Jogadoras e comissão técnica do Sesi-SP comentam conquista do Sul-americano de vôlei

Lucas Dantas e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Ainda sob a emoção da vitória sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16), na noite deste domingo (09/02), atletas e comissão técnica da equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) conversaram com a reportagem sobre o jogo e a alegria de conquistar o Sul-Americano Feminino de Clubes.

Leia os principais trechos:


Fabiana Claudino, central
“Estou superfeliz com essa vitória. É o resultado do bom trabalho que a gente vem fazendo. A gente está de parabéns, a comissão técnica está de parabéns.”

Dani Lins, levantadora
“O grupo está de parabéns, a gente veio sabendo que estava lá [no time adversário] a responsabilidade. O melhor time está lá. E em um jogo de superação: sem ponteira, sem meio, todo mundo machucado. E a gente entrou solta e feliz. Tem que jogar assim: solta e feliz. E estudando muito o time delas. E o que eu falei: um time conhece muito bem o outro. Não sei se fica mais difícil ou mais fácil.”

Suelle, ponteira
“Nossa equipe jogou muito bem. É muito difícil jogar aqui em Osasco, com a torcida gritando. Conseguimos mostrar nossa grande força e neutralizar as principais atacantes do Osasco. A gente errou pouco.”

Talmo de Oliveira, técnico
“Tivemos uma missão muito difícil. O Osasco é uma equipe muito forte. Esse título eu sempre falei que ele não foi conquistado hoje. Ele foi conquistado há três anos, quando esse projeto foi criado. Cada ano a gente vem melhorando. Cada ano, as jogadoras que chegam aprendem que não basta só jogar. Temos que ser exemplos para tantos alunos que a gente encontra no Sesi-SP. Rodamos o Estado inteiro. Cada vez mais os alunos são apaixonados pelas jogadoras. As jogadoras vão almoçar na casa dos alunos. Isso nos dá uma satisfação tão grande.  (…) É sofrido, nosso time tem que treinar muito, mas a recompensa sempre vem.“

José Montanaro, gestor do vôlei
“Estou muito orgulhoso desse resultado e, principalmente, da volta que essas meninas deram. A equipe soube se superar. Ano passado, tivemos algumas derrotas. E até a equipe se estabelecer e encontrar um caminho, se concentraram, acreditaram, treinaram muito, tiveram coragem. E superar uma grande equipe como o Molico/Osasco, uma equipe fortíssima, campeã mundial, com grandes jogadoras. Mas o que vale é o dia, é o momento, o Sesi-SP mereceu essa vitória surpreendente por 3 sets a 0, mas incontestável. Tenho que parabenizar a comissão técnica. Mesmo superando muitas dificuldades. Estamos com quatro ou cinco meninas machucadas: a Pri Daroit, a Ju Costa, a Mari Casemiro, a central Barbara e a líbero Juliana. Então, o time não está completo. Fico muito otimista com o quanto essa equipe pode crescer, tanto na Superliga como no Mundial. Quarta-feira [12/02] já temos Superliga. Tem pouco tempo para comemorar. Não pode ficar só pensando para o Mundial. Tem que subir um degrau de cada vez e o próximo degrau é a equipe do Barueri.”

Sesi-SP faz partida brilhante e é campeão do Sul-Americano Feminino de Clubes de vôlei

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Muita emoção no ginásio José Liberatti, em Osasco. Em partida brilhante, a equipe feminina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16) na noite deste domingo (09/02) e conquistou o Sul-americano Feminino de Clubes de vôlei. Com a vitória, o Sesi-SP assegura uma vaga no Campeonato Mundial, que será disputado em maio na Suíça.

Campeãs, comissão técnica e gestores do Sesi-SP Esporte comemoram título em Osasco. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

 

Em entrevista logo após o jogo, a levantadora Dani Lins – um dos destaques da vitória – disse que o time estava muito confiante e jogou bem solto, sabendo que a responsabilidade maior era das donas de casa. “Foi um jogo de superação”, disse Dani Lins, mencionando os muitos desfalques – as ponteiras Ju Costa, Pri Daroit e Mari Casemiro estão contundidas.

No jogo, o Sesi-SP treinado por Talmo de Oliveira entrou com Dani Lins, Ivna, Suelle, Dayse, Fabiana e Bia, além da líbero Suellen. Entrou Carol Albuquerque. O Molico/Nestlé Osasco do técnico Luizomar de Moura atuou com Fabíola, Sheilla, Caterina Bosetti, Sanja, Adenízia e Thaísa, além da líbero Camila Brait. Entrou Gabi.

A vitória do Sesi-SP marca a quebra de um tabu. Pela primeira vez, a equipe feminina derrotou o Osasco em uma final – as equipes vinham de duas finais (pelo Campeonato Paulista e pela Copa Brasil), todas vencidas pela poderosa equipe das bicampeãs olímpicas Sheilla e Thaisa.

A campanha do Sesi-SP no Sul-americano foi impecável. As meninas comandadas pelo técnico Talmo de Oliveira venceram todas as partidas por 3 sets a 0.

A central Fabiana Claudino foi eleita a melhor jogadora da competição. Outras quatro jogadoras do Sesi-SP receberam prêmios individuais: Dayse (melhor ponteira), Suellen (melhor líbero), Dani Lins (melhor levantadora) e Ivna (melhor oposto).

O jogo

Forçando bem o saque e aproveitando suas oportunidades de ataque, o Sesi-SP conseguiu abrir vantagem de três pontos em bloqueio de Bia (06/03), chegando ao primeiro tempo técnico com em 08/04. Num ace, o Molico/Osasco diminuiu o placar para 08/06 e uma sequência de erros de defesa do Sesi-SP fez com que as donas da casa encostassem no placar. Mas logo o Sesi-SP se recuperou, deixando o placar em 11/08, obrigando o técnico Luizomar de Moura a pedir tempo. E foi o suficiente para que o set empatasse em 11/11 aos 12’30”. Foi a vez de Talmo de Oliveira pedir tempo. O time melhorou e foi com 16/13 para a segunda parada. O Sesi-SP conseguiu manter o controle do jogo e, em duas bolas de Fabiana, fechou a parcial aos 26’53 em 25/21.

No segundo set, o time da casa saiu na frente, mas em lindo bloqueio de Dani Lins, o Sesi-SP virou para 07/06. Mesmo assim, o primeiro tempo técnico foi em favor do Molico/Osasco. O jogo seguiu disputado ponto a ponto, até que, em bloqueio duplo, o Sesi-SP abriu dois de vantagem (15/13). Em largadinha de Ivna, as visitantes garantiram o segundo tempo técnico em 16/14. O time de Talmo ampliou para cinco pontos de vantagem em 21/16. Dayse fez o 22º ponto e, depois de uma boa bola de Dani Lins, Fabi fez o 23º. O set point demorou a chegar depois de boa passagem de Sheilla pelo saque. Coube à central Bia fechar o segundo set em 25/21, aos 28’51”.

No terceiro set, o Molico/Nestlé vieram com a ponteira Gabi no lugar de Sanja. Melhor no início, as donas da casa foram para a primeira parada técnica obrigatória com 08/05. Num bloqueio triplo, o Sesi-SP diminuiu a diferença para 10/08 e foi na largadinha de Fabiana que o Sesi-SP empatou em 10/10. Suelle empatou em 12/12 e Dani Lins colocou o Sesi-SP na frente pela primeira vez no set: 13/12. Em sequência de saques da oposto Ivna, a equipe virou o marcador (14/12) e seguiu bem no jogo para fechar o set por 25/16 e o jogo por 3 sets a 0.

A campanha

Sesi-SP 3 x 0 C. Universidad Politécnica (COL) – (25/9, 25/9 e 25/6)
Sesi-SP 3 x 0 Ado (CHI) – (25/11, 25/11 e 25/11)
Sesi-SP 3 x 0 Club Liga Nacional Peru (PER) – (25/16, 25/18 e 25/19)
Boca Juniors (ARG) 0 x 3 Sesi-SP – (11/25, 13/25 e 18/25)
Sesi-SP 3 x 0 Molico/Nestlé – (25/21, 25/21 e 25/16)

Sesi-SP confirma favoritismo e vence na estreia do Sul-Americano de vôlei por 3 sets a 0

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Sem muita dificuldade, a equipe do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) impôs sua maior experiência e venceu o Universidad Politecnica, da Colômbia, por 3 sets a 0 (parciais de 25/09, 25/09 e 25/06), em sua estreia pela Copa Sul-Americana de vôlei feminino. O jogo aconteceu na noite desta quarta-feira (05/02), no ginásio José Liberatti, em Osasco, casa do Molico/Nestlé.

Mesmo conscientes de sua superioridade técnica, as brasileiras não perderam a concentração. “O maior respeito que podemos mostrar ao adversário, mesmo que seja um time com técnica inferior, é jogar com seriedade. E foi isso que fizemos: nenhuma das nossas jogadoras aliviou o jogo e nosso time da de parabéns hoje, porque entrou muito focada”, elogiou o técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira.

Para ele, essa foi uma oportunidade de rodar bastante o time e colocar todo mundo para jogar. “Isso foi importante, pois assim conseguimos trabalhar bem o time todo”, explicou.

A ponta Ju Costa retornou às quadras depois de dois meses e meio afastada por contusão. “Poder entrar num jogo como este, depois e tanto tempo parada, é super positivo. Voltar com vitória é muito bom”, declarou a jogadora ao afirmar que, independente do adversário, o Sesi-SP deve fazer o seu melhor. “Temos que manter o nosso padrão de jogo e não baixar o nível, porque o nosso objetivo é muito maior”.

O jogo

O Sesi-SP abriu a vantagem logo no primeiro set, com 04/01 e não demorou para ter o primeiro tempo técnico a seu favor, com 08/03 e o segundo em 16/08 – na competição, os sets obedecem às regras tradicionais, com disputas de 25 pontos.

Depois de uma disputa de bola entre as equipes, Daisy colocou a boa no chão e garantiu o 21º ponto da equipe brasileira, o que obrigou o treinador adversário a pedir tempo. Mas não adiantou: Ivna finalizou o set aos 18’01, em 25/09.

O Universidad Politecnica abriu o placar, no início do segundo set, mas em menos de um minuto, o Sesi-SP logo se recuperou e abriu a diferença para 05/01. Talmo de Oliveira poupou Dani Lins, Fabiana e Suelen. O primeiro tempo técnico a favor do Sesi-SP foi logo aos 4 minutos de jogo, em 08/03. Carol Albuquerque usou a experiência e marcou de segunda o 12º ponto do Sesi-SP, que chegou ao segundo tempo técnico em 16/07. O time adversário fez um ponto de bloqueio, mas Ju Costa finalizou o set em 25/09, aos 18’31”.

No terceiro set, Talmo poupou Bia e Ivna, que foram substituídas por Fran e Neneca. No saque seguido de acertos de Carol Albuquerque, o Sesi-SP abriu vantagem quatro pontos. O primeiro técnico foi em favor do Sesi-SP novamente, em 08/02. A sequência de acertos do time brasileiro fez o placar deslanchar e chegar ao segundo tempo técnico nos 10 minutos, em 16/03. Foi Daisy quem decidiu a partida aos 16’48”, em 25/06.