Em reunião plenária, Copagrem da Fiesp debate situação do setor

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Nesta segunda-feira (30/06), o Comitê da Cadeia Produtiva do Papel, Gráfica e Embalagem (Copagrem) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) realizou sua reunião plenária. Em pauta, a atual situação do setor e algumas projeções para os próximos anos.

Eduardo Salomão, diretor do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), apresentou resultados da pesquisa acadêmica “Crescimento da indústria editorial de livros no Brasil e seus desafios”.  Um dos objetivos foi identificar o momento do mercado para avaliar a introdução do livro eletrônico no Brasil e conseguir traçar a história da indústria editorial brasileira nos últimos 200 anos.

“Vale destacar que o cenário econômico não muda muito ao longo dos 200 anos de história do livro no Brasil. Evidentemente que a escala mudou, mas a questão econômica não”, disse Salomão, que também afirmou que o consumo de livros está estagnado nos últimos anos. “A indústria vem sofrendo com os preços, a desoneração de 2006 fez o preço do livro cair e se manter baixo”.

Zanotto: “É fundamental que as indústrias de São Paulo e do Brasil avancem com os europeus em inovação e tecnologia”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Zanotto: “Nas perspectivas para 2014, temos uma ampliação de quase 3% no déficit de comércio exterior de manufaturados com relação a 2013”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para falar sobre as projeções para o comércio exterior, foi convidado o diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto. “Nas perspectivas para 2014, temos uma ampliação de quase 3% no déficit de comércio exterior de manufaturados com relação a 2013, com a exportação crescendo um pouco menos que a importação”, apresentou Zanotto.

O cientista político e colunista da TV Estadão, Carlos Melo, traçou um panorama do cenário político brasileiro para 2014 e 2015. “Qualquer candidato que for eleito, governará sob um céu de turbulência, com ajustes lentos”, disse Melo, que trouxe fatores que vão influenciar nas eleições desse ano, como a questão da Copa do mundo e as diferenças com eleições anteriores.

“Hoje, no Brasil, temos 1/3 de eleitores beneficiados, 1/3 de indignados e 1/3 de indecisos, uma sociedade dividida. A disputa esse ano será mais pesada do que as outras”, afirmou.

Indústria Brasileira de Árvores

Ibá é a nova associação que representa a cadeia produtiva de árvores plantadas

Ainda na reunião, foi feita a apresentação da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), nova associação do setor. Quem falou sobre a Ibá foi a presidente executiva, Elizabeth de Carvalhaes.

“O setor de celulose, papel, madeira é pulverizado com várias associações e o governo brasileiro começou a questionar isso, já que a base florestal de eucalipto é uma só, sob o mesmo marco legal”, contou. “Por isso juntamos todas as indústrias numa só associação, com novo viés econômico.”