Inovação tem que estar no planejamento estratégico da empresa, diz titular do Decomtec da Fiesp

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

A gestão de recursos financeiros é uma das grandes dificuldades dos empresários é sistematizar e implementar a inovação dentro da indústrias, de acordo com José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Decomtec/Fiesp

“O investimento em inovação deve ser medido a médio e longo prazo, o resultado disso pode demorar algum tempo”, explicou Roriz Coelho, destacando que o processo de Inovação tem que estar no planejamento estratégico de empresas de todos os portes.

O titular do Decomtec/Fiesp foi um dos participantes do painel Inovar para agregar valor ao seu negócio, parte da programação do VII Congresso da Micro e Pequena Indústria (MPI), evento realizado nesta quarta-feira (10/10).

A inovação, segundo Roriz Coelho, deve ser preocupação de todos os colaboradores da empresa, em todos os níveis, principalmente os empresários e gerência, que devem estar convencidos da importância de inovar.

“Hoje, um produto inovador é de quem implementa e executa mais rápido e não mais de quem tem apenas a ideia”, afirmou, lembrando que a inovação também tem que aumentar a margem de vendas.

Roriz Coelho criticou ainda o excesso de burocracia no país e afirmou que o acesso ao crédito é muito complicado. “Precisamos virar a página de ficar convencendo que o Brasil tem inovação e partir para a inovação efetiva.”

Gestão de pessoas

No mesmo debate, o presidente do Sindicato Nacional da Indústria e Estamparia de Metais (Siniem), Antonio Carlos Teixeira Álvares, disse que inovação não é só o novo, mas sim a novidade que, ao implantada, gerou resultados.

“Tudo aquilo que a gente faz para melhorar o dia a dia – e que traz resultado – é inovação”, afirmou, ressaltando que o abandono da chamada inovação incremental é um erro – em sua visão ela é fundamental para viabilizar a inovação radical.

Teixeira Álvares afirmou que a inovação radical não necessita, obrigatoriamente, de novas tecnologias. “Ela é radical não porque traz uma nova tecnologia, mas porque transforma”, explicou.

Ao concluir, lembrou que as empresas inovadoras são as que cuidam de seus funcionários. “Trazer as pessoas para inovar e ter um canal de comunicação aberto é transformar essas pessoas em parceiros”.

O painel contou com a presença do especialista do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), Sérgio Ricardo Gromik; e do representante do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), Osvaldo Lahoz Maia.