Reformas foram tema principal de encontro organizado por Paulo Skaf com ministro Paulo Guedes e lideranças empresariais

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

“Hoje o clima é de aprovação da reforma da Previdência e para o Brasil não há outra alternativa. Há a consciência de que ela precisa ser aprovada”. A afirmativa de Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, resume o encontro ocorrido nesta quinta-feira (23/5), na sede da indústria paulista, com o  ministro da Economia, Paulo Guedes. Integraram o encontro mais de trinta lideranças empresariais, presidentes e CEOs, acionistas de grandes grupos da área da agricultura, saúde, comércio, indústria, serviços e tecnologia.

Na avaliação de Skaf, essa agenda ‘antiga’ precisa ser eliminada, referindo-se às reformas Tributária e da Previdência. Superada essa etapa, será possível tratar da retomada do desenvolvimento do país, da competitividade e da geração de emprego, tendo em vista os 13 milhões de desempregados e mais de 6 milhões de desalentados existentes. “O ministro e eu estamos bastante otimistas quanto à aprovação das reformas necessárias ao país, que terão impacto fiscal de R$ 1 trilhão, com economia de R$ 100 bilhões por ano. Com sua aprovação, gera-se na economia uma expectativa positiva que poderá atrair investimentos nacionais e estrangeiros. As “reformas da Previdência e Tributária serão aprovadas. A economia não aguenta esperar”, enfatizou Skaf, que completou: “Nos próximos 30 dias o foco será sua aprovação”.

Na avaliação do presidente da Fiesp/Ciesp, a economia deu uma esfriada e o resultado do primeiro trimestre não foi favorável, sendo necessária a adoção de medidas de curto prazo para aquecer a indústria, o comércio e os serviços. Entre as sugestões de curto prazo para estimular a economia, a liberação do PIS-PASEP e das contas inativas do FGTS, que colocariam em circulação algo em torno de R$ 20 bilhões.

Quanto à redução da taxa Selic, o presidente Paulo Skaf afirmou que o ministro Guedes reiterou que este tema depende do Banco Central. Mas, em sua opinião, a Selic poderia estar no patamar de 5% ou 5,5%. O spread bancário é outro ponto de atenção, pois se encontra em patamar elevado para empresas e pessoas físicas: “É um absurdo. É preciso reduzir o custo do dinheiro e repor o crédito. Os recursos do BNDES reduziram-se quase à metade e dos bancos oficiais também”, pontuou. 

Em relação à reforma Tributária, aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), nesta quarta-feira (22/5), Skaf vê seu trâmite em duas grandes áreas: os impostos federais, de forma unificada – que podem ser aprovados ainda este ano – e os impostos estaduais, com tramitação mais difícil por envolver o interesse de todos os Estados brasileiros. “Começa pela Previdência e continua com a simplificação tributária”, concluiu. 

Ao superar essas medidas urgentes, serão retomadas outras pautas do país voltadas à revolução 4.0, tecnologia, internet das coisas, inovação e inteligência artificial, por exemplo, segundo afirmou o presidente da Fiesp/Ciesp, Paulo Skaf.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1558937689

Ministro Paulo Guedes, da Economia, em encontro com Paulo Skaf, presidente da Fiesp/Ciesp, e lideranças empresariais de diversos setores, na sede da indústria paulista. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Minis

Spread Bancário: Evolução de seus Componentes e Agenda do Banco Central

O Brasil possui a mais alta taxa de spread bancário do mundo. Este trabalho mostra que, em 2015, o spread médio brasileiro foi de 31,3 p.p., enquanto o spread médio de países comparáveis foi de 1,9 p.p.

Ou seja, o spread brasileiro foi 16,4 vezes maior. A inadimplência, que geralmente é apontada como causa do spread também não justifica essa diferença: a Itália, por exemplo, possui inadimplência 3 vezes maior que o Brasil e spread 8 vezes menor.

Além da inadimplência, outros componentes do spread como tributos e custos administrativos são analisados e, por fim, a agenda do Banco Central para redução do spread é avaliada.

Programa Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, homenageia Revista da Indústria

“Ofereço o café de hoje para a Revista da Indústria do Sistema Fiesp. Quero complementar que está cada vez melhor. O comentário foi feito pelos jornalistas José Paulo de Andrade, apresentador do “Jornal Gente”, na Rádio Bandeirantes, e Joelmir Betting, na edição de 2 de abril. Para ouvir, clique aqui.

A Revista da Indústria de março, no ar no site Fiesp, traz como capa reportagem sobre os altos spreads bancários, que têm freado o desenvolvimento do País. Mostra também que o Brasil descobre a vocação econômica dos pequenos municípios do interior.

Na entrevista, o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero fala sobre a oportunidade para mudar a política econômica. E traz, ainda, saborosas e nutritivas receitas do cardápio especial de Páscoa do Sesi. Para ler a versão eletrônica, clique aqui .