Fiesp discute resultados de missão ao Vale do Silício

Agência Indusnet Fiesp

Sylvio Gomide, diretor-titular do Comitê Acelera Fiesp, relatou a missão da entidade para o Vale do Silício (Califórnia, EUA), polo de excelência em tecnologia e empreendedorismo, na reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp (Conic), realizada no dia 2 de dezembro.

Segundo Gomide, esta expedição foi um momento de consolidação dos ecossistemas. “Temos que unir forças para trabalhar a inovação no nosso dia a dia. E conhecer de perto as startups e experiências de empreendedores de sucesso foi importante para todos que vivenciamos este universo. Certamente nossa missão aqui é multiplicar”, afirmou.

Aprigio de Moura Azevedo, chefe de gabinete da presidência da Fiesp, também participou da reunião. Em sua apresentação, ele disse que viveu uma das melhores experiências da sua vida. “Foi uma oportunidade diferente, pois interagi com áreas de vários segmentos e percebi a importância do venture capital.”

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Reunião do Conic em que foi relatada experiência no Vale do Silício. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Empreendedores do Vale do Silício dão dicas para startups brasileiras na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Participantes da 18ª edição do Concurso Acelera Startup receberão online dicas de especialistas em empreendedorismo do Vale do Silício (nos Estados Unidos), Israel, França, Canadá e Portugal. A novidade se estende ao público que não participa do concurso e tem interesse em receber uma mentoria internacional com cases de sucesso. Durante o evento, seis cabines de teleconferência estarão disponíveis para as empresas inscritas na disputa e também para empreendedores que passarem pela Paulista ou que tenham participado apenas da abertura/encerramento do evento.

Organizado pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF), a iniciativa acontece nos dias 27 e 28 de novembro, na sede da entidade, das 8h às 18h. O Acelera Startup incentiva o empreendedorismo inovador e aproxima projetos e empresas de investidores. Participarão projetos ou empresas, tanto pré-operacionais (sem faturamento) quanto operacionais (que já tenham receita), nas categorias indústria 4.0, agrotech, educação, smart cities/gestão pública e geral.

O evento conta com palestras sobre inovação, investimento e empreendedorismo, além do acompanhamento dos pitches (apresentações) dos finalistas à banca de investidores mais seleta do mercado. Para os 300 empreendedores que tiveram projetos ou startups selecionados na primeira fase de avaliação haverá dois dias de um exclusivo processo de aceleração, com palestras, workshops, mentorias e avaliações classificatórias.

Os dez candidatos mais bem avaliados (sendo um operacional e um pré-operacional de cada categoria) chegarão como finalistas do evento, podendo apresentar seu negócio no modelo de elevator pitch (com duração de até três minutos), à banca de investidores. Dois deles serão os grandes vencedores, sendo um operacional e outro pré-operacional, independentemente da categoria. Serão premiados projetos e empresas inovadoras tanto em fase pré-operacional quanto operacional.

Nas últimas edições do evento, foram recebidas mais de 22.000 inscrições de todo o Brasil. Participaram mais de 300 mentores e cerca de 350 investidores. Somando as edições anteriores (2011, 2012, 2013, 2014, 2015, 2016 e 2017), o evento já gerou investimentos de mais de R$ 20 milhões.

As inscrições podem ser feitas na página do Acelera: http://hotsite.fiesp.com.br/acelera/


Serviço:

Concurso Acelera Startup

Data: 27 e 28 de novembro

Local: Edifício-sede da Fiesp.

Endereço: Avenida Paulista, 1313. São Paulo

Portugal atrai startups de olho na União Europeia

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

Portugal tem sido a porta de entrada para startups e aceleradoras de todo o mundo na União Europeia (UE).

Para discutir essa e outras oportunidades de investimentos no país, a Fiesp recebeu em um seminário nesta quarta-feira (22 de março) o cônsul-geral de Portugal em São Paulo, Paulo Lourenço, o secretário de Estado da internacionalização do Ministério dos Negócios de Portugal, Jorge Costa Oliveira, e o presidente da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (Aicep), Luís Castro Henriques.

Para o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex), Thomaz Zanotto, além de um país amigo do Brasil, Portugal representa uma importante vantagem de negócios para as empresas jovens que estão revolucionando a economia global.

De acordo com Zanotto, por sua localização estratégica, Portugal surge como um importante ponto para a cobertura dos mercados europeu e africano.

Cônsul-geral na capital paulista, Lourenço frisou que mais do que uma afinidade ligada à língua, Portugal possui uma cumplicidade muito grande com o Brasil e que figura como destino favorito dos empresários como segundo ou terceiro centro de negócios para empresas brasileiras.

Como benefício aos interessados em fazer negócios com o país, Henriques apontou o estável e positivo ambiente de negócios de Portugal, a qualidade de vida de seus habitantes, sua integração eficiente com os demais países da região e o alto nível de seu mercado de trabalho.

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Oportunidades de negócios em Portugal foram tema de seminário na Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Fiesp assina convênio com Portugal para estimular internacionalização de startups

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

O ministro da Economia de Portugal, Manuel Caldeira Cabral, e o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, assinaram nesta quarta-feira (16/11) memorando de entendimento para o fomento ao intercâmbio para internacionalização de empresas nascentes de base tecnológica (startups). O documento foi firmado na sede da Fiesp, em cerimônia com a participação também do ministro da Ciência e Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab.

Skaf destacou a importância do empreendedorismo para o Brasil, o que a Fiesp estimula, por exemplo, com o Concurso Acelera Startup. Ele espera ver nas próximas edições a participação de empresas portuguesas no evento.

A ideia do convênio é abrir espaço para startups brasileiras em Portugal e para empresas portuguesas no Brasil. Cabral destacou que os dois países querem promover o empreendedorismo e incentivar as empresas inovadoras. “Para isso é preciso fazer essa ponte entre as instituições onde há empresa inovadoras”, disse, lembrando que a Fiesp é exemplo nesse campo e tem trabalho muito interessante com startups. O Acelera, promovido pela Fiesp, é um dos exemplos em que se pode concretizar o convênio, com a participação de empresas portuguesas, explicou o ministro. “Temos que selecionar empresas portuguesas com soluções interessantes para participar do Acelera.”

Cabral disse que um dos passos para a aproximação mútua é a divulgação em Portugal do Acelera. “Da mesma forma se pode fazer o sentido contrário, do Brasil para Portugal.” Empresas de aplicativos com sucesso em Portugal poderiam aproveitar, com facilidade de adaptação, o enorme mercado brasileiro. E para as startups brasileiras, Portugal poderia oferecer a facilidade de tradução para os vários idiomas do mercado europeu.

Outro passo é ver como possibilitar a reciprocidade no uso das incubadoras em ambos países. E também é importante, disse o ministro, tentar reciprocidade também em fundos e outros recursos financeiros para o desenvolvimento das startups. A meta, explicou, é que Portugal trate as startups brasileiras como se fosse empresas portuguesas e vice-versa. Para isso, no caso de Portugal, não é preciso mudar a legislação, bastando alterar a formatação de fundos.

O ministro da Economia de Portugal ressaltou também que há ainda muito espaço a explorar em relação às pequenas e médias empresas e em termos também de cooperação científica e tecnológica.

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Cabral, Skaf e Kassab com o memorando que visa ao fomento de startups. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Fórum de startups da Fiesp destaca papel do empreendedor no sucesso do negócio

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“Estamos vivendo o desafio do empreendedorismo no Brasil. Antes o empreender era uma questão de oportunidade. Hoje, com a crise, se tornou uma questão de necessidade. E isso nos faz um dos líderes no mundo”, enfatizou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, durante o 1º Fórum de Startups, realizado nesta quinta-feira (11/8), na Fiesp, em parceria com a Câmara de Comércio França-Brasil de São Paulo (CCFB-SP).

O evento foi organizado pelo Comitê Acelera Fiesp (CAF) e pelo Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE). O objetivo da iniciativa foi apresentar um mapa de oportunidades para as startups e promover um debate sobre a importância dos setores público e privado no desenvolvimento dessas empresas.

Segundo Afif, o ambiente de negócios no Brasil é totalmente hostil. “Steve Jobs teria ‘morrido’ com o nosso sistema burocrático. Hoje o ambiente está muito mais propício para criar novos negócios.” No entanto, ele lembra que a empresa tem que nascer dentro do Simples e brinca: “se nascer complicado, já era”. E finaliza dizendo que é fundamental haver democracia no acesso ao crédito.

O presidente do InvesteSP, Juan Quirós, falou sobre a experiência que tem com os filhos, donos de startups. “Com eles aprendi que em processos não se pode desistir. Quem começa com uma startup tem que ter estrutura emocional. Tem que saber lidar com a frustração”, disse. Para ele a derrota é a base do conhecimento, diferentemente do que a cultura brasileira propõe.

Mente criativa

“O mundo gira diferente do que a gente costumava trabalhar”, afirmou o assessor técnico da Direção de Sistemas de Informação América da Renault, Alexandre Grenteski. Segundo ele, há muita mente criativa no meio universitário, e o projeto da Renault Experience aposta em formar parceiros em várias instituições. “Fazemos questão de estimular os jovens que tenham o perfil inovador e empreendedor.”

O diretor executivo da ACE, Arthur Garutti, reforçou aos participantes que uma ideia sem sair do papel não tem valor nenhum. “Se você não sair imediatamente trabalhando sua ideia, você já está perdendo espaço para outra do mercado. O comportamento do empreendedor faz toda a diferença no processo.”

“Vocês acham que grandes cases como Facebook e Uber, outras pessoas já não tinham pensado nisso?”, questionou o sócio da Performa Investimentos, Guillaume Sagez. Ele concorda com Garutti que a diferença está nas pessoas. “É o conjunto do desenvolvimento que faz uma empresa acontecer e ser bem-sucedida, concluiu.

Durante o fórum também foi entregue o III Prêmio Empreendedor, promovido pela CCFB-SP, que visa estimular a criação de ações inovadoras nas mais diversas áreas da economia.

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Mesa de abertura do Fórum de Startups, na Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Primeiro Esquenta do Acelera Fiesp traz dicas sobre empreendedorismo

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

“O mercado fintech [serviços e produtos financeiros online]  é uma realidade e veio para suprir necessidade de muitos brasileiros”, disse nesta quarta-feira (15/6) Adriano Bottas, chefe de serviços financeiros na Microsoft, durante o 1º Esquenta do Acelera, evento preparatório para a 8ª edição do concurso Acelera Startup Fiesp, que acontece nos dias 5 e 6 de julho, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Bottas enfatizou que o uso da tecnologia no segmento de finanças tem se mostrado extremamente eficiente para o consumidor e cliente, que vê processos burocráticos serem simplificados e até mais acessíveis. Para estas transações temos as chamadas fintechs: as empresas e startups que oferecem esse tipo de serviços e produtos. Somente no Brasil, já são mais de 150 atuando no setor de pagamentos, empréstimos, gestão financeira, seguros etc. “Elas estão, inclusive, ameaçando os negócios bancários tradicionais”, disse.

Segundo ele, até em lugares como na Tanzânia, em que apenas 30% da população tem acesso à água e luz, as pessoas já estão conectadas a este tipo de transação. “Muitas destas pessoas não têm nem documento e muito menos contas em banco. Mas conseguem fazer qualquer transação pelo celular.”

Ele explica que muitas destas operadoras oferecem um cartão de crédito sem taxa de anuidade e com juros mais baixos do que a média no mercado. Além disso, o cartão é controlado totalmente através da internet, seja pelo site ou aplicativo, sendo possível alterar o limite do mesmo e bloqueá-lo.

Ao final da apresentação, o especialista deixa uma provocação para o público: “o que será dos bancos no futuro próximo”? Para quem deve apostar na categoria fintech, as dicas mostradas por Bottas serviram como lição de casa.

A estilista e empreendedora Lolitta Hannud dividiu sua experiência desde a fundação, em 2008, da Lollita, uma marca que propõe modelagens especiais em tricô, com trabalho manual único. Suas coleções são apresentadas há 2 temporadas na maior semana de moda brasileira, a São Paulo Fashion Week. Com 2 lojas em São Paulo e um e-commerce, está presente em mais de 60 multimarcas no Brasil.

“Nos últimos 8 anos tivemos uma evolução incrível. No começo só produzíamos o que realmente já tinha sido vendido. Hoje, além das lojas que temos, nos tornamos grandes fornecedores. Não tenho dúvida que as vendas pela internet ajudaram muito”, afirmou.

Comunicação é tudo!

A blogueira, empresária e diretora do CAF Lelê Saddi trouxe dicas para os participantes sobre como trabalhar a comunicação nas mídias sociais. “A redes sociais influenciam o mercado e marcam tendências”, enfatizou.

Lele fundou a WePick, uma e-mag de lifestyle. É colunista da revista Glamour e tem uma agência de branding e relações públicas focada em bens de consumo e serviços do segmento de luxo e moda. Segundo ela, é fundamental que os empreendedores saibam se comunicar – e bem – nas mídias.

“Tenho clientes que acabo de fazer um post no Instagram e em minutos vendem estoques. Nós como empresários não podemos parar. Quem não está nas redes não tem identidade no mercado.”

O líder de Parcerias de Produto para o Brasil no Facebook, Dario Dal Piaz, disse que ter uma conta nesta rede social é dar a cada uma das pessoas no mundo o poder de compartilhar.

Segundo ele, dois terços da população não têm internet no mundo. “Nosso sonho é transformar esta realidade e levar o acesso a todos sem exceção”, concluiu.

Sobre o Acelera Startup Fiesp

O concurso tem o objetivo de incentivar o empreendedorismo inovador e de aproximar projetos e empresas de investidores. Nesta 8ª edição do evento, participarão projetos ou de empresas, tanto pré-operacionais (sem faturamento) quanto operacionais (que já tenham faturamento), nas categorias geral; comunicação; fintech; têxtil, moda e beleza.

Serão selecionados os 200 melhores projetos e/ou empresas, que terão a oportunidade de participar de palestras, mentorias e avaliações classificatórias. A divulgação dos projetos e empresas escolhidos acontecerá no dia 28 de junho, na página do evento abaixo.

Os mais bem avaliados chegarão como finalistas do evento, podendo apresentar seu negócio, no modelo de elevator pitch (até 3 minutos), à banca de investidores mais seleta do mercado. Pela primeira vez, serão premiados projetos e empresas inovadoras tanto em fase pré-operacional quanto operacional.

Além de aproximar os empreendedores de potenciais investidores, a Fiesp espera colaborar com a difusão do tema no meio empresarial. O evento acontece nos dias 5 e 6 de julho, no edifício-sede da Fiesp.

Nas últimas edições do evento, foram recebidas mais de 11.500 inscrições de todo o Brasil e participaram mais de 300 mentores e mais de 250 investidores. Somando as edições anteriores (2011, 2012, 2013, 2014 e 2015), o evento já gerou investimentos de mais de R$ 5 milhões.

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Primeiro Esquenta do Acelera, da Fiesp, em 15 de junho, teve dicas para empreendedores. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Na Fiesp, Mangabeira Unger destaca papel das vanguardas emergentes para construir vantagens comparativas

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O ex-ministro Mangabeira Unger (da extinta Secretaria de Assuntos Estratégicos/SAE da presidência) apresentou o estudo Produtivismo includente: empreendedorismo vanguardista, com foco no fomento a empresas de vanguarda e com vistas à reindustrialização. Esse foi o tema central de reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade da Fiesp (Conic), nesta sexta-feira (13/11) na sede da entidade.

Unger teme que seja desperdiçado o momento histórico que o Brasil vive, essa janela com a possibilidade de transformação estrutural. Mas a travessia exige sacrifício, uma “repactuação do país”, o que, alerta, “é coisa de estadista”.

Para Unger, é preciso escolher outras possibilidades além dos caminhos trilhados recentemente, referindo-se ao desenvolvimento econômico à base da popularização do consumo e produção e exportação de commodities. “A agropecuária e a mineração pagaram a conta do consumo”, sentenciou, lembrando que se alterou a configuração mundial com a desaceleração da China e a baixa dos preços das commodities. Em sua avaliação, o governo federal tentou manter uma política contracíclica, mas que levou a impacto nas contas públicas.

Entre as alternativas apontadas no estudo, a necessidade de qualificação do ensino, hoje com qualidade “calamitosa”, apesar do avanço do acesso. A reorganização radical no modo de ensinar precisa privilegiar a capacitação analítica, tanto no ensino geral como no técnico, enterrando-se a “decoreba”. A educação não pode depender das características locais, o que muitas vezes falha. Por isso, a megacapacitação prática, acompanhada da cooperação federativa, possibilitaria um trabalho conjunto de governos estaduais e municipais, envolvendo os três entes, que compensaria um deles em caso de falha, explicou Unger.

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Reunião do Conic, com a participação do ex-ministro Roberto Mangabeira Unger. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Portanto, Unger dá novo sentido ao paradigma da política regional: “é ali que a estratégia nacional toca a realidade”, refletiu. Ao explicar que a política regional é para todas as regiões e não apenas para o Nordeste – para não ser apenas uma política de compensação dos atrasos estabelecidos, mas sim instrumento de vantagens comparativas-, frisou que ela deve ser construída de “baixo para cima” pelas próprias localidades. Um exemplo citado foi o Movimento Brasil Central – reunindo o Centro-Oeste – com objetivo de definir agenda de capacitação e reindustrialização com apoio do fundo constitucional.

Outro pilar é o produtivismo inclusivo. Unger condena o experimentalismo no serviço público, que precisa primar pela eficiência e não pela meritocracia quando se trata de gestão pública. Uma constatação foi que existe uma massa emergente, vibrante, uma vanguarda do empreendedorismo no Brasil que não pode ficar ilhada: “a base social já existe, o que falta é política pública”, referindo-se aos pequenos empreendedores e às micro e pequenas indústrias.

O projeto tem três eixos centrais: organização do capital empreendedor privado; organização do capital empresarial, incentivado, por exemplo, pela política de compras públicas; difusão de focos de inovação no entorno de universidades capazes de reunir pequenas inovações.

Com pontos convergentes na agenda sugeriu: construção de mecanismo institucional com debate sobre a política industrial, a identificação de regras específicas fáceis de ser removidas, porque isto sufoca o impulso produtivo, mas requer “vontade política e clarividência”, além do estímulo à biociência e agricultura, considerando-se o complexo industrial dos setores da saúde, da química e da defesa, por exemplo. Mas alertou que essa agenda precisa se desdobrar em estratégias regionais. Como sugestão prática, recomendou a união de grupos para a elaboração de um projeto nacional a fim de estudar metodologias para efetivação de ações em busca de resultados.

O caminho estratégico para a inovação disruptiva realmente passa pelas startups, segundo o presidente do Conic, Rodrigo da Rocha Loures, ao reforçar o potencial do país no desenvolvimento de ecossistemas, além de colocá-las no centro das atenções para elaboração de políticas públicas e privadas. Em sua avaliação, tem sido uma experiência interessante essa aproximação entre indústria e startups, mas “estamos 200 anos atrasados”. Loures lembrou que Campinas é o cenário ideal para a construção de um ecossistema regional. Com estudo para o seu fomento, identificou-se oportunidade na área de bioeconomia, em função da COP21. A bioeconomia já movimenta US$ 2,3 trilhões e gera 22 milhões de empregos no mercado mundial.

Flávio Grynzspan, conselheiro do Conic, também concordou: as “startups são muito ágeis e importantes para a inovação das grandes corporações”, mas questionou as universidades, ainda muito fechadas, quando precisariam se transformar em centro efetivo do empreendedorismo. E citou a Universidade de Campinas (Unicamp) que conta com 254 startups, somando 16 mil empregos. O Conic já criou um grupo de trabalho com atenção voltada aos ecossistemas de classe mundial, informou.

O ex-ministro Mangabeira Unger enfatizou que o vanguardismo surge nas grandes economias, com base em inovação constante, que atenua a diferença entre empresa e escola. “A produção é conhecimento permanente, mas está vinculada a poucos setores avançados”, lembrou ao retratar o que chamou de produção pós-fordista. “As novas práticas deveriam se disseminar rapidamente, mas ocorre o contrário. Uma mudança dependeria de requisitos educacionais e culturais para a circulação de ideias”, avaliou. Ao sugerir um modelo vertical, de coordenação estratégica e experimental entre Estado e empresas, e outro horizontal, de cooperação entre empresas que seriam beneficiadas por ganho em escala, apesar da concorrência, frisou a necessidade de refundação da economia de mercado.

Roberto Mangabeira Unger é filósofo e teórico social brasileiro com vários livros publicados. Por duas vezes foi ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da presidência da República, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva e no segundo mandato de Dilma Rousseff. Em setembro deste ano deixou o cargo, e o ministério foi extinto. É professor titular da Universidade de Harvard. Para saber mais sobre o estudo Produtivismo includente: empreendedorismo vanguardista, acesse: www.sae.gov.br/imprensa/noticia/agenda-pos-ajuste-fiscal-para-fortalecer-o-empreendedor

MCTI apresenta na Fiesp programa de estímulo a startups

Patrícia Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Na reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) desta sexta-feira (19/6), Vera Costa, gerente do Projeto iTec do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), explicou o funcionamento do programa. “Trata-se de uma ação estruturada, com conceito de inovação aberta para reunir parcerias entre startups e fomentar negócios tecnológicos”, afirmou.

Segundo ela, a plataforma é democrática, e não importa o tamanho da startup para participar do programa. “Entrando no site, o empreendedor escolhe a solução que atenda a suas necessidades. Parcerias não são feitas da noite para o dia, mas o iTec faz o primeiro encontro”, disse.

Apresentação do Projeto iTec, do MCTI, durante reunião do Conic da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Apresentação do Projeto iTec, do MCTI, durante reunião do Conic da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Outro convidado, Gerson Valença Pinto, vice-presidente de Inovação da Natura e diretor da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), dividiu algumas reflexões realizadas pela entidade. “É importante criarmos ambientes para o empreendedorismo e novos negócios. Mudar a cultura e se espelhar no que vemos lá fora, pois a inovação só acontece de fato quando chega ao mercado”, enfatizou.

Marcos Schlemm, pesquisador na área organizacional e desenvolvimento humano e professor da PUC-PR, mostrou durante a reunião um estudo comparativo entre o que chamou de ecossistema da inovação do Vale do Silício e as condições brasileiras para a inovação. Ele abordou estratégias e métricas de inovação no Vale do Silício.

“Percebemos que no Vale a inovação é espontânea ou randômica. Ao contrário do que dizem, que os EUA não estão crescendo, a prova é que o Vale do Silício sempre se destaca, já que cresce cada dia mais por conta do nível alto de inovação. Lá os professores universitários incentivam o aluno na criação de novos negócios. Aqui no Brasil, lamentavelmente, temos 1,8% de inovação. Falta um ingrediente fundamental: velocidade”, concluiu.

Diretor da Fiesp destaca que objetivo do evento é gerar negócios

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Um novo modelo de fazer negócio para o dia a dia, inspirado nos Estados Unidos e na Europa, onde essas práticas são muito comuns. É assim que o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Sylvio Gomide, descreveu o Acelera Startup na abertura do evento na manhã desta quarta-feira (07/05), na sede da entidade.

“Isso não é uma palestra. É um evento de trabalho”, afirmou Gomide ao lembrar que o grande objetivo do Acelera é encontrar investidores para os projetos. “Networking é bom, mas buscamos investidores que coloquem ‘grana’ no projeto de vocês”, afirmou sobre a iniciativa que permite que empreendedores de startups (empresas iniciantes com propósito inovador) tenham a chance de se apresentar para uma banca formada por mais de 50 investidores.

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Sylvio Gomide sobre o Acelera: “é o maior evento de investimento-anjo da América Latina”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O diretor do Comitê de Investimento e Inovação do CJE, Bruno Ghizoni, reforçou a mesma mensagem. “Estamos muito contentes com o resultado, mas feliz mesmo ficaremos quando vermos dinheiro no caixa de vocês.”

De acordo com Gomide, o Acelera “é o maior evento de investimento-anjo da América Latina”.  Segundo ele, esta quarta edição foi montada com base em diversas sugestões enviadas pelos participantes dos eventos anteriores. A principal é um espaço reservado para conversas com os investidores. “Antes, esses bate-papos eram feitos nas próprias mesas, mas muitas pessoas não se sentiam à vontade para essas conversas. Por isso, criamos espaços exclusivos e com mais privacidade”, explicou o diretor.

Gomide lembrou que a primeira edição contava com apenas 90 projetos e 12 investidores. Em 2014, o Acelera teve mais de mil projetos inscritos, dos quais 200 foram selecionados para participar.

Dos selecionados, há representantes de 17 estados: Acre, Bahia, Brasília, Espírito Santo, São Paulo, Goiás, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Minas Gerais, Pará e Distrito Federal. Do total de participantes, 76% são homens e 24%, mulheres. No quesito formação, 241 têm pós-graduação, 65 mestrado, 16 doutorado e o restante, ensino médio (249) e superior completo (448).

“Nas edições anteriores, os projetos vencedores, que já estiveram no lugar de vocês, receberam investimentos de R$ 700 mil, R$ 250 mil e R$ 150 mil”, lembrou Gomide ao afirmar que espera que “todos saiam daqui com muita grana, muitas empresas e muitos empregos gerados”.

“Networking é legal, mas quem paga a conta?”, questionou o titular do CJE.

Ao afirmar que a grande maioria não estará na final entre os dez selecionados, nesta quinta (08/05), Gomide ressaltou que isso não é desculpa para um mau desempenho. “A oportunidade não é só para finalistas. Todos vocês têm que ficar ligados, trocar cartão, marcar reuniões. Porque se a ideia for boa, as coisas acontecem. E resultado é fazer negócio. Na minha visão, esses são os grandes vencedores.”

Sobre o Acelera Startup

O evento acontece nos dias 07 e 08 de maio, na sede da Fiesp, depois de selecionar 200 startups, projetos e/ou ideias cujos empreendedores participam de palestras, mentorias e avaliação individual com investidores. As dez mais bem avaliadas têm a oportunidade de se apresentar para uma banca formada por mais de 50 investidores, com o valor total de investimento disponível em torno de R$ 500 bilhões. Somando as três edições anteriores (2011, 2012 e 2013), o evento já gerou investimentos-anjo de mais de R$ 1 milhão.

>> Empreendedores devem buscar investidores que agreguem valor para o crescimento da startup, alerta especialista
>> Faltam projetos para o Brasil, diz fundador da Totvs no Acelera Startup
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Conselho de Inovação da Fiesp debate criação de ecossistemas para startups

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A estratégia do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para 2014 é fomentar o empreendedorismo de base tecnológico de classe mundial.

Para isso, os trabalhos do conselho no devem ser no sentido estimular a formação de ecossistemas regionais para a criação de startups, empresas nascentes de alto crescimento e de base tecnológica.

Na reunião desta sexta-feira (14/03), iniciada pelo presidente do conselho, Rodrigo Rocha Loures, os membros do Conic ouviram experiências de especialistas em startups [empresas jovens de perfil inovador] no exterior e de donos de algumas startups de sucesso.

O consultor do Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae), Renato da Fonseca de Andrade, apresentou um relatório da Feira do Empreendedor, realizada pela entidade em fevereiro deste ano. Novas rodadas da feira ainda devem acontecer em diferentes estados do país até novembro deste ano.

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Gilberto Sarfati, professor da FGV: alto nível educacional e isolamento geográfico foram fatores que ajudaram a colocar Israel em posição de destaque no nível de empreendedorismo. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Já o professor Gilberto Sarfati, docente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), compartilhou a experiência da instituição na primeira Missão Empreendedora Israel, The Startup Nation, em janeiro deste ano.

Na avaliação de Sarfati, o que colocou Israel em uma posição de destaque em empreendedorismo a partir da década de 1980 é o alto nível de educação e o isolamento, sobretudo geográfico, da nação.

“Israel, nos anos 1980, era um país mais pobre que o Brasil. O próprio isolamento geográfico do país, a aridez do solo levou a nação a investir em tecnologia agrícola. E a tecnologia deles para agricultura continua sendo de ponta até hoje”, explicou.

Outra caraterística que ajudou Israel a se tornar referência em empreendedorismo, segundo o professor, é a experiência dos jovens no exército antes mesmo de chegarem à universidade.

“Ao viver três anos no exército esse jovem é exposto a um grau de dificuldade de gestão e decisões que um aluno meu, hoje, aqui no Brasil, não vai enfrentar antes dos 40 anos. Essa situação em que [o jovem israelense] tem de se virar aos 18 anos vai fazer com que ele, aos 22, tenha base para ser um empreendedor”, assinalou Sarfati. “Ele já é empreendedor porque a adversidade já o obriga a ser empreendedor”, acrescentou.

Segundo Sarfati, Israel possui 65 empresas listadas em Nasdaq, bolsa de valores norte-americana com negócios primordialmente de tecnologia, enquanto o Brasil possui pouco mais de 20.

Medo do Fracasso

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Taila Lemos: Brasil precisa perder a cultura do fracasso. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Sócia e fundadora da Gentros Biotecnologia, Taíla Lemos compartilhou a experiência de sua startup no desenvolvimento de quatro vacinas veterinárias.

Segundo ela,  o Brasil ainda padece a cultura do medo do fracasso.

“A gente vive no Brasil o medo do fracasso. E essa mentalidade tem de acabar. Já temos que trabalhar na mente das crianças para ela aceitarem os tropeços e aprendizados.”

O Conic começou a partir desta sexta-feira (14/03) a elaboração de recomendações para a formação dos ecossistemas que garantem a criação de startups. Depois de pronto, o documento deve ser levado para outros fóruns e organizações.

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Kleber Teraoka: empreendedor deve ter foco para resolver os problemas. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Na reunião, o presidente da Associação Campinas Startups, Kleber Teraoka, da empresa de soluções em CRM Strategy Manager, falou sobre os desafios de manter foco na criação de uma startup.

“Você não vai descobrir o produto de cara e ainda vai apanhar muito. Mas mantenha o foco. Busque problemas para serem resolvidos”, aconselhou.

Falta de projetos atrativos é um dos motivos que dificultam aporte para startups, diz presidente do BNDES

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Luciano Coutinho: terceira versão do Criatec ainda está sendo desenhada. Foto: Everton Amaro/Fiesp

O sistema de suporte às empresas nascentes no Brasil está amadurecendo de forma promissora e interessante, mas ele ainda tem elos fracos, de acordo com o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Segundo o presidente do banco, falta ao sistema uma estrutura e um perfil “mais dinâmico e eficaz no processo”.

“A restrição não é oferta de dinheiro. Talvez seja a ‘originação’ de empreendimentos atrativos ou a falta de ligação entre esses empreendedores”, explicou Coutinho. Ele participou do seminário “Construindo Startups de Classe Mundial”, realizado na manhã desta segunda-feira (09/12) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), pelo BNDES e pelo Instituto Talento Brasil.

Coutinho informou que a terceira versão do Criatec, fundo de investimentos de capital semente do BNDES destinado à aplicação em empresas emergentes inovadoras, ainda está sendo desenhada. “Mas queremos acelerá-lo porque estamos muito animados com a perspectiva de promoção de empresas nascentes no Brasil.”

O Criatec II, lançado em novembro deste ano, prevê investimentos de R$186 milhões. O primeiro fundo foi lançado em 2007. Segundo o presidente do BNDES, já foram investidos R$100 milhões em projetos de micro e pequenas empresas nos últimos dois anos.

“Essas empresas começaram a mostrar um desempenho muito interessante. Algumas se destacaram de forma muito brilhante. A essência desse tipo de investimento é investir numa carteira de empresas com a expectativa de que algumas delas façam sucesso e outras não , mas o sucesso dessas poucas conseguem remunerar o fundo e conseguimos no Criatec bom resultado”, afirmou Coutinho.


Melhoria no serviço público

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José Ricardo Roriz Coelho sugetiu surgimento de startups para melhorar qualidade dos serviços públicos. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Também presente no seminário, o diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, elogiou iniciativas do governo federal como o programa Startup Brasil, lançado em novembro, que prevê o investimento de R$ 40 milhões para acelerar 150 startups até 2014.  Mas criticou a qualidade dos serviços públicos prestados e lançou o desafio aos empreendedores do encontro a criar empresas voltadas para melhorar a qualidade desses serviços.

“Muitas startups que vemos são para ajuda a bancos, empresas, instituições”, afirmou Roriz. “Mas o serviço publico brasileiro está muito carente de inciativas em mobilidade urbana, segurança publica, educação, infraestrutura. Empresas voltadas para melhorar isso seriam interessantes”, completou.

Startups mundiais

A programação do seminário incluiu a experiência de empresários no ramo da inovação.

Foi o caso do Rodrigo Borges, sócio e vice-presidente da empresa Buscapé. Borges contou como foi um dos maiores sites de comparação de preços da América Latina foi criado.

“A primeira coisa que a gente fez foi para os varejistas. Três moleques da Poli [Escola Politécnica da Universidade de São Paulo] dizendo ao varejista que iriam colocar o produto dele na internet para comparar com o dos concorrentes, mas ninguém queria passar o preço de produto pelo telefone. Quanto mais mandar o seu banco de dados para colocarmos na internet! A gente achou que a empresa havia acabado e não íamos mais conseguir fazer aquele negócio”, contou.

Borges afirmou ainda que o foco do Buscapé é “dar poder ao consumidor”.

“A gente sempre quis fazer uma mudança da tomada de decisão de dentro do varejo para dentro do Buscapé”, completou.

Além de ouvir exemplos de sucessos, os empreendedores também ouviram dicas de como estruturar sua startup.

Segundo a diretora da Aceleratech, uma aceleradora de startups, Maria Angélica Garcia, “ideias muito boas com equipes ruins têm grandes chances de darem errado, mas ideias ‘ok’ com equipes boas têm muita chance de dar certo”.

Por fim, Maria Angélica observou que as ideias mudam ao longo processo e que uma equipe precisa ser boa o suficiente para “errar rápido e fazer a mudança rápido”.

BNDES e Instituto Talento Brasil promovem seminário sobre startups na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Investimentos em tecnologia, inovação e economia criativa. Esses são os pilares que orientam o ciclo de seminários “Construindo startups de classe mundial”, que o Instituto Talento Brasil promove em conjunto com o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), visando incentivar a vocação do empreendedorismo inovador e os investimentos em empresas emergentes, os chamados startups.

A primeira edição do evento aconteceu em setembro, no Rio de Janeiro. O ciclo de 2013 se encerrará nesta segunda-feira (09/12), em São Paulo, em realização conjunta com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O  credenciamento é gratuito mediante inscrição prévia. Nesta edição em São Paulo, o evento também conta com o apoio do Anjos do Brasil, Demo Brasil, Start-up Brasil, Insper, Webcasters e Aceleratech.

Organizado pelo Instituto Talento Brasil em parceria com a área de Capital Empreendedor do BNDES, o ciclo de eventos tem por objetivo promover um amplo debate sobre os mecanismos de apoio à inovação e às empresas emergentes de base tecnológica. “O Brasil pode não ter, ainda, um Vale do Silício, mas esbanja espírito empreendedor e investe cada vez mais em tecnologia”, diz o presidente do Instituto Talento Brasil, Antonio Machado de Barros.

“A construção de startups de classe mundial no Brasil não é mais sonho, mas realidade”, segundo o diretor do Instituto Talento Brasil, Francisco Britto. “Além de uma das maiores redes de apoio à empresa emergente inovadora no mundo, também há uma estrutura de investidores anjo, mentores, networking para ajudar a quem queira fazer a diferença. É isso que vamos mostrar.”

Fundos de investimento de capital semente, como o Criatec do BNDES, os investidores anjos e as aceleradoras de startups, entre outros, estão contribuindo para a formação de uma nova geração de empresários no País, desbravando oportunidades inovadoras nas áreas da tecnologia da informação e da economia criativa. “É esse o propósito dos seminários”, diz Bernardo Machado, diretor do ITB, “apresentar os caminhos dessa transformação, a rede de apoio às iniciativas inovadoras e casos inspiradores de startups brasileiros”.

O Instituto Talento Brasil foi criado por líderes empresariais, economistas e executivos em 2002 com o objetivo de ser um centro de referência sobre o desenvolvimento econômico do País, promovendo discussões e compartilhando experiências de empreendedores nas diferentes áreas da economia.

O evento será transmitido, ao vivo, pela Internet.

Serviço
Seminário “Construindo startups de classe mundial”
Edição São Paulo (SP)
Data: 9 de dezembro (segunda-feira)
Local: Fiesp – Av. Paulista, 1313 – São Paulo – Auditório do 4° Andar

Confirmação / inscrição on line, com o Instituto Talento Brasil, nos endereços abaixo:
seminarios@talentobrasil.com.br
http://www.eventick.com.br/itb_sp

‘Se algum empreendedor disser que só tem sucesso, algo está errado’, afirma diretor de Projetos da Universidade do Texas na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Empresas startups são aventuras que podem ou não dar certo. Mas, mesmo diante do risco, desde que as falhas do projeto sejam assimiladas pelo empreendedor, o processo de criação é produtivo, avaliou o diretor de projetos do IC2 Institute da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos, Marco Ricardo Bravo da Silva.  Para ele, insucessos em novos negócios geram “cicatrizes” que são valorizadas no exterior.

“Tive muitos insucessos. E se algum empreendedor disser que só tem sucesso, algo está errado porque essa não é a realidade de 99% das pessoas”, afirmou Bravo da Silva, ao falar nesta sexta-feira (23/08) para membros do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) “Temos que mostrar que aprendemos com os erros”.

Bravo Silva: aprendizado com os erros. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Bravo da Silva: lição do aprendizado com os erros aplicada às empresas. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Startups podem ser desde pequenas empresas em seu período inicial, organizações com custos de manutenção baixos, mas que consegue crescer rápido, até um grupo de pessoas à procura de inovação e tecnologia em um negócio.

Em visita à São Paulo, o engenheiro industrial se colocou à disposição do Conic para trocar informações e experiências sobre inovação com os membros do conselho. “O diálogo enriquece muito nossa experiência. Estou aqui para conversar, ajudar e aprender também. Espero de uma forma muito modesta poder ajudar naquilo que for capaz”, afirmou.

Uma nova cultura

Em sua avaliação, o Brasil e o mundo precisam de uma nova cultura no que diz respeito a startups: a participação efetiva de seu idealizador. Esse aprendizado, no entanto, não acontece “de um dia para o outro”, afirma Bravo da Silva. “Fazer incubadoras, isso não é difícil. O que é difícil é criar a cultura, a atitude de acompanhar de perto os processos, ir a mercado levantar capital”, alertou.

Outra cultura que precisa ser modificada, segundo Bravo, é a limitação da atuação do profissional à área em que ele se especializou. “Em Portugal temos muito a cultura de a pessoa que tem um curso trabalhar sempre naquela área, mas o mundo está mudando”, disse. “É importante ter uma formação de base, mas é preciso sair da zona de conforto, ir onde estão as oportunidades”, explicou.

Segundo Bravo, Portugal registrou um aumento de 20% de patentes internacionais aprovadas, um crescimento de 132% de novas empresas em universidades portuguesas em três anos, que resultou em uma alta de 28% do emprego no ano.

Reindustrialização

Para o presidente do Conic, Rodrigo Rocha Loures, manter diálogos e troca de experiências sobre startups com o exterior deve ser uma estratégia obrigatória para que a indústria brasileira finalmente inicie seu ciclo de recuperação.

Loures: mais informações sobre as startups. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Loures: mais informações sobre as startups para ajudar as empresas brasileiras. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


“A reindustrialização do país passa por uma geração de empreendedores, requer uma agenda bastante complexa e abrangente, mas, com toda certeza, uma das estratégias obrigatórias está relacionada com as startups”, afirmou Loures.