Sucesso do ‘Meu Novo Mundo’ é resultado da aliança Senai-SP e Sesi-SP

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

O projeto “Meu Novo Mundo”, iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) em conjunto com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP), viabiliza ações conjuntas para a inclusão profissional de pessoas com deficiência em indústrias cuja matrizes estejam localizadas no Estado de São Paulo.

A iniciativa articula cursos de aprendizagem industrial oferecidos pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e atividades esportivas e de cidadania por intermédio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP). Tudo isso em articulação com instituições que atuam no setor

Para cada semana, a pessoa com deficiência tem 16 horas de atividades no Sesi-SP e no Senai-SP e quatro horas na empresa. Apenas podem ser contratados aprendizes a partir de 14 anos.

Pela grade horária, o aluno recebe formação profissional às segundas, quartas e sextas, sendo apenas um desses dias na empresa e os demais no Senai-SP. Às terças e quintas, as atividades serão no Sesi-SP.

O módulo básico explora linhas didáticas na área vocacional para o mundo do trabalho e diversas formas de comunicação, além de estimular a cidadania, de modo que o aprendiz possa conhecer direitos e deveres e noções de matemática.

“O grande link do Sesi-SP e do Senai-SP é por meio do desenvolvimento de valores como respeito aos outros e às regras, trabalho em equipe, cooperação, responsabilidade, amizade, comprometimento e confiança”, explicou Mario Quaranta, supervisor de Qualidade de Vida da Divisão de Esportes e Qualidade de Vida do Sesi-SP.

“Nossa visão de futuro é que o programa seja bom para todos, que todos tenham um ganho de aprendizado. Vamos fazer de tudo para que isso dê certo˜, disse Daniela Rocha, especialista em Educação Profissional da Gerência de Educação da Diretoria Técnica do Senai-SP.

Quarenta e Daniela: valores destacados em nome do rendimento dos participantes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Quaranta e Daniela: valores destacados em nome do rendimento dos participantes. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Entenda o papel de cada instituição

Senai-SP –  O Senai-SP vai proporcionar a formação profissional. Para essa fase inicial foram escolhidas cinco ocupações. Entre elas, auxiliar (de linha) de produção; assistente administrativo e almoxarife; e assistente técnico de Tecnologia da Informação e inspetor de qualidade. Entre outras funções, o Senai-SP tem ainda o papel de colaborar para a adaptação de máquinas e equipamentos, prover suporte para a acessibilidade, atuar na formação de equipes e na preparação das empresas parceiras para a inclusão.

Sesi-SP – O Sesi-SP trabalhará a parte social da iniciativa, com atividades que aliam esporte , educação, cultura e qualidade de vida. Entre elas, a integração com programas já existentes como Atleta do Futuro, Princípio Acidente Zero, Educação de Jovens e Adultos e orientação nutricional. Entre outro serviços, o Sesi-SP pode cuidar ainda de atividades de sensibilização nas empresas, reabilitação clinica, e quando possível, envolver os atletas de alto rendimento para inspirar os aprendizes, dentro do programa Pedagogia do Exemplo. Também atuará no desenvolvimento do relacionamento interpessoal e da criatividade dos aprendizes por meio da atividades artísticas.

Fiesp – A Fiesp faz a coordenação do projeto, a articulação institucional com os atores envolvidos, a mobilização das empresas e as parcerias com instituições.

Instituições – As instituições vão indicar participantes para o programa e sensibilizar famílias sobre a importância da inclusão.

Empresas – Fazem a contratação dos aprendizes com deficiência e prepara ambiente e equipes para a inclusão ao longo do programa.

Órgãos públicos – Têm o papel de mapear possíveis participantes e políticas publicas de apoio ao projeto, como por exemplo, iniciativas que facilitem o transporte público.

>> Site do projeto ‘Meu Novo Mundo’


Projeto prevê capacitação, prática esportiva e inclusão de trabalhadores com deficiência

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

No que depender da indústria paulista, há um mundo de possibilidades à espera dos trabalhadores com algum tipo de deficiência em São Paulo. Foi apresentado, na manhã desta segunda-feira (04/08), para um grupo de convidados, o projeto Meu Novo Mundo, iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para a qualificação e inclusão desses profissionais no mercado. O encontro, coordenado pelo diretor titular do Depar, Sylvio de Barros, foi realizado na sede da federação, do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), na capital paulista. A ação é apoiada pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego em São Paulo (SRTE-SP).

A iniciativa será lançada oficialmente no próximo dia 20 de agosto. E tem como objetivo viabilizar ações conjuntas para inclusão profissional de pessoas com deficiência em indústrias cujas matrizes fiquem em São Paulo. O programa envolverá curso de aprendizagem industrial, inclusão digital, atividades esportivas e cidadania. Tudo para que o emprego de pessoas com esse perfil vá além do cumprimento de cotas estabelecido por lei, colaborando para uma melhor formação e aproveitamento das habilidades desses trabalhadores.

O encontro que apresentou o projeto Meu Novo Mundo para um grupo de convidados nesta segunda-feira (04/08). Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O encontro que apresentou o projeto Meu Novo Mundo para convidados nesta segunda-feira. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O projeto será tocado sob a coordenação da Fiesp, mas com o suporte do Sesi-SP e do Senai-SP respectivamente no que se refere à prática de atividades esportivas e à capacitação profissional.

Estão envolvidas ainda entidades de apoio à pessoa com deficiência e prefeituras, entre outros agentes.

“Vamos apresentar um mundo novo para esses trabalhadores”, disse Barros. “Proporcionar às pessoas com deficiência um número grande de atividades, incluir de forma honesta e inteligente”, explicou. “Esse é um dos maiores projetos de inclusão social já feito para profissionais com deficiência”.

A partir da esquerda: Barros, com Marco Aurélio e Veronica. “Incluir de forma honesta e inteligente”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A partir da esquerda: Barros, com Marco Aurélio e Veronica. “Incluir de forma honesta e inteligente”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O encontro desta segunda-feira contou com a presença de personalidades como o superintendente regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros Neto, a auditora fiscal e coordenadora do Projeto de Fiscalização – Inserção de Aprendizes da SRTE-SP, Alice Grant Marzano, o chefe da Fiscalização do Trabalho da SRTE-SP, Marco Antonio Melchior,  o auditor fiscal e coordenador do Projeto de Inclusão de Pessoas com Deficiência da SRTE-SP, José Carlos do Carmo, a secretária municipal das Pessoas com Deficiência e Mobilidade Reduzida de São Paulo, Marianne Pinotti, o vice-presidente da AACD, Norberto Farina, e a deputada federal Mara Gabrilli, entre outros nomes.

Os atletas paralímpicos do Sesi-SP Marco Aurélio (dardo e disco) e Veronica Hipólito (atletismo) também participaram do evento.