No Brasil, é impossível colocar uma campanha no ar com a mesma velocidade da internet, diz Paulo Mertz Focaccia

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Paulo Mertz Focaccia Advogado da Focaccia Amaral Salvia Advogados e diretor da Ampro

Promover sorteios e distribuir brindes exige uma série de cuidados de empreendedores interessados em atrair a atenção nos meios digitais. O alerta é do advogado e sócio da Focaccia Amaral Salvia Advogados, Paulo Mertz Focaccia.

Também conselheiro da Associação de Marketing Promocional (Ampro), Focaccia participou nesta sexta-feira (29/09) da palestra Direito aplicado a promoções e concursos culturais nas mídias sociais, no Social Media Week – evento realizado pelo Comitê dos Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

De acordo com Focaccia, está obsoleta a legislação que regulamenta a realização de sorteios na internet – a Lei n° 5.768 (de 20/12/71) e o Decreto n° 70.951 (09/08/72). “Você não pode realizar uma promoção com sorteio de prêmios no seu site sem a autorização do Ministério da Fazenda. E a aprovação demora em média 70 dias”, salientou.

“No Brasil, é impossível colocar a campanha no ar com a mesma velocidade a internet”, afirmou Focaccia, destacando em seguida que existe diferenças entre sorteio, concurso, vale-brinde e concurso cultural.

Segundo o especialista, é importante aplicar corretamente essas estratégias de ativação no Facebook e no Twitter: “Uma campanha equivocada pode trazer sérios riscos e danos à imagem da empresa”, avaliou.