Para Roriz, Brasil deve estar pronto para enfrentar mudanças

Agência Indusnet Fiesp

Diante da velocidade dos avanços da indústria no mundo todo, o Brasil deve estar pronto para enfrentar mudanças que já atingiram modelos de negócios no exterior, afirmou o presidente em exercício da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho, em encontro promovido pelo Sindicato das Indústrias de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar) na manhã desta sexta-feira (15 de junho), em São Paulo.

Para Roriz, o futuro da regulação e tributação desses novos mercados e de novas plataformas de produção está em formação, e o país deve acompanhar essas discussões, que afetarão a competitividade e a concorrência dos setores industriais. “A Fiesp trabalha diariamente para que essas novas tecnologias e que as mudanças esperadas pela indústria 4.0 estejam próximas da indústria brasileira, de olho em produtos de maior valor agregado e alta tecnologia”, disse.

Na ocasião, o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto, falou sobre a criação da cultura exportadora brasileira e como os ciclos econômicos locais afetaram a indústria do país.

O presidente do Sindratar, Carlos Trombini, relatou o objetivo do setor de produtos da área de climatização de inverter a lógica de importador para exportador, por meio da criação de uma política industrial adequada. De acordo com ele, o mercado de climatização movimenta US$ 600 milhões por ano, além de empregar 200 mil profissionais em todo o Brasil. “Nossa fatia ainda é pequena para um país tropical onde apenas 7% dos domicílios possuem aparelho de climatização. Ainda temos muito que trabalhar para preencher esse mercado, que é uma grande oportunidade”, defendeu.

Também participaram do evento do Sindratar o diretor da Iurisgal, Blas Rivas, o presidente do conselho de Câmaras de Comércio das Américas, José Francisco Marcondes Neto, diretor executivo da ICC (Câmara de Comércio Internacional), e o gerente do Departamento Jurídico da Fiesp, Jorge Khauaja.

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Roriz durante reunião do Sindratar, realizada no prédio da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Hotel sustentável é saudável também no aspecto financeiro, afirma especialista em sustentabilidade

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O geólogo Alexandre Eliasquevitch, da Universidade Federal de Ouro Preto, apresentou o conceito de hotel sustentável – prática que, segundo ele, ganha cada vez mais espaço no mercado hoteleiro do Brasil. Eliasquevitch foi um dos convidados do seminário “Setor Hoteleiro, Gestão Sustentável”, realizado na tarde desta terça-feira (19/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O seminário é resultado de uma realização da Fiesp com o Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar).

Segundo ele, hotéis sustentáveis são aqueles que adotam práticas que valorizam a natureza e a cultura na qual estão instalados, que utilizam baixo consumo de água e energia e que estimulam o uso de materiais de construção sustentáveis. “Hotel sustentável é aquele que é ambientalmente responsável, socialmente justo e economicamente viável. Tudo isso ao mesmo tempo”, explicou.

Ser sustentável é rentável e saudável também no aspecto financeiro, segundo Eliasquevitch. “Há redução de recursos operacionais, de consumo de energia e água. Adotando a gestão sustentável, um hotel vê suas despesas caírem e o lucro aumentar. Isso já acontece em hotéis de pequeno e médio porte no Brasil”, afirmou.

Entretanto, segundo o geólogo, clientes não optam por um hotel baseado em questões sustentáveis. “Os diferenciais ainda são preço e localização”.

Para Eliasquevitch, apesar do crescimento dos hotéis sustentáveis, o turismo brasileiro passa por uma situação complicada. “Não temos uma estratégia clara que vise o crescimento do turismo no país”, disse.

O geólogo enfatizou a baixa colocação brasileira no Índice de Competitividade do Turismo. “Mesmo vivendo em uma época na qual as pessoas viajam cada vez mais, o número de turistas no Brasil não cresce. Estamos estagnados”, afirmou.

O Brasil é atualmente o 51º no índice, que conta com 120 países.

Engenheiro apresenta vantagens do sistema VRF de ar condicionado para hotéis em seminário na Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O sistema VRF, modelo de ar condicionado com apenas uma unidade externa ligada a múltiplas unidades internas operando individualmente, oferece o conforto de poder controlar a temperatura de um ambiente de forma individual e também reduz o consumo de energia. A avaliação é do engenheiro Ari Edison Silva, gerente da Fam da Amazônia, que participou do seminário “Setor Hoteleiro, Gestão Sustentável”, organizado pelo Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“O sistema VRF está disponível em qualquer o horário e o usuário comanda o acionamento proporcional ao seu uso, ou seja, o sistema só vai ligar quando algum usuário precisar de ar condicionado e isso também poupa energia”, explicou Silva.

Desenvolvido especialmente para residências amplas, edifícios comerciais de médio e grande porte, o Fluxo de Refrigerante Variável (VRF) opera com apenas uma unidade externa que pode ser ligada em até 64 máquinas internas.

“Para o projetista ainda traz a facilidade de não precisar de dutos e casas de máquinas, podendo ser aplicado facilmente em prédios existentes”, completou o engenheiro.

Edison: sistema sem dutos e casas de máquinas, com facilidade na instalação. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Edison: sistema sem dutos e casas de máquinas, com facilidades na instalação. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


O engenheiro Oswaldo de Siqueira Bueno, da Oswaldo Bueno Engenharia, também participou do seminário. Na ocasião, o especialista em ar condicionado falou sobre o aproveitamento simultâneo da absorção e da rejeição de calor em sistemas de ar.

“O primeiro passo é olhar como vai ser o meu prédio para não colocar carga lá dentro que depois eu tenha que remover gastando muito dinheiro para isso”, disse. “Os prédios antigos eram feitos para funcionar só com ventilação natural, então tinha pátios internos, janelas que permitiam que o ar circulasse e com isso eles conseguiam um bom conforto porque a arquitetura foi estudada para permitir isso”, completou.

Hotel sustentável

Na análise do diretor titular do Departamento de meio Ambiente (DMA) da Fiesp, Nelson Pereira dos Reis, o seminário tem o objetivo de contribuir para a discussão sobre conforto de funcionários e clientes do setor hoteleiro e, ao mesmo tempo, reduzir custos e estimular a viabilidade de projetos sustentáveis. Ele acrescentou que o encontro é uma oportunidade de levar informação para investidores de um setor em crescimento.

“A indústria tem trazido conhecimentos, novas tecnologias. E o intuito de um seminário como esse é discutir como trazer todo esse conhecimento”, disse Reis.

Setor hoteleiro discute gestão sustentável em evento nesta terça (19/11)

Agência Indusnet Fiesp

A sustentabilidade também é fator importante na gestão do setor hoteleiro e no turístico. Por isso, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e o Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar) realizam encontro nesta terça-feira (19/11), com a finalidade de abordar diversos aspectos da construção e gerenciamento de hotéis, adotando-se práticas e projetos com conceitos sustentáveis.

Na programação, temas como o panorama do setor hoteleiro e a concepção, implantação e gestão de empreendimentos sustentáveis. Outros dois painéis tratarão das novas tecnologias para aproveitamento de energia e aproveitamento simultâneo da absorção e da rejeição de calor em sistemas de ar condicionado em hotel.

Outra contribuição é debater a definição do, afinal, seja um hotel sustentável.

Serviço

Seminário sobre o Setor Hoteleiro e a Gestão Sustentável
Data: 19/11
Horário: das 13h30 às 18h
Local: Avenida Paulista, 1313, 4º andar
Programação: http://www.fiesp.com.br/agenda/setor-hoteleiro-gestao-sustentavel/

Controle da qualidade do ambiente interior é fundamental para a saúde humana

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Discutir e divulgar os principais aspectos que afetam as edificações de qualquer natureza, dimensão e uso e a sua relação com a qualidade de vida do homem. Este foi o objetivo do seminário sobre qualidade do ambiente interior, realizado nesta terça-feira (13/11) pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em parceria com o Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar).

Há perigos ocultos quando existem falhas no tratamento do ar. O médico Szymon Gartenkraut, com especialização em medicina do trabalho, lembrou dos prédios doentes. Em avaliação-piloto iniciada há cinco anos, com os 10 maiores shoppings centers de São Paulo, foi possível constatar que nenhum deles obedecia aos requisitos necessários, e dois tentaram se enquadrar às normas.

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Szymon Gartenkraut, médico que atua na vistoria de grandes instalações de ar-condicionado em edificações de uso coletivo em demandas da Prefeitura de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho, apontou parâmetros de qualidade

Hoje, após avaliação dos 25 de quase 100 shoppings existentes, pode-se dizer que nenhum deles é adequado no quesito da qualidade do ar do meio ambiente interior. Há mais preocupação com o conforto térmico e menos com a manutenção e a higiene.

Gartenkraut, que atua na vistoria de grandes instalações de ar-condicionado em edificações de uso coletivo em demandas da Prefeitura de São Paulo e do Ministério Público do Trabalho, apontou os parâmetros de qualidade. Um deles diz respeito à troca periódico de filtros, de tratamento do biofilme da condensação, onde se encontram os fungos.

A falta de trato eleva o risco de contaminação coletiva. Outro grave risco é a ausência de medidas de emergência e, em muitos projetos, o ar passar por uma recirculação e não pela renovação. O que ocorre é que geralmente os prédios são construídos e, depois, monta-se o sistema de ar-condicionado, com inadequações, conforme apontou o especialista.

Há o perigo de micropartículas se alojarem de modo permanente nos alvéolos. Entre os riscos biológicos, doenças como varicela, sarampo, rubéola, meningite e febres hemorrágicas. Em um ano, há o registro de 4 milhões de casos na população mundial. No Brasil, internam-se aproximadamente 2 milhões de pessoas. Os óbitos provocados por contaminação aérea representam 33 mil casos/ano e ocupam o 4º posto no ranking. Há, também, o registro de 6 mil casos de tuberculose, em média, em São Paulo.

Bactérias resistentes

O especialista alertou a incidência de uma bactéria resistente, a legionella, que não se contabiliza no país, mas com 25 mil casos/ano registrados nos Estados Unidos. Ela está presente em aparelhos de ar-condicionado, chuveiros, aquecedores de água, fontes ornamentais, caixas de água, banheiras de hidromassagem, climatizadores e, inclusive, na lavagem de automóveis.

Além de provocar sintomas similares à pneumonia, o que confunde o diagnóstico, a legionella não responde a antibióticos e pode levar a óbito em um prazo curto de 24-48 horas. Outra bactéria, a melioidosis, presente no ar e solo da Índia e da Austrália, já tem o registro de três casos no Ceará e é resistente até à penicilina.

Gartenkraut tocou em outro aspecto. Há parâmetros estabelecidos para a concentração de CO2. Altos índices podem levar a dores de cabeça e problemas circulatórios, incluindo acidente vascular.

Ambiente hospitalar

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"O ar mata tão silenciosamente como a diabetes", alertou Sidney de Oliveira, da OAB/SP, reforçando a importância que se deve dar ao assunto

Há pontos importantes quando se trata do ambiente hospitalar: limpeza, desinfecção e esterilização. O alerta partiu de Lúcio Flávio de Magalhães Brito, engenheiro especialista em segurança do trabalho e em hospitais. Um grave problema é a reforma, geralmente constante em prédios, que espalha as colônias, ou a alta concentração de pessoas, o que aumenta os riscos.

Wili Colozza Hoffmann, engenheiro mecânico da Escola Politécnica/USP, disse que existem normas técnicas para o controle da qualidade do ar interior, mas é preciso lembrar que, mesmo em uma sala desabitada, há a geração de partículas e gases por conta dos móveis e utensílios, cujos níveis também devem ser acompanhados. Os participantes do encontro argumentaram que uma norma não é lei, mas um parâmetro que precisa ser seguido.

O ar mata tão silenciosamente como a diabetes. O alerta de Sidney de Oliveira, representante da OAB/SP, reforça a importância que se deve dar ao assunto: “O homem vive hoje 90% do seu tempo em lugares fechados, o que nos obriga a conviver com uma climatização mecânica, o que pode agravar quadros de infecções alérgicas e doenças pré-existentes. O ar interior pode ser mais poluído do que o de fora”, sintetiza.

Se por um lado os aspectos técnicos são solucionáveis, disse o diretor de Meio Ambiente da Fiesp, Paulo Dallari, a especulação imobiliária, por exemplo, envolve impactos sociais se não houver um projeto adequado de circulação de ar.

Sindratar-SP recebe homenagem em Happy Hour da Cser/Fiesp

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

O presidente do Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar-SP), José Rogelio Medela, ressaltou nesta terça-feira (26) a importância do setor no dia a dia da sociedade moderna.

Medela participou do Happy Hour organizado pela Central de Serviços (Cser) da Fiesp, na sede da federação, durante o qual apresentou projetos desenvolvidos pela entidade.

Segundo o dirigente sindical, todo ano as indústrias do setor de refrigeração, ar condicionado, aquecimento e tratamento de ar (HVAC-R) investem em novas tecnologias que possibilitem o conforto humano em hospitais, indústrias, escritórios, residências e transporte.

Ele destacou a participação ativa do Sindratar nos projetos e ações desenvolvidos pela Fiesp, que estimula o crescimento da indústria paulista.

O diretor-titular da Cser, Paulo Schoueri, agradeceu a presença dos convidados, principalmente, a participação das empresas associadas, que aproxima, ainda mais, as empresas da rotina administrativa dos sindicatos.

“A cada dia, a Fiesp fica mais próxima dos sindicatos e as entidades das empresas que compõem o setor. Esse vínculo contribuirá com o fortalecimento da atividade industrial”, afirmou o diretor.

Mais de cem pessoas compareceram ao evento. Entre eles, oito presidentes de sindicato e diretores de diversos departamentos da Fiesp.

História

Criado em 1970, o Sindratar-SP foi a primeira organização sindical do setor no Brasil. A entidade representa toda a categoria no estado de São Paulo e defende os interesses da indústria em todos os fóruns.