Resíduos têxteis podem ser lucrativos para confecções, diz representante do Sinditêxtil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em 2012 o Brasil importou 9 mil quilos de resíduos têxteis, ou seja, retalhos a mais de US$ 11 milhões FOB (preço sem o frete). Se houvesse qualificação e investimento por parte das indústrias têxteis do país em plantas de coleta desses retalhos, essa fatia de importados seria significativamente reduzida e absorvida pela produção local, avaliou nesta segunda-feira (02/06) Mariana Correa do Amaral, do Sinditêxtil-SP.

“Quando está no lixo, sujo e estourado, o material não tem valor comercial nenhum. Mas, se as confecções souberem separar esse material, elas podem lucrar com isso”, afirmou ela ao informar os números de importação segundo o Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC).

Ao participar da 16º Semana do Meio Ambiente, Mariana apresentou o projeto “Retalho Fashion”, programa do Sinditêxtil de incentivo à coleta dos resíduos têxteis descartados em dois bairros tradicionais de vestuário em São Paulo: Bom Retiro e Brás.

O evento é promovido pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) com o apoio do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). Aberta nesta segunda-feira (02/06), a Semana terá prosseguimento até sexta-feira (06/07).

“Estamos na fase de implantação do projeto. Já foi feito diagnóstico, mobilização das empresas e levantamento da infraestrutura necessária para instalar as plantas de coleta”, disse Mariana.

Ela explicou que, para cada tipo de tecido encontrado no resíduo têxtil, há um segmento da indústria adequado para o consumo. “O jeans, por exemplo, pode ser destinado à indústria automobilística, malhas 100% algodão podem ser usadas para a fabricação de fios e barbantes e tecidos sortidos são bons para a indústria de manta de acústica”, afirmou Mariana.

Mariana: retalhos que podem ser muito úteis à indústria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Mariana: retalhos que podem ser muito úteis à indústria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Segundo a representante do Sinditêxtil, somente no Bom Retiro existem mais 1,7 mil empresas têxteis, das quais mil são geradoras de retalhos. Já no Brás, o número aumenta para 4 mil empresas do setor, sendo 2,5 mil geradoras de retalhos.

A intenção do programa “Retalho Fashion” é separar 20 toneladas de retalhos por dia em um galpão na zona norte da capital paulista. “O Sinditêxtil tem um banco de dados e já foram feitos 200 atendimentos entre empresas que querem doar com empresas que querem comprar os resíduos têxteis”, contou.

Em busca de soluções

A diretora de Meio Ambiente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC), Rose Hernandes, também participou da segunda rodada de apresentações da Semana de Meio Ambiente da Fiesp na tarde desta segunda-feira (02/06).

Ela apresentou o programa “Dê a Mão Para o Futuro”, desenvolvido pela ABIHPEC  e inaugurado em 2013 no município de Rio Claro.

Em parceria com cooperativas de catadores de matérias recicláveis, o projeto “Dê a Mão Para o Futuro” oferece soluções técnicas, ambientais, econômicas e socialmente adequadas para a gestão de resíduos sólidos urbanos, explicou Rose.

“O programa gera renda e possibilidade de melhoria da qualidade de vida dos catadores. Temos priorizado assinatura com municípios que tenham uma política estadual ou termos de compromisso com o estado”, acrescentou.

>> Confira a programação completa da 16ª Semana de Meio Ambiente da Fiesp

Presidente da Fiesp participa confraternização de final de ano da Abit e do Sinditêxtil-SP

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, participou na noite de quarta-feira (04/12) do coquetel de confraternização da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem de São Paulo (Sinditêxtil-SP).

Presidente emérito da Abit, Skaf foi convidado a entregar a medalha do Mérito Abit ao presidente do Conselho de Administração da entidade, Aguinaldo Diniz Filho, que recebeu também um quadro em sua homenagem.

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Na foto, da esquerda para a direita: Paulo Skaf, Aguinaldo Diniz e o 3º vice-presidente da Fiesp, Josué Christiano Gomes da Silva. Foto: Tamna Waqued/Fiesp

Empresários: pacote do Governo deixa a desejar

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Presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto: solução passa também pela política cambial

O pacote de incentivos para aumentar a competitividade da indústria, anunciado ontem (03/04) pelo governo federal, não trouxe medidas efetivas para combater a desindustrialização em curso no país. Esta é a avaliação de empresários que participaram do Grito de Alerta, manifesto realizado nesta quarta-feira (04/04) em São Paulo.

Luiz Aubert Neto, da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), disse sentir falta de mais detalhes sobre as ações relacionadas à política cambial. “Com o câmbio desvalorizado entre 1% e 2% ao mês, por exemplo, no final do ano teríamos uma taxa razoável”, sugeriu.

Para Carlos Frederico Faé, empresário do setor têxtil e diretor-titular do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) em Americana, os incentivos anunciados são válidos, mas ainda são insuficientes para atender às necessidades da indústria.

“Desonerar a folha de pagamento é bom, mas não vai alavancar as vendas e incentivar novos investimentos. Eu deixo de pagar imposto na folha, mas devo pagar sobre o faturamento. O necessário é uma medida mais drástica de redução da carga tributária e simplificação do sistema de tributação. A carga é muito alta e fica impossível competir com os produtos importados”, afirmou Faé.

De acordo com o diretor regional do Ciesp de Botucatu, Edinho Batistão, que atua no segmento de reciclagem, o pacote é uma medida paliativa. “O que a gente reivindica é que o governo mexa em questões estruturais do país. A energia, que é o item mais básico da indústria, é uma das mais caras do mundo. O custo dos transportes também é muito alto”, assinalou. “A indústria pede igualdade de condições para competir com o mercado externo, completou.

Os presidentes da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato; da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), Synésio Batista da Costa; e do Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem do Estado de São Paulo (Sinditêxtil-SP), Emílio Bonduk, estiveram entre os milhares de empresários e trabalhadores que participaram do ato no estacionamento da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Nova diretoria do Sinditêxtil tomou posse nesta quinta-feira, 28

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp 

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Em pé, à direita: o presidente eleito do Sinditêxtil, Alfredo Bonduki, com o governador Geraldo Alckmin, premiado por seu apoio ao setor têxtil

Empresários do setor têxtil paulista, autoridades do governo do Estado, presidentes de entidades patronais e outros setores da economia estiveram presente, na noite desta quinta-feira (28), à solenidade de posse da nova diretoria do Sinditêxtil-SP, no Jockey Clube de São Paulo.

Alfredo Emílio Bonduki, presidente eleito do sindicato, destacou a necessidade de lutar pelo fortalecimento das indústrias têxteis. Além disso, Bonduki prometeu intensificar os esforços na luta pela redução da taxa de juros e impostos abusivos. E propor políticas de incentivos para o setor como as adotadas nos países asiáticos.

Bonduki elogiou a atuação de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, que durante sua gestão à frente do sindicato contribuiu com a integração da cadeia produtiva do setor têxtil, no período de sua pior crise, durante a invasão dos produtos chineses no mercado brasileiros.

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Em destaque: Paulo Skaf, da Fiesp, e Josué Gomes da Silva, da Coteminas, ladeiam Fuad Mattar, da Paramount Têxteis, que recebeu o prêmio Personalidade Têxtil

Skaf parabenizou Rafael Cervone, 1º vice-presidente do Ciesp, por sua atuação à frente do Sinditêxtil. Além disso, reiterou o compromisso da Fiesp com os pleitos e ações da categoria: “Contem comigo, pois estarei sempre à disposição da cadeia têxtil”, afirmou.

Homenagens

Durante a cerimônia, o empresário Fuad Mattar, proprietário da Paramount Têxteis, recebeu o prêmio de Personalidade Têxtil, por sua defesa, ao longo das décadas, pelo fortalecimento do setor, tendo inclusive auxiliado na fundação da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT). “Nosso País merece ter uma política industrial setorial forte e dinâmica. Sem essa medida será difícil manter a força da indústria nacional”, analisou.

Já o governador Geraldo Alkmin recebeu o prêmio pelo suporte ao setor têxtil, tanto na parte tributária (ICMS) quanto na capacitação de mão de obra especializada, com a criação de cursos nas Etecs, Fatecs e USP Leste. “É uma das nossas responsabilidades apoiar o setor que contribui com o crescimento da economia paulista”, afirmou.

O sindicato agraciou também os três cases vencedores do Prêmio Sinditêxtil:

  • Categoria inovação:
    Empresa Rhodia, pelo case do Fio Emana;

  • Categoria meio ambiente:
    Empresa Tavex, por sua pesquisa voltada à neutralização de efluentes com o uso de CO²;

  • Categoria mérito exportador:
    Empresa Coats Corrente, pelo pioneirismo na industrialização e exportação no Estado de São Paulo;

Histórico

Fundado na década de 30, o Sinditêxtil está entre os sindicatos mais antigos do estado de São Paulo e representa toda a cadeia produtiva têxtil, defendendo os interesses do setor junto às autoridades governamentais.

O Brasil é o quinto produtor têxtil do mundo, com faturamento anual de US$ 52 bilhões/ano. A indústria têxtil emprega oito milhões de trabalhadores em todo o País.