Terceira edição do SP_Urban Digital Festival começa nesta sexta-feira (07/11)

Agência Indusnet Fiesp

A cada nova tecnologia que surge a arte digital se reinventa. Para captar esse ritmo, a 3ª edição do SP_Urban Digital Festival, que começa nesta sexta-feira (07/11), na Galeria Digital do Sesi-SP e na Alameda das Flores, abordará o tema Digital Afterimage, ou, em português, o pós imagem. Sabe aquele efeito da imagem recém-vista que fica na retina quando fechamos os olhos? Pois é justamente esse instante de ilusão de ótica que a expressão afterimage, ou pós imagem, representa.

A curadoria do SP_Urban, assinada por Marília Pasculli (Verve Cultural – São Paulo) e Tanya Toft ( Verve Cultural – Copenhagen/ Nova York), com consultoria de Mike Sttubs (FACT – Foundation for Art and Creative Technology – Liverpool) partiu dessa metáfora para tentar saber o que vai ecoar no futuro da produção de arte digital atual.

“O que vai ficar? Qual vai ser o afterimage da produção artística digital de hoje”? Estas questões foram o briefing passado aos oito artistas da nova mostra, nomes fundamentais da arte digital mundial, que irão preencher a fachada do edifício da Fiesp e do Sesi-SP e a Alameda das Flores – travessa de pedestres que fica em frente ao prédio, ligando a av. Paulista à rua São Carlos do Pinhal – com suas obras tecnológicas e interativas.

O SP_Urban 3ª edição vai especular o futuro, um exercício lúdico sobre a efemeridade das tecnologias de ponta, como a câmera com sensor de movimento Kinect, que há cinco anos nem existia e hoje já é considerada ultrapassada.

Daqui a alguns anos, a prática da arte digital de hoje irá ressoar para uma nova geração de artistas, como afterimages do agora. E vem mais uma pergunta: o que influenciará mais, a criatividade ou a tecnologia? Os artistas tentarão responder.

Sobre o SP_Urban

O SP_Urban Digital Festival visa expandir o conceito de arte ao estabelecer um canal de comunicação como parte integrante da cidade fundindo arquitetura, arte e tecnologia. O festival de arte digital, que em 2014 entra em sua terceira edição, se forma como um organismo vivo em meio ao cenário urbano paulistano, no qual artistas nacionais e internacionais propõem reflexões intrínsecas da metrópole com seus habitantes e as novas tecnologias interativas.

Em sua primeira edição, em 2012, o SP_Urban inaugurou a galeria de Arte Digital SESI-SP e colocou a cidade de São Paulo na mira dos grandes centros urbanos que se utilizam da media facade para exibir os trabalhos dos novos artistas digitais de todo o mundo.

Em 2013, a segunda edição do festival cresceu ainda mais e passou a ocupar também a Alameda das Flores – travessa de pedestres que fica em frente ao prédio, ligando a Av. Paulista à Rua São Carlos do Pinhal. O tema abordado foi “Cidadão Digital”.
Serviço

SP_Urban Digital Festival – 3a edição

De 7 de novembro a 7 de dezembro

Locais:

Galeria de Arte Digital Sesi-SP (fachada do prédio da Fiesp/Sesi-SP – Av. Paulista, 1313)

Alameda das Flores – travessa de pedestres entre Av. Paulista e Rua São Carlos do Pinhal

Programação gratuita

Horário de exibição das obras: das 20h às 6h

Obras interativas: das 20h às 23h

Todas as obras em vídeo: das 23h às 06h

Mais informações sobre a mostra: www.spurban.com.br


Conheça os artistas que participam do SP Urban Digital Festival

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539772300Até o final de dezembro, todas as noites das 20h às 6h, o edifício icônico da avenida Paulista será uma grande tela urbana de novas formas de expressão de arte digital.

Conheça os artistas  nacionais e internacionais que terão obras mostradas no Festival:

Vj Spetto – Brasil
Pioneiro na arte de videoremixar no Brasil, é considerado uma das maiores referências mundiais no assunto. Atua desde 1997 como VJ, vídeoperformer, programador, vídeodesigner. Desenvolve tecnologias para manipulação ao vivo de imagens utilizando softwares e hardwares resultantes de suas pesquisas. Desde 2002, ministra regularmente palestras e workshops em instituições renomadas de ensino do mundo todo.

Antoine Schmitt – França
Artista com formação em engenharia de programação, é especialista em criar instalações que explorem as relações homem-computador e inteligência artificial. Suas obras são instalações interativas, traduzindo em movimentos ritmicos os códigos e dados de processamento específicos. Antoine já ganhou diversos prêmios internacionais, entre eles o Transmediale (Berlim) e o International Festival of Video-Dance, promovido pela Unesco. Participou de exposições em renomadas instituições como o Centre Georges Pompidou (Paris, França), Sonar (Barcelona, Espanha) e Ars Electronica (Linz, Áustria).

Esteban Gutierrez – Colômbia
É especialista em desenho multimídia. Gutierrez programa suas próprias ferramentas de arte eletrônica. Participou de várias exposições coletivas e individuais na América Latina e Europa, onde ganhou por dois anos consecutivos o Prémio Joven de Artes Plásticas (Espanha, 2009 e 2010). Ministra regularmente palestras e conferências tendo como tema central a arte digital.

BijaRi – Brasil
Coletivo de criações de artes visuais e multimídia formado em 1996 por arquitetos e artistas plásticos. Especializado em realização de projetos artísticos em diversos suportes e tecnologias, o grupo atua entre os meios analógicos e digitais propondo experimentações estéticas, sobretudo de caráter crítico. Intervenções urbanas, performances, vídeo, design e web design tornam-se meios para estabelecer possibilidades de vivências onde a realidade é questionada.

Goma Oficina – Brasil
A Goma Oficina é um grupo de jovens artistas e arquitetos especializados na criação de obras que experimentam as particularidades de intervenção urbana através de recursos multimídia e objetos cenográficos esculturais em espaços públicos. Participaram do festival Urbe – Mostra de Arte Pública (São Paulo, 2012) e assinam a autoria do projeto As paredes vão dançar, que explora sensações de mobilidade e ilusão de óptica em edifícios da cidade de São Paulo.

Mar Canet & Varvara Guljajeva – Espanha/ Estônia
Mar é um interdisciplinar com formação em Arte, Design, desenvolvimento de jogos e interfaces culturais. Trabalhou como engenheiro criativo na renomada instituição de arte eletrônica Ars Electronica Futurelab (Linz, Áustria). Co-fundador dos coletivos de arte digital Derivart e Lummo. Participou de diversas exposições internacionais, entre elas o Media Facades Festival Europe 2010. Desde 2011, participa de residências artísticas, juntamente com a artista Varvara Guljajeva, nas seguintes instituições culturais: Iamas (Japão), FACT Liverpool (Inglaterra), MU Gallery (Holanda), STPLN em Malmö (Suécia), Verbeken Foundation (Bélgica), Marginalia+lab (Belo Horizonte).