Em casa, Sesi-SP é derrotado pelo Sada/Cruzeiro e perde invencibilidade na Superliga

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O time lutou muito, mas não foi dessa vez que os jogadores do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) deram o troco no Sada/Cruzeiro pela eliminação na semifinal da Superliga 2012/2013. Demonstrando superioridade técnica desde o primeiro set, a equipe de Minas Gerais venceu o time comandado pelo técnico Marcos Pacheco por 3 sets a 0 (21/14, 21/16 e 21/14), em jogo realizado na noite de terça-feira (03/12), no ginásio da Vila Leopoldina, em São Paulo.

Lucão e Manius tentam bloquear Éder, do Sada/Cruzeiro. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Lucão e Manius tentam bloquear Éder, do Sada/Cruzeiro. Foto: Lucas Dantas/Fiesp


Em noite inspirada, o Sada/Cruzeiro soube utilizar a força de seu saque e a qualidade do bloqueio para neutralizar os donos da casa. Destaques individuais para o oposto Wallace, o ponteiro Leal e o levantador William, todos do Sada/Cruzeiro.

Após o jogo, o central Lucão destacou a qualidade do saque do rival, que, em sua opinião, fez a diferença no resultado final. “O saque deles entrou na partida de hoje e deu a vitória para eles.

Lucão reconheceu a qualidade dos adversários. “Eles estão um passo à nossa frente e são o time a ser batido dentro da Superliga”, avaliou.

Um dos melhores da partida, Wallace disse após o jogo que a partida foi difícil e que o Sada/Cruzeiro se superou para vencer a partida. “Não foi fácil. Conseguimos esse ótimo placar porque nosso saque acabou entrando e desmontou o Sesi-SP”, disse o oposto.

Com o resultado, o Sesi-SP perde a invencibilidade na competição. Agora, são sete vitórias e uma derrota na edição 2013/2014. O time iniciou a partida com Lucão, o ponta Lucarelli, o central Rogério,  o oposto Evandro, o ponta Ary, o levantador Sandro, com Serginho de líbero. Entraram Manius, Murilo, Renan e Thiaguinho.

O jogo

O primeiro set começou bastante movimentado, com as equipes alternando-se à frente do placar. Na primeira parada técnica obrigatória, o Sada/Cruzeiro já dava indícios de como seria o set e vencia por 5 a 2.  Sabendo utilizar a altura e os saques de Wallace, o Sada/Cruzeiro logo abriu uma boa vantagem no placar (09/04), com pouco mais de oito minutos jogados.

Na tentativa de impedir que o Sada/Cruzeiro ampliasse ainda mais a diferença, o técnico Marcos Pacheco sacou o ponteiro-passador Ary e colocou Manius. A alteração não fez o efeito esperado e a equipe rival continuou sendo melhor, graças aos ataques certeiros do cubano Leal e dos bloqueios de Isac.

Renan e Thiaguinho entraram como último recurso para tentar mudar o destino do primeiro set, mas não teve jeito. Final da primeira etapa: 21/14 para os visitantes, em 22 minutos.

A segunda etapa foi de mais equilíbrio, com o bloqueio do Sesi-SP, formado por Rogério e Renan, funcionando bem.  Entretanto, o Sada/Cruzeiro continuava a se manter à frente na contagem. O primeiro tempo técnico, o placar era de 07/05, para os visitantes.

No meio da segunda etapa, o Sesi-SP passou a equilibrar o jogo, utilizando mais o ponta Lucarelli. E se aproximou do placar (16/14).  Mas o dia era da equipe rival. Mesmo com a entrada de Murilo no final da etapa, o Sada/Cruzeiro fechou o segundo set em 21/16.

O terceiro set continuou sendo do Sada/Cruzeiro que, mesmo depois de um começo de set bastante equilibrado, voltou a abrir boa diferença no placar, fechando o terceiro set em 21/14 e o jogo em 3 sets a 0.

Sesi-SP perde por 3 sets a 1 para Praia Clube pela quinta rodada da Superliga feminina

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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No último ponto do terceiro set, vencido pelas anfitriãs por 22/20. Imagem: Reprodução Sportv

Em jogo realizado em Uberlândia (MG), pela quinta rodada da Superliga 2013/14, a equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) foi derrotada a noite desta segunda-feira (28/10) pelo Banana Boat Praia Clube. O placar foi de 3 sets a 1 (18/21, 21/15,22/20 e 21/12) em 1h45 de jogo.

O Sesi-SP venceu o primeiro set por 21/18, mas, depois de ajustar a linha de passe e de se destacar na defesa, a equipe mineira empatou. No terceiro set, mais disputado, uma decisão da arbitragem muito questionada pelas jogadoras do Sesi-SP tirou a concentração da equipe, que perdeu o quarto set por uma placar mais elástico.

Segundo a ponteira do Sesi-SP, Pri Daroit, que levou uma advertência que valeu um ponto para a equipe adversária em momento crucial do jogo, a arbitragem cometeu um erro, mas isso não justifica a derrota do time.

“Ficamos um pouco ansiosos no terceiro set. Estávamos na frente e o time não soube lidar com a vantagem e nós perdemos”, reconheceu a jogadora. “Também ocorreram alguns erros da arbitragem. O que aconteceu foi que ele [juiz] errou no final do terceiro, com placar 21 a 20. Ele me deu uma invasão que não existe”, defendeu. “Mas não vou justificar a perda do jogo por causa dele. O time tem de entrar com mais calma”, ponderou Pri Daroit.

A oposto Monique, do time anfitrião, foi a maior pontuadora da partida, com 17 acertos. Já a levantadora Juliana Carrijo, também do Praia Clube, levou o troféu Viva Vôlei, concedido à melhor da partida, em escolha feita pelo técnico do time vencedor.

Na avaliação da jogadora, a equipe mineira conseguiu ganhar força ao longo do jogo. “O grupo chegou muito quebrado, mas aos poucos fomos retomando esse volume de jogo que muitas equipes também não têm”, disse a levantadora. “Pouco a pouco a gente vai retomando e criando essa equipe”, completou.

O Sesi-SP acumula duas vitórias e três derrotas na competição. A próxima partida pela Superliga está programada para o final do mês de novembro, no dia 29/11, às 19h, diante do Barueri, no ginásio da Vila Leopoldina.

O jogo

O Sesi-SP começou o jogo de forma contundente e marcou 03/00 no primeiro minuto de jogo, vencendo o primeiro set da partida por 21/18. No segundo set, a equipe perdeu o ritmo e perdeu para o Praia Clube por diferença de seis pontos (21/15).

O terceiro set foi marcado pelo equilíbrio. Com placar de 20/20. O Sesi-SP levou uma advertência com cartão amarelo por invasão de quadra. O Praia Clube aproveitou o nervosismo das visitantes e marcou os dois pontos para fechar o set.

O quarto set começou com a expulsão de Pri Daroit e ponto para as adversárias do Praia Clube. Com um placar veloz, o time mineiro abriu vantagem de oito pontos (14/06) e resolveu a partida com vantagem de nove pontos (21/12).

Superliga de vôlei comemora 20 anos com o lançamento da temporada 2013/14

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Comemorando 20 anos de existência, a Superliga de vôlei deu início a mais uma temporada nesta quinta-feira (05/09), em evento que reuniu alguns jogadores e integrantes de comissões técnicas de equipes inscritas na competição. O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) novamente  participa da disputa com times feminino e masculino.

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Murilo, Lucão , Sandro, Dani Lins, Sidão e Serginho acompanham evento de lançamento. Foto: Marcos Ribolli


O lançamento da Superliga foi apresentado pela jornalista da TV Globo, Glenda Kozlowski, e o ex-jogador e hoje comentarista Nalbert, que falaram sobre os números e as novidades da temporada 2013/2014. A principal delas é o set de 21 pontos, que já vem sendo adotado no campeonato paulista e na Copa São Paulo.

A temporada vai de setembro de 2013 a abril de 2014, com 26 equipes (14 femininas e 12 masculinas), vindas de sete estados brasileiros. Estão programados 354 jogos, envolvendo 520 atletas.

Com exceção da novidade dos sets de 21 pontos, o sistema de jogo permanece o mesmo de anos anteriores, começando com a fase classificatória, em turno e returno, em que todos jogam contra todos. Os oito primeiros se classificam para os playoffs e se enfrentam nas quartas, semifinal e final, em melhor de três jogos.

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Sheila (Nestlé Molico/Osasco), Gabi (Unilever/Rio de Janeiro), Camila Brait (Nestlé Molico/Osasco), Pri Daroit (Sesi-SP), Dani Lins (Sesi-SP) e Thaísa (Nestlé Molico/Osasco). Foto: Marcos Ribolli.

A ponteira do Sesi-SP e da seleção brasileira, Priscila Daroit, acredita que essa edição comemorativa da Superliga pode trazer novidades para a final feminina. “Passei a acompanhar a Superliga quando comecei a jogar. Hoje em dia, assisto a todos os jogos, porque posso ver como as adversárias jogam e até aprender alguma coisa nova”, conta. “A edição de 20 anos tem tudo para ser muito especial. E, quem sabe, quebrar a hegemonia de Osasco e Rio de Janeiro. Se Deus quiser, com o Sesi-SP na final.”

Outra jogadora do Sesi-SP e da seleção, a levantadora do Sesi-SP, Dani Lins, também tem expectativas positivas. “Vai ser uma Superliga muito forte, tanto masculina como feminina. Espero que seja tudo de bom para todo mundo”, disse a jogadora, que volta a treinar com a equipe no final de setembro, depois de disputar o campeonato sul-americano com a seleção brasileira. Dani também comentou a novidade dos sets de 21 pontos.

“Ainda não me preparei. Só ouço os comentários. Mas acho que é uma questão de adaptação. O público, talvez, não goste. Meus parentes de Recife, que adoram ver o vôlei, sempre dizem que o melhor é quando acaba 3 sets a 2, porque tem mais tempo de jogo.”

Talmo de Oliveira, técnico da equipe feminina do Sesi-SP, está empolgado para participar de sua vigésima Superliga. “Não fiquei fora de nenhum campeonato nesses 20 anos. Agora já começa a dar um frio na barriga, uma ansiedade para começar. Vai ser uma Superliga muito difícil, com 14 times, com jogos nos extremos do Brasil, mas a expectativa é de uma grande temporada do Sesi-SP, que vem treinando muito bem para disputar os campeonatos.”

Do lado masculino, o técnico Marcos Pacheco também acredita em uma Superliga muito intensa desde o primeiro jogo. “Temos um time altamente competitivo, com grandes personagens, como Lucão, Sidão, Serginho, Lucarelli, Murilo. Só temos que transformar os jogadores em um time, porque quem vai ganhar é a equipe”, comentou.

“A primeira meta é formar uma equipe coesa, que saiba suas dificuldades e suas virtudes. Fazendo isso, as ambições são grandes. Não tem como ter um time desse e não pensar em chegar a uma final de Superliga, em títulos e em grandes jogos. Dia 13 de abril é a final da Superliga e queremos muito estar lá, mas antes temos um caminho a percorrer, que começa no dia 14. Temos investimento, estrutura e jogadores para isso.”

Pacheco também falou sobre Murilo e acredita que o jogador voltará a atuar no Sesi-SP antes do tempo previsto. “Impressionante a recuperação do Murilo. Hoje, ele já está passando e defendendo. A recuperação tem seu tempo, mas quando o atleta tem vontade, como a que ele tem, as coisas se tornam mais fáceis. A dificuldade não é que ele faça as coisas, mas sim segurá-lo”, disse o técnico.

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Sidão (Sesi-SP), Giba (Taubaté), Murilo (Sesi-SP), Lucão (Sesi-SP), Minuzzi (Canoas) e Lucarelli (Sesi-SP). Foto: Marcos Ribolli.

Se depender da vontade do jogador, Murilo garante que estará em quadra em breve. “Ainda estou trabalhando com o prazo do início da cirurgia, de voltar dentro de seis a oito meses. Completei quatro meses agora. Mas estou me sentindo bem, já estou treinando recepção e defesa. Semana que vem devo tentar o encaixe da bola, que é um início para voltar a atacar”, afirmou o ponta. “Apesar de estar lesionado, estou diariamente, de manhã e à tarde, nos treinos. E quando estamos em quadra, dá muita vontade. Estou louco para voltar a treinar, atacar, sacar e poder jogar. Mas sei que tenho que ter paciência e voltar quando estiver bem.”

Novidade no Sesi-SP e na seleção brasileira, o ponta Lucarelli disse estar empolgado para a disputa da Superliga e também por poder jogar na mesma equipe de Murilo. “Sempre disse ao Murilo que queria ter o prazer de jogar com ele na seleção. Como ele teve que fazer a cirurgia, não tive essa oportunidade. Mas quando ele voltar a jogar pelo Sesi-SP, vou realizar um sonho”, declarou o ponta, que tem grandes ambições para os 20 anos de Superliga. “Sabemos que a disputa não vai ser fácil, várias equipes se formaram muito bem. Mas nosso objetivo é ser campeão.”