Skaf participa em Taubaté da aula inaugural da Patrulha Digital

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp e do Senai-SP, Paulo Skaf, esteve neste sábado (30 de setembro) em Taubaté para a aula inaugural do curso de capacitação de 150 voluntários, alunos do Senai-SP que integrarão a Patrulha Digital em Taubaté. “Os alunos do Senai-SP são muito bem preparados e são movidos por um espírito de solidariedade em relação às famílias mais carentes”, afirmou em entrevista coletiva

Ao todo, 45 mil alunos da entidade serão treinados em todo o interior do Estado de São Paulo para orientar a população sobre a transição do sinal analógico para a tecnologia digital. A ação faz parte da parceria entre a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Seja Digital, empresa responsável pela migração para o sinal digital em todo o Brasil, e o Senai-SP.

Skaf com a turma da aula inaugural da Patrulha Digital em Taubaté. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

 

No Vale do Paraíba e em outras quatro regiões do interior, que compreendem 158 municípios, o sinal analógico deverá ser desligado no dia 29 de novembro. Alunos de diversos cursos do Senai-SP serão capacitados para orientar os moradores e ajudar na instalação dos conversores que adaptam as tevês de tubo à nova tecnologia digital.

Nas regiões onde haverá o desligamento do sinal analógico serão distribuídos gratuitamente kits compostos por conversor digital, antena e cabos para a população de baixa renda. Para isso, é necessário estar cadastrado nos programas sociais do governo federal como, por exemplo, o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Luz para Todos.

Lista de regiões e municípios que terão o sinal analógico de TV desligado em 29/11:

Campinas – Aguaí, Águas da Prata, Águas de São Pedro, Alumínio, Americana, Amparo, Araçariguama, Araçoiaba da Serra, Araras, Artur Nogueira, Boituva, Cabreúva, Campinas, Campo Limpo Paulista, Capela do Alto, Capivari, Cerquilho, Charqueada, Conchal, Cordeirópolis, Cosmópolis, Elias Fausto, Engenheiro Coelho, Espírito Santo do Pinhal, Estiva Gerbi, Holambra, Hortolândia, Indaiatuba, Iperó, Ipeúna, Iracemápolis, Itapira, Itatiba, Itobi, Itu, Itupeva, Jaguariúna, Jarinu, Jumirim, Jundiaí, Leme, Limeira, Louveira, Mairinque, Mogi Guaçu, Mogi Mirim, Mombuca, Monte Mor, Nova Odessa, Paulínia, Pedreira, Piedade, Piracicaba, Pirassununga, Porto Feliz, Porto Ferreira, Rafard, Rio Claro, Rio das Pedras, Saltinho, Salto, Salto de Pirapora, Santa Bárbara D’Oeste, Santa Cruz da Conceição, Santa Gertrudes, Santa Maria da Serra, Santa Rita do Passa Quatro, Santo Antônio de Posse, São João da Boa Vista, São Pedro, São Roque, Serra Negra, Socorro, Sorocaba, Sumaré, Tambaú, Tapiraí, Tatuí, Tietê, Torrinha, Valinhos, Vargem Grande do Sul, Várzea Paulista, Vinhedo e Votorantim.

Franca – Aramina, Barretos, Batatais, Buritizal, Colina, Colômbia, Cristais Paulista, Franca, Guaíra, Guará, Igarapava, Ipuã, Itirapuã, Ituverava, Jaborandi, Jeriquara, Miguelópolis, Nuporanga, Patrocínio Paulista, Pedregulho, Restinga, Ribeirão Corrente, Rifaina, São Joaquim da Barra e São José da Bela Vista.

Ribeirão Preto – Altinópolis, Barrinha, Brodowski, Cravinhos, Jaboticabal, Jardinópolis, Luís Antônio, Morro Agudo, Orlândia, Pitangueiras, Pontal, Ribeirão Preto, Sales Oliveira, Santa Cruz da Esperança, Santo Antônio da Alegria, São Simão, Serra Azul, Serrana, Sertãozinho e Taquaral.

Santos – Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Vale do Paraíba – Aparecida, Atibaia, Bragança Paulista, Caçapava, Cachoeira Paulista, Campos do Jordão, Canas, Cruzeiro, Guaratinguetá, Igaratá, Jacareí, Lorena, Pindamonhangaba, Piquete, Potim, Roseira, São José dos Campos, Taubaté e Tremembé.

Avança conversão das TVs para o sinal digital em São Paulo

Graciliano Toni, Agência Indusnet Fiesp

Nesta quarta-feira (22/2) o seminário Desligamento da TV Analógica em São Paulo mostrou a evolução do processo de transição do sinal analógico para o digital na TV aberta, com o envolvimento dos alunos do Senai-SP. A meta é qualificar 75.000 alunos do Senai-SP para que deem orientações às famílias das comunidades em que vivem.

Luiz Roberto Antonik, diretor geral da Abert – Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão e executivo da Rede Paranaense de Comunicação (RPC), relatou duas experiências, uma pequena, Rio Verde (GO) com 200.000 habitantes, depois Brasília, em que não houve nenhum problema. E as pessoas se disseram impressionadas pela qualidade da imagem da TV digital, afirmou. Agora o desafio é São Paulo, com 7 milhões de domicílios e 21 milhões de pessoas em 39 municípios –incluindo a capital. O desligamento do sinal analógico inclui a distribuição de 1,5 milhão de kits de conversão para os aparelhos convencionais de TV.

A previsão de desligamento é 29 de março, explicou. É uma quarta-feira. No sábado anterior será divulgada pesquisa que mostrará se o grau de conversão terá atingido os 90% exigidos para o término do processo. Só que os 10% da diferença representam 700.000 casas. A Seja Digital vai ser grande ajuda, ressaltou. E é ela que cuida divulgação.

André Dias, diretor de Comunicação do Sistema Globo de Comunicações, lembrou a possibilidade de entrada dos alunos do Senai-SP no mercado de trabalho após o trabalho na conversão para a TV digital. Dias lembrou que há uma campanha feita pelas emissoras de TV, que inclui tutoriais e até uma contagem regressiva exibida nos televisores de quem ainda não tem o sinal digital.

Patrícia Abreu, diretora de comunicação da Seja Digital, frisou a importância do trabalho conjugado da sua instituição com as empresas de radiodifusão. Tem sido um processo valiosíssimo, disse. A conversão é um processo mundial, com 68 países já o tendo concluído e 55 estando com ele em andamento. A Seja Digital é uma associação de Algar, Claro, Tim e Vivo criada especificamente para acelerar o processo de conversão para o sinal digital. Com ele, parte do espectro de transmissão do sinal fica disponível para a banda larga (LTE). O processo deve estar concluído em 2023 no Brasil.

Os kits de conversão podem ser pedidos pelo telefone 147 ou pelo site sejadigital.com.br/kit. O público é a população de baixa renda, como os beneficiários de programas sociais do governo federal. “Nosso compromisso é não deixar ninguém para trás”, diz Patrícia. Foram distribuídos 600.000 kits, do 1 milhão de agendados.

Também participou do evento Paulo Machado de Carvalho Neto, presidente da Aesp (Associação das Emissoras Rádio e Televisão do Estado de São Paulo) e diretor da Rede Jovem Pan, que disse estar certo de que o objetivo do processo de conversão será atingido.

Reunião da Fiesp sobre o processo de desligamento do sinal analógico de TV. Foto: Ayrton Vigola/Fiesp

Reunião da Fiesp sobre o processo de desligamento do sinal analógico de TV. Foto: Ayrton Vigola/Fiesp

Grupo que define migração da TV prevê sinal digital em todos os municípios brasileiros até 2018

Anne Fadul, Agência Indusnet Fiesp

A migração do sinal analógico para o digital na TV brasileira tem prazo.  Até 2018, todos os municípios do Brasil deverão ter transmissão digital. A informação foi dada pelo presidente do Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), Rodrigo Zerbone, na manhã desta quarta-feira (18/5), durante o workshop “As oportunidades de TIC entre União Europeia e o Brasil”, promovido pela Fiesp em parceria com a EuroBrasil.

O Gired é um grupo formado por representantes da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Ministério das Comunicações, Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), entidades que representem os radiodifusores, que decidem todo o processo de migração das TVs analógicas para os canais digitais.

Segundo Zerbone, o grupo opina sobre como deve ser feita essa migração, a distribuição dos conversores de TV digital, antenas e filtros para a população de baixa renda, e as cidades onde poderá haver a antecipação do cronograma do switch off (desligamento) analógico. “A partir disso, foi estabelecido um cronograma inicial tendo Rio Verde, no interior de Goiás, como cidade piloto. Seguido de Brasília, São Paulo e as outras capitais”, disse.

No entanto, houve atraso do desligamento em Rio Verde, previsto para novembro de 2015 e que só foi concluído em março deste ano. Ela se tornou a primeira cidade do país a ter exclusivamente TV digital. Questionado sobre quais os impactos que os atrasos podem causar nos investimentos e como o governo avalia essa questão, Zerbone explicou que durante o processo surgiram alguns problemas. “A população teve muita dificuldade de aquisição de conversores. Isso gerou pouco menos de 80% de casas preparadas na data prevista, não alcançando o percentual, que era de 93%, gerando um processo de reformulação e replanejamento de todos os mecanismos envolvidos”, disse. O piloto gerou um estudo que foi aprovado pelo Gired e que teve alterações em algumas decisões que devem ser tomadas durante o processo e que foram recomendadas para o Ministério das Comunicações a fim de lidar com esses entraves, evitando adiamentos no cronograma. “Ter essa experiência em Rio Verde foi excepcional no ponto de vista de aprendizado”, concluiu Zerbone.

Das lições que se pode tirar com o processo de Rio Verde e como o governo está preparado para enfrentar novos desafios, Luis Roberto Antonik, diretor geral da Abert, disse que foi um grande aprendizado. “Começando pelo governo: em menos de um ano e meio, nós tivemos quatro ministros, e quando isso acontece muda tudo no ministério, e temos dificuldade natural de gerenciamento. Mas o Gired tem um papel importante e acaba suprindo essas necessidades do processo de migração”, comentou. Para ele, Brasília será um desafio maior. “Primeiro porque há 20 vezes mais população que na cidade piloto. Percebemos também que as pessoas de baixa renda só vão trocar o aparelho quando forem pressionadas e só vão fazer isso no final do período. Outro ponto é a questão das propagandas, as ações mercadológicas e a comunicação, que precisam ser voltadas mais para as classes D e E. Com essa crise econômica e a alta do dólar isso vai ser desafio ainda maior”, afirmou.

Apesar dos entraves em Rio Verde, Antonik enxergou positivamente o atraso no cronograma. “A experiência lá foi excelente, aprendemos muito. Nos Estados Unidos a migração atrasou cinco vezes, então não precisamos ficar aqui chorando pelo atraso, que ocorreu apenas uma vez. O índice de digitalização foi de 94% das casas lá (em Rio Verde); perdemos apenas de 1 a 2% de audiência”, disse.

Eduardo Bicudo, superintendente de suporte da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), disse que a TV aberta é um gênero de primeira necessidade para a população, mais que em qualquer outro país.

“Nos Estados Unidos a maioria da população assiste TV paga. No Brasil não é assim. Os brasileiros assinam TV a cabo para ter qualidade de imagem e ver a TV aberta. Acredito que a migração deveria ser feita de forma escalonada. Durante uma semana desliga o analógico por um determinado tempo e aos poucos avisa a população que ‘o gato subiu no telhado’.” Isso, afirmou, atinge menos do que o choque de tirar a TV do ar do dia para noite.

Oportunidades e desafios para as emissoras

Alexandre Sano, gerente de engenharia e expansão de rede do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), também participou do evento e disse que e emissora tem interesse em distribuir e fornecer a melhor qualidade de conteúdo, mas acredita que o processo é delicado. “Duas operações juntas envolvem manutenção e uma série de custos. Se o digital tivesse atingido todo mundo esse custo não existiria. Essa migração em qualquer lugar é bastante delicada. Nos Estados Unidos houve cinco adiamentos, mas é um mercado diferente. Aqui a população com TV aberta é grande, e é uma opção de entretimento importante. Não podemos correr o risco de perder esse público e ter apagão televisivo, isso traria risco não só para a população, mas para o mercado”, afirmou. Segundo ele, é preciso considerar que o investimento por parte das emissoras é alto. “Acho que o trabalho do Gired é para avaliar e ter diversidade de participação, para conseguir analisar os pontos de todos os envolvidos”, completou.

José Chaves, diretor de engenharia e tecnologia da TV Bandeirantes, acredita que o atraso no cronograma facilitará a migração de uma maneira mais efetiva. “O país está em crise, e há um grande sacrifico das emissoras para fazer esse investimento. Claro que é uma oportunidade de melhorar o sinal e transmitir um produto de maneira digital com qualidade superior. Para a população é um ganho expressivo, no entanto, para mercado, o investimento é grande”, afirmou.

Já a Rede Record declarou que vem fazendo investimentos elevados focados na transmissão e vai atingir o cronograma estabelecido pelo Ministério das Comunicações. Para a Rede Vida, a mudança vive um momento histórico para alavancar a economia, pois quando é oferecido um serviço de alta tecnologia, isso gera oportunidades e faz com que o consumidor tenha acesso a melhores produtos.

Experiência internacional
Christoph Limmer, vice-presidente de vendas globais e desenvolvimento comercial da Eutelsat, é envolvido com esse tipo de transição há mais de 15 anos e disse que o Brasil não foi e nem será o único a ter adiamentos na questão de entrega. Ele explicou que essa migração começou final dos anos 90 e vai demorar até 2020/2025. Segundo o executivo, os desafios maiores são garantir acesso e cumprir prazos. “A França começou com esse processo em 1995 com prazo de mudança em 2001. Depois de 6 anos o governo francês percebeu que não atingiria 100% da população, investiu 920 milhões de euros e completou a rede terrestre com satélites, que tem a vantagem de cobrir todo o país.” Já os países africanos estão discutindo se devem fazer somente com satélites. A vantagem dessa infraestrutura hibrida é a rapidez, pode começar amanhã”, disse.

O debate foi mediado por Ruy Bottesi, diretor titular adjunto da divisão de telecomunicações do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Fiesp. Outros dois painéis do workshop discutiram novas tecnologias por satélite para redes móveis e internet e o emprego da alta tecnologia na administração pública. A abertura do evento foi feita pela embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues, diretora titular adjunta do Deinfra, por Rodrigo Campos, CEO da Eutelsat no Brasil e por Manoel Augusto Cardoso da Fonseca, secretário de Políticas de Informática do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI)

Abertura do workshop “As oportunidades de TIC entre União Europeia e o Brasil”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Abertura do workshop “As oportunidades de TIC entre União Europeia e o Brasil”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp