Especialistas debatem necessidade de inovação nas empresas brasileiras

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

Empreendedorismo tem a ver com capacidade de inovação continuada. E nada a ver com pequenas e médias empresas. A opinião é de Juliano Seabra, diretor de Educação, Cultura e Pesquisa da Endeavor.

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Juliano Seabra, durante reunião do Conic na Fiesp. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

O profissional foi um dos convidados da reunião do Conselho Superior de Inovação e Competitividade (Conic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O encontro aconteceu na manhã desta sexta-feira (04/04), na sede da entidade.

Em pauta, o impacto do modelo de mentoria para o empreendedorismo nas empresas.

Segundo Seabra, atualmente a Endeavor trabalha com 350 mentores, entre especialistas e empresários, os quais “doam seu tempo e conhecimento para ajudarem empreendedores em início de carreira”.

“Esses mentores ajudam 117 empreendedores, que estão à frente de 54 empresas e de 20 mil empregados”, detalhou.

Em seguida Gilberto Sarfati, pesquisador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

O profissional abordou as diferenças entre o Brasil e outros países na formulação de políticas públicas para empreendedorismo.

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Gilberto Sarfati, pesquisador da Fundação Getúlio Vargas. Foto: Tamna Waqued/FIESP

Segundo Sarfati, o Brasil precisa de uma série de mudanças para tornar seu ambiente propício para o crescimento do empreendedorismo e da inovação. Mas tem pais que consegue ser pior que o nosso.

A Itália, segundo o pesquisador, não possui e não mostra intenção de melhorar seu ambiente. “Não há estímulo para o empreendedorismo. O futuro da Itália não será brilhante”, disse.

Já o Brasil, para ele, precisa acelerar a remoção de barreiras para a fomentação de start ups e desonerar a folha de pagamento, além de promover uma reforma tributária.

“Tais decisões contribuiriam para um ambiente de maior inovação”, encerrou.