Como acelerar o desenvolvimento sustentável?

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Confira as apresentações realizadas no dia 28/09, no evento: Como acelerar o desenvolvimento sustentável?

O cenário bioeconômico suecoSr. Dusan Raicevic, Gerente, Vera Park

Estratégia nacional do Brasil para perceber a diminuição dos gases de efeito estufa, Sr. Marcelo Cupolo, Gerente Territorial, Associação Brasileira de Biogás e Biometano

Extrações de biogás de resíduos sólidos – uma fonte sustentável e renovável de energia para combater a emissão de gases de efeito estufa, Prof. Torleif Bramryd, Lund University

Transporte municipal sustentável usando combustíveis renováveis. Efeitos no clima, infraestrutura e serviços de ecossistema, Prof. Michael Johansson, Lund University

“Going gas” – ônibus a biogás como uma alternativa para as cidades, Sr. Silvio Munhoz, Diretor, Scania

Rainha Silvia e Marcela Temer encerram Fórum Global da Criança na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

“As nossas crianças merecem mais da nossa parte”. Foi assim, convidando líderes e empresários a de fato agirem em nome do bem estar na infância, que a rainha Silvia, da Suécia, encerrou o Global Child Forum (Fórum Global da Criança) para a América do Sul, realizado nesta terça-feira (04/04), na sede da Fiesp, em São Paulo. O evento teve ainda participação do rei Carl XVI Gustaf, do presidente do Brasil, Michel Temer, da primeira-dama Marcela Temer e do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, entre outras autoridades.

“Esse é um momento muito especial para mim”, disse Silvia. “Estar de volta com o meu marido no país natal da minha mãe, onde vivi feliz por dez anos na minha infância”, explicou.

E isso num dia em que o presidente Temer sancionou a lei que amplia a proteção a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência. De autoria da deputada Maria do Rosário, o projeto foi relatado no Senado por Marta Suplicy. “A nova lei garante proteção à criança, que será ouvida de forma assistida e especializada”, afirmou.

De acordo com a rainha, “os líderes têm o compromisso de construir uma sociedade mais segura para as nossas crianças”.  “Suas atividades e os produtos das suas empresas afetam o equilíbrio global”, disse.

Silvia contou ainda como começou a se envolver com a causa da infância. “Há muitos anos, vi um menino no canto de uma rua, aqui no Brasil”, lembrou. “Ele apontou para uma caixa marrom e disse que aquela era a sua casa”. No mesmo dia, horas depois, caiu uma tempestade mais tarde, o que mexeu com a rainha. “Todos os meus pensamentos estavam naquele menino, em como ele estaria na chuva, com a sua casa de papelão”, afirmou. “As nossas crianças merecem mais da nossa parte”.

Longo caminho

Para Marcela Temer, foi um privilégio para o Brasil sediar Global Child Forum. “A criança entende a vida como uma sugestão de gestos de carinho e solidariedade, o fórum é universal”, disse. “É nosso dever apoiar a infância”.

Assim, existe um “longo caminho a percorrer no Brasil” nesse campo. “Com o ânimo renovado pelo fórum, sigamos todos”.

O Global Child Forum foi criado em 2009 pelo rei Carl XVI Gustaf e pela rainha Silvia, da Suécia. Trata-se de uma plataforma criada em apoio à Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças e tem como objetivo reunir líderes de empresas, especialistas, ONGs, governo e academia em um esforço conjunto para discutir e ampliar os direitos das crianças.

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Rainha Silvia e Marcela Temer no encerramento do Fórum Global da Criança na Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Delegação da Suécia vem ao Brasil para estreitar parcerias comerciais com indústria de mineração

Agência Indusnet Fiesp,

Com o objetivo de buscar alternativas tecnológicas para enfrentar a crise econômica global, a Suécia organizou uma missão ao Brasil na última quinzena de maio. Na sede da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a comitiva participou de um seminário sobre inovação no setor de mineração.

O seminário “Inovação no Setor de Mineração – A Experiência Sueca e Brasileira” foi organizado pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

A reunião, que contou com a presença do ministro da Indústria, Comércio e Inovação da Suécia, Mikael Damberg, e do embaixador do país no Brasil, Per-Arne Hjelmborn, teve início com o pronunciamento do Presidente da Fiemg, Olavo Machado Junior. Ele destacou a importância de debater as relações econômicas entre os dois países.

“Existe uma enorme possibilidade de cooperação entre Brasil e Suécia, ampliada pelos institutos de inovação. É de extrema importância aproximar principalmente as pequenas e médias empresas dos dois países para acordos maiores e mais constantes”, pontuou.

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Pauta do encontro com delegação sueca em Brasília foi a indústria de mineração. Foto: Divulgação/Fiesp.


Em seguida, o diretor-presidente do Ibram, vice-presidente da Fiemg e presidente do Sindiextra, José Fernando Coura, relembrou a relação da Suécia com a mineração, especialmente em relação à tecnologia utilizada em minas subterrâneas e em empresas como a Atlas Copco e a Sandvik.

“Minas Gerais e o Brasil precisam ampliar parcerias na inovação, fazendo uma mineração cada vez mais sustentável, responsável e com função social”, reiterou. “Os suecos estão no topo da produção de minério de ferro no continente europeu. Nos últimos anos, devido à tecnologia aumentaram bastante sua capacidade produtiva e é muito positivo que o setor mineral brasileiro tenha contato com essa experiência”, completou.

O presidente do Sindicato da Indústria do Ferro no Estado de Minas Gerais e da Câmara da Indústria Florestal da Fiemg, Fausto Varela Cançado, destacou a questão das florestas plantadas.

“Minas Gerais tem o maior maciço de floresta plantada do Brasil, o que é um terreno muito fértil para que possamos desenvolver um trabalho de inovação em parceria com a Suécia”, elogiou.

Características em comum

O Ministro da Indústria, Comércio e Inovação, Mikael Damberg, afirmou  ainda que o Brasil e Suécia são países muito diferentes, mas que compartilham de muitas características em comum.

“Queremos aproveitar essa oportunidade para tornarmos os vínculos bilaterais mais fortes do que nunca e acreditamos que é extremamente importante que as organizações se envolvam nessas discussões, fundamentais em um cenário de desenvolvimento e crescimento do mercado”.

Clique aqui e ouça reportagem sobre a visita da Suécia

Ouça também aqui a entrevista com  o presidente do Ibram, José Fernando Coura.

Acordo entre UE e Mercosul vai beneficiar comércio entre Brasil e Suécia, diz ministro sueco

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O governo da Suécia acredita “fortemente” que o acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, em negociação há mais de 15 anos, deve beneficiar não só as economias de ambos os blocos como também as relações comercias entre o Brasil e os parceiros suecos.

A avaliação é do ministro da Indústria, Comércio e Inovação da Suécia, Mikael Damberg, que participou nesta quarta-feira (20/5) de um seminário sobre cooperação industrial na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), como parte de uma missão no Brasil. Ele deve ainda cumprir agenda em Brasília nesta quinta-feira (21/5), em esforço de estreitar a relação de comércio bilateral.

“Vemos com bons olhos os progressos nas negociações entre UE e Mercosul, que já ocorrem há muito tempo.  Esperamos que as negociações possam ser finalizadas assim que possível”, disse.

Em fevereiro deste ano, a Alemanha também manifestou seu apoio à aceleração das negociações entre os dois blocos. Durante visita ao Brasil, o ministro do Exterior alemão, Frank-Walter Steinmeier, afirmou o interesse do país na conclusão do acordo, que agora depende de um parecer da liderança da UE.

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Ministro Mikael Damberg: "Gostaria de discutir como podemos remover barreiras". Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Ainda durante o seminário “Cooperação Industrial Brasil-Suécia”, organizado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, o ministro sueco Damberg manifestou seu desejo em “remover barreiras comerciais” entre a Suécia e o Brasil.

“Gostaria de discutir como podemos remover barreiras e elevar o comércio bilateral, o que é uma necessidade para a cooperação industrial de longo prazo”, disse Damberg ao citar três áreas de interesse por parte do governo sueco: aeronáutica, mineração e bioeconomia.

Também participaram do encontro o vice-presidente da Fiesp Josué Christiano Gomes da Silva e o embaixador da Suécia, Per-Arne Hjelmborn.

O ministro Mikael Damberg está em missão no Brasil acompanhado de uma delegação de pelo menos 50 empresários e autoridades suecas.

Comércio Brasil e Suécia

A balança comercial com a Suécia foi deficitária para o Brasil nos últimos anos, registrando um déficit de US$ 1,1 bilhão em 2014.

O Brasil exporta principalmente minério, com 26,7% da pauta, café (24,5%) e ferro fundido (9,9%) para o parceiro sueco. Em relação às importações brasileiras, a pauta se concentra em máquinas, com 34,3%, e veículos, com 21,4% do total importado.

Ao lado do Rei da Suécia, presidente da Fiesp inaugura exposição ‘O Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo’

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Ao lado de Carl XVI Gustaf, rei da Suécia e patrono da Academia Real Sueca de Ciências e Engenharia, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp),  Paulo Skaf, abriu oficialmente a exposição “O Prêmio Nobel– Ideias Mudando o Mundo”, em cerimônia na noite desta segunda-feira (11/11), no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

A exposição é resultado de um convênio entre a Fiesp, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e a Câmara de Comércio Sueco-Brasileira. E prossegue até dia 10 de dezembro, sendo aberta ao público diariamente das 10h às 20h.

Para Carl XVI Gustaf, a exposição celebra os benefícios que as criações dos laureados com o Prêmio Nobel proporcionaram à humanidade. “Tais esforços ecoam e continuaram a ecoar para sempre”.

O rei da Suécia, à direita, em cerimônia com Paulo Skaf e demais autoridades: ideias que vão ecoar para sempre. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O rei da Suécia, Carl XVI Gustaf, à direita, em cerimônia com Paulo Skaf (à esquerda) e demais autoridades: orgulho pelos esforços que vão ecoar para sempre.Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Segundo o monarca, a exposição carrega importância histórica da mais alta magnitude e deve influenciar os jovens brasileiros a investirem na vida intelectual.

Para Olov Amelin, diretor do Museu Nobel, o momento é especial, já que é a primeira vez que a exposição chega a um país latino-americano. “Estamos gratos por abrir a exposição no coração do Brasil”, afirmou.

Segundo Leif Johansson, presidente do Conselho da Academia Real Sueca de Ciências e Engenharia, a inauguração celebra a mistura intelectual sueca e brasileira e as possibilidades que essa interação pode criar. “Com esses trabalhos expostos, nós queremos retratar a vida e o trabalho de todos os laureados com o Nobel. Aqui temos projetos fundamentais, que mudaram a maneira como a humanidade vive”, disse.

Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), também participou da cerimônia.

Delegação da Suécia debate relações com o Brasil em visita à Fiesp; Skaf propõe intercâmbio na área educacional

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) recebeu nesta segunda-feira (11/11) a visita da Academia Real Sueca de Ciências e Engenharia. O patrono da academia, o rei da Suécia Carl XVI Gustaf, esteve presente no encontro. Além de participar de debates sobre inovação e competitividade nas relações entre o Brasil e a Suécia, a delegação se reuniu com a diretoria e com o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

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Ao lado do rei da Suécia Carl XVI Gustaf (à direita na foto), Paulo Skaf disse que o Brasil precisa de muitos parceiros. “Tenho certeza que a Suécia pode ser um grande parceiro brasileiro.” Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Skaf agradeceu a presença da delegação, em nome de todos os setores produtivos brasileiros, e reforçou a importância de aumentar os negócios entre os dois países.

“A corrente de comércio da Suécia em 2012 foi de US$ 340 bilhões. A brasileira ficou em torno de US$ 500 bilhões. Isso nos estimula a procurar as razões pelas quais a nossa troca de comércio é tão modesta. Deveríamos estar comprando muito mais da Suécia e também vendendo mais para eles, assim como deveria ser maior o investimento de um país para o outro”, afirmou o presidente da Fiesp.“O Brasil tem um grande potencial e precisa de muitos parceiros. E tenho certeza que a Suécia pode ser um grande parceiro brasileiro.”

Ao falar dos investimentos da indústria paulista em educação, o presidente da Fiesp aproveitou a oportunidade para propor um intercâmbio entre as universidades da Suécia com as entidades da indústria como o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

O presidente do Conselho da Academia e líder da delegação, Leif Johansson, disse que a Suécia tem muito interesse no Brasil. “Nossa meta é fazer a imersão profunda em coisas brasileiras, comparar o Brasil e a Suécia e avaliar como os países podem se desenvolver de forma independente e também em conjunto”, declarou. “Temos muito interesse em participar na economia crescente do Brasil, promovendo a ciência em áreas como estrutura energética, inovação, empreendedorismo e sustentabilidade. Sem dúvida, a Fiesp é uma organização importante para chegar a esse objetivo.”

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Leif Johansson (2º da esquerda para a direita): “Temos muito interesse em participar na economia crescente do Brasil”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Perguntas

Os principais temas questionados pelos membros da delegação sueca foram competitividade, infraestrutura, pré-sal e investimentos do país em educação.

Sobre a competitividade, o diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), José Ricardo Roriz Coelho, citou alguns dos entraves que o Brasil precisa enfrentar nessa questão. “Um dos problemas é o câmbio, porque durante um tempo tivemos o real sobrevalorizado, o que desorganizou os preços relativos no Brasil e perdemos a competitividade para exportar e no mercado interno. Também temos o custo de produzir no Brasil, que é muito caro”, explicou Roriz, que incluiu nesse custo as questões da infraestrutura e da baixa qualidade dos serviços públicos.

Roriz falou ainda que o Brasil precisa fazer um grande trabalho na área de inovação e tecnologia, para melhorar sua competitividade, além de fazer as reformas – tributária, jurídica e política.

O impacto dos investimentos do pré-sal para o Estado de São Paulo também foi tema de uma pergunta da delegação sueca. “De 2012 a 2016, o investimento do estado na área de petróleo e gás vai ficar na casa de R$ 175 bilhões. Em termos de serviços e produtos, São Paulo é responsável por 50% de tudo que se faz nessa área, mas, hoje, representa só 2% da produção. Esse número vai crescer para cerca de 20%, depois de desenvolvidos os campos do pré-sal”, disse Roriz, que avalia o pré-sal como uma grande oportunidade para São Paulo.

O diretor do Decomtec falou ainda sobre a questão da infraestrutura. “Embora o Brasil tenha imensos desafios pela frente, também é um país de grandes oportunidades. E pode trabalhar em conjunto com a Suécia para desenvolver esse potencial.”

Na Fiesp, membros da Academia Real Sueca participam de encontro sobre inovação e competitividade

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (11/11), foi realizado na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) o painel Inovação e competitividade nas relações Brasil-Suécia. O evento teve a presença da delegação da Academia Real Sueca de Ciências e Engenharia e de seu patrono, o rei Carl XVI Gustaf. A coordenação do painel foi de Roberto Giannetti da Fonseca, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex/Fiesp), e contou com participação do 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, entre outros representantes da entidade.

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Rei Carl XVI Gustaf (2º à esquerda) e 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto (3º à esquerda) no encontro da delegação sueca com representantes da Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Depois da apresentação de um panorama atualizado da economia brasileira, Giannetti respondeu a perguntas feitas pelos membros da delegação, sobre a política nacional e os investimentos em educação e em infraestrutura no país. Ele falou sobre alguns desafios brasileiros, mas mostrou que há espaço para investimentos.

“Muitas empresas suecas já estão no Brasil e tiveram ótimos resultados. Esperamos que os negócios entre os dois países cresçam em muitos setores, em especial nesse momento em que nosso país fará grandes investimentos em infraestrutura. Certamente, mais empresas suecas poderão participar do desenvolvimento da economia brasileira”, afirmou Giannetti.

O presidente do Conselho da Academia e líder da delegação, Leif Johansson, falou sobre os motivos que trouxeram a delegação para o Brasil. “Temos viajado por muitos países e decidimos vir para o Brasil em 2013 pela sua importância atual, não só pelas empresas suecas que estão aqui, mas pela mudança que a economia brasileira teve recentemente, que chamou nossa atenção para as oportunidades de investimento.”

Na arquitetura mundial da economia verde, os desafios atravessam fronteiras

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

“Um encontro dessa natureza é catalisador para que se aumente a confiança recíproca, se estimulem os investimentos e haja troca de experiências no campo ambiental. A produção está atrelada ao respeito ambiental, fator exponencial de competitividade.”

Essa afirmação do presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, foi feita na abertura do Seminário de Economia Verde Brasil-Suécia, realizado nesta quarta-feira (18) na sede das entidades.

O evento contou com a presença do primeiro-ministro do Reino da Suécia, Fredrik Reinfeldt, em sua primeira visita à América Latina, que incluiu apenas o Brasil e o Chile em sua agenda oficial.

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O premier Fredrik Reinfeldt com o presidente Paulo Skaf na Fiesp/Ciesp: condecoração com a Ordem do Mérito Industrial São Paulo

Paulo Skaf reforçou que há ações constantes de sensibilização junto ao setor produtivo e a entidade conta, inclusive, com um Comitê de Mudança do Clima, presente aos debates internacionais. “A participação da indústria na emissão de CO² é modesta. A emissão se dá mais pelas fontes móveis e as queimadas”, completou.

Presente em solo brasileiro há mais de cem anos, a indústria sueca está representada por mais de 220 empresas de porte expressivo, que impulsionam o desenvolvimento e geram empregos para São Paulo, avaliou Skaf.

Apesar de o fluxo de comércio entre os dois países ainda ser modesto, há registro de crescimento e de esforços empreendidos neste sentido. Na Suécia, o etanol brasileiro se faz presente nas bombas de 30% dos postos de combustíveis. O primeiro-ministro sueco defendeu a substituição dos fósseis pela energia renovável até 2050, um campo no qual o Brasil tem muito a contribuir.

Imposto sobre o carbono

Reinfeldt defendeu a taxação do uso dos recursos naturais. Desde que o seu país criou imposto sobre o carbono, houve considerável redução nas emissões. De 1999 para cá, beirou os 17%.

Skaf reforçou que há ações constantes de sensibilização junto ao setor produtivo: “A participação da indústria na emissão de CO² é modesta e se dá mais pelas emissões veiculares e devido às queimadas”.

“Apesar de mais de 500 acordos ambientais, o planeta está pior do que há 50 anos”, refletiu o primeiro-ministro sueco, reforçando que a mudança de cenário acontecerá por meio de mudanças na infraestrutura produtiva e no estilo de vida do ser humano. O desenvolvimento verde promovido na Suécia se preocupou com a proteção social traduzida na preservação de empregos em consonância com uma agenda comercial aberta, segundo o premier.

A lição aprendida com crises econômicas sucessivas, para Reinfeldt, resultou na construção da cultura de mudanças permanentes que se pautou por inúmeras reformas – incluindo a tributária –, o que rende hoje ao país um crescimento confortável.

O primeiro-ministro do Reino da Suécia, Fredrik Reinfeldt, recebeu a medalha Ordem do Mérito Industrial São Paulo, na abertura do encontro realizado nesta quarta-feira. A comenda é ofertada pela Fiesp a autoridades e chefes-de-estado.

Fiesp mostra aos suecos como o Brasil ampliou sua produção agrícola

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Derex/Fiesp

Compartilhar com os suecos como vamos encarar os desafios do século 21. A frase, de Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, resume o objetivo do Encontro Empresarial Brasil-Suécia, realizado nesta quarta-feira (18), na sede da entidade.

Durante a apresentação do panorama do agronegócio brasileiro aos empresários e autoridades suecas, o diretor citou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como caso de sucesso na agricultura sustentável e os números da balança comercial, com superávit de 63 bilhões de dólares em alimentos que vão para o mundo todo.

“Somos o primeiro produtor mundial de café, suco de laranja e açúcar; segundo produtor de etanol, porém, maior exportador do biocombustível, juntamente com carnes e soja; e quarto maior produtor de carne suína”, explanou Giannetti.

Ele explicou que a produtividade brasileira cresceu por meio da adoção de políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura, como pesquisa e inovação e uso de tecnologias competitivas no cerrado, que abrange oito estados brasileiros e representa 30% do território nacional.

A atuação tecnológica da Embrapa na região incluiu a engenharia genética, novas práticas de irrigação e uso da terra juntamente com o uso de novas sementes, o que aumentou a produção nos últimos anos. Em muitos destes cultivos, o Brasil possui o maior crescimento de produtividade mundial em algodão (300%), milho (129%) e soja (84%), muito além da média americana e do restante dos países.

O futuro nos pertence

E o que isso significa para o suprimento de alimentos no mundo? De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o planeta vai necessitar de produtos agrícolas e alimentos de modo geral, em teoria, de 81,7 milhões de hectares a mais dedicados à agricultura.

Segundo Giannetti, no Brasil podemos ter até 60 milhões de hectares de pastos aptos à produção agrícola. Isso possibilitará ao País ofertar alimentos ao mundo sem desmatar outras áreas, “pois já temos ‘estoque’ de terras disponíveis para produzir alimentos nos próximos anos”, afirmou.

“O plantio de alimentos no mundo pode crescer 20% para atender à demanda até 2020. E desta procura incremental o Brasil vai fornecer 40% dos alimentos necessários, isso significa que somos os maiores responsáveis em criar um ambiente de segurança alimentar e temos total consciência disso”, antecipou o diretor do Derex/Fiesp.

Brasil tem postura proativa nas negociações internacionais, afirma Fiesp

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Nelson Pereira dos Reis, diretor de Meio Ambiente e vice-presidente da Fiesp

Durante o Encontro Empresarial Brasil-Suécia, realizado nesta quarta-feira (18) na sede da Fiesp, o diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) e vice-presidente da entidade, Nelson Pereira dos Reis, apresentou os ativos ambientais brasileiros.

Com o objetivo de inserir as iniciativas e o desempenho do setor privado nacional, em especial a indústria, no contexto da economia verde embasado no conceito original do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), o diretor esclareceu que os ativos ambientais podem ser naturais, empresariais, governamentais e público-privados.

Aos membros da delegação sueca, ele ressaltou ainda que existem conselhos com representatividade no governo, setor produtivo e sociedade, que legislam sobre meio ambiente.

Reis lembrou também que as atividades econômicas são desenvolvidas em áreas restritas, limitadas, e o aumento da produção se dá com o avanço da competitividade e tecnologia. “Mesmo assim, tivemos uma expressiva redução do desmatamento desde 2004 em mais de 60%, somos um grande ‘pulmão’”, afirmou.

A proatividade brasileira ocorre nas negociações internacionais, com a assinatura de mais de 60 tratados ambientais. “É por isso que a Fiesp tem trabalhado nestas questões, participando de fóruns de todas as abrangências com o mesmo engajamento”, reiterou o diretor do DMA, antes de anunciar os preparativos da participação da entidade na próxima Convenção do Clima (Cop-17), em Durban, na África do Sul, de 28 de novembro a 9 de dezembro.

Reciprocidade

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João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp.

O vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, indicou que sem a tecnologia sueca, a agricultura não seria possível no Brasil. “Falamos muito do agronegócio brasileiro, mas essa movimentação do Brasil no setor não seria possível sem os motores produzidos pela Suécia, que movem caminhões e tratores, fundamentais nesta atividade”, declarou.

Ometto salientou ainda que a Suécia é o único país europeu que adotou o etanol brasileiro, além de promover os principais fóruns internacionais e levantar a bandeira do meio ambiente com o Brasil. “Precisamos nos aproximar mais da Europa, pois temos muita sinergia cultural com seus países, uma vez que o Suécia direciona suas atenções para a América do Sul”, concluiu.

Em encontro com empresários na Fiesp, Rei da Suécia pede cooperação tecnológica com o País

Agência Indusnet Fiesp

O Rei da Suécia, Carl XVI Gustaf, disse nesta quinta-feira (25), na sede Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que está ansioso por uma possível cooperação tecnológica com o Brasil.

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O Rei da Suécia, Carl XVI Gustaf (esq.), e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf

Segundo o monarca, o País está entre as prioridades do governo sueco, por sua “maestria” em superar a crise internacional e ser o primeiro a sair dela.

“É impressionante o alto nível de desenvolvimento econômico que o Brasil vem apresentando nos últimos anos […] Esse desenvolvimento foi responsável por tirar rapidamente o País da crise internacional”, destacou o Rei da Suécia durante encontro com empresários na Fiesp.

O presidente da entidade, Paulo Skaf, ressaltou a importância da presença no Brasil  de empresas suecas, que, segundo ele, respondem por um faturamento anual superior a R$ 23 bilhões e empregam mais de 50 mil trabalhadores.

“A Fiesp integra-se com ênfase a esse processo, e acreditamos muito no sucesso do intercâmbio com um país tão avançado quanto a Suécia. É imenso o potencial do que podemos realizar por meio da cooperação e sinergia”, falou Skaf.

No ano passado, os investimentos suecos somaram US$ 214 milhões, quase quatro vezes a cifra investida no ano anterior, de US$ 55 milhões.


Caças e etanol

Em almoço com o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na tarde de quarta-feira (24), Carl XVI Gustaf já havia manifestado interesse em costurar um acordo de transferência de tecnologia com o Brasil, em especial com o setor aeronáutico.

O casal real chegou ao País dias antes da decisão do governo brasileiro sobre a compra de 36 caças para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB). O governo brasileiro já manifestou preferência pelos caças franceses, mas afirma que ainda não decidiu com qual país fechará o acordo.

O Rei ressaltou ainda, em discurso, a cooperação entre Brasil e Suécia em políticas de desenvolvimento sustentável. Ele relembrou o acordo assinado com o Presidente Lula, em 2007, que previa o desenvolvimento do setor de biocombustível e bioenergia.

Hoje, a Suécia é o principal país europeu importador do etanol brasileiro. “Eu mesmo tenho um carro, que dirijo diariamente, movido a etanol”, disse o Rei.

Empresários suecos procuram brasileiros para intensificar cooperação industrial

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Será realizado no dia 2 de junho (terça-feira), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o seminário

Brasil e Suécia, Parceiros em Tecnologia

, uma conferência sobre a cooperação industrial sueco-brasileiro.

A inovação tem sido uma peça chave do desenvolvimento da Suécia desde o século XIX. Um fator essencial do sucesso das inovações suecas é a íntima cooperação entre a indústria, o setor público e as universidades, que em conjunto formaram um ambiente sólido para a interação público-privada na Pequisa & Desenvolvimento.

Com um longo relacionamento que continua crescendo e se desenvolvendo, Suécia e Brasil têm mantido produtivas parcerias em vários segmentos. O objetivo do seminário é apresentar casos concretos de cooperação, bem como experiências inéditas que poderão ter um campo fértil no Brasil. Os tópicos vão de políticas governamentais suecas para o suporte na área de Inovação; BNDES e casos de sucesso de empresas suecas.



Para ver o programa completo do evento, clique aqui.