Palestras – A INDÚSTRIA RECICLA – SISTEMAS DE LOGÍSTICA REVERSA EM OPERAÇÃO NO BRASIL – RESULTADOS E GARGALOS

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Acesse as apresentações realizadas no seminário “A Indústria Recicla – Sistemas de Logística Reversa em operação no Brasil – Resultados e Gargalos.”


Logística reversa de Eletroeletrônicos (Linha verde, pilhas e baterias)

Palestrante: Ademir Brescansin– Green eletron – Gestora para logística reversa de eletrônicos


Sistema Campo Limpo – Logística reversa de embalagens vazias de defensivos agrícolas

Maria Helena Zucchi Calado- Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias – Inpev


Programa “Dê a mão para o futuro”

Rose Hernandes– Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos – Abihpec –  Clique aqui

Fabricio Soler, Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade do Felsberg Advogados – Clique Aqui


Programa Descarte Consciente de filtro automotivos

Marco Antonio Simon– Associação Brasileira das Empresas de Filtros e Seus Sistemas Automotivos e Industriais – Abrafiltro


Programa Reciclus para logística reversa de lâmpadas

Willian Vagner Gutierrez, Gerente Geral de Operações da Reciclus


Logística reversa de Eletroeletrônicos

Mara Ballam – Gerente Executiva da Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos – Abree


Logística reversa de embalagem plásticas de lubrificantes usadas

Ezio Camillo Antunes, Diretor Executivo do Instituto Jogue Limpo


Logística reversa de embalagem de Saneantes Desinfestantes e Desinfetantes de Uso Profissional

Rodrigo Freua, Consultor da Associação Brasileira de Aerossóis e Saneantes Domissanitários – ABAS


Logística reversa de pneus

Rafael Martins, Gerente Geral da Reciclanip


Logística reversa de óleo comestível

Patrizia Tommasini Coelho, Consultora de Sustentabilidade do Sindicato da Indústria de Óleos Vegetais e seus Derivados do Estado de São Paulo – Sindóleo

Seminário da Média Indústria debate modernização da gestão de pessoas

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Ao abrir nesta quarta-feira (20 de setembro) o painel Reforma Trabalhista: Modernizando a Gestão de Pessoas, no I Seminário da Média Indústria da Fiesp e do Ciesp, o moderador Carlos Bittencourt destacou a importância de discutir amplamente o tema. “Lei não cria empregos, mas uma legislação bem escrita, que dê principalmente segurança jurídica, elimina o medo e permite que se criem empregos”, disse Bittencourt, que é diretor do Departamento da Micro, Pequena e Média Empresa da Fiesp (Dempi).

O painel foi concebido para mostrar como as médias indústrias devem inovar na gestão trabalhista. Começou com a palestra A Atuação da Fiesp e a Conquista das Principais Mudanças na Legislação Trabalhista, feita por Luciana Freire, diretora executiva jurídica da Fiesp, que ao abrir sua exposição destacou que a legislação trabalhista é o tema do momento. “É a bola da vez, com uma mensagem positiva, de bastante otimismo para os empresários.”

Um ponto da modernização destacado por Luciana é o combate que ela faz ao ativismo judicial, graças às mudanças nos processos.

Antes da reforma, pesquisa do FMI mostra o Brasil em 125º lugar num ranking de liberdade do mercado de trabalho de 184 países. O efeito disso é a dificuldade de criação de empregos. Outra pesquisa usada pela Fiesp em sua defesa da modernização trabalhista é do Banco Mundial, sobre eficiência de mercado de trabalho, em que o país também aparece mal.

O cenário jurídico em relação ao trabalho é hoje conflituoso, explicou Luciana, com a legislação estimulando o conflito, com 11.000 novas ações trabalhistas por dia. Direito do trabalho é o assunto mais demandado no Judiciário. A insegurança jurídica é grande e limita as contratações de terceirizados e de trabalhadores temporários, por exemplo.

E a CLT não acomoda novas formas de trabalho, como a remota e a intermitente. A nova legislação atualiza a CLT, 70 anos defasada.

Em abril, a Fiesp fez pesquisa que mostra que era alto o grau de informação entre os industriais sobre a reforma. E 77% acreditavam que traria mais segurança jurídica. E com isso a maioria aumentaria seus quadros de pessoal, havendo a previsão de criação de 150 mil vagas em médio prazo.

Era muito tímida a reforma proposta pelo Governo, abrangendo cinco pontos apenas, mas o relator da reforma na Câmara, o deputado Rogério Marinho, incluiu mais de 100 alterações, explicou Luciana, frisando que houve ampla discussão ao longo da tramitação do texto no Congresso.

A Fiesp atuou ao longo da votação da reforma, lembrou, acompanhando as votações e sugerindo alterações, várias delas atendidas no Executivo e no Legislativo – caso do fim da contribuição sindical obrigatória.

Depois de aprovada a reforma, a Fiesp, acrescentou Luciana, trabalhou pela divulgação das mudanças, com a realização de diversos eventos.

Seu impacto mais relevante será a geração de empregos, destacou Luciana, citando pesquisas dos bancos Itaú, que estima criação de 1,5 milhão de empregos, e Santander (2,3 milhões).

Bittencourt ressaltou a importância de explicar aos trabalhadores o que mudou, para evitar desinformação. Recomendou imprimir e distribuir a cartilha sobre a modernização trabalhista criada pela Fiesp.

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Painel ‘Reforma Trabalhista: Modernizando a Gestão de Pessoas’, do I Seminário da Média Indústria. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Negociações

A segunda palestra da tarde, com o título Valorização da Negociação Coletiva e da Atuação dos Sindicatos, ficou a cargo de Paulo Schoueri, diretor titular do Departamento Sindical da Fiesp (Desin). “Minha visão de empresário era de muito questionamento às negociações, com as empresas não se sentindo participantes e representadas nesse processo”, disse. “A modernização trabalhista é encarada como uma grande oportunidade para as negociações, propiciando ambiente favorável ao diálogo.”

Ter um ambiente de negócios tão desfavorável deve ter relação com a má colocação do Brasil no índice de desenvolvimento humano (IDH), disse. Engessar as empresas não gera desenvolvimento. O diretor do Desin destaca que gosta de lembrar que empresários e trabalhadores estão do mesmo lado.

O fim da contribuição sindical obrigatória representa modernidade, defendeu. As empresas se dispõem a continuar bancando os sindicatos, reconhecendo seu importante papel nas negociações.

A convenção coletiva e a negociação saem fortalecidas da reforma, mas, destaca Schoueri, aumenta a responsabilidade na discussão, pelo peso dado ao combinado sobre o legislado.

Em sua avaliação, as negociações serão difíceis este ano. Pela dificuldade em recuar depois que algo é dado, é preciso oferecer apenas o que é possível, disse. Usar os resultados como base é uma boa medida.

Vai depender dos empresários aproveitar a menor interferência nas negociações. “Acredito no sistema, acredito nos sindicatos, acredito na representação das empresas.”

Bittencourt defendeu que os empresários participem ativamente dos sindicatos, inclusive de suas decisões. Quando os sindicatos se sentirem mais fortalecidos mostrarão resultados melhores, disse.

Wagner Brunini, vice-presidente financeiro da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-SP) e diretor executivo da Brunini Consultoria, manifestou grande preocupação pelo grande número de mudanças simultâneas. “Minha percepção é que não estamos preparados”, afirmou em sua palestra, As Novas Políticas e Procedimentos Trabalhistas.

Daniele Azevedo de Souza, gerente do Departamento Sindical da Fiesp, fez a palestra Alterações no Contrato de Trabalho e nos procedimentos de Homologação. Recomendou refletir profundamente. “Talvez seja o momento de uma reengenharia dos processos” em relação à gestão de pessoas, disse. Pode haver um ganho de competitividade aplicando a legislação.

Ressaltou mudanças na jornada de trabalho, como por exemplo não considerar mais como tempo à disposição o período em que o empregado permanece na empresa para exercer atividades particulares.

E ficam bem delimitados outros pontos, como intervalo para almoço. A legislação revogou o artigo que tratava da homologação da rescisão de contratos de trabalho, frisou Daniele.

Câmara Ambiental da Indústria Paulista – reunião 14/07/2016


Confira as apresentações realizadas na 3ª Reunião da Câmara Ambiental da Indústria Paulista (CAIP) 2016 que ocorreu no dia 14 de julho.


Apresentação da empresa Embraco (fabricante de compressores herméticos para refrigeração) sobre caso prático de implementação da Economia Circular no Brasil.


Decisão de Diretoria da Cetesb nº Nº 120/2016/C,  que define “Procedimentos para o licenciamento ambiental de estabelecimentos envolvidos no sistema de logística reversa, para a dispensa do CADRI e para o gerenciamento dos resíduos de equipamentos eletroeletrônicos pós-consumo”.


Confira a reportagem sobre a reunião aqui.


Sindicatos em Ação (Revista Eletrônica)

Revista eletrônica bimestral, que destaca ações dos Sindicatos que representam as indústrias do estado de São Paulo.

Edição nº 24 de Fevereiro | 2017

Destaque: “O que mudou nas Normas Regulamentadoras”

Veja também:
. SITIVESP entrega prêmio;
. SINCS faz Assembleia em Comandatuba;
. SIPAN promove PANEXPO.

Para acessar a edição na integra, clique aqui.

Veja edições anteriores:



Entidades discutem ações ante decisão da 1ª Seção do STJ que retira incidência do IPI

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Aproximadamente 60 pessoas – entre diretores da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e presidentes, delegados e representantes de sindicatos filiados à entidade – participaram de uma reunião nesta sexta-feira (24/10) para debater decisão tomada em junho pela 1ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que retira a incidência de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) na revenda de mercadorias importadas que não sofreram processo de industrialização no mercado interno.

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Helcio Honda, diretor do Dejur: decisão do STJ cria uma diferenciação não isonômica. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


“O que causa preocupação é de [se criar] jurisprudência sobre o tema e a repercussão sobre ações individuais”, afirmou o diretor titular do Departamento Jurídico (Dejur) da Fiesp, Helcio Honda. “A decisão do STJ cria uma diferenciação não isonômica, em relação ao produto importado. Haveria uma descompetitividade da indústria”, argumentou Honda.

Na sequência, o analista André Vasconcelos, do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, apresentou um estudo que faz uma estimativa do impacto, para quem produz no Brasil, dessa decisão da 1a Seção do STJ .

Na análise do Decomtec, considerando o cenário para 2015, com a alteração nas regras de IPI, os produtos importados estariam subtraindo o equivalente a cerca de R$ 10 bilhões anuais do mercado de produtos brasileiros, com impacto de redução de aproximadamente 36.000 empregos. O percentual de substituição seria de 0,6%.

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Honda: Fiesp está atenta. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

“Caso prevaleça essa decisão, temos uma aceleração de curva da taxa de substituição do produto nacional pelo produto importado”, disse Vasconcellos, ressalvando que os parâmetros utilizados no estudo foram conservadores – quanto maior for a alíquota do IPI conforme o segmento, maior seria esse impacto no preço do produto para o comsumidor.

“No longo prazo, intensifica-se a tendência de aumento do coeficiente de penetração dos produtos importados no consumo domestico”, concluiu o analista do Decomtec.

No final da reunião, Helcio Honda disse que a Fiesp está atenta e que a entidade vai desenvolver um trabalho de base para que haja um novo entendimento sobre a questão, de modo a evitar condições danosas para a indústria brasileira.

Fiesp lança Projeto de Excelência Sindical

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Foi lançado nesta segunda-feira (14/07) o Projeto de Excelência Sindical da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). A iniciativa é resultado de um amplo trabalho da Central de Serviços (Cser) da entidade. O objetivo é colaborar para o desenvolvimento e a inovação das atividades dos sindicatos, de modo a transformar as entidades em organizações modernas.

“O projeto servirá para que os executivos dos sindicatos possam exercer suas funções de forma mais profícua”, explicou o diretor-titular adjunto da Cser, Marcio Giusti.

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Reunião que lançou projeto. Foto: Everton Amaro/Fiesp


O projeto será estruturado em sete prioridades estratégicas: gestão estratégica, defesa de interesse e desenvolvimento setorial, promoção associativa, comunicação, gestão administrativa, gestão de produtos e serviços e gestão de recursos físicos e humanos.

Cada um será tema de um workshop, que serão oferecidos aos sindicatos que cumprirem os requisitos até o fim de 2014. Após as capacitações, o sindicato receberá a certificação GP7 Fiesp, de excelência sindical.

De acordo com o consultor Milton Oyas, um dos responsáveis pelo desenvolvimento do projeto, o objetivo é trazer novos olhares de como cuidar dos associados. “É importante valorizar o trabalhador da indústria, é fundamental trabalhar a retenção de clientes e prospecção de novos. E é vital conquistar as novas gerações de empresários.”

Fórum ‘Sou Capaz’: Estado de São Paulo já emprega 100 mil pessoas com deficiência; meta é chegar a 250 mil

Djalma Lima, Agência Indusnet Fiesp

A Lei nº 8.213/91, chamada “Lei de Cotas”, completa 21 anos no próximo dia 24 de julho – e com bons frutos, na avaliação do superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo José Roberto de Melo.

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José Roberto de Melo, superintendente Regional do Trabalho e Emprego do Estado de São Paulo

“Somente no Estado de São Paulo, há 100 mil pessoas [com algum tipo de deficiência] no mercado de trabalho; a meta é chegar 250 mil”, disse Melo ao participar do Fórum Setorial “Sou Capaz”, realizado nesta quarta-feira (27/06) na sede da Fiesp/Ciesp, com a presença de sindicatos, seus associados, diretores regionais e empresas associadas às duas entidades.

O evento teve como finalidade apresentar conceitos sobre a obrigatoriedade imposta pela Lei e esclarecer suas regras e aplicações para a contratação de profissionais com deficiência nas empresas brasileiras.

O último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatítica (IBGE) revelou que 24,5% da população brasileira têm algum tipo de deficiência. Segundo o gerente Regional do Trabalho e Emprego, Carlos Alberto de Oliveira, essa grande massa de deficientes encontra-se em casa, não tem acesso à educação e muitos são analfabetos.

“Este é o problema, porque o mercado procura aqueles mais preparados, com qualificação e educação. As empresas buscam pessoas com deficiência leve para preencher o quadro de cotas”, pontuou.

O debate também contou com a participação da coordenadora geral dos Serviços Previdenciários e Assistenciais do INSS, Renata de Sá.

Programa Sou Capaz

O “Sou Capaz” é parte do esforço da Fiesp no sentido de buscar equivalência de oportunidades para todos os cidadãos, ampliando cada vez mais sua participação na formação do capital humano no Estado de São Paulo. Foi criado, por meio do seu Departamento de Ação Regional (Depar), para atender uma real necessidade da Indústria relativa ao cumprimento da Lei nº 8213/91. Sua missão é buscar facilitadores para o cumprimento da Lei pela indústria e a efetiva e eficiente inclusão das pessoas com deficiência (PcD) no mercado de trabalho.

O programa contempla a consolidação de dados e informações socioeconômicos, legais e jurídicos, visando à integração entre a indústria, o poder público, as instituições de ensino e a sociedade, para que todos passem a participar do processo de “gestão do Capital Humano” de maneira estratégica, planejada e conjunta, bem como articular políticas públicas para a sua melhoria.

Saiba mais no site: http://www.fiesp.com.br/trabalhadores-com-deficiencia/programa-sou-capaz/

Fiesp, sindicatos e Abimaq querem corte mais agressivo nos juros

Agência Indusnet Fiesp

A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de reduzir a taxa Selic em 0,5 p.p. indica continuidade no processo de redução da taxa de juros.

A Fiesp, o Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a Abimaqvêm a público alertar que a produção manufatureira do país apresentou queda de 2% na passagem de agosto para setembro. Encerrou o terceiro trimestre com recuo de 0,8% ante o segundo, a maior queda desde o primeiro trimestre de 2009, quando apontou redução de 6,6%.

Já o comércio varejista, que vinha mostrando vigor, apresentou contração de 0,7% no terceiro trimestre com relação ao segundo. O decepcionante desempenho do Dia das Crianças já provocou uma revisão para baixo das expectativas de venda para o fim do ano. Por fim, o mercado de trabalho e o crédito também exibem sinais de esfriamento. As entidades lembram que, desde o início do ano, vêm cobrando a redução dos juros e alertando para o arrefecimento da atividade econômica no país.

Ao reduzir a taxa de juros, o Copom tenta diminuir os impactos negativos da crise internacional sobre o crescimento econômico brasileiro. É importante frisar que a redução da taxa de juros implicará economia adicional para os cofres públicos. Cada ponto percentual da taxa Selic equivale a R$ 17 bilhões em gastos públicos adicionais.

O governo despenderá este ano mais de R$ 240 bilhões com juros, enquanto a saúde recebe apenas R$ 70 bilhões e a educação, menos de R$ 60 bilhões. Além disso, os altos juros encarecem nossos produtos e levam parte da renda de nossos consumidores. Para alertar a sociedade sobre os danos dos altos juros, nossas entidades fizeram o Movimento por um Brasil com Juros Baixos.

A situação é grave e não há pressão inflacionária, e concordamos que o Copom deveria ter feito um corte mais agressivo na taxa de juros, para afastar de vez o risco de redução da produção e do emprego.

Paulo Skaf, presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Miguel Eduardo Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo

Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

Luiz Aubert Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

Fiesp e sindicatos trabalhistas lançam movimento conjunto contra juros altos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp: "Faz 16 anos que os juros no Brasil são um absurdo. Não podemos deixar que continue na especulação"

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e sindicados de trabalhadores oficializaram nesta terça-feira (18) o Movimento por Brasil com Juros Baixos: Mais Empregos e Maior Produção, enquanto o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) realiza seu primeiro dia de reunião mensal para decidir a taxa básica de juros Selic.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, participou do lançamento e reforçou que reduzir os juros para aumentar a produção e, consequentemente, o consumo, é um desejo em comum entre os sindicatos patronais, os trabalhadores e a sociedade.

“Nós não podemos permitir que continue na especulação. Faz 16 anos que os juros no Brasil são um absurdo”, declarou Skaf. Atualmente, a Selic ocupa o patamar de 12%. A decisão da autoridade monetária será conhecida nesta quarta-feira (19).

De acordo com instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central, pela quarta semana consecutiva, o mercado manteve a previsão para a Selic em 11% ao final deste ano. Para 2012, os economistas consultados preveem um patamar de 10,50% ao ano, segundo relatório Focus da divulgado na segunda-feira (17).

Na avaliação de Skaf, a divergência de interesses entre o empresariado e trabalhadores é mínima e será resolvida. “Temos que quebrar paradigmas. Essa história de estarmos divididos é boa para quem não quer o desenvolvimento do País. Ninguém aqui imagina transformar o País sem que haja o desenvolvimento com justiça social.”

O deputado e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, afirmou que comprar uma briga contra os juros altos não é “lidar com qualquer um”.

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Paulo Pereira da Silva, presidente da Força Sindical: "Comprar uma briga contra os juros alto não é lidar com qualquer um. Estamos enfrentando o sistema financeiro"

“Estamos enfrentando o sistema financeiro, Paulo Skaf”, salientou o deputado ao citar três nomes que deram início ao movimento: Sérgio Nobre, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, e o presidente da Fiesp.

Sem justificativa

Durante o evento, economistas afirmaram não haver justificativa para o Brasil manter a taxa básica de juros em elevado patamar. Em junho de 2009, pela primeira vez na história do País, o BC reduziu a Selic para um dígito, um patamar inédito de 9,25% ao ano.

“Não há nada que nos impeça de ter uma taxa de juros civilizada, a não ser o medo”, observou o professor doutor do Instituto de Economia da Unicamp e presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann. Ele acrescentou que o fortalecimento da produção nacional e a consequente geração de emprego podem fazer com que o Brasil deixe para trás “a marca de subdesenvolvimento”.

“Esse movimento não é apenas para fazer com que o País recupere seu nível de antigamente, mas também para que cresça no próximo ano”, disse o economista, ressaltando que se não houver uma baixa da Selic, o País pode registrar um “crescimento negativo no ano que vem”.

Para o professor-doutor do Departamento de Economia da PUC-SP, Antonio Corrêa Lacerda, o grande desafio para o Brasil é tornar o Banco Central independente do governo e do mercado e ter total autonomia em suas decisões.

Ele reforçou o discurso de Pochmann de que não há justifica para a Selic a 12% ao ano. “Estamos diante de uma gravíssima crise internacional, e o Brasil precisa tomar medidas para não importar essa crise. Temos todas as condições para baixar a taxa de juros. No G20, o Brasil está entre os que têm fundamentos melhores, ao contrario de Grécia, Portugal e até mesmo EUA. Nós temos bons indicadores”, argumentou Lacerda.

Para assinar o manifesto pelos juros baixos clique aqui.

“Mais de R$ 1 trilhão em 5 anos! Chega de pagar os juros mais altos do mundo”, diz Skaf

 Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

Após o lançamento do Movimento por Brasil com Juros Baixos: Mais Empregos e Maior Produção, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e os representantes das centrais sindicais realizaram no final da manhã desta terça-feira (18) uma passeata até a sede do Banco Central, na Avenida Paulista. A reivindicação pela queda da taxa básica de juros reuniu cerca de 1.000 pessoas, entre trabalhadores e empresários, que se concentraram em frente ao BC.

“Estamos confrontando a política monetária brasileira porque o País necessita de juros mais baixos e de menos especulação. Neste ano serão pagos R$ 250 bilhões de juros, nos últimos cinco anos se pagou mais de R$ 1 trilhão, nos últimos oito anos mais R$ 2 trilhões de reais. O que Brasil precisa, de fato, é de dinheiro investido na produção, na geração de emprego, no desenvolvimento, e não ficar pagando para especuladores os juros mais altos do mundo nestes 16 anos seguidos”, exclamou Skaf durante entrevista coletiva.

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp (com a bandeira do Brasil nos ombros) e líderes sindicais à frente da passeata até o Banco Central, na Avenida Paulista

Ao defender que este é um manifesto da sociedade brasileira, o presidente da Fiesp afirmou que o Banco Central não pode ser responsável pelo destino do País. “O BC tem uma missão focada somente na moeda. Não cabe ao BC decidir o futuro do Brasil e do povo brasileiro, mas sim ao governo, à presidente Dilma Rousseff. E cabe à sociedade brasileira exigir que as coisas aconteçam de forma correta”, reforçou Skaf.

O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, explicou que a ideia do movimento é mostrar a insatisfação dos trabalhadores e do empresariado brasileiro a cada 45 dias, quando ocorre a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

“Somos campeões de juros altos há 16 anos, e com isso o Brasil não cresce e nem se desenvolve. Essa união de centrais sindicais, trabalhadores e empresariado é para dizer que não aguentamos mais esta situação”, completou Pereira.

Presidente da Fiesp participa do 2º Congresso Nacional da UGT

Daniela Morisson, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, participou nesta quinta-feira (14) do 2º Congresso Nacional da União Geral dos Trabalhadores, que reuniu cerca de três mil sindicalistas no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. O evento discutiu os rumos do movimento sindical, através de temas como educação, qualificação profissional e ampliação dos direitos trabalhistas.

Ricardo Patah, presidente nacional da UGT, falou sobre os obstáculos à justiça social, um dos lemas do Congresso. “Nós trabalhadores da UGT, assim como a Fiesp, queremos um Brasil de inclusão. Não faz sentido um país prestes a se tornar a quinta potência do mundo, ocupar o 80º lugar, quando o assunto é distribuição de renda. A participação efetiva do trabalhador na sociedade depende exclusivamente de um política monetária adequada às questões sociais e do crescimento econômico”.

O presidente da Fiesp ressaltou a importância da união entre sindicatos e indústria, e os objetivos comuns que aproximam as duas frentes de atuação. “Antes de pertencer ao movimento sindical, empresarial, nós somos brasileiros. E como brasileiros, temos que estar unidos para o bem do nosso País, do emprego, das pessoas, da educação, da formação profissional”, enfatizou.

Brasil é o 4º país em acidentes fatais nas empresas, informa advogada do Desin/Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Helena Pedrini Leate, advogada do Desin/Fiesp

O Brasil é o quarto país em acidentes fatais em fábricas, com 83 acidentes de trabalho a cada hora e quatro mortes por dia, informou nesta sexta-feira (1º) a advogada do Departamento Sindical (Desin) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Helena Pedrini Leate.

A advogada palestrou para o seminário A Nova Norma Regulamentadora (NR) 12 – máquinas e equipamentos. Engenheiros e técnicos de segurança do trabalho de empresas como a Usiminas, Minerva e Toyota, além de representantes de sindicatos patronais, participaram do encontro que esclareceu a norma reformulada e aprovada pela Portaria 197 em dezembro de 2010.

Com o título Máquinas e Equipamentos, a nova NR 12 tem como objetivo principal reduzir acidentes típicos que envolvem operadores e maquinários de fábrica e prevenir doenças ocupacionais.

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Oduwaldo Alvaro, diretor do Desin/Fiesp

“Além das complicações sociais causadas pela mutilação, isso [acidentes] afeta também o bolso do empresário”, afirmou Oduwaldo Alvaro, diretor do Desin, que dirigiu a mesa de palestrantes.

Outro objetivo da regulamentação reformulada é oferecer informações sobre práticas eficientes de segurança de máquinas, além de garantir uma nova geração de maquinários com conceitos de segurança desde o projeto, passando pela fase de utilização até o momento do descarte.

A norma também prevê a adequação dos equipamentos já existentes nas empresas ao novo padrão estabelecido, explicou José Carlos de Freitas, consultor do Sindipeças.

“Vocês precisam envolver as pessoas em um processo de mudança de cultura. Primeiro você implanta, depois capacita, depois muda o comportamento e a cultura dos operadores”, recomendou Sidney Peinado, consultor do Sindicato de Artefatos de Metais não Ferrosos do Estado de São Paulo (Siamfesp).

Apelo

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Sidney Peinado, consultor do Siamfesp

Oduwaldo, que também é diretor-executivo do Siamfesp, acompanhou, como representante da Fiesp e da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a evolução do novo texto da NR 12 na Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP). Ele acredita que a nova regulamentação atua a favor indústria, mas ainda são necessários mais mecanismos de proteção à produção nacional e ao emprego.

“Tudo aquilo que nós fizemos durante anos e anos, criando um parque industrial para o Brasil, vamos ter um problema seríssimo se não criarmos mais mecanismos de proteção. Esse é o apelo que faço para que todos tenham essa consciência.”