Diretores regionais da Fiesp falam da importância do programa Sou Capaz

Dulce Moraes e Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

São Paulo, Jundiaí, Sorocaba, Marília, Campinas, Bauru, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo, Piracicaba, Araçatuba, Matão, São José dos Campos e Tatuí. Ao longo do ano de 2014, essas treze cidades receberam o “Fórum Sou Capaz pela Inclusão”, uma iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

A iniciativa tem o objetivo de conscientizar empresários sobre o cumprimento das exigências da chamada Lei de Cotas, que estabelece a obrigatoriedade de as empresas com 100 ou mais empregados preencherem uma parcela de seus cargos com pessoas com deficiência.

Mais do que simplesmente informar, as edições regionais do Fórum contribuíram para que as indústrias vencessem os desafios da contratação de Pessoas com Deficiência e Aprendizes, seja pelo curso “Inclusão de Pessoas com Deficiência e Aprendizes no Mercado de Trabalho – Diretrizes Legais, Melhores Práticas e Cases de Inclusão” dirigido aos profissionais de Recursos Humanos, seja pela troca de ideias que inspiraram e promoveram a inclusão eficiente desses profissionais.

A experiência itinerante do Fórum Sou Capaz foi recebida com entusiasmo por diretores regionais da Fiesp e empresários.

Veja a seguir a opinião de três deles e quais os reflexos dessa iniciativa para as indústrias locais.

Piracicaba

Moacir Beltrame, diretor regional do Depar/Fiesp em Piracicaba. Foto: Divulgação

Para Moacir Beltrame, diretor de Desenvolvimento de Negócios do Grupo Ambipar e proprietário da empresa de biotecnologia Bioland, de Piracicaba, o Sou Capaz tem sido de grande importância pois, segundo ele, nas indústrias há uma carência de informações sobre o processo e a gestão da inclusão das pessoas com deficiência e aprendizes.

Beltrame, que também é  diretor regional titular do Depar/Fiesp em Piracicaba, comentou que, no mês de agosto, o Fórum Sou Capaz reuniu na cidade 290 pessoas para tratar do tema da inclusão, indo além dos aspectos da legislação em si. “Falou-se da qualificação profissional com a atenção às práticas de segurança e saúde dos trabalhadores, com foco na qualidade da inclusão e retenção dos profissionais”, destacou.

Segundo o empresário, um dos diferenciais desse novo modelo itinerante do Fórum Sou Capaz, foi permitir que as indústrias locais conhecessem o processo de inclusão de empresas que possuem expertises na área e que são referências nas boas práticas. “Isso contribuiu muito para desmistificar alguns entraves da inclusão”, afirmou.

A região de Piracicaba já se beneficia das ações do programa Sou Capaz, há 4 anos. Segundo ele, esse trabalho contínuo conseguiu-se criar e manter uma sinergia com as empresas, entidades e órgãos públicos e avançar na inclusão destas pessoas na sociedade e no trabalho.

“O programa Sou Capaz é de grande valia para sociedade, pois transcende os muros das indústrias, trazendo em suas ações o processo de aculturamento das pessoas, das corporações e dos próprios órgãos públicos, para que tenhamos de fato a equivalência de oportunidade de todos os cidadãos na sociedade e no trabalho”, ressaltou.

O empresário também elogiou a sinergia estimulada pelo programa Sou Capaz entre as entidades da indústria e com o próprio Ministério do Trabalho na busca de soluções. “A constante interação com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego vem trazendo alternativas de inclusão e flexibilização de prazos para o cumprimento da Lei”, destacou.

 

Jundiaí

Vandermir Francesconi Junior, diretor titular do Depar/Fiesp em Jundiaí. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para o empresário Vandermir Francesconi Junior, da cidade de Jundiaí, o Fórum Sou Capaz vai ao encontro da necessidade das indústrias em um momento em que se intensifica a fiscalização para o cumprimento de cotas de pessoas com deficiência. “As empresas enfrentam dificuldades para fazer contratações por não terem expertise no assunto e não encontrarem esses profissionais na quantidade necessária”, destacou.

O empresário, que também é diretor regional titular do Depar/Fiesp em Jundiaí e diretor secretário do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), acredita que o modelo dos fóruns regionais também ajudou a quebrar paradigmas. “Em Jundiaí, o Fórum Sou Capaz teve um conteúdo programático muito adequado e elucidativo, onde se pode fazer uma reflexão da temática baseado na legislação e de maneira a facilitar o cumprimento de cotas por parte das empresas.”

Na opinião de Francesconi, o programa ajudou os empresários diante dos vários desafios que encontram para inclusão de PcD’s e dos esforços que as indústrias precisam fazer. “Há falta de qualificação mínima da mão de obra e o empresário também precisa readequar as instalações da indústria para receber esses profissionais, pois para cada tipo de deficiência exige uma certa adequação. E, além disso, precisa preparar a equipe interna, como os gestores e funcionários, para recebê-los.”

Segundo Francesconi, além de ajudar os empresários nessas etapas, o Fórum Sou Capaz trouxe outro ganho para as indústrias locais: a sinergia. “O Sou Capaz conseguiu agregar esforços nesse processo de inclusão, o que evoluiu para várias outras ações, tanto de articulação como de orientação e formação profissional, contando com os recursos das entidades indústria (Fiesp, Ciesp, Sesi-SP e Senai-SP), para que as empresas consigam cumprir suas cotas.”

Sorocaba

Antônio Beldi, diretor titular regional do Depar/Fiesp em Sorocaba. Foto: Divulgação

Para Antônio Beldi, diretor presidente do Grupo Splice e  diretor regional titular do Depar/Fiesp em Sorocaba, o programa Sou Capaz ampliou o alcance ao conhecimento. “O projeto conscientizou toda a população, os empresários e, principalmente, os familiares das pessoas que possuem alguma deficiência. E isso foi muito importante, pois muitas dessas famílias ainda têm certa resistência em permitir que a pessoa com algum tipo de necessidade especial trabalhe e tenha uma independência financeira.”

Segundo ele, empresas de todos os portes (incluindo multinacionais) na região metropolitana de Sorocaba foram beneficiadas pelas edições do Fórum Sou Capaz realizadas nas cidades de Sorocaba e Tatuí.

“As indústrias de nossa região tiveram a oportunidade de conhecer como funciona o trâmite para a contratação de pessoas com deficiências e aprendizes, como se adequar à lei e como receber esses profissionais da melhor forma para que se sintam acolhidos por todos os colaboradores e o corpo técnico da organização”, explicou.

Outro detalhe que destacou dos encontros foi que os empresários puderam se aproximar desse público (PCDs e aprendizes), a fim de entender e conhecer melhor a realidade das pessoas com necessidades especiais e oferecer melhores condições de futuro profissional a eles.

Beldi elogiou os esforços conjuntos das entidades das indústrias (Fiesp, Sesi-SP e Senai-SP) em torno do tema inclusão, destacando o projeto “Meu Novo Mundo”, que tem o objetivo de viabilizar ações conjuntas para a inclusão profissional para pessoas com deficiência na condição de aprendiz, em indústrias paulistas. “Os projetos educacionais desenvolvidos por essas entidades proporcionam mais qualidade de vida a esse público, para que sejam motivados a buscar qualificação profissional e colocação no mercado de trabalho.”

Se, por um lado, o programa Sou Capaz abriu oportunidade de qualificação profissional a pessoas com necessidades especiais e, consequentemente, sua colocação no mercado de trabalho e a conquista de sua independência pessoal e profissional, por outro lado, trouxe benefícios ás indústrias: “ajudou as empresas a efetivar a contratação desse público e promover a inclusão, a diversidade e a cidadania”.

 

INFOGRÁFICO:

Conheça os números, resultados e depoimentos sobre o Fórum Sou Capaz:

Leia também:

 

 

Diretores regionais avaliam projetos realizados em 2014 e perspectivas para 2015

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Na manhã desta segunda-feira (27/10), o Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) se reuniu para avaliar as principais iniciativas promovidas no ano de 2014 e estudar o que deverá ser intensificado no ano 2015. Estiveram presentes diretores regionais de várias localidades da capital e do interior do estado de São Paulo.

Diretores regionais do Depar avaliam projetos de 2014 e perspectivas para 2015. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

O diretor titular do Depar, Sylvio de Barros Filho, mencionou os projetos promovidos pelo departamento que permitiram trazer soluções para indústria promovendo sinergia entre as entidades, como o “Fórum Sou Capaz”, que alcançou dez regiões do estado com eventos itinerantes, além dos lançados neste ano: “Meu Novo Mundo” e “Mural da Indústria”.

Entre os diretores regionais ouvidos durante a reunião, foi consenso que tais ações estimularam um maior entrosamento entre a Fiesp, o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o Serviço Social da Indústria do Estado de São Paulo (Sesi-SP) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Tarsis Amoroso, diretor titular da regional Zona Leste de São Paulo, destacou a importância de levar os empresários para conhecer de perto as unidades do Sesi-SP e do Senai-SP da região.

Leonardo Ugolini, diretor titular da regional Zona Sul da capital, disse que isso já é uma realidade em sua região. A próxima reunião do conselho consultivo do Sesi-SP/Senai-SP, segundo ele, será na escola Senai Suíço-Brasileiro, em Santo Amaro, contando com a participação do Rotary Club e do Ciesp. “Acredito que, cada vez mais, seja importante a união entre as entidades”, afirmou, enfatizando que o projeto “Meu Novo Mundo” tem colaborado para essa sinergia.

Para o gerente do Ciesp Cubatão, Valmir Ramos Ruiz, que representou o diretor regional Valdir José Caobianco no encontro, a aproximação entre as diretorias do Ciesp e do Depar tem sido extremamente positiva. “Juntos podemos nos mostramos mais fortes perante o empresário”, destacou.

 

Sylvio de Barros, diretor titular do Depar, esclarece dúvida dos diretores regionais sobre projetos . Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Referindo-se à afirmação de Sylvio de Barros, de que com o projeto “Meu Novo Mundo” pela primeira vez Sesi-SP e Senai-SP trabalharam juntos, o diretor adjunto da regional São Bernardo do Campo, José Alcades Theodoro, disse que com o Ciesp não foi diferente. “Temos percebido mais interação, agora, com o Sesi-SP e com o Senai-SP nas regiões.”

Sylvio de Barros relembrou o projeto “Mural da Indústria” – recentemente lançado em São Bernardo do Campo numa versão piloto que irá atender as empresas de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema e Mauá – surgiu de uma sugestão apresentada em uma reunião de Conselho Consultivo Sesi-SP/Senai-SP. “A participação de todos vocês, com sugestões e trazendo as dificuldades enfrentadas pelas empresas locais, é de vital importância”, destacou.

O diretor titular da regional Rio Claro, Assed Bittar Filho, concordou que as reuniões de Conselho ampliam as oportunidades de troca de ideias e mencionou que já apresentar amo projeto “Meu Novo Mundo” a um grupo de profissionais de Recursos Humanos das indústrias locais. “Para o próximo ano, gostaríamos de disponibilizar um curso para os profissionais técnicos das empresas se aprimorarem no tema da Norma Reguladora NR12”, sugeriu.

Mural da Indústria

Sobre o projeto “Mural da Indústria“, Sylvio de Barros declarou que a ideia é ter uma ligação direta entre os industriários da região e o Sesi-SP e Senai-SP.  “No primeiro momento, a ideia é levar aos industriários tudo o que acontece no Sesi-SP e Senai-SP da região”. Segundo ele, inicialmente, isso será feito com um cartaz para ser afixado no mural de avisos das indústrias e também um site, mas já existe um grupo trabalhando para que, no futuro, os industriários possam recebem a programação em seu celular.

O diretor titular enfatizou a importância de se disseminar o que o Sesi-SP e Senai-SP têm realizado. “Em São Bernardo, por exemplo, o Senai-SP vai inaugurar um Laboratório de Nanotecnologia que irá analisar polímeros. Tem várias empresas, como a Dow Química, que importam certos tipos de polímeros. E a Dow Química já chegou à conclusão que é possível fazer esse tipo de polímero aqui com a ajuda desse laboratório no Brasil, com a autorização da matriz. Com isso, vamos criar também um novo tipo de aprendiz no Senai-SP que vai conhecer esse tipo de tecnologia”, ressaltou.

A inclusão de Pessoas com Deficiência (PCDs)

Durante o encontro, Sylvio de Barros, apresentou alguns dados que motivaram a criação dos projetos “Sou Capaz” e “Meu Novo Mundo”, cujo propósito final é ajudar as industrias a cumprirem a cota de contratação de PCDs exigida por lei.

“No estado de São Paulo, detectamos que são 4.730 indústrias que têm mais de 100 funcionários, o que equivaleria a um número de 91 mil PCDs a serem contratadas. A indústria paulista tem contratado, segundo dados do Caged, 41 mil PCDs e temos ainda 50 mil pessoas que precisam ser contratadas para cumprir as cotas.”

O diretor titular do Depar explicou detalhadamente o funcionamento dos dois projetos, esclareceu as principais dúvidas dos diretores regionais e ouviu sugestões para aprimoramento.

Sylvio de Barros anunciou que no dia 1º de dezembro já está agendado um evento com médicos do trabalho para avaliação do procedimento padrão para atestar a comprovação de deficiência do trabalhador. O evento contará com palestras do Superintendência Regional do Trabalho e do Sesi-SP.

Fiesp e Ciesp realizam o fórum de inclusão profissional de pessoas com deficiência

Agência Indusnet Fiesp

Iniciativa do Departamento de Ação Regional (Depar) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), o fórum “Sou Capaz – Promovendo a Inclusão Profissional” será realizado dia 14 de agosto, às 8h30, no Ciesp Ribeirão Preto. O objetivo é discutir práticas para a inclusão profissional, saúde, segurança e educação de pessoas com deficiência física, reabilitados e aprendizes e apresentar casos de sucesso na indústria. Estará presente no evento o diretor do Ciesp de Ribeirão Preto, Guilherme Cinuciusky Feitosa.

Sou Capaz

O “Sou Capaz” foi criado em 2010 com o objetivo de oferecer capacitação técnica a pessoas com deficiência física e aprendizes, por meio de fóruns e cursos itinerantes que percorrem o Estado de São Paulo, assim como ações do Depar. O programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais visando obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Em quatro anos, cerca de três mil pessoas participaram dos 27 fóruns realizados, 11 cursos, um Seminário Internacional de Reabilitação Profissional com a participação de especialistas do Brasil, Portugal e Alemanha, além da formação da Comissão de Estudos, com o objetivo de apresentar propostas de aperfeiçoamento das Leis 8213/91 (Lei de Cotas) e 10097/00 (Lei do Aprendiz).

Fórum “Sou Capaz – Promovendo Inclusão Profissional”

Informações e inscrições
Data: 14 de agosto
Horário: das 8h30 às 12h30
Local: Rua Bernardino de Campos, 1.001, 15° andar (cobertura), Centro – Ribeirão Preto/SP

Cresce o número de aprendizes contratados pelas empresas no Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em palestra no Fórum Sou Capaz, iniciativa da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp) realizada nesta segunda-feira (31/03), na sede das entidades, em São Paulo,  a coordenadora do Projeto de Fiscalização – Inserção de Aprendizes da Superintendência Regional do Trabalho, Alice Grant Marzano apresentou a evolução da contratação de aprendizes por empresas desde 2010, quando o órgão iniciou um trabalho de fiscalização por meio de projetos. E destacou a importância da iniciativa.

“Desde 2010 trabalhamos com projetos porque entendeu-se que, no âmbito do Ministério do Trabalho, não iríamos mais caminhar tão somente em função da demanda. Então decidimos otimizar nossa força de trabalho, criar projetos com metas, seguir, acompanhar e conseguir resultados”, contou Alice.

Segundo a auditora, em abril de 2010, início da adoção de projetos, foram inseridos 4.979 aprendizes no quadro de funcionários das empresas. Em 2011, 11.459 aprendizes foram inseridos, seguidos por 23.483 em 2012 e 29.647 em 2013. Até fevereiro deste ano, empresas inseriram 2.483 aprendizes em seus quadros de pessoal.

Alice: Até fevereiro deste ano, empresas inseriram 2.483 aprendizes em seus quadros de pessoal. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Alice: Até fevereiro deste ano, empresas contrataram 2.483 aprendizes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

 

Alice ponderou, no entanto, que “esses números eu retirei dos resultados de fiscalização, não são os números gerais que a empresa demonstra na RAIS e no Caged. Eles englobam todas as inserções que a empresa fez, não apenas aquelas obtidas por meio da ação fiscal”.

Ela acrescentou que o Ministério do Trabalho “deu um grande passo” ao criar o Cadastro Nacional de Aprendizagem, um banco de dados com informações de todas as instituições de formação profissional. O objetivo do cadastro é também analisar os cursos propostos para validá-los, ou não, explicou a auditora.

“A portaria 723, a mais recente sobre o cadastro, institui um itinerário formativo mínimo para qualquer aprendizado. Por exemplo, na parte teórica básica ela traz comunicação expressão, raciocínio logico matemático, noções de direito do trabalho, noções de cidadania. Então qualquer itinerário formativo dessas entidades formadoras tem de passar por isso”, alertou.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Fórum Sou Capaz debate oportunidades de inclusão social de pessoas com deficiência

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp 

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) promoveram, na manhã desta segunda-feira (31/03), na sede da entidade, o Fórum Sou Capaz, iniciativa que tem finalidade de oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos, através da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Sylvio de Barros, diretor-titular do Depar da Fiesp, na abertura do Fórum Sou Capaz. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na abertura do evento, o diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio de Barros, afirmou que este é um momento de conversar sobre a capacitação e empregabilidade das pessoas com deficiência.

“O ‘Sou Capaz’ busca oportunidades das pessoas com deficiência por meio do aprendizado”, disse.

O diretor informou que, além do evento realizado hoje, o projeto inclui um programa itinerante em dez cidades do Estado de São Paulo, onde, além de fóruns, serão realizados cursos.

“O foco são os profissionais de recursos humanos para que eles tenham ferramentas de cumprir a Lei de Cotas da melhor maneira possível”, explicou.

Barros destacou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) é um exemplo nesse sentido. “Hoje, 80% dos aprendizes do Senai-SP estão empregados”, disse.

Marianne Pinotti: "O emprego dignifica todas as pessoas." Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

A secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Marianne Pinotti, elogiou a iniciativa da Fiesp em criar um evento para discutir as questões do emprego da pessoa com deficiência. “No ano passado, a Secretaria criou um plano de ações articuladas das pessoas com deficiência, a fim de promover maior acessibilidade”, disse.

Marianne explicou que esse plano atinge cinco frentes: saúde; educação; trabalho; inclusão e cidadania; e cultura, esporte e lazer.

“Trabalhamos com 20 secretarias para desenvolver esse plano, com mais de 70 ações articuladas. São essas secretarias que executam essas ações”, explicou.

A secretária destacou que são duas as áreas mais sensíveis: educação e trabalho. “É muito complexo e um desafio diário inserir as pessoas com deficiência no ensino regular, embora já tenhamos atingido a marca de 70% no ensino regular na cidade de São Paulo”, disse.

“O emprego dignifica todas as pessoas e o grande avanço para que as pessoas com deficiência sejam protagonistas de suas próprias histórias é que elas estejam inseridas no mercado de trabalho”, completou.

Na opinião da secretária, a importância deste evento é a união do poder público com o setor privado para o debate. “A Fiesp, o Sesi-SP [Serviço Social da Indústria de São Paulo] e o Senai-SP têm feito um ótimo trabalho nessa direção, em prol de um futuro melhor para inserir as pessoas na sociedade”, concluiu.

Justiça e cidadania

O desembargador Álvaro Alves Nôga, presidente da Comissão de Acessibilidade o Tribunal Regional do Trabalho. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O presidente da Comissão de Acessibilidade o Tribunal Regional do Trabalho, desembargador Álvaro Alves Nôga, afirmou que seu papel neste evento é aprender o máximo possível.

Seu objetivo, destacou, é o de levar ao Tribunal as principais questões debatidas.

“A justiça é inerte, mas nós aguardamos ser acionados pelas entidades. Os juízes não vão sair fiscalizando, mas a sociedade organizada pode acionar a justiça”, disse.

A coordenadora de preparação e mão de obra juvenil, representando o ministério do Trabalho, Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves, afirmou ser “uma satisfação ver se concretizar o início de um projeto que, em nível nacional, há muito tempo se quer fazer: a inserção da pessoa com deficiência por meio do aprendizado. A missão é fazer com que isso aconteça em todos os estados.”

Ana Lúcia de Alencastro Gonçalves. Foto: Tâmna Waques/Fiesp

Ao finalizar, Ana Lúcia destacou que, em 2005, quando se instaurou a Lei de Cotas, havia 50 mil aprendizes no mercado de trabalho; e, em 2013, esse número já atingiu 340 mil aprendizes.

“A inserção com qualidade, através dos programas de capacitação profissional, é a resposta. Temos que aprofundar a articulação, mas é uma satisfação saber que o programa da Fiesp já está avançando com os fóruns itinerantes”, afirmou a representante do ministério do Trabalho.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.

Curso do Ciesp orienta empresas na contratação de pessoas com deficiência

Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/dir.: Demétrio Zacarias, Walter Vicioni, Walter Gimenes, Alexandre Serpa e Davi Zaia, durante a reunião do Depar II/Ciesp

O Ciesp anuncia as inscrições para a segunda turma do curso Inclusão das Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho, voltado para empresários, gestores e profissionais de recursos humanos. O programa será realizado em dois módulos, com carga horária de 30 horas, nos dias 17, 18, 24 e 25 de maio, em São Paulo.

O objetivo do curso, organizado pela Diretoria de Produtos, Serviços e Negócios do Ciesp, é propiciar aos participantes os conhecimentos e conceitos sobre a obrigatoriedade imposta pela Lei de Cotas (nº. 8213/91), regras e aplicações legais para a contratação de profissionais com algum tipo de deficiência nas empresas brasileiras.

A primeira turma, formada em novembro de 2010, contou com 19 participantes. O diretor de Responsabilidade Social do Ciesp, Vitor Seravalli, apresentou os resultados do treinamento nesta terça-feira (15), durante reunião do Departamento de Ação Regional (Depar II/Fiesp).

A avaliação do curso mostrou que o programa atendeu as necessidades de 100% dos participantes. Todos classificaram o treinamento como ótimo (64%) ou bom (36%).

Aplicação imediata

Vitor Seravalli apresentou os resultados do treinamento

“A unanimidade de aprovação nos chamou atenção. Percebemos que as empresas têm dificuldades com a questão da inclusão, e o conteúdo oferecido possibilitou aplicação imediata nos negócios”, analisou Seravalli.

Pontos fortes do programa, indicados espontaneamente pelos participantes:

  • Saber como incluir PCD na empresa;
  • Possibilidade de abordagem prática;
  • Aplicabilidade das aulas no trabalho;
  • Elaboração de programa de inclusão;
  • Relatos de PCDs e dinâmicas de sensibilização como deficiente.

 

Vitor Seravalli também anunciou que o Ciesp deverá aproveitar sua capilaridade no interior paulista para levar o curso às diretorias regionais em 2011, com programação e carga horária adaptadas. “A intenção é que o programa seja referência estadual e nacional”.

A reunião foi presidida pelo diretor-titular do Depar II, Alexandre Serpa. Contou com a participação do superintendente operacional do Sesi-SP e diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, que fez um balanço das atividades sociais e esportivas das entidades e projeções para 2011; e do secretário estadual de Emprego e Relações do Trabalho, Davi Zaia.

Ele tratou, entre outros temas, do Programa Estadual de Apoio à Pessoa com Deficiência, que já inseriu quase 10 mil pessoas no mercado de trabalho entre 1995 e 2011.

Mais sobre o “Sou Capaz”

O treinamento oferecido para gestores em São Paulo é mais um passo do projeto “Sou Capaz”, braço do programa Capital Humano na Indústria, coordenado pelo Depar/Fiesp, que visa encontrar facilitadores para o cumprimento da Lei de Cotas.

A iniciativa conta com o apoio das unidades do Ciesp no interior para fazer o projeto chegar ao empresariado local. A proposta é identificar onde estão e quantas são as pessoas com deficiência (PCDs), bem como o tipo de sua limitação, capacitá-las e inseri-las no mercado de trabalho.

Senai de Itu capacita professores no ensino de Matemática para deficientes visuais

Rubens Toledo, Agência Indusnet Fiesp

Livro Brafia Braile em Operações Matemáticas.

A Escola Senai Italo Bologna, de Itu, acaba de lançar o livro Grafia Braile em Operações Matemáticas, que auxilia professores no ensino dessa disciplina para deficientes visuais.

Elaborado por grupo de docentes da própria unidade, a Escola capacitou, no ano passado, 126 professores da rede Sesi/Senai em todo o Brasil, de abril a dezembro, pelo sistema de Ensino a Distância (EAD). Trata-se de curso inédito que atende solicitação do Departamento Nacional, no âmbito do Programa Senai de Ações Inclusivas.

“Nas demais disciplinas basta o domínio da leitura e escrita no sistema Braile. Mas na Matemática é preciso que o deficiente visual saiba também utilizar tábuas de cálculos, como o sorobã, que faz parte do kit didático do professor e do aluno”, explica o professor Helvécio Siqueira, diretor da Escola Senai de Itu. “A meta agora é difundir o método também nas escolas da rede pública”, acrescenta.

“Sou Capaz”

Desde janeiro de 2010, um projeto do Departamento de Ação Regional da Fiesp – o Sou Capaz – vem contribuindo para identificar e qualificar pessoas com deficiência e orientar empresas no processo de contratação.

O projeto vem sendo apresentado em todas as regiões do Estado, com a participação de governo, executivos das áreas de RH, Sesi, Senai e outras agências de capacitação profissional.

“Muitas indústrias deixam de cumprir a Lei de Cotas (legislação que determina a contratação de PcDs) porque falta qualificação ao candidato. De outras vezes, o candidato está preparado, mas é a indústria não está adaptada para recebê-lo”, conclui Helvécio.

Comissão vai propor alterações na Lei de Cotas

Agência Indusnet Fiesp

Alexandre Serpa, diretor do Departamento de Ação Regional (Depar II, da Fiesp). Foto: Vitor Salgado

Preocupada com a série de multas aplicadas às empresas, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vem liderando uma série de ações, no âmbito do projeto Capital Humano, que visam a inclusão de pessoas com deficiência (PcDs).

Uma dessas ações é o recém-criado programa Sou Capaz, um braço do projeto Capital Humano, que vem orientando empresas no cumprimento da chamada Lei de Cotas (8.213/91). Segundo a maioria dos especialistas, a legislação, que está perto de completar 20 anos de existência, é um dos entraves para a inclusão efetiva da pessoa com deficiência, que somam 4,2 milhões no Estado, segundo dados do IBGE.

“Nem sempre a empresa encontra, na mesma área geográfica, pessoas com esse perfil. E mais difícil ainda é encontrar aquelas qualificadas para ocupar uma função na indústria”, frisa Alexandre Serpa, diretor do Departamento de Ação Regional (Depar II, da Fiesp), órgão que coordena o projeto.

Outro ponto polêmico está nas regras de concessão do benefício. “Se consegue empregar-se, a pessoa com deficiência perde o benefício. Se fica desempregada, tem de percorrer a mesma via-crucis para reconquistar o benefício”, lembrou Serpa.

Uma comissão, integrada por departamentos da Fiesp, Ciesp, entidades de inclusão, órgãos governamentais, Sesi e Senai, já está trabalhando no estudo da legislação, nos pontos que possa sofrer alterações e aprimoramentos. “Essa comissão vai elencar os pontos comuns, que atendam a todos os interessados, e a partir daí promover as ações que permitam melhorar as relações entre deficiente e empresa”, sintetiza o diretor da Fiesp.

Outra medida importante é a divulgação do cadastro da Escola Senai Ítalo Bologna, de Itu, referência nacional na capacitação de PcDs. A Escola acumula experiência de décadas na capacitação de pessoas com deficiência para o mercado de trabalho, um know-how que já foi levado para outros Estados por meio do Senai nacional. O Centro de Tecnologia Têxtil (Cetiqt), no Rio de Janeiro, adota tecnologias e processos desenvolvidos pela Escola de Itu, para inclusão de costureiros com deficiência visual.

Projeto Capital Humano

A inclusão de PcDs insere-se numa discussão ainda mais ampla que o projeto Capital Humano, lançado em janeiro deste ano, que prevê ainda o debate de outra lei polêmica, a Lei do Aprendiz. O portal contém um mapa da mão de obra ofertada no Estado pelas instituições de ensino profissional – Senai-SP, Centro Paula Souza e Instituto Federal (antigo Cefet).

O portal já foi apresentado em dois fóruns na Fiesp e também em seminários realizados nas Regionais do Ciesp em Araçatuba, Presidente Prudente. Mais recentemente, foi levado a Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, e nestes próximos dois meses será levado às regionais do Ciesp em Santos, Campinas, São João da Boa Vista e Limeira.

“O Capital Humano não é um projeto spot, mas perene. É uma ferramenta fundamental que permite encontrar nele melhoria das relações que envolvem pessoas e o mundo do trabalho”, finaliza Alexandre Serpa.