Saúde corporativa em destaque para debater a Síndrome de Burnout entre executivos

Agência Indusnet Fiesp,

O processo de envelhecimento saudável e a manutenção da capacidade funcional são desafios não só para os países, mas especialmente para as empresas. Por isso mesmo, o tema saúde corporativa está sendo cada vez mais discutido.

4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental Fiesp/Ciesp, que acontece entre 24 e 26 de agosto, dará ênfase ao assunto com a participação de dois especialistas: os professores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Luis Roberto Ramos (chefe do Departamento de Medicina Preventiva), que tratará de epidemiologia; e Fernando Bignardi (coordenador do Centro de Estudos do Envelhecimento e do Núcleo de Transdisciplinaridade aplicada à Saúde Corporativa).

Os pesquisadores integrarão a mesa-redonda “Envelhecimento e capacidade funcional – Desafio para as empresas e o País“, na terça-feira (24), das 14h às 15h30, quando apresentarão estudos feitos sobre os temas e o impacto causado na sociedade e nas empresas.

Efeito dominó
Munidos de recursos para abordagem no ambiente corporativo, mostrarão case de “gerenciamento de crise”, pelo viés da saúde, em uma empresa que trocou um modelo participativo por outro com alta cobrança de metas. Essa mudança criou o chamado “efeito dominó” entre os gerentes.

Afetou primeiramente a postura física dos executivos que, fora de seu centro de equilíbrio, repercutiu no sistema respiratório, alterou o sono, enfatizou o esgotamento e intensificou o consumo de carne vermelha, devido à cobrança de agressividade em um ambiente fortemente competitivo.

A somatória desses erros metabolizou uma bomba prestes a explodir: doenças cardiovasculares, obesidade, dores nas articulações e distúrbios hormonais. Trata-se da Síndrome do Burnout, a “queima” de um executivo que se torna incapacitado para o trabalho.

Nesse ensaio clínico, constou do “sumário executivo” rígido controle alimentar, higiene do sono, intervenção homeopática, técnicas de relaxamento, meditação e adoção de nova postura física, um programa que foi desenvolvido ao longo de oito meses.

Houve uma boa resposta sistêmica, segundo os especialistas. O modelo gerou um protocolo terapêutico que, testado no ambiente corporativo, mostrou-se eficaz na transformação do estilo de vida.

“Quando uma pessoa se distancia da sua missão de vida, cria-se um indicador de ‘insustentabilidade’ pessoal. A doença aparece em função do estilo que adota: o que se come, quais atividades físicas faz e se olha a vida como um copo vazio ou cheio”, explicam.


Mudança de paradigma
O envelhecimento saudável é outro ponto a ser tocado pelos palestrantes. No Brasil, o envelhecimento da população se dá de forma rápida e intensa em comparação com a Europa. Mas, ao mesmo tempo, convive-se com sintomas do subdesenvolvimento, como a malária e a diarréia, segundo o médico Bignardi, que alerta: “Para fazer a diferença é preciso promover a saúde”.

A população tem vivido mais. É preciso promover a mudança de paradigma, alerta Bignardi: “Saúde a gente conquista no presente”. Há, portanto, duas opções, em sua análise.

A primeira é a adoção de hábitos saudáveis, como boa alimentação e atividades físicas, auxiliares preciosos no processo do bom envelhecimento. E a outra, aprender a conviver com limitações derivadas de doenças crônicas, que podem afetar a independência e autonomia de uma pessoa idosa, necessitando de cuidados pelo resto da vida.

O salto a ser dado para superar o problema, na opinião do pesquisador da Unifesp, é trocar o modelo médico convencional com diversos tratamentos que não dão conta da complexidade do processo do envelhecimento. Isso leva o paciente a ingerir grande quantidade de comprimidos no dia a dia.

Bignardi apontou a adoção do modelo quântico – com suas cinco dimensões: física, metabólica, vital, mental e supramental – para uma ação multidimensional diante da doença crônica, comum também no meio corporativo e não só entre idosos.

“O grande diferencial é a possibilidade de tratar do desvio original e não apenas das consequências isoladas”, finaliza.


Serviço
4ª Mostra de Responsabilidade Socioambiental da Fiesp/Ciesp
Tema: Desastres climáticos, epidemias, pandemias, drogas e envelhecimento – Ação coordenada para a sustentabilidade global
Data: De 24 a 26 de agosto de 2010
Mesa-redonda:Envelhecimento e capacidade funcional – Desafio para as empresas e o País, terça-feira (24), das 14h às 15h30, Sala Executiva, 15º andar
Local: Sede da Fiesp, Av. Paulista, 1313 (em frente ao Metrô Trianon)
Informações e inscrições gratuitas:
http://www.fiesp.com.br/socioambiental/