“Está chovendo sopa e estamos de garfo na mão”, diz especialista sobre Brasil e acordos de livre comércio

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Empresários brasileiros receberam nesta quarta-feira (1/7) a vice-ministra e secretária de Estado de Economia da Suíça, Marie-Gabrielle Ineichen-Fleisch, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O tema do encontro foi inovação e acordos de livre comércio.

Presente no debate, o especialista em Relações Econômicas e Políticas Internacionais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Renato Baumann afirmou que apesar de recentes sinais de um esforço em se aproximar de mercados estrangeiros, o Brasil ainda amarga um “baixíssimo grau de integração produtiva com países vizinhos”.

“Temos pouquíssimos acordos comerciais, de preferências comerciais, e certamente não iremos participar dos megaacordos que estão sendo negociados hoje. Costumo usar a imagem de que está chovendo sopa e estamos de garfo na mão. Não estamos nos beneficiando em nada de um mundo que está mudando de forma muito rápida”, alertou Baumman ao esclarecer a situação brasileira referente a inovação e competitividade.

Segundo ele, a relação entre inovação e competitividade é clara. Mas quando se trata de acordos de livre comércio e inovação, essa ligação pode ser “menos imediata”.

“Em um ambiente de livre comércio não se observa necessariamente a transferência tecnológica. São decisões políticas maiores. Um livre comércio pode desestimular a inovação se as condições internas do país não estão dadas para estimular e viabilizar esse esforço”, explicou.

Encontro na Fiesp entre empresários brasileiros e a vice-ministra e secretária de Estado de Economia da Suíça, Marie-Gabrielle Ineichen-Fleis. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Na avaliação de Baumann, o país precisa de uma condição básica para que os esforços de inovação alcancem resultados. Segundo ele, é preciso um Sistema Nacional de Inovação, “que é basicamente o indicador de um país desenvolvido ou subdesenvolvido. Se você tem o sistema, você é rico, se não tem, não, é tão simples quanto isso”.

O Sistema Nacional de Inovação consiste, segundo o especialista do Ipea, em instituições, legislação, estruturas de incentivo e financiamento.

Durante o debate, Marie Gabrielle destacou a importância da educação no processo de desenvolvimento de um país. No entanto, Baumann alertou que somente o investimento na formação da população não é suficiente para tornar um país inovador e competitivo.

“Se apenas educar, corre-se o risco de ter PhD dirigindo táxi. É preciso algo mais. É preciso pensar de uma forma abrangente, viabilizar um ambiente a favor do esforço de inovação. Se esses esforços forem em um ambiente de concorrência de produtos importados, tanto melhor”, defendeu.

Intenções da Suíça

Na Fiesp para estudar meios de chegar a um acordo de livre comércio entre Brasil e Suíça, Marie Gabrielle afirmou que o país é o mais importante na América Latina para os suíços.

“O Brasil não está apenas na lista dos nossos atletas, mas na lista dos nossos formuladores de política. Estou aqui porque quero encontrar empresários, quero falar com autoridades do governo e, claro, saber sobre o país e suas condições de negócios”, disse a ministra.

Ela listou algumas condições que acredita serem fundamentais para desenvolver a competitividade: educação, flexibilidade do mercado de trabalho, estabilidade e previsibilidade macroeconômica e um ambiente que encoraje o investimento.

Abertura da indústria

O encontro com a Suíça foi conduzido pelo diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto. Segundo ele, a indústria está aberta para acordos de livre de comércio.

Nos últimos anos, a Fiesp vem distribuindo a Proposta de Integração Externa da Indústria. Um documento de posição elaborado pelo Derex, em parceria com o Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da entidade, com o objetivo de sintetizar os assuntos de maior relevância para a integração econômica internacional do Brasil.

“A Fiesp, ao contrário do que afirmam sobre a indústria ser protecionista, colocou na mão do governo essa agenda. Neste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o governo se engajou bastante também nesse tema”, afirmou Zanotto.

Foto: delegação suíça visita a Fiesp para discutir possível retomada de acordos

Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta segunda-feira (10/11), o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Thomaz Zanotto, recebeu a embaixadora Livia Leu, responsável por Acordos de Comércio do Conselho Federal Suíço e chefe de Relações Econômicas Bilaterais da Secretaria para Assuntos Econômicos do Departamento de Economia da Suíça.

O encontro, que também contou com a presença de André Regli, embaixador da Suíça no Brasil, e Claudio Leoncavallo, cônsul geral da Suíça em São Paulo, teve, entre outros objetivos, discutir uma possível retomada de acordos entre a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) e o Mercosul.

Embaixadora Livia Leu é recebida por Thomaz Zanotto, do Derex. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Sesi-SP: Reinaldo Colucci compete sábado (26/07) em Zurique

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

O triatleta do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Reinaldo Colucci, disputará neste sábado (26/07), em Zurique, na Suíça, uma prova do Circuito Mundial de 5150 International, com distância olímpica (1,5 km de natação/40 km de ciclismo/10 km de corrida) sem vácuo.

Seu principal objetivo é utilizar a prova como preparação para Edmonton, no final de agosto.

“Meu maior objetivo é ganhar ritmo de prova dentro do meu treinamento para a Grand Final do Campeonato Mundial da ITU (International Triathlon Union). Competirei com diversos atletas de altíssimo nível, como Javier Gomez (espanhol campeão mundial em 2013 e líder em 2014). A disputa será bastante acirrada e muito boa para mim”, conta Colucci.

Desde o mês de abril, quando Colucci participou da etapa do Sesc-DF, o triatleta vem apenas correndo provas na distância Sprint (750/20/5) e por isso, fazer competições com uma maior duração é de muita importância neste momento de sua preparação.

Os resultados da prova poderão ser acompanhados pelo website da organização.

Sesi-SP vence time argelino e garante vaga na semifinal do Mundial de Clubes na Suíça

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Sem o nervosismo da estreia, o time feminino do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) venceu com autoridade o GS Petroliers, da Argélia, por 3 sets a 0 (25/18, 25/12 e 25/16) em jogo realizado na tarde desta sexta-feira (09/05), em Zurique (Suíça), pela segunda rodada do Mundial de Clubes.

Com o resultado, a equipe do técnico Talmo de Oliveira garante vaga na fase semifinal. O adversário da partida de sábado (10/05) na Arena Saalsporthalle sai do confronto entre as brasileiras do Molico/Osasco e as russas do Dínamo Kazan. O vencedor será o adversário de Fabiana e cia.

Com uma alteração no time titular, o Sesi-SP iniciou o jogo com a central Fabiana, a levantadora Dani Lins, a ponteira Suelle, a central Barbara (no lugar de Bia, poupada), a ponteira Dayse, a oposta Ivna e Suelen (líbero). A equipe africana começou com Mezemate, Khamtache, Bensalem, Mazori, Boukhima e Oudni, com a líbero Sallima. Suelle foi a maior pontuadora do jogo, com 15 acertos, seguida de Ivna, com 14.

Suelle (camisa 4) foi a maior pontuadora da partida, com 15 acertos. Foto: Lucas Dantas/Fiesp


O jogo

Mesmo favorito, o Sesi-SP não teve um bom começo do primeiro set. O nervosismo da estreia se repetiu e quem abriu o marcador foi o GSP, através de Mezemate, explorando o bloqueio de Barbara e Dani Lins. Mas logo a central Barbara empatou a partida. O Sesi-SP só passou à frente no placar com bloqueio de Dani Lins fazendo 05/04, mas as adversárias, com a ponteira Bensalem Zohra, viraram de novo. O nervosismo da primeira partida, em que foi derrotado pelo Volero Zurich, voltou a aparecer e custou dois pontos ao time de Talmo, que chegou ao primeiro tempo técnico em desvantagem: 06/08.

Com o tempo, o time foi se recuperando na partida. Ivna começou a virar as bolas e a superioridade técnica foi se tornando evidente. Em pouco tempo, Fabiana, Barbara e Ivna, maior pontuadora da etapa com seis, viraram a partida e o Sesi-SP só precisou administrar a vantagem até fechar em 25/18, em 22 minutos.

O segundo set começou mais calmo. Acostumadas com o jogo e sem nervosismo, as Meninas da Vila Leopoldina logo abriram 04/01 e continuaram pontuando. Dani, bastante inspirada, usava e abusava das atacantes, confundindo a defesa argelina até a equipe chegar ao primeiro tempo técnico com 08/05.

O ritmo passou a ser mais tranquilo e o Sesi-SP passou a jogar com mais segurança a cada ponto conquistado, chegando a abrir 20/10. Fabiana praticamente subia sem marcação. Suelle marcou seis vezes, seguida por Ivna, com cinco pontos. Talmo colocou Neneca e Carol em quadra e a história seguia sem alterações até o final em apenas 19 minutos, fechando em 25/12.

No terceiro set, Talmo escalou Pri Daroit no lugar de Dayse e o início não foi dos melhores, com o GSP abrindo dois pontos de vantagem. Mas com um ataque pelo meio, Fabiana deixou tudo igual em 03/03, acertando o time. Não demorou muito para o Sesi-SP assumir a dianteira do jogo com autoridade. Enquanto as africanas cometiam muitos erros, o time brasileiro fazia seu papel com segurança e aproveitando a enorme superioridade técnica.

No final, ataque para fora das argelinas, Sesi-SP 25/16 GSP, 3 sets a 0 e vaga na semifinal assegurada.

Sesi-SP treina em Saalsporthalle e se prepara para a estreia no Mundial de Clubes

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp, de Zurique (Suiça)

O ginásio onde serão disputadas as partidas do Mundial. Foto: FIVB

Com a estrela de campeão sul-americano estampada no novo uniforme, a equipe de vôlei feminino do Sesi-SP estreia nesta quarta-feira (07/05) no Mundial de Clubes em Zurique, na Suíça, contra o Volero Zurich. A partida, válida pelo Grupo A, tem início programado para as 20h locais (15h de Brasília). No Grupo B, o Molico/Osasco, convidado pela Federação Internacional de Vôlei (FIVB), faz a preliminar contra o Hisamitsu Springs, campeão asiático.

Na véspera do primeiro jogo, o time da Vila Leopoldina treinou nesta terça-feira (06/05) pela primeira vez na Arena Saalsporthalle, ginásio onde ocorrerão as partidas. O local foi elogiado pelas jogadoras, que reclamaram apenas de uma luz lateral que incide diretamente nos seus rostos, atrapalhando a recepção.

“É um ginásio muito bom, bem bonito. Essa luz na cara atrapalhou um pouco, mas tem que ver como será no dia do jogo, já que nem todas estavam acesas no treino. É questão de costume, mas todos os times vão jogar com essa luz. Então, isso não será desculpa”, afirmou a ponteira Pri Daroit, para quem a ansiedade já está bem maior com a proximidade da estreia.

“Sempre dá aquele friozinho na barriga. Agora que está chegando perto do campeonato e estamos a um dia do jogo, a expectativa é a melhor possível e a vontade aumenta. Estamos num ótimo clima para a disputa e vamos com tudo atrás do título.”

Equipe feminina do Sesi-SP treina na Arena Saalsporthalle Foto: Lucas Dantas/Fiesp

 

A líbero Suelen, que treinou praticamente o tempo inteiro com a incômoda luz no rosto, também aprovou o ginásio e não vê a hora de começar o campeonato. “Gostei muito daqui. Essa iluminação, bom, a luz estava na minha cara, mas, mesmo assim, foi muito bom treinar aqui. Estamos há alguns dias na Suíça só treinando e treinando, mas agora vai começar e já estamos bem mais ansiosas.”

Antes do treino, o técnico Talmo de Oliveira participou de uma entrevista coletiva com os demais treinadores e disse o que espera da competição, que reúne estilos de jogo bem distintos. “São escolas muito diferentes. Acredito que o potencial maior de ataque vai fazer uma grande diferença nesse campeonato. E o time que tiver o melhor equilíbrio na virada de bola, no side out, e no sistema defensivo, pode levar uma grande vantagem. Vamos pegar times com sistemas ofensivos muito fortes e também com sistemas defensivos muito fortes”, disse o treinador, que explicou a importância para o Sesi-SP de disputar o Mundial.

“Isso nos dá um grande suporte para a continuidade do projeto. O fato de que, com apenas três anos de trabalho, estamos disputando nosso primeiro campeonato mundial é muito importante para seguirmos trabalhando e mostra que estamos no caminho certo.”

O técnico do vôlei feminino do Sesi-SP, Talmo de Oliveira (segundo, da esquerda para a direita), durante a coletiva do Mundial de Clubes, na Suíça Foto: Lucas Dantas/Fiesp

Depois da estreia, o Sesi-SP enfrenta na sexta-feira (09/05), às 17h30 locais (12h30 no horário de Brasília), o campeão africano, o Algeria GSP, da Argélia. Ficando entre as duas equipes mais bem classificadas no grupo A, o Sesi-SP avança para as semifinais, programadas para o sábado (10/05). Os vencedores fazem a grande final no domingo (11/05).

Sesi-SP começa treinamentos em Schaffhausen visando Mundial de Clubes

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp, da Suiça

A equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) iniciou no sábado (03/05) seu período de treinamentos na BBC Arena, em Schaffhausen (Suíça), visando o Mundial de Clubes em Zurique, que começa na quarta-feira (07/05). Os treinos seguem até segunda (05/05), quando o time faz um amistoso contra a seleção da França e logo depois viaja para Zurique.

O técnico do Sesi-SP, Talmo de Oliveira, falou sobre a expectativa de enfrentar adversários bem distintos na primeira fase – o Sesi-SP está no grupo A, como Volero Zurich, representante suíço, e o Algeria GSP, campeão africano, enquanto no grupo B estão Dínamo Kazan (Rússia), Molico/Osasco (convidado pela Federação Internacional de Vôlei) e Hisamitsu (Japão).

“São estilos diferentes do que estamos acostumados. São escolas com saída de bolas mais altas. Não conhecemos muito o time da Argélia. Então, teremos que ter muita atenção na adaptação ao jogo. O Volero já é mais rodado, tem jogadoras da Europa na equipe. Elas alternam com bolas de velocidade com as mais altas. Temos algumas informações sobre os times, mas, como disse, a adaptação tem que ser muito rápida e será fundamental”, disse o treinador. 

Para a central Fabiana, o Mundial será uma experiência nova. Experiente em competições internacionais com a seleção brasileira, a capitã nunca jogou um Mundial de Clubes e mostrou como está empolgada para a disputa.

“Joguei Mundiais pela seleção adulta e de base e agora terei um campeonato novo pela frente. Tem uma empolgação pode ser um campeonato novo, é diferente, é novo para mim, mas o resultado final não muda. Eu quero a vitória”, disse Fabiana, que elogiou muito as dependências da Arena BBC.

“É um lugar super bacana. Aqui, querendo ou não, você fica concentrado, tem tudo perto, os quartos são maravilhosos, a comida é ótima, o bem estar do atleta é bastante pensado”.

Período de treinos em Schaffhausen prossegue até segunda (05/05). Superintendente do Sesi-SP acompanha delegação. Foto: Lucas Dantas/Fiesp

O Sesi-SP estreia no Mundial de Clubes na quarta (07/05), às 20h (horário de Zurique). A fanpage oficial da equipe no Facebook estará acompanhando com fotos e informações da partida em tempo real. Acesse www.facebook.com/sesisp.volei

 

‘A conquista delas nos orgulha’, diz Serginho sobre o título do vôlei feminino do Sesi-SP

Guilherme Abati e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A vitória da equipe feminina do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) no Sul-Americano Feminino de Clubes de Vôlei, neste domingo (09/02), sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16), também motivou o time masculino da modalidade. Orgulhosos das companheiras, os jogadores da instituição elogiam a conquista e desde já desejam boa sorte para as atletas no Campeonato Mundial, na Suíça, em maio.

Entre os meninos, o central Sidão tem um motivo extra para celebrar o resultado: ele é noivo de Dani Lins. “Eu estava tão nervoso por elas que preferi ver o jogo de casa”, disse. “Elas sempre chegavam à final, agora deu tudo certo”.

Para o jogador, a conquista foi merecida. “O time delas está jogando muito bem neste ano. O volume do jogo está muito bom e a cobertura e o ataque, bem trabalhados. Até a vibração delas mudou”, afirmou.

O líbero Serginho foi outro que vibrou com a partida. “O mérito delas é muito grande”, disse. “Elas apresentaram um vôlei de alto nível e deram ao Sesi-SP um título importante, que prova a evolução da equipe”.

Serginho: “O mérito delas é muito grande”. Foto: Sesi-SP Mauá

Serginho: “O mérito delas é muito grande”. Foto: Sesi-SP Mauá

Para ele, além do orgulho, foi um estímulo e tanto para todos os atletas da modalidade na instituição. “A conquista delas nos motiva e nos orgulha”.

As outras que se cuidem

Segundo o ponta Lucarelli, as meninas do vôlei provaram ser “muito qualificadas”, já que tiveram um jogo “tranquilo”. “Elas estão de parabéns”, contou.

Tanto que o caminho está aberto para a obtenção de bons resultados no Campeonato Mundial, na Suíça, em maio. “Elas têm time para isso”, disse. “Quem deve se preocupar são os times de fora”.

 

 

 

Jogadoras do Sesi-SP comemoram vitória

Guilherme Abati e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

É hora de comemorar. Entre as jogadoras da equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o dia foi de boas lembranças diante da vitória impecável, neste domingo (09/02) sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16).

Em partida realizada no ginásio José Liberatti, em Osasco, as meninas conquistaram o Sul-Americano Feminino de Clubes de vôlei. Com isso, se preparam para carimbar o passaporte em maio, quando viajam para o Campeonato Mundial, na Suíça.

Para Dani Lins, foi uma disputa de “pura superação”.  “Tentávamos bater o time favorito, com jogadoras de seleção”, disse. Segundo a atleta, para vencer o campeonato, não foi necessário apenas superar a qualidade das adversárias. “A Ju Costa, a Pri Daroit e a Mari Casemiro estavam contundidas, por isso precisamos jogar no limite”, disse.

Dani: disputa foi de “pura superação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Dani: disputa foi de “pura superação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Segundo a levantadora, a vitória é algo a se comemorar muito. “Achávamos que era impossível vencer como vencemos. A união do time e a nossa tranquilidade fizeram a diferença”, disse.

O campeonato, de acordo com a oposto Ivna, foi conquistado depois de um “treinamento pesado”. “Queríamos muito esse título. Treinamos pesado para isso”, afirmou. “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. “Estou muito feliz”, revelou Ivna

Ivna: “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ivna: “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

De acordo com a ponta Suelle, o título do Sul-americano Feminino de Clubes de vôlei é resultado do crescimento do grupo no último mês. “Mostramos a nossa evolução, resgatando o jogo coletivo e nos entregando totalmente”, disse.

Para ela, o título não vai sair da memória tão cedo. “Foi memorável pela forma como jogamos, consegui firmar a minha posição na equipe”.

 

Para contar aos netos

Suellen: “Aqui todo mundo joga pelo time”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Suellen: “Aqui todo mundo joga pelo time”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A líbero Suellen foi outra jogadora que passou o dia nas nuvens depois da vitória. “Começamos o campeonato pensando nesse jogo, a gente se preparou muito bem”, contou. “Aqui todo mundo joga pelo time”.

Assim, no futuro, quando for falar sobre a conquista do campeonato para os netos, ela já sabe como vai contar essa história. “Vou dizer que nós vencemos um time que todo mundo achava imbatível”, disse. “Apenas fomos lá e fizemos o planejado”.

Ministra da Suíça participa de encontro com empresários na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Empresários brasileiros receberam, nesta quarta-feira (10/07), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a visita da ministra do Meio Ambiente, Transportes, Energia e Comunicações da Suíça, Doris Leuthard.

Acompanhada por comitiva formada por diretores de empresas e autoridades do país europeu, Leuthard falou sobre inovação em infraestrutura sustentável, além de explicar a situação atual da Suíça e abordar os desafios do Brasil para o futuro.

O encontro com a ministra da Suíça: mais intercâmbio entre pesquisadores. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Encontro com a ministra da Suíça: mais intercâmbio entre pesquisadores. Foto: Julia Moraes/Fiesp

 

“A Suíça, no século 19, era um país pobre. Não tínhamos recursos naturais, mas tínhamos nossa capacidade e determinação. Hoje somos um dos países mais competitivos e inovadores do mundo”, disse.

De acordo com a ministra, infraestrutura é um dos maiores pilares na criação de uma sociedade sustentável e desenvolvida. Em sua fala, a ministra também destacou a importância de investimentos em mobilidade urbana e transporte público.

“Para tornar um país saudável economicamente precisamos dar atenção à infraestrutura. Acredito que o Brasil poderia aprender como o modelo que passamos a adotar. Atualmente investimos pesado, entre outras coisas, na construção  de rodovias, para a ligação com o porto de Roterdã, localizado no norte da Europa”, afirmou.

Doris: ações de infraestrutura para o desenvolvimento da Suíça. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Doris: ações de infraestrutura e apoio à mobilidade urbana na Suíça. Foto: Julia Moraes/Fiesp

“Sabemos também da importância no desenvolvimento de transporte intermodal, com trens de alta velocidade, estruturados sobre uma base composta principalmente por energia sustentável.” Leuthard explicou que muitas das cidades suíças têm ônibus elétricos híbridos que funcionam com baixo consumo de combustível.  A ministra criticou o modelo adotado pelo Brasil quanto à mobilidade urbana. “Quando vejo a quantidade de cabos sobre as ruas, muitos deles usados por ônibus, fico assustada, fios têm de estar de baixo da terra”, disse.

De acordo com a ministra, inovação reduz custos e amplia o espectro de investimentos possíveis. “Não consigo entender como Brasil não adota com mais eficiência o uso de energias renováveis como a solar e a eólica”.

Mais intercâmbio

Leuthard  finalizou sua participação no encontro dizendo que espera criar novos programas de intercâmbio para estudantes e pesquisadores dos dois países.  “Prosperidade, qualidade de vida e crescimento econômico é o que todos nós aqui buscamos”.

Também presente ao evento, Nadia Paterno, diretora titular adjunta do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp, abordou brevemente a questão energética brasileira. “Cerca de 89% da geração elétrica no Brasil vem de fontes renováveis, principalmente a hidro geração e a biomassa. A eólica e a solar irão crescer, apesar da pouca utilização atual devido ao alto preço”, disse.

Também estiveram presentes ao encontro Jacqueline de Quattro, membro do Conselho do Governo de Canton of Vaud,  e Konstantinos Boulouchos, membro do Instituto Federal Suíço de Tecnologia (ETH).

Ministra da Suiça fala sobre competitividade industrial na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vai receber nesta quarta-feira (10/07) a Conselheira Federal da Suíça, Doris Leuthard, responsável pela manutenção e desenvolvimento da infra-estrutura da Suíça. Como uma dos sete membros do governo suíço, ela combina as funções de ministra dos Transportes, Energia, Comunicações e do Meio Ambiente.

Apesar do sistema de transportes, do fornecimento de energia e das redes de telecomunicações da Suíça serem reconhecidos por sua excelência, eles também exigem constante expansão, modernização, inovação e adaptação às escolhas políticas.

Pesados ​​investimentos são necessários e precisam ser financiados também pelos usuários. O consequente aumento dos preços acaba afetando a competitividade da indústria manufatureira, obrigando os gestores a rever constantemente seus processos de produção, fazer um uso mais eficiente de recursos como água e energia, além de otimizar sua logística.

As necessidades da indústria em termos de infra-estrutura, preço e confiabilidade tem sido um tema de debate público tanto na Suíça quanto no Brasil. O painel da Fiesp será uma oportunidade para comparar pontos de vista brasileiros e suíços, uma vez que ambos os participantes lidam com o mesmo assunto a partir de perspectivas bastante diversas.

Sesi-SP aproveita parada na Superliga para disputar torneio na Suíça com forças europeias

 Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp 

Aproveitando a parada de 21 de dezembro a 11 de janeiro na Superliga, o time feminino do Sesi-SP rumará para a Europa onde disputará o Top Volley International, torneio amistoso realizado em Basel, na Suíça, que está em sua 24ª edição.

A competição ocorrerá dentre os dias 27 a 29 de dezembro e contará com cinco equipes além do time da indústria: Volero Zurich (Suíça), Racing Club de Cannes (França), Dínamo Bucarest (Romênia), Galatasaray (Turquia) e Muszyna (Polônia). Para o técnico Talmo, o torneio virá em boa hora para manter o time ativo e testar as jogadoras em escolas diferentes do vôlei mundial.

Estrelas do voleibol brasileiro, a levantadora Dani Lins (3) e a ponteira Fabiana. Foto: CBV

 

“Vamos disputar com forças e escolas diferentes, o que é um aprendizado constante. Manteremos o ritmo de jogo e enfrentaremos equipes interessantes, o que agregará experiências ao nosso time”, declarou o treinador, que já avisou que irá com o time completo para vencer. “Queremos vencer sim, e vamos com força máxima para isso. Os testes são importantes, mas ver o nome do Sesi-SP no topo é mais ainda”.

Apesar da viagem rápida e de longa distância, Talmo acredita que o torneio ajudar no amadurecimento de algumas jogadoras. “Os times ficarão aqui treinando e nós estaremos em uma disputa forte. As mais jovens também ganham mais experiência e visualizam o vôlei como é jogado lá fora. Frio não nos preocupa, pois é tudo aquecido. E ao invés de treinarmos apenas, teremos ótimas partidas para jogar”, apontou. Quem também gostou da viagem foi a levantadora Dani Lins. Para a jogadora, encarar essas equipes é ampliar experiências. E ainda uma possibilidade de conhecer outros referenciais.

“Parece um bate e volta, mas não é. Vamos jogar um campeonato interessante e ainda ganhamos uma viagem para um lugar lindo. E como vamos com o time completo, fica melhor ainda. O aprendizado contra essas escolas, mesmo que em poucas partidas, é muito válido”, afirmou a camisa 03 do Sesi-SP.

A Superliga feminina terá uma pausa do dia 22/12 a 11/01 para as festas de fim de ano (a masculina não terá a quebra). Antes da viagem, o time do Sesi-SP enfrentará nesta sexta-feira (21/12), fora de casa, Unilever, no Rio de Janeiro. Na volta, no dia 11 de janeiro (sexta-feira), o adversário será o São Caetano, também fora de casa.

O Top Volley International é um torneio disputado desde 1989 com times de diversos países. Outras equipes brasileiras já participaram do Top Volley International, como o Unilever e o Osasco. A Bandsports transmitirá os jogos do Sesi-SP. Confira a tabela abaixo.

Serviço:
24º Top Volley International – Suíça – Dezembro de 2012
Local: ST. Jacob Hall
* Os times são divididos em dois grupos de três. Os dois melhores se classificam para as semifinais.

27 de dezembro (quinta-feira)
15h30 (horário do primeiro jogo. As demais partidas ocorrerão na sequência).
Dinamo Bucareste x Volero Zurich
Racing Club de Cannes x Galatasaray
Sesi-SP x Dínamo Bucareste
BPS Muszyna x Racing Club de Cannes

28 de dezembro (sexta-feira)
15h30
Volero Zurich x Sesi-SP
Galatasaray x BPS Muszyna
Primeira semifinal
Segunda semifinal

29 de dezembro (sábado)
17h00
Decisão de 5º e 6º
Decisão de 3º e 4º
Final

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Ministro da Suíça reforça interesse em negociações para livre comércio com o Mercosul

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Ministro Johann Schneider-Ammann durante seminário sobre câmbio na Fiesp

O ministro do Departamento Econômico da Suíça, Johann Schneider–Ammann, que está no Brasil acompanhado de uma delegação há dois dias, participou na tarde desta sexta-feira (14) de seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Além de compartilhar a recente experiência do país europeu com medidas para conter a valorização da moeda local, a autoridade expressou intenções de seu país em estabelecer um acordo de livre comércio com o Mercosul.

“Nós queremos abrir o mercado e estamos muito interessados em um acordo de livre comércio com o Brasil e com o Mercosul”, afirmou Schneider-Ammann, em seu discurso de abertura do seminário “Os Efeitos da Oscilação Cambial no Brasil e na Suíça”.

O Brasil é um dos principais parceiros sul-americanos da Suíça que já opera um acordo de livre comércio com o Chile, desde 2004 – o primeiro do país europeu na América do Sul.

A intenção da Suíça em abrir seu mercado também vale para países como China, Índia e Rússia. Os suíços reuniram-se com representantes destas nações para intensificar o intercâmbio com base em um plano estratégico lançado em 2006.

Câmbio

No início de setembro, o Banco Nacional da Suíça anunciou teto mínimo para operações com sua divisa local, o franco-suíço, em relação ao euro.

O objetivo da medida é evitar maiores prejuízos para a economia daquele país provocados pela elevada apreciação cambial. Para o ministro Schneider-Ammann, a elevada valorização do franco representa uma “grave ameaça à economia e indústria suíça.” Ele ainda reconheceu que apesar da medida que estabelece o valor mínimo de 1,20 francos por euro, a divisa suíça ainda deve continuar elevada e, se for necessário, podem adotar novas ações.

Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp

O Brasil enfrenta situação de instabilidade cambial semelhante por conta do elevado fluxo de investimentos, principalmente na infraestrutura e no agronegócio, e com a valorização do real que barateia as importações e prejudica a competitividade de nossa indústria.

“Recentemente a Suíça deu provas concretas de uma ação direta no câmbio que nos surpreendeu. Talvez seja uma sinalização do caminho que o Brasil tenha que seguir eventualmente”, disse Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp.

O economista do Banco UBS, André Carvalho, enxerga com mais cautela a aplicação das medidas suíças na economia brasileira. “Não sei se essa é a melhor opção para o Brasil porque ao fazer o mesmo que a Suíça, o governo estaria dando alimento para inflação no país”, ponderou.

Diretor da Fiesp defende rodada da moeda no G20 para evitar maior deterioração do câmbio

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

“A necessidade de regulação e disciplina do câmbio e do comércio internacional está evidente e a Rodada de Doha ultrapassada”, afirmou nesta sexta-feira (14), o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Gianetti.

O diretor foi um dos palestrantes no seminário “Os Efeitos da Oscilação Cambial no Brasil e na Suíça”, na sede da federação.

“A Rodada de Doha parece algo do século passado. Precisamos imediatamente que as nações líderes do G20 estabeleçam um novo diálogo internacional que seria a rodada da moeda”, afirmou Gianetti ao falar no encerramento do encontro.

Giannetti destacou a presença do ministro do Departamento Econômico da Suíça, Johann Schneider–Ammann, como uma oportunidade para que seja criado esse diálogo.

Schneider–Ammann, que está no Brasil acompanhado de uma delegação há dois dias, participou do seminário e compartilhou a recente experiência do país europeu com medidas para conter a valorização da moeda local, como o teto mínimo para operações com o franco-suíço em relação ao euro.