Atores de ‘A Madrinha Embriagada’ falam sobre a peça e seus personagens

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Ansiosos para a estreia, marcada para sábado (17/08), no Teatro do Sesi-SP, os atores da comédia musical “A Madrinha Embriagada” participaram nesta terça-feira (13/08) de uma coletiva de imprensa para apresentar o espetáculo, uma realização do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No encontro com jornalistas, o elenco falou sobre os ensaios e a construção dos personagens.

 

Na foto, da esquerda para a direita: Saulo Vasconcelos, Kiara Sasso, Paula Capovilla, Stella Miranda, Ivan Parente, Sara Sarres, Fred Reuter e Cleto Baccic. Foto: Everton Amaro/Fiesp

 

Antes de assumir o papel de Jane Valadão, a atriz Sara Sarres estava em cartaz com o musical “Shrek”. Ela foi questionada sobre o motivo que a levou a trocar uma produção por outra.

“O ‘Shrek’ foi uma produção muito gostosa, além de ter sido meu primeiro contato com a comédia”, contou. “Mas a paixão por esse texto e por tudo que está acontecendo por trás dessa história que o Sesi-SP está ajudando a construir no teatro musical, não me deixou dúvidas. Eu me entreguei no primeiro segundo e estou imensamente feliz e orgulhosa por fazer parte desse projeto.”

Para Ivan Parente, o desafio foi fazer parte do elenco de um musical sem ter que cantar, já que ele faz o Homem da Poltrona, narrador da história. “Quando li as primeiras páginas da adaptação do Miguel [Falabella], eu me apaixonei, mesmo sabendo que meu personagem não iria cantar. Porque quando o narrador conta a história, que é também a história dele, ele acaba cantando por dentro”, disse o ator, emocionado.

“Da mesma forma que o narrador se identifica com os personagens, o mesmo vai acontecer com público. E, no palco, nós também vamos nos identificar com a plateia. É nesse momento é que há troca, que há teatro.

Kiara Sasso disse que precisou treinar o físico para dar conta dos ensaios do espetáculo. “A posição vocal que eu uso para a Eva nem exige tanto da minha voz. Então me preocupei mais com a dança, algo que eu não fazia tão intensamente há muito tempo. Nos ensaios, ou eu cantava ou dançava, não conseguia fazer os dois e aos poucos criei físico para conseguir fazer isso de novo”, confessou a atriz, que revelou estar apaixonada pela personagem. “Eva é hilária, só fala besteira e tem tiradas incríveis. Por causa dela, estou casando com o Saulo Vasconcelos pela quinta vez nos palcos”, brincou Kiara.

Intérprete da “madrinha embriagada”, Stella Miranda viu a produção original, mas fez questão de afirmar que sua personagem é 100% brasileira. “Claro que é imprescindível assistir o original, até pela base estrutural. Mas o teatro é uma coisa efêmera, que só acontece ao vivo. Eu sentiria até dificuldade se tivesse que fazer algo igualzinho ao original. Como não é o caso nessa peça, eu me inspirei e fiz a nossa ‘madrinha embriagada’. E confesso que quando vejo o nosso espetáculo, gosto mais dele do que o original, que me perdoem os autores!”

Bastidores de ‘A Madrinha Embriagada’ misturam bom humor, dedicação e profissionalismo

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp 

Na reta final para a estreia, programada para o dia 17/08, no Teatro do Sesi São Paulo, os ensaios para o musical “A Madrinha Embriagada” já estão acontecendo no seu palco oficial. O clima nos bastidores é agitado, com atores experimentando peças do figurino e equipe técnica acertando os últimos detalhes.

No palco, um dos cenários está montado e, aos poucos, o elenco chega para mais um ensaio. Alguns chegam cantando trechos de suas canções na peça, outros conversam com seus parceiros de cena para ensaiar partes da coreografia. E começam a assumir seus personagens.

Elenco de 'A Madrinha Embriagada' ensaia no palco do Teatro do Sesi São Paulo. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Edgar Bustamante “encarna” o mordomo Agildo, divertido no modo de andar e na forma bem-humorada com que se comunica com outros atores. Antes mesmo de subir ao palco, Saulo Vasconcellos usa o charuto, marca registrada do seu Feldzieg, e fica com ele durante todo o ensaio. Até a equipe troca os nomes: Stella Miranda é chamada de “madrinha” e Sara Sarres passa a ser “Jane”.

Elenco de 'A Madrinha Embriagada' durante ensaio no palco do Teatro do Sesi São Paulo. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

Da plateia, o maestro Carlos Bauzys comanda a passagem de som, individualmente. Além de Bustamante e Stella, Fred Reuter, Rafael Machado e Fernando Rocha fazem suas cenas, até que o som saia perfeito para o público e também para os atores. “Eu falo muita besteira nessa peça e quero me ouvir”, diz  a protagonista Stella Miranda, que termina a cena elogiando o som.

A última a testar – e aprovar – o som é Ivanna Domenyco, que faz uma das suas divertidas cenas musicais, a versão de “Fancy Dress”. Nos intervalos, cada ator aproveita do seu jeito: alongamento, aquecimento da voz, repassam movimentos ou brincam com colegas de palco, como Stella, Saulo e Kiara Sasso, que simulam um tapa na cara – um “tapa na cara técnico”.

Em seguida chega o momento de juntar grande parte do elenco no palco para testar o coro e a orquestra. Mesmo sem figurino, plateia e efeitos técnicos, é difícil não se emocionar enquanto as atores dançam, interpretam e cantam, como se já estivessem na estreia. Mas o maestro, perfeccionista, percebe detalhes a corrigir. E a cena se repete uma, duas, três vezes.

Ensaio técnico de ´A Madrinha Embriagada', já com figurino, cenário e iluminação. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Entre as cenas musicais ensaiadas, os atores encenaram “Surpresa Fatal”, “É o Jorge”, “Sou Dora”, “Eu quero voar” e “Vamos todos cair”. E o entusiasmo permanece, mesmo depois de sucessivas repetições. As coreografias são feitas com precisão, as vozes alcançam as notas mais altas e é grande a harmonia entre os atores. Faltam detalhes, poucos detalhes, para o começo de uma temporada de sucesso.

Estrela de ‘A Madrinha Embriagada’, Stella Miranda elogia iniciativa do Sesi-SP e da Fiesp; musical estreia dia 17/08

Dulce Moraes e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Apresentar um grande espetáculo de teatro musical, de modo gratuito, é um buquê de felicidade para a cidade de São Paulo. A opinião é da atriz, autora teatral e diretora Stella Miranda.

Depois de encarnar Carlota Joaquina (“Império”) e Carmen Miranda (“South American Way”), entre tantos outros papeis nos palcos, na tevê e no cinema, Stella Miranda prepara-se para interpretar a protagonista de “A Madrinha Embriagada”, espetáculo que estreia para o público em geral no dia 17 de agosto, no Teatro do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP).

Stella Miranda: pronta para ser a madrinha do musical. Foto:  Ayrton Vignola/Fiesp

Stella Miranda: pronta para ser a madrinha do musical no Teatro do Sesi-SP. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

“A proposta do Sesi-SP e da Fiesp [Federação das Indústrias do Estado de São Paulo] já é o grande diferencial. Oferecer um grande musical, de graça, para a população de São Paulo, independente do lado artístico, já é um diferencial”, comenta a atriz em entrevista, referindo-se ao projeto que inclui oficinas de vivência em teatro musical para alunos do Sesi-SP e a abertura, em 2014, de um curso de formação de atores para esse segmento.

Stella, que não se considera do ‘casting’ de musicais, diz estar honrada com a oportunidade de dividir o palco com um elenco de expoentes do teatro musical brasileiro. E que inclui nomes como Saulo Vasconcelos (“O Fantasma da Ópera”), Paula Capovilla (“Evita”), Kiara Sasso (“Mamma Mia!”), Sara Sarres (“Shrek – O Musical”) e Cleto Baccic (“Cats”), entre outros.

A atriz destaca ainda a importância do trabalho de Miguel Falabella, diretor e responsável pela adaptação do texto original para a montagem brasileira de “The Drowsy Chaperone”.

Lei a seguir trechos da entrevista de Stella Miranda.

Mergulho no trabalho

“Essa é uma produção muito grandiosa em todos os sentidos e de muita responsabilidade. O período de ensaios geralmente é mais difícil do que a temporada porque a sua vida fica totalmente voltada para isso. Sua vida pessoal fica bastante confusa, principalmente para mim, que moro no Rio e fico aqui [em São Paulo] a semana inteira, com apenas o domingo para voltar. É nesse período em que você realmente mergulha no espetáculo, na produção, no todo. Você participa do conjunto, dá muito de si. É o período em que o diretor cria o espetáculo e você, o personagem. Então, exige mesmo, mas é muito legal um trabalho em que você fique mergulhada 24 horas por dia”.

Um desafio

“A proposta do Sesi-SP e da Fiesp já é o grande diferencial. Mas é sempre um desafio. Primeiro, porque eu nunca fiz um grande musical em São Paulo. Eu sou paulista e moro fora daqui há milênios. Então, isso é bem legal. E é um desafio, também, porque é um musical canadense, adaptado para uma realidade brasileira, da Semana de 1922, o que mexe com os valores culturais da cidade de São Paulo, e fala sobre o amor aos musicais”.

Estrelas brasileiras

“Os grandes musicais que vêm com a cara do exterior são lindos e é muito bacana que o público assista. Mas quando se fala de uma realidade brasileira, no caso paulista, é muito mais próximo do público. E o público, que não tem acesso aos grandes musicais por não ter poder aquisitivo para assisti-los porque são muito caros – e têm que ser, porque as produções são caríssimas –, vai poder assistir a um grande espetáculo, com muitas das estrelas dos grandes musicais do Brasil no elenco. É um privilégio para o público ter acesso às grandes estrelas e assistir a essa peça brasileira, adaptada por Miguel Falabella, que é um artista brilhante e muito inteligente. A oportunidade que o Sesi-SP está dando é um buquê de felicidade para a cidade de São Paulo”.

Cultura de musicais 

“É uma felicidade participar de um musical que fala de musicais. No início dos anos 90 começou um ‘boom’ dos musicais brasileiros, mas não com essa dimensão de grandes produções. No Rio de Janeiro, havia uma série de musicais sobre cantores e compositores. Foi muito legal, mas não com esse diâmetro de grandes produções. Então, se agora os grandes musicais brasileiros tiverem o mesmo orçamento dos grandes musicais da Broadway, isso sim significa uma grande mudança da dramaturgia brasileira”.

Diva entre estrelas de musicais

“Eu sou uma atriz convidada para o espetáculo é há o desafio dessa delícia de se saber convidada. É um privilégio poder fazer a diva, o papel de “Madrinha”. É muito trabalho, mas é muita felicidade que vem junto. Eu vim excitada para trabalhar com esse elenco de estrelas de musicais. Não estou apreensiva porque sou muito adaptável e eles são muito profissionais e talentosos, não só a equipe artística, como todo o elenco. Então, é muito tranquilo de ir se encaixando e fazendo parte, embora eu não faça parte deste casting de musicais. Fui muitíssimo bem acolhida e me sinto muito feliz de ser madrinha desse elenco todo”.

Trabalhar com Miguel Falabella

“Trabalhei dezenas de vezes com o Miguel [Falabella]. Ele tem vários dons, mas o principal que vejo é que ele consegue agregar e sabe lidar com o sucesso. É uma característica dele. Ele não tem medo do sucesso. E isso é uma qualidade rara porque muitas pessoas se atrapalham com a possibilidade de sucesso. Parece mentira, mas é verdade. E o Miguel sabe fazer com que a coisa se torne um sucesso e sabe preparar as pessoas para darem seu melhor, porque o Miguel é uma estrela e gosta que todo mundo seja estrela e que o sucesso aconteça. Ele cria esse clima leve, pois não tem nada de grosseiro. Ele é muito moleque, profissional, muito light e divertido. Apesar de o clima ser rigoroso e cheio de horários, coreografias, canto, dança e etc, o Miguel cria uma atmosfera de leveza, em que as coisas fluem. Tenho certeza de que o musical vai ser um sucesso!”.

Saiba mais sobre o projeto educacional do Sesi-SP em teatro musical: www.sesisp.org.br/Cultura/teatro-musical-espetaculo.htm

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Em ritmo ‘puxado’, elenco de ‘A Madrinha Embriagada’ ensaia para estreia no Teatro do Sesi-SP

Dulce Moraes, Juan Saavedra e Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

O ritmo é intenso em um estúdio no bairro paulistano da Vila Madalena, onde acontecem, de terça a sábado, de 9h às 18h, os ensaios de “A madrinha embriagada”.

É lá que o elenco passa e repassa o texto, treina a coreografia, faz aulas específicas de canto e dança. Tudo sob os olhares atentos de Miguel Fallabella, diretor do espetáculo, que tem estreia para o público marcada para o dia 17 de agosto, no Teatro do Sesi-SP, na Avenida Paulista – uma realização do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Essa é uma produção muito grandiosa em todos os sentidos e de muita responsabilidade”, comenta a atriz Stella Miranda, que encarna a “madrinha embriagada” na versão da comédia musical “The Drowsy Chaperone”, adaptada por Miguel Falabella.

Atores durante ensaio do musical: detalhes de voz, interpretação e luz, entre outros itens. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Atores durante ensaio do musical: hora de afinar todos os detalhes da produção. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

“É nesse período em que você realmente mergulha no espetáculo, na produção, no todo”, diz ela.

“É o período em que o diretor cria o espetáculo e, você, o personagem”, emenda Stella, a Carmen Miranda de “South American Way” .

De volta aos anos 20

“The Drowsy Chaperone” traz um aficionado dos musicais ouvindo um sucesso homônimo dos anos 20. De repente, cantores saem do vinil e começam a viver como naquela época. A trama, na adaptação, acontece na São Paulo daquele tempo. O espetáculo, que terá 325 sessões em onze meses com ingressos gratuitos, integra o projeto educacional do Sesi-SP em teatro musical, iniciativa que inclui formação de atores e oficinas de vivência para alunos do Sesi-SP e para o público em geral.

Ivan Parente, que vive o personagem “o homem da poltrona”, diz que a equipe está em “ritmo enlouquecido”.

“É bem puxado, tem muita coreografia, tem muito texto e o Miguel [Falabella] está com a gente quase todos os dias”, conta o ator que já participou de musicais como “Godspell”, “Pinóquio” e “O Mágico de Oz”.

Saulo Vasconcelos, um dos mais conhecidos artistas de musicais no Brasil, cuja trajetória inclui atuações em “A Bela e a Fera”, “O Fantasma da Ópera”, “A Noviça Rebelde” e “Mamma Mia!”, explica que a rotina não difere muito da de outros trabalhos do gênero. “A gente passa pelos ensaios de música nas primeiras semanas, pelos de coreografias”, diz. “Depois de algumas cenas vemos a interpretação, qual voz o personagem tem que ter e para onde se move, para onde vai e onde vai ter luz.”

Echarpe e frio na barriga

Kiara Sasso (ao fundo) e Sara Sarres (à direita): rotina de muito esforço. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Diante da sequência dos ensaios, Kiara Sasso, atriz que brilhou na montagem brasileira de “Mamma mia!”, na pele da protagonista Donna Sheridan, entre vários outros musicais, dá a receita para preservar a voz. “Eu evito ar condicionado e beber gelado. Além disso, sempre uso echarpe”.

Mesmo tendo participado de mais de 15 espetáculos, a protagonista do musical “Evita” em 2011, Paula Capovilla, não esconde que ainda sente frio na barriga nessas ocasiões. “A gente fica no meio do ensaio pensando: ‘Ai, meu Deus, será que vai dar certo?’”, admite. “Sabemos que depois de muitos ensaios vai dar sim, pois o processo é esse mesmo”.

Sara Sarres, atriz e cantora que tem no currículo a atuação em montagens de “Cats”, “Les Misérables” e “O Fantasma da Ópera”, revela que os ensaios serão mais intensos nas duas semanas que antecederem a estreia. “Quando formos para o teatro, fica ainda mais puxado, com uma rotina de doze horas diárias de ensaios técnicos (com figurinos, cenário, iluminação etc.), sem folga”, diz. “É uma rotina de muito esforço”.

Reconhecido por atuações em “Os Produtores” e “Hairspray”, além de novelas como “Aquele Beijo” (TV Globo), Frederico Reuter admite a ansiedade. “É claro que tem a expectativa, mas sem pânico e nervosismo porque já passamos por isso várias vezes”, conta.

“É muito bom ver o espetáculo tomando forma”, conclui.

Saiba mais sobre o projeto educacional do Sesi-SP em teatro musical: www.sesisp.org.br/Cultura/teatro-musical-espetaculo.htm

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Foto: Paulo Skaf acompanha ensaio do elenco de ‘A Madrinha Embriagada’

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), Paulo Skaf, fez uma rápida visita na semana passada (02/07) aos ensaios do elenco de “A Madrinha Embriagada”, em São Paulo. Skaf esteve com o diretor do espetáculo, Miguel Fallabella, e com a atriz Stella Miranda, entre outras estrelas do gênero.

Presidente da Fiesp e do Sesi-SP entre Stella Miranda e Miguel Fallabella. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

A peça, que integra o Projeto do Sesi-SP em Teatro Musical, tem estreia programada para o dia 14 de agosto, no Teatro do Sesi São Paulo, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. O musical fica em cartaz por 11 meses, em um total de 325 apresentações (oito sessões por semana, sendo duas exclusivas para agendamentos de instituições de ensino públicas e privadas).

Além de montar uma peça, a iniciativa inclui oficinas de vivência em teatro musical para alunos do Sesi-SP, com inscrições em andamento; e o início de um curso de formação, em 2014, de atores para esse segmento.

Na semana passada, a Folha de S. Paulo dedicou a primeira página do caderno Ilustrada à produção de “A Madrinha Embriagada” – clique aqui para ler a matéria no site do jornal (sujeito ao sistema paywall).

Elenco de ‘A Madrinha Embriagada’ tem grandes nomes do teatro musical brasileiro

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp 

Durante o lançamento do programa Teatro Musical pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), nesta segunda-feira (20/05), o ator e diretor Miguel Falabella apresentou o elenco do espetáculo “A Madrinha Embriagada”. O musical, que faz parte do programa, tem estreia prevista para dia 14 de agosto, no Teatro do Sesi-SP, com entrada gratuita.

 

Elenco de 'A Madrinha Embriagada' durante o lançamento do Projeto Educacional do Sesi-SP em Teatro Musical. Foto: Everton Amaro/Fiesp

A peça fica em cartaz na cidade por 11 meses, em um total de 325 sessões (oito sessões por semana, sendo duas exclusivas para agendamentos de instituições de ensino públicas e privadas). O projeto está orçado em R$ 12 milhões, bancados pela Fiesp/Sesi sem utilização de leis de incentivo.

“A Madrinha Embriagada” é uma adaptação de Miguel Falabella do texto original “The Drowsy Chaperone”, espetáculo mais premiado na Broadway em 2006. Dirigido por Falabella, o musical terá elenco de 25 atores e orquestra com 15 músicos.

Quem interpreta a madrinha embriagada que dá nome ao espetáculo é a atriz Stella Miranda. “Ter sido convidada para participar desse projeto super pioneiro é uma honra e uma felicidade”, declarou a atriz, que recentemente interpretou Carmem Miranda em “Miranda por Miranda”.

“Espero que essa parceria da Fiesp e do Sesi-SP com o teatro musical seja o início de uma longa amizade” , disse a atriz.

Paula Capovilla, protagonista do musical “Evita”, também está no elenco do musical e destacou o fato dos espetáculos serem gratuitos. “Vai transformar a vida de muitos jovens e muitos adultos, que nunca vivenciaram essa experiência. No Brasil, muita gente nunca foi ao teatro. Por isso esse projeto é tão especial: porque ele é feito para tocar a vida das pessoas.”

Outros nomes conhecidos no teatro musical brasileiro – Kiara Sasso, Fred Reuter e Saulo Vasconcelos – compõem o elenco de “A Madrinha Embriagada”.

Intérprete do protagonista de “O Fantasma da Ópera” e “A Bela e a Fera”, Saulo faz parte da coordenação do curso de formação de atores do programa e considera que o lançamento foi um marco na história do teatro brasileiro.

“É uma parceria incrível de bons professores, grandes nomes do teatro musical com o Sesi-SP dando todo o apoio. Vai ser referência no Brasil e esperamos que seja referência mundial , em termos de educação”, afirmou o ator.

Em evento marcado pela emoção, Sesi-SP lança projeto educacional Teatro Musical

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Em um evento repleto de momentos de emoção, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) lançaram nessa segunda-feira (20/05), Projeto Educacional em Teatro Musical.

Por meio de oficina de vivências, curso de formação de atores e a produção do espetáculo “A Madrinha Embriagada”, a iniciativa visa formar profissionais e o público para o teatro musical brasileiro.

Atriz Stella Miranda, entre outros integrantes do elenco de 'A Madrinha Embriagada', cumprimenta Paulo Skaf. Ao fundo, nas poltronas, Walter Vicioni e maestro João Carlos Martins. Foto: Everton Amaro.

“Nós temos [no Sesi-SP e no Senai-SP] um trabalho muito forte na educação. E na nossa visão, além da sala de aula e dos laboratórios, a educação está nas quadras de esportes, nas atividades culturais, no teatro, na dança… A gente vem estimulando bastante  esses projetos que, na nossa visão, são bons para o Brasil, para as pessoas, para a formação, para  a educação, para o entretenimento, para a alegria, para a emoção. O teatro musical é um importante projeto: um educacional; o outro, uma grande estreia para o mês de agosto”, explicou o presidente da Fiesp e do Sesi-SP, Paulo Skaf.

“A produção do espetáculo ‘A Madrinha Embriagada’ é uma oportunidade de todo mundo assistir sem pagar nada”, acrescentou Skaf.

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A cerimônia

Com os atores Saulo Vasconcelos e Sara Sarres como mestres de cerimônia, o evento aconteceu no Teatro do Sesi-SP.

O ator e produtor Cleto Baccic, durante o lançamento do Projeto Sesi-SP em Teatro Musical. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Um dos idealizadores do projeto, o ator e produtor Cleto Baccic, emocionou a plateia ao afirmar, sem esconder as lágrimas, que o lançamento representa a realização de um sonho.

“Sonhar é elevar o intelecto humano e agir pelo bem das pessoas. O sonho que hoje compartilho com vocês é um ato de amor ao teatro brasileiro e uma ação de responsabilidade social”, disse Baccic.

Ele destacou que a parceria com o Sesi-SP, para ele, é “o exemplo maior da excelência na educação e promoção de inclusão social”.

“Com felicidade, fomos acolhidos aqui. E somos muito gratos”, disse ele.

Com a equipe de coordenação do projeto, o ator presenteou Paulo Skaf com uma caneta. “O senhor é o grande responsável pela realização desse sonho, com a sua visão do novo, à frente do seu tempo. Que a caneta seja o instrumento de muitos atos ainda, pela educação do povo, pela cultura brasileira, por São Paulo e pelo Brasil”, finalizou Baccic.

Coube a ele explicar o funcionamento do projeto, que será composto por três eixos principais: as oficinas de vivência em Teatro Musical, que começam em agosto, no Sesi Vila Leopoldina e será implantado em outras unidades de ensino por todo Estado; o curso de formação de atores, que começa em março do ano que vem e tem duração de três anos; e a montagem do musical “A Madrinha Embriagada”, que fica 11 meses em temporada no Teatro do Sesi-SP, com entrada gratuita.

Falabella diz que projeto do Sesi-SP 'abre a porta do sonho'. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Falabella: ‘projeto do Sesi é de grandeza ímpar’

A adaptação e direção do espetáculo serão de Miguel Falabella, que também se emocionou ao contar sua experiência com o teatro musical. “Minha avó adorava teatro, mas éramos 15 primos e ela não podia levar todos, claro. Por isso havia uma tradição na família que, no dia do aniversário, o presente era ir ao teatro”, lembra. “Em 1966, eu, com nove anos, fui ao teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, ver a Bibi Ferreira, fazendo ‘Alô Dolly’. E eu saí de lá um menino transformado, uma outra pessoa.”

Para ele, a criação do projeto do Teatro Musical é de uma grandeza ímpar. “É a realização máxima de poder abrir a porta do sonho e da possibilidade para meninos como eu fui um dia. Tenho certeza que vários meninos vão sentar aqui na temporada de ‘A Madrinha Embriagada’ e sair transformados.”

Na sequência, Falabella apresentou o elenco do espetáculo, que inclui nomes como Paula Capovilla, Stella Miranda, Fred Reuter e Kiara Sasso. Juntos, eles cantaram, em primeira mão, uma das músicas de “A Madrinha Embriagada” e foram aplaudidos de pé pelo público.