Falta de planejamento e gestão contribuem para a falta de abastecimento de água

Agência Indusnet Fiesp

O Brasil vem passando por um momento de mudança na matriz energética. Com a escassez de chuva nos últimos meses, o nível de água nos reservatórios baixou.  No dia 23/04, por exemplo, o Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo, atingiu o nível de 11,7% de sua capacidade – o menor nível da história. Diante das baixas, o governo colocou em operação as usinas termoelétricas, que produzem energia com combustíveis como o carvão e tem um custo maior que as hidrelétricas.

Essa substituição de matriz implica em mudanças econômicas e sistêmicas que precisam ser equacionadas. Isso é o que será discutido na Semana da Infraestrutura (LETS) realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), de 19 a 22 de maio, no hotel Unique, das 8h30 às 18h30. O encontro unifica os tradicionais eventos anuais da Fiesp sobre infraestrutura.

A nova configuração da matriz energética brasileira será um dos debates do evento nos painéis dedicados para a área de energia. O objetivo desse painel é analisar o impacto dessa nova configuração, na formação de preços para o mercado de energia, nas políticas de incentivo às fontes renováveis e nas consequências para o pequeno e grande consumidor de energia elétrica.

“Está mais do que claro que precisamos construir novas hidrelétricas com reservatórios. A situação energética brasileira está nos mostrando isso. A Fiesp defende as hidrelétricas com reservatórios, dentre as alternativas de expansão da oferta de energia elétrica, pois é a única fonte que combina segurança, preço módico, baixa emissão de gases de efeito estufa e que o Brasil domina a tecnologia. É preciso ter coragem para enfrentar esse debate e estamos preparados para isso”, afirma Carlos Cavalcanti, diretor do departamento de infraestrutura da Fiesp.

Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a média para o nível do mês abril das hidrelétricas no Sudeste/Centro Oeste – área mais importante para geração de energia com capacidade de armazenamento de 70% – chega a 36,9. Comparando com médias anteriores para o mês, o resultado é próximo ao ano de 2001, em que houve racionamento.

Com as termoelétricas acionadas o custo da energia encarece. Em 2015, o consumidor vai ter que arcar com as consequências e pagar mais caro por conta disso. O valor do reajuste de energia ainda não foi divulgado pelo governo federal. “É inadmissível que nós consumidores, que tivemos redução nas contas ano passado, tenhamos que pagar mais caro por falta de planejamento do governo. Não é só a falta de chuvas que ameaça o abastecimento de água, mas principalmente a falta de gestão e de investimentos”, finaliza Cavalcanti.

Para mais informações sobre a Semana da Infraestrutura (LETS) acesse: www.fiesp.com.br/lets

Serviço

Semana da Infraestrutura (LETS)

9º Encontro de Logística e Transporte
15º Encontro de Energia
6º Encontro de Telecomunicações
4º Encontro de Saneamento Básico

Data: 19,20,21 e 22 de maio – das 8h30 às 18h30
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique – Av: Brigadeiro Luis Antônio, 4700 – Jardim Paulista – São Paulo