SINDICATO RESPONSÁVEL: SINDIGRAF – PARCERIAS PELA EDUCAÇÃO

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Por Karen Pegorari Silveira

Segundo a Unesco, no século 21 a educação deixa de ser um mero instrumento de transmissão de informação e passa a ter a responsabilidade de fomentar valores e habilidades.

Por isso entidades do setor industrial também apoiam a melhoria da educação através de programas que beneficiam milhares de crianças, como é o caso do Sindicato da Indústria Gráfica do Estado de São Paulo, o SINDIGRAF.

Criado em 2005, pelo SINDIGRAF-SP e ABIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas já inaugurou 22 bibliotecas em todo o Estado nestes 12 anos de atividade. O projeto é realizado em parceria com as Prefeituras Municipais, que cedem espaços reformados para equipar com computadores e uma extensa variedade de livros, selecionados pela Secretaria da Cultura do Governo do Estado de São Paulo. Em 2017 ultrapassaram a marca de mais de 25 mil livros doados, sempre com o apoio das Seccionais Ribeirão Preto e Bauru da ABIGRAF-SP, fundamentais para a escolha das cidades que recebem as novas Bibliotecas. São milhares de livros, cadernos, cartilhas, entre muitos outros materiais para a formação dos brasileiros.

Segundo o presidente do SINDIGRAF-SP, Levi Ceregato, “Como a entidade representa uma indústria forte e presente no cotidiano, acreditamos que é nosso dever ir além da produção. Temos que apoiar o desenvolvimento educacional, e por isto criamos, em parceria com a ABIGRAF-SP, o Projeto Bibliotecas, ação que visa revitalizar bibliotecas no Estado de São Paulo, premiando alunos que se destacam por meio da leitura”, diz.

Outro projeto da entidade é o Cartão Material Escolar um cartão de débito disponibilizado pelas Prefeituras aos pais de alunos matriculados na rede pública. É uma solução que auxilia na redução de desperdício de recursos na educação, fomenta a economia de Estados e Municípios e fortalece o comércio local, além da geração de empregos e renda. Atrelado a estes benefícios econômicos, o Cartão Material Escolar, aumenta a satisfação e motivação dos alunos da rede pública, por terem liberdade de escolher o seu próprio material.

Entre as vantagens citadas pela entidade estão a eliminação das licitações, o aumento da autoestima do aluno, que pode escolher o seu próprio material, o fomento a economia dos municípios, uma vez que os recursos financeiros permanecem na região, a geração de empregos no comércio local e nas papelarias, eliminação dos atrasos na entrega do material escolar para os alunos, e uma das questões mais importantes: o resgate do envolvimento da família na educação das crianças.

Há também os Seminários de Educação – Escolar Office Brasil, criado em 2013 com o objetivo de promover a formação de professores e educadores de redes públicas e privadas, de forma gratuita, durante a feira Escolar Office Brasil, que chega a sua 31º edição.

A ação conta ainda com a curadoria do Instituto Cultural Lourenço Castanho (ICLOC), e a cada edição aborda temas relacionados à transformação na escola, tendências, gestão escolar entre muitos outros. Na edição que acontecerá no dia 25 de julho de 2017, no Expo Center Norte, estão pré-inscritos mais de 1800 participantes.

Conheça mais ações do Sindicato, acesse – www.sindigraf.org.br


Indústria gráfica ainda existirá por muito tempo, afirmam profissionais do segmento

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Manoel Manteigas, Fábio Mortara, Flávio Botana e Cláudio Baronni.

Para discutir sobre os aspectos atuais e futuros do tema “A Indústria Gráfica”, a Senai-SP editora recebeu nesta quarta-feira (15/08) profissionais e empresários do setor em seu estande na 22ª Bienal Internacional do Livro, que acontece até o dia 19 de agosto no Anhembi, em São Paulo.

Participaram da mesa-redonda Fábio Mortara, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf) e do Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado de São Paulo (Sindigraf); Cláudio Baronni, presidente do conselho consultivo da Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG); Flávio Botana, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica; e Manoel Manteigas, diretor da Escola Senai Theobaldo de Nigris e diretor técnico da ABTG.

Os convidados concordaram que não morrerá tão cedo o produto impresso, seja livro, jornal ou revista. Entretanto, na opinião de Fábio Mortara, falta arrojo, empolgação e percepção geral de que a comunicação impressa se sobressai às demais. “A mensagem eletrônica pode durar alguns anos, mas o livro dura séculos. A publicação impressa é portadora da mensagem e da memória”, afirmou o presidente da Abigraf e do Sindigraf.

Para Cláudio Baronni, da ABTG, a competição entre o papel e o digital terá efeitos diferentes de produção para produção e de região para região. “A mídia impressa nunca vai acabar. Mas qual foi a última vez em que vocês consultaram uma lista telefônica?”, perguntou aos espectadores, que empunhavam seus smarphones e tablets.

“A era digital veio e não acabou com as empresas, que vivem essencialmente de publicidade; é a ‘vaca leiteira’ de qualquer veículo de qualquer editora ou meio de comunicação”, analisou Baronni, ao falar que as publicações convivem com outras mídias e se complementam em muitos casos.

Baronni considera que as agências digitais estão “arrancando”, mas se valendo de papel para transmitirem suas mensagens, principalmente institucionais. “O papel admite inúmeras inovações, e gestão é a palavra-chave”, argumentou o diretor do conselho da ABTG.

A título de informação, Baronni citou que a produção de livros digitais (e-books) nos Estados Unidos já se igualou à do impresso, enquanto no Brasil representa apenas 2%. “As gráficas ainda continuarão funcionando por muito tempo”, arrematou.

Boa impressão

Ao contrário do que se possa imaginar, a produção correta de livros ajuda na preservação do meio ambiente, na visão de Manoel Manteigas, diretor da Escola Senai Thebaldo De Nigris.

“A celulose utilizada na impressão de livros provém de florestas plantadas. E quanto mais papel produzido com manejo controlado, existirão mais áreas com árvores sequestrando gases de efeito estufa”, explicou Manteigas.

Com relação à administração das gráficas como negócio, o diretor da Escola Thebaldo De Nigris ressaltou que a gestão amadora não tem mais espaço no segmento. “Muitas gráficas são empresas de família, tradicionais de geração para geração que amam o que fazem, mas faltam profissionalismo e visão estratégica”, acredita.