasil Kirin/Campinas, na manhã deste sábado (05/04), no Ginásio Taquaral, em Campinas, por 3 sets a 2 (parciais de 21/15, 21/19, 17/21, 17/21 e 15/09); garantindo, assim, vaga na final do campeonato, que acontece no próximo domingo (13/04), em Belo Horizonte (MG), contra o Sada/Cruzeiro.

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Sidão, Serginho e Marcos Pacheco: vibração após ponto de bloqueio no quinto set. Foto: Caio Lopes/Fiesp


Com o time titular completo (Sandro, Renan, Sidão, Murilo, Lucão, Lucarelli e o líbero Serginho), o jogo foi equilibrado e durou duas horas. Com disputa ponto a ponto, o Sesi-SP saiu na frente nos dois primeiros sets, mas deixou o Brasil/Kirin empatar e o jogo foi decidido apenas no quinto set.

“A semifinal é muito intensa e é diferente de toda a trajetória da Superliga, porque e foca muito em um adversário”, explicou o técnico Marcos Pacheco, que acredita que a semifinal é definitiva e não dá oportunidades. “Vamos curtir essa vitória que foi muito difícil, pois foi uma semifinal nacional com ingredientes regionais”, disse.

A equipe ainda não se acertou no saque, mas o entrosamento do levantador Sandro com Renan cresceu bastante e trouxe mais confiança à equipe. “Está todo mundo de parabéns. O time inteiro me ajudou muito nas duas últimas semanas e meu entrosamento com o Sandro melhorou devido ao tanto que a gente treinou”, afirmou Renan, que foi o maior pontuador da partida, com 16 pontos, e que se diz ‘muito feliz’ por chegar à primeira final da Superliga de sua carreira.

Para Sidão, que já passou por quatro finais de Superligas, esse foi um jogo digno de semifinal: “A gente sabia que vinha uma ‘baita’ de uma pedreira por aí”, disse. O central avaliou que a equipe começou jogando bem, mas deixou o ataque cair e o adversário crescer. “Eles começavam na frente e a gente virava no final do set, depois eles começaram a jogar melhor e paramos de errar mais no quinto set, quando conseguimos manter uma estabilidade e abrir bastante pontos”, afirmou.

“O jogo começou fácil para nós, mas o bloqueio deles e nossos erros de sque colaboraram para ajudar a equipe deles, mas o quinto set fomos superiores e tomamos conta do jogo”, afirmou o ponteiro Manius, que entrou em momentos decisivos da partida.

O levantador Sandro foi eleito o melhor jogador em quadra e recebeu o Troféu Viva Vôlei. A torcida compareceu ao ginásio e motivou o time durante toda a partida. Com a derrota, o Brasil/Kirin se despede da competição. A partida marcou, também, a despedida do campeão olímpico André Heller das quadras. O jogador encerrou sua carreira e foi homenageado pelos atletas, técnicos e torcedores de ambas as equipes ao final do jogo.

O jogo

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539795177O Sesi-SP entrou com o time titular completo, mas foi o adversário quem saiu na frente. Em seguida, Renan garantiu a vantagem. O Brasil Kirin bloqueou a bola de Lucão e empatou o jogo, mas Lucão desceu o braço para deixar tudo igual novamente. O primeiro tempo técnico foi a favor do Sesi-SP, com o placar em 07/05. Mas o Brasil/Kirin passou o bloqueio do Sesi-SP e reverteu o placar em 08/07. O time recuperou a vantagem, mas se atrapalhou em quadra e deixou o adversário empatar em 10/10. Foi o ataque de Lucão que deixou o Sesi-SP na frente de novo e ter o segundo tempo a seu favor, em 14/13.

Lucão acertou no saque e o técnico adversário pediu tempo (15/13). Mas o Sesi-SP abriu vantagem de quatro ponto (18/14). O bloqueio duplo de Sidão e Murilo garantiram o 19º ponto do Sesi-SP. O líero Serginho salvou uma bola difícil e o time chegou ao set point, o que levou o Brasil/Kirin a fazer alterações. Mas Murilo fechou o primeiro set em 21/15, aos 22’44”.

Sidão abriu o placar do segundo set. E o Sesi-SP conseguiu vantagem de 05/03. Sandro levantou Lucarelli garantiu o 07/04, levando o time ao primeiro tempo técnico. O Sesi-SP encontrou sintonia em quadra, garantindo a vantagem em 08/05, mas o adversário empatou e o técnico Marcos Pacheco pediu tempo. O Brasil/Kirin mudou o placar e cresceu no jogo (10/08), mas o canhoto Renan diminuiu a vantagem (10/09). E depois do erro de saque de Sidão, o bloqueio duplo de Renan e Lucão diminui a diferença para 11/10. Murilo salvou a bola e deixou para Lucão, que finalizou com uma inteligente largadinha (13/11). Thiaguinho e Rogério entraram para o reforço, e foi justamente o levantador que, com uma largadinha, garantiu o 12º ponto do Sesi-SP. Lucão desceu o braço e diminuiu o placar para (14/13). Sandro e Renan voltaram para quadra. E foi o levantador que subiu ao lado de Sidão para bloquear o adversário e fazer o 14º ponto. Sidão desceu o braço e diminuiu, mais uma vez, a diferença (16/17), mas o Brasil/Kirin passou pelo bloqueio paulistano (18/16). Lucão marcou dois pontos com confiança e empatou o jogo em 18/18, o que levou o técnico adversário a pedir tempo. Foi o bloqueio duplo de Lucão e Lucarelli que trouxe a vantagem de volta ao Sesi-SP (19/18). E um novo bloqueio do time paulistano levou a equipe ao set point. O ponto do adversário levou Pacheco a pedir tempo. Num estouro do bloqueio adversário que jogou a bola para fora, o Sesi-SP fechou o segundo set em 21/19, aos 27′.

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O levantador Sandro foi eleito o melhor jogador da partida e ganhou o Troféu Viva Vôlei. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O Brasil/Kirin abriu o placar do terceiro set, mas o Sesi-SP empatou em 02/02. Numa diagonal inteligente, Lucarelli deixou tudo igual em Campinas (03/03), mas o adversário manteve a vantagem e o sexto ponto deles foi um ace polêmico por marcações contraditórias dos juízes, o que levou Marcos Pacheco a pedir tempo (06/03). Mas o primeiro tempo técnico foi a favor do Brasil/Kirin (07/03), que errou o saque seguinte e diminuiu o placar a favor do Sesi-SP (07/04). O saque de Lucarelli foi uma bomba e garantiu o quinto ponto da equipe. Renan desceu o braço na diagonal e garantiu o sétimo ponto. Mas o Sesi-SP não conseguiu para o adversário e a vantagem aumentou para 10/07. O bloqueio duplo de Lucarelli Sidão fez o 10º ponto do Sesi-SP, que não desistiu facilmente. Renan subiu no 11º ponto, mas o Brasil/Kirin marcou em seguida (13/11). Numa reversão inteligente, Sandro marcou, mas o segundo tempo técnico foi a favor do time da casa (14/12). Rogério, que entrou no jogo ao lado de Thiaguinho, fez o 13º ponto. E, em seguida, o Sesi-SP empatou (14/14). Sandro e Renan voltaram ao jogo. O Brasil/Kirin fez novo ace e passou na frente de novo (16/14). Em mais uma marcação polêmica do juiz, o Brasil/Kirin fez 18/15 e Pacheco pediu tempo. Na disputa na rede, Murilo levou a melhor e fez o 16º ponto. Lucarelli diminuiu a diferença em 20/17 e o técnico adversário pediu tempo. Mas o Sesi-SP não conseguiu mais reverter o placar e o Brasil/Kirin fechou o set em 21/17, aos 26′.

O quarto set começou disputado ponto a ponto. Mas o Brasil/Kirin levou a vantagem do primeiro tempo técnico (07/06). O Sesi-SP logo empatou (09/09), mas o adversário fez abriu vantagem (13/10) e Marcos Pacheco pediu tempo. Murilo garantiu o 11º ponto e, em seguida, Sidão também marcou, mas o segundo tempo técnico foi a favor do adversário (14/12). Manius entrou no lugar de Murilo e Sidão diminuiu o placar para 16/14. Mas o adversário cresceu no jogo e ganhou vantagem de quatro pontos (18/14), fazendo Pacheco pedir novamente tempo. Com cinco pontos de diferença, o Brasil/Kirin chegou ao set point e Rogério e Thiaguinho entraram no lugar de Sandro e Renan. Na larginha de Manius, a diferença diminuiu para 20/17, quando o téncico adversário pediu tempo e o ponteiro Murilo voltou ao jogo. No erro de saque de Lucarell, o Brasil/Kirin fechou o set em 21/17, aos 24’36”.

No quinto set, foi difícil de a bola cair no chão de ambos os lados da quadra. O Brasil/Kirin saiu na frente. mas Lucarelli logo empatou e, em seguida, ultrapassou o adversário (02/01). Murilo teve destaque e levou garra e confiança ao time, que disputou cada ponto. Renan fez o quarto ponto de saque e, numa largadinha inteligente, Lucão deixou o placar em 05/03, animando a torcida. O técnico adversário pediu tempo e o bloqueio duplo do Sesi-SP não funcionou (05/04). O saque do Brasil/Kirin derrubou Murilo na recepção, mas o time paulistano garantiu o sexto ponto. Lucarelli forçou o saque na rede, mas em bola disputada, Renan fez o sétimo ponto da equipe, que ficou com a vantagem do tempo técnico (08/05). Murilo desceu o braço com força (09/05) e o líbero Serginho salvou o Sesi-SP da largadinha adverária, mas foi o bloqueio de Sidão que deixou o placar em 10/06, levando o técnico adversário a pedir tempo. O bloqueio do Brasil/Kirin mandou a bola para fora e o Sesi-SP abriu vantagem de cinco pontos (11/06). Sidão garantiu o 12º ponto. Manius entrou no lugar de Lucão e, com o placar em 12/08, Marcos Pacheco pediu tempo. Murilo subiu alto na rede para fazer o 13º ponto e o bloqueio duplo de Sidão e Manius levou o Sesi-SP ao match point. Foi Renan quem fechou o jogo em 15/09, aos 16′.

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Sidão e Murilo tentam conter ataque de Gustavão, central da equipe de Campinas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Sesi-SP vence São Bernardo e se classifica para as semifinais da Superliga Masculina

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp, de São Bernardo do Campo

No segundo jogo das quartas de final dos playoffs da Superliga Masculina entre os times do Serviço Social da Indústria de São Paulo e São Bernardo Vôlei, que aconteceu na noite desta sexta-feira (14/03) no Ginásio Abib Moyses Dib, em São Bernardo do Campo, o Sesi-SP, que já tinha a vantagem da vitória do primeiro jogo, venceu por 3 sets a 1 (18/21, 21/13, 21/14 e 21/15).

Com o resultado, o Sesi-SP avança para a fase semifinal. O adversário é o Brasil Kirin/ Campinas.

“Começamos o primeiro set mal, mas conseguimos crescer no jogo e fomos um verdadeiro time hoje: um errava, o outro ia lá e cobria. Foi muito bom. Está todo mundo de parabéns”, afirmou o oposto Renan, que chegou à sua primeira semifinal de Superliga e entrou como titular no lugar de Evandro, que se machucou na última partida e não tem data para voltar às quadras.

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O oposto Renan se destacou no final da partida, mas equipe ainda precisa de ajustes para se adaptar às mudanças. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Na avaliação do técnico Marcos Pacheco, o time tem que aprender a jogar de novo com a saída do Evandro. “É preciso readquirir um padrão e o Sandro tem que sentir as referências do Renan, que não começou bem, mas depois entrou no jogo e ficou mais tranquilo e entendeu melhor o sistema. Agora temos um tempo para reestruturar o time e encarar a semifinal que, é lógico, é duríssima”, destacou.

O levantador Sandro concorda. Para ele, seu entrosamento com Renan ainda não é o ideal, mas acredita que o oposto ajudou bastante no ataque, saque e bloqueio. “Peças foram mudadas, mas os que entraram, entraram bem”, afirmou Sandro. “Foi um jogo com muitos ralis, algo difícil de acontecer no masculino”, destacou o levantador que acredita que o próximo jogo vai ser ‘uma pedreira’.

Pacheco afirmou que o Sesi-SP fez uma boa partida, embora tenha demorado um pouco para se encontrar em quadra. “Sabíamos que ia ser um jogo duro, como foi o primeiro. O time de São Bernardo é grande e colocou muitas dificuldades, trancando nosso jogo na última partida. E isso se refletiu no primeiro set de hoje também. A partir do segundo set conseguimos imprimir um jogo bom”, disse.

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Mudança da estratégia no saque foi fundamental para a vitória. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Na visão dele, a mudança da estratégia no saque foi fundamental para a equipe se encontrar em quadra. “Diminuímos a margem de erros ao trocar o saque mais agressivo, que é uma característica nossa, para um saque mais tático e flutuante. Isso foi importante para que o time conseguisse bloquear e defender e reverter em ponto”, destacou o treinador. “A partir daí tivemos menos dificuldade. Conseguimos minimizar as ações de ataque deles e o poder de virada de bola. Isso ajudou o time a ficar mais tranquilo e soube administrar muito bem. A partir do segundo set fizemos um belo jogo”, afirmou.

O time do Sesi-SP jogou com Sandro, Renan, Lucão, Sidão, Mão e Lucarelli, além do líbero Serginho. Entraram ao longo da partida Thiaguinho, Manius, Murilo. Sidão ganhou o Troféu Viva Vôlei e Lucarelli foi o maior pontuador da partida, com 15 pontos.

A primeira partida da semifinal acontece no próximo dia 25/03, na Vila Leopoldina contra o Brasil/Kirin, de Campinas. O segundo jogo será na casa do adversário, ainda sem data definida. A outra semifinal é a disputa entre os mineiros Sada/Cruzeiro e Vivo/Minas.

O jogo

O primeiro set foi disputado, mas o Sesi-SP teve facilidade para se encontrar em quadra e acabou cometendo diversos erros de saque. Com a entrada de Manius na inversão, ele e Lucão garantiram a virada do Sesi-SP em 12/11, o que levou o time do São Bernardo a pedir tempo. Mas no 13º. Ponto, o adversário empatou e o segundo tempo técnico foi a favor do São Bernardo em 14/13. A vantagem do São Bernardo ficou maior, mas a Largadinha de Lucarelli foi uma jogada inteligente que diminuiu a diferença em 18/16. Marcos Pacheco pediu tempo, mas o Sesi-SP não se recuperou. No set point adversário, Murilo substitui Mão e Sidão desceu o braço para diminuir a diferença para 20/18. Mas o  próprio Sidão sacou na rede e o primeiro set acabou com vitória do São Bernardo, em 21/18, aos 27’20’.

No segundo set, o Sesi-SP saiu na frente. Sandro fez uma linda defesa que garantiu a vantagem no placar, em 04/02. O São Bernardo empatou em 06/06, mas o primeiro tempo técnico foi a favor do Sesi-SP, em 07/06. O São Bernardo passou na frente e foi o bloqueio duplo de Lucão e Renan que empatou o jogo novamente em 09/09. Lucão desceu o braço e garantiu o 10/10. Uma cortada invertida de Manius abriu a vantagem de dois pontos e o Sesi-SP teve o segundo tempo técnico em 14/12. Lucão emplacou no saque e o Sesi-SP deslanchou numa série de acertos. Sidão subiu sozinho na rede e garantiu o 16/12, o que fez o São Bernardo pedir tempo. E junto com Lucarelli, subiram no bloqueio do 17º ponto. No rali mais disputado do set, o Sesi-SP levou a melhor e chegou ao set point com sete -pontos de vantagem. Foi o bloqueio de Lucarelli que encerrou o set com vitória do Sesi-SP em 21/13 aos 21’24’’.

O São Bernardo saiu na frente no terceiro set, mas o Sesi-SP não deu folga. A disputa foi ponto a ponto.  Numa largadinha inteligente, Renan abriu 02/01. E foi novamente o camisa que marcou o terceiro ponto do Sesi-SP. O adversário passou na frente, mas Lucão desceu a mão para garantir o empate em 04/04 e, de novo, para fazer o quinto ponto do Sesi-SP. Lucarelli estourou a bola no bloqueio, que mandou para fora e abriu dois pontos de vantagem. Com o placar em 07/05, o primeiro tempo técnico teve vantagem para o Sesi-SP. O bloqueio triplo de Lucão, Renan e Lucarelli garantiu a vantagem em 09/06. O São Bernardo se aproximou do placar e Marcos Pacheco pediu tempo técnico aos 09/08. Sidão encontrou um buraco no meio da quadra para marcar o 10º. Ponto e com a diferença em 12/08, o time do São Bernardo sofreu alterações. Numa disputa emocionante, o Sesi-SP ficou com a vantagem e levou o tempo técnico em 14/08. A diferença aumentou em favor do Sesi-SP e o 19º. Ponto foi no saque de Renan, quando a bola pingou na rede e caiu na quadra adversária. No set point, Thiaguinho e Mão entraram no lugar de Sandro e Renan, mas o São Bernardo diminuiu a diferença para 20/13, o que levou Pacheco a desfazer as mesmas alterações. Lucarelli fechou o terceiro set em 21×14, aos 23’.

No quarto set, o São Bernardo errou o saque inicial, mas o jogo continuou disputado. O levantador Sandro desceu o braço no terceiro ponto da equipe e com a diferença em 04/02, o time adversário sofreu alterações. O primeiro tempo técnico foi a favor do Sesi-SP, em 07/04. Foram precisos vários bloqueios para segurar o adversário, mas foi Renan, sozinho, que garantiu a bola no chão e o oitavo ponto. O São Bernardo pediu tempo, mas o Sesi-SP continuou na frente e a vantagem cresceu para 10/05. O bloqueio duplo de Sidão e Renan estourou a bola no chão e o Sesi-SP fez o 11º ponto. A o diagonal de Renan levou o time para o segundo tempo técnico em 14/07. Manius acertou em cheio o 15º ponto. O bloqueio adversário segurou a bola de Lucão e, em seguida de Lucarelli, o que diminuiu a diferença para 15/10. Com isso, Pacheco pediu tempo. Em mais uma diagonal, Renan retomou a vantagem em 16/10. Serginho buscou a bola no fundo da quadra, deixando passe para Renan que, mais uma vez, marcou para o Sesi-SP. Aos 18/12, o São Bernardo sofreu alterações. Renan desceu o braço no canto da rede e levou o jogo para match point aos 20/15 e foi o oposto, de novo, que marcou encerrando o set em 21/15 aos 23’.

Pela Superliga Feminina, Sesi-SP vence Uniara e conhece adversário nos playoffs

Agência Indusnet Fiesp

Cumprindo tabela na Superliga, a equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu o Uniara/Araraquara na noite desta sexta-feira (14/04), na cidade do interior paulista, por 3 sets a 0 (21/19, 21/12 e 21/13).

Com o desfecho da 26ª rodada, última da etapa de classificação, o Sesi-SP (4˚ colocado, com 53 pontos) enfrenta o Banana Boat/Praia Clube, de Uberlândia (5˚ lugar, 49 pontos) nas quartas de final.

Sem grandes pretensões na partida, por ter a equipe antecipadamente classificada e com 4˚ lugar garantido, o técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, escalou o time titular somente no início, com a levantadora Dani Lins, as centrais Bia e Fabiana, as ponteiras Dayse e Suelle, a oposta Ivna, além da libero Suelen. No decorrer do jogo, Talmo aproveitou para dar ritmo de jogo a atletas como Pri Daroit, Mari Cassemiro, Neneca e Fran.

No final, Helô, do Uniara, terminou como maior pontuadora do jogo, com 15 acertos.

A equipe do Sesi-SP enfrenta o Banana Boat/Praia Clube no domingo, 23/03, no Ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo, dando início à disputa das quartas de final.

Sesi-SP vai à Minas Gerais para decidir a liderança da Superliga contra Cruzeiro

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

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Ex-jogador da equipe mineira, o central Rogério será titular no sábado e não tem medo de enfrentar a torcida adversária. Foto: Alê da Costa/Portrait Imagens

Chegou a hora de definir como serão os playoffs. Para ficar com a vantagem de disputar duas partidas em casa nos playoffs da Superliga, além de jogar a final em São Paulo (caso consiga a classificação), o Sesi-SP decide neste sábado (15/02) em Contagem (MG), a liderança na tabela contra o Sada Cruzeiro, principal rival da temporada. Em caso de vitória por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1, o time paulista assume a primeira posição com os mesmos 52 pontos, mas com uma vitória a mais. Em caso de vitória por 3 sets 2, a liderança será adiada, pois o Sesi-SP terá ainda dois jogos a fazer, contra apenas um do adversário, podendo chegar a 57 pontos, um a mais dos 56 possíveis dos mineiros.

Ex-jogador da equipe mineira, o central Rogério será titular no sábado, no lugar de Sidão, poupado para tratamento no cotovelo. Profundo conhecedor dos rivais, Rogério sabe que o Sesi-SP terá que manter a atenção e a força em todos os momentos do jogo se quiser sair com a vitória. Para o jogador, essa é uma partida decidida em detalhes, em pequenos erros que podem se tornar pontos preciosos. Mas se jogar em casa pode ser uma vantagem para o Cruzeiro, isso também pode pesar a favor dos paulistas.

“O Sesi-SP vai encontrar muita dificuldade lá, com certeza. Eles jogam em casa, a torcida apoia e faz barulho demais, é bem complicado. Mas também terão uma pressão enorme de ganhar em casa, ainda mais esse jogo. Os detalhes vão definir o resultado, como sempre é contra eles, como foi na Copa Brasil (vitória do Cruzeiro por 3 sets 2). Uma bola perdida que é salva, um bloqueio consistente, um saque forte, um levantamento preciso. Isso fará a diferença”, afirmou o central, que também admitiu que esse tipo de jogo é especial, diferente de uma partida normal de tabela. “É totalmente diferente, exatamente por decidir a classificação. É uma decisão. Queremos vencer de qualquer jeito e eles também não vão querer perder”.

Equipe com melhor aproveitamento de saques na Superliga, o Cruzeiro sabe usar esse fundamento como poucos. O Sesi-SP não está muito atrás e, para Rogério, o saque bem executado poderá ser um diferencial importante para os dois lados.

“Assim como eles têm o saque muito forte, nós também temos. O que vimos na Copa Brasil foi um saque muito pesado do lado deles e também do nosso lado. Se as duas equipes sacarem como normalmente fazem, teremos um espetáculo no jogo voltado a isso. O fundamento do saque será diferencial no jogo. Quem estiver com ele em dia terá vantagem”.

Campeão da Superliga 2011/2012 e Sul-Americano-2012 pelo time de Minas, Rogério acredita que a torcida demonstrará carinho, mas depois do jogo. E confessa: a motivação aumenta com o reencontro.

“O respeito da torcida existirá, mas só depois. Na hora, eles não vão nem querer saber. Vão me xingar, chamar de mercenário e tudo mais. Mas isso me motiva mais, é uma satisfação enorme jogar lá. Tive a felicidade de jogar com eles, é um time vencedor, sem dúvida, mas hoje eu estou muito feliz de estar no Sesi-SP e ter a oportunidade de jogar uma partida desse nível, contra uma equipe muito forte e que está brigando com a gente pelo título”, finalizou o camisa 14.

No primeiro turno, Sesi-SP e Sada Cruzeiro se enfrentaram na Vila Leopoldina com vitória para os mineiros por 3 x 0. Na última rodada, o time da Vila Leopoldina venceu o Moda Maringá pelo placar de 3 x 1, enquanto o Cruzeiro perdeu o clássico contra o Vivo Minas por 3 sets a 2. Com os resultados, basta ao Sesi-SP uma vitória sábado para passar à frente na tabela. A equipe de Rogério ainda terá duas partidas antes dos playoffs, contra o RJ Vôlei, no sábado (22/02), na Vila Leopoldina, e fecha contra o Montes Claros, na quarta-feira (26/02), fora de casa.

A partida deste sábado terá transmissão do SPORTV a partir das 21h30.

Serviço

Superliga 2013/2014
Sesi-SP x Sada Cruzeiro
Data e horário: 15 de fevereiro de 2014, sábado, às 21h30
Local: Ginásio Poliesportivo do Riacho (Rua Paraopeba, 1.200 – Riacho das Pedras Contagem/MG)

Após título histórico, Sesi-SP encara Barueri nesta quarta-feira (12/02) pela Superliga

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

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A capitão Fabiana lidera o time do Sesi-SP, que depois do título sul-americano, está focado na Superliga. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Depois da tempestade sempre vem a bonança, diz o ditado. E a má fase, definitivamente, ficou em 2013. Com um início arrasador em 2014, o time feminino do Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) virou “a bola da vez” no vôlei nacional. Não é para menos. Na Superliga, neste ano, são seis vitórias seguidas, com apenas um set perdido; a equipe é finalista da Copa Brasil e campeã invicta do Sul-Americano, sem perder nenhum set e com direito a uma vitória histórica sobre o Molico Osasco na final. O título veio para coroar a boa fase, mas, para a capitã Fabiana, também aumentou a responsabilidade do Sesi-SP, que se tornou o time a ser vencido.

“Agora todo mundo vai querer ganhar do Sesi-SP e a responsabilidade aumentou bastante. Ganhar é ótimo, mas a responsabilidade aumenta também, e precisamos corresponder para não deixar o nível cair. Precisamos vencer os jogos e acumular pontos desde já”, disse a capitã.

O primeiro desafio do campeão sul-americano é nesta quarta-feira contra o Barueri, no ginásio José Correa, na Grande São Paulo, às 19h30. Para Fabiana, o time deve comemorar a classificação para o Mundial da Suíça, mas o foco tem que voltar para o campeonato nacional, onde o Sesi–SP ocupa a quarta posição, 10 pontos atrás da Unilever, terceira colocada.

“Agora vamos para jogar muito mais na Superliga e melhorar nossa classificação. O objetivo é chegar na final e não será nada fácil. Ganhamos a vaga para o Mundial, é muito bom, vamos comemorar, mas o foco volta a ser a Superliga, onde estamos bem atrás das três primeiras classificadas”.

Fabiana é exigente e se cobra demais. Ciente da responsabilidade que tem e do nome que carrega no voleibol mundial, a camisa 1 curte o bom momento, porém quer melhorar ainda mais para ajudar a equipe a conseguir novos títulos.

“Fico feliz demais com essa vitória e a conquista. E eu me cobro muito, quero estar sempre bem. De um tempo para cá eu não estava sendo a jogadora de sempre e estava me cobrando bastante por isso. Precisava voltar a ser a capitã, comandar a equipe, ter essa responsabilidade. E tenho que encarar isso de frente e vou encarar. Meu objetivo é melhorar cada vez mais, crescer e subir sempre junto com a equipe”.

A respeito da classificação para o Mundial de Clubes, que será disputado em Zurique, de 06 a 11 de maio, Fabiana confessou não saber muito sobre as rivais que irá encontrar, mas revelou sua felicidade por estar voltando a ser a central decisiva que o mundo conhece, além de assumir a responsabilidade de liderar o Time da Indústria em mais uma competição.

“Eu não conheço as equipes que estão lá. Sei por já ter jogado que é um campeonato forte e temos que estar focadas o tempo todo. Fico muito feliz em ajudar a levar o Sesi-SP para esse Mundial, um campeonato grande e muito visado. Farei de tudo, junto com o time, para trazer esse título inédito para o Sesi-SP”, finalizou.

Serviço
Superliga 2013/2014
Sesi-SP x Barueri
Data: 12 de fevereiro, quarta-feira, às 19h30
Local: Ginásio José Corrêa – Avenida Guilherme P. Guglielmo, nº 1000 – Centro – Barueri, São Paulo

Sesi-SP busca vitória contra o Moda Maringá para definir a liderança no sábado

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

O time masculino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) volta à quadra nesta terça-feira (11/2), na Vila Leopoldina, contra o Moda Maringá, pela Superliga. Se já era importante, o jogo ganhou um peso bem maior após a última derrota para o Minas, e com o Cruzeiro se isolando na liderança com 51 pontos, contra os 48 do Sesi-SP (que tem um jogo a menos). Em caso de vitória por 3 sets a 0 ou 3 sets a 1, o time paulista fica a apenas dois do rival e o confronto do próximo sábado ganhará ares de final.

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Sesi-SP enfrenta o Moda Maringá nesta terça-feira (11/02). Foto: Divulgação/Sesi-SP

Para o oposto Evandro, sexto maior pontuador do campeonato com 204 pontos, a derrota contra o Minas deixou lições, mas veio em péssima hora e o time precisa vencer para retomar a disputa pela liderança, faltando apenas quatro jogos para o fim da fase de classificação.

“Não era o momento de perder. Foi uma derrota amarga e temos que tirar lições disso para nos prepararmos melhor. Tanto para amanhã (terça), que é um jogo complicadíssimo, e principalmente para a partida contra o Sada, sábado, porque se quisermos vencer a competição, temos que começar a ganhar deles agora”, disse Evandro, que elogiou o Maringá, a quem o Sesi-SP já venceu duas vezes nesta temporada (3 sets a 0 pela Superliga e 3 sets a 2 pela Copa Brasil). “No último jogo, foi 3 sets a 2 para nós e todo mundo viu como o time deles é difícil de ser vencido. Conseguimos e amanhã precisamos entrar com mais atenção e força ainda para vencer de novo. A vitória é fundamental”.

O confronto entre as equipe marca também um duelo de opostos ídolos da torcida da Vila Leopoldina. Evandro já marcou seu nome com os fãs, que confiam no seu ataque e na sua capacidade de virar as bolas levantadas por Sandro. Mas o Maringá vem com Lorena, que jogou a última temporada pelo Sesi-SP e conquistou um espaço no coração dos torcedores. Evandro elogiou o rival e sabe que não pode deixa-lo jogar, mas ressaltou que o confronto é dos times e que desde que a vitória final seja do Sesi-SP, nada mais importa.

“Nós temos que ganhar o jogo, isso é o que vale. Se eu fizer 20 pontos e ele também, no final teremos que fazer mais que o time deles. O Lorena é um grande oposto, joga muito bem, mas eu quero e vou fazer a minha parte aqui dentro de casa para ajudar o time e garantir nossa vitória. Ele vai marcar pontos e temos que ter atenção com ele, mas vamos fazer o nosso trabalho para vencer e chegar bem na partida de sábado”, finalizou.

Na segunda colocação na tabela, o Sesi-SP enfrenta, após o Maringá, o Cruzeiro, no sábado, o RJ Vôlei, dia 22/02, na Vila Leopoldina, e fecha o returno fora de casa contra o Montes Claros, dia 26/02.

Serviço
Superliga 2013/2014
Sesi-SP x Moda Maringá
Data e horário: 11 de fevereiro, terça-feira, às 19h
Local: Ginásio do Sesi – Vila Leopoldina (Rua Carlos Weber, 835 – Vila Leopoldina, São Paulo)
Entrada gratuita