Equipe feminina comemora a vaga na final da Superliga

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Ao som da música “Tempo de Alegria”, de Ivete Sangalo, as jogadoras da equipe feminina de Vôlei do Sesi-SP comemoraram muito a vitória sobre o Osasco neste sábado (19/04) pela semifinal da Superliga e a conquista da vaga para mais uma final. É a quinta vez que a equipe chega a uma decisão em cinco campeonatos disputados na temporada (Copa São Paulo, Campeonato Paulista, Copa Brasil, Sul-americano e Superliga).

Capitã Fabiana: “Entramos na história”. Foto: Caio Lopes/Fiesp

 

As jogadoras destacaram a união e a alegria do time como características fundamentais para a campanha positiva. “Fico feliz por ter jogado bem hoje, mas fico muito mais feliz pelo grupo. É muito bom jogar nessa equipe! Queria jogar mais 10 anos aqui. Se a gente conseguir manter essa alegria e essa união, quem sabe a gente não ganha a final?”, disse a ponteira Suelle, um dos destaques da equipe na reta final da Superliga.

“O Sesi-SP é muito merecedor, porque a gente começou com dificuldade na Superliga, ficamos em uma situação desfavorável, e desde a metade da competição, conseguiu virar. E agora estamos na final”, finalizou Suelle.

A oposta Ivna agradeceu a Deus pela vitória e citou um trecho bíblico, que fala sobre força e coragem. “O time foi forte e corajoso e estamos em uma final inédita! Agora é pensar no Unilever para buscar esse título”, comemorou a maior pontuadora da Superliga. “Estou em uma boa fase porque o Talmo me dá confiança e o time também. Estou muito feliz!”

“Entramos na história”, declarou a central e capitã do time, Fabiana Claudino. “Sei da minha responsabilidade e do que posso fazer e estou feliz por estar conseguindo a ajudar o grupo. A equipe vem trabalhando duro e é muito unida. Sabíamos das nossas dificuldades e limitações, mas uma acreditou na outra, deu força para a outra. Só o que a gente sabe o que passou para chegar até aqui.”

Fabiana contou que pediu para que a equipe jogasse com o coração. “O que eu falei para as meninas antes do jogo de hoje foi ‘ vamos nos divertir, vamos nos ajudar e jogar com o coração’, porque era isso que ia valer para o jogo de hoje. E mesmo nos momentos mais difíceis, a gente teve a tranquilidade para seguir buscando o tempo inteiro.” 

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra na partida, acredita que união e versatilidade são as principais características da equipe. Foto: Caio Lopes/Fiesp

A levantadora Dani Lins, eleita a melhor em quadra na semifinal, também destacou a união do time. “Não tem o egoísmo de pedir ‘põe pra mim’. Pelo contrário! Se uma jogadora não está bem na partida, a gente combina de pôr para ela, exatamente para puxá-la para o jogo. Somos uma equipe, não é um jogo de pingue-pongue”, falou Dani, que destacou ainda a versatilidade da equipe. 

“As meninas do banco entraram, ajudaram a virar o jogo.  Usamos tudo hoje. A nossa equipe tem jogadoras que fazem tudo, é o famoso Severino. A ponteira faz meio, faz oposta, faz levantadora e chega na hora do jogo, graças a Deus, dá certo”, contou.

“Quando acabou o jogo, eu saí correndo, nem sei para onde. Não sei nem explicar como é bom estar em uma final”, concluiu Dani Lins.

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Técnico

O técnico Talmo de Oliveira foi muito questionado sobre a quebra da invencibilidade do Osasco, que há 12 anos não ficava fora de uma final. Mas o comandante da equipe diz que sempre teve certeza que o Sesi-SP tinha chance de vencer. “Nossa festa não é por ter quebrado a invencibilidade do Osasco, mas sim porque nós queríamos estar nessa final. Não tiramos ninguém da final, porque a disputa estava aberta, o Osasco ainda não estava lá. A gente não trabalha desmotivado nunca aqui. Mesmo que set esteja 19 a 1, que vamos lutar até o fim pela próxima bola, porque o jogo não acabou. Era ponto pacífico na equipe que a gente lutaria até o final”, afirmou o técnico.

“Em alguns momentos, elas sentiram muita dificuldade e minha orientação foi: ‘não pensa no final do jogo, pensa no próximo ponto’. ´Mesmo saindo atrás no tie-break, passamos a frente, depois eles passaram três pontos e tivemos capacidade e competência para minar uma das principais jogadas deles, que é a primeira bola, para virar e fechar o jogo”, explicou.  

Talmo destacou a importância do apoio oferecido pelo Sesi-SP. “Estou muito feliz no Sesi-SP porque a instituição entende o que é o processo do voleibol. Começamos há três anos, viemos melhorando e agora tivemos uma temporada muito vitoriosa. Chegamos na final de todos os campeonatos que disputamos, o que foi muito bom para a maturidade das jogadoras e para a força da equipe. A gente tem um grupo que trabalha muito forte e eu sabia que a gente ia colher o fruto de tanto esforço. É uma alegria ver um projeto tão sólido, como é o do Sesi-SP, onde as atletas entendem que elas têm responsabilidade não só dentro de quadra, mas também são exemplo para as crianças, para os trabalhadores, para a família.”

Jogadoras do Sesi-SP comemoram vitória

Guilherme Abati e Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

É hora de comemorar. Entre as jogadoras da equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), o dia foi de boas lembranças diante da vitória impecável, neste domingo (09/02) sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16).

Em partida realizada no ginásio José Liberatti, em Osasco, as meninas conquistaram o Sul-Americano Feminino de Clubes de vôlei. Com isso, se preparam para carimbar o passaporte em maio, quando viajam para o Campeonato Mundial, na Suíça.

Para Dani Lins, foi uma disputa de “pura superação”.  “Tentávamos bater o time favorito, com jogadoras de seleção”, disse. Segundo a atleta, para vencer o campeonato, não foi necessário apenas superar a qualidade das adversárias. “A Ju Costa, a Pri Daroit e a Mari Casemiro estavam contundidas, por isso precisamos jogar no limite”, disse.

Dani: disputa foi de “pura superação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Dani: disputa foi de “pura superação”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Segundo a levantadora, a vitória é algo a se comemorar muito. “Achávamos que era impossível vencer como vencemos. A união do time e a nossa tranquilidade fizeram a diferença”, disse.

O campeonato, de acordo com a oposto Ivna, foi conquistado depois de um “treinamento pesado”. “Queríamos muito esse título. Treinamos pesado para isso”, afirmou. “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. “Estou muito feliz”, revelou Ivna

Ivna: “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Ivna: “Nossos saques e a nossa aplicação tática fizeram a diferença”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

De acordo com a ponta Suelle, o título do Sul-americano Feminino de Clubes de vôlei é resultado do crescimento do grupo no último mês. “Mostramos a nossa evolução, resgatando o jogo coletivo e nos entregando totalmente”, disse.

Para ela, o título não vai sair da memória tão cedo. “Foi memorável pela forma como jogamos, consegui firmar a minha posição na equipe”.

 

Para contar aos netos

Suellen: “Aqui todo mundo joga pelo time”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Suellen: “Aqui todo mundo joga pelo time”. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

A líbero Suellen foi outra jogadora que passou o dia nas nuvens depois da vitória. “Começamos o campeonato pensando nesse jogo, a gente se preparou muito bem”, contou. “Aqui todo mundo joga pelo time”.

Assim, no futuro, quando for falar sobre a conquista do campeonato para os netos, ela já sabe como vai contar essa história. “Vou dizer que nós vencemos um time que todo mundo achava imbatível”, disse. “Apenas fomos lá e fizemos o planejado”.

Jogadoras e comissão técnica do Sesi-SP comentam conquista do Sul-americano de vôlei

Lucas Dantas e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Ainda sob a emoção da vitória sobre o Molico/Nestlé Osasco por 3 sets a 0 (25/21, 25/21 e 25/16), na noite deste domingo (09/02), atletas e comissão técnica da equipe feminina de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) conversaram com a reportagem sobre o jogo e a alegria de conquistar o Sul-Americano Feminino de Clubes.

Leia os principais trechos:


Fabiana Claudino, central
“Estou superfeliz com essa vitória. É o resultado do bom trabalho que a gente vem fazendo. A gente está de parabéns, a comissão técnica está de parabéns.”

Dani Lins, levantadora
“O grupo está de parabéns, a gente veio sabendo que estava lá [no time adversário] a responsabilidade. O melhor time está lá. E em um jogo de superação: sem ponteira, sem meio, todo mundo machucado. E a gente entrou solta e feliz. Tem que jogar assim: solta e feliz. E estudando muito o time delas. E o que eu falei: um time conhece muito bem o outro. Não sei se fica mais difícil ou mais fácil.”

Suelle, ponteira
“Nossa equipe jogou muito bem. É muito difícil jogar aqui em Osasco, com a torcida gritando. Conseguimos mostrar nossa grande força e neutralizar as principais atacantes do Osasco. A gente errou pouco.”

Talmo de Oliveira, técnico
“Tivemos uma missão muito difícil. O Osasco é uma equipe muito forte. Esse título eu sempre falei que ele não foi conquistado hoje. Ele foi conquistado há três anos, quando esse projeto foi criado. Cada ano a gente vem melhorando. Cada ano, as jogadoras que chegam aprendem que não basta só jogar. Temos que ser exemplos para tantos alunos que a gente encontra no Sesi-SP. Rodamos o Estado inteiro. Cada vez mais os alunos são apaixonados pelas jogadoras. As jogadoras vão almoçar na casa dos alunos. Isso nos dá uma satisfação tão grande.  (…) É sofrido, nosso time tem que treinar muito, mas a recompensa sempre vem.“

José Montanaro, gestor do vôlei
“Estou muito orgulhoso desse resultado e, principalmente, da volta que essas meninas deram. A equipe soube se superar. Ano passado, tivemos algumas derrotas. E até a equipe se estabelecer e encontrar um caminho, se concentraram, acreditaram, treinaram muito, tiveram coragem. E superar uma grande equipe como o Molico/Osasco, uma equipe fortíssima, campeã mundial, com grandes jogadoras. Mas o que vale é o dia, é o momento, o Sesi-SP mereceu essa vitória surpreendente por 3 sets a 0, mas incontestável. Tenho que parabenizar a comissão técnica. Mesmo superando muitas dificuldades. Estamos com quatro ou cinco meninas machucadas: a Pri Daroit, a Ju Costa, a Mari Casemiro, a central Barbara e a líbero Juliana. Então, o time não está completo. Fico muito otimista com o quanto essa equipe pode crescer, tanto na Superliga como no Mundial. Quarta-feira [12/02] já temos Superliga. Tem pouco tempo para comemorar. Não pode ficar só pensando para o Mundial. Tem que subir um degrau de cada vez e o próximo degrau é a equipe do Barueri.”

Meninas do Sesi-SP embalam segunda vitória seguida e agora miram a Copa Brasil

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp

Suelen ganha o troféu Viva Vôlei. Foto: Lucas Dantas/FIESP

Foi uma má-fase que passou e as meninas estão de volta. Na noite desta sexta-feira, a equipe feminina de vôlei do Sesi-SP derrotou o São Caetano por 3 sets a 0 (parciais de 21/13; 21/14; 21/17), devolvendo a derrota do primeiro turno e conquistando mais três importantíssimos pontos na tabela. Não só para efeito de classificação, o time ganhou uma posição subindo para o sexto lugar, com 22 pontos, mas para expurgar de vez a nuvem negra que pairava sobre a equipe.

Ganhadora do troféu Viva Vôlei da noite, a líbero Suelen, com defesas incríveis, afirmou que com as vitórias volta também a alegria, mas não se pode esquecer o que passou e ainda precisa corrigir muita coisa. “A parada foi boa, viemos com a cabeça diferente, tivemos pouco tempo de trabalho, mas aproveitamos muito bem. Não vamos falar que está tudo bem, tem coisa para consertar ainda, mas estamos no caminho certo. A vitória é muito bem vinda, ameniza muitas coisas que falam, mas ela não apaga tudo. Estamos no caminho certo e assim retomamos a confiança e vamos nos reencontrando”, disse a “craque” do jogo.

Agora, o Sesi-SP dá uma parada e começa a pensar na Copa Brasil, competição relâmpago que dá vaga no Sul-Americano de clubes, e que será disputada em Maringá de 16 a 18 de janeiro. A primeira partida será contra o Praia Clube e é eliminatória. O time começou o jogo com Dani Lins, Fabiana, Dayse, Ivna, Bia e Pri Daroit, além da líbero Suelen. Com 12 pontos, a oposta Ivna foi a maior pontuadora.

 

O Jogo

O Sesi-SP abriu os trabalhos com Pri Daroit, mas logo o São Caetano empatou em bloqueio de Ivna para fora. Em lance que  arbitragem marcou dois toques de Suelen, as rivais viraram, mas coube a Ivna e Daroit botar o time da casa na frente de novo. E nessa toada a partida seguiu, com um time passando o outro e devolvendo a liderança em seguida. Até que em jogada pelo meio, Fabiana cortou forte e fechou o primeiro tempo técnico para o Sesi-SP em 07/06.

Após a conversa com seus treinadores, o Sesi-SP voltou melhor e abriu dois pontos de vantagem, conseguindo mais tranquilidade.

Mas o momento do set foi o rally que deu ao time da casa o segundo tempo técnico. A central do São Caetano Roberta parou no bloqueio de Fabiana e Dani, mas a bola ia caíndo na quadra do Sesi, quando a mesma Fabiana salvou para trás. Pri Daroit foi no fundo buscar, mas mandou a bola direto nas mãos de Roberta, que bateu forte, porém Suelen estava atenta para fazer uma defesa incrível.

Dani passou para o outro lado e na hora de decidir, a ponteira rival Thais cortou para fora, dando o ponto para o time da indústria, muito comemorado pela torcida na Vila Leopoldina. A passagem descontrolou as adversárias que viram o Sesi-SP disparar e abrir seis pontos de vantagem com Dayse, a maior pontuadora da etapa, atacando e bloqueando com perfeição pela ponta, fazendo 19 x 13.

Bia também mostrou suas credenciais na rede e com um bloqueio certeiro marcou 20/13. E com erro de ataque de Sabrina, o time da casa fechou em 21/13 em 20 minutos.

O segundo set já começou com Bia voando pelo meio e abrindo o placar. Porém, a equipe errou seguidamente e o São Caetano aproveitou para fazer 01/03.

A vantagem não durou muito tempo. Ivna, na saída de rede, explodiu a bola no peito de Sabrina e empatou. A mesma Ivna em seguida virou com outra pancada indefensável. Thais, do São Caetano, sacou na rede e o Sesi-SP pegou o primeiro tempo técnico do set, em 07/06.

Com 12 x 09 para o time da Vila, Pri saiu machucada para entrada de Suelle e logo no seu primeiro lance, a camisa 4 fechou a rede e, de bloqueio, marcou o 13º ponto da equipe. O segundo tempo técnico veio em mais um erro das rivais, o quinto no set, marcando 14/09.

Com calma e segurança da gordura acumulada, o Sesi-SP, com ataques de Ivna e bloqueios de Suelle, foi ampliando a diferença até fechar em 21/14, com Fabiana explorando o bloqueio em 23 minutos.

O terceiro set não fugiu à regra. As duas equipes lutaram no ponto a ponto no início, e o time da casa aproveitou mais um erro das rivais para fechar o primeiro tempo técnico em 07/06. Mas o jogo seguiu bem equilibrado, sem que nenhuma equipe conseguisse escapar no placar.

Os erros diminuíram e o São Caetano se achou na partida, forçando pedido técnico de Talmo quando estava 12/13. As orientações do treinador funcionaram e o Sesi-SP virou para 14/13, fazendo o segundo tempo técnico. Com a pausa, a equipe de Talmo voltou com mais gás e conseguiu, finalmente, abrir espaço fazendo 17/15 após bloqueio de Ivna. E com Fabiana, mais uma vez decisiva pelo meio e aproveitando erro de recepção das rivais, fechou em 21/17 em 25 minutos, marcando 3/0.

Vôlei: Sesi-SP renova contrato de Bia e Suelle para temporada 2013/14

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Central Bia tem seu nome confirmado para a temporada 2013/14.

Campeão da Copa São Paulo de vôlei feminino e semifinalista da Superliga feminina de vôlei, o Sesi-SP já começou a montar a sua equipe para temporada 2013/14.

Nesta sexta-feira (05/04), a divisão de esporte do Sesi-SP anunciou a renovação do contrato da central Bia e da ponteira Suelle.

Outro nome confirmado é o da medalhista olímpica Fabiana, que já havia assinado um contrato de dois anos com a equipe.

De acordo com a divisão de esporte do Sesi-SP, outras renovações devem ser anunciadas em breve.