Custo de Crédito Semanal

O Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Fiesp (Depecon) elabora um estudo comparativo das taxas de juros aplicadas pelos grandes bancos de varejo no Brasil.

O objetivo é auxiliar os industriais e a sociedade em geral a negociar melhores condições para suas operações de crédito. Além disso, o estudo vai ao encontro dos esforços da entidade na busca pela redução do custo do dinheiro.

Custo de crédito semanal – 16/08/2018

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Periodicidade: Semanal.

Resultados apurados: Taxa média de juros cobrada pelas principais modalidades de crédito.

Desconto maior na conta de luz aumentará economia de R$ 720 bilhões para R$ 945 bilhões nos próximos 30 anos

Nota Oficial

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) consideram o anúncio da presidente Dilma Rousseff em seu pronunciamento oficial na noite de ontem (23/01), quando ela anunciou novos índices de redução para a conta de luz e garantiu que eles serão implantados, um passo importante para que o Brasil possa recuperar sua competitividade.

Os novos índices de 18% para o consumidor e até 32% para a indústria e comércio, foram elogiados pelo presidente das entidades, Paulo Skaf. “Toda a sociedade ganha com isso. Reduzindo as contas de luz, os custos de produção serão reduzidos também, e bilhões de reais vão movimentar a economia. A medida beneficia todos os setores da sociedade, e atinge diretamente o bolso de cada brasileiro.”

Para Skaf, o pronunciamento da presidente reforça o compromisso assumido em setembro do ano passado, quando foi anunciada a redução de custos da energia. “Dilma tem mostrado sensibilidade, e suas ações concretas apontam a preocupação do governo com a competitividade do país. Todo mundo usa energia, todos os produtos precisam de energia para serem produzidos, todos os serviços consomem energia. Ao reduzir a conta de luz, o benefício é de todos.”

A redução das contas de luz de todos os brasileiros foi tema da campanha “Energia a Preço Justo”, liderada pela Fiesp e Ciesp nos últimos dois anos por meio de abaixo-assinado, campanha nos jornais, revistas, rádio e TV, e a mobilização do Congresso, do governo e da sociedade em torno do tema.

“Ganhamos a guerra contra aqueles que desejavam manter uma das contas de luz mais caras do mundo. Assim, não era possível crescer”, afirmou Skaf. “Esta é uma vitória de todos nós, brasileiros.”

Conselho de Meio Ambiente da Fiesp discute o papel da universidade na preservação ambiental

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Realizada na manhã desta terça-feira (22/01), a primeira reunião do ano do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contou com a presença do pró-reitor de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP), Vahan Agopyan, que ministrou a palestra O papel da Universidade de São Paulo (USP) diante dos desafios do meio ambiente, em parceria com o superintendente de Gestão Ambiental da USP, Welington Braz Carvalho Delitti.

Durante reunião do Cosema/Fiesp, pró-reitor de pós-graduação da USP, Vahan Agopyan, ressalta a necessidade de se melhorar o diálogo entre universidade, sociedade e governo. Foto: Everton Amaro

Agopyan alertou para o fato de que o diálogo entre a universidade e sociedade não está fluindo de maneira adequada. “Mesmo com o governo, nós não falamos a mesma linguagem e precisamos transpor essa barreira”, afirmou. Na visão dele, a USP também busca diálogo com a indústria. “A universidade percebeu que só a pesquisa e o ensino acadêmico não eram mais suficientes. É necessário passar a atuar em prol do meio ambiente, efetivamente, para colocar em prática os pontos de vista que nós defendemos”, explicou.

Agopyan disse que USP atua, basicamente, em três frentes: acadêmica e cientifica; aplicação desses conhecimentos em políticas públicas; e aplicação desses conhecimentos internamente na universidade para servir de exemplo à sociedade. “Não podemos esquecer o ser humano dentro do meio ambiente”, sublinhou o pró-reitor.

Iniciativas bem-sucedidas

Welington Delitti, superintendente de Gestão Ambiental da USP: 'A universidade é um modelo que deve ser observado pela sociedade'. Foto: Everton Amaro

O superintendente de Gestão Ambiental explicou mais detalhadamente cada uma dessas frentes e citou algumas iniciativas que surgiram na USP e que serviram de exemplo para toda a sociedade.

“A universidade é um modelo que deve ser observado pela sociedade, porque não basta apenas o que é ensinado nas salas de aula, mas deve colocar em prática as ideias que defende”, afirmou Welington Delitti.

Além dos diversos cursos de graduação que têm uma interface direta com a questão ambiental, como ciências biológicas, oceanografia, geociências, entre outros, o superintendente citou os cursos na pós-graduação, mestrado e doutorado que contemplam a temática do meio ambiente, como ecologia, ciências ambientais, energia e construção sustentável, e os cursos de extensão e de curta duração. “Todos os cursos da USP deveriam ter essa vertente para atuar mais diretamente na sociedade”, salientou Delitti.

Ele destacou alguns programas colocados em prática dentro dos campi da universidade e que tiveram sucesso. Entre eles:

  • Programa de Uso Racional da Água (Pura), que surgiu em 1997 e gerou uma economia de 39% de água;
  • Programa de Uso Eficiente de Energia (Pure), que gerou uma economia de 29%;
  • Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir), no campus de São Carlos, que permite o sustento de algumas famílias de baixa renda, um exemplo claro de intervenção com a sociedade;
  • USP Recicla, que permite uma reflexão complexa e crítica sobre a geração de resíduos.

Além disso, Delitti destacou que houve redução de até 90% do consumo de copos descartáveis em restaurantes universitários nos campi do interior; a adoção de impressão frente-verso de monografias e possível adoção do formato eletrônica, a fim de reduzir o consumo de papel; e redução de 50 a 70% do desperdício de alimentos ao solicitar que os alunos pesassem a bandeja ao jogar fora os restos de alimentos.

“O foco de atuação da universidade é a educação ambiental junto à comunidade universitária e externa, com encontros educativos, palestras e aulas; projetos de cultura e extensão em parceria com a sociedade; formação de agentes locais de sustentabilidade, ações estratégicas junto a parceiros internos e externos”, enfatizou o superintendente de Gestão Ambiental.

Capivaras

Com o objetivo de alertar a sociedade sobre o perigo da febre maculosa, em outubro de 2012 a USP organizou um workshop sobre a doença. “Essa é uma questão tétrica, mas academicamente muito interessante”, observou Delitti ao explicar que, com o aumento de plantio de cana-de-açúcar em torno dos campi da USP em Ribeirão e Piracicaba, houve uma explosão populacional de capivaras, o que causou infestação de carrapatos, principal transmissor da febre maculosa.

Esse cenário tornou-se caso de estudo para a USP. “De alguma maneira, precisamos educar tanto a população quanto a universidade e o governo”, ressaltou Welington Delitti.

Na opinião do presidente do Cosema, Walter Lazzarini, essa é uma questão de saúde pública. “É necessário ter mais divulgação daquilo que a USP faz com excelência para aproximar a sociedade dessas questões”, afirmou.

Para Delitti, as questões ambientais são mais complicadas do que se imagina, por isso é preciso sempre ter a base de pesquisa. “É no campo da pesquisa que a universidade tem uma participação eloquente no tema a preservação, com milhares de teses, muitas de nível internacional e que podem até se tornar políticas públicas. O papel da universidade é analisar os quadros, formar as políticas e permitir o conhecimento para a sociedade”, concluiu.

Prorrogação do Reintegra é boa, mas mecanismo deveria ser permanente, aponta Fiesp

Nota oficial

A extensão do Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra) para 2013 é positiva, segundo análise da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

No entanto, a entidade defende que o mecanismo seja transformado em política permanente, uma vez que as exportações brasileiras são penalizadas pelo resíduo tributário existente na cadeia de produção.

Ao garantir um crédito de 3% para os empresários sobre o valor dos manufaturados exportados, o regime compensa parte da carga tributária dessas indústrias, liberando, assim, recursos para investimentos. O aumento da alíquota desta restituição e a ampliação dos setores beneficiados pelo programa – mudanças também defendidas pela Fiesp – fomentariam o desenvolvimento do Brasil, além de trazer benefícios para toda sociedade.

A Fiesp atua pela prorrogação do Reintegra desde o primeiro semestre de 2012 e realizou diversas ações para a conclusão deste objetivo, como a coordenação de estratégia conjunta das entidades empresariais em prol da preservação do mecanismo.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)

Direito ambiental deve ter foco no futuro e primar pela agilidade

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

A Câmara Ambiental do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo se ancora em alguns princípios para nortear o direito ambiental. O da precaução é um deles e não requer prova científica de que algo causará dano ambiental, mas tão-somente indícios de que um prejuízo poderá ocorrer.

Ricardo Carvalho, presidente da Câmara Ambiental, na reunião do Cosema/Fiesp. Foto: Everton Amaro

O alerta foi feito pelo presidente da Câmara Ambiental, Ricardo Torres de Carvalho, nesta terça-feira (30/10), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ao esclarecer a forma de atuação do órgão que dirige aos integrantes do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da entidade.

Outro princípio apontado por Carvalho é o da prevenção, pois diante de uma ação rápida há a possibilidade de se antecipar facilitando a recomposição de uma determinada área.

“A natureza não espera. Em termos de meio ambiente, ou o dano se agrava ou se altera por si mesmo, por isso é preciso celeridade”, avaliou. Se isso não ocorre, quando for julgar o fato, corre-se o risco dele não existir mais.

O presidente da Câmara Ambiental apontou ainda dois outros princípios: o da função social da empresa – que deve levar em conta o uso e seu destino útil à sociedade – e o da responsabilidade objetiva a fim de verificar o nexo de causalidade com o dano.

Em sua avaliação, o direito ambiental romperia hoje com princípios tradicionais, criando uma linhagem de jurisprudência nova. Carvalho entende que, se o direito trabalha com um fato consumado, no passado, o direito ambiental promove inversão ao ter como foco o futuro. Assim, o Direito Ambiental passa a ter poucos limites e pode ser ampliado para o meio ambiente natural, artificial, econômico e cultural.

Ele citou um exemplo prático: o conflito que pode se dar entre direito ambiental e o desenvolvimento econômico e social. “Estamos nos preparando para as impugnações que podem vir do trecho Norte do Rodoanel e da duplicação da Tamoios.”

Ao avaliar a legislação ambiental como esparsa, complexa e numerosa, Carvalho refletiu que, como política pública, a responsabilidade compartilhada [no caso da Política Nacional de Resíduos Sólidos/PNRS] é um avanço para a sociedade.

Apesar de estudar dois anos a mais, mulher ainda ganha menos que homem, diz Marta Suplicy

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

A senadora Marta Suplicy e a ministra Iriny Lopes (Política para Mulheres da Presidência da República), durante a Mostra Fiesp/Ciesp

A senadora Marta Suplicy e a ministra de Política para Mulheres da Presidência da República, Iriny Lopes, participaram nesta segunda-feira (21) da mesa-redonda sobre o Empoderamento das Mulheres para o Equilíbrio Socioecnômico das Nações, realizada na 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental.

Junto delas estiveram a defensora pública e coordenadora de políticas públicas para as mulheres do estado do Ceará, Mônica Barroso, e a Procuradora de Justiça do Estado de São Paulo, Luiza Eluf.

Ao abrir o debate, Marta lembrou que já existem no Brasil quase quatro milhões de mulheres a mais do que homens, porém, elas ganham pouco mais de 70%, em média, dos salários deles. “É triste constatar, mas ganhamos menos a despeito de termos dois anos a mais de estudo na média nacional”, analisou.

A questão da renda feminina também foi abordada pela defensora pública do Ceará, Mônica Barroso. Ela mostrou números que revelam um distanciamento bem maior no topo do que na base da pirâmide salarial entre homens e mulheres. “Quanto mais estudamos, menos ganhamos em relação ao homem com mesma formação”, destacou.

A ministra de Políticas para as Mulheres, Iriny Lopes, reconheceu avanços nesta área: “Estamos melhor do que ontem e continuaremos avançando”. Mas alertou para o fato de que as mulheres, com suas crianças e jovens, são maioria entre as 16 milhões de pessoas-alvo do programa Brasil Sem Miséria, do governo federal.

“Esse cenário não se justifica por outra razão que não o preconceito do mercado de trabalho. Passamos décadas lutando para que as mulheres tivessem mais acesso à educação e, quando chegamos lá, continuamos com menos renda e, portanto, mais vulneráveis à pobreza e à miséria.”

Para a procuradora de Justiça de São Paulo, Luiza Eluf, é constrangedor ver uma modelo seminua “desempoderada” e “idiotizando” o papel da mulher em uma propaganda de televisão. “Não dá para incentivarmos um comportamento feminino tão submisso, como se a mulher tivesse de ser sempre dependente do dinheiro do homem, seja para consertar o carro batido ou pagar a fatura do cartão de crédito, trocando sexo pelo dinheiro dele”, argumentou.

A 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental prossegue até quarta-feira (23) com a participação de autoridades e executivos que debaterão a apresentarão casos de sucesso voltados ao desenvolvimento social e econômico.