Foto: No Dia Mundial do Pão, sindicato do setor distribui pães na frente da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O Sampapão (que congrega o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo e a Associação dos Proprietários de Padarias de São Paulo) promove nesta sexta-feira (16/10) a distribuição de pães na frente da sede da Fiesp. O evento comemora o Dia Mundial do Pão.

Segundo Antero José Pereira, presidente do Sampapão e diretor da Fiesp, 50 padarias forneceram os 30 mil pães distribuídos a partir das 7h, em sacolinhas contendo também margarina, um folheto com informações e curiosidades sobre o pão e material da campanha “Não Pague o Pato”, contra o aumento de impostos. Outros 20 mil pãezinhos foram doados a entidades beneficentes.

Pela segunda vez a distribuição é feita em frente à Fiesp, repetindo o evento de 2014. Segundo Pereira, já houve 12 vezes a comemoração em São Paulo – inicialmente na Praça da Sé, depois no Masp e agora na Fiesp. No mundo, foram 15 edições.

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Distribuição de pães na frente da Fiesp, no Dia Mundial do Pão. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Dia Mundial do Pão é comemorado em frente ao edifício-sede da Fiesp e do Ciesp

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Para comemorar o Dia Mundial do Pão,  um dos alimentos mais antigos e consumidos em todo o mundo, a Sampapão – rede de entidades representativas dos industriais do setor de panificação e confeitaria de São Paulo – realizou, na manhã desta quinta-feira (16/10), uma ação social em plena avenida Paulista.  A iniciativa contou com o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Dia Mundial do Pão é comemorado em frente ao edifício-sede da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/FIESP


Logo pela manhã, foram distribuídos, as pessoas que passavam em frente ao edifício-sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), uma sacolinha com  pão francês, um refrigerante (ou suco) e dois folhetos informativos. O kit também foi entregue a passageiros de ônibus que transitavam pela avenida.

Um dos folhetos traz as curiosidades sobre os tipos de pães mais conhecidos e sobre uso de farinhas de trigo e milho nos pães por recomendação da Organização Mundial de Saúde.

O outro folheto reúne receitas selecionadas que têm como ingrediente principal a farinha de trigo. As receitas também podem ser acessadas no site www.trigoesaude.com.br.

O dia 16 de outubro foi instituída como “Dia Mundial do Pão” pela Union Internacional de La Boulangerie (UIB), a entidade mundial do setor de panificação.

Sobre a Sampapão

A Sampapão é composta por três entidades: o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan), a Associação da Indústria de Panificação (Aipan) e o Instituto do Desenvolvimento de Panificação e Confeitaria (IDPC).

Curiosidades sobre pães


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  • Ciabatta é um pão italiano e seu nome significa “chinelo”
  • Baguete, em francês, significa “bastão”. Esse tipo de pão teve origem na Áustria.
  • Brioche é um típico pão francês que era muito servido aos nobres antes da Revolução Francesa. A cor amarela é devido a presença de gema de ovo na receita.
  • Panetone é uma receita italiana presente em diversas datas festivas, especialmente no Natal. A versão tradicional inclui frutas cristalizadas na massa, contudo, há versões com chocolates, cremes e até salgados.
  • O Pão Sírio, também conhecido como Pita, é o produto mais próximo do pão retratado na Bíblia. Preparado à base de farinha de trigo e água, é muito consumido nos países de língua árabe e em outros países do Mediterrâneo, Oriente Médio e Bálcãs.
  • A partir do ano 2000, as farinhas de trigo e milho, por serem muito consumidas no Brasil, foram recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para serem enriquecidas com ácido fólico e ferro, com o objetivo de melhorar o valor nutricional do alimento e prevenir a anemia.

 

Fonte: EntreLegumes&Verduras / WikipÉdia



Diretores da Fiesp e empresários comentam o trabalho de reinserção de egressos do sistema prisional no mercado de trabalho

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Durante a formatura de dez alunos do curso de capacitação profissional para egressos do sistema prisional, realizada na noite desta terça-feira (05/11) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), empresários confirmaram seu otimismo com o sucesso do programa “Empregabilidade”.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp, durante formatura do curso de panificação do Senai-SP para egressos do sistema prisional. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

A iniciativa, resultado de parceria entre a Fiesp, o grupo cultural AfroReggae e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), contou com um convênio firmado entre a Fiesp e o Sindicato das Indústrias de Confeitaria e Panificação de São Paulo (Sindipan-SP) para assegurar as vagas aos formandos.

Para o diretor titular do Comitê de Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, projetos como esse são a única forma de atacar a violência que assola o país. “Tem que dar formação profissional, emprego, tem que ter renda. O egresso não pode sair e ficar procurando emprego. Do contrário ele vai ter dez motivos para cometer outros erros”, afirmou.

Para conhecer o projeto, a Fiesp convidou gestores da área de recursos humanos e empresários no setor de recrutamento. Um deles foi o diretor executivo do Grupo Arezza, Alberto Khzouz, que disse ver com bons olhos a iniciativa. “Esse é um tema que vai crescer muito. Todo mundo tem curiosidade. É muito legal tentar um modelo que ainda é novo em São Paulo e no Brasil”. Segundo o executivo, o maior desafio, agora, é conseguir encontrar uma forma de os departamentos de recursos humanos das empresas receberem essa mão de obra.

Para o diretor titular do Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar), Sylvio de Barros, o tempo vai contribuir para a mudança de visão dos empregadores. Ele ressaltou que, nos próximos meses, os donos das padarias que já contrataram os egressos serão convidados a dar seus depoimentos sobre a experiência. “Precisamos tirar esse estigma. Eles são tão bons ou melhores do que qualquer pessoa”, afirmou. “Eu, por exemplo, preferiria ter um egresso trabalhando comigo. Eles têm uma vontade de fazer as coisas que outras pessoas não têm.”

Ponto de vista compartilhado por Fabio [nome completo preservado, a pedido do entrevistado], um dos empresários do setor de panificação da zona leste de São Paulo que contratou um dos alunos do programa. “O T* [nome preservado, a pedido do aluno] está trabalhando com a gente há uma semana e exerce a função de ajudante de padeiro. Ele se mostra bem interessado e empolgado.”

Segundo Fábio, o tratamento dado ao novo funcionário é igual ao dado a qualquer membro da equipe. “A ideia é essa. Se a pessoa, lá atrás, fez um erro, pagou e hoje está provando que merece, deve ter uma chance. Poucas pessoas entram lá e dão tanto valor ao trabalho como ele está dando.”

Emprego formal e dignidade

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Chinaider Pinheiro, coordenador do projeto "Empregabilidade' afirma que AfroReggae acompanhará famílias dos egressos. Foto: Tâmna Waqued/FIESP

T* cumpriu pena dos 18 aos 25 anos de idade. E desde que conseguiu a liberdade, há cinco anos, não conseguiu emprego formal. “Estou sem carteira assinada desde os 18 anos. Até hoje não sabia que o meu patrão conhecia minha situação, mas ele me recebeu muito bem, me envolveu bem com o pessoal”. T* já faz planos com o primeiro salário: “Vou comprar o berço do meu filho, pois minha mulher está grávida.”

Outro formando da primeira turma do curso de panificação para egressos do sistema prisional, promovido pelo Senai-SP, é F*[nome preservado, a pedido do aluno], que falou durante a cerimônia sobre a felicidade de receber o diploma. “Eu agradeço ao Paulo Skaf que nos deu essa oportunidade aqui em São Paulo, pois não tínhamos nenhuma porta aberta. Com persistência, conseguimos encontrar um caminho e uma solução, que é o trabalho, a dignidade. Eu agradeço as palavras do presidente do Sindipan que foi muito franco em dizer que somos todos iguais. Erramos, já pagamos e, agora, é bola pra frente e tudo vai dar certo.”

A noite foi motivo de gratidão para Gleice, esposa de W*, um dos dez alunos formados no curso. “Eu achei boa a oportunidade que estão dando a eles, pois não é qualquer pessoa que faz isso”. Ela disse que o marido não começou a trabalhar ainda por conta do falecimento da mãe, ocorrido nesta semana. “Ele está muito empolgado. No curso, ele ia todo dia, acordava bem cedinho e animado. Eu e meu filho estamos muito felizes pois, em breve, ele começará a trabalhar perto de casa.”

Os familiares dos alunos do curso também são assistidos pelo programa, segundo explicou o coordenador do projeto Empregabilidade, Chinaider Pinheiro. No processo de reinserção a equipe do AfroReggae faz visitas técnicas às residências dos egressos, conversa com as famílias e, na medida do possível, procura encontrar oportunidades de emprego e renda também para os familiares.

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>> Fiesp, AfroReggae e Senai-SP realizam formatura da primeira turma do programa de capacitação profissional para egressos do sistema prisional

Alunos do programa de formação profissional para egressos do sistema prisional já estão empregados

Agência Indusnet Fiesp

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Com a produção do Pão Francês, formandos do curso colaborarão nos resultados das padarias da capital, Grande São Paulo e ABC

O dia 23 de outubro de 2013 ficou marcado como uma data especial para dez alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), contemplados pela parceria da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do AfroReggae com enfoque em formação e empregabilidade de egressos do sistema prisional.

Foi o primeiro dia de trabalho de cada um deles em panificadoras da capital, da Grande São Paulo e da região do ABC com carteira assinada.

Todos eles passaram pelo curso de panificação promovido pelo Senai-SP e foram contratados por empresas do setor, em iniciativa viabilizada com o apoio dos Sindicatos das Indústrias de Panificação de São Paulo (Sindipan)  e da Indústria de Panificação e Confeitaria de Santo André (Sipan ABC).

Todos com carteira assinada

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Sylvio de Barros Filho, diretor titular do Depar Fiesp

O diretor titular do Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp, Sylvio Alves de Barros Filho, esteve na última terça-feira (22/10) na escola Senai “Horácio Augusto da Silveira”, unidade especializada em Alimentos no bairro da Barra Funda, na capital, para informar, pessoalmente, qual será o local de trabalho de cada um dos alunos. “Fiz questão de vir para entregar o local de trabalho deles. Cada um já recebeu o local de trabalho e deve se apresentar amanhã cedo [dia 23/10] para trabalhar. Os documentos já foram entregues para as devidas panificadoras”, explicou.

Para Sylvio de Barros, a primeira fase deste projeto, que é um sonho do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, foi concluída com total êxito. “Tínhamos o receio de que algum deles desistisse, mas começamos com dez alunos e terminamos com dez alunos. A fase dos sonhos e do medo nós já vencemos. Temos agora a segunda fase, a do emprego, onde eles vão participar ativamente do resultado das padarias”, afirmou.

O diretor titular do Depar também destacou a importância dessa primeira turma.  “São dez alunos que estão abrindo a porta para milhares de pessoas. Essa turma, para nós, é um símbolo e um exemplo espetacular. Inclusive, falei para eles que vamos trazê-los aqui num segundo curso para que deem seus depoimentos para que as coisas continuem a acontecer”.

Novo começo de vida

F., um dos formandos da turma, também falou da alegria de concluir o curso e já sair empregado.  “Esse curso deu a oportunidade de ter uma profissão, de poder seguir a vida, criar família e ir em frente. Aprendemos a fazer o pão do início ao fim e estamos prontos para o mercado de trabalho. Estamos  prontos para sermos entregues de novo a sociedade, mas de uma forma diferente, com dignidade, com trabalho, com carteira registrada e com todos os benefícios. E isso é muito importante.”

O aluno, que também é egresso do sistema prisional, disse que o curso permitiu que todos se capacitassem completamente no ramo da panificação. “O curso foi de 30 dias, só que com oito horas diárias. Na parte da manhã tivemos muita teoria, cerca de 60 horas de teoria. Aprendemos do início do pão ao fim, da fermentação, da farinha, a qualidade de fermento, tudo na área da panificação. E aprendemos a fazer 50 tipos de pães.”

O esforço valeu a pena, segundo o aluno. “Apesar de ser curto, deu trabalho, pois a gente acordava cedo e chegava muito tarde bem casa. Foi um curso intenso, que ocupou muito a mente da gente também, mas aproveitamos ao máximo.”

Para F. e os outros nove alunos da primeira turma do curso de panificação do Senai-SP este é um recomeço de vida. “Estou com mais expectativa de uma vida melhor, de crescer e de fazer outros cursos. E também saber que o que passou, passou. E o hoje só começou”, comemora.

Empresário do setor de panificação conta sua experiência positiva de empregar um ex-detento

Dulce Moraes e Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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O empresário Luis Carlos de Souza é diretor técnico do Sindipan-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

“Há cinco anos, um rapaz bateu na porta da minha panificadora para pedir emprego. Eu admiti o menino, mas não sabia que ele era um ex-detento. Cerca de uns vinte dias depois, quando pedimos a documentação, foi que ele disse o que tinha acontecido. Então eu resolvi acreditar nele.”

O relato é de Luis Carlos de Souza, empresário do setor de panificação e diretor técnico do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria de São Paulo (Sindipan).

Souza diz não ter se arrependido do voto de confiança que deu. “O Serginho trabalhou comigo por dois anos e meio sem nenhum problema. E, hoje, ele trabalha em outra padaria, associada ao Sindipan, e está lá há três anos”, conta.

Sergio não desperdiçou a chance. “Hoje ele já tira folga do padeiro e do confeiteiro. Constituiu família, tem residência fixa”, afirma o diretor técnico do Sindipan.

Segundo o empresário não adianta nada o ex-detento, depois de cumprir sua pena, querer se reintegrar à sociedade e não encontrar nenhuma porta aberta. Sem oportunidades, ele voltará para criminalidade.

O Sindipan é o primeiro em São Paulo a apoiar o projeto Empregabilidade, uma das ações da parceria da Fiesp e AfroReggae, que conta com o apoio do Senai-SP na capacitação profissional.

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Vera Ruthofer, diretora executiva do Sindipan-SP. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Segundo a diretora executiva do Sindipan, Vera Ruthofer, o projeto foi muito bem recebido pelos associados do Sindicato. “A diretoria acolheu a ideia e fez questão de levar para aprovação em assembleia. E todos associados foram unânimes em aceitar o projeto, receber esses egressos e fazer o seu papel social”.

Ela destacou a importância da participação do Senai-SP. “É uma escola referência. Nós temos certeza que todos eles estarão muito capacitadas para desenvolver o melhor pãozinho que nós comemos no café da manhã todos os dias”.

Para os dez alunos da primeira turma do curso de panificação o início das aulas começou na segunda-feira (16/09). A capacitação será de 200 horas de duração, período em que receberão uma bolsa-auxílio, com recursos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) do Ministério da Educação.

Os alunos contarão com acompanhamento familiar promovido pela equipe do AfroReggae e, após a conclusão do curso, poderão ser contratados por panificadoras associadas ao Sindipan-SP.

No bom caminho

Um egresso do sistema prisional será mais dedicado que os outros profissionais?

Luiz Carlos acredita que sim. “Como todos nós, a pessoa que errou na vida tem direito a uma oportunidade. Eu penso que só o fato de eles se prontificarem a fazer um curso de 200 horas, que não é fácil, demonstra que estão interessados em serem reinseridos na sociedade” .

Para o empresário, dar um novo rumo à vida dessas pessoas é um benefício para a sociedade. “Até porque eles erraram e viram que esse não é o caminho. O caminho é o certo, é o bem, é a gente estar trabalhando e produzindo para esse país”, diz.